O País – A verdade como notícia

AS Otohô, da República Democrática do Congo, é o próximo adversário da Associação Black Bulls na última eliminatória de aceso à fase de grupos da Taça CAF. O jogo da primeira “mão” está agendado para entre os dias 13 e 15 do próximo mês em Maputo, sendo que o da segunda será disputado entre os dias 20 e 22 do mesmo mês.

Para chegar a esta fase, a turma congolesa suplantou o 15 de Agosto, da Guiné Equatorial, por um agregado de 4-1, depois de vencer as duas mãos, por 2-0 e 2-1.

Com um histórico de presenças regulares nas competições africanas, o AS Otohô atingiu a sua maior prestação na época 2021/22, em que marcou presença na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Por sua vez, para chegar a esta eliminatória, a Associação Black Bulls ultrapassou de forma categórica o Alizé Fort da Comores, com um agregado de 11-0, depois de vencer a primeira e segunda mão por expressivos 7-0 e 4-0.

O representante moçambicano vai procurar chegar pela primeira vez à fase de grupos, após falhar esse objectivo em 2022, ano em que se estreou na Liga dos Campeões Africanos.

Chiquinho Conde já renovou o contrato com a Federação Moçambicana de Futebol. O técnico vai comandar os Mambas até Janeiro de 2026.

É o fim de uma novela que teve muitos capítulos, entre momentos maus e bons. As negociações foram marcadas por avanços, recuos e divergências em algumas cláusulas. Através de uma nota, a Federação Moçambicana de Futebol, anunciou, esta quinta-feira, a renovação do contrato de Chiquinho Conde, que se irá estender até 31 de Janeiro de 2026.

Na sua carteira de responsabilidades e à luz do novo contrato, Conde tem a missão de qualificar a selecção nacional para o Campeonato Africano de Futebol, CAN, do próximo ano, e ainda garantir a presença, pela primeira vez, dos Mambas no Mundial 2026. A FMF garante que irá criar todas as condições para equipa técnica e os jogadores, de modo a alcançarem esses dois objectivos.

A jornada de Chiquinho Conde nessa nova etapa começa já na próxima semana, em que o combinado nacional vai defrontar o Mali, em jogo da primeira jornada do Grupo I da fase de qualificação para o CAN.

Depois de defrontarem a selecção maliana, na próxima quinta-feira, em Bamako, os Mambas voltam a jogar, no dia 10, contra a Guiné-Bissau em Maputo. Em relação às qualificações para o Mundial 2025, o combinado nacional, que partilha a liderança do Grupo G com a Argélia com nove pontos, só volta a jogar em Março do próximo ano. Recorde-se que Chiquinho Conde chegou aos Mambas em 2021, tendo, no comando técnico da selecção, marcado presença no CAN interno e no CAN.

Ferroviário de Maputo está em destaque nos escalões de formação ao nível do Campeonato da Cidade de basquetebol em ambos sexos. Em juniores femininos, a equipa verde e branca lidera com 20 pontos, resultantes de 10 vitórias em igual número de jogos. O Costa do Sol é segundo classificado com 16 pontos, mas com um jogo a menos (9).

Outrossim, nos iniciados femininos, o CfvM apresenta um registo 100% vitorioso, com 12 vitórias em igual número de partidas, contabilizando 24 pontos.

Com menos um ponto, 23 neste caso, o Costa do Sol vem na segunda posição. Ao nível dos juniores masculinos, os “locomotivas” estão na linha da frente com 18 pontos. O seu saldo, na prova, é de oito vitórias e duas derrotas. Na cola, e numa “louca” perseguição, encontramos o Costa do Sol com 17 pontos e menos uma partida.

Mais do mesmo, em termos de liderança, no escalão de iniciados masculinos, em que a equipa verde e branca se encontra na primeira posição com 19 pontos. Em dez jogos, o Ferroviário de Maputo venceu nove. Com oito triunfos em igual número de encontros, a Escola Moçambicana de Basquetebol (EMB) vem a seguir.

