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O País – A verdade como notícia

O governador da província de Sofala, Alberto Mondlane, defende o desenvolvimento de sinergias entre o sector público e privado que operam dentro e fora do recinto portuário da Beira, por forma a tornar a infra-estrutura cada vez mais competitiva.

Alberto Mondlane esteve a visitar, nos últimos três dias as instalações do  porto da Beira a fim de se inteirar de perto das actividades desenvolvidas dia-a-dia nesta infra-estrutura.  

Mondlane afirmou no final da visita que ficou impressionado com os esforços empreendidos pelas diferentes empresas públicas e privadas que aqui operam. Contudo defendeu o desenvolvimento permanente de sinergias entre as referidas empresas no sentido do desembaraço aduaneiro ser cada vez mais flexível.

Refira-se que as Alfândegas a nível central já accionou medidas que visam melhorar os desembaraços aduaneiros em todo o país.

Figura de cartaz no debate sobre a qualidade e competitividade agro-alimentar, que juntou vários intervenientes na capital moçambicana, Maputo, Paulo Portas elogiou a parceria entre o grupo SOICO e TVI para difusão da sua análise semanal, Global Portas, nestes dois canais de media. O grupo SOICO, através da STV, estreou na última segunda-feira, o comentário semanal de Paulo Portas, denominado Global Portas.

O antigo governante luso, disse estar ansioso em ver o programa a partir de Maputo, mostrando igualmente satisfação em relação a parceria entre o grupo SOICO e TVI, que segundo, Portas, ambos grupos de media têm uma grande liderança no mercado.
O antigo ministro dos Negócios Estrangeiro português falou ainda do valor da relação entre Portugal e Moçambique.

“Os portugueses conhecem bem Moçambique e os moçambicanos conhecem bem Portugal. Portanto, na era de globalização, com independência adquirida e com futuro que Moçambique pode ter, só se não fosses inteligentes não teríamos relações inteligentes e esta queremos de certeza”, explicou Paulo Portas.

 

Depois da primeira emissão nos primeiros quinze dias Janeiro, o Banco de Moçambique (BM) volta hoje (sexta-feira), a emitir Bilhetes de Tesouro (BT), ou por outra, títulos da dívida pública.

Tal como na primeira operação, o anúncio do Banco Central não esclarece as reais motivações dessa nova emissão, referindo apenas que a colocação destes títulos em leilão do tipo B é dirigido às instituições financeiras não monetárias, nomeadamente, sociedades financeiras de corretagem, sociedades corretoras, sociedades gestoras de fundos de pensões, sociedades gestoras de fundos de investimento e empresas seguradoras.

Aliás, o BM baseia-se do disposto na alínea b) do número 3 do Artigo 5 do Aviso n.º 11/GBM/2017 de 31 de Maio – Regulamento sobre a Emissão e Transacção de Bilhetes do Tesouro. As críticas do sector privado mantêm-se, pois entende que a emissão de títulos de dívida pública só favorecem o Estado, que recorre deste instrumento para financiar o défice das suas contas.

Embora o Banco de Moçambique refute estas alegações, a classe empresarial insiste que a emissão destes títulos a curto prazo torna o crédito ao sector privado e às famílias cada vez mais caro e limitado. Com poucos investidores a mostrarem interesse em comprar os títulos da dívida pública, segundo reconheceu, em Outubro último, Rogério Zandamela, governador do Banco Central, os BT só são comprados pelos bancos comerciais, uma acção que absorve o dinheiro que poderia financiar as pequenas e médias empresas.

 

 

O grupo indiano, Bharat Petroleum Corporation Ltd (BPCL) pretende importar um milhão de toneladas, por ano, de gás natural extraído na bacia do Rovuma dentro de cinco anos.

Para a concretização desta acção o grupo adiantou que irá assinar um contrato de compra e venda com a Mozambique LNG1 Company Pte.Ltd, a empresa de comercialização do bloco Área 1, escreveu o Macauhub.

A Bharat Petroleum Corporation está igualmente a analisar um projecto para a construção de um terminal para receber gás natural com uma capacidade entre um milhão e três milhões de toneladas por ano, a fim de satisfazer a crescente procura que se verifica na Índia.

O PCA da ENH, Omar Mithá, recordou que uma empresa indiana cujo nome não divulgou já assinou um contrato de compra e venda de gás natural a extrair naquele bloco.

“Um Distrito, Um Banco”. Essa foi a promessa do Presidente da República em 2016, que já está a passos largos de se tornar uma realidade até finais deste ano.

Para acelerar a implementação desta iniciativa, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável rubricou esta quarta-feira uma parceria com o Millennium Bim, para o estabelecimento de 12 balcões em igual número de distritos.
 
Celso Correia assegurou que até finais deste ano, todos distritos terão uma agência bancária, destacando os recentes avanços.

Por sua vez, o Presidente da Comissão Executiva do Millennium Bim, disse que a sua instituição está comprometida com a bancarização rural no país.
 
