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O País – A verdade como notícia

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

O Governo vai investir 98.3 milhões de dólares, o equivalente 5.9 biliões de meticais na construção de uma nova ponte sobre o Rio Save, com vista a substituir a actual, disse o Ministro das Obras Públicas Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine.

As obras estão a cargo da CBRC, a companhia chinesa que está, neste momento, a construir a ponte Maputo Ka Tembe, e assim que iniciarem os trabalhos, serão necessários três anos para que a nova ponte sobre o rio Save fique pronta.

Para já, a companhia chinesa vai reabilitar a actual ponte sobre o Rio Save, sendo que até Novembro próximo será instalada uma ponte provisória, para permitir a circulação de pessoas e bens, visto que o tráfego poderá sofrer interdições.

A actual ponte sobre o rio Save foi construída em 1971 e previa-se que a mesma perdurasse por 50 anos. Por estar praticamente no limite da sua durabilidade, o Governo quer substituir defitivamente a infraestrutura, a médio prazo.

O Governo irá realizar a terceira edição da Feira de Gemas, em Nampula, com o objectivo de desencorajar a comercialização ilegal de minerais preciosos e não-preciosos. A feira vai contar com a participação de expositores, comerciantes e autoridades.

“A cidade de Nampula é o maior centro de comercialização de minerais de Moçambique e, por isso, entendemos criar um espaço para que as pessoas possam comprar e vender minerais pagando os impostos devidos ao Estado, o que normalmente não tem acontecido”, disse Olavo Denisasse, Director provincial dos Recursos Minerais e Energia citado pelo Macauhub.

Denisasse disse que este tipo de feira permite que as transações possam ser feitas de forma segura.

Cândido Rangeiro, quadro do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, disse na sessão de abertura do certame que a realização de feiras de pedras preciosas pode ser uma forma de encorajar os operadores informais do sector a entrarem na legalidade.

“A Fagena visa criar um espaço de referência nacional e internacionalização das pedras preciosas produzidas em Moçambique”, concluiu Rangeiro.

 

“Diversificação” é a palavra de ordem para o desenvolvimento económico do país. A aposta no gás natural, por si só, pode revelar-se uma aposta arriscada para novas fontes de emprego.

As expectativas em volta das receitas de exploração do gás natural são enormes. Há quem defende que esta postura é um “replay” a exacerbada esperança no carvão de Moatize (altura em que este negócio estava no auge), ou seja, o Executivo de Maputo está a voltar a cometer o mesmo erro.

Embora reconheça a forte importância deste recurso para os cofres do Estado, o Banco Mundial considera que aposta no gás pode ser arriscada, pelo que é preciso desenhar planos de desenvolvimento mais cautelosos, com emprego juvenil como peça-chave do sucesso.

“Não estamos a dizer que aposta no gás não pode ser benéfica. O que queremos é a diversificação da economia, uma vez que a actual política está concentrada nos mega-projectos que são pouco intensivos na criação de postos laborais”, disse Ian Walker, economista-sénior do Banco Mundial, num exclusivo com “O País”.

É nesse contexto, que aquela instituição financeira internacional está a preparar um investimento na ordem de 80 milhões de dólares, com vista a desenvolver política de emprego mais inclusivas para jovens.

O financiamento será aprovado em breve, sendo que a sua implementação deverá ter uma duração de um ano. “A ideia é trazer garantir uma política pública mais virada para inclusão dos jovens e empregos de classe”, apontou Ian Walker.

Um dos argumentos apontados pelo Banco Mundial é de que a estratégia de crescimento existente no país é limitada no que toca à sua capacidade de apoiar a redução contínua da pobreza.

Realçando, que a vulnerabilidade do modelo de crescimento tornou-se óbvia em 2016, ano em que houve queda nos preços internacionais dos produtos de base, uma crise fiscal relacionada com níveis de dívida insustentável e uma grave crise de governação económica despoletada por uma desaceleração económica acentuada.

O Centro de Integridade Pública (CIP) e a Confederação das Associações Económicas (CTA) questionam a decisão do Governo, de isentar as concessionárias internacionais de se inscreverem na Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), cabendo a obrigação às concessionárias nacionais.

O Governo justificou a decisão com o facto de as empresas estrangeiras estarem cotadas em bolsas maiores.

Os questionamentos foram apresentados esta quinta-feira, no evento promovido pela Associação Moçambicana de Economistas, que contou com a participação de representantes de concessionárias nacionais e estrangeiras.

O evento juntou na mesma sala, os representantes para reflectirem sobre os mecanismos de envolvimento dos moçambicanos nos mega projectos de exploração de recursos naturais, e a relevância da BVM.

De acordo com o Presidente da Associação Moçambicana de Economistas, António Tivane, esta conferência surge do facto de a organização ter constatado um défice de conhecimento sobre o mercado financeiro, com realce para o mercado de capitais.