No escalão de juvenis femininos, o Desportivo de Maputo é líder com 17 pontos (oito vitórias e uma derrota), seguido do Ferroviário de Maputo com 16, mas com um jogo a menos (oito vitórias em igual número de jogos).

Nos juvenis masculinos, há partilha de liderança com o Costa do Sol e Maxaquene a contabilizarem 18 pontos cada (oito vitórias e duas derrotas). Na terceira posição, segue o Desportivo de Maputo com 17 pontos.

O piloto moçambicano, Nico Banze, teve uma experiência incrível nos dois campeonatos de velocidade da África do Sul, disputados no último fim-de-semana, no Circuito de Zwartkops, conquistando dois troféus para Moçambique.

Na sua estreia no campeonato sul-africano de velocidade “Clubsman”, em representação do país, Nico Banze teve uma prestação muito boa ao longo da competição.

Banze começou a projectar a sua vitória logo na sessão de qualificação. Na primeira corrida, arrancou na “P2” na grelha de partida, terminando a Manga 1 em 2.º lugar.

Na manga 2, o piloto moçambicano confirmou o seu favoritismo ao fechar a sua participação na corrida em 1º lugar e, no somatório das duas mangas, teve a maior pontuação e conquistou o pódio na sua classe para o país.

Ao nível do campeonato de velocidade “Silver Cup”, Nico Banze esteve em grande plano na primeira corrida na sua estreia na competição.
Banze começou a corrida na “P2”, arrancando um bom desempenho, que o fez terminar a Manga 1 em 2º lugar.

Na Manga 2, Nico Banze travou uma batalha renhida com os seus adversários directos e terminou a competição em 2º lugar.
Desta forma, Banze encerrou a sua participação em 2º lugar na classificação geral. Entretanto, nos dois campeonatos de velocidade em referência, disputados em Zwartkops, na vizinha África do Sul, o piloto moçambicano conquistou dois troféus.

Por seu turno, o piloto Faudo Sidique não teve a mesma sorte, apesar de ter feito uma boa qualificação na primeira corrida do campeonato de velocidade “Clubsman”.

Sidique arrancou a corrida “Clubsman” na “P3” e, depois, na “Silver Cup” no “P2”, sendo que, no global, a sua prestação não correu muito bem.

Na primeira manga, Faudo Sidique teve um acidente que comprometeu o resto do dia, tendo ficado sem carro.
Em pista, muitos factores acabaram por estragar as duas corridas de Faudo Sidique nos dois campeonatos de velocidade.

Chiquinho Conde deverá assinar o contrato de renovação no comando técnico dos Mambas ainda esta semana. As duas partes já ultrapassaram o impasse relacionado com algumas cláusulas.

Será o fim de mais um capítulo envolvendo Chiquinho Conde e a Federação Moçambicana de Futebol. O contrato do técnico moçambicano no comando dos Mambas terminou a 31 de Julho. Depois disso, a relação entre as duas partes foi marcada por alguma tensão.

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) viria a marcar um passo rumo à renovação do contrato de Chiquinho Conde, manifestando interesse em continuar a contar com os préstimos do técnico. Para tal, o organismo que gere o futebol moçambicano constituiu uma equipa de trabalho para dirigir o processo.

Sucede que as duas partes não chegaram a um entendimento em relação a algumas cláusulas que constavam do contrato. Chiquinho Conde não concordava com algumas delas. Esse facto fez com que as negociações se estendessem até aos dias de hoje.

Recentemente, Chiquinho Conde veio a público dizer que é normal que, numa negociação, as partes não cheguem a um acordo. Pelo que o jornal O País apurou, o impasse já foi ultrapassado. Nesse sentido, Chiquinho Conde deverá renovar o contrato ainda esta semana.

O técnico começou a preparar a dupla jornada dos Mambas diante do Mali e na Guiné-Bissau, que será já na próxima semana.

A Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB) acusa o Fundo de Promoção Desportiva (FPD) de ter feito desvio de aplicação mais de 1,2 milhões de dólares, o equivalente a mais de 80 milhões de Meticais, valor desembolsado pela multinacional TotalEnergies para o apoio à selecção sénior feminina de basquetebol.