Refira-se, que ao longo da iniciativa “Um Distrito, Um Banco”, o Governo comprometeu-se a investir aproximadamente dois biliões de meticais para o financiamento de infra-estruturas bancárias nos distritos ainda sem banco.

As Comunidades afectadas pela actividade de exploração de recursos minerais dizem que as compensações que recebem das mineradoras não são justas. Os representantes das comunidades falavam, ontem, em Maputo, no primeiro Congresso de Comunidades Reassentadas e Afectadas pela exploração dos recursos minerais.

Promessas, promessas e mais promessas vindas das mineradoras que exploram recursos minerais em algumas zonas do país, mas nenhuma delas foi cumprida de forma justa. Esta é a percepção de algumas comunidades afectadas directamente por esta actividade, e que viram-se obrigadas a ceder as suas terras em troca de um reassentamento problemático.

Os nativos dizem que as mineradoras fizeram promessas aliciantes, mas nenhuma delas chegou a ser cumprida, cabalmente.
“Do princípio havia boas promessas de que as comunidades teriam grandes benefícios, mas o que se verifica agora é as comunidades estão a se sentir lesadas. O reassentamento não inclui a casa, mas no princípio disseram que dariam a terra para a produção da riqueza e dos nossos alimentos”, começou por explicar Bruhane Adinane, nativo de Palma.

Ainda na senda das promessas, a mineradora assegurou que quem perdesse a terra receberia a mesma porção ao ser reassentado, o que não veio a acontecer. “Agora está se falar de um hectare de terra para quem perdeu cerca de 60, 40 ou mesmo 20 hectares o que não é fácil para esta pessoa”, declarou Bruhane Adinane.

O nosso interlocutor, até que reconhece que o processo de construção das casas está já na fase final e a sua entrega será feita a partir deste mês entretanto, “ainda não há demonstração de que se conseguiu a terra para as pessoas poderem produzir e as comunidades sentem que estão a perder tudo que tinham e a voltar para a grande pobreza”, avançou com um olhar de quem mostra-se céptico numa solução à vista.  

Ainda em Cabo Delgado, mais concretamente em Namanhumbir, o cenário é quase o mesmo. As mais de 150 mil famílias residentes naquele posto administrativo perderam, igualmente as suas terras para a mineradora de rubis sob promessas de compensações justas, mas para a sua frustração, nada disso aconteceu.

“A mineradora que explora rubis havia prometido indemnizar as populações afectadas pela actividade. Até que fez. Mas essa indemnização não foi tão justa porque estavam a pagar a cada família nove mil meticais ou mesmo 12 mil. Entretanto este valor não incluía casas, mas era apenas referente às machambas que foram arrancadas das comunidades”, contou, Arnaldo Santos, um dos reassentados de Namanhumbir.

Diante das preocupações dos nativos, a presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, Graça Machel, considera que é urgente que a exploração dos recursos beneficiem às comunidades directamente afectadas e ao povo moçambicano no geral.

“Nós temos de garantir que quer para as comunidades directamente afectadas quer para o povo moçambicano, que quem é quem fornece os recursos que as multinacionais querem e precisam, o governo que é o nosso gestor e as próprias multinacionais, todos nós possamos ter o resultado que é justo para todos. É justo para todos e é preciso analisar se, até agora, essa questão de justiça tem sido assegurada para todos os intervenientes”, propôs a presidente residente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, Graça Machel.

O primeiro Congresso de Comunidades Reassentadas e Afectadas é promovido pela SEKELEKANE e tem a duração de dois dias.

 

A petrolífera Eni quer contratar serviços de seguros para suas operações de gás na área 4, da bacia do Rovuma, mas os requisitos exigidos podem retrair as seguradoras moçambicanas. A falta de pujança financeira e inexperiência no sector de hidrocarbonetos têm sido a barreira das firmas moçambicanas que querem prestar serviços às multinacionais com activos no país.

Prova disso, é o anúncio público da petrolífera italiana Eni, através Eni Rovuma Basin Mozambique, operadora offshore da área 4, da bacia do Rovuma, que pretende contratar uma empresa de seguros para suas operações, mas que no entanto, poderá ser desperdiçado pelas seguradoras moçambicanas, devido a limitações de ordem financeira e falta de experiência no ramo de hidrocarbonetos.

Só serão elegíveis ao anúncio da Eni, seguradoras com experiência e com um volume de negócio superior a 500 milhões de dólares norte-americanos, uma vez que os requisitos dessa pretensão, em número de 10, retraem as seguradoras moçambicanas. Identificar o valor líquido em dólares retido pela sua empresa (seguradora) nos últimos cinco anos e identificar se os projectos que dizem respeito a petróleo e gás ou outros, bem como indicar também o nome do corretor internacional de cada projecto, figuram do leque dos requisitos da Eni.

