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O País – A verdade como notícia

A governadora da província de Gaza, Stela Zeca apresentou o informe sobre as realizações do seu colectivo no ano prestes a terminar, na presença de membros do governo provincial, deputados, administradores e representantes de outros órgãos de administração local.

A governante disse que apesar das pragas e os fenómenos naturais terem condicionado a produção agrícola. A província de Gaza registou uma produção global de mais de 50 mil milhões de meticais neste ano e o sector agrícola contribuiu com 60 por cento.

Ainda no âmbito das realizações, a província arrecadou um total de 872.75 milhões de meticais de receitas, sendo que os desafios para 2019 passam por garantir a continuidade da construção do aeroporto de Chonguene, a viabilização da construção da barragem de Mapai e o combate à corrupção.

Segundo as previsões do Economist Intelligence Unit (EIU) Moçambique terá de esperar até 2023 para alcançar crescimento económico de 7,5 por cento. Os analistas do EIU anteciparam uma progressão suave da taxa de crescimento, que de 5,0 por cento em 2022 aumenta 2,5 pontos percentuais no ano seguinte, que é o ano do início das explorações de gás natural em Moçambique, notícia o Macauhub.

Devido ao facto dos produtos agrícolas terem dificuldades em obter financiamento bem como a queda dos preços do carvão, a EIU diz que em 2019 deverá ocorrer uma pequena contracção para 3,4 por cento em relação aos 3,5 por cento de 2018.

“A queda nos preços do carvão será mais um desincentivo na expansão da produção mineira, depois de em 2017 se ter assistido a uma quase duplicação da produção”, pode ler-se no documento citado pelo Macauhub.

Ainda de acordo com o relatório da EIU os problemas financeiros do Governo, associados aos pagamentos atrasados aos fornecedores do Estado, vão continuar a ter um peso significativo no sistema bancário e a minar a confiança dos potenciais investidores.

O relatório da EIU menciona também à questão das dívidas ocultas e do respectivo pagamento, bem como do segundo processo de reestruturação da emissão de obrigações emitida pela Empresa Moçambicana de Atum (Ematum), todos com aval do Estado, escrevendo haver alguns indícios de progresso.

A EIU refere ainda que o acordo feito pelo Ministério da Economia e Finanças com os credores precisa da aprovação de 7,5 por cento dos obrigacionistas ben como do parlamento.

O relatório recorda que o primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, anunciou que o Governo não irá pagar esses empréstimos, mesmo contando com o aval do Estado, tendo deixado as empresas que os contraíram a responsabilidade da sua amortização.
 

Cooperativas defendem uma actuação conjunta das PME's moçambicanas na captação das oportunidades de negócios, a serem fornecidas pela indústria extractiva do sector de gás e petróleo já no próximo ano.

O cooperativismo em Moçambique ainda é um desafio, o pacote legislativo que cria as cooperativas existe já anos. Porém, a falta de regulamento limita a acção deste ramo actividade, segundo deu a conhecer, a imprensa, o Director-Executivo da Associação Moçambicana para Promoção do Cooperativismo Moderno.

Cecílio Valentim fez saber ainda, que o cooperativismo poderá ser a "melhor arma" para a captação das oportunidades de negócios, a serem fornecidas pelas petrolíferas a partir de 2019.

Sobre o volume de negócio das cooperativas moçambicanas, o Director-Executivo da Associação Moçambicana para Promoção do Cooperativismo Moderno lamentou a falta de dados estatísticos. Refira-se que a AMPCM foi fundada em 2010, e actualmente conta com cerca de 600 cooperativas filiadas.

A delegação da União Europeia (UE), em Maputo diz estar empenhada em melhorar a eficiência da cooperação para o desenvolvimento em Moçambique.

A União Europeia (UE), que em Moçambique integra 12 estado-membros (Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Itália, Irlanda, Países Baixos, Portugal, Reino Unido e Suécia), é o maior parceiro de cooperação para o desenvolvimento da chamada "Pérola do Índico" e pretende reforçar esse estatuto.

A ideia, segundo uma nota da delegação da UE em Maputo, é "melhorar a eficiência da cooperação", alinhando as suas estratégias e os seus programas de desenvolvimento com as prioridades do Governo, de forma a alcançar os objetivos da Agenda de 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Refira-se, de 2007 até 2016, a UE disponibilizou cerca de 6.28 mil milhões de euros para Moçambique, representando aproximadamente 55% da ajuda internacional que deu entrada no país.

Recentemente, a União Europeia desembolsou perto de um milhão de euros para um projecto que promove a participação das comunidades ligadas ao aproveitamento mineiro artesanal ao desenvolvimento do território na província de Cabo Delgado.

O valor será gasto em acções de defesa dos direitos ambientais, fortalecimento das associações mineiras, melhoria das condições de trabalho e a criação de novas oportunidades de emprego no sector cultural. Esse auxílio deverá estender-se até Outubro de 2020.

A Cidade de Maputo manteve a posição de cidade mais cara até ao 11º mês deste ano, de acordo com as estimativas do Instituto Nacional de Estatísticas. A antiga Lourenço Marques atingiu os 4,11% de inflação acumulada até Novembro, relegando para o segundo posto a cidade da Beira com 3,03%, e Nampula com 1,28%.

É sempre assim. Sempre que a quadra festiva bate a porta, os preços dos produtos registam alterações consideráveis, diferenciando-se de contexto para contexto, de cidade para cidade. E neste ano não foi diferente.

Apesar de ter registado a inflação mais baixa entre as províncias analisadas (na ordem de 0,01% em Novembro), a Cidade de Maputo destacou-se como a mais cara de Janeiro a Novembro deste ano (com uma inflação de 4,11%), de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

A seguir a Cidade de Maputo, perfilam no top três dos três centros de recolha que servem de referência para a inflação do país, a cidade da Beira que registou uma inflação acumulada de 3,o3%, e por último a Cidade de Nampula com 1,28% de inflação acumulada durante 11 meses do ano.

Ao mesmo tempo que as cidades ficam mais caras com o passar dos meses, acelera também o custo de vida para a população mais carenciada, que se vê cada vez mais incapaz, por exemplo, de adquirir produtos essenciais para a sua sobrevivência.

Alias, a crescente inflação que se registou durante o presente ano nas principais cidades do país, ou se preferir, as cidades de referência para análise, está ligada a subida de preços na ordem de 3,14%.

De Janeiro a Novembro do ano corrente, os moçambicanos viram as “divisões de transportes, restaurantes, hotéis, cafés e similares contribuíram com cerca de 1,90pp e 0,66pp positivos, respectivamente” para o avolumar-se do custo de vida nas cidades diz o INE.    

Analisando a inflação acumulada por produto, até o mês de Novembro, “há que destacar a subida de preços dos Transportes semicolectivos urbanos e suburbanos de passageiros, da Gasolina, de Refeições completas em restaurantes, do Gasóleo, de Veículos automóveis em segunda mão ligeiros, do Carvão vegetal e do Carapau diz o INE, acrescentando que o “impacto no total da inflação acumulada estimou se em cerca de 2,50pp positivos”.  

Relativamente a igual período do ano anterior, o País registou uma subida de preços na ordem de 4,27%. As divisões de Saúde e de Transportes destacaram-se ao variar com cerca de 12,63% e 11,72%.

Os dados recolhidos nas Cidades de Maputo, Beira e Nampula ao longo do mês de Novembro, indicam que o País registou uma subida do nível geral de preços, face ao mês anterior, na ordem de 0,27%.

Neste mês de Novembro, a divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas ditou a tendência geral de preços, ao contribuir com cerca de 0,18 pontos percentuais (pp) positivos.  

De forma detalhada, neste mês destaca-se a subida dos preços do “Tomate (8,5%), do Peixe fresco (1,9%), das Refeições fora de casa (0,6%), do Coco (7,3%), das Camisas ou blusas para senhoras (6,2%), do Detergente em pó (0,1%) e do Arroz em grão (1,4%) que em conjunto concorreram para uma contribuição no total da inflação mensal de cerca de 0,30pp positivos” diz o INE.

Entretanto, alguns produtos com destaque para o Óleo alimentar (1,9%), a Gasolina (0,4%), o Camarão fresco (9,9%), os Ovos de galinha (3,9%), a Galinha morta (0,7%), o Peixe seco (0,5%) e a Farinha de mandioca (8,6%), contrariaram a tendência geral de subida de preços ao contribuírem conjuntamente no total da inflação mensal com cerca de 0,12pp negativos.