O valor, segundo o FPD, serviu para custear as despesas da delegação moçambicana nos Jogos Olímpicos, facto que viola o acordo estabelecido entre as partes.

Os pronunciamentos do secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes, nesta segunda-feira, em relação ao que antecedeu a viagem da selecção para o México, a fim de participar na janela de pré-qualificação para o Mundial de basquetebol, em que dizia que a FMB deve organizar e planificar melhor as suas actividades, não caíram bem!

Na mesma reacção, o dirigente disse que “não podemos, toda a hora, estar à espera de concorrer a determinados cargos e, depois, passarmos as responsabilidades para os outros. Nós temos uma federação que é responsável pelo basquetebol e por tudo o que acontece na modalidade, sucessos e insucessos. As falhas devem ser assumidas pela entidade que rege a modalidade”, anotou Gilberto Mendes.

Sobre os factos, a Federação Moçambicana de Basquetebol tem a sua versão. O vice-presidente da FMB, César Tique, explica todos os contornos que estiveram à volta do pré e pós-viagem da selecção nacional ao México.

Tique esclarece que a viagem tardia se deveu ao facto de o Fundo de Promoção Desportiva não ter libertado o valor desembolsado pela Total para apoiar a selecção, avaliado em 1,2 milhões de dólares, o equivalente a mais de 80 milhões de Meticais.

“Acertou-se tudo com a Total. Durante o processo negocial com a Total, ficou acordado que iria canalizar os fundos para uma instituição governamental e não à Federação Moçambicana de Basquetebol. Nesse sentido, canalizou o valor através do Fundo de Promoção Desportiva e nós não recebemos o dinheiro. Esse facto condicionou a nossa planificação, tendo em conta que, a dado momento, recebemos a informação de que não iríamos mais ao estágio”, explica.

Esclarece, ainda, que o FPD justificou que o dinheiro alocado pela TotalEnergies serviu para custear as despesas da participação do país nos Jogos Olímpicos, o que viola o acordo estabelecido com a petrolífera francesa. O acordo entre a TotalEnergies e SED foi assinado em Novembro de 2022.

Não havendo disponibilidade do valor, a FMB teve, segundo explica César Tique, de estudar outras formas para viabilizar a ida da selecção nacional ao México, indo ao mercado em busca de parceiros para, pelo menos, assegurarem o pagamento das passagens de uma parte das jogadoras. A FMB fez a divisão do grupo, sendo que um viajaria na sexta-feira e outro no sábado.

Uma parte das jogadoras deslocou-se ao Aeroporto Internacional de Maputo a fim de seguir viagem para o México, facto que não aconteceu. Sobre esse assunto, César Tique explica que havia expectativa de que, naquele mesmo dia, haveria disponibilidade das passagens.

“A nossa colega da federação, Telma Manjate, esteve numa das agências de viagem desde as primeiras horas do dia até à noite, à espera da confirmação do Fundo de Promoção Desportiva sobre as passagens. O FPD garantiu que iria assegurar o pagamento das passagens. É por essa razão que o grupo que iria viajar na sexta-feira se deslocou ao aeroporto, na perspectiva de que, a qualquer momento, as passagens estariam disponíveis”, anota o dirigente.

Esse facto não aconteceu, porque, segundo explica, a referida agência de viagens não aceitou disponibilizar as passagens, tendo em conta que o FPD tem uma dívida enorme com a instituição. Diante disso, a FMB foi obrigada a cancelar a viagem, o que teve implicações para a selecção nacional.

“Esta confusão toda fez com que uma das nossas melhores jogadoras e principal poste, Tamara Seda, desistisse de seguir viagem com a selecção. Tentámos persuadi-la de todas as formas. Inclusive, algumas antigas praticantes e a nossa capitã, ingvild Mucauro, fizeram de tudo para que ela reconsiderasse a sua decisão, mas não foi possível”, explica César Tique.

