O País – A verdade como notícia

Faltando poucos dias para a cidade de Hurghada, no Egipto, receber a sexta edição do Campeonato Africano das Nações de Futebol de Praia, a contagem regressiva começou oficialmente para a tão esperada final continental.

Oito nações africanas competirão pela coroa continental, que será acompanhada por um ingresso para o primeiro Campeonato do Mundo de Futebol de Praia que África vai acolher, concretamente nas Seychelles, no próximo ano, onde os finalistas, vão se juntar à selecção anfitriã na fase final da prova que terá lugar em 2025.

Dois grupos de quatro irão se enfrentar oficialmente nas praias de Hurghada entre 19 e 26 de Outubro, no que está perfeitamente preparado para ser duas semanas emocionantes de futebol de praia.

No dia de abertura, Marrocos inicia oficialmente o torneio com um confronto do Grupo A contra os estreantes no torneio, a Tanzânia, antes dos anfitriões e vice-campeão da última edição, o Egipto, enfrentar Gana, que apareceu pela última vez no CAN de 2016.

O actual campeão, Senegal, que almeja o quinto título consecutivo, que seria para o recorde total, abre oficialmente o Grupo B no dia seguinte, domingo, defrontando outro estreante na prova, a Mauritânia.

No final da tarde de domingo, Moçambique, que pretende ir além do segundo lugar em 2021, defronta o Malawi, que regressa ao torneio pela segunda vez após a estreia em Vilankulo, em 2022.

 

“Guerreiros da Praia” ensaiam em Portugal para implementar no Egipto

A selecção nacional de futebol de praia, os “Guerreiros da Praia”, estão em Portugal a preparar a sua participação na prova do Egipto. Os pupilos de Saidate Moveia estiveram a preparar-se durante quase dois meses, praticamente logo a seguir a qualificação à fase final.

Uma preparação feita em duas fases, com a primeira em Maputo e a segunda em Portugal, para onde se deslocaram no passado dia 9 de Outubro. De Portugal partem para Egipto, esta sexta-feira, depois de terem limado as últimas arestas para a estreia frente ao Malawi, um adversário que Moçambique defrontou no último CAN e venceu por 4-2, mas que tem vindo a demonstrar uma boa evolução.

Os vice-campeões do CAN de 2021, campeões e vice-campeões do Cosafa, querem fazer boa figura nesta competição e procurar mais uma vaga que os leve a mais um mundial, pela segunda vez na história, depois de terem estado na Rússia, em 2022.

Depois da vitória tranquila, Chiquinho Conde não se continha de satisfação, ainda que no seu estilo sereno e calmo. Mas sempre a dar a honra aos jogadores, começou por felicitar os Mambas pela vitória. “Quero dar os parabéns aos meus brilhosos jogadores e também a toda a claque, todos os apoiantes que deixaram de fazer algumas coisas importantes, se calhar, para virem dar um apoio numa hora, num horário muito complexo, mas que acreditam sempre nesta selecção”, disse Conde.

O seleccionador nacional recordou que já tinha avisado que não se devia menosprezar Eswatini, o que aconteceu no jogo da sexta-feira, mas que em Mbombela já foi possível ver outra postura dos jogadores moçambicanos.

“Foi um bom jogo! Jogámos com uma grande intensidade. Também acho que jogar à noite ajuda para que os meus jogadores sintam-se frescos, já que a maior parte joga na Europa, e joga quase sempre à noite”, esclareceu Conde, realçando o TPC que serve para a organização dos jogos caseiros “para vermos se conseguimos jogar também à noite, isto ajudaria muito o nosso futebol”.

Chiquinho Conde fez uma comparação entre os dois jogos diante de Eswatini, tendo destacado a concentração. “A equipa entrou muito concentrada, pressionamos o adversário, fomos eficazes, ao contrário do primeiro jogo, e como tal, ganhamos e ganhamos bem! Por isso não me canso de dar os parabéns”, disse.

Para o seleccionador nacional, “agora é celebrar, e deixar os jogadores descansarem para os seus clubes, e depois vamos pensar mais lá para frente, no jogo com o Mali, dia 15 de Novembro”.

Pepo falha jogo com Mali devido aos cartões amarelos

Nessa partida diante do Mali, Chiquinho Conde já sabe que não poderá contar com o internacional moçambicano, Pedro Santos, mais conhecido por Pepo, que estará a cumprir castigo por ter visto dois cartões amarelos consecutivos ao serviço dos Mambas.

