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O País – A verdade como notícia

O Presidente do Conselho de Administração do Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM), João de Abreu, diz que os aeroportos nacionais são seguros e refere que todos os pronunciamentos que contrariam esta verdade são fruto de desconhecimento da realidade.

O comandante Abreu fez ainda menção que o país saiu da lista dos países que não cumprem com as normas internacionais de segurança, no que refere à aviação civil.

O PCA do IACM falava, hoje em Maputo, à margem da abertura da reunião do Conselho Aeronáutico, que visa debater as causas do fraco crescimento do mercado aéreo nacional.

Decorrem os últimos preparativos para o segundo Grande Fórum MOZEFO. Hoje, equipas de protocolo, segurança e de acreditação estiveram reunidas no Centro de Conferências Joaquim Chissano para analisar ao detalhe questões logísticas e de organização do evento. Na ocasião, Graciete Carrilho, Administradora do Grupo SOICO e uma dos responsáveis da organização do evento, revelou que os ingressos passam a estar disponíveis a partir desta quinta-feira para os participantes que tenham feito o registo via internet na página do MOZEFO.

Assim, os que fizeram o registo já podem dirigir-se ao Centro de Conferência Joaquim Chissano para recolher os passes que lhes dará direito para participar no Fórum Económico e Social de Moçambique. E para os que ainda não fizeram a inscrição podem ainda fazê-lo quanto antes, via internet e caso enfrentem alguma dificuldade podem dirigir-se ao Centro de Conferências para junto da equipa de acreditação proceder à inscrição. No local, os participantes podem ainda adquirir os ingressos para o concerto de Rui Veloso que vai decorrer no final do Grande Fórum.

Graciete Carrilho apela aos interessados em participar no MOZEFO para quanto antes irem levantar os seus ingressos e não deixar para última hora. Os participantes têm a oportunidade de escolher se pretendem participar em todas as sessões ou em algumas, daí que podem adquirir ingressos apenas para as sessões de que pretendam assistir.

Por seu turno, Enoque Jerónimo falou da reunião havida com as equipas de segurança, protocolo e acreditação e que visava mostrar o local onde o evento vai decorrer e explicar como irá funcionar o processo de recepção dos participantes. Enoque Jerónimo esclareceu, na ocasião, que as equipas foram informadas e familiarizadas com a plataforma tecnológica que irá ser utilizada durante o evento para admitir os participantes, que será através da leitura óptica do QR Code dos crachás, daí a importância de se proceder à inscrição antecipada.

As equipas também familiazaram-se com o local do evento, os acessos e como será feita a circulação dentro dos espaços do Centro de Conferência Joaquim Chissano e para onde encaminhar os participantes quando chegarem ao local do evento.

Combustíveis e outros produtos petrolíferos com preços ajustados a partir de amanhã. Assim, a gasolina sobe dos actuais 59.52 para 62.72 meticais o litro, enquanto o gasóleo de 53.38 para 56.43 meticais o litro.

O petróleo de iluminação passa de 43.32 meticais o litro para 44.73. Já o gás doméstico (GPL) sobe de 58.04 meticais/kg para 70.11/kg. Enquanto que o gás comprimido (GNV) passa de 28.22 para 29.75 meticais.

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia refere, em comunicado, que o Governo mantém o subsídio para os transportes e outros sectores necessitados.

Portugal é o país que mais crustáceos compra a Moçambique, de acordo com os dados das exportações de 2016 do Instituto Nacional de Estatística.

O país exportou no último ano 38,2 milhões de dólares de lagostas, camarões e espécies relacionadas. Segundo a agência Lusa cerca de um terço da mercadoria do pescado nacional que corresponde a 36.2 por cento teve como destino Portugal, seguido pela China com 27.5 por cento e Espanha com 19,5 por cento. Ou seja, a Península Ibérica foi o destino da maioria cerca de 55.7 por cento do produto vendido ao estrangeiro.

