O País – A verdade como notícia

Empresários de Cabo Delgado não serão excluídos das oportunidades de negócio no sector de petróleo e gás. A salvaguarda foi dada pela multinacional Total, durante o V Seminário de Oportunidades Locais na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado.

A multinacional francesa que vai explorar uma parte do gás da Bacia do Rovuma, no norte de Cabo Delgado, compromete-se a respeitar a Lei do Conteúdo Local, que visa regular a participação das empresas moçambicanas nos grandes projectos da indústria extractiva como forma de garantir o crescimento da economia da província e do país no geral.

A promessa da Total veio reanimar os empresários de Cabo Delgado, que já andavam desesperados devido a suposta exclusão nas oportunidades de negócio na indústria de petróleo e gás.

Segundo previsões, a partir de Abril deste ano algumas empresas moçambicanas poderão começar a prestar serviços para as empresas contratadas pelas multinacionais que vão operar na Bacia do Rovuma.

Todas autarquias do país terão ao seu dispor o sistema electrónico de pagamento de despesas públicas, e-Sistafe, até o ano 2023. Os pagamentos deixarão assim de ser manuais.

Aquando da criação do sistema electrónico de administração financeira do Estado, e-Sistafe, em 2002, o Governo tinha estabelecido que até 2007, todos pagamentos das despesas para os municípios deveriam passar a ser feitos através da plataforma.

Passados 13 anos, o projecto já é uma realidade, pelo menos para as autarquias de Maputo, Matola e Boane, prevendo-se a cobertura dos restantes 50 municípios até 2023.

No lançamento oficial do sistema, os presidentes das edilidades de Maputo e Matola defenderam que o e-Sistafe vai melhorar a gestão financeira e reduzir a corrupção.

Segundo o cronograma da introdução desta plataforma de pagamento electrónico, um total de 30 autarquias terão o serviço já no segundo trimestre do corrente ano.

 

A contribuição dos mega-projectos da indústria extractiva em Moçambique atingiu cerca de 73.3 mil milhões de meticais em 2019, um aumento de cobrança em mais de cinco vezes que no ano anterior.

O Estado moçambicano encaixou mais de 276 mil milhões de meticais em receitas, com os chamados mega-projectos da indústria extractiva a contribuírem com cerca de 26,5% deste montante arrecado.

Concretamente, e segundo o Relatório de Execução Orçamental referente ao ano de 2019, consultado pela Stv, as grandes empresas da indústria extractiva injectaram pouco mais de 73.3 mil milhões de meticais nos cofres públicos, contra apenas 14.4 mil milhões do ano anterior.

A cobrança das receitas de mais-valias no montante de 54.1 mil milhões de meticais, resultante da venda dos activos da petrolífera Anadarko, na Área da bacia do Rovuma, a favor da francesa Total, foi a que mais contribuiu para o aumento da contribuição dos mega-projectos no período em análise.

No sentido inverso, os sectores de exploração de recursos minerais e outros mega-projectos, registaram decréscimos de 20,9% e 13,8%, respectivamente, como resultado da queda do preço do carvão no mercado internacional.

Já em termos de ganhos para as comunidades, consta que foram transferidos apenas 83.4 milhões de meticais das receitas geradas pela extracção mineira e petrolífera.
 
Essa transferência surge em cumprimento da Lei n.º15/2018 de 20 de Dezembro, que aprova o Orçamento do Estado para o ano de 2019, que definiu a percentagem de 2,75% das receitas geradas pela extracção mineira e petrolífera, para programas que se destinem ao desenvolvimento das comunidades das áreas onde se localizam os respectivos empreendimentos, nos termos do artigo 20 da Lei n.º 20/2014 e do artigo 48 da Lei n.º 21/2014, ambas de 18 de Agosto.

 

 

O grupo alemão Volkswagen (VW), maior fabricante de automóveis do mundo acaba de lançar o novo modelo no mercado moçambicano. Trata-se da versão TIGUAN ALLspace de sete lugares.

Em nota enviada a nossa redacção, a Caetano Equipamentos S.A indica que o carro foi desenhado com novas ferramentas de condução e novos equipamentos que oferecem maior comodidade e segurança na condução.

“O veículo possui um estilo exterior com novo designer e uma aparência robusta, o que garante maior estabilidade, mesmo em climas complicados”, refere a nota.

O seu interior foi inteiramente renovado, para uma experiência confortável dos passageiros. O TIGUAN foi desenhado com um sistema de ar condicionado actualizado para uso em climas mais quentes, o que garante ainda mais conforto de viagem aos passageiros.