Recentemente naturalizado e depois de cinco jogos seguidos na selecção nacional, o jogador do Caldas de Portugal vai falhar um jogo dos Mambas devido ao acúmulo de cartões amarelos, uma vez que viu o primeiro na sexta-feira, que obrigou o seleccionador nacional a substitui-lo, e o segundo esta segunda-feira depois de ter entrado a substituir.

Assim, Pepo vai falhar o próximo desafio do combinado nacional, frente a Mali, em Maputo, marcado para 15 de Novembro, devendo regressar quatro dias depois, em Bissau, diante da Guiné, para a última jornada de qualificação ao CAN de Marrocos.

 

O jogo desta segunda-feira teve heróis improváveis, se tivermos em consideração o jogo da passada sexta-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto, diante do mesmo adversário. Um deles foi o capitão da selecção nacional, Dominguez, que deu gosto ao pé oito anos depois da última vez que festejou um golo seu.

Foi aos 12 minutos que o “mais velho” dos Mambas marcou o seu 18º golo ao serviço dos Mambas, num toque de levantar qualquer estádio, após assistência de Bruno Langa. Dominguez não marcava desde 04 de Junho de 2016, em jogos oficiais, diante do Ruanda, em jogo da quinta jornada de qualificação ao CAN 2017, em Kigali.

Mas o último mesmo tinha sido num amigável diante do Quénia, que terminou com empate a um golo.

E porque era dia de Bruno Langa, o lateral esquerdo do Almeria da Espanha voltou a assistir, num cruzamento tenso para a cabeça de Ratifo, que com mestria desviou para o fundo das malhas, marcando pelo segundo jogo consecutivo pelos Mambas, depois de ter marcado na sexta-feira.

Desta vez não havia espaço para Eswatini reagir. E ficou bem vincado que os Mambas jogam bem melhor fora de portas do que no Estádio Nacional do Zimpeto. Chiquinho Conde já tinha analisado esta situação, quando disse no final do jogo diante de Eswatini, no Zimpeto que “é muito difícil ganhar neste campo”.

Se Dominguez, o mais velho, abriu a contanda, Geny Catamo, o mais novo, tratou de fechar. Com nota artística de um passe de Stanley Ratifo, o prodígio moçambicano encostou para fechar as contas e colocar Moçambique com oito pontos, ainda que menos dois do que o que se tinha planejado antes dos dois jogos com Eswatini.

Agora só depende dos Mambas para Moçambique chegar a Marrocos, bastando para tal não perder nos dois jogos que ainda tem pela frente, diante do Mali, em casa, e Guiné-Bissau, fora, em Novembro próximo.

3-0 é o resultado final do segundo encontro entre Moçambique e Eswatini, em noite quente de segunda-feira, no Mbombela Stadium, casa emprestada dos Swazis. Após o empate por uma bola, na última sexta-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto, Chiquinho Conde decidiu mexer, ligeiramente, no seu esquema de jogo e o resultado foi visto em campo.

A noite foi de todos, porém, Bruno Langa posicionou-se como o maestro regente da equipa, ao fazer duas assistência no primeiro golo de Dominguez, aos 11 minutos, e no segundo de Ratifo, na passagem do minuto 41. Perante uma reação sem finalização  por parte dos Swazis, o mesmo Ratifo viria a desenhar o terceiro golo dos Mambas, com uma assistência trivela para a finalização, em cheio, de Geny Catamo.

Com esta vitória, a selecção nacional soma oito pontos e assume, provisoriamente, o comando do grupo I, seguido pelo Mali, que só entra em cena esta terça-feira, frente à Guiné-Bissau, às 21 horas, para o fecho da quarta jornada de apuramento ao CAN 2025. 

Os Mambas têm nas suas mãos o passaporte para o acesso à fase final do CAN, a ter lugar no próximo ano em Marrocos e a decisão poderá sair do próximo embate frente ao Mali no ENZ. O combinado Nacional precisa de uma vitória para voltar ao maior palco do futebol continental, pela segunda vez consecutiva, depois da última presença em 2022.

 

Apenas duas equipas que disputam a Poule de Apuramento ao Moçambola 2025 fizeram o pleno nas três jornadas iniciais, somando por vitórias os seus jogos, nomeadamente o Incomáti de Xinavane, pela série B da zona Sul, e o Ferroviário de Nacala, pela série A da zona Norte. Os “açucareiros” contam com nove pontos em três jogos, enquanto os “locomotivas” de Nacala têm seis pontos em dois jogos.

A Poule de Apuramento ao Moçambola 2025 fechou a primeira metade da sua disputa este fim-de-semana, com o encerramento da terceira jornada das respectivas zonas do país.