Recorde-se que em Junho deste ano, a organização ambientalista World Wildlife Fund (WWF) divulgou um relatório denunciando a pesca insustentável de camarão em Moçambique e apelando aos países da Europa a fazer uma escolha informada, para não pôr em risco a existência deste pescado. O relatório do WWF alertou também para a possibilidade de parte do camarão pescado no nosso país chegar a Europa de forma ilegal.

Reagindo às informações do relatório da WWF, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) disse ter adaptado algumas estratégias em parceria com o Governo para gerir a captura, evitar quedas bruscas na produção. 

A CTA e a Agência do desenvolvimento do Vale do Zambeze assinaram, hoje, um memorando de entendimento que visa fundamentalmente fortalecer o sector privado nas regiões mais recônditas do país.  Para tal estão disponíveis 120 milhões de meticais  que visam financiar projectos das pequenas e médias empresas.

“O que nós queremos é que os Conselhos Empresariais Distritais tenham no mínimo uma instalação para funcionar.  Vamos apoiar as actividades de formação dos empresários,   divulgar as oportunidades de investimentos que existem ao nível dos distritos e apoiaremos os fóruns de diálogo entre as conselhos em referência e os governos distritais. Na verdade, trata-se de  seguimento a uma parceria iniciada em 2014, que pretende fortalecer o sector privado” – explicou Roberto Albino, Director Geral do  Vale do Zambeze.

Para a CTA, o memorando  assinado preenche as exigências do plano estratégico da agremiação, que passa pela capacitação de todas as províncias de modo a que elas tenham o mesmo nível de oportunidades, em acções do diálogo público privado e de promoção de  investimento.

“É importante para nós porque a CTA no seu plano estratégico está a trabalhar para a formalização da economia. Formalizar  a economia para nós é juntar todos os pequenos produtores em associações e pegar os pequenos produtores e coloca-los no sector formal” – indicou Vuma. E Vuma acrescentou que o que a CTA pretende com este memorando é, por outro lado, apoiar os produtores que têm estado a beneficiar dos sete milhões ao nível das províncias para que tenham uma consciência empresarial e “daí resultar num reembolso efectivo e terem uma contabilidade mais organizada”.  

Os empresários entendem que a divulgação dos procedimentos para aceder aos fundos colocados à sua disposição pela Agência do Vale do Zambeze não são tão claros, factos que acabam por contribuir para que os agentes económicos tenham dificuldades de obter estes financiamentos.

Reagindo ao posicionamento  dos empresários, a Agência do vale do Zambeze exortou aos conselhos empresariais provinciais a serem mais comunicativos e  a CTA garantiu que irá capitalizar o seu gabinete de apoio empresarial.

Importa referir que  o memorado de entendimento foi assinado a margem do   fórum regional centro do sector privado, que tinha como objectivo  discutir oportunidades de negócios dos empresários das províncias de  Sofala, Manica, Tete e Zambézia, assim como estabelecer uma plataforma interprovincial para a aceleração do desenvolvimento sustentável, numa cerimónia que contou com a presença da governadora de Sofala, que apelou a CTA a continuar ao lado do governo na elevação da economia do país para fazer face a actual conjuntura financeira.

 

 

 

O representante legal do grupo que representa os detentores da dívida pública de Moçambique disse, na sexta-feira, que os credores estão preparados para avançar com as negociações sobre os pagamentos em falta e resolver o “default”.

“Estamos preparados para avançar com Moçambique e os seus conselheiros na solução do Grupo Global de Detentores de Títulos de Dívida de Moçambique (GGMB, na sigla em inglês) que envolve a subordinação dos empréstimos legalmente suspeitos da Mozambique Asset Management (MAM) e da Proindicus, que estão sujeitos a garantias que foram consideradas ilegais e que devem ser rejeitadas pelo Governo”, disse Thomas Laryea.

Em declarações à agência de informação financeira Bloomberg, o advogado na firma britânica Cooke Robotham disse que o GGMB tem mantido discussões informais com os conselheiros e com o Governo, que terão expressado vontade de continuar estas discussões.

Existe “um alinhamento de visões”, acrescentou o representante dos detentores da dívida pública moçambicana, concluindo que “a situação avançou”.

