O País – A verdade como notícia

A Qatar Petroleum anunciou em comunicado que assinou um acordo com o grupo norte-americano Exxon Mobil para adquirir uma participação de 10 por cento na prospecção de petróleo em Moçambique.

A Exxon Mobil na qualidade de operador tem uma participação de 50%, a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos com 20%, o grupo russo Rosneft, igualmente com 20% e a estatal Qatar Petroleum com os restantes 10%, escreve o Macauhub.

O comunicado da Qatar Petroleum adianta que este acordo assinado com o grupo norte-americano Exxon Mobil representa a primeira vez que a empresa opera no sector petrolífero em Moçambique.

O bloco A5-B na bacia de Angoche abrange uma área de 6450 metros quadrados com uma profundidade entre 1800 e 2500 metros e os blocos Z5-C e Z5-D na bacia do Zambeze abrangem uma área de 10 200 quilómetros quadrados com uma profundidade entre 200 e 2000 metros.

A Bolsa De Valores de Moçambique continua sendo um ilustre desconhecido por parte de pequenos e médios empresários nacionais. Um estudo apresentado esta terça-feira em Maputo pela FSD Moçambique e pelo Banco de Investimento Global, indica que as Pequenas e Médias Empresas recorrem à banca comercial para solicitar financiamento, uma prática justificada pelo desconhecimento do mercado de capitais.

A pesquisa incluiu a consciencialização das empresas sobre a importância do mercado de capitais. Ao fim dos 11 meses, os pesquisadores dizem ter alcançado resultados animadores, pois as empresas estão cotar-se na Bolsa de Valores para financiarem-se.

E mais, o estudo considera urgente a necessidade de a Bolsa de Valores de Moçambique fazer um trabalho profundo de forma a dar a conhecer os seus serviços, tanto para empresas que buscam alternativas de financiamento quanto para investidores.

Os Bancos comerciais e instituições de Microfinanças vão partilhar dados sobre empréstimos contraídos no mercado moçambicano com a, Compuscan,  nova agência privada de sistemas de informação de créditos (Bureau de crédito) autorizada pelo Banco de Moçambique.

Este serviço será supervisionado pelo Banco Central e, segundo um comunicado de imprensa que tivemos acesso, este serviço irá permitir que os credores avaliem e possam melhor gerir os riscos, para além de contribuir para redução do sobre-endividamento.

“Os bureaus de crédito fornecem ao sector financeiro dados seguros e uma base de dados centralizada de informações sobre consumidores e empresas. Estes fornecem ainda produtos e serviços que ajudam a prever riscos e a reduzir fraudes, tais como relatórios de crédito, pontuações de crédito, verificações de identidade, avaliações de acessibilidade e de colectas”, refere o comunicado fazendo alusão de que os dados do bureau são altamente protegidos e o seu acesso é estritamente regulado por legislação.

Ainda de acordo com o comunicado o novo serviço vai gerar informações detalhadas e confidenciais de relatórios de crédito que irão permitir que as instituições de créditos avaliem o comportamento dos seus clientes em relação ao pagamento de créditos.

“Ao ter acesso a informações de crédito, os credores podem responder às solicitações de crédito mais rapidamente, melhorando a experiência do cliente”.

Actualmente, a actividade de reporte de crédito é realizada pelo Banco de Moçambique, conhecida como central de registo de crédito, abrangendo apenas a banca comercial. A Compuscan, como o primeiro bureau de crédito privado, prestará serviços a todos os provedores de crédito, abrangendo todos os sectores.  

Além de Moçambique, a Compuscan tem presença na África do Sul, Filipinas, Austrália, Uganda, Namíbia, Etiópia, Lesoto e Botswana. Esta actividade existe ainda noutros países africanos como Quénia, Zâmbia, Tanzânia e Malawi.

“A Compuscan pretende contribuir para os objetivos financeiros e económicos do Governo e do Banco Central de Moçambique. A Compuscan espera estabelecer um relacionamento de longa data com todas as partes interessadas do sector financeiro, de crédito e de negócios relacionados no país, com o objetivo de expandir os seus negócios e do sector. Queremos trazer confiança para o mercado moçambicano”, disse Lara Cangi, a representante da Compuscan em Moçambique..

Já o CEO da Source Capital, Pedro Coutinho disse que “A experiência noutros mercados mostra que a presença de bureaus de crédito está associada a mercados de crédito mais amplos, maior volume de empréstimos e maior acesso a financiamento, e a menor risco de crédito”.