Lembre-se que a isenção desta obrigatoriedade surge na sequência da revisão do regulamento da lei de petróleos.

 

O Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, nomeou Irene Luzidia Maurício para Presidente da Comissão Liquidatária do Nosso Banco, na sequência da demissão da Comissão presidida pela Deloitte & Touche (Moçambique), Lda, por despacho de 15 de Abril de 2018, ao abrigo do disposto no n.º 1 da Lei n.º 30/2007, de 18 de Dezembro.

O Banco de Moçambique determinou, em Novembro de 2016, a liquidação do Nosso Banco, detido pelo Instituto Nacional de Segurança Social e designou a Deloitte & Touche como presidente da comissão liquidatária.

Na altura, o entidade que gere p sector financeiro no país referiu que "não foi possível a recuperação da situação financeira e prudencial deficitária" da instituição, incapaz de cumprir um plano de reestruturação delineado em 2014, "pondo em risco os interesses dos depositantes e demais credores, bem como o normal funcionamento do sistema bancário".

A Comissão Liquidatária, refere um comunicado do Banco Central, é constituída por um Presidente, nomeado pelo Governador do Banco de Moçambique, e por dois outros membros, um dos quais é o representante dos credores, e o outro dos sócios da instituição liquidanda.

Nos últimos 20 anos, o crescimento económico do país resultou na redução da pobreza, embora 40% da população mais pobre tenha sido deixada para trás. Mas o grande problema reside no emprego, refere o Banco Mundial (BIRD) no seu relatório sobre estratégias de emprego inclusivo e sustentável, divulgado nesta quinta-feira, em Maputo.

O Banco Mundial afirma que a estratégia de desenvolvimento de Moçambique precisa de se fortalecer para apoiar a redução contínua da pobreza, uma vez que o padrão de crescimento não tem sido tão inclusivo em comparação com os outros países da região, principalmente na vertente criação de empregos, devido ao foco excessivo em mega-projectos da indústria extractiva.

O director do Banco Mundial, Mark Lundell fez saber ainda que há muitos moçambicanos empurrados ao desemprego, principalmente, os jovens. Essa geração tem sido enquadrada em empregos de baixa renda, com destaque para agricultura.

Para Mark Lundell, o emprego assalariado é uma peça fundamental desse “quebra-cabeça”, pois, evidências mostram que o crescimento de empregos assalariados formais e informais é o principal motor que eleva países com baixo rendimento de modo a se tornarem nações de rendimento.

“É preciso ajudar trabalhadores do sector informal e expandir os empregos formais, os dois sectores tem papéis fundamentais. Os que trabalham por conta própria na agricultura e empresas domésticas não agrícolas, precisam de apoio para diversificar em actividades que estejam ligadas a economia moderna… isto vai impulsionar o acesso ao capital, mercados gerando maior produtividade”, disse o director do Banco Mundial.

De referir, que a taxa de desemprego em Moçambique, segundo a UNESCO, ronda os 20%. Deste universo cerca de 40% é corresponde aos jovens, um número que tende aumentar cada vez mais.

Doze metros de profundidade;  localizado na maior baía de África, com um cais com capacidade para a atracação de navios com 183 metros de comprimentos, todos estes argumentos não seduzem as linhas náuticas porque falta mercadoria para viabilizar o fluxo de navios no Porto de Pemba, em Cabo Delgado.

Nos últimos cinco anos o volume de carga manuseada tem registado uma descida acentuada, com excepção de 2015. Os dados da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, proprietária do Porto de Pemba, mostram que em 2013 foram manuseados 289.681 toneladas e em 2017 o número caiu para 149.767 toneladas. O pico de 2015 (355.487 toneladas) coincidiu com a fase de prospecção de gás natural na bacia do Rovuma e depois disso o que se passou a assistir é um porto que fica em média duas semanas sem receber um navio sequer.

O que se passa? Esta é a pergunta que parece mais legítima de se fazer, porque estamos a falar da província do gás natural. “Há vários factores, mas o principal é a falta de carga; a recessão económica”, responde o delegado dos CFM em Cabo Delgado, Arnaldo Manjate, que acrescenta dando um diagnóstico mais concreto: “a carga principal, que sustentava o porto até o ano passado era a madeira, mas com as actuais restrições isso significou a redução da carga manuseada aqui”.
A madeira ocupava 80% da carga manuseada no Porto de Pemba.

Com pouca mercadoria, o custo de frete de navios são mais caros. Neste momento, as duas linhas náuticas que operam em Pemba (a Spanfreight que representa a mauritânia UAFL e a francesa Bolloré que representa a PIL) cobram qualquer coisa como USD 1.800 por contentor, sem contar que o mesmo chega com muito atraso porque o navio sai do local de partida e faz várias entregas pelos portos mais movimentados da região, como os de Mombaça, Dar-es-Salam, e só depois é que escalam Pemba.

