O Comité Olímpico de Moçambique vai disponibilizar 10 bolsas de solidariedade a atletas de cinco modalidades para a preparação aos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. Os atletas mostraram-se satisfeitos e esperam poder alcançar resultados positivos e a qualificação para a prova interplanetária.
É o início oficial do ciclo olímpico para o Comité Olímpico de Moçambique, que já projecta a participação do país na competição que terá lugar em 2028, em Los Angeles, Estados Unidos da América.
A pretensão do Comité Olímpico de Moçambique é que o país tenha o maior número de atletas qualificados e, por isso, assinou o memorando para atribuição de 10 bolsas olímpicas.
Aníbal Manave, presidente do Comité Olímpico de Moçambique, começou por felicitar os atletas que receberam bolsas de solidariedade olímpica, que para ele não foram entregues aos que são escolhidos, mas aos que merecem.
“Isto é uma conquista. Tal como foi explicado aqui, não é meter a todos num pacote e depois sortear. As bolsas são conquistadas”, significando isto que “os 10 atletas que assinaram o contrato, são os que têm potencial para qualificar para os Jogos Olímpicos”, explicou Manave.
Ademais, segundo o presidente do Comité Olímpico de Moçambique, os atletas que beneficiaram destas bolsas “são os que têm mérito, e que ao longo destes anos todos vêm demonstrando que tem potencial, talento e que podem almejar outros voos”.
As bolsas foram atribuídas a dois atletas de Atletismo, nomeadamente Steven Sabino e Amélia Pinga, três atletas de Vela, Alcídio Lino e a dupla Deizy Nhaquile/Denise Parruque, outros três atletas de Canoagem, Joaquim Lobo e a dupla Teresa Chianane/Neuzia Banze, para além de Matthew Lawrence, da Natação, e Jacira Ferreira do Judo.
Os beneficiários vão ter uma preparação acompanhada e melhores condições, tanto no país, assim como fora, por forma a obterem resultados satisfatórios que garantam apuramento directo.
Por isso mostram-se felizes com a atribuição das bolsas e prometem trabalhar para alcançar os objectivos traçados pelo Comité Olímpico de Moçambique.
É o caso de Jacira Ferreira, que esteve nas últimas olimpíadas, em Paris, que diz ser gratificante e lisonjeador receber a bolsa, uma vez sentir que o seu esforço tem valido a pena e é reconhecido.
“Fazer parte deste grupo de atletas bolseiros vai nos ajudar na nossa preparação para Los Angeles, para nos focarmos apenas na preparação e não em outros aspectos como transporte, alimentação e outros. Estas bolsas vão nos permitir estarmos concentrados na nossa preparação, melhorar a nossa performance e podermos representar o país ao mais alto nível”, disse a atleta de Judo.
Por seu turno, Alcídio Lino, atleta de Vela, quer aproveitar a bolsa para estar melhor preparado para procurar a primeira qualificação aos Jogos Olímpicos, por isso agradeceu ao Comité Olímpico e à Federação de Vela e Canoagem por acreditarem no seu trabalho.
“Certamente será uma mais valia para a nossa preparação rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Temos muito trabalho pela frente e prometemos dar o nosso melhor”, destacou.
A direcção nacional do desporto saúda o trabalho que o Comité Olímpico de Moçambique tem estado a realizar em coordenação com as federações nacionais, que garantiram as melhores escolhas dos atletas para se beneficiarem destas bolsas.
Hélder Jossai, Director Nacional do Desporto, disse ainda esperar que a iniciativa possa ajudar mais atletas a conseguirem mínimos para os Jogos Olímpicos. “Neste momento conseguimos 10 atletas, e do trabalho que as federações vão fazendo, em coordenação com o Estado na monitoria, gostaríamos que fossem mais atletas a se beneficiarem dessas bolsas olímpicas”, frisou.
Por via desta monitoria e trabalho coordenado, Hélder Jossai prometeu que o Governo vai continuar a apoiar no que for possível para que estes atletas alcancem resultados traçados, mas também que mais atletas se beneficiem destas bolsas.
Cada bolseiro recebe, nesta fase, 900 dólares mensais, assegurando melhores condições de treino e competição até 2028. Os atletas no exterior mantêm-se em centros de alto rendimento. No país, o apoio cobre ginásio, alimentação e subsídios.