 

As areias pesadas de Chibuto, da empresa moçambicana Ding Sheng Minerais, está a produzir resultados considerados positivos. A Empresa Moçambicana de Exploração Mineira (EMEM) visitou o empreendimento com o objectivo de aproximar as partes interessadas para um conhecimento mútuo no desenvolvimento do empreendimento e para a criação de uma estratégia de actuação coordenada e integrada nas estruturas sociais e públicas do distrito do Chibuto, lê-se no comunicado enviado à nossa redacção.

De acordo com o projecto inicial, a Ding Sheng Minerais, SA irá ter instaladas duas plantas de processamento de minérios, cada uma com capacidade de 10 mil por dia, altura em que a empresa terá empregado cerca de cinco mil trabalhadores efectivos, dos quais 80 por cento serão cidadãos de nacionalidade moçambicana. Quanto ao escomento dos minérios processados a partir das areias pesadas de Chibuto, perspectiva-se a construção de uma estrada dedicada a partir da mina até Chongoene, onde se projecta a construção de um porto específico para a exportação.

“Hoje foi possível visitar um dos nossos parceiros na região sul de Moçambique, onde o Estado moçambicano é representado pela EMEM. De uma forma geral, saímos daqui satisfeitos com o que vimos”, disse o Presidente do Conselho de Administração da EMEM, SA, Celestino Pedro Sitoe.

Sitoe acrescentou que “Somos parte integrante deste empreendimento e é importante garantir que aspectos como a reassentamento da população e as infra-estruturas de apoio à saúde e à educação, assim como projecto piloto de exploração da mina estejam a seguir o plano determinado e, em alguns casos, superando as nossas expectativas. É preciso melhorar alguns aspectos, sendo que os accionistas concordam com as sugestões dadas após a visita”.

Ainda de acordo com o comunicado, cerca de 290 casas T3 das 494 previstas no projecto já foram ocupadas por famílias que tiveram de ser reassentadas devido à implementação deste projecto de areias pesadas. As residências recebem energia eléctrica e beneficiam do fornecimento gratuito de água através de um sistema de bombagem, tratamento e distribuição de água, que beneficia ainda a população da Vila de Chibuto.

Na nova área residencial, existem cinco salas de aulas provisórias e um bloco administrativo. Igualmente, numa fase provisória está em funcionamento um centro de saúde. Essa área contempla ainda uma igreja e um posto policial.

O sistema bancária moçambicano conta desde hoje com novo sistema de pagamentos electrónicos interbancário. Trata-se de um software da Euronet.

O acto de assinatura de contrato foi rubricado hoje entre os conselhos de administração do Banco de Moçambique e Euronet.

Com efeito, o provedor português Bizfirst, que até então mantinha o controlo provisório dos sistemas de pagamentos electrónicos fica afastado.

Na ocasião, o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela apelou a seriedade e rigor no cumprimento do contrato.

Moçambique perdeu mais de 80 milhões de dólares devido à sobrefacturação no sector dos combustíveis líquidos entre 2013 e 2015. No sector de energia são dez milhões de dólares desviados para compra de matéria-prima.

Os dados são de um estudo, apresentado esta segunda-feira, pelo Centro de Integridade Pública (CIP), 24 horas depois das celebrações do Dia Internacional do Combate à Corrupção.

O estudo versa sobre o impacto da corrupção nos sectores dos combustíveis e energia.

O CIP diz que a corrupção tem vindo a caracterizar-se principalmente pela sobrefacturação na importação dos combustíveis, o que encarece o preço ao consumidor final.

Ainda no sector dos combustíveis, o estudo do CIP revela que, afinal, 50 por cento do dinheiro pago pelos consumidores é destinado a cobrir as despesas da Empresa Moçambicana de Petróleo e das gasolineiras.

Sobrefaturação também verifica-se no sector da energia. Aliás, a própria EDM já tinha denunciado esquemas de corrupção em que funcionários da empresa compravam um contador eléctrico por 100 dólares, quando o preço real era 20 dólares.

O CIP critica ainda o facto de a Hidroeléctrica de Cahora Bassa estar a vender quase toda a energia a preços baixos para a África do Sul, num contexto em que a EDM compra de produtores independentes e a preços muito mais altos, e que se feitas as contas, o consumidor final é que sai prejudicado.