As declarações de Laryea deixam antever que o Governo moçambicano terá aceitado dar prioridade ou, pelo menos, separar os credores em dois grupos: os que detêm títulos de dívida pública e os investidores que, através do Credit Suisse e do VTB, emprestaram dinheiro às empresas públicas MAM e Proindicus.

A separação era um dos pontos exigidos pelos credores da dívida para aceitarem uma negociação dos pagamentos em falta, quase de certeza com uma redução dos valores e um alargamento dos prazos de pagamento.

Até agora, o Governo tem sempre manifestado a vontade de agregar todos os credores numa única plataforma.

O escândalo das “dívidas ocultas” surgiu em Abril de 2016, com a divulgação pelo jornal norte-americano Wall Street Journal de empréstimos avalizados, mas não divulgados pelo Estado, no valor de 622 milhões de dólares à Proindicus e 535 milhões à MAM, atirando Moçambique para uma crise.

Os parceiros internacionais suspenderam apoios financeiros, a moeda desvalorizou, as agências de notação financeira desceram o rating e a inflação subiu até 25% em 2016, agravando o custo de vida.

O reatamento das ajudas internacionais ficou dependente da realização de uma auditoria independente às dívidas, cujo sumário executivo foi distribuído em Julho pela Procuradoria-Geral da República, e que tem sido alvo de críticas por parte de algumas das instituições envolvidas.

A actuação dos bancos está também a ser investigada pelo Polícia Federal (FBI) e o Ministério da Justiça dos Estados Unidos.

O volume de carvão mineral de Moatize exportado a partir do porto da Beira caiu para menos de metade neste ano, comparativamente aos anos anteriores.  

A Cornelder espera, entretanto, que o volume de carga geral a ser manuseada no próximo ano cresça significativamente, tendo em conta a dragagem capital que está a decorrer neste momento no canal de acesso ao porto da Beira, e o facto da reabilitação e ampliação da estrada nacional número seis estar praticamente no fim.

Nos últimos dois anos, o volume de carga geral manuseada no porto da Beira duplicou, ou seja das cerca de 100 mil toneladas contentorizadas em 2015, este ano subiu para mais de 200 mil toneladas.

Com vista a conhecer a capacidade de conservação e refrigeração de produtos frescos, o vice-ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa efectuou, hoje, uma visita à Afrigotel, empresa de armazenagem frigorífica.

A empresa, que entrou em funcionamento há um ano, tem a capacidade de armazenamento de mais de sete mil metros cúbicos. No momento a firma só tem conservado carnes e peixe, não tendo recebido solicitações para a conservação de hortícolas, frutas e vegetais.

O vice-ministro da indústria e Comércio considera que já estão criadas condições para o armazenamento de produtos frescos na cidade de Maputo.

Da Afrigotel, Ragendra de Sousa seguiu para o Mercado Grossista do Zimpeto, onde pôde constatar que os comerciantes não têm conhecimento sobre as ofertas existentes no sector de refrigeração, o que condiciona a oferta e preço de venda.

Quanto à quadra festiva, o governante diz que estão em curso medidas para conter a subida de preço.

Tende a baixar o volume de exportação do carvão mineral de Moatize a partir de Porto da Beira, na sequencia do uso exclusivo por parte da Vale Moçambique do Porto de Nacala.

O volume de carvão mineral de Moatize exportado a partir do porto da Beira, caiu para menos de metade neste ano comparativamente aos anos anteriores. 

A Cornelder espera, entretanto, que o volume de cargas geral a ser manuseadas no próximo ano cresça significativamente, tendo em conta a dragagem capital que está a decorrer neste momento no canal de acesso ao porto da Beira e o facto da reabilitação e ampliação da Estrada Nacional Número seis estar praticamente no fim.

Nos últimos dois anos o volume de carga geral manuseada no porto da Beira duplicou, ou seja, das cerca de 100 mil toneladas contentorizadas em 2015, este  ano subiu para mais de 200 mil toneladas.

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