O jornal O País contactou o Fundo de Promoção Desportiva, através da sua directora, Amélia Cabral, para colher a sua reacção em relação ao assunto, mas não respondeu às chamadas e mensagens

O presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, Paulo Mazivila, diz que as atletas da selecção sénior feminina deram o seu melhor no torneio de pré-qualificação para o Mundial 2026, mas a chegada tardia ao México e a fadiga condicionaram o grupo. Mazivila diz, ainda, que é preciso não parar e começar a trabalhar arduamente para as frentes que as selecções nacionais terão em Novembro próximo.

Três jogos, igual número de derrotas. Este foi o saldo da selecção nacional de basquetebol sénior feminino no torneio de pré-qualificação para o Mundial da FIBA da Alemanha 2026. No México, diga-se, as “guerreiras” até mostraram disponibilidade e intensidade na estreia, chegando mesmo a controlar a marcha do marcador diante da equipa local, mas depois veio ao de cima o desgaste físico. Um jogo, de resto, em que podiam ter vencido e deixar marcas, mas a fadiga de um grupo que saiu, praticamente, do aeroporto para o pavilhão não disfarçou, no final, o desfecho.

Mesmo diante de Montenegro, a selecção nacional deu cartas, mas ficou evidente que todo o processo que norteou a viagem, marcada por indecisões e idas e regressos do aeroporto, acabou por afectar o grupo de trabalho. O que terá, de facto, falhado e que avaliação se pode fazer desta campanha toda são as questões colocadas ao presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, Paulo Salvador Mazivila.

“Eu faço uma avaliação positiva porque, na verdade, estamos perante os melhores do mundo. É positiva, primeiro, porque ficou mais do que claro que, no primeiro jogo com o México, e no segundo diante de Montenegro, existiam todos os elementos para vencermos. Falo de todos os elementos e mais alguma coisa. Podíamos ter vencido os dois jogos, incluindo o contra a Nova Zelândia, mas tivemos aquele senão de não nos podermos adaptar a questões de altitude. O primeiro jogo com o México foi fatal”, frisou o dirigente.

A chegada tardia ao México, assumiu Mazivila, pesou para o desempenho da quinta classificada no “Afrobasket” 2023, em Kigali, Ruanda.

Chegamos no mesmo dia e saímos do Aeroporto para virmos jogar. Então, não há dúvidas de que isso foi um grande prejuízo para a selecção, mesmo no que diz respeito ao estado de espírito. Elas tentaram recuperar o jogo, mas a fadiga tomou conta delas. Mas, para mim, eu faço uma avaliação positiva, porque elas estiveram bem. Vamos manter este nível e competirmos sempre nesta dimensão.”

Esta não é, diga-se, a primeira vez que a selecção nacional de basquetebol sénior feminino é prejudicada pelos processos de preparação e viagem para fora do país. Aconteceu em Kigali, no Ruanda, em 2023. Houve episódio do género aquando do seu ciclo preparatório para o Campeonato Africano de 2021, em Yaoundé, nos Camarões. Isto a juntar-se a tantas outras novelas envolvendo fundos. O que deve ser feito, afinal, para que casos do género não voltem a acontecer, a bem do basquetebol feminino moçambicano com histórico de conquistas em África e presença inédita, em 2014, no Mundial de Ankara, na Turquia?

“Na verdade, é simples. Nós precisamos de ter pessoas envolvidas e comprometidas com o desporto. Precisamos de ter dirigentes que, na verdade, gostam e fazem desporto do coração. Precisamos de ter uma máquina de gestão de desporto no país. Precisamos de ter pessoas que sabem o que estão a fazer. Precisamos de ter uma máquina de desporto que não faz arranjos. Uma máquina de gestão de desporto que, quando as selecções querem sair ou mesmo querem preparar-se, criem condições. Para eles, é um encargo muito grande e não se pode olhar a coisa desta maneira. As pessoas têm que vestir a camisola de Moçambique e dizer, sim, nós precisamos melhorar ao nível do desporto e de todas as modalidades.”

