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O País – A verdade como notícia

Produtores de hortícola e feijão do sector familiar, em Chókwè, província de Gaza, queixam-se da falta de mercado para comercializar a sua produção, alegadamente devido a concorrência de produtos da África do Sul.

Os produtores defendem maior protecção da produção nacional, principalmente durante o período da colheita, de culturas frescas, a exemplo de tomate, repolho, cenoura, por forma a assegurar o retorno de investimento que vezes sem conta advém do empréstimo bancário.

O Presidente da Associação dos produtores do Regadio de Chókwè, Atanásio Tailane, disse que a concorrência está a prejudicar os esforços dos produtores nacionais, daí que muitos agricultores do sector familiar estão preocupados com a situação.

“O apelo que eu faço na qualidade de representante dos produtores é que todas as forças da sociedade, deviam perceber que nós precisamos de encontrar mecanismos para proteger a nossa produção e os nossos produtores, sobretudo os do sector familiar. Não vale a pena nós acomodarmos o discurso de que vamos fomentar agricultura familiar, agricultura comercial, se não estamos a criar mecanismos para que esses agricultores desenvolvam. Os agricultores só desenvolvem quando podem vender o seu produto da machamba e ganhar dinheiro”, disse o Presidente da Associação dos produtores do Regadio de Chókwè, Atanásio Tailane.

 

O ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas, Agostinho Mondlane, realizou, ontem, uma visita à AEL Limitada, uma fábrica de processamento e comercialização de produtos de pesca, com enfoque para amêijoa.
Durante a visita, o ministro recebeu dos responsáveis da empresa a explicação sobre o processamento das amêijoas.
 No final, a empresa pediu que o Governo criasse medidas para a gestão da pesca da amêijoa para evitar o seu desaparecimento. Agostinho Mondlane prometeu tomar medidas, e sugeriu que a empresa aposte na aquacultura para a produção de amêijoas.
O ministro afirmou que o país tem excelentes condições para a prática da aquacultura, mas a formação de quadros condiciona a mesma.
A fábrica de processamento de amêijoas está localizada na Matola, emprega 86 trabalhadores e opera no mercado desde Fevereiro de 2015.

O país registou uma redução muito ligeira dos preços de bens e serviços ao longo do mês de Julho, comparativamente ao mês de Junho, indicam dados recolhidos nas cidades de Maputo, Beira e Nampula pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). 
Os preços caíram 0.50%, o que significa que o que custava mil meticais em Junho, passou a custar 995 meticais, uma redução de só 5 meticais. Os produtos alimentares e as bebidas não alcoólicas contribuíram mais na queda, ao baixarem 59 pontos percentuais.
O preço do tomate baixou 13,4%, isto é, o quilo que custava cerca de 85 meticais em Junho, passou a ser vendido a cerca de 73 meticais, disse à nossa equipa uma dona de casa que vive em Maputo.  
O preço do amendoim abrandou 9,9%, segundo dados recolhidos pelo INE. Outra dona de casa ouvida pelo nosso jornal, na Cidade de Maputo, confirma que houve redução. Diz que o amendoim de boa qualidade que custava 150 meticais em Junho, passou a ser vendido 120 meticais em Julho.
Segundo o INE, os veículos automóveis de segunda mão registaram uma queda de preços de 2.8%, o peixe carapau baixou 1,8%, o gás de cozinha ficou 14,2% mais barato, preço do óleo alimentar diminuiu 2,7% e da alface abrandou 11,0%. 
“Estes produtos contribuíram no total da inflação mensal com cerca de 0,53 pontos percentuais negativos”, lê-se na nota de imprensa do Instituto Nacional de Estatística.
Vida ficou mais cara no mês passado em relação a Julho de 2016
Embora os preços tenham reduzido um pouco de Junho para Julho deste ano, o custo de vida no mês passado foi muito mais alto relativamente a Julho de 2016. Dados do INE mostram que, em Julho deste ano, os preços subiram 16,17% comparativamente aos praticados em Julho de 2016.
Isto quer dizer que as famílias que gastavam cinco mil meticais para comprar um conjunto de produtos básicos em Julho de 2016, no mesmo mês do presente ano passou a despender 5 800 meticais para comprar a mesma quantidade daqueles bens.
“A divisão de vestuário e calçado foi, em termos homólogos, a de maior agravamento de preços com 22,88%”. As cidades de Nampula, Maputo e Beira registaram agravamentos nos respectivos níveis gerais de preços na ordem de 17,14%, 16,52% e 13,77%, respectivamente, informa o INE.

