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Reduziu em 2,4 por cento a exportação total de energia eléctrica de Moçambique de 2020 a 2021. Uma das principais razões é a crise de água que reduziu a produção. Contudo, a vizinha África do Sul continua a ser o maior comprador da energia eléctrica gerada em Moçambique.

Em termos globais, a produção de energia eléctrica em Moçambique registou uma ligeira queda de 0,6 por cento em 2021, se comparado ao ano de 2020. Tal quer dizer que, depois de ter atingido cerca de 18,8 milhões de megawatt hora em 2020, a produção caiu para 18,7 milhões em 2021.

Como consequência da baixa produção devido à crise de água, a venda de energia de Moçambique para outros países reduziu em 2,4% no ano 2021 face a 2020. Os dados constam do Relatório Estatístico de Energia 2020–2021 do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

Assim, a energia que o país vende à África do Sul, que se destaca por ser o maior comprador da energia de Moçambique, reduziu de cerca de 9,4 milhões de megawatt hora em 2020 para cerca de nove milhões em 2021, um corte na ordem de 3,7 por cento.

Embora com compras relativamente inferiores às da África do Sul, a queda percentual mais acentuada de exportação de energia de Moçambique foi de Malawi, de 2967 megawatt hora para 800 megawatt hora, o equivalente a um abrandamento na ordem de 73,1 por cento.

Entretanto, de 2020 a 2021, destaca-se, na produção de electricidade, a energia gerada a partir da fonte térmica que obteve um desempenho positivo de 4,3%.

Economistas dizem que o mundo vai deixar de depender do dólar para as transacções internacionais em breve, com a moeda chinesa a passar a ser opção para compras fora do país. É consenso que o processo vai levar tempo, mas o que divide opiniões é se isso é ou não bom para os países.

Já há muito que a força do dólar é contestada. A Rússia, por exemplo, passou a obrigar a que se usasse a sua moeda para compra do seu petróleo. E esta semana, a China fez a primeira transacção transfronteiriça em moeda chinesa com o Brasil. Será este o fim do dólar? “É um sinal”, responde o economista Mukhtara Abdulcarimo, que entende ser um bom momento para o mundo.

No centro desta mudança, estão o Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul, ou seja, BRICS. Curiosamente, os maiores parceiros económicos estão neste bloco, nomeadamente a África do Sul, a China e a Índia. É assim em vários países do mundo. A China é o maior parceiro comercial e a Índia, o maior fornecedor de medicamentos. Por isso, juntos, poderiam impor esta nova ordem.

O economista Egas Daniel diz que “uma vez que os BRICS lideram as relações comerciais do mundo, podem fazer esta pressão para que os países usem a sua moeda nessas operações”.

Os dois economistas concordam que isso é um processo que, em todo o caso, levaria muito tempo. O facto é que, como anota Muhktar Abdul Carimo, enquanto isso não se efectivasse, o comércio interncional teria duas moedas disponíveis e isso exigiria uma resposta, no sentido de escolher a moeda a ser usada para estas mesmas transacções.

“Eu acho que essa resposta teria de ser única: ou Moçambique alia-se a essa nova ordem ou fica de fora”, defende. Aqui importa recordar que, no mundo, mais de 140 países têm na China o principal parceiro comercial.

Em todo o caso, Egas Daniel chama a necessidade de cautela, porque a China não é uma economia tão confiável como os Estados Unidos, o que a torna mesmo confiável é o seu regime político, que é “autocático”, ou seja, uma pessoa só pode decidir o rumo do país inteiro.

Assim sendo, “os bancos centrais desses países não são tão independentes quanto é o FED, dos Estados Unidos, e fazer nossas reservas internacionais em moeda chinesa seria expor-nos às imprevisibilidades decorrentes da autocracia do país”, defende Egas Daniel.

Enquanto isso, Mukhtar Abdul Carimo não vê da mesma maneira, aliás, como o havíamos antes dito, ele considera bom “porque o mundo passa a ter mais opções e isso evita que o único país para o qual a balança pesa se sinta no direito de mandar nos outros”.

