O País – A verdade como notícia

O braço-de-ferro que se instalou no desporto motorizado no ATCM, envolvendo a direcção executiva liderada por Rodrigo Rocha, e parte dos sócios liderados por João Salomão, pode estar perto do fim.

É que os sócios do ATCM se reuniram na última quinta-feira, 29 de Agosto, para debaterem o assunto, tendo em conta que havia posicionamentos divergentes entre as partes.

Por um lado, Rodrigo Rocha, eleito nas últimas eleições realizadas em Novembro de 2023 e que formou o seu elenco, que integra Rui Águas como presidente da Mesa da Assembleia Geral, e, por outro, João Salomão, que assumiu a mesma pasta no primeiro mandato de Rocha, e que reivindica o mesmo cargo neste segundo mandato.

E porque o assunto correu as instituições de justiça do país, com as partes a ganharem a causa em diversas instâncias, João Salomão decidiu pela nomeação de uma Comissão de Gestão para dirigir o ATCM até às eleições, facto que foi rejeitado pelos sócios que estiveram reunidos com a direcção do clube.

Os sócios do ATCM tomaram esta decisão ao considerarem que João Salomão não tem legitimidade de indicar uma Comissão de Gestão e, por isso, pediram uma assembleia geral extraordinária, que vai decidir sobre a figura que vai liderar a mesa da assembleia geral.

De acordo com a nota do ATCM, o encontro da última quinta-feira, que esteve à beira de ser boicotado, acabou por contar com a presença de todos os sócios das duas alas, que debateram vários assuntos relacionados à vida da agremiação.

Na ocasião, Rodrigo Rocha procurou esclarecer os contornos à volta das divergências entre as partes desavindas e os passos dados ao nível da justiça, voltando a pedir a união e compreensão de todos os sócios, para que as actividades do clube decorram sem sobressaltos.

Rodrigo Rocha respondeu a todas as questões levantadas pelos sócios e a maioria dos presentes elogiou o trabalho que está a ser desenvolvido na componente desportiva e mobilidade.

Para a legitimação do pedido da assembleia geral extraordinária, os sócios fizeram assinaturas em cumprimento dos estatutos em vigor, e o processo segue os seus trâmites legais para a marcação da data e convocação da assembleia geral extraordinária, que vai eleger ou indicar o presidente da mesa da assembleia geral do ATCM.

As grandes empresas multinacionais têm um papel fundamental no desenvolvimento do desporto moçambicano. Esta é a conclusão do seminário ocorrido nesta segunda-feira, que abordou a gestão e sustentabilidade dos clubes, associações e federações desportivas nacionais.

As multinacionais que operam em Moçambique têm a responsabilidade de apoiar no desenvolvimento do desporto moçambicano através dos patrocínios e apoios aos clubes, associações e federações. Assim disseram os intervenientes do seminário organizado pelo Instituto Médio do Desporto e Educação Física de Moçambique, IMEDE, que contou com a participação de desportistas, dirigentes e alunos da instituição.

Alexandre Mestre, antigo secretário de Estado do Desporto e Juventude de Portugal, foi o orador principal, e porque foi repatriado de regresso a Lisboa no sábado, por falta de visto, acabou por usar as plataformas digitais para deixar a sua experiência em relação ao assunto.

Falou da necessidade de se convencer as empresas a financiarem o desporto e só com isso se pode ter financiamento. “Há uma responsabilidade social das próprias empresas, mas também há um trabalho a fazer-se, que é de convencer as empresas a apostarem pelo mecenato do desporto, se tiverem de optar por outros mecenatos, como cultural, científico, educativo e outros”, disse Mestre.

Aliás, de acordo com o orador, “é preciso mostrar que o desporto pode trazer um retorno mais rápido e sustentável para essas mesmas empresas”. Por isso, “quanto mais convencer quem pode decidir o orçamento, maior será, certamente, esse orçamento ao desporto. E se o orçamento foi maior, será mais vantagem para o movimento associativo desportivo”, sentenciou.

Mestre diz que os governos, quer centrais quer descentralizados, dentre eles os municípios, têm, também, o seu papel. “Parte da promoção do desporto, por via do associativismo (clubes, associações e federações) carece dessa colaboração entre o Estado e esse movimento associativo e a sociedade civil”, disse.

Para o orador do seminário, é preciso que haja premiação às federações que trazem resultados positivos ao país. “É fundamental que, quando se financiam as federações desportivas, se definam bem os critérios para esse mesmo financiamento, isto é, premiar o mérito, acima de tudo, ou seja, aqueles que trazem melhores resultados desportivos”, concluiu.

