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O País – A verdade como notícia

Governo de Moçambique quer cumprir o sétimo Objectivo de Desenvolvimento Sustentável garantindo o acesso universal à energia eléctrica através do Programa Nacional Energia para Todos e que conta com apoio de vários parceiros internacionais.

Foi lançada nesta segunda-feira em Maputo, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, a Estratégia Nacional de Energia, denominada Programa Energia Para Todos e que tem como principal objectivo levar energia eléctrica para todo o país até 2030.

O desafio é acelerar a realização de novas ligações por ano que actualmente se situam em cerca de mais de 100 mil para cerca de 600 mil por ano, para garantir que todos moçambicanos usem energia eléctrica. O Presidente da República reconhece que o desafio é gigantesco mas diz ser fundamental para assegurar “a ausência da instabilidade social, o baixo nível de produção agrícola e industrial e impactos negativos da saúde, educação e meio ambiente para além de aumentar o acesso às tecnologias de informação e comunicação” disse o Chefe de Estado.

O Presidente da República explicou ainda que a estratégia deverá assentar na expansão da actual Rede Nacional através da sua densificação, ou seja, fazer com que as pessoas que não usam energia eléctrica apesar de estar numa zona que exista rede passem a ter acesso. Por outro lado, levar a rede aos locais onde ainda não chega mas que tenha viabilidade económica, ou seja, haja pessoas que podem pagar por ela. Mas também para pessoas que não tenham capacidade de adquirir através de tarifas sociais.

O segundo pilar da estratégia é levar energia eléctrica a locais de difícil acesso para a expansão da Rede Nacional através de energias renováveis com destaque para a energia solar. Neste sector segundo o Chefe de Estado há que garantir a instalação de painéis solares de uso individual, ou seja, para cada residência e por outro em mini-redes que interliga um conjunto de residências e instituições.

Filipe Nyusi justificou pertinência deste projecto com o facto de ser “uma resposta aos clamores do nosso posso que nos são transmitidos nas visitas e interacções que fazemos em todo o país. É a reafirmação de que no acesso à energia nenhum moçambicano deve ser excluído. Nós como Governo estamos a dizer que estamos a resolver um problema real e que estamos comprometidos” disse para a seguir reconhecer que a iniciativa acrescenta um grande desafio na mobilização de financiamento “o acesso universal até 2030 pressupõe um aumento substancial de recursos financeiros dedicados à electrificação” disse.

O Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, foi quem fez o enquadramento e falou da importância do programa para impulsionar o desenvolvimento económico do país através da disponibilização de mais energia eléctrica para iluminação, agricultura e indústria. “Este projecto está alinhado com a nova agenda de desenvolvimento sustentável que pretende assegurar um acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível a energia para todos e inspirados em casos bem-sucedidos ao nível internacional e com suporte de vários parceiros. E para eles vale a pena destacar o apoio dos membros do Grupo de Trabalho para o sector de energia com os quais contamos continuar a trabalhar na mobilização de recursos para a sua execução e implementação de outras iniciativas visando o desenvolvimento do sector de energias em Moçambique” disse Tonela.

No evento participaram diversas personalidades e entidades ligadas ao sector de energia, entre públicos e privados para além de parceiros de cooperação que declararam total apoio ao programa.

Um desafio ao alcance do Governo

Levar a energia eléctrica a 72% da população em 12 anos é um grande desafio que se coloca ao Governo moçambicano. Na verdade passa por aumentar exponencialmente a sua capacidade de expandir e rede nacional de energia eléctrica bem como a aumentar de forma significativa a capacidade de geração, transmissão e distribuição da corrente eléctrica tendo em vista não só um objectivo económico, mas também social.

Aliás o Governo que tem estado desde a independência nacional em 1975, altura em que apenas 3% da população tinha acesso a energia eléctrica a lógica da electrificação seguia objectivos económicos, ou seja, baseava-se na viabilidade financeira, mas de 2005 a esta parte o Governo viu-se na obrigação de acelerar o passo e electrificar o país tendo em vista o objectivo meramente social.

Em 1975 apenas quatro capitais provinciais estavam ligados à Rede Nacional de Energia, trinta anos depois é que foi possível estender para todas as capitais provinciais. O mesmo em relação a distritos electrificados em que apenas 11 tinham acesso à rede nacional e 43 anos depois apenas faltam duas sedes distritais estarem ligados à rede eléctrica o que deverá acontecer no final deste ano de um total de 154 distritos.

Este esforço de expansão da rede permitiu o Governo recorrer a energias renováveis o que permitiu iluminar com recurso à energia solar 715 Centros de Saúde, 804 escolas e 68 postos de abastecimento de água. Dados apresentados durante o lançamento da estratégia indicam que 7,5 milhões de pessoas têm acesso a electricidade o que equivale a 28% do total da população. Mas é preciso acelerar o passo porque ao ritmo actual seriam necessários pouco mais de 100 anos para levar energia a todos moçambicanos.