Para todos os efeitos, neste momento, o dólar ainda é utilizado em 84,3% das trocas comerciais a nível mundial. Porém, a participação do Yuan aumentou desde a invasão russa à Ucrânia, de menos de 2% para 4,5%.

Moçambique regista progressos na corrida para sair da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional. De acordo com uma fonte do Ministério da Economia e Finanças, o país submeteu 15 recomendações, das quais nove foram aprovadas.

O Guia Internacional de Risco do País (ICRG, sigla em inglês) colocou, em Outubro do ano passado, Moçambique na lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), por não ter eliminado deficiências na luta contra o branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.

A 17 de Março deste ano, o país submeteu o primeiro relatório de avaliação à entidade que elabora políticas nacionais e internacionais de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo e da proliferação das armas de destruição em massa.

Na sequência da avaliação, a organização internacional referiu que o país regista progressos assinaláveis, tendo submetido ao Grupo de Luta Contra a Lavagem de Dinheiro da África Oriental e Austral (ESAAMLG, sigla em inglês) 15 recomendações, das quais nove foram positivamente classificadas.

No dia 7 de Abril, o Guia Internacional de Risco do País enviou a sua avaliação preliminar sobre o desempenho de Moçambique desde que o país foi colocado sob vigilância.

Os Estados Unidos da América, a União Europeia e o Banco Mundial apoiam Moçambique para, nos próximos dois anos, sair da chamada lista cinzenta do GAFI.

Para sair da lista cinzenta, Moçambique terá de realizar, até 2024, uma avaliação nacional de risco para organizações não-governamentais, instalar um sistema de identificação do beneficiário efectivo e desenvolver acções de cooperação nacional e internacional em matéria de branqueamento de capitais e combate ao terrorismo.

Os parceiros nacionais têm também sugerido aos órgãos competentes, nomeadamente o Banco de Moçambique, o Ministério da Economia e Finanças (MEF) e o Ministério da Justiça a análise do papel do poder judicial na prevenção e combate ao fenómeno. Da mesma forma, também sugerem analisar o papel das instituições não financeiras e a aplicação de sanções.

Os parceiros nacionais têm também sugerido aos órgãos competentes, nomeadamente o Banco de Moçambique, o Ministério da Economia e Finanças (MEF), e o Ministério da Justiça, a análise do papel do poder judicial na prevenção e combate ao fenómeno. Da mesma forma, também sugerem analisar o papel das instituições não financeiras e a aplicação de sanções.

Refira-se que, em Março, o Banco Mundial (BM) alertou para o risco de o país ter dificuldades de acesso aos mercados, pelo facto de estar na chamada “lista cinzenta” do GAFI.

Além de Moçambique, RDC e Tanzânia, integram a lista cinzenta o Burkina Faso, Mali, Marrocos, Senegal, Sudão do Sul e Uganda, num total de nove Estados africanos. Os outros países são a Albânia, Barbados, Cambodja, Ilhas Caimão, Gibraltar, Haiti, Jamaica, Jordânia, Panamá, Filipinas, Síria, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Yemen. Nicarágua e Paquistão saíram da lista cinzenta na terceira avaliação do ano passado, enquanto o Irão e a Coreia do Norte passaram a integrar a lista negra.

A “lista negra” integra países ou jurisdições de alto risco e que têm deficiências estratégicas significativas nos seus regimes jurídicos para o combate aos crimes, obrigando a diligências reforçadas. Em Março de 2022, quando divulgou a primeira avaliação do ano, o GAFI retirou o Zimbabwe da “lista cinzenta”, por registar melhorias que deixam de justificar um maior controlo.

Empresários indianos dizem ter grandes expectativas de reforço da cooperação entre Moçambique e Índia, como resultado da visita do seu ministro das Relações Exteriores ao país. São empresários experientes, que operam no país há cerca de 20 anos.

Um deles é Santosh Shetty. O empresário trabalha em Moçambique desde o ano 2005 e, actualmente, é gestor do grupo Aditya Birla, que importa e vende arroz a nível nacional. De 2021 até agora, a firma investiu 25 milhões de dólares, ainda assim tem planos de crescer mais.