Por seu turno, Carlos Gilberto Mendes, secretário de Estado do Desporto, concorda que as multinacionais devem dar contributo ao desporto moçambicano. “Acho que todas as empresas precisam de vender os seus serviços, precisam de se colocar no mercado por outras razões que não sejam apenas o seu foco, em termos de negócios”, disse Mendes realçando o facto de “se expõem através do apoio ao desporto e à cultura”.

Gilberto Mendes diz que a maior parte das multinacionais que operam no país tem uma forte intervenção ao nível do desporto e da cultura.
Já o secretário permanente da Secretaria de Estado do Desporto, Júlio Mendes, diz que é preciso que as federações se reinventem para conseguirem a sua auto-sustentabilidade. “Se continuarmos a pensar que o Estado, o Governo, vai resolver todos os problemas de falta de financiamento do movimento desportivo, vamos continuar a ter esses debates sem parar. É preciso que as federações e os clubes continuem a procurar caminhos de auto-sustentabilidade”, disse.

Por seu turno, o director-geral do IMEDE, Paulo Saveca, diz que as multinacionais que operam em Moçambique são fundamentais no apoio ao sistema desportivo nacional “ao termos algumas empresas estrangeiras com uma cota para aquilo que é o apoio para o nosso desporto, e também empresas comparticipadas pelo Estado com alguma cota a apoiar o nosso desporto”, argumentou Saveca.

O Café do Desporto foi uma oportunidade para celebrar os sete anos do Instituto Médio do Desporto e Educação Física de Moçambique, que já formou professores de educação física e agentes desportivos em Maputo, Beira e Nampula.

 

O Estádio Nacional do Zimpeto está em condições de acolher o jogo dos Mambas diante da Guiné-Bissau, partida inserida na segunda jornada do Grupo I de qualificação para o Campeonato Africano de Futebol (CAN).

Uma equipa do Fundo de Promoção Desportiva e Federação Moçambicana de Futebol liderada por Amélia Cabral e Feizal Sidat visitou, na segunda-feira, aquele recinto, tendo em vista aferir as condições depois das recomendações deixadas pela Confederação Africana de Futebol (CAF) durante o processo de inspecção.

O Fundo de Promoção Desportiva gestora do recinto melhorou as condições, daí que o Estádio Nacional do Zimpeto vai, definitivamente, ser palco da partida entre Moçambique e Guiné-Bissau. O ENZ é o único campo aprovado pelo organismo que gere o futebol africano para acolher jogos internacionais ao nível das selecções.

O Estádio Nacional do Zimpeto já foi alvo de muitas inspecções levadas a cabo pela CAF. Em Fevereiro do ano passado, por exemplo, o organismo deu um prazo de uma semana à Federação Moçambicana de Futebol para apresentar o relatório de pré-inspecção, acompanhado de uma lista de verificação à Confederação Africana de Futebol.

A CAF indicava que o relatório de pré-inspecção deveria ser acompanhado de fotos e vídeos e tinha de ser feito por um gestor do Departamento de Licenciamento da FMF, com informações detalhadas e credíveis sobre o real estado do Estádio até 10 de Fevereiro.

O Estádio Nacional do Zimpeto não constava, na altura, da lista dos cerca de 40 estádios pré-aprovados pela CAF para os jogos da terceira e quarta jornadas, que estavam agendados para finais de Março próximo, na corrida a para o CAN 2023.

Em Setembro de 2021, a CAF reprovou o Estádio Nacional do Zimpeto por não reunir condições para a realização de provas internacionais, o que levou o conjunto nacional a receber o Malawi, em partida da primeira jornada do Grupo L, em casa emprestada, na África do Sul.

Depois dessa interdição, o Estádio Nacional do Zimpeto só voltou a acolher jogos, para a fase de qualificação para o CHAN, diante da Zâmbia e Malawi, após uma aprovação temporária feita em Julho do mesmo ano.

Recorde-se que, recentemente, a CAF aprovou o recinto para acolher os jogos das Afrotaças, à semelhança do que aconteceu com o Complexo Desportivo de Tchumene.

Maputo será palco de duas competições regionais nos próximos meses, nomeadamente os torneios do COSAFA de sub-20 e sub-17, respectivamente, que qualificam para as respectivas fases finais dos Campeonatos Africanos das Nações.