O CIP diz ser urgente que a Autoridade Reguladora de Energia entre em acção e que o Governo pare de liderar o processo de marcação dos preços, porque este é papel do regulador do sector.

 

Os accionistas do First National Bank (FNB) reforçaram o seu investimento através de um aumento de capital social no valor de cinco milhões de dólares, como primeira tranche de um plano de investimento estratégico a executar entre 2018 e 2019.

O aumento de capital social do FNB foi aprovado recentemente em Assembleia Geral desta instituição financeira.

“Este aumento de capital é um sinal claro da confiança dos accionistas do FNB em Moçambique, na economia moçambicana e na gestão do banco”, esclareceu Johan Maree, administrador- delegado do FNB Moçambique.

O plano de investimento previsto para 2018 e 2019 está incorporado numa estratégia de reestruturação do banco que visa torná-lo numa referência de eficiência e de valor diferenciado para os seus clientes.

“O banco tem um plano ambicioso de reposicionamento, com vista a tornar-se num parceiro cada vez mais relevante para todos os stakeholders que actuam neste mercado e este aumento de capital enquadra-se também neste plano, estando previstos reforços adicionais para a sua materialização”, segundo Paulo Pereira, administrador delegado adjunto do FNB Moçambique.

O FNB Moçambique é uma subsidiária do First Rand Bank Limited, o maior grupo financeiro de África por capitalização bolsista e uma das maiores instituições listadas na Bolsa de Valores de Joanesburgo, na África do Sul, com presença em 11 países africanos e na Inglaterra, Emirados Árabes Unidos, Índia e China.

A Cervejas de Moçambique (CDM) lançou nesta sexta-feira, a primeira pedra da sua nova fábrica no Distrito de Marracuene, Província de Maputo. O investimento é avaliado em 180 milhões de dólares, as obras terão duração de 12 meses, e poderá criar mais de mil empregos na fase de construção, e cerca de 235 novos postos de trabalho após o arranque da produção.

A empresa já possui três fábricas localizadas em Maputo, Beira e Nampula. Segundo o comunicado de empresa, a nova fábrica “permitirá incrementar a capacidade de produção da empresa e contará com um sistema fabril mais eficiente e ecologicamente alinhado com as mais modernas práticas globais”.

Prevê-se que a nova fábrica possa responder às demandas do mercado para “continuar a trajectória de crescimento, na estabilidade fiscal do país, num quadro fiscal propício ao investimento criado pelo governo, e sobretudo na confiança que depositamos no futuro de Moçambique”.

A CDM, empresa com 23 anos no mercado foi galardoada, recentemente pela Autoridade Tributária, como sendo o maior contribuinte na categoria do Imposto Sobre Valor Acrescentado (IVA).

Governo já iniciou pagamento do empréstimo contraído junto à Exim Bank da China, para a construção da ponte Maputo-Katembe e suas respectivas estradas de ligação.

É mais um fardo para a mesa de Adriano Maleiane. Desde 2016 a gerir a longa restruturação das chamadas “dívidas ocultas”, o ministro da Economia e Finanças tem nas mãos mais uma dívida por gerir. Trata-se do empréstimo de mais de 6.7 biliões de meticais, contraído junto do Exim Bank da China, para a construção da ponte Maputo-Katembe e estrada Katembe/Bela vista e Ponta de Ouro.

Sabe-se que o primeiro cupão do empréstimo vence em 2019, porém, a empresa Maputo Sul, gestora desta infra-estrutura ainda não tem dinheiro para pagar aos chineses, pelo que o Governo irá adiantar o valor.

Sobre o valor a pagar, Adriano Maleiane declinou avançar com números.
 
Estranhamente, o relatório de execução orçamental referente ao período entre Janeiro e Setembro deste ano, a que o O País teve acesso já aponta para o início do pagamento.
 
“Relativamente a dívida externa, o seu crescimento justifica-se pelo início de pagamento do Capital em dívida a Credores Multilaterais bem como do crédito da Ponte Maputo-Katembe e da linha de crédito de Portugal a Credores Bilaterais”, lê-se no documento.

Refira-se que, no geral, os valores da dívida efectivamente pagos totalizam 17.9 biliões de meticais, equivalentes a um crescimento real de 130,5% em relação a igual período do ano transacto, por influência do crescimento registado na amortização das dívidas interna e externa em 107,3% e 160,5%, respectivamente.
 

+ LIDAS

Siga nos