As Pequenas e Médias Empresas (PME) de Nampula foram desafiadas a aproveitarem as potencialidades existentes na província para estimularem e desenvolverem os seus negócios, aproveitando também os mega-projectos para a criação de alianças. 
O desafio foi imposto no lançamento do concurso 100 Melhores PME em Nampula, que acolheu a primeira cerimónia a nível provincial. O concurso que distingue as 100 melhores pequenas e médias do país e que está na sua sexta edição, tem como lema: “Fortalecer as cadeias de valor de conteúdo nacional”, visa impulsionar o crescimento das PME para torna-las mais fortes e flexíveis, de forma a responderem aos desafios dos grandes projectos.
“Fortalecer as cadeias de valor de conteúdo nacional e tornar as PME mais fortes e flexíveis para responder aos desafios dos grandes projectos que se vão concretizar proximamente e aqueles já implementados permitem às pequenas e médias empresas que participem na cadeia de valor, desde que se ajustem às exigências, percebam o potencial e a dimensão que devem comportar para participar neste processo de desenvolvimento”, explicou Aniceto Manhique, representante do grupo Soico, organizador do concurso.  
O representante do grupo Soico destacou ainda a importância das empresas aproveitarem o concurso para se exibirem apresentando os seus serviços e produtos, gerando mais riquezas para a província que até então é tida como a mais populosa do país.
Norberto João, director provincial da Indústria e Comércio, faz referência que a aposta nas PME vai ajudar na diversificação da economia nacional, aumentando, deste modo, a produção nacional. 
“Esta é a época das PME não só porque elas representam a maioria do universo das empresas no país, mas porque são elas que dinamizam, estruturam e impulsionam a economia. A busca actual pela diversificação da economia, sobretudo, centrada nos sectores produtivos tem nas PME o braço de inclusão”, disse o governante. 
Nesta edição, serão atribuídos certificados de qualidade para os três primeiros colocados, como forma de facilitar a ligação com os grandes projectos e as multinacionais.
“Nesta edição, introduzimos a certificação de qualidade para os três principais vencedores. Este é um factor determinante para a ligação aos grandes projectos, refiro-me aos projectos de mineração de gás entre outros”, referenciou José Libombo, director geral-adjunto do Instituto de Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME). 
O concurso 100 Melhores PME é organizado pelo grupo Soico e o IPEME, tendo a parceira do BCI, Indico Seguros, da Ordem dos Contabilistas e Auditores de Moçambique (OCAM), e Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA). A iniciativa pretende distinguir as PME e promover as boas pratica no sector empresarial.  
Iniciativa expõe as PME ao mercado nacional 
Os parceiros do projecto 100 Melhores PME consideram que a iniciativa dá visibilidade ao trabalho efectuado por este grupo e estimula o surgimento de mais empreendedores nacionais. Os parceiros alertam aos agentes económicos que é necessário uma melhor organização das empresas, de forma a garantirem a capitalização de oportunidades. Por outro lado, reconhecem que o caminho a ser percorrido pelas PME não será fácil, mas se as mesmas conseguirem identificar oportunidades, conseguiram lograr grandes feitos. 