Nessa ordem, a STV entrou em contacto com o Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM), esta terça-feira, que prometeu reagir oportunamente, sobre os requisitos rigorosos da Eni, para contratação de seguradoras, alegadamente porque conselho directivo estava reunido. Mas adiantou, que as seguradoras moçambicanas não têm muita experiência na área de hidrocarbonetos, muito menos capacidade financeira. 

Ou seja, a capitalização das oportunidades de negócios fornecidas pelas grandes companhias da indústria do gás e petróleo são uma miragem paras as firmas moçambicanas em termos de aproveitamento. 26 de Fevereiro corrente, é a data limite de submissão da manifestação de interesse para prestação de serviços de seguro para a Eni Rovuma Basin Mozambique.

O âmbito da cobertura de seguro exigida para o projecto da Eni, deverá incluir, sem limitações, apólices de seguro de construção contra todos os riscos, seguro de responsabilidade civil, seguro para as despesas extras da operadora e seguro de carga marítima. A contratação desses serviços, visam a perfuração e completamento de 24 poços submarinos, instalação de estruturas submarinas e de gasodutos para a terminal de Gás Natural Liquefeito (LNG) onshore em Afungi, à norte da província de Cabo Delgado.
 

O parque automóvel no país cresce a olhos vistos, e se haviam dúvidas, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) clarificam. Em 2017 o parque automóvel era de 735.954, quando no período homólogo a estimativa foi de 698.814. Feitos cálculos, o parque automóvel cresceu consideravelmente no período em análise, ultrapassando as 30 mil viaturas.

Mas se o número de automóveis aponta para um crescimento, o mesmo não se pode dizer do número de carros que funcionam através do sistema a gás natural veicular que, 10 anos depois da criação da Amogás apenas 2300 carros segundo João das Neves, director-geral da Autogás.
“Temos cerca de seis postos distribuídos pela cidade de Maputo e cidade da Matola”, disse das Neves, acrescentando, que se já se pensa em expandir as nossas actividades para Marracuene, Ressano Garcia e Chókwè. “Mas se nos perguntarem se queremos mais, claramente que diremos que sim, que queremos mais”, sublinhou o director-geral da Autogás, mas para tal, serão necessários pouco mais de 20 milhões de dólares norte-americanos.

Uma outra barreira que tem dificultado a expansão do sistema de Gás Natural Veicular, é o preço de transformação, aplicado no momento da conversão, facto que João das Neves afastou.
“Naturalmente que exige-se um investimento inicial, mas já estão colocados todos elementos que facilitam a conversão”, disse, realçando que “é possível converter a viatura sem desembolsar nenhum valor, desde que haja um compromisso sério de que ele vai consumir gás e que pode pagar a conversão com a poupança que ele vai ter”. Ou seja, para se fazer a conversão de uma viatura é preciso ter a garantia de que vai haver disponibilidade mensal para as amortizações.
 
Pelo sim ou pelo não, facto é que os números contrastam severamente com os benefícios deste sistema, pelo menos nos bolsos dos automobilistas, porque segundo estes, é mais barato utilizar o gás veicular.
“Se eu abasteço full tank de gás eu fico dois dias, mas se eu abasteço a mesma quantidade de gasolina eu fico apenas um dia”, disse Joaquim Bernardo, um automobilista que faz o transporte de alunos.

Alfredo Macuácua, outro automobilista revela que poupa pouco mais de quatro mil meticais mensalmente com o uso do seu mini-bus, que faz o transporte de passageiros na rota Cinema 700 e Anjo Voador. A Autogás é uma empresa que resulta de uma parceria público-privada que tem a PETROMOC com 40% das acções como acionista maioritário, a INDICO ENERGIA  com 38% das acções, e o Instituto de Gestão das Participações do Estado com 22% das acções.   

 

A empresa australiana, New Energy Minerals assinou um contrato vinculado com a Auspicious Virtue Investment Holdings para a venda da participação de 50 por cento na Balama, em Moçambique. A informação foi avançada em comunicado citado pelo Macauhub.

Após a conclusão formal do negócio, a Auspicious passará a deter a totalidade das acções representativas do capital social da Balama Properties.

Em 2018 a New Energy anunciou ter alcançado um acordo com o representante da Auspicious Virtue, Louis Ching, na qual adquiriu a participação de 50 por cento uma sociedade constituída nas ilhas Virgens britânicas.

A Balama Properties era a empresa subsidiária através da qual a New Energy Minerals controlava os seus interesses no projecto de grafite e de vanádio no norte de Moçambique, indo deixar de ter qualquer intervenção naquele projecto de exploração mineira.

O comunicado adianta que o negócio irá envolver o pagamento de sete milhões de dólares australianos, montante que foi considerado pela direcção da empresa australiana como o melhor valor a conseguir pela venda daquela participação.

De acordo com um estudo efectuado à concessão mineira de Caula detida pela Balma Properties, as duas fases do projecto iriam exigir um investimento de 167,6 milhões de dólares para produzir 120 mil toneladas de grafite.

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