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Os Mambas venceram a Guiné-Bissau por duas bolas a uma e são líderes do Grupo I de qualificação para o CAN 2025. Elias Macaso foi o autor do golo da vitória. A selecção nacional volta a jogar em Outubro contra Eswatini.

Os Mambas perseguem a sexta presença no CAN. A marcha iniciou-se no Mali. Guiné-Bissau é mais um obstáculo para chegar a Marrocos, local que vai acolher a fase final da maior prova futebolística africana ao nível das selecções. Longe de serem impressionantes, os Mambas fizeram o que se impunha: vencer.

Os guineenses entraram melhor, ditando as regras do jogo nos primeiros cinco minutos. Os “Djurtos” criaram algumas situações de golo sem, no entanto, conseguir concretizar. Os momentos especiais são também para pessoas especiais. Com o seu pé direito, Guima escreveu mais um pedaço de história de uma selecção que persegue sonhos maiores. Só as redes pararam o seu remate. É o segundo golo vestindo as cores nacionais. O primeiro foi na sua estreia diante do Benim, partida que confirmou a qualificação dos Mambas para o CAN 2024, na Costa do Marfim.

O marcador já estava a funcionar. A Guiné-Bissau soube levantar-se. Jogou, atacou e surpreendeu. Balde de água fria! Baldé esteve no lugar certo. Numa total atrapalhoice da defensiva moçambicana, o capitão da Guiné-Bissau surgiu a concluir com êxito. Mambas em crise de imaginação. Quase tudo saía mal.

Em duas ocasiões, Geny Catamo perdeu o duelo contra o guarda-redes da Guiné, primeiro numa jogada individual em que foi à linha do fundo onde tirou um remate para uma defesa apertada. Segundo, em situação de bola parada, em que, mais uma vez, viu o guardião a ser mais lesto. Mais uma desatenção na defensiva moçambicana. O único atento foi Reinildo, que evitou um golo certo dos “Djurtos”.

Mais uma vez, a Guiné-Bissau entrou melhor na segunda parte. Boa abordagem do jogo, com uma ligação segura nos dois sectores. Ou seja, defesa/meio-campo e meio-campo/ataque. Outra crise de imaginação. Geny! Sempre Geny! Mais um remate do seu pé esquerdo. Catamo era um dos jogadores mais inconformados com o resultado. Partida equilibrada. Chiquinho Conde mexeu na equipa, tirando Dominguez, Ratifo e Witi, lançando para os seus lugares Pepo, Gildo e Elias Macamo.

E sabia o que estava a fazer. Autêntica bala de prata, Elias Macamo, o melhor marcador do Moçambola. Foi, sim, de Elias que veio o golo da vitória. É o primeiro na era Chiquinho Conde. E foi com ele que festejou. É com Elias que a história do jogo termina. Os Mambas partilham a liderança do Grupo I com o Mali, ambos com quatro pontos. Que venha o Eswatini em Outubro.

A selecção nacional de futebol venceu, esta terça-feira, a sua similar da Guiné-Bissau, por duas bolas a uma, em partida da segunda jornada de qualificação ao CAN de Marrocos, em Dezembro de 2025 e Janeiro de 2026. Guima e Elias Macamo foram os autores dos golos dos Mambas que ditam a liderança partilhada com o Mali, com quatro pontos cada

Uma vitória sofrid,a esta terça-feira, diante da Guiné-Bissau, mas importantíssima na caminhada rumo à fase final do Campeonato Africano das Nações de Marrocos. Foi de “brandar os céus” quando o árbitro apitou, pela última vez, com o Estádio Nacional do Zimpeto quase a desabar, de tanta felicidade, que acabou soando a vingança à eliminação da qualificação ao CAN-2019.

Uma bomba de Guima, a abrir, e um golo de outro nível de Elias Macamo, quase a fechar, ditaram os dois golos dos Mambas, ainda que Mama tenha marcado pelos Djurtus, ainda na primeira parte.
Domingues e Witi no onze inicial dos Mambas diante dos Djurtus.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, entrou em campo para o embate da segunda jornada do Grupo I de qualificação ao CAN de Marrocos em Dezembro de 2025, com muitas novidades.

Chiquinho Conde resgatou Domingues e Witi para o onze inicial, dois jogadores que estiveram ausentes do jogo da passada sexta-feira, frente a Mali, em Bamako. Recorde-se que Witi não viajou para a capital maliana devido a problemas administrativos, enquanto Domingues foi por lesão que não jogou.

