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O País – A verdade como notícia

A cidade de Maputo, quando comparada com as cidades de Nampula e da Beira, registou maior subida de preços no mês de Abril deste ano. Segundo o Índice de Preços ao Consumidor, elaborado pelo Instituto Nacional de Estatísticas, a cidade de Maputo teve uma inflação mensal de 0.71 por cento, e as cidades de Nampula e Beira tiveram uma inflação de 0.09 por cento e 0.07 por cento, respectivamente.

Em relação à inflação acumulada, a cidade de Maputo teve o maior agravamento de preços na ordem de 3.22 por cento, seguida da cidade da Beira com 1.45 por cento e por fim Nampula registou uma inflação acumulada de 0.57 por cento. Em termos homólogos, a cidade de Maputo volta a liderar a tendência de aumento do nível geral de preços com 3.67 por cento, seguida da cidade de Nampula com 1.50 por cento. A cidade da Beira teve uma inflação negativa estimada em 0.32 por cento.

Em termos gerais, o país registou, face ao mês anterior, uma subida do nível geral de preços na ordem de 0.43 por cento. A divisão de Transportes foi a que maior agravamento de preços registou tendo contribuído com 0,28pp (pontos percentuais) positivos. Ao se analisar a inflação mensal por produto, destaca-se o aumento dos preços da gasolina (3.8 por cento) das refeições em restaurantes (3.0 por cento), do tomate (8.1 por cento), do gasóleo (5.2 por cento), dos seguros relacionados com transporte (22.0 por cento), do material diverso para manutenção e reparação de habitação (3.0 por cento), e dos vestidos (5.6 por cento). Estes produtos foram responsáveis por cerca de 0,73pp positivos no total da inflação mensal.

Entretanto, alguns produtos com destaque para o coco (21.9 por cento), o peixe fresco (1.8 por cento), a alface (8.3 por cento), o carvão (2.0 por cento), a batata-doce (16.6 por cento), o peixe seco (1.1 por cento) e o gás butano, usado na cozinha, em botija (4.7 por cento) sofreram queda de preços contribuindo para a inflação mensal com 0.38pp negativos.

 

 

A China desembolsou cerca de 10 milhões de dólares americanos para apoiar a actual campanha agrícola em Moçambique.

O facto foi revelado no último sábado no distrito de Boane, pelo embaixador da China em Moçambique, Su Jian, durante a visita que o Presidente do Comité Permanente da 13ª Assembleia Popular Nacional da China, Li Zhanshu, efectuou ao Centro de Investigação e Transferência de Tecnologia Agrícola Moçambique – China, localizado naquele ponto do país, segundo avança a AIM.

Su Jian apontou a agricultura e segurança alimentar como sectores prioritários do investimento chinês no país. “A China escolheu a agricultura como o sector em que deve investir mais nos próximos tempos em Moçambique”, disse, acrescentando que cinco maiores empresas chinesas estão a operar em Moçambique, sobretudo nos sectores de agricultura e segurança alimentar, infra-estruturas, e vias de acesso.

Para o embaixador, as firmas chinesas têm dado o seu contributo no país, alavancando a economia, com o objectivo de a tornar sustentável.

Por isso, segundo o diplomata chinês, como forma de encorajar mais investimentos, a cooperação entre Moçambique e a potência asiática deve ser vantajosa e ser cada vez mais eficiente.

Quanto à visita do Presidente do Comité Permanente da 13ª Assembleia Popular Nacional da China, Su Jian acredita ser de capital importância, numa altura em que a cooperação com a contraparte moçambicana tem sido cimentada ao mais alto nível.

Por seu turno, o primeiro vice-presidente da Assembleia da República, António Amélia, destacou que a Liga de Amizade e Cooperação entre Moçambique e China favorece uma cooperação parlamentar eficaz.

António Amélia disse que mais de 50 funcionários da Assembleia foram capacitados na China em áreas como gestão parlamentar, e tecnologias de informação e comunicação.

A visita do Li Zhanshu a Moçambique termina segunda-feira. Acompanham a delegação 60 pessoas, incluindo membros da Assembleia Nacional Popular da China.