“Como o nome sugere, o TIGUAN Allspace tem tudo a ver com espaço, oferecendo aos passageiros espaço adicional para uma experiência de condução mais agradável. Ambos os bancos traseiros podem ser desdobráveis, para uma capacidade de carga máxima. Este é um veículo que marca presença em diferentes sentidos”, sublinhou Paulo Oliveira, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Salvador Caetano, sobre as novas e aliciantes características do TIGUAN.

Ao desenhar o TIGUAN, os engenheiros da VW percorreram um longo caminho para oferecer mais: mais na distância entre eixos, o que proporciona aos passageiros; e mais espaço para aconchegar as pernas do que nunca antes visto. A terceira fila de assentos permite que até sete pessoas viajem confortavelmente.

Em estradas solitárias de montanha ou em magníficas avenidas de grandes cidades, o TIGUAN está pronto para quase todo o tipo de aventura. E a sua extensa lista de equipamento transforma cada viagem neste SUV num verdadeiro prazer de condução.

 

Os provedores de serviços financeiros tecnológicos – Fintech – dizem ter dificuldades de acesso ao financiamento para desenvolver as suas iniciativas em Moçambique. Por outro lado, queixam-se de inexistência de um quadro regulatório que lhes permita trabalhar sem transgredir a lei.

Falando a margem do seminário sobre a semana das Fintech ou seja de provedoras de serviços financeiros tecnológicos, o Presidente da Associação Moçambicana de Fintech, João Gaspar, avançou que este tipo de empresas enfrentam grandes dificuldades de acesso ao financiamento.

Quanto ao quadro regulatório, onde tem havido queixas por parte das Fintech, o Banco de Moçambique disse que há trabalho feito em 2019, mas reconhece que há muito pela frente.

As Fintech são vistas por muitos especialistas como a banca do futuro, sendo que em Moçambique são consideradas um forte motor para a inclusão financeira das famílias.  

 

 

 

O First National Bank (FNB) está decidido a ser uma referência no mercado moçambicano em termos de eficiência e excelência de serviços, alinhando em termos de inovação, melhores práticas, padrões de operação e centricidade no cliente com o FirstRand, o maior grupo financeiro em África por capitalização bolsista, do qual o FNB Moçambique faz parte.

De acordo com um comunicado do banco, este processo irá tornar o FNB Moçambique num banco de elevada rendimento e eficiencia, ainda que o forte investimento na estratégia de Transformação do FNB Moçambique, por via dos vários aumentos de capital, conforme previsto no seu plano e negócios, traga a curto prazo uma deterioração dos resultados neste mercado.

Na África do Sul, o FNB é conhecido como um dos bancos na vanguarda da inovação digital e agora está "deliberadamente" a intensificar seu trabalho para se tornar numa plataforma digital de serviços financeiros.

E é isso que disse, recentemente, Jacques Celliers, o Director Executivo (CEO) do FNB para toda a África, em entrevista ao ITWeb. Celliers refere que o facto faz parte de um processo para garantir que a experiência de cada cliente seja individualizada de acordo com suas necessidades financeiras.

“Nossa estratégia é simples; queremos ajudar nossos clientes com soluções contextuais por meio de uma plataforma digital confiável”, disse o CEO à ITWeb.

“Da mesma forma que o Spotify é capaz de individualizar a sua recomendação de playlists aos utilizadores da sua plataforma, nós queremos ajudar os nossos Clientes Particulares e Empresas a navegar no seus contextos financeiros com soluções apropriadas para gerirem e fazerem face aos seus desafios específicos e oportunidades”, acrescentou Celliers.

Por causa destas transformações, o FNB Moçambique, por exemplo, aumentou, desde 2018, o seu capital social num valor superior a 10 milhões de dólares americanos, como parte do plano de investimento estratégico a executar até finais de 2020, estando ainda previsto para este ano os principais reforços adicionais.

 

 

A província de Cabo Delgado poderá deixar de produzir algodão a partir da próxima campanha agrícola, caso não sejam tomadas medidas para reabrir a única empresa que exporta o ouro branco produzido na província.

Encerrada desde Janeiro último, a Plexus precisa de cerca de 10 milhões de dólares norte americanos para retomar as operações nas províncias de Cabo Delgado e Nampula.

A Plexus, a única empresa de algodão na província de Cabo Delgado, e uma das maiores do país, fechou as portas no dia 4 de Janeiro último, supostamente devido a crise financeira.

A situação é considerada grave, e segundo apurou “O País”, além de não ter dinheiro para operar, a empresa não paga salários aos trabalhadores há cerca de 4 meses, e tem uma dívida com os produtores de algodão, estimada em cerca de um milhão de dólares norte americanos.