Assim, os Mambas entraram com Ernan na baliza, um quarteto defensivo composto por Bruno Langa à esquerda, Renildo e Mexer Sitoe no centro, Domingos Macandza à direita, enquanto Nené esteve como primeiro pivot da zona central, auxiliado por Ricardo Guima.

Witi, Domingues e Geny Catamo foram os homens com as sextas viradas para a baliza guineense, sendo Ratifo o mais adiantado.

Ou seja, da equipa que defrontou o Mali, Chiquinho Conde tirou Gildo e Pepo Santos e fez entrar Witi e Domingues.

As expectativas dos adeptos, que estiveram em grande número no Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ), apesar das baixas temperaturas e da chuva miúda que caía na cidade de Maputo, eram boas e já se vaticinava um resultado positivo, atendendo que uma vitória dos Mambas colocava a equipa de todos nós na liderança do grupo.

 

Golo madrugador de Guima para aquecer o ENZ

Os Mambas entraram a vencer no jogo diante da Guiné-Bissau, quando aos quatro minutos Ricardo Guima fuzilou, de fora da área, para um golaço de levantar o estádio.
Com uma entrada pressionante, onde os alas fizeram a manobra ofensiva, Moçambique detinha de maior posse de bola e a chegar mais vezes à baliza de Balde, guarda-redes guineense.
Fruto dessa pressão inicial, e a aproveitar uma jogada de insistência, Guima apareceu de fora da área e fuzilou um míssil que só parou no fundo das malhas contrárias.
Explosão de alegria nas bancadas.

Depois do golo do combinado nacional, a Guiné-Bissau acordou do sono inicial e começou a equilibrar os acontecimentos nas quatro linhas. Enquanto isso, os Mambas baixaram as linhas e deixaram-se encostar pelo seu adversário, que começava a ter mais espaços na sua zona ofensiva.

Os Djurtus aproveitaram e começaram a ameaçar até chegarem ao empate. Jogava-se o minuto 23, quando, numa jogada inofensiva, há um cruzamento da esquerda, onde apareceu Mama a encostar, perante a passividade de Ernan, que divide responsabilidade com Reinildo, ao deixarem o atacante guineense introduzir a bola nas malhas moçambicanas.

Mas Reinildo redimiu-se logo a seguir. É que Mama voltou a ter uma grande oportunidade de marcar, após passar por Ernan, com o defesa do Atlético a cortar em cima da linha do golo. Um momento que deixou os adeptos em alvoroço.

O intervalo chegou com o empate a prevalecer e uma expectativa do que faria o seleccionador nacional na segunda parte.

Chiquinho Conde faz tripla substituição

A segunda parte começou praticamente como começou o jogo, com os Mambas a pressionarem o seu adversário junto à sua defesa. Mas o seleccionador nacional percebeu logo que algumas unidades entravam em baixa de rendimento, e decidiu fazer alterações.

Jogados os primeiros dez minutos da segunda parte, Chiquinho Conde faz três substituições de uma única vez. Saíram Witi, Domingues e Ratifo, entrando para os seus lugares Gildo, Pepo e Elias Macamo, o melhor marcador do Moçambola 2024, que foi bastante ovacionado pelos adeptos.

Minuto depois de terem entrado, Gildo e Elias proporcionaram uma jogada que levantou o estádio, com o jogador da Académica de Coimbra a cruzar para o cabeceamento do jogador do Desportivo de Nacala, mas ao lado.

Foi uma entrada em grande dos Mambas na segunda parte.

Elias Macamo marca e sentencia a vitória dos Mambas

Os Mambas continuavam a pressionar o seu adversário, à procura de desfazer o empate, e não teve meias medidas para tal. Foi dos pés do recém-entrado Elias Macamo que veio o golo, depois de um toque a desviar a bola do guarda-redes, antes de introduzir na baliza, para festa dos moçambicanos. Jogava-se o minuto 73.

Ernan, aos 78, ainda salvou um golo, depois de remate de fora da área, que quase gelava o estádio.

Apesar da pressão que depois foi exercida pela Guiné-Bissau para tentar chegar ao empate, os Mambas foram mais firmes a defender, até porque já contavam com David Malembane, que entrara para o lugar de Guima.

Uma pequena confusão perto do fim do jogo, com a equipa técnica a reclamar da ausência dos apanha-bolas e das bolas aparentemente desaparecidas, o que culminou com um cartão amarelo para Luís Boa Borte, a vitória dos Mambas não mais fugiu e a liderança do grupo acaba por ser uma felicidade para os moçambicanos que souberam sofrer para somar os quatro pontos, ao cabo de duas jornadas.

Mali, que também venceu Eswatini, a uma bola, está colado aos Mambas, também com quatro pontos.

Próximo adversário dos Mambas é, precisamente, Eswatini, em Outubro, em Maputo e, provavelmente, em Mbombela.

Está confirmado! Os mambas venceram a sua congénere da Guiné Bissau por 2-1. Com os golos de Guima e Elias Macamo, os mambas somaram quatro pontos na tabela classificativa.

Os Mambas entraram a vencer no jogo desta tarde, quando aos sete minutos Ricardo Guima fuzilou, de fora da área, para um golaço de levantar o estádio.

Com uma entrada pressionante, onde os alas fazem a manobra ofensiva, Moçambique tem estado a ter maior posse de bola e a chegar mais vezes a baliza de Balde, guarda-redes guineense.

Fruto dessa pressão inicial, e a aproveitar uma jogada de insistência, Ricardo Guima apareceu de fora da área e fuzilou um míssil que só parou no fundo das malhas contrárias.

 

GUINÉ-BISSAU EMPATA POR MAMA

Depois do golo, a Guiné-Bissau acordou do sono inicial e começou a equilibrar os acontecimentos nas quatro linhas. Enquanto isso, os Mambas baixaram as linhas e deixaram-se encostar.

Os Djurtus aproveitaram e começaram a ameaçar até chegarem ao empate. Jogava-se o minuto 23 quando, numa jogada inofensiva, há um cruzamento da esquerda, onde apareceu Mama a encostar, perante passividade de Ernan, que divide responsabilidade com Reinildo, ao deixarem o atacante guineense introduzir a bola nas malhas moçambicanas.

CONDE FAZ TRIPLA SUBSTITUIÇÃO

Jogados os primeiros sete minutos da segunda parte, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde decidiu refrescar a equipa, fazendo três substituições de uma única vez.

Saíram Witi, Domingues e Ratifo, entrando para os seus lugares Gildo, Pepo e Elias Macamo, o melhor marcador do Moçambola 2024, que foi bastante ovacionado pelos adeptos.

Minutos depois de terem entrado, Gildo e Elias proporcionaram uma jogada que levantou o estádio, com o jogador da Académica de Coimbra a cruzar para o cabeceamento do jogador do Desportivo de Nacala.

Foi uma entrada em grande dos Mambas na segunda parte.

 

Cabo Verde e Mauritânia defrontam-se, esta terça-feira, às 21h00 de Moçambique, no Estádio Nacional de Cabo Verde, na cidade da Praia, em jogo da segunda jornada da fase de qualificação para a próxima edição do Campeonato Africano das Nações, CAN 2025.

Na primeira jornada, os Tubarões Azuis foram goleados no Egipto, por uns inequívocos 3-0, enquanto a selecção da Mauritânia “bateu” o Botswana, no Stade Cheikha Ould Boidiya, em Nouakchott, por 1-0.

Cabo Verde registava somente duas derrotas nos seus últimos dez jogos e tinha chegado aos quartos-de-final na última edição da CAN, o que reforça o quão surpreendente foi a derrota por 3-0 no Cairo.

A equipa comandada por Bubista terá agora de se impor à Mauritânia, sob pena de se afastar dos dois lugares de apuramento. Já o conjunto magrebino sabe que um ponto na Praia será um resultado de acordo com os seus interesses.

As duas equipas encontraram-se pela última vez precisamente na mais recente edição da CAN, em Janeiro deste ano, nos oitavos-de-final. Os Tubarões Azuis foram mais fortes, impondo-se à Mauritânia por 1-0, com um golo de Ryan Mendes, de penálti, aos 88 minutos.

O Egipto, por seu turno, desloca-se a Gaborone, no Francistown Stadium, também a contar para a segunda jornada do grupo C de qualificação para o CAN 2025, que terá lugar em Marrocos.

A Associação Black Bulls iniciou, esta segunda-feira, a preparação do jogo contra a formação da AS Otohô da República Democrática do Congo, referente à primeira “mão” da segunda eliminatória de acesso à fase de grupos da Taça CAF.

A partida entre as duas equipas será disputada no próximo sábado, na Arena Lalgy, em Tchumene. Na primeira sessão de treino tendo em vista essa importante partida, Hélder Duarte contou com a presença de todo o plantel. Essencialmente, o treino esteve virado para ensaios técnico-tácticos sem, no entanto, descurar dos aspectos defensivos.

A Black Bulls parte para esse jogo contra o representante congolês com a clara missão de fazer um resultado positivo, facto que permitiria que abordasse a partida da segunda “mão”, fora de portas, com alguma tranquilidade.

O clube procura chegar à fase de grupos pela primeira vez nas competições africanas, depois de ter falhado esse objectivo em 2022, ano em que se estreou em provas sob égide da Confederação Africana de Futebol (CAF), na Liga dos Campeões Africanos, na qualidade de campeão do Moçambola.

Para chegar a esta eliminatória, os “touros” suplantaram o Alizé Fort da Comores por um agregado de 11-0, após duas goleadas por 7-0 e 4-0 no conjunto das duas mãos. Já a AS Otohô ultrapassou a formação de 15 de Agosto da Guiné Equatorial por um agregado de 4-1, depois das vitórias por 2-1 e 2-0.

A turma congolesa é representante assídua do seu país nas competições africanas, nas quais alcançou a sua maior prestação em 2022, quando atingiu, pela primeira vez, a fase de grupos.

Os Mambas defrontam, hoje, a Guiné-Bissau, no Estádio Nacional do Zimpeto, em jogo da segunda jornada do Grupo I de qualificação para o CAN de Marrocos, em Dezembro de 2025. O seleccionador nacional, Chiquinho Conde, assume que não será um jogo fácil, tal como muitos jogos em casa, mas assegura que o combinado nacional fará de tudo para vencer. Mesmo sem confirmar, Conde revela que pode fazer mexidas no onze inicial dos Mambas. Witi, jogador dos Mambas, diz que não há espaço para vingança, mas o objectivo é sair do Zimpeto com a vitória.

A caminhada para Marrocos, em Dezembro de 2025, continua, com a disputa da segunda jornada da fase de grupos de qualificação. Depois do Mali, onde os Mambas foram empatar a uma bola, vem agora a Guiné-Bissau, um adversário conhecido de Moçambique, que não traz boas recordações aos moçambicanos.

Vai ser um jogo nada fácil para o conjunto moçambicano, tendo em conta o histórico entre as partes, mas o seleccionador nacional assegura que já fez o trabalho de casa para não ser surpreendido.

“Analisámos o nosso adversário, que é muito forte e é uma selecção que tem sido habitual nos CAN, mas, da matriz que observamos, eles não mantêm o padrão em todos os jogos e já alteraram o sistema táctico várias vezes para confundir o adversário. Não esperamos que mantenham a matriz padrão”, confessa Chiquinho Conde, que diz que o mais importante é a selecção nacional consolidar as ideias já aprendidas ao longo deste percurso.

Aliás, Chiquinho Conde diz que, jogando em casa, há que procurar fazer o melhor para vencer. “Jogamos em casa, e em nossa casa mandamos nós”, diz, realçando ainda que o apoio do público é fundamental.

 

WITI PRONTO, DOMINGUEZ A 90%

A boa nova para os moçambicanos, em relação ao jogo de Bamako, é que os Mambas já podem contar com Witi, ausente do primeiro jogo devido a problemas administrativos.

“Temos o Witi connosco e está mais fresco e pronto para ajudar, e vamos fazer a gestão da situação de Dominguez, que está quase melhor”, revelou Conde.

Apesar destas duas novas nos Mambas, há ainda o aspecto esforço, depois de uma longa viagem. Conde fala de ajustar a situação às circunstâncias e fazer gestão “dentro dos nossos objectivos e tentarmos recuperar os jogadores”, disse.

Apesar de já poder contar com Witi e com a quase recuperação de Dominguez, Chiquinho Conde não confirma que os dois joguem de início, mas deixa claro que pode haver alterações na equipa que defrontou o Mali, em Bamako, na sexta-feira.

“Vai haver algumas alterações no onze inicial, mas não significa que Witi entra logo de início ou que Dominguez faça parte da equipa inicial. O mais importante é contar com todos os jogadores, pois todos têm condições para o fazer parte do onze inicial. Witi é uma peça fundamental e sempre ajuda a equipa. Vem motivado e já fez vários bons jogos nos Mambas e espero que possa fazer mais um bom jogo esta terça-feira”, revela o seleccionador nacional.

 

JOGADORES CONSCIENCIALIZADOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DE VENCER O JOGO

Olhando para o histórico entre as duas selecções, que se defrontaram duas vezes em fases de qualificação para uma fase final do CAN, nomeadamente, em 2018 e 2019. Em ambos os jogos, o empate a dois golos prevaleceu e, no jogo de Bissau, foi de má memória para os moçambicanos, que se viram arredados da qualificação para o CAN do Egipto.

Chiquinho Conde não fala de vingança, mas diz que os jogadores estão consciencializados sobre o objectivo principal, que é ganhar o jogo. “O nosso lema tem sido o mesmo. Os jogadores sabem que é preciso vencer este jogo, mas também sabemos que tem sido mais confortável jogar fora, mesmo com dificuldades, e alcançar bons resultados. Em casa tem sido mais difícil vencer”, afirmou, recordando os últimos jogos efectuados no Estádio Nacional do Zimpeto.

Não faz nenhum paralelismo com o passado entre as duas selecções, mas assegura que “o nosso presente depende do nosso passado, e não podemos esquecer o percurso feito com outros treinadores. O histórico é equilibrado e sabemos que a Guiné-Bissau é forte e poderosa e que mudou o treinador, e tem outra concepção, mas nós também estamos em fase diferente”.

No passado, perdíamos no minuto 98 e agora passamos a ganhar no minuto 98”, diz Conde, que termina dizendo que “temos sempre de jogar para vencer, mas sempre respeitando os nossos adversários”.

Optimista, o seleccionador nacional é céptico em afirmar que “estou convencido de que, com maior ou menor dificuldade, vamos fazer um bom jogo e estaremos mais próximos da vitória, mas sempre contando com o apoio do público, porque acredito que com o público vai ser mais fácil”.

 

“NÃO FALAMOS DE VINGANÇA, MAS DA NECESSIDADE DE VENCER”, DIZ WITI

O aspecto de vingança à eliminação de 2019 não paira no balneário dos Mambas. Witi diz que não vai para jogar pelo ajuste de contas, mas para vencer e somar três pontos nesta campanha.

“Não é ajuste de contas, não há vingança. Estamos numa outra realidade, mas sabemos o que vamos encontrar. É uma selecção muito boa, mas nós temos de fazer o nosso trabalho, com consciência limpa, e tentar fazer o nosso melhor e jogar para ganhar. Vai ser um bom jogo. Que no final ganhe Moçambique”, diz Witi.

Ausente do jogo de Bamako e, tal como disse Chiquinho Conde, mais fresco para o embate desta terça-feira, Witi promete trabalhar para ajudar a selecção a alcançar os seus objectivos. “Vim para acrescentar mais valor à selecção e vou dar tudo o que tenho, que é o meu talento. Não venho resolver, mas venho ajudar a defender as cores do país”, concluiu.

O embate entre Moçambique e Guiné-Bissau está marcado para esta terça-feira, a partir das 15h00, no Estádio Nacional do Zimpeto. Uma vitória dos Mambas coloca a selecção na liderança do grupo.

 

ALTERAÇÕES À VISTA NO “ONZE” DOS MAMBAS

Chiquinho Conde não confirmou que fará alterações no onze que defrontou o Mali, mas, com a integração de Witi e a recuperação de Dominguez, muita coisa pode acontecer.

Witi poderá ser a aposta de Chiquinho Conde para atacar a baliza dos Djurtus, entrando para o lugar de Gildo, podendo manter quase o mesmo onze.

Porém, também pode preferir colocar Jonathan Muiomo no lugar de Ratifo, ou ainda trocar Nené por Shaquille ou Amadou.

São alterações que serão confirmadas no início da tarde desta terça-feira, minutos antes do início do jogo entre os Mambas e os Djurtus.

João Chissano deixa o Textáfrica de Chimoio quatro meses após ter assumido o comando técnico da equipa. Os atrasos salariais e a falta de condições de trabalho estão na origem da sua decisão.

Foi um casamento que durou poucos meses. João Chissano chegou ao Textáfrica do Chimoio em Maio para assumir o comando técnico dos “fabris”, em substituição de Abdul Omar, afastado por maus resultados. O Textáfrica atravessava um momento desastroso, tendo em conta que andava longe das vitórias no Moçambola.

João Chissano tinha a missão de reverter o cenário, colocando a equipa nos lugares de prestígio na tabela classificativa da prova. Esse facto não aconteceu, tendo em conta que os “fabris” não conseguiram uma estratégia certa para vencer os seus adversários e, por via disso, sair da zona do sufoco na tabela.

O antigo seleccionador nacional até tentou fazer a diferença, num cenário marcado pelas recorrentes greves dos jogadores, devido ao atraso no pagamento dos seus salários. Várias vezes, os atletas paralisaram os treinos como forma de pressionar a direcção do clube encabeçada por Alfredo Dézima a libertar os seus ordenados.

Depois do jogo contra o Ferroviário de Lichinga, referente à décima quinta jornada do Moçambola, João Chissano enviou uma carta à direcção do Textáfrica a solicitar a sua demissão, alegando falta de condições para se manter à frente da equipa.

O técnico, que já se encontra em Maputo, assume não ter disposição para continuar no comando da equipa, dado que, além dos recorrentes atrasos salariais, o clube não lhe ofereceu as condições de que precisava.

O presidente dos “fabris” tentou convencer o técnico a desistir da decisão, o que não foi possível. João Chissano deixa o Textáfrica na última posição do Moçambola, com 11 pontos.

A crise que se abateu sobre o Automóvel Touring Clube de Moçambique, ATCM, com divergências que colocaram em lados opostos o actual presidente do organismo, Rodrigo Rocha, e o ex-presidente da Mesa da Assembleia Geral, João Salomão, pode estar perto do fim.

Depois de muitos ataques pessoais e até jurídicos, as partes podem voltar a se juntar e a juntar os sócios todos (os que estão com a situação em dia, em termos de quotas, e os que foram afastados por dívidas) com a chegada de uma Assembleia Geral Extraordinária, marcada para 19 de Setembro corrente, para limpar todas divergências.

Numa convocatória assinada pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral deste segundo mandato da actual direcção, João Ruas, os sócios vão debater seis pontos previstos e que podem decidir o futuro da agremiação.

Dos pontos em discussão, o primeiro deles será a eleição do Presidente e do Secretário da Mesa da Assembleia Geral Ad-Hocs, que vão dirigir a reunião magna, em substituição de João Ruas, que deverá deixar o lugar vago, caso os membros presentes assim o decidam.

Ou seja, haverá espaço para “discussão sobre os conflitos relacionados com a titularidade dos órgãos sociais do ATCM, incluindo as suas causas e implicações para a gestão e funcionamento do Clube”, que é, na verdade, o cerne da controvérsia no seio dos sócios.

Caso haja conclusão deste ponto, haverá o debate e “deliberação sobre a confirmação ou destituição dos actuais membros dos órgãos sociais”, que vai culminar com a “deliberação sobre a legalidade e a eventual dissolução da Comissão de Gestão”, esta que foi indicada por João Salomão.

Caso os pontos anteriores sejam verificados positivamente, haverá espaço para a eleição de novos titulares para os órgãos sociais, “visando assegurar a continuidade e a estabilidade do Clube”, segundo o comunicado da convocatória da Assembleia Geral Extraordinária do ATCM.

Mas não será tudo: espera-se que a reunião magna debata sobre a “definição e implementação de medidas adicionais para garantir a resolução definitiva dos conflitos e a manutenção da normalidade nas actividades do ATCM”, ou seja, um ponto que define quais são as medidas a serem tomadas caso uma situação similar volte a acontecer na colectividade.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, empatou, esta sexta-feira à noite, com a sua congénere de Mali. 

No jogo da primeira jornada da corrida ao CAN Marrocos 2025, os Mambas entraram bem, controlando as pretensões do adversário praticamente em toda a primeira parte.

A propósito da primeira, foi aos 37 minutos que Geny Catamo marcou o melhor golo da partida. Reagindo a um cruzamento tenso, à esquerda, de Bruno Langa, sem deixar a bola tocar no chão, o jogador do Sporting de Portugal rematou à baliza, batendo o guarda-redes maliano.

Até essa altura do jogo, só dava Moçambique, o que levou os jogadores a irem ao descanso em vantagem.

Na segunda parte, entretanto, as coisas mudaram radicalmente. A selecção do Mali entrou forte e, nos minutos iniciais, conseguiu empatar um jogo através de um forte remate fora da grande área. Hernani fez-se ao lance, sem sucesso.

Numa segunda parte de sentido único, em que não se viu grandes momentos da selecção nacional, os Mambas souberam sofrer e arrancar o precioso empate em Bamako.

Noutro jogo do grupo, a Guiné-Bissau venceu a Eswatini.

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