 

O Banco Mundial aprovou, semana passada, uma doação financeira no montante equivalente a 150 milhões de dólares americanos em apoio ao Projeto de Desenvolvimento Integrado de Estradas Vicinais do Governo de Moçambique, refere um comunicado da instituição.

Este financiamento da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA) será utilizado para melhorar o acesso rodoviário em áreas rurais selecionadas das províncias da Zambézia e Nampula, onde vive a maioria da população rural carenciada do país.

Ainda de acordo com o Banco Mundial, a taxa de pobreza no país aumentou em 5% na província da Zambézia no período compreendido entre 2003 a 2009, e permaneceu inalterada na província de Nampula.

"Enquanto a agricultura emprega cerca de 80% da força de trabalho total do país e gera cerca de 30% de seu Produto Interno Bruto (PIB), a sua produtividade permanece baixa e é limitada por muitos factores, incluindo o acesso limitado as regiões rurais", sustenta o documento.

A produtividade agrícola é particularmente baixa nas províncias de Nampula e Zambézia onde a população encontra-se dispersa.

 

Em comunicado publicado na edição de hoje do jornal O País, o Banco de Moçambique informa que aplicou sanções aos ex-membros do Conselho de Administração e Comissão Executiva do Moza Banco implicados na deterioração da situação financeira e prudencial da instituição financeira desde 2015. Os visados têm multas que variam entre 300 mil a 500 mil meticais e possuem inibições ao exercício de cargos sociais e funções em instituições de crédito e sociedades financeiras durante dois a três anos.

Na lista dos punidos, consta o nome de Prakash Ratilal, antigo Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Moza Banco, que, tal como o antigo Presidente da Comissão Executiva (PCE) do Moza Banco, Ibrahimo Ibrahimo, foi lhe aplicado uma multa de 500 mil meticais e uma sanção de três anos de inibição ao exercício de cargos sociais e funções em instituições de crédito e sociedades financeiras.

Também com uma multa de 500 mil meticais e uma inibição de três anos ao exercício de cargos sociais e funções em instituições de crédito e sociedades financeiras estão César Augusto Gomes, Luís Magaço, João Luiz Jorge e Rui Manuel Guerra.

Por sua vez, Paulo Ratilal e Luís Tiago Pinto foram sancionados com uma multa de 300 mil meticais e dois anos de inibição ao exercício de cargos sociais e funções em instituições de crédito e sociedades financeiras.

O Banco de Moçambique, dirigido por Rogério Zandamela, avança que a publicação das sanções visa prevenir situações similares e garantir que haja transparência na gestão  das instituições de crédito e sociedades financeiras. Nestes termos, entende a autoridade financeira, ficam protegidos os interesses dos depositantes, investidores e outros credores, para além de salvaguardar as condições normais de funcionamento do mercado monetário, financeiro ou cambial.

Em  Maio de 2017, a Kuhanha foi seleccionada pelo Banco de Moçambique para recapitalizar o Moza Banco. A Sociedade Gestora do Fundo de Pensões do Banco de Moçambique – Kuhanha teve de injectar 8 170 milhões de Meticais para recapitalizar o Moza Banco.

Foi a mesma Kuhanha  que comunicou em Fevereiro último ao mercado a assinatura de um memorando de entendimento com a Arise Fund para a entrada deste investidor no capital social do Moza, com uma posição minoritária na estrutura accionista.

O acordo assinado previa ainda que o Moza adquira o Banco Terra, instituição participada pela Arise Fund em Moçambique.

A Arise Fund foi criada em 2016 e junta os serviços financeiros dirigidos em África pelo Fundo Soberano norueguês Norfund, pelo banco de desenvolvimento FMO e pelo Rabobank, ambos holandeses.

 

O congresso dos Estados Unidos da América criaram, no ano 2000, a Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA). Trata-se de um instrumento que oferece baixas taxas de exportação aos países africanos para os Estados Unidos da América.

Moçambique é um dos países africanos beneficiário da AGOA, mas desde a criação da lei em 2000, apenas 1 milhão de dólares dos 100 milhões de dólares de exportações Moçambicanas para os Estados Unidos tiram proveito do acesso livre de impostos da AGOA. Esta percentagem é considera pelos dois países como baixa.