Os cofres da empresa estão praticamente vazios, mas a direcção promete resolver o problema financeiro e reactivar a produção de algodão em Cabo Delgado.

Entretanto, além da empresa, o governo também promete apoio na busca de soluções para manter Cabo Delgado na lista de produtores de algodão.

Além de cerca de 200 trabalhadores entre efectivos e sazonais, a crise financeira na Plexus, que opera nas províncias de Cabo Delgado e Nampula esta a afectar cerca de 50 mil produtores de algodão.

 

Tendo como referência os dados recolhidos nas cidades de Maputo, Beira e Nampula, em Janeiro último, pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), o país registou um aumento mensal do nível geral de preços na ordem de 0,63%. A divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas mereceu destaque, ao registar uma variação de preços na ordem de 1,5%.

Esta divisão comparticipou para o total da inflação mensal com cerca de 0,47 pontos percentuais.

Analisando a variação mensal por produto, destaca-se a subida de preços do tomate em 7%, da couve, em 21,9%, da alface, 18,7% e do peixe fresco em 2,3%. Outros produtos e serviços que viram seu preço aumentar são o ensino primário do 1º grau particular e o óleo alimentar. No geral, estes produtos e serviços contribuíram no total da inflação mensal com cerca de 0,52 pontos percetuais.

Contudo, alguns produtos e serviços, com destaque para a Cebola,13,5%; o carvão vegetal,1,7%; o Ensino superior particular, 3,1%; e os serviços de internet café, em 22,4%; contrariaram a tendência de subida, ao contribuírem com cerca de 0,20 pontos percentuais negativos.

Relativamente a igual período de 2019, Moçambique registou uma subida de preços na ordem de 3,48%. As divisões de saúde e de alimentação e bebidas não alcoólicas foram em termos homólogos as que tiveram maior variação de preços com 7,66% e 7,65%, respectivamente.

 

O Diretor-geral Adjunto do Fundo Monetário Internacional diz que Moçambique está a recuperar bem do impacto devastador dos ciclones Idai e Kenneth. Tao Zhang defende que as reformas políticas em curso devem ser implementadas nos próximos três anos.  

Tao Zhang manteve, hoje, um encontro, à porta fechada, com o ministro da economia e Finanças, Adriano Maleiane, e o Governador do Banco de Moçambique. À sua saída o Diretor-geral Adjunto do Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou as reformas macroeconómicas em curso no país.
 
"Nós tivemos boas discussões e revimos os principais temas. Estou particularmente satisfeito com o desempenho económico, que tem estado bom e o país está a recuperar bem do impacto devastador dos ciclones tropicais Idai e Kenneth, registados no ano passado", avançou o responsável.

Sobre a recuperação em relação aos ciclones Idai e Kenneth, Zhang disse não ter dúvidas que  "resulta de boas políticas e reformas que tem estado a ser implementadas nos últimos três anos. Nós esperamos que as políticas e reformas continuem nos próximos três anos, em particular em áreas que promovam a estabilidade macroeconómica e as reformas estruturantes incluem as reformas governamentais".

Olhando para o futuro e desafinado o novo Governo de Filipe Nyusi, o Diretor-geral Adjunto do FMI avançou que estava convictos que se a nova liderança do Presidente e seus colegas continuar a implementar este conjunto de políticas e reformas macroeconómicas, o país terá uma perspectiva positiva e  que o Fundo Monetário Internacional mantém o comprometimento de trabalhar com o Governo e a população de Moçambique.

A visita de Tao Zhang a Moçambique acontece numa altura que está em cima da mesa a retoma ou não do apoio ao Orçamento do Estado por parte dos parceiros de cooperação, em particular do FMI e o Banco Mundial.

Desde 2016, altura que se tornou público o escândalo das dívidas ocultas em Moçambique, o FMI e outros parceiros de cooperação suspenderam o apoio ao Orçamento do Estado moçambicano. Umas das questões que se coloca é que há desenvolvimentos  do caso na justiça moçambicana, uma das condições colocadas pelos parceiros para a retoma de  ajuda ao orçamento, mas ainda não houve um posicionamento claro dos parceiros de cooperação.  

Recorde-se que Ricardo Velloso, chefe da missão do FMI que visitou Maputo, em Novembro passado, disse que se o Governo moçambicano tiver interesse em conversas sobre um possível programa de apoio financeiro, o FMI estava aberto a esse pedido.

A messa abertura tinha sido dada por Abebe Selassie, Diretor do Departamento de África do FMI, em declarações à Lusa, em Washington, a 18 de Outubro de 2019.
 

 

 

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