Assim, neste mês de Setembro Moçambique, será anfitrião do COSAFA de sub-20, prova que qualifica para o Campeonato Africano de sub-20, que vai decorrer no próximo ano.

Esta é uma oportunidade de os Mambinhas sub-20 procurarem alcançar a sua terceira qualificação consecutiva para uma fase final da prova, depois de terem estado na Mauritânia, em 2021, e no Egipto, em 2023.

Para esta competição regional, o sorteio está agendado para esta quinta-feira, em Maputo.

Outra prova regional que vai acontecer em Maputo é o COSAFA de sub-17, em ambos os sexos, que também qualifica para a fase final das respectivas categorias. Os Mambinhas querem aproveitar o factor casa para assegurar a terceira presença histórica numa fase final continental, depois de terem estado no Mali, em 1995, e Seychelles, em 2001.

A Federação de Futebol do Mali (FEMAFOOT) anunciou o belga Tom Saintfiet como o novo seleccionador do seu país, poucos dias antes do início da crucial campanha de qualificação para o Campeonato Africano das Nações de 2025 (AFCON).

O anúncio, feito na quinta-feira passada, encerrou semanas de especulação e ressalta a tentativa da federação de manter o equilíbrio antes do arranque das eliminatórias. A FEMAFOOT confirmou a indicação de Saintfiet em suas redes sociais, encerrando um processo de selecção que inicialmente tinha seis candidatos.

O belga acabou por ser o eleito numa lista que incluía nomes de destaque, como António Conceição, Hector Cùper e Pitso Mosimane. O contrato de Saintfiet será de dois anos, com possibilidade de prorrogação, caso os resultados sejam satisfatórios.

A nomeação de Tom Saintfiet marca uma mudança significativa na sua vida, uma vez que estava a liderar a selecção das Filipinas, cargo que assumiu em Fevereiro, logo após deixar a Gâmbia.

A decisão de activar uma cláusula que lhe permite regressar ao futebol africano sublinha o fascínio e o desafio de gerir um dos gigantes adormecidos do continente, levando o Mali aos grandes palcos continentais e mundiais.

A FEMAFOOT estabeleceu metas ambiciosas para o novo seleccionador, dentre elas, para além de garantir a qualificação para o CAN de Marrocos, chegar às meias-finais da fase final da prova de Marrocos e garantir a qualificação do Mali para o Campeonato do Mundo de 2026.

O belga herda uma equipa repleta de jogadores talentosos que actuam em algumas das principais ligas do mundo, por isso a expectativa é alta entre os adeptos. Inicia a sua qualificação para CAN 2025 diante de Moçambique, a 6 de Setembro, em Bamako, e depois defronta Eswatini, a 9 de Setembro, em Mbombela, África do Sul.

Saintfiet, de 51 anos, tem uma vasta experiência no futebol africano, onde já foi seleccionador da Namíbia, Zimbabwe, Etiópia, Malawi, Togo e, mais recentemente, Gâmbia.

Eis os convocados do Mali para embates com Moçambique e Eswatini:

Guarda-redes: Djigui Diarra (Young Africans), N’golo Traoré (Stade Malien) e Youssouf Koita (Djoliba AC); Defesas: Hamari Traoré (Real Sociedad), Falaye Sacko (Montpellier), Salim Diakaté (Palerme), Massadio Haidara (Lens), Ousmane Diallo (Djoliba), Abdoulaya Diaby (Saint Gallen), Check Keita (Charleroi), Mamadou Fofana (Amiens); Médios: Mohamed Camara (Al Sadd), Lassana Coulibaly (Lecce), Amadou Haidara (Leipizig), Ousmane Diakité (West Bromwich), Aliou Dieng (Al Kholood), Mamadou Sangaré (Rapid Vienne), Yves Bissouma (Tottenham), Malick Yalcouyé (Brighton); Avançados: Adama Traoré (Ferenvarosi), Nene Dorgeles (Salzburg), Lassine Sinayoko (Auxerre), Moussa Djenepo (Antalyaspor), Lucien Zohi (Stade Lavallois), Sory Ibrahim Diarra (Haugesund), Sekou Koita (CSKA Moscou) e Moussa Sylla (Schalke 04).

Eduardo Jumisse volta a fazer parte da equipa técnica dos Mambas, depois de mais de um ano e meio afastado por decisão da direcção da Federação Moçambicana de Futebol. O regresso de Jumisse foi uma das exigências do seleccionador nacional, Chiquinho Conde, nas negociações para a renovação do seu contrato.