Devido a este cenário, o Ministério da Indústria e Comércio lançou, hoje, em Maputo, a Estratégia de Utilização da AGOA, que tem por objectivo diversificar e aumentar as exportações do país para os EUA. A estratégia prevê a identificação de sectores e produtos específicos para potenciar a sua produção e exportação, capacitação técnica, estudos aprofundados para atracção de investimentos e a disseminação massiva da estratégia para diferentes grupos. Ragendra de Sousa considera que o instrumento vai impulsionar a produção. “A estratégia deve ser usada para encorajar o sector privado a exportar para o mercado dos Estados Unidos da América”, disse o Ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa.

Na sua intervenção no lançamento da Estratégia de Utilização da AGOA, o Embaixador dos EUA, em Moçambique, Dean Pittman, observou que “incentivos comerciais para aceder ao mercado americano levarão a um aumento dos investimentos em África, criando mais empregos e oportunidades económicas para todos.” A Estratégia de Utilização da AGOA em priorizará os principais sectores e produtos para potencial expansão do comércio para os Estados Unidos, incluindo: fabricação de têxteis / vestuário; “Alimentos de Especialidade” e o processamento agrícola (castanha de caju, ervilha, mandioca, amêndoa sem casca, feijão, noz de macadâmia, melaço de cana, etc.) e metais preciosos.

Agostinho Vuma, presidente do conselho directivo da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), diz que a estratégia, hoje lançada, vai impulsionar o crescimento das Pequenas e Médias Empresas, mas é necessário que o sector privado receba capacitação para melhorar os seus padrões de qualidade e certificação que são exigidos pelos EUA.

A Estratégia de Utilização da AGOA foi criada pelo Ministério da Indústria e Comércio em parceria com Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e a CTA. A estratégia será implementada de 2018 até 2025, ano em que termina a iniciativa da AGOA.

 

A empresa Montepuez Ruby Mining (MRM) anunciou que está a cumprir a lei moçambicana na extração de esmeraldas e rubis na província de Cabo Delgado, após uma organização não-governamental (ONG) considerar que a empresa estava a lesar o Estado.

Em Abril, o Centro de Integridade Pública (CIP) defendeu a alteração das regras de exploração da MRM para o país passar a reter mais lucros do negócio, considerando que a contribuição fiscal que advém da exploração está abaixo do potencial de produção, que é de 8.4 milhões quilates por ano.

A Montepuez Ruby Mining lembra que desde que começou a actuar no país, em 2012, a empresa pagou um total de 26 por cento das suas receitas ao Governo, além de desembolsar 1,7 milhões de dólares para projectos de responsabilidade social.

 As receitas da empresa são provenientes de leilões e, desde 2012, a empresa arrecadou 335 milhões de dólares, dos quais 10 por cento são destinados a ‘royalties’. A Montepuez Ruby Mining é detida pela Gemfield e pela Mwiriti e a área que está a ser explorada (cerca de 340 quilómetros quadrados) é considerada uma das mais extensas concessões do mundo em mãos de privados.

 

Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) prevê construção de uma refinaria de gás no país. Sem avançar com datas o Presidente do Conselho de Administração daquela instituição, Omar Mitá, diz que neste momento está em análise a viabilidade económica do projecto.

Segundo Omar Mitá o concurso público referente à construção de uma refinaria de gás no país foi lançado no mês passado. Mitá não tem dúvidas que o projecto irá melhorar o poder de compra dos moçambicanos.

O PCA da ENH revelou ainda que enquanto se espera pelo gás do Rovuma vai se conceber um projecto de importação da matéria-prima para ser refinada no país e consequentemente escoar o produto para os países do interland.

Para Mitá, Moçambique tem condições para beneficiar-se dos recursos naturais existentes no seu território acrescentando valor e cobrando preços de prémio.

 

Caiu, quinta-feira, o pano sobre mais uma edição da Africa’s Travel Indaba, considerada a maior feira de turismo africano. Nesta feira são expostos os principais produtos turísticos de cada país participante, há oportunidades para criação de parcerias entre agências de viagens e operadores turísticos e também espaço para o debate do sector do turismo no continente.