Produzir para comer, sim. Mas, sobretudo, produzir para vender e fazer negócios. Esta foi a tónica da intervenção do ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, José Pacheco, na recente visita a alguns distritos da província de Maputo, nomeadamente Matola, Namaacha, Moamba e Magude. 
A priorização da agricultura pelo Governo tem por objectivo transformar os agricultores de subsistência em agricultores de negócio, por isso, o Governo desenvolve todo o movimento de colocar sementes e outros meios de produção em quantidade e qualidade para os produtores, ao mesmo tempo que promove provedores de serviços a estarem presentes nos locais de produção e, desta feita, terem facilidades de acesso aos insumos (meios de produção). É, também, neste contexto que o Executivo estabelece parcerias com o sector privado, com vista ao estabelecimento de centros de serviços que têm a componente de parque de máquinas para a preparação de terras, aliado ao investimento em estufas, a fim de que a produção seja possível durante todo o ano, independentemente das condições climáticas.
“Vamos trabalhar como máquinas numa fábrica. Só que esta é uma fábrica de produção de comida, que, com este investimento, vamos poder trabalhar sempre e ganhar dinheiro todos os dias. Não podemos ter mato. Temos de acabar com o mato. Onde é preciso preservar o mato, vamos preservar por questões ambientais, mas onde investimos para produzir, vamos produzir a sério”, apelou o ministro aos produtores.
Ao longo daqueles dias, Pacheco visitou vários projectos de produção de grande escala, graças a investimentos individuais dos respectivos empreendimentos. Vários daqueles projectos fazem acreditar que há condições para assegurar auto-suficiência na produção de hortícolas.
Em Magude, um investidor sul-africano possui grandes plantações da papaia. Explora uma área de 100 hectares, dos 400 de que dispõe. Desenvolve uma técnica que permite que cada papaeira dê até 20 frutas de qualidade certificada internacionalmente. Exporta para a África do Sul e para outros mercados da Europa. 
No último dia, o ministro juntou criadores do gado para auscultar o grau de realização das suas actividades e os principais obstáculos que enfrentam. Estes queixaram-se do recrudescimento dos casos de roubo, principalmente. Outras questões têm que ver com a fraca disponibilidade da água para o gado.
Por todos os pontos onde passou, José Pacheco ouviu as preocupações dos agricultores e parte das suas preocupações e respostas estão no esquema ao lado. 

O Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ) defende que os empresários nacionais devem apostar na qualidade para tornarem os seus produtos competitivos. Esta declaração foi feita pelo director-geral daquela instituição, Alfredo Sitoe, num workshop sobre a Promoção do Comércio e Investimento entre Moçambique e Estados Unidos da América. “As Pequenas e Médias Empresas nacionais ainda têm fragilidades em termos de recursos humanos e equipamentos, daí que a participação no processo de normalização é muito reduzida”, disse. Isto faz com que muitas empresas moçambicanas enfrentem dificuldades para exportar devido à fraca qualidade dos seus produtos.
Este seminário vai permitir que o INNOQ use a experiência do Instituto Nacional Americano de Normas (ANSI), o que pode disseminar no país e traçar um plano de cooperação. Portanto, Moçambique vai adquirir conhecimento para preencher as lacunas existentes no sector de produção e criar um regulamento técnico que resolva a questão da qualidade no país.
  O objectivo do encontro é ajudar os países a implementar os seus compromissos no âmbito do Acordo sobre Barreiras Técnicas ao Comércio (OTC), da Organização Mundial do Comércio (OMC).  
A USAID está empenhada em apoiar Moçambique a melhorar a sua política de qualidade, por ser um assunto que não recebe a atenção que merece. Segundo Jonh Irons, representante da organização no país, não surgiu de forma automática na mente dos líderes que querem crescimento económico inclusivo. “Para estes líderes as questões que envolvem padrão de qualidade são a base sobre a qual são feitos investimentos sólidos”, salientou.
Para os participantes, este evento marca a materialização das normas da qualidade de prestação de serviços. Para Raúfo Usta, director-executivo da Federação Moçambicana do Turismo, o seminário “marca o ponto de divulgação das actividades do INNOQ e vai servir para maior exposição tanto das actividades como dos benefícios que a normalização e a qualidade dão ao negócio”.