Eduardo Jumisse tinha sido afastado por alegadamente ter induzido os jogadores a entrarem em greve no fim do CHAN 2022, em reivindicação do aumento dos valores de premiação por terem se qualificado para os oitavos-de-final da prova.

No entanto, também pesava o facto de não ter um nível que o permitisse ser assistente do seleccionador nacional, o que foi ultrapassado, depois de ter terminado o curso B da CAF, organizado pela FMF.

E porque não havia espaço para o aumento do número de assistentes de Chiquinho Conde, a Federação Moçambicana de Futebol viu-se obrigada a afastar Mbinho, que era o adjunto de Chiquinho Conde, para a integração de Eduardo Jumisse, que assim regressa, e com contrato até 31 de Janeiro de 2026, tal como os restantes assistentes, que renovam os seus contratos.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, partiu, esta segunda-feira, com destino a Bamako, Mali, onde vai defrontar a selecção local, para o arranque da campanha de qualificação para o Campeonato Africano das Nações, CAN 2025, que ter lugar em Marrocos. Os Mambas têm, este mês de Setembro, dois jogos de qualificação para a fase final da prova.

É o arranque da nova campanha de apuramento a uma fase final do CAN. Depois de terem estado na última edição da prova, na Costa do Marfim, os Mambas querem continuar com o espírito de estar em grandes palcos do futebol continental, e, tal como na década 90, em que disputaram dois CAN seguidos, quer repretir a proeza.

E o arranque da nova campanha é já esta sexta-feira, em Bamako, quando defrontarem a sua similar de Mali, para a primeira jornada do Grupo “I” de qualificação para a 35.ª edição do CAN, cuja fase final vai decorrer no Marrocos, de 21 de Dezembro de 2025 a 18 de Janeiro de 2026.

Por isso mesmo, os Mambas vão encontrar-se na capital maliana esta terça-feira, para, em conjunto, prepaparem o jogo da sexta-feira, tendo no horizonte a vitória, que seria um grande passo nesse objectivo de qualificação.

Assim, os jogadores que actuam no Moçambola, nomeadamente os três guarda-redes (Ernan, Fazito e Ivan), os quatro defesas (Mexer Macandza, Martinho, Infren e Nené), os dois médios (Abu e Domingues) e o avançado Elias Macamo partiram, esta segunda-feira, com destino a Bamako.

Estes jogadores escalaram Addis-Abeba, capital da Etiópia, na noite desta segunda-feira, onde fizeram escala, para a sua chegada a Bamako, no início da tarde desta terça-feira. Os jogadores que partiram de Maputo vão juntar-se aos colegas que seguem de vários cantos do mundo, nomeadamente Angola, Tanzânia, Portugual, Espanha, Turquia, Qatar, Alemanha e Emirados Árabes Unidos.

Na capital maliana, o conjunto moçambicano deverá realizar duas sessões de treinos antes do jogo, nomeadamente na quarta e na quinta-feira, esta última de adaptação ao relvado do Estádio 26 de Março, que vai acolher o embate, na sexta-feira, quando forem 19h00 locais (21h00 em Moçambique).

Recorde-se que Chiquinho Conde, que renovou recentemente o seu contrato de trabalho com a Federação Moçambicana de Futebol até Janeiro de 2026, convocou 23 jogadores para este jogo, com destaque para Elias Macamo, jogador do Desportivo de Nacala, o melhor marcador do Moçambola, e Jonathan Muiomo, do FV Illertissen da Alemanha, que esteve ausente das últimas convocatórias devido a uma lesão.

O seleccionador nacional disse, numa entrevista à CAF, que os Mambas precisam de trabalhar juntos para vencer o Mali e arrancar da melhor forma possível com esta campanha.

“Precisamos de fazer o dever de casa, trabalhar juntos, focar no primeiro jogo em Setembro, contra o Mali, trabalhar muito e criar sinergias para fazer um bom jogo. Para a nossa equipa, se não der para vencer, também não dá para perder. Esse é o nosso lema. Devemos respeitar humildemente o nosso adversário e encarar jogo a jogo”, disse em Agosto Chiquinho Conde ao canal da CAF.

A partida entre Mali e Moçambique será dirigida por um quarteto de arbitragem ido do Tchad, chefiado por Alhadji Mahamat, que será auxiliado por Bogola Issa e Moussa Hafiz, enquanto Pousri Alfred desempenhará as funções de quarto árbitro.