Na abertura do evento, o CEO da South African Tourism (SAT), Sisa Ntshona, convidou aos participantes a tirarem maior proveito do evento, pois considera Africa’s Travel Indaba uma oportunidade para conhecer África, no seu melhor. Ntshona destacou que no Indaba os participantes tem a oportunidade de conhecer as potencialidades do continente e traçar parcerias para investir nesses lugares.

Durante uma secção de debate que teve como tema: Responsible e Tourism- Enabling the “”New Normal”, que versava sobre o desenvolvimento do turismo tendo em conta o ambiente, os efeitos climáticos vindos do aquecimento global, e as comunidades locais. O CEO da SAT que fez parte do painel destacou que o sector privado e público devem trabalhar para promover mudanças no sector, mas esta transformação não pode colocar em risco os valores de uma comunidade, muito menos excluir as comunidades locais dos projectos. “Quando as pessoas são excluídas destroem, mas quando são incluídas nos projectos são as primeiras a protegerem-no. Há tempos no kruger park houve uma comunidade que se revoltou e resolveu fechar uma das entradas do parque, porque se sentiam excluídas e cansadas de ver actividades que geram dinheiro enquanto elas não tem acesso aos rendimentos”, disse o CEO da SAT.

Judy Lain, membro do painel, chamou atenção aos cuidados que temos que ter com o ambiente, como cidadãos em primeiro lugar e depois como turistas. Lain deu o exemplo da restrição de água que houve na cidade do Cabo recentemente devido a seca, onde cada pessoa teve que mudar de hábitos e para gastar cada vez menos água. A painelista disse que a mudança de comportamento que houve na cidade do Cabo deve ser transferida para Joanesburgo, para Durbam e por fim para o resto do mundo.

O turista em qualquer parte do mundo é chamado a ter um comportamento cívico, preservar o ambiente mesmo não sendo originário desse lugar. Os agentes turísticos por sua vez foram desafiados a desenharem pacotes, passeios que ensinem o consumidor a ter melhores práticas.

Ao encerrar o painel de debate, Ntshona desafiou cada um dos participantes a procurar soluções, porque elas existem internamente, não sendo necessário busca-las fora, onde os africanos devem tomar a dianteira e passar para acção. “Devemos deixar de ser vítimas, o mundo está a olhar para nós. Podemos mostrar que somos capazes de melhorar a nossa gestão, o nosso comportamento”, afirmou Sisa Ntshona.

Para a californiana Gail Woloz, dona de uma agência de viagens, o Indaba 2018 foi uma oportunidade única de conversar presencialmente com diferentes agentes do sector e criar parcerias. Woloz, que participa pela primeira vez no feira de turismo, considera o continente africano especial, onde há muito ainda por explorar no sector. A californiana tem como principal aposta da sua agência de turismo as viagens para África, os seus clientes tem como preferências África do Sul, Botswana, Tanzânia e Quénia. Gail Woloz afirmou que depois do Indaba vai aumentar os destinos africanos oferecidos na sua agência.  

O Africa’s Travel Indaba decorreu de 8 à 10 de Maio, na cidade de Durban, na áfrica do sul e contou a participação de 22 países africanos e compradores de mais de 80 países de todo o mundo, além de 600 membros de empresas de mídia, entre jornais, revistas e televisões nacionais e internacionais. Moçambique faz-se representar na feira com 20 expositores, entre agências de viagens, hotéis, linhas aéreas e o Instituto Nacional do Turismo (INATUR). A feira é organizada pela South African Tourism, agência de promoção do turismo na África do Sul e pelo ministério do Turismo daquele país.

Numa iniciativa denominada “bolsa de madeira sustentável”, os operadores de madeira tiveram a oportunidade de vender este recurso de forma pública aos compradores moçambicanos.

Com esta modalidade, foi preciso que se definisse preços de referência de cada tipo de madeira, o que ajudou a alguns exploradores a valorizar o recurso, visto que antes podiam vender a preços muito baixos.

Para o ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, a iniciativa não só ajuda na valorização da madeira, como também vai implicar a arrecadação de mais receitas para o Estado.

Aliás, Celso Correia diz que as medidas que veem sendo implementadas no sector fizeram com que as receitas ao Estado aumentassem dez vezes mais.

O governante espera que com esta iniciativa, os operadores de madeira possam sempre vender o recurso, seja para compradores nacionais como estrangeiros, tendo preços de referência.

 

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