Há quem diga que a existência de apenas um cais para navios de grande calado é a causa principal. Facto real é que mesmo as companhias que exploram o grafite de Balama, centro de Cabo Delgado, preferem fazer mais de 460 km de estrada transportando a mercadoria para exportar a partir do Porto de Nacala, em Nampula, deixando ali à metade dessa distância, o Porto de Pemba. “Já tentamos procurar explicação junto dessas mineradoras, mas a única coisa que nos dizem é que os estudos que fizeram mostraram viabilidade de uso do Porto de Nacala”, lamenta Júlio Sethy, presidente do Conselho Empresarial de Cabo Delgado, num tom de quem não concorda com esse procedimento.

Arnaldo Manjate comenta essa preferência das mineradoras e deixa claro uma coisa: “nós temos capacidade para manusear grafite”. Ainda assim, mesmo o algodão que tradicionalmente era exportado a partir de Pemba agora sai de Nacala, denotando que algo vai mal.

Quanto à eficiência, enquanto que o Porto de Pemba manuseia 9 contentores por hora, o de Nacala faz 12. E ainda que se tente traçar um cenário positivista nos próximos cinco anos com a previsão da construção da plataforma de LNG em Palma pela Anadarko, verdade, porém, é que os benefícios não serão tão impactantes porque os navios que vão trazer equipamentos serão atendidos na Base Logística de Pemba, em construção a escassos quilómetros do Porto comercial de Pemba.

O Governo moçambicano anunciou esta quarta-feira o agravamento de preços de combustível com destaque para gasolina, gasóleo e gás de cozinha. Os preços de petróleo de iluminação e gás veicular não sofreram alteração, isto é, petróleo de iluminação continua a custar 50.33 meticais e o gás veicular manteve-se nos 31.97 meticais.

A gasolina que actualmente custa 66.59 meticais passa a custar a partir desta quinta-feira 69.53, um aumento de cerca de três meticais. Já o gasóleo passa a custar 64.66 meticais, um agravamento de quase dois meticais em relação ao preço actual.

O gás de cozinha não escapou dos aumentos. Seu preço subiu de 60.33 para 61.13 meticais o quilo, o que equivale a dizer, que uma botija de 11 quilogramas que custa actualmente 660 meticais, passa a custar a partir desta quinta-feira pouco mais de 670 meticais.

Instabilidade no mercado internacional, com destaque para Irão e Venezuela é apontada como principal factor influenciador deste ajuste de preços de combustíveis.

Com o agravamento dos preços, o Executivo espera evitar roptura de stock de combustíveis no mercado doméstico ao longo dos próximos meses.

 

Com objectivo de estabilizar os preços das hortícolas no mercado da província de Gaza, o Governo em parceria com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) investiu 44 milhões de dólares na produção e processamento deste produto, segundo o Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Regadio do Baixo Limpopo – EP, Armando Ussivane.

O investimento está ser aplicado pela Empresa Pública de Regadio do Baixo Limpopo no âmbito do Projecto de Irrigação e Resiliência às Mudanças Climáticas (BLICRP), que visa impulsionar e promover a produção e conservação de hortícolas naquela província.

Com esta iniciativa o Governo também pretende garantir a funcionalidade do regadio, gestão das infra-estruturas hidráulicas, terra e água para a produção de hortícolas durante o ano inteiro, explicou Ussivane.

Mas esta iniciativa vai mais longe, porque pretende também “colocar os produtos no mercado e reduzir as perdas que ocorrem no período pós-colheita, estimadas em mais de 20 por cento” apontou.

Para a execução do projecto, segundo Ussivane, foi construída uma unidade central de processamento que vai comprar hortícolas dos produtores. A referida unidade vai fazer a lavagem, selecção, calibragem, embalagem e conservação para adicionar valor aos produtos.

Para facilitar o escoamento dos produtos, construiu-se 47,6 quilómetros de estradas rurais sendo, uma principal com uma extensão de 17,3 quilómetros e duas secundárias com 20,8 e 9,5 quilómetros, respectivamente.

Contudo, a central não está preparada para o armazenamento de longo prazo, pelo que o seu trabalho é dirigido pela demanda no mercado e tem capacidade para conservar um volume de até 400 metros cúbicos.

“A unidade de processamento vai trazer grandes mudanças. Agora estamos a trabalhar na criação de uma cadeia de fornecedores, porque querem uma negociação sustentável.

Precisamos selecionar fornecedores capazes de atender a melhor logística e trabalhar com agentes para a distribuição de produtos nos mercados nacional e sul-africano”, disse Ussivane.

A central de processamento de hortofrutícolas, com capacidade para manusear entre 20 a 25 toneladas de hortícolas por dia, ocupa uma área de 2.114 metros quadrados, dos quais 400 metros quadrados para escritórios e armazéns.

 

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