O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado de emergência do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, na noite deste sábado, após disparos de arma de fogo nas proximidades do evento, em Washington.
Segundo informações preliminares, os tiros foram registados junto à zona de segurança do hotel onde decorria a cerimónia, provocando momentos de pânico entre jornalistas, convidados e altas figuras do Estado.
Testemunhas relatam que centenas de pessoas se abrigaram debaixo das mesas, enquanto agentes do Serviço Secreto evacuavam rapidamente o presidente e outros dirigentes.
As autoridades confirmam que um suspeito armado foi detido. Há indicação de que o indivíduo tentou violar o perímetro de segurança e efetuou disparos, tendo sido neutralizado pelas forças de segurança.
Donald Trump e a primeira-dama não sofreram ferimentos e já se encontram em segurança. Um agente do Serviço Secreto terá sido atingido, mas protegido pelo colete balístico.
O incidente interrompeu abruptamente o evento, considerado um dos mais importantes encontros entre o poder político e a imprensa nos Estados Unidos, e levanta novas preocupações sobre a segurança em eventos de alto nível.
As autoridades policiais norte-americanas detiveram imediatamente o autor do tiroteio ocorrido no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, no Hotel Hilton, em Washington, D.C., onde estavam presentes Donald e Melania Trump.
O presidente dos Estados Unidos publicou mesmo uma fotografia do alegado autor do incidente na sua conta pessoal da rede social Truth.
Imediatamente após o incidente, o presidente dos EUA deu uma conferência de imprensa na qual elogiou os membros da sua equipa de segurança pela sua resposta imediata, embora tenha sublinhado que não havia informações que indicassem o que estava prestes a acontecer.
Imediatamente após o incidente, o presidente dos EUA deu uma conferência de imprensa na qual elogiou os membros da sua equipa de segurança pela sua resposta imediata, embora tenha sublinhado que não havia informações que indicassem o que estava prestes a acontecer.
O presidente dos Estados Unidos, quando questionado sobre a razão pela qual estava a ser alvo de um possível assassinato, respondeu que poderia ser por ser “muito influente” e comparou-se a Abraham Lincoln.
“Estudei os assassinatos e tenho de vos dizer que as pessoas mais influentes, as que têm mais influência… olhem para as pessoas… Abraham Lincoln. Quero dizer, se olharmos para as pessoas que passaram por algo assim, veremos onde as encontram. As que têm o maior impacto, as que deixam a maior pegada, são as que são visadas”, disse Donald Trump.
Abraham Lincoln foi o primeiro presidente dos EUA a ser assassinado, em 1865, com um tiro na cabeça.
“Foi uma experiência traumática para Melania”, disse Trump, afirmando que inicialmente não queria que eles saíssem da sala, mas foi-lhe dito que o protocolo tinha de ser seguido.
“Não vamos deixar que ninguém se apodere da nossa sociedade”, salientou Donald Trump.
“Foi um barulho muito alto, vindo de longe. Ainda não tinha chegado à nossa zona. Eles ouviram-no e apanharam-no, mas estava muito longe. Mas era uma arma. E algumas pessoas perceberam-no muito rapidamente. Outras não. Eu estava a ver o que se passava. Se calhar devia ter descido ainda mais depressa. A Melania estava plenamente consciente, penso eu, do que estava a acontecer. Acho que ela entendeu imediatamente o que estava a acontecer. Ela disse: ‘É um barulho mau.’ Fomos rapidamente retirados juntamente com outras pessoas”, disse Donald Trump ao descrever o incidente.
Autor do crime foi detido
Segundo as primeiras investigações, o autor do incidente estava armado com uma pistola, uma caçadeira e facas, de acordo com as autoridades policiais.
De acordo com Janine Piro, procuradora-geral de Washington, o autor do ataque “queria claramente magoar o maior número possível de pessoas e causar o maior número possível de danos”
O tiroteio teve lugar no átrio, fora da sala onde se realizou o evento.
Não é a primeira vez que este hotel é palco de um atentado contra um presidente norte-americano. O Hotel Hilton em Washington DC ficou marcado pela tentativa de assassinato do então Presidente dos EUA Ronald Reagan, a 30 de Março de 1981, por John Hinckley Jr.
O atirador conseguiu disparar seis vezes contra o ocupante da Casa Branca numa questão de segundos. Uma das balas atingiu Reagan no peito e outras feriram gravemente o assessor de imprensa, um polícia e um agente do Secret Service.
Os seguranças de Reagan salvaram-lhe a vida ao colocá-lo imediatamente na limusina presidencial. Foi levado para o Hospital George Washington, onde foi imediatamente submetido a uma cirurgia.
O autor do crime foi preso, declaradamente obcecado com a atriz Jodie Foster, cuja atenção quis chamar, mas foi posteriormente absolvido por insanidade e colocado num hospital psiquiátrico.