A abordagem do presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol não se cinge à modalidade da bola ao cesto: “Não falo apenas sobre o basquetebol. Nós precisamos de melhorar ao nível do desporto, falo de todas as modalidades. Temos de arregaçar as mangas e trabalhar com aquilo que conseguimos. Temos de trabalhar com aquilo que é possível. Vamos ver o que vai acontecer nos próximos tempos, com as mudanças que teremos. Se melhorar, o país vai avançar.”

Em Novembro, a selecção nacional de basquetebol sénior feminino deve disputar, em Angola, a fase de qualificação para o “Afrobasket” 2025, na Costa do Marfim. Os masculinos, esses, têm compromissos também na corrida ao “Afrobasket”, estando inseridos no grupo “A” juntamente com o Sudão do Sul, Mali e República Democrática do Congo.

“Para a frente de Angola, nós não vamos parar. Vamos fazer a ponte. Vai ser um descanso de um mês para depois começarmos a trabalhar o mais breve possível. A selecção já está coesa. A selecção já se encontrou. Não podemos ficar muito tempo sem trabalhar. É preciso fazer a ponte a trabalhar arduamente para as frentes que teremos em Angola.”

Adiante, o número “1” na FMB abordou o acesso ao “Afrobasket” masculino. “Falando da selecção masculina, não tenho dados de que será de facto fora. Porque, há bem pouco tempo, houve dados da FIBA-África para realizarmos esta prova em Moçambique. E nós dissemos que, naquelas condições que realizámos em Maputo, em Fevereiro, é muito complicado. Os encargos todos ficam com Moçambique e fica muito difícil. Na verdade, vamos preferir sair. Ou mudam as condições.”

Proposta de clube da Arábia Saudita rejeitada pelos leões que, antes, já tinha dito não a 12 milhões propostos pelo Valência. A SAD leonina não fala por menos de 25 milhões, mais de 1.7 mil milhões de meticais.

Segundo escreve o jornal A Bola na edição desta segunda-feira, um clube da Arábia Saudita, no presente defeso, mostrou-se disponível para avançar com 15 milhões de euros para adquirir os direitos económicos de Geny Catamo, mas a administração da SAD liderada por Frederico Varandas rejeitou a oferta, fixando a fasquia nos 25 milhões para trespassar o passe do ala moçambicano, sendo que ainda teria de chegar a acordo com o Amora e com a Associação Black Bulls para efectivar o negócio.

Antes, os espanhóis do Valência tinham feito chegar aos escritórios de Alvalade uma abordagem por valores um pouco mais baixos, na ordem dos 12 milhões que obteve a mesma resposta. Valores consideráveis se tivermos em conta que há um ano o passe de Geny, segundo a plataforma e especializada Transfermarkt, estava avaliado em 600 mil euros após empréstimos não muito bem sucedidos a Vitória de Guimarães e Marítimo.

Numa época tudo mudou, com a adaptação com êxito à ala do meio-campo com funções mais defensivas – era extremo de raiz – com a participação em 41 jogos em 2023/2024, seis golos marcados (dois deles fundamentais diante do eterno rival Benfica) e cinco assistências realizadas.

Na temporada já em curso, titularidade absoluta nos quatro encontros realizados até ao momento, com a nuance de, face à lesão de Nuno Santos e à ascensão do menino Geovany Quenda, ter mudado de faixa, passando da direita para a esquerda, ele que é canhoto de raiz.

Estes números fizeram com que a avaliação do passe de Geny, de 24 anos de idade, subisse em flecha para os 10 milhões, mas tendo em conta que na renovação de contrato ocorrida em Dezembro de 2023 a validade do vínculo passou para Junho de 2028 e o valor da cláusula de rescisão subiu até aos 60 milhões de euros, os valores propostos ainda estão bem abaixo do mencionado, num jogador que é aposta firme de Rúben Amorim.

Daqui em diante se verá como será, face à chegada de Maxi Araújo para a faixa esquerda e à recuperação de Nuno Santos, que esteve um mês parado devido a problema ligamentar.