Na segunda jornada, marcada para terça-feira, do dia 10 de Setembro (daqui a uma semana) às 15h00, no Estádio Nacional do Zimpeto, os Mambas recebem a Guiné-Bissau. Eswatini é outro adversário dos Mambas no grupo “I” de qualificação para o CAN de Marrocos, em 2025.

LISTA DOS CONVOCADOS DOS MAMBAS:

GUARDA-REDES:
Ernan Siluane Black Bulls
Fazito João Fer. Nampula
Ivane Urrubal UD Songo

 

DEFESAS:
Mexer Macandza Costa do Sol
Bruno Langa Almería, Espanha
Infren Matola UD Songo
Reinildo Mandava Atlético de Madrid, Espanha
Martinho Thauzene Black Bulls
Mexer Sitoe Bandirmaspor, Turquia
David Malembana Al Kharaitiyat, Qatar
Nené Jone Black Bulls

 

MÉDIOS:
Amadou Momade Namungo FC, Tanzânia
Ricardo Guima Igdir FK, Turquia
Pedro Santos Caldas SC, Portugal
Aly Abudo Costa do Sol
Shaquille Nangy Sagrada Esperança, Angola
Jonathan Muiomo FV Illertissen, Alemanha
Geny Catamo Sporting, Portugal
Domingues Pelembe UD Songo
Witi Quembo Dibba Al-Hisn, EAU
Gildo Vilanculos Académica de Coimbra, Portugal

 

AVANÇADOS:
Stanley Ratifo Chemie Leipzig, Alemanha
Elias Macamo Desportivo de Nacala

Luís Gonçalves acredita que, apesar de o Mali ser um adversário difícil, os Mambas estão em condições de fazer um bom resultado. Para tal, o antigo seleccionador nacional alerta que é preciso que haja muita união no seio do grupo. 

Os Mambas iniciam, esta sexta-feira, uma nova etapa rumo à qualificação para o Campeonato Africano de Futebol (CAN). A selecção nacional está no Grupo I juntamente com o Mali, Guiné Bissau e Eswathini. Luís Gonçalves está atento ao que acontece nos Mambas e tem uma palavra a dizer.

“No caminho de Moçambique vamos ter o Mali e Guiné Bissau, duas equipas muito difíceis  recheadas de muitos bons jogadores e com bons seleccionadores. Naturalmente, o povo moçambicano e todos nós estamos a torcer pelos Mambas e por um bom desempenho sob comando de Chiquinho Conde”, anota o antigo seleccionador dos Mambas.

O técnico entende que serão dois jogos difíceis para o combinado nacional e alerta que deve haver muitas cautelas.

“A nossa equipa terá que ser muito unida e fazer um jogo muito ofensivo sempre apostando no contra-ataque”, alerta.

Depois do jogo contra o Mali o combinado nacional defrontam, em Maputo, no Estádio Nacional do Zimpeto, a Guiné Bissau para a segunda jornada do Grupo I.

“Vai ser mais uma oportunidade para  os Mambas mostrarem o seu valor e o seu amor pela nação”, disse o técnico. 

Os jogadores que militam no Moçambola partiram, esta segunda-feira, para a capital maliana, Bamako, devendo juntar-se aos que jogam no estrangeiro, esta terça-feira.

Elias Macamo, melhor marcador do Moçambola,  integra a convocatória dos Mambas pela primeira vez desde que Chiquinho Conde assumiu a liderança da selecção nacional. O jovem avançado é o actual melhor marcador do Moçambola, com 10 golos. 

No mesmo dia em que foi anunciada a renovação do contrato de Chiquinho Conde, que deverá orientar os Mambas até Janeiro de 2026, o técnico divulgou a convocatória tendo em vista a dupla jornada contra o Mali e Guiné Bissau, inserida no Grupo I da fase de qualificação para o CAN 2025. 

Shaquille Nangy regressa à lista dos convocados depois de ter ficado de fora nos últimos compromissos dos Mambas. Da lista divulgada por Chiquinho Conde, o destaque vai também para as ausências de Alfonso Amade, atleta que neste momento está sem clube, e Clésio Baúque, que está lesionado. Tirando as estreias e ausências, o seleccionador nacional manteve o núcleo duro dos Mambas. 

O combinado nacional defronta, na próxima quinta-feira (5), o Mali em Bamako, para três depois, ou seja, no dia 10 de Setembro, enfrentar a Guiné Bissau, no Estádio Nacional do Zimpeto. 

+ LIDAS

Siga nos