Conheça a ponte Maputo-Katembe através de números. Saiba que materiais foram usados, as dimensões da infra-estrutura e os valores gastos para a edificação da maior ponte com vão suspenso de África. 

Um empreendimento majestoso, que mais do que ligar Maputo-Katembe tem uma arquitectura de encher os olhos. Um desenho que impressiona tanto de dia, assim como de noite. Uma nova paisagem que mescla-se com construções novas e antigas da capital do país. Vamos aos números.

A maior ponte com vão suspenso de África tem três quilómetros de comprimento, 25.6 metros de largura e conta com quatro faixas de rodagem, sendo duas para cada lado. 

Os cabos metálicos que suportam os módulos pesam cerca de duas mil toneladas, cada um. A ponte principal, isto é, o tabuleiro suspenso, tem 680 metros e o gabarito central 60. A grande dimensão da parte central da ponte está relacionada à facilitação de passagem de embarcações.

A infra-estrutura tem duas torres gigantes, sendo que a torre Norte tem 135.1 metros e a Sul 136.1. Para garantir os acessos à ponte, foram construídos dois viadutos: o viaduto Norte, que está do lado da cidade de Maputo, tem 1097 metros e o viaduto Sul, do lado da KaTembe, 1234 metros.

De acordo com as autoridades, para a construção da ponte, usou-se 100% de cimento nacional. No total, foram gastos 102000 toneladas de cimento, 250000 de areia, 310000 toneladas de pedra, assim como o equivalente a  54000 toneladas de água e 40000 toneladas de aditivos, com destaque para cinzas volantes, importante para a durabilidade da estrutura da ponte.

A infra-estrutura consumiu 330000 toneladas de betões estruturais e 58000 toneladas de ferro.

A montagem dos tabuleiros foi em fases, sendo que a estrutura principal foi montada na parte central. Essa estrutura tem um peso total de 127 toneladas e 12 metros de comprimento.

Os tabuleiros das extremidades são os mais pesados, com 137 toneladas cada um, sendo que os restantes pesam 125 toneladas.

Em termos de mão-de-obra, a ponte e as estradas envolveram perto de 5000 trabalhadores. Destes, 3000 trabalharam directamente na ponte e 2000 mil nos acessos norte e sul.

Para iluminar a ponte do modo a ter esta vista deslumbrante de noite foram montados 60 postes de iluminação pública, que associadas a um conjunto com luzes decorativas consomem 880 kw por hora.

 

Números

3 quilómetros de comprimento

25.6 metros de largura

60 metros: Gabarito central

135.1 metros: Torre Norte (do lado de Maputo)

136.1 metros: Torre Sul (do lado da KaTembe)

1097 metros: Viaduto Norte (do lado de Maputo)

1234 metros: Viaduto Sul (do lado da KaTembe)

100%: cimento nacional

102.000 toneladas de cimento

250.000 toneladas de areia

310.000 toneladas de pedra

Equivalente a  54000 toneladas de água

40.000 toneladas de aditivos

330000 toneladas de betões estruturais

58000 toneladas de ferro

5000 mão-de-obra total

3000 mão-de-obra só da ponte

2000 mão-de-obra nos acessos norte e sul

60 postes de iluminação pública

880 kw por hora

 

 

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou, este sábado, a maior ponte suspensa de África: a ponte Maputo-Katembe.

A infra-estrutura foi idealizada por Armando Guebuza, antigo Presidente da República. Na sua intervenção, o antigo estadista manifestou a sua satisfação pela conclusão do projecto e defendeu que todos os moçambicanos devem se orgulhar da mesma. “Esta é uma conquista de todos moçambicanos e que deve ser defendida por todos nós. Quando temos uma conquista há quem não gosta e ataca, não nos preocupemos com isso”, atirou Guebuza.

O antigo presidente falou da grandeza do empreendimento, não só para o país, mas para toda África, entretanto reconheceu que ainda há muito por se fazer.

“Sinto que a minha missão foi cumprida com brio, orgulho, prazer e humildade”, regozijou Guebuza.

Questionado sobre como será feito o pagamento da dívida resultante da construção do empreendimento, Adriano Maleiane, ministro da Economia e Finanças respondeu nos seguintes termos:

“A concessionária da obra é a empresa Maputo Sul, ela é que tem que apresentar soluções de rentabilização da infra-estrutura e o Governo depois vai decidir o modelo de pagamento da dívida”, explicou o governante para depois avançar que o papel do Estado é o de garantir com que as tarifas da portagem sejam mais acessíveis aos utilizadores.

Recorde-se que a Maputo Sul já veio a público dizer que as receitas resultantes do pagamento das portagens não serão suficientes para custear as despesas de manutenção do empreendimento que estão orçadas em 1.200 milhões de dólares anuais. 

O sector das florestas ao nível da província da Zambézia arrecadou em 2017 mais de 71 mil milhões de meticais, inerentes a receitas da exploração da Madeira.

No quadro dos 20 por cento, valor destinado às comunidades, um total de 81 comités de gestão de recursos naturais beneficiou de mais de dez milhões de meticais.

Os dados foram avançados por Xavier Sacanbuera, director nacional de florestas, no seminário de avaliação de governação florestal, que junta em Quelimane diversos actores do ramo.

Entretanto os operadores estão preocupados com o fraco processo de reflorestamento.

O Seminário tem a duração de três dias e termino na está sexta-feira.

 

A Vale Moçambique pretende alcançar uma produção de 20 milhões de toneladas de carvão anuais até 2021, O anúncio foi feito pelo director financeiro da subsidiária do grupo brasileiro Vale.

No relatório de produção e venda divulgado relativo ao terceiro trimestre, a Vale informou que a produção de carvão em Moçambique tinha sido revista em baixa de 15 para 12 milhões de toneladas.

O grupo havia anunciado em Maio estar a prever uma produção de 15 milhões de toneladas de carvão, contra a meta de 16 milhões que havia estabelecido para o ano, devido a intempéries que assolaram a zona de produção, escreve o Macauhub.

Marcelo Tertuliano, diretor financeiro da Vale Moçambique, disse que a empresa, além de aumentar a produção, vai precisar de “condições de mercado favoráveis” e uma estrutura de custos que garanta a sua sustentabilidade.

O director financeiro da subsidiária moçambicana adiantou terem sido investidos seis mil milhões de dólares na criação de condições para se poder começar a extrair carvão na mina de Moatize, a que é necessário adicionar 2000 milhões de dólares relativos ao pagamento de juros até 2021.

A redução das taxas de importação está a comprometer a colecta de receitas fiscais, numa altura em que os países da região trabalham para facilitar o comércio entre os mesmos, alertou a Presidente da Autoridade Tributária, Amélia Nakhare.

Para encontrar soluções perante a nova realidade do comércio externo, a Autoridade Tributária realizou, nesta sexta-feira, um encontro para discutir formas de alargamento da base tributária para financiar o Orçamento do Estado.

Nakhare também referiu que desde 2006 até esta parte, a contribuição das receitas vindas dos impostos internos subiu de 30 para 50 porcento do Orçamento do Estado.

A Empresa Maputo Sul prevê gastar um milhão e 200 mil dólares anuais para garantir a manutenção da ponte Maputo-Katembe. A empresa reconhece, ainda, que a ponte pode ser interdita sempre que houver ventos muito fortes.

A informação foi tornada pública esta sexta-feira, por Basílio Nzunga, da empresa Maputo Sul, responsável pela ponte.

A ponte Maputo-Katembe é um empreendimento que vai precisar de muitos cuidados para que tenha durabilidade. Engana-se quem pensa que com o término das obras é o fim dos trabalhos. Neste momento, empresa diz estar a elaborar um manual que irá determinar a periodicidade das intervenções na infra-estrutura.

De acordo com o responsável pelo controlo de qualidade da obra, a empresa Maputo Sul irá se responsabilizar pela manutenção da obra, mas não descarta a possibilidade de contratar privados.

Nzunga diz que a empresa terá que arranjar formas para garantir o pagamento das despesas da manutenção, uma vez que as receitas das portagens não irão cobrir os gastos da manutenção.

Para assistência médica, em casos de acidentes, a empresa diz que haverá ambulâncias e outros serviços de piquete como rebocadores para responder a situações de obstrução das vias.

 

O Governo de Moçambique definiu a área de infra-estruturas como uma das prioridades para o quinquénio 2015-2019. Para este ano, o executivo injectou cerca de 7 mil milhões de meticais para reabilitação de estradas, valor que o Fundo de Estradas considera muito pouco para alcançar as metas definidas.

O Presidente do fundo de Estradas, Ângelo Macuácua, diz que as infra-estruturas rodoviárias são de custo elevado, e “sem uma manutenção adequada e bem planificada, o país pode vir a pagar mais caro ainda pela sua reabilitação”.

Neste momento, o Fundo de Estradas está a mobilizar parceiros, empresas e outras formas de contribuição como “taxas de portagens, taxas de combustível e rodoviárias”, para arrecadação de fundos para cobrir reabilitação de estradas.

A informação foi avançada esta quinta-feira em Maputo na terceira reunião do Comité Executivo da Associação dos Fundos de Manutenção de Estradas de África, evento que conta com a participação de Namíbia, Zâmbia, Quénia, Etiópia, Camarões, Costa de Marfim e República Centro Africana

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) está desenhar um plano de investimentos para a operacionalização do Plano Director de Redução do Risco de Desastres 2017-2030.

O Governo aprovou em 2017 o Plano Director para a Redução do Risco de Desastres, um instrumento multissectorial que vai vigorar até 2030. Na manhã desta quinta-feira, o INGC reuniu-se para desenhar estratégias que vão permitir a operacionalização do plano director.

Sem adiantar em quanto está orçado o plano, Augusta Maíta falou de diversas fontes de financiamento, além do Estado.

O INGC diz que o desenho do plano de investimento para o Plano Director de Redução do Risco de Desastres 2017-2030 surge numa boa altura e que estará alinhado ao Plano Quinquenal do Governo.

 

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