À ESPERA DO “JACKPOT”

O Amora e a Associação Black Bulls são partes interessadas num eventual negócio da venda do passe de Geny Catamo, uma vez que a SAD do clube da margem sul do Tejo continua deter 75 por cento do passe do jogador e, por sua vez, num negócio sui generis, os moçambicanos detém 85 por cento dos 75 por cento dos direitos do Amora.

Poder-se-ia pensar que seria mais fácil a potenciais interessados chegarem a acordo com estas duas entidades, mas assim não é porque quem pode trespassar os passes de jogadores são os detentores dos direitos desportivos dos mesmos – essenciais para a sua inscrição – e esses estão na posse do Sporting.

Tanto Amora como Black Bulls esperam um “jackpot” para as suas contas quando venderem as partes do passe de Geny Catamo mas, até ao momento, o processo não sofreu grandes evoluções, o que apenas deverá acontecer quando o Sporting receber propostas que entenda como interessantes para a venda dos direitos económicos do camisola 21.

O Amora coloca a fasquia na ordem dos três milhões de euros a receber e desse montante teria de entregar 75 por cento (2, 55 milhões) à já citada Black Bulls.

As pessoas não podem concorrer para certos cargos para depois atirarem as responsabilidades para os outros. Quem o diz é o Secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes reagindo à participação de Moçambique no torneio de pré-qualificação para o Mundial de basquetebol, cuja fase final vai ter lugar na Alemanha, em 2026.

Três derrotas contra o anfitrião México (65-71), Montenegro (52-74) e Nova Zelândia (63-79) é o saldo da participação moçambicana na competição. A ida das “Samurais” ao México chegou a estar tremida devido a problemas logísticos realacionados com o pagamento das passagens. A delegação nacional chegou ao local da prova no próprio dia em que tinha jogo diante da selecção mexicana, não tendo, por isso, tempo para descanso.

Reagindo ao assunto, o Secretário de Estado do Desporto entende que a imagem do país saiu beliscada em função de tudo que esteve à volta da viagem do combinado nacional. Gilberto Mendes lança duras críticas à gestão da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMb).

“Não podemos toda a hora estar à espera de concorrermos para determinados cargos e depois passarmos as responsabilidades para os outros. Nós temos uma federação que é responsável pelo basquetebol e por tudo o que acontece na modalidade, sucessos e insucessos. As falhas devem ser assumidas pela entidade que rege a modalidade”, anota Gilberto Mendes.

Nesse sentido, o dirigente aponta o caminho que deve ser seguido para reverter o cenário.

“O meu apelo é que a federação comece a preparar-se atempadamente para que não aconteçam os mesmos erros que se verificarar agora. Não é bom para o nosso país”.

Em relação à prestação da selecção nacional, o dirigente considera que as jogadoras mostraram que têm capacidades para fazer melhor.

“Se houver uma melhor planificação e organização é possível conseguir melhores resultados. Esse “desaguisado” que houve por não se saber quem é que iria pagar as passagens e quando é que a selecção iria viajar, não foi benéfico para a moral das atletas”, anota o dirigente, que apesar dessas dificuldades, entende que as “Samurais” tiveram uma boa prestação contra o México.

“Acho que poderiam ter feito melhor contra o Montenegro e mesmo contra a Nova Zelândia. É preciso acarinhar esta selecção, pois tem nos dado muitas alegrias”, disse. A selecção nacional ainda tem mais uma janela de qualificação para o Campeonato do Mundo.

Recorde-se que na altura, a Federação Moçambicana de Basquetebol disse que submeeteu uma carta à Secretaria de Estado do Desporto, através do Fundo de Promoção Desportiva (FPD) a solicitar o apoio para viabilizar a viagem da selecção nacional.

Sucede que, segundo explicou Paulo Mazivila, não teve uma resposta favorável. A FMB necessitava de 200 mil dólares, equivalente a 12 milhões de meticais. A viagem só aconteceu graças à intervenção da FIBA, que disponibilizou o valor das passagens.

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