“O nosso grupo também começou a exportar feijão de Moçambique. E o grupo Aditya Birla faz parte da iniciativa de segurança alimentar desde Julho de 2021”, explicou o gestor da firma, Santosh Shetty. O grupo fornece cerca de 90 mil toneladas de arroz por ano a todo o país.”

“Tem sido uma experiência muito boa fazer negócio aqui, em Moçambique, e vejo um enorme potencial, especialmente na área do agro-negócio”, referiu. Com a visita do ministro indiano dos Negócios Estrangeiros a Moçambique, Shetty espera ver as relações bilaterais reforçadas.

“A minha expectativa, com essa visita do ministro, Doutor Jaishankar, é ajudar a fortalecer ainda mais as relações vibrantes e robustas entre a Índia e Moçambique”, disse o gestor do grupo Aditya Birla.

Para tirar mais proveito dos investimentos em Moçambique, Santosh Shetty sugere que o Governo aposte mais nas infra-estruturas e na digitalização tecnológica. “Isso vai ajudar muito a área do agro-negócios, que tem muito potencial aqui, em Moçambique”, considerou.

Outra empresa de capitais indianos relevante a operar em Moçambique é a Afri Farmácia. Importa e vende medicamentos em grandes quantidades para o sector público e privado. Tem como director geral Nandkumar Nair.

“Nós temos sucursais em Maputo, Beira e Nampula. Essas empresas ajudam-nos a fornecer a todo Moçambique, desde hospitais, clínicas, e todo o lado. Depois, nós temos participado nos concursos do Ministério [da Saúde] e o medicamento é alocado para todo o país”, garantiu.

Há 20 anos que a Afri Farmácias opera no país e já investiu 20 milhões de dólares. Com a visita do ministro indiano dos Negócios Estrangeiros ao país, a firma diz estar ansiosa por ver melhorias.

“Ele é muito respeitado a nível internacional. Consta da lista dos líderes mundiais como ministro dos Negócios Estrangeiros. Índia é hoje uma nação muito importante para o Mundo e Moçambique é uma nação muito importante para toda África, com os seus recursos naturais e as suas diversidades culturais. Portanto, devemos aproveitar essa oportunidade para fortalecer os laços entre as nossas nações”, defendeu o gestor empresarial, Nandkumar Nair.

Para o futuro, a empresa tem planos de construir um hospital e instalar uma fábrica de medicamentos em Moçambique, como forma de encurtar as distâncias e reduzir os custos.

“Estamos à procura de fundos de desenvolvimento para alguns dos nossos projectos em Moçambique. Gostaríamos de ver uma inflação estável e a taxa de juro controlada, isso porque a taxa de juro de mais de 20 por cento torna os custos do projecto muito onerosos”, sugeriu.

Os medicamentos fornecidos pela empresa Afri Farmácias são provenientes de várias partes do mundo, com destaque para a Índia e Europa, e há 15 anos que o grupo fornece medicamentos ao Estado moçambicano.

O negócio de medicamentos em Moçambique é alimentado mais pelas compras do Estado (80%) contra 20% das aquisições feitas pelo sector privado. Neste momento, a Afri Farmácias opera em 10 países africanos. Em Moçambique, fornece mais de 200 medicamentos diferentes e emprega cerca de 100 trabalhadores (homens e mulheres).

O Governo da Índia quer apoiar Moçambique a tornar o transporte público movido electronicamente. Ainda não há planos concretos, mas esse é o foco de Moçambique na cooperação com aquele país asiático na área dos transportes

O transporte ferroviário é a forma mais usada pelos indianos para movimentarem-se nos 28 estados e sete territórios federais.

De visita a Moçambique, o ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyan Jaishankar, foi à Estação Central dos Caminhos de Ferro de Moçambique e fez uma viagem de comboio junto do ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Mateus Magala.

Antes de entrar na automotora, os dois dirigentes apertaram-se as mãos. É um aperto de mão de quem antes celebrou um acordo para que esta e mais outras quatro automotoras viessem a Moçambique.

Não foi só isso, com um custo de 95 milhões de dólares, foi financiada a compra também de cinco locomotivas e 90 carruagens; daí que foi importante fazer uma viagem da estação central de Maputo até Machava, na Matola.

“Queremos avaliar o nível de utilidade destes veículos. Os caminhos-de-ferro são verdes. Queremos mais pessoas a viajarem via ferroviária e menos pelas estradas. E esta automotora, em particular, é muito conveniente, porque tem motores nos dois lados e pode mover-se de um lado para o outro confortavelmente.”

Entretanto, as glórias do passado não limitam os sonhos de quem quer ver mais e melhor, por isso os dois dirigentes se mostraram disponíveis a ter mais colaborações. “Nós estamos cá para cooperar de uma forma útil para as duas partes e, por isso, quero sempre ouvir as prioridades … porque a forma de cooperação indiana é cobrir as prioridades do parceiro”, disse.

E o ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Mateus Magala, disse que, nesta cooperação com a Índia, o foco está devidamente identificado e é, exactamente, “a facilitação do movimento de bens e, principalmente, de pessoas, mas também fazer uma transição para aquilo que nós chamamos mobilidade electrónica, ou seja, verde; carros eléctricos, autocarros e comboios eléctricos”.

Com o foco e os planos bem identificados, agora é só arregaçar as mangas e mãos à obra, aliás, ideias à mesa. O trabalho diplomático entre os governos, de acordo com o ministro, só começou agora, mas “já havíamos começado a falar com algumas empresas indianas sobre isso e penso que, agora, podemos avançar ainda mais”, garantiu.

Feita a volta para Matola e, já de regresso à capital do país, os dois governantes foram visitar a carruagem, também importada da Índia e que contém diferentes classes para diferentes tipos e capacidades de passageiros.

O volume de produção da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) aumentou, ano passado, em cerca de 5,9%, comparativamente a 2021. Assim, até ao dia 31 de Dezembro de 2022, a empresa atingiu a produção de 15.753 GWh contra os 15.693 GWh previstos para até o período em referência.

Em comunicado, tornado público através do seu portal oficial, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), uma das maiores produtoras independentes de energia de África, avançou que registou, ano passado, uma produção global de 15.753 GWh, correspondente a 5,9% acima do volume da produção alcançada em 2021. Esta produção terá gerado receitas consideráveis e reforça os indicadores financeiros e de gestão da empresa, face às necessidades de investimentos na revitalização do sistema electroprodutor.

Em termos de realização, a empresa sediada na província de Tete esteve bem próximo dos 100%, ao atingir a produção de 15.753 GWh contra os 15.693 GWh previstos para o período em análise.

“Os investimentos estratégicos nos projectos de reabilitação e modernização do parque electroprodutor, mormente a terceira fase da reabilitação da subestação do Songo e a segunda fase de reabilitação da central hidroeléctrica sul, irão melhorar os níveis de performance operacional, estender a vida útil dos activos de geração e conversão para mais de 25 anos, e ainda incrementar a capacidade produtiva da central, dos actuais 2075 MW para cerca de 5%, e, dessa forma, acrescer as actuais receitas do empreendimento hidroeléctrico de Cahora Bassa no médio e longo prazos”, avançou Boavida Muhambe, Presidente do Conselho de Administração da HCB.

Ainda durante em 2022, as acções da HCB fecharam o ano em referência com uma cotação de 2,35 Meticais por acção, uma variação de 21,7% negativos, se comparado ao preço da acção a 31 de Dezembro de 2021. De Janeiro a Dezembro de 2022, foram negociadas cerca de 2 590,850 acções, aproximadamente 4,8 milhões de Meticais.

Em relação à disponibilidade de recursos hídricos na albufeira, segundo a empresa, a cota situava-se, a 31 de Dezembro de 2022, em 321,9 metros acima do nível médio das águas do mar, um volume útil armazenado de cerca de 80% e uma capacidade de encaixe suficiente para garantir a segurança hidráulico-operacional da barragem e infra-estruturas conexas e minimizar possíveis impactos negativos nas comunidades das zonas ribeirinhas a jusante da barragem de Cahora Bassa, salvaguardando a contínua geração de energia hidroeléctrica.

