O País – A verdade como notícia

A Associação Black Bulls recebe, este sábado, a Association Sportive Otohô do Congo, em partida da primeira mão do play-off de acesso à fase de grupos da Taça da Confederação, ou Taça CAF, também conhecida como Taça Nelson Mandela.

O representante moçambicano, que disputa esta prova na qualidade de vencedor da Taça de Moçambique, chega moralizado para este jogo, uma vez que ainda não perdeu um jogo sequer nesta temporada, em jogos oficiais, nomeadamente da Supertaça, Taça de Moçambique, Moçambola e afrotaças.

Aliás, os “touros” vêm de uma eliminatória bastante fácil diante do seu adversário de Comores, na qual terminou com agregado de 11-2 no conjunto das duas mãos, facto que catapulta a equipa a procurar chegar à fase de grupos.

A Black Bulls lidera o Moçambola 2024 com 32 pontos, em 14 jogos, fruto de nove vitórias e conco empates, em que marcou 32 golos e sofreu 17, o que demonstra uma equipa bastante forte ofensivamente, mas com alguns problemas no sector defensivo, olhando pelos golos que sofreu.

Por seu turno, o AS Otohô é o segundo classificado do campeonato congolês, numa perseguição com o líder AC Léopards. O Otohô, em 26 jogos disputados, soma 14 vitórias, sete empates e cinco derrotas, tendo marcado 36 golos e sofrido 16, quase na mesma situação do seu oponente moçambicano.

Enquanto a Black Bulls vem de três vitórias e dois empates, estes nas duas últimas partidas, ambas a um golo, o seu adversário vem de uma derrota e quatro vitórias consecutivas, nos últimos cinco jogos, daí que já se adivinham algumas dificuldades para o representante moçambicano.

Entretanto, este é um jogo para os “touros” vingarem a União Desportiva de Songo, que foi eliminada por esta equipa na época passada, nas eliminatórias de acesso à Liga dos Campeões, nas grandes penalidades, por 4-3, depois de dividirem vitórias caseiras entre si.

O jogo será ajuizado por um quarteto do Níger, com Mohamed Ali Moussa a ser o árbitro principal, auxiliado por Abdoul Aziz Yacouba (primeiro assistente) e Abdoulaye Ada Tounaou (segundo assistente). Oumarou Idi Issaka será o quarto árbitro de um jogo que terá como assessor do quarteto o maliano Dramane Dante e como Comissário Sinon Philip Georges, das Seychelles.

O jogo entre o Ferroviários de Maputo e o da Beira, bem como o entre a União Desportiva de Songo e o Ferroviário de Nampula paralisam a disputa da 16ª jornada do Moçambola 2024, marcada para este fim-de-semana. A jornada será amputada pela não realização do jogo entre a Black Bulls e a Associação Desportiva de Vilankulo, em virtude da participação dos “touros” nas afrotaças.

É o regresso do Moçambola 2024, depois de uma interrupção de uma semana para dar lugar aos jogos da selecção nacional de futebol, que disputou dois jogos de qualificação para o CAN 2025, em Marrocos, em que empatou com Mali, em Bamako, a um golo, e venceu a Guiné-Bissau, em Maputo, por 2-1.

Um regresso em grande com dois jogos de destaque, nomeadamente o embate entre o Ferroviário de Maputo e o seu homónimo da Beira, e o entre a União Desportiva de Songo e o Ferroviário de Nampula.

Para a abrir a jornada, esta sexta-feira, os dois Ferroviários medem forças no campo do Afrin, na Avenida das Indústrias, com ambições quase semelhantes, mas também quase diferentes. É que ambas as equipas procuram vencer o jogo para continuar a manter a possibilidade de terminarem nos lugares cimeiros da competição.

Os “locomotivas” de Maputo vêm de seis jogos sem perder, em que somaram quatro vitórias e dois empates, e querem manter esta senda, para além de se vingar da derrota sofrida na primeira volta da prova.

Por seu turno, os “locomotivas” de Chiveve vêm de um empate a um golo diante da Black Bulls e procuram continuar a subir na tabela classificativa. Uma vitória do Ferroviário de Maputo faz a equipa ascender a uma posição acima do seu oponente, ainda que a turma de Chiveve tenha um jogo a menos, a disputar na terça-feira, em Maxixe.