No Sul, o Incomáti de Xinavane soma e segue! Na recepção ao Maxaquene, no duelo de candidatos ao primeiro lugar da Série B, os “açucareiros” vincaram o factor casa e golearam, de forma convincente, por claros 3-0.

Os “tricolores”, que contaram com boa presença dos seus adeptos nesta deslocação a Xinavane, ainda conseguiram equilibrar os acontecimentos na primeira parte, indo ao intervalo com o nulo a prevalecer.

E foi já na segunda parte que as pernas começaram a acusar e os donos da casa a virem para cima do seu adversário. Momed Pai tratou de iniciar a doce festa caseira com um golo apontado aos 54 minutos.

A partir daí, só deu Incomáti em campo e não tardou o segundo a aparecer, aos 60 minutos, por Riquito, antes de João fechar as contas no jogo e mandar os Maxacas de regresso com saco vazio.

Com este desfecho, o Incomáti isola-se no topo da série B, zona Sul, da Poule de Apuramento ao Moçambola 2025 com nove pontos. O Maxaquene mantém-se na segunda, com seis. Ainda na mesma série, as Águias Especiais de Xai-xai e o Ferroviário de Inhambane empataram a um golo, dividindo, assim, a terceira e quarta posições, ambas com apenas um ponto.

Pela série A, no jogo de cartaz e de candidatos, houve empate entre Desportivo da Matola e Estrela Vermelha de Maputo. Pequeno ainda deu vantagem aos “alaranjados” na primeira parte, mas Edson restabeleceu o empate para os donos da casa, na segunda parte, na marca de uma grande penalidade.

No outro jogo, o Clube de Chibuto foi a Massinga derrotar o Temusa Costa do Sol por duas bolas sem resposta e relança-se na corrida para o primeiro lugar que dá acesso à finalíssima.

Os “alvi-negros” da Matola são líderes com sete pontos, seguidos pelos “alaranjados”, com cinco e “guerreiros de Gaza” com quatro. Na cauda, estão os “canarinhos” da Massinga sem nenhum ponto e praticamente fora das contas.

Relatos impressionantes provenientes da Líbia nas vésperas da disputa da quarta jornada de qualificação ao CAN de Marrocos. A Nigéria viajou para a Líbia (o seu próximo adversário na qualificação para o CAN-2025), mas contou com um trajecto bastante atribulado, uma vez que, a delegação ficou várias horas retida no mesmo aeroporto e sem acesso “a comida ou bebida”.

As informações foram divulgadas por William Troost-Ekong, capitão da Nigéria, que descreveu, em declarações reproduzidas na conta pessoal da rede social X, as últimas horas da sua selecção. 

“Estivemos mais de 12 horas num aeroporto abandonado na Líbia, depois do nosso avião ter sido desviado para Al Abraq (inicialmente para Benghazi). Trancaram as portas do aeroporto e deixaram-nos sem conexão telefónica, comida ou água. Tudo relacionado com jogos mentais”, disse Troost-Ekong.

O capitão das Super Águias disse ter presenciado vários cenários a jogar fora de portas em África, “mas isto é um comportamento vergonhoso”, realça, contando ainda que “o piloto tunisino que estava connosco disse que nunca tinha visto nada assim. Ao chegar, ele tentou encontrar um aeroporto próximo para descansar com a tripulação, mas foi negado por instruções do Governo. Ele podia dormir lá, mas nenhum nigeriano podia estar com ele”.

Depois do desabafo, William Troost-Ekong explicou os procedimentos adoptados pela delegação nigeriana, face aos acontecimentos. “Entramos em contacto com o governo da Nigéria e decidimos que não vamos jogar esta partida (…) Não aceitaremos viajar para qualquer lado (em estrada) mesmo com segurança, não é seguro”, acrescentou o defesa de 31 anos, actualmente, a representar o Al-Kholood, da Arábia Saudita.

Entretanto, relatos indicam que a Nigéria terá “provado do próprio veneno”, pois terão dado o mesmo tratamento a Líbia, quando foi jogar em Abuja, na última sexta-feira, onde supostamente a selecção líbia foi abandonada no aeroporto, sem condições adequadas.

Nesse jogo a Nigéria acabou por vencer à tangente e cimentou a liderança do grupo D, com sete pontos, mais um que o Benin, segundo com seis. Líbia é lanterna vermelha do grupo com apenas um ponto, mas ainda está na corrida para a qualificação ao CAN de Marrocos.