Os empresários angolanos vão poder expandir os seus produtos na 53ª Feira Agro-pecuária, Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), que decorre de 28 de Agosto a 3 de Setembro, em Maputo, sob o lema “Fortalecendo as parcerias de investimento nacional e estrangeiro em Moçambique”. A feira tem como objectivo promover as trocas comerciais, estimular a produção, o consumo e a integração económica de Moçambique na economia mundial.
O embaixador de Moçambique em Angola, Santos Álvaro, disse que este ano a participação dos angolanos deve ser vista no âmbito da diversificação da economia angolana. 
“Isto é, deixar de depender apenas do petróleo e produzir para substituir as importações, como também para as exportações” sublinhou Santos Álvaro citado pelo jornal de Angola, tendo admitido, por outro lado, que “para que isto aconteça, é preciso que sejam estabelecidas parcerias.”
O embaixador informou que o Governo de Moçambique criou oportunidades para os empresários estrangeiros e multinacionais no sector petrolífero, além dos sectores da Agricultura, que tem disponível uma área com cerca de 800 mil quilómetros quadrados de terra arável, e do Turismo, que conta com uma longa costa de 2.700 quilómetros, considerada a segunda maior costa de África. 
Santos Álvaro explicou que outras oportunidades são no sector das Pescas, Indústria, Minas e outros do interesse do empresariado.  
O embaixador de Moçambique, Santos Álvaro, informou ainda que a embaixada, em conjunto com o governo angolano, está a trabalhar para suprir a isenção de vistos entre os dois países e a facilitação de vistos para os empresários. 
Por enquanto, está em vigor um acordo para a facilitação de vistos para os que devem visitar a FACIM, cujo processo permite um visto em 24 horas. “Garantimos também bilhetes promocionais nos dias em que decorre a feira”, declarou o embaixador. 
Em Novembro de 2015, o Presidente da República, lançou um desafio a todos os empresários moçambicanos e angolanos, no sentido de elevarem a relação política e diplomática que existe entre ambos, sobretudo igualando, ainda mais, a relação de negócios e das trocas comercias.

O Governo e as empresas Anadarko e Eni assinaram hoje dois contratos importantes que assinalam o arranque da construção, ainda este ano, dos projectos bilionários de produção e transformação de gás natural na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.

Um dos contratos, assinado pela Ministra dos Recursos Minerais e Energia, Letícia Klemens, autoriza a construção de um terminal marítimo conjunto e das instalações de descargas de materiais na península de Afungi que vão facilitar a logística dos projectos dos consórcios liderados pela Anadarko e Eni.

Este contrato é um claro sinal do compromisso da Anadarko, que ainda não tomou a decisão final de investimentos, em avançar com o projecto da Bacia do Rovuma nos próximos 16 meses.

Outro contrato foi assinado na tarde desta quinta-feira, pelos ministros da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Transportes e Comunicações e Mar, Águas Interiores e Pesca. Este contrato concede licenças aos operadores das áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma e dá autorização para o arranque do processo de reassentamento das famílias abrangidas pelo processo.

Os acordos são assinados três anos depois de o Governo ter criado uma equipa para negociar os termos e as condições para o arranque dos dois maiores projectos de hidrocarbonetos que podem tornar Moçambique num dos maiores produtores de gás do mundo.

A cerimónia de assinatura dos contratos contou com a participação de operadores das duas maiores áreas do Rovuma, gestores das empresas públicas e privadas ligadas ao projecto, o governador do Banco Central, embaixadores dos Estados Unidos e Itália e outros convidados.

 

Os líderes dos consórcios que lideram a área 1 e 4 da Bacia do Rovuma comprometeram-se a dar o máximo para avançar com seus projectos de gás natural liquefeito em Cabo Delgado. John Grant, vice-presidente da Anadarko para o pelouro das relações internacionais com o Governo, adianta que ainda há muito trabalho por ser feito para a industrialização da zona Norte do país.

Já o director-geral, Fabio Castiglioni, da companhia italiana Eni referiu que a cerimónia marca o culminar das negociações dos projectos de gás natural que visa um acordo estratégico entre o Governo e as concessionárias da área 1 e 4 da Bacia do Rovuma para o arranque efectivo dos projectos.

Lembre-se que o consórcio liderado pela Eni tomou recentemente a sua decisão final de investimentos e a norte-americana Anadarko já deu passos significativos para o mesmo propósito que poderá acontecer provavelmente no próximo ano.
      

 

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