Para o ano de 2023, a empresa tem planificada a meta anual de produção de 14.292 GWh, um valor comparativamente abaixo da produção verificada em 2022, devido às intervenções de reforço da manutenção.

O ministro dos Transportes e Comunicações diz que a Zâmbia tem interesse em receber combustível a partir do Porto da Beira. Mateus Magala revela que, para o alcance desse objectivo, a Zâmbia pretende instalar um gasoduto naquela infra-estrutura.

No último dia da sua visita a Moçambique, o Presidente da República da Zâmbia, Hakainde Hichilema, escalou o Porto da Beira, na província de Sofala.

O ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, revelou, na ocasião, que o país vizinho está a pensar em novas formas de receber combustível a partir do Porto da Beira.

“A Zâmbia está interessada em ter um pipeline (gasoduto) daqui para aquele país, onde podemos oferecer o combustível a partir dos produtores. Com esta medida, vai-se mudar a forma habitual como é transportado o combustível”, disse Mateus Magala.

De acordo com Magala, a Zâmbia manifestou, ainda, interesse em aumentar o volume de carga do seu país, que é manuseado no Porto da Beira.

“Sabemos também que a Zâmbia está a conhecer um ‘boom’ nos recursos naturais. O Presidente Hakainde Hichilema disse, em algumas ocasiões, que poderão conhecer um crescimento de 800 milhões de toneladas, e a aposta principal é o Porto da Beira.”

Além de possuir vantagens em termos de comércio, Moçambique considera o interesse da Zâmbia uma oportunidade para melhorar a cooperação entre os dois países e promover o desenvolvimento mútuo.

O Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) passa a gerir o dia-a-dia da empresa de telefonia móvel, Tmcel, enquanto se procura uma comissão para tratar da gestão da empresa. A decisão foi anunciada pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala.

A comissão, que poderá ser anunciada ainda este mês, terá a missão de reverter os resultados negativos da empresa de telefonia móvel participada maioritariamente pelo Estado.

Neste momento, a dívida da Tmcel é superior a 300 milhões de dólares.

Quando se identificar a comissão de gestão, segundo Mateus Magala, vai-se definir um novo modelo de gestão da empresa.

Entretanto, a empresa tem activos, entre os quais torres, que segundo o ministro dos Transportes e Comunicações, valem mais do que 300 milhões de dólares, valor da dívida da Tmcel.

Para financiar as reformas tanto na Tmcel, como na LAM que também está a ser intervencionada, vai-se realizar, ainda este ano, um fórum de financiadores em Moçambique.

O Governo decidiu passar a companhia Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) para uma comissão de gestores internacionais a partir deste mês. Tal comissão tem entre seis meses a um ano para tirar a empresa dos resultados no vermelho.

Segundo o ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, os gestores internacionais deverão trabalhar com os nacionais.

Depois de a empresa se estabilizar ou ter a situação financeira melhorada, tomar-se-á uma decisão sobre o seu futuro.

Se o Governo tivesse decidido vender a LAM hoje, o seu valor de venda seria muito baixo, daí que se decidiu avançar pelo modelo de uma comissão de gestores internacionais.

Neste momento, a companhia aérea tem uma dívida de cerca de 300 milhões de dólares, o que, comparado aos seus níveis actuais de resultados e à sua capacidade de financiamento, a torna completamente insustentável. Na situação em que se encontra, Mateus Magala diz que nenhum empresário estaria disposto a comprar a empresa a um valor competitivo no mercado.

Essencialmente, na nova estrutura, quem estará no topo de direcção é o ministro dos Transportes e Comunicações e o presidente do Conselho de Administração do Instituto para Gestão das Participações do Estado (IGEP), seguidos pelo vice-ministro dos Transportes e Comunicações e depois a comissão de gestores internacionais.

Segundo a opinião dos gestores contratados para avaliar a situação da LAM, a empresa tem ainda nome relevante e uma história, que não deve ser perdida.

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