Líbia e Nigéria defrontam-se, esta terça-feira, quando forem 21h00, em partida da quarta jornada de qualificação ao CAN-2025.

A selecção de Burkina Faso venceu na deslocação a Burundi, este domingo, por 0-2, em partida que abriu a disputa dos jogos da quarta jornada da fase de grupos, e tornou-se na primeira selecção qualificada ao Campeonato Africano das Nações de Marrocos, em 2025. Para esta quarta jornada, a selecção da Nigéria sofreu “maus bocados”, na deslocação para a Líbia, onde ficou retida, por mais de 12 horas, no aeroporto, sem água e sem comida.

Com Issa Kaboré, lateral direito do Benfica de Portugal, que foi titular e disputou os 90 minutos da partida, o Burkina Faso foi a Burundi vencer e garantir a primeira vaga para a fase final do CAN de Marrocos, em Dezembro de 2025 e Janeiro de 2026.

A equipa visitante entrou melhor no confronto e inaugurou cedo o marcador, logo aos 5 minutos. O pontapé de canto batido por Badolo e Mohamed Konaté, de cabeça, respondeu da melhor forma nas alturas. Bola indefensável para o guardião adversário.

Já nos instantes finais da partida, Bertrand Traoré, avançado do Ajax, ditou o resultado final, na conversão de uma grande penalidade, e carimbou a vitória da selecção forasteira. Desta forma, os comandados de Brama Traoré somam dez pontos no grupo L de qualificação, frutos de três vitórias e um empate, em quatro partidas disputadas, assegurando a primeira vaga (à excepção de Marrocos, país anfitrião), na maior prova de selecções do continente africano.

É que com os 10 pontos somados, Burkina Faso tem mais sete pontos em relação  ao terceiro classificado, justamente o Burundi, quando faltam apenas duas partidas (seis pontos) por disputar. Ou seja, ainda que perca os dois jogos em disputa e as restantes selecções vençam, apenas o segundo classificado pode ultrapassar os burkinabes, enquanto o terceiro já lá não chega.

 

Abreu Muhimua e António Engless foram indigitados, recentemente, pela FIBA-África como comissário e árbitro da Divisão Leste do torneio de qualificação para a quinta edição da Basketball Africa League (BAL), certame a decorrer de 15 a 20 de Outubro corrente, na Tanzânia.

Os moçambicanos devem entrar em acção na prova que vai movimentar sete formações, nomeadamente, Ushundzi (Comores), Hawassa City (Etiópia) , Nairobi City Thunder (Quénia) , G.N.B.C (Madagáscar), JKT Stars (Tanzânia) e Beau Vallon Hear (Seychelles )
Os dois primeiros classificados de cada grupo (quatro, no total) avançam para a Elite 16, que se vai realizar em duas cidades: Abidjan, Costa do Marfim (5 a 10 de Novembro), e uma segunda cidade-sede, que será confirmada posteriormente.

Em 2019, na Tailândia, é indicado delegado técnico do Campeonato do Mundo de basquetebol feminino Sub-19, competição na qual Moçambique esteve representado pela primeira vez na sua história. Dois anos depois, ou seja, em 2021, voltou a ser indigitado pelo órgão reitor do basquetebol mundial como delegado técnico do Campeonato do Mundo de masculino sub-17, na Letónia.

De resto, Abreu Muhimua é o único árbitro moçambicano a apitar os Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, na Grécia, e 2008, em Pequim, na China, para além de um Mundial de Basquetebol no Japão, em 2006.

Didáctico, Abreu João começou a apitar em 1984, na província de Nampula.

Ao longo da sua brilhante carreira, apitou jogos da final das mais importantes competições de África, nomeadamente “Afrobasket’s” masculino e feminino, Taça dos Campeões Africanos em ambas categorias e eliminatórias para os Jogos Olímpicos e Mundial.

Abreu João conta, no seu currículo, com participações nos “Afrobaskets” de Marrocos, Abuja, Argélia, Angola, Líbia, Madagáscar.
Mais: fez parte de uma lista restrita de árbitros que dirigiram jogos da Copa Diamante, em 2008, assim como as Universidades Mundiais da Coreia do Sul.

Já António Engless foi nomeado, em 2022, pela FIBA-África para dirigir jogos da primeira ronda do torneio de apuramento à terceira edição da Liga Africana de Basquetebol, prova a realizada entre os dias 25 a 30 de Outubro, em Dar es Salam, Tanzânia.

No alto dos seus 36 anos, foi um dos oito árbitros neutros indigitados pela FIBA-África para a referida janela de qