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A actual direcção da LAM enfrenta o desafio de reestruturar a dívida que tem com os bancos comerciais e fornecedores. Uma dívida que totaliza 230 milhões de meticais e que fez com a companhia de bandeira nacional passasse a pagar diariamente pelo abastecimento do combustível nas aeronaves.

O director-geral da LAM, João Carlos diz que os pagamentos já foram iniciados, entretanto, considera que ainda são insignificantes tendo em conta o volume total da dívida.

A menos de um mês da entrada de um novo operador aéreo no mercado doméstico, a LAM está a preparar-se para concorrer com a Ethiopian AirLines.

Quanto à reestruturação da empresa, João Carlos revelou que já eliminou uma direcção e está a reduzir alguns departamentos, como forma de diminuir custos.

A empresa Cervejas de Moçambique (CDM) gerou mais de 180 milhões de meticais para as famílias produtoras de milho e mandioca, nos últimos sete anos, aquando do início da produção da Impala.

A informação foi avançada esta sexta-feira, pelo director-geral da CDM, Pedro Cruz, através de um comunicado de imprensa disponibilizado à nossa redacção.

“De 2011 até hoje, adquirimos cerca de 49 mil toneladas de mandioca e milho. Isto mostra a contribuição da CDM para a política de aumento do conteúdo local, acreditando no potencial das matérias-primas locais e criando condições para muitas famílias verem os seus rendimentos crescerem“, le-se na nota.  

Alusivo aos sete anos da Impala, a CDM inaugurou também uma mostra fotográfica que retrata as histórias de algumas das mais de 14 mil famílias impactadas pela Impala.

A exposição é composta por fotografias recolhidas em Catandica, Zavala e Inharrime, onde expõe pequenos agricultores directamente envolvidos na cadeia de valor da cerveja.

Impala é uma cerveja tipicamente moçambicana, feita a base de mandioca, desde 2011, e milho, desde 2017.

 

Empresários e “startups” africanos procuram parcerias de negócios em Maputo. Um dos principais objectivos dos organizadores do evento é criar bolsas de contactos com empreendedores iniciantes. Esse evento já é uma marca em África. Depois do Quénia, Costa de Marfim, Nigéria, Gana e África do Sul, a capital moçambicana, Maputo, será palco da sexta edição da Angel Fair Africa, na próxima semana. O evento vai juntar perto de uma centena de homens de negócios.

A iniciativa começou em 2013 e já resultou em pelo menos 23 milhões de dólares em investimentos nos países que já acolheram o evento. A escolha de Moçambique deve-se aos recentes desenvolvimentos na indústria de hidrocarbonetos. Sara Fakir, co-organizadora do evento, adiantou que um dos temas agendados para a sexta edição da Angel Fair Africa tem que ver com os desafios que os “starups” enfrentam para aceder ao crédito.

“Os ‘starups’ estão excluídos do sistema financeiro, parte do que estamos a tentar montar é alertar, chamar atenção e promover novas alternativas para este espaço que está vazio. Uma das alternativas que encontramos para solucionar esse problema foi a criação, recente, da Associação Moçambicana de Business Angel”, disse Sara Fakir.

É importante referir que Moçambique é o primeiro país lusófono a acolher esta iniciativa africana.

Uma equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI) está satisfeita com os esforços da Procuradoria-Geral da República de Moçambique, no que diz respeito à cooperação com os parceiros de desenvolvimento, no sentido de se apurarem e responsabilizarem os mentores das dívidas anteriormente consideradas ocultas, nomeadamente, da EMATUM, PROINDICOS e MAM.

A equipa composta por técnicos do FMI, liderados por Ricardo Velloso, fez uma visita de rotina a Maputo entre os dias 6 e 19 de Novembro de 2018, onde reuniu com membros do Governo, com o governador do Banco de Moçambique, deputados, sector privado, doadores de Moçambique e outras personalidades. O objectivo da visita era "analisar os desenvolvimentos económicos recentes e iniciar conversações relativas às opções possíveis de envolvimento com as autoridades moçambicanas".

Olhando para o histórico das últimas visitas do corpo técnico do FMI, esta última é especial, porque introduz sinais de possível reatamento entre o Governo de Moçambique e o FMI. Em Agosto, por exemplo, o objectivo da missão era de "actualizar o quadro macroeconómico para 2018-19 e proporcionar contribuições para a elaboração do orçamento preliminar de 2019".

Contudo, a missão alerta para que "possíveis acordos futuros com detentores das dívidas anteriormente ocultas sejam coerentes com o retorno da dívida global do país a uma trajectória sustentável e com a redução da pobreza e o desenvolvimento sustentável de Moçambique".

O FMI continua optimista em relação à economia moçambicana, mantendo a previsão de crescimento de 4 a 4.7 por cento em 2019. Tal optimismo resulta do facto de haver esforços sustentados de criação de uma paz duradoura no país, de um relaxamento gradual das condições monetárias, da regularização dos pagamentos internos em atraso junto de fornecedores, e do maior investimento directo estrangeiro, em particular nos mega-projectos no gás natural liquefeito.

"A missão saudou os planos das autoridades para elaborar, com a assistência técnica do FMI, um diagnóstico exaustivo dos desafios de governação e corrupção", refere um comunicado do FMI enviado à nossa redacção.

Segundo a equipa do FMI, as condições monetárias restritivas e um aumento menor do preço dos produtos alimentares fizeram com que a inflação declinasse rapidamente, atingindo 4,7 por cento, em termos homólogos, em Outubro de 2018, apesar de ajustamentos substanciais nos preços administrados. A taxa de câmbio manteve-se estável e sendo assim, a inflação para o país é projectada em torno de 6,0 por cento em 2019 pelo FMI.