O Ministro dos Transportes e Comunicações apontou a conclusão do regulamento aduaneiro para a cabotagem como um instrumento fundamental para alavancar o sector.

Com 2018 a caminhar a passos lagos para o fim, vários sectores já começam a perspectiva o próximo ano. O Ministério dos Transportes e Comunicações, por exemplo aponta a cabotagem marítima, como um dos principais desafios a seguir em 2019.

Com as potencialidades assim como as oportunidades para a exploração do transporte marítimo estão à vista e o governo quer que o próximo ano, seja de tudo por tudo, para fazer deste sector, uma realidade mais expressiva no país.

“Um dos grandes desafios que temos para o próximo ano é a cabotagem marítima” explicou o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, instado pela nossa reportagem a perspectivar o ano prestes a chegar.

A marinha mercante é um dos projectos que temos em mãos e com o trabalho que temos vindo a fazer com a autoridade tributária, na preparação de um regulamento aduaneiro para a cabotagem marítima, que já está concluído, faltando apenas as assinaturas, existe uma organização perfeita para que a cabotagem inicie o mais rápido possível no próximo ano” disse Mesquita.

No sector dos transportes aéreos, o ministro diz que o governo vai continuar a apoiar a LAM, contudo, a companhia de bandeira deve estar preparada para lidar com a concorrência que já está no mercado.

“Com a entradas das duas novas operadoras, nomeadamente, a Fastjet e a Ethipian Airways não vem, de maneira nenhuma, deixar em terceiro nem em segundo plano as Linhas Aéreas de Moçambique,” disse Mesquita, garantido que o estado continuará a prestar o apoio necessário.

“Vamos continuar a dar o apoio necessário a LAM. É digno reconhecermos que que nos últimos quatro a cinco meses a LAM tem estado a mostrar-se bastante inovadora, facto que podemos ver através dos indicadores dos horários de partida dos voos, e é esta LAM que nós queremos que continue para o futuro, porque se não vai perder o comboio, e não queremos que isso aconteça” explicou Carlos Mesquita.

Quanto a 2018, quarto ano do actual ciclo governativo, Mesquita fez uma avaliação positiva das acções implementadas no sector que dirige.

A Sasol está a preparar a criação de um fundo para financiar as Pequenas e Médias Empresas (PME) 100% moçambicanas com objectivo de dota-las de capacidade de prestar serviços aos mega-projectos.

O fundo surge para responder a uma necessidade de financiamento deste segmento de empresas que correspondem a 95% do tecido empresarial do país e, empregam cerca de 80% da mão-de-obra.

A Sasol entende que este fundo poderá responder, entre outros, a dificuldade de acesso ao crédito bancário, e em consequência disso, as empresas poderão adquirir capacidade de prestar serviços para mega-projectos.     

A petroquímica já adquiriu serviços com pelo menos 250 empresas moçambicanas, nas áreas de manufactura, instalações e activos, serviços profissionais, civis, equipamento rotativo, Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), segurança, saúde, ambiental, riscos e qualidade (SHERQ) e consumíveis gerais, controlo eléctrico e, instrumentação, instalações industriais mecânicas estáticas e logística terrestre.

No exercício do ano passado, em termos de capital, a Sasol investiu USD 3,2 biliões e, desse valor, 40% foi gasto com empresas locais.

“Nós acreditamos que Moçambique tem potencial, e que as empresas locais têm capacidade para trabalhar com a Sasol”, afirmou o Director Nacional de Conteúdo Local da Sasol, António Fumo.

Fumo também falou da assinatura de um memorando de entendimento com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA). Sobre este acordo, justificou que o mesmo deve-se ao facto desta (a CTA), ser a organização que acomoda maior parte dos empresários nacionais, o que facilitará com que os eles “usem essa ligação como veículo de interação com o mercado global”.

Mas há mais diz fumo. “A nossa intenção máxima é de garantir que a nossa contribuição para a economia de Moçambique seja o máximo possível para o benefício dos moçambicanos”, destacou,

Recentemente, a Sasol esteve na Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), onde falou com os representantes da agremiação empresarial sobre a sua política de conteúdo local, que já beneficiou empresas e cidadãos moçambicanos, estando a mesma a ser aprimorada para que gere benefício maior ao País.

A BHGE é a primeira e única provedora de produtos petrolíferos integrados, serviços e soluções digitais. Moçambique, concretamente nas operações de Gás Natural Liquefeito, a companhia pretende reforçar sua presença.

Com operações em mais de 120 países, o grupo é conhecido por implantar acções visando melhorar a produtividade, a segurança e a responsabilidade ambiental do cliente, minimizando custos e riscos em todas as etapas da cadeia de valor de energia.

No mercado, a BHGE lançou semana passada, o Subsea Connect e o sistema submarino Aptara ™ TOTEX-Lite para liberar o valor dos empreendimentos offshore.

Subsea Connect tem o potencial de desbloquear um adicional de 16 biliões de barris de reservas de petróleo globalmente. Já o sistema submarino Aptara ™ TOTEX-lite incorpora tecnologias modulares e leves projectadas para vida útil do campo e reprojectadas para reduzir o custo total da propriedade pela metade.

Com sua carteira completo e capacidade de estabelecer melhores conexões em todo o processo de desenvolvimento, a BHGE está posicionada de maneira única para influenciar aproximadamente 80% dos custos associados à projectos offshore. Isso oferece uma oportunidade incomparável para reduzir os requisitos CAPEX e OPEX das operadoras e transformar projectos não sancionados em projectos comercialmente viáveis.

Neil Saunders, presidente e CEO da unidade de negócios de equipamentos para campos petrolíferos da BHGE, disse que “últimos anos, a indústria fez um bom progresso na redução do custo de projectos submarinos a ponto de se tornarem mais competitivos com os desenvolvimentos onshore. Embora a lacuna tenha diminuído, está a levar isso para o próximo nível com a Subsea Connect, proporcionando a mudança duradoura e sustentável e a geração de valor do conceito ao comissionamento e ao longo de toda a vida do campo”.

A abordagem do Project Connect elimina a reciclagem do projecto, reduz custos e excedentes dos projectos e aumenta a velocidade para a Decisão Final de Investimento (DFI). A amplitude inigualável e a capacidade de abrangência da BHGE em toda a cadeia de valor permitem o engajamento antecipado na fase de avaliação de conceito e maior colaboração, transformando a economia do projecto.

A BHGE está a colocar em camadas tecnologias críticas com soluções digitais de última geração para aumentar o tempo de actividade e aumentar a produtividade. A solução de gestão de ciclo de vida de activos da BHGE é um exemplo, projectado para optimizar o planeamento, a execução e a conectividade dos projectos submarinos, resultando na execução aprimorada e na gestão remota da manutenção de activos. O engagement Subsea proporcionará uma redução de até 20% nos custos de manutenção e uma redução de até 5% no tempo da inactividade.

Saunders acrescentou: "Já estamos a cumprir com os compromissos com Subsea Connect. Além da introdução de novas soluções tecnológicas, investimos significativamente na estruturação da nossa carteira de sistemas de produção submarinos (SPS) para garantir redução dos prazos de execução.
 

O Sector bancário faz um balanço positivo do exercício económico de 2018 e perspectiva um 2019 melhor. Para os gestores da banca comercial , a descida das taxas de juros e  a estabilidade cambial  tiveram um bom desempenho no ano prestes a terminar

Num ano marcado pelo apagão nos sistemas de pagamento electrónico, na maioria dos bancos comerciais, devido a um diferendo entre a SIMO rede e o provedor português do software, a Bizfirst, os gestores da banca em Moçambique destacam as medidas de políticas monetária adotadas pelo Banco Central ao longo deste ano como positivas, e que abrem boas perspectivas para 2019.
 
Por sua vez, a Associação Moçambicana de Bancos, liderada por Teotónio Comiche, avalia o ano de 2018 como tendo sido difícil para a banca, apesar dos indicadores macroeconómicos fecharem em alta.
 
Entretanto os gestores da banca escusaram comentar a entrada do novo provedor do sistema de transacções electrónicas já no próximo ano. Trata-se da Euronet, em substituição da Bizfirst.
 

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