Já a União Desportiva de Songo, candidato ao título e perseguidor do líder da prova, agora com menos três pontos, recebe o Ferroviário de Nampula, equipa que não tem estado bem na competição e que vem de derrota caseira. Nesta deslocação não terá tarefa fácil, já que os “hidroeléctricos” querem vencer e colarem-se à Black Bulls, líder da prova, que não joga nesta jornada.

Aliás, a turma de Songo quer regressar às vitórias depois do empate na última jornada na deslocação a Pemba, que pode acender as esperanças de conquista do título, para além de pressionar o seu concorrente directo.

 

Textáfrica (ainda) joga Moçambola e recebe “canarinhos”

A jornada 16 do Moçambola vai ter um jogo que, se calhar, não devia acontecer, na Soalpo, entre o Textáfrica do Chimoio e o Costa do Sol. É que os “fabris” teriam sido desqualificados do Moçambola em virtude de terem transgredido as regras de licenciamento de clubes, nomeadamente do atraso salarial dos seus jogadores por um período de três meses.

Sabe-se, porém, remeteu recurso junto das instâncias superiores a contestar o afastamento, facto que levou a Liga Moçambicana de Futebol a marcar o jogo diante do Costa do Sol. Sem o seu treinador, João Chissano, que se demitiu recentemente, os “fabris” terão dificuldades enormes para parar os “canarinhos”, que procuram vencer para não perder de vista a liderança da prova, quando a prova entra para o último terço.

 

Mais dois jogos a “completar” a jornada

Nos outros jogos da jornada, o Desportivo de Nacala, sexto classificado da prova, com 19 pontos, terá pela frente o Baía de Pemba, num jogo em que a turma de casa é claro favorito, mas que vai ter de provar em campo.

O Baía não tem estado bem nos últimos jogos, estando, por isso, na penúltima posição, com mais três pontos que o lanterna vermelha, e porque não quer ver-se à beira da descida, deverá entrar com tudo e contrariar o favoritismo do seu adversário.

Já o Ferroviário de Lichinga, que nesta segunda volta perdeu quatro dos três jogos e apenas venceu o último, quer manter a senda de vitórias, de modo a não cair na tabela classificativa.

Quase dois meses depois da primeira prova do Super Picanto e Blutech Grupo M, que decorreu a 22 de Junho passado, o Automovel Touring Clube de Moçambique volta a acolher mais uma prova, este sábado.

Trata-se do segundo Super Picanto e Blutech Grupo M, uma competição que tem sido a marca do ATCM nos últimos anos, que começou como Grande Prémio Picanto Cup, uma prova que envolve pilotos moçambicanos e internacionais e que buscam somar pontos suficientes para a conquista no final da temporada.

As provas deste sábado iniciam-se quando forem 10h00 da manhã, com as qualificações das duas competições, com destaque para o Picanto, que terá duas qualificações e o Grupo M, que terá apenas uma.

A partir das 12h00, entram em cena as provas, com a disputa da primeira manga do Picanto, que terá 10 voltas. Aliás, nas provas de Picanto, teremos quatro mangas, sendo duas do grupo A e outras duas do grupo B, todas com 10 voltas cada.

Por seu turno, a prova de Blutech Grupo M terá três mangas de oito voltas cada uma delas, de onde sairão os vencedores.

Recorde-se que a equipa da KIA Racing Power By Shell, formada pelos Pilotos Pedro Garcia e Cristian Bouché, foi a grande vencedora da 1ª Corrida do Super Picanto disputada em Junho último no Autódromo Internacional de Maputo no ATCM.

Na classificação geral das quatro (4) Mangas, a equipa da KIA Racing Power By Shell conquistou a 1ª Corrida do Super Picanto com 95 pontos. A Fivestar Óptica Visual dos Pilotos Douglas Klint e Jefferson Novela terminou a competição em 2º lugar com 69 pontos. E a Prodata que também esteve em destaque ao longo da disputa da 1ª Corrida do Super Picanto terminou a competição em 3º Lugar com 58 pontos.

No duelo entre Moçambique e África do Sul referente ao Campeonato de Velocidade Blutech Grupo M, que teve uma grelha de 35 carros em pista, o destaque na primeira edição, em Junho, foi para o piloto moçambicano Faudo Sidique, que foi o grande vencedor da Classe C.

O capitão da Black Bulls, Kadre Gueye, foi premiado como o melhor jogador da primeira volta do Moçambola 2024, numa gala promovida pela Liga Moçambicana de Futebol e patrocinada pela HCB, empresa que também patrocina o Campeonato Nacional de Futebol, na sua edição deste ano.
O médio da Black Bulls é um dos esteio da sua formação e o “touro-mor”, por onde passam jogadas ofensivas da equipa de Tchumene. É dos jogadores completos do Moçambola, já que defende muito, ataca bem, e marca muitos golos.
Não é por acaso que Kadre Gueye foi eleito cinco vezes o melhor em campo, nomeadamente nos embates diante do Baía de Pemba (2ª jornada), Associação Desportiva de Vilankulo (5ª jornada), Ferroviário de Maputo (7ª jornada) e Textáfrica do Chimoio (10ª jornada), para além de ter sido segundo melhor marcador do Moçambola com seis golos apontados a Baía de Pemba (dois golos), Ferroviário de Nampula, Associação Desportiva de Vilankulo, Ferroviário de Maputo, Textáfrica do Chimoio (um golo para cada).
O recém-nacionalizado a moçambicano, Kadre Gueye, superou a concorrência de internacional e capitão dos Mambas Dominguês, da UD de Songo, que ficou em segundo lugar, e de Chester, do Costa do Sol, terceiro colocado, no âmbito dos critérios de elegibilidade definidos pela Liga Moçambicana de Futebol.
Kadre Gueye recebeu, das mãos do Secretário de Estado do Desporto, carlos Gilberto Mendes, o respectivo prémio, para além dos 125 mil meticais oferecidos pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), a empresa patrocinadora da premiação dos melhores do Moçambola-2024.
Outros jogadores que foram premiados e que se destacaram na primeira volta são Elias Macamo, jogador do Desportivo de Nacala, ao se posicionar como o melhor marcador com 9 golos apontados ao Brera e Black Bulls (dois golos cada), Textáfrica do Chimoio, Ferroviário de Lichinga, Ferroviário de Nampula, Associação Desportiva de Vilankulo e Ferroviário de Maputo.
Aliás, Elias Macamo acabou sendo determinante para os 15 golos que tinham sido apontados pelos “canarinhos” de Nacala na primeira volta.
Joaquim Tsambe, do Costa do Sol, terminou como o melhor guarda-redes da primeira volta, após ter sofrido seis golos em 10 jogos. O guarda-redes de 40 anos de idade superou a concorrência de vários guarda-redes, com destaque para os três Mambas, nomeadamente Ernan, Ivan e Fazito.
Nas outras premiadas, Ema Novo foi coroada como o melhor árbitro da primeira volta. A distinção foi graças as suas boas prestações  nos jogos em que foi chamada a ajuizar, não tendo havido casos polémicos que tem se verificado nos jogos do Moçambola.
Já Hélder Duarte, da Black Bulls, recebeu a distinção de melhor treinador da primeira metade do Moçambola, superando a concorrência de Horácio Gonçalves, do Costa do Sol, Mark Harrison, da União Desportiva de Songo, Carlos Manuel, que iniciou no Desportivo de Nacala e passou para o Ferroviário de Maputo.
Todos os premiados nesta gala, à excepção do melhor jogador, receberam um prémio monetário de 100 mil meticais, também oferecidos pela HCB.
A festa da Gala da primeira volta do Moçambola 2024 terminou com uma homenagem feita ao Presidente da República, Filipe Nyusi, pelos esforços que tem feito para o desenvolvimento do desporto moçambicano no geral, mas o futebol em particular, principalmente o seu envolvimento no Moçambola, enquanto dirigente e adepto.
DADOS DA 1ª VOLTA DO MOÇAMBOLA 2024
CAMPEÃO DA 1ª VOLTA
JVEDGM-GSP
Black Bulls 11 8 3 0 27-14 27
Costa do Sol 11 8 2 1 20-8 26
UD Songo1173114-624
MELHORES MARCADORES
JOGADOR CLUBE GOLOS
Elias Macamo Desp Nacala 8
Hammed Black Bulls 7
Kadre Black Bulls 6
Tomás AD Vilankulo 6
Chisale Costa do Sol 4
MELHORES JOGADORES DE CADA JOGO
JOGADOR CLUBE MVP
Kadre Black Bulls 5
Domingues UD Songo 5
Elias Macamo Desp. Nacala 4
Chester Costa do Sol 3
Hammed Black Bulls 2
MELHORES ATAQUES
CLUBE GOLOS
Black Bulls 27 golos marcados
Costa do Sol 20 golos marcados
Des. Nacala 15 golos marcados
MELHORES DEFESAS
CLUBE GOLOS
UD Songo 6 golos sofridos
Costa do Sol 8 golos sofridos
Fer. Nampula 9 golos sofridos
Fer. Beira 9 golos sofridos
PIORES ATAQUES
CLUBE GOLOS
Fer. Beira 6 golos marcados
Baía de Pemba 7 golos marcados
Fer. Maputo 7 golos marcados
Fer. Lichinga 9 golos marcados
PIORES DEFESAS
CLUBE GOLOS
Desp. Nacala 23 golos sofridos
Textáfrica 21 golos sofridos
Baía de Pemba 15 golos sofridos
MELHOR GUARDA-REDES
Joaquim  Costa do Sol
MELHOR TREINADOR
Hélder Duarte Black Bulls
MELHOR ÁRBITRO
Ema Novo COPAF Prov. Maputo
GOLOS MARCADO S
150 golos

O seleccionador nacional dos Mambas, Chiquinho Conde, está entre os 50 treinadores das várias selecções do continente que participam no Simpósio de Treinadores da Confederação Africana de Futebol (CAF),  evento que decorre em Abidjan, Costa do Marfim. 

Chiquinho Conde junta-se a outros técnicos de renome no continente, com destaque para  Emerse Faé, responsável pela conquista do CAN-2023 por parte da Costa do Marfim, José Peseiro, ex-seleccionador da Nigéria, Avram Grant (Zâmbia) e Sébastien Desabre (RD Congo). 

O evento tem em vista analisar o desempenho das equipas nacionais no CAN-2023, prova que foi disputada em Janeiro, na Costa do Marfim. O simpósio vai promover ainda discussões profundas sobre o legado da competição e o impacto duradouro do futebol africano no cenário mundial. 

Servirá ainda como uma oportunidade para os treinadores partilharem experiências e explorarem novas abordagens, para melhorar o desempenho das selecções africanas.

Para Chiquinho Conde, que chegou a Abidjan na noite desta quarta-feira, esta iniciativa é vital para o futuro do futebol no continente. “A CAF está a criar um espaço único para treinadores de todo o continente se reunirem e discutirem o futuro do futebol africano”, anota o seleccionador nacional. 

Conde considera ainda que o simpósio constitui um passo importante para melhorar as selecções e elevar o nível competitivo do futebol africano, de tal sorte que “estou muito entusiasmado por participar e espero aprender muito com as experiências dos meus colegas”, disse o técnico. 

O seleccionador moçambicano destacou, igualmente, a importância do legado deixado pelo CAN 2023. “A última edição foi histórica e serviu de referência para todos nós. É fundamental que discutamos as lições apreendidas e, acima de tudo, encontremos formas de transformar esse sucesso em melhorias constantes no futebol africano”, explica Chiquinho Conde.

A Liga Moçambicana de Futebol (LMF), em parceria com a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), realiza, esta quinta-feira, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, na Cidade de Maputo, às 18h00, a Gala “HCB Premiações Moçambola – primeira volta”.

No evento, serão atribuídos prémios individuais aos jogadores, treinadores e árbitros que mais se destacaram ao longo dos jogos e das jornadas da primeira volta do campeonato de futebol “Moçambola”.

A sessão em que se reconhecerão os principais actores da primeira volta do Moçambola 2024, segundo uma nota de imprensa, contará com a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi.

A iniciativa “HCB Premiações Moçambola” pretende contribuir, de forma completamente transformadora e histórica, para o futebol nacional, tornando-o cada vez mais competitivo, dinâmico, animado, atractivo e financeiramente sustentável.

Morreu Rebecca Cheptegei, ugandesa que disputou os jogos olímpicos de Paris na prova dos 5000 metros. Trata-se de uma morte que fez soar os alarmes sobre o feminicídio, com a confederação do atletismo do Quénia a considerar morte prematura e trágica, para além de ser uma perda profunda, exigindo o fim da violência de género.

Rebecca Cheptegei foi atacada e incendiada em sua residência, em Endebess, Condado de Trans-Nzoia, Quénia. A polícia sustenta que Dickson Ndiema Marangach, seu antigo parceiro, a encharcou com gasolina e a incendiou. Cheptegei morreu devido à falência múltipla de órgãos, a 5 de Setembro de 2024, aos 33 anos de idade, um mês depois de ter disputado os Jogos Olímpicos de Paris.

Por outro lado, o funeral de Cheptegei promete ser um evento importante no Uganda, com a sua família a ter anunciado que lhe será dada a honra de um “enterro militar”, por ter feito parte da Força de Defesa Popular de Uganda, as forças armadas daquele país.

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, anunciou que a cidade homenageará Cheptegei, dando o seu nome a uma recinto desportivo em sua homenagem.

A morte de Rebecca Cheptegei trouxe à tona casos de feminicídio que abalaram o mundo do desporto.

Em Abril de 2022, a atleta nascida no Quénia, Damaris Mútua, foi encontrada morta em Iten, um polo conhecido no mundo do atletismo que fica no Vale do Rift. Suspeita-se que o seu companheiro a tenha matado.

Em Outubro de 2021, a atleta queniana Agnes Tirop, de 25 anos, medalhista de bronze nos 10 mil metros nos Mundiais de 2017 e 2019 e quarta colocada nos 5000 metros nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, morreu depois de ter sido esfaqueada em sua casa em Iten.

A Selecção Nacional de Hóquei em Patins  vai observar um estágio de dois dias em Portugal, participação no Campeonato do Mundo, competição que vai decorrer em Novara, Itália, entre os dias 16 e 22 do mês em curso. A chegada do combinado nacional no território português está prevista para esta quinta-feira. 

Seguem para aquele país europeu o seleccionador nacional, Bruno Pimentel e mais cinco atletas, nomeadamente, Alfredo Manjate e Júlio Samuel (guarda-redes), Pedro Pimentel Jr. (defesa), Artur Mapinguisse (médio), Absalão Miquissene e Macário Issufo (avançados). 

Esses atletas juntar-se-ão ao grupo que está nas terras lusas, no caso, Gustavo Carvalho (guarda-redes), Miguel Matias, Marinho, Kevin Pimentel, Tivane Jr., Filipe Nabais, Diego Pimentel e ainda Gabriel Pimentel (todos avançados). 

Desta lista faz ainda parte o técnico Paulo Pereira, antigo internacional da Selecção Nacional, que esteve a trabalhar com o leque “luso” durante um mês. 

A equipa moçambicana vai efectuar apenas unidades de treinos virados mais para a componente táctica e para a definição do cinco que alinhará no jogo de estreia com o México, a 16 de Setembro, naquela que será a primeira jornada do Grupo “A” da Taça Challenge, a III Divisão do Mundial de Hóquei. A delegação moçambicana desembarcará no local da competição no sábado.

Depois de ter falhado o Campeonato Africano realizado no Cairo, em Setembro de 2023, por motivos financeiros, a equipa nacional foi “empurrada” para o Grupo “C”. 

Além do México, Moçambique vai defrontar o Japão, no dia 17, Uruguai, 18, Israel, 19, e por último, a Nova Zelândia,  20. Moçambique vai procurar regressar às glórias no contexto do hóquei em patins mundial, onde alcançou a sua maior prestação de sempre em 2011, em san Juan, Argentina, ao terminar a prova na quarta posição. 

Apesar de já ter garantido a ida à Itália, a Federação Moçambicana de Patinagem (FMP) ainda enfrenta alguns problemas financeiros para cobrir as despesas inerentes à participação da selecção nesta competição. A FMP continua a bater às portas, tendo em vista garantir mais apoios por parte de parceiros. 

MANINHO FALHA A PROVA

O capitão da selecção nacional, Ivan “Maninho” Escludes é a ausência de peso no conjunto moçambicano. Esta é a primeira vez que o atleta falha uma competição importante nos últimos anos. Maninho integrou tarde o grupo de trabalho durante a primeira fase de preparação para o Mundial. 

O seleccionador nacional, Bruno Pimentel, está a levar a cabo um processo de renovação, sendo que para esta prova vai apostar nos jogadores que ainda estão à procura de um lugar ao sol. Ou seja, a maioria dos atletas que integram a convocatória são jovens.

As selecções de Moçambique (Mambas) e Angola (Palancas Negras) estão bem encaminhadas na corrida rumo ao Campeonato Africano das Nações (CAN). As duas selecções são as que estão bem posicionadas nos respectivos grupos ao nível dos países da lusofonia. 

Os Mambas voltaram a marcar um passo importante na caminhada para o CAN, vencendo a sua congénere da Guiné Bissau por duas bolas a uma, em jogo da segunda jornada do Grupo I de qualificação, para a mais prestigiada prova futebolística do continente africano ao nível das selecções. 

O resultado coloca os Mambas na liderança do grupo, com quatro pontos, os mesmos que o Mali, que venceu o Eswathini por tangencial 1-0. Moçambique e Mali empataram a uma bola na abertura da fase de qualificação para o CAN, numa partida em que Geny Catamo acabou sendo o herói, ao apontar o golo da selecção nacional. 

Os Mambas voltam a entrar em acção em Outubro, defrontando o Eswathini, primeiro, em Maputo (7) e fora de portas. Em caso de vitória nos dois embates, o combinado nacional passará a somar 10 pontos, sendo que um empate entre as selecções do Mali e Guiné Bissau nos dois jogos pode colocar os Mambas a um pé do CAN. 

Para tal, o conjunto de Chiquinho Conde tem de garantir, no mínimo, um empate contra a Guiné Bissau e, por uma questão de segurança, uma vitória no encerramento da fase de qualificação, em Novembro, no Estádio Nacional do Zimpeto, contra o Mali. 

Caso vença os quatros jogos que ainda faltam, os Mambas terminarão a fase qualificativa com 16 pontos. Matemáticas à parte, a verdade é que ainda há um caminho longo para a selecção alcançar a sua sexta presença numa fase final do CAN, depois de lá ter estado em 1986, 1996, 1998, 2010 e 2024. 

ANGOLA TOTALISTA

Entre os países da lusofonia, o destaque vai também para Angola. Os “Palancas Negras” são os únicos totalistas no seu grupo. A selecção angolana lidera o Grupo F com seis pontos. Os angolanos voltaram a ser vitoriosos, derrotando o Sudão por duas bolas a uma. 

Os angolanos abriram o marcador aos 51 minutos, com um golo de Mabululu, de grande penalidade. Abdurgardir restabeleceu a igualdade, aos 55, e, aos 81, Randy Nteka marcou o golo da vitória, no Estádio 11 de Novembro, em Luanda.

Na abertura da fase de qualificação os “Palancas” venceram à tangente a gigante selecção do Gana por uma bola sem resposta, com o único tento a ser apontado por Felício Milson já nos descontos. 

Depois de fazer um brilharete no CAN-2024, em Janeiro, na Costa do Marfim, o Cabo Verde alcançou a sua primeira vitória na segunda jornada do Grupo C. Os cabo-verdianos derrotaram a Mauritânia por 2-0.

A primeira vitória dos “tubarões azuis” nesta fase de apuramento foi construída com um “bis” do capitão Ryan Mendes, que marcou aos 28 minutos, de grande penalidade, e aos 75′, aproveitando da melhor forma o passe Hélio Varela.

Na capital cabo-verdiana, o jogo chegou a estar interrompido, no segundo tempo, devido a uma falha na energia elétrica, mas a equipa orientada por Pedro Leitão Brito (Budista) conseguiu mesmo somar os primeiros três pontos nesta fase de qualificação.

Depois da derrota frente ao Egito (3-0), a abrir o Grupo C, Cabo Verde encontrou o caminho das vitórias, ainda que tenha consentido várias oportunidades de golo aos visitantes, que puseram à prova, por várias ocasiões, o guarda-redes Bruno Varela.

Na liderança do Grupo C está o Egito, depois de, também na segunda jornada, ter vencido, na visita ao Botsuana, por um largo resultado de 4-0. O “bis” de Trezeguet e os golos de Salah e Mostafa Fathy fixaram o resultado.

Os “faraós” lideram o grupo com seis pontos, enquanto os “tubarões azuis” estão no segundo lugar, com três pontos, os mesmos da Mauritânia. O Botsuana ainda não pontuou. A Guiné Bissau é o único país da lusofonia que não ocupa os primeiros lugares da tabela classificativa no seu respectivo grupo. 

+ LIDAS

Siga nos