Presidente da comunidade Moz Devz, Abneusa Manuel, é também oradora do Mozefo Young Leaders na sua segunda edição. Dirige uma entidade que lida com o desenvolvimento do uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e vai ao “Young Leaders” para partilhar a sua experiência nesta área. Para já, entende que Moçambique enfrenta o desafio de enquadramento desta temática das TIC nos currículos das instituições de ensino.

“O currículo nas universidades não é tão dinâmico, porque a cada dia que passa surge uma nova tecnologia e os jovens precisam sempre de estar a aprender. Entretanto, não há acesso a esses conteúdos nas universidades. Há, por exemplo, empresas que exigem que os gestores destas plataformas saibam criar aplicações android, mas ainda há universidades que não estão a dar esses cursos”, afirma Manuel, apontado como outro desafio na área das Tecnologias de Informação e Comunicação a legislação moçambicana.

A oradora aponta algumas soluções que os jovens podem seguir sem ter que esperar pelo desenvolvimento de políticas públicas nas universidades. “Primeiro, não se deve desistir. Ainda há muitos desafios. Mas se temos algum sonho, que é de usar a tecnologia para resolver algum problema, não devemos desistir. Segundo, é estar sempre a aprender”, refere.

Parceira pela primeira vez do Mozefo Young Leaders, a Fundação Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (MASC) defende que os espaços de troca de ideias são importantes para o desenvolvimento de uma sociedade inclusiva. MASC diz que só com a existência de espaços como estes é que é possível haver melhoria de políticas públicas. “De alguma forma, nós consideramos que a juventude é o eixo da construção de Moçambique, por isso é importante a formação de novas lideranças capazes de lidar com os complexos desafios deste país e que reconheçam, neste processo, a construção de valores de igualdade, solidariedade, de responsabilidade democrática, de participação e de justiça social”, afirma Maura Martins, gestora de desenvolvimento de capacidades da fundação MASC.

O MASC espera que a iniciativa Mozefo Young Leaders contribua para o surgimento de lideranças mais jovens. “Esperamos que este fórum seja um espaço de partilha de ideias, espaço de reflexão individual e colectiva que, de alguma forma, fortaleça a participação e contribuição dos jovens no desenvolvimento de políticas públicas e na construção de um país mais inclusivo e sustentável”. Igualdade, participação e justiça social são alguns dos valores da Fundação MASC.

No encontro entre empresários Moçambicanos e Quenianos os dois presidentes disseram que estão disponíveis para criar acordos que facilitem a realização de negócios entre os dois países e desafiaram os empresários a aproveitar essa oportunidade.

Nesta deslocação ao Quênia o Presidente da República faz-se acompanhar por 18 empresários de vários sectores de negócio e no encontro que estes mantiveram com a sua contraparte queniana, Filipe Nyusi diz que há abertura por parte dos dois estados para melhorar o quadro político e legislativo para facilitar negócios.

O seu homólogo, Uhuro Kenyatta diz que apesar de ser timidamente, os negócios entre os dois países tendem a crescer.

“Estes negócios ainda são muito poucos, em 2017 as importações do Quénia a partir de Moçambique atingiram aproximadamente 31 milhões de dólares. E as exportações de Quénia para Moçambique foram cerca de 12 milhões de dólares. Temos que seguir trabalhando juntos e há muitas oportunidades por explorar”, apelou Kenyatta.
 
O Presidente da CTA, por seu lado falou da disponibilidade de financiamento para investimentos em Moçambique.

Agricultura, recursos minerais, turismo, e serviços portuários são algumas das áreas que os dois países estão a promover.

Electricidade de Moçambique corta fornecimento de energia em diferentes escolas da província de Manica. Em causa está uma dívida estimada em 40 milhões de meticais.

São cerca de 15 instituições de ensino que estão às escuras devido ao corte do fornecimento de energia eléctrica, de acordo com o mapa da empresa pública Electricidade de Moçambique. O apagão ocorre numa altura em que as escolas já iniciaram com a realização de exames, um processo que deverá ser afectado pela falta de energia, uma vez que a correcção é feita através de meios tecnológicos.

O governador de Manica responsabiliza os gestores das escolas pela dívida de cerca de 40 milhões de meticais com a EDM.

Entretanto, o governador de Manica manteve um encontro a Electricidade de Moçambique onde a empresa aceitou restabelecer a energia após receber garantias de que a dívida será paga até ao primeiro trimestre do próximo ano.

A Presidente da Autoridade Tributária, Amélia Nakhare visitou na manhã desta quinta-feira, a terminal de combustíveis da Matola. No local, Nakhare detectou irregularidades no processo de marcação de combustíveis da Petromoc.

 “Uma das constatações que fizemos na visita, é que existe diferença entre aquilo que vem confirmado pelas alfândegas, e aquilo que vem efectivamente indicado na factura, o que significa que, há diferença entre aquilo que está sendo facturado e aquilo que está sendo marcado”, questionou Nakhare.

Entretanto, a Petromoc, maior distribuidora de combustíveis do país, desvaloriza as irregularidades e diz que as mesmas não trazem constrangimentos ao processo.

 “O que tem estado a acontecer, é que as alfândegas fazem um registo antes do carregamento, e no acto do carregamento as quantidades que passam para os camiões não são taxativamente as mesma, são diferenças que não comprometem de certo modo aquilo, que é o processo de venda de combustível”, acrescentou Vicente Fringe, Director de Logística e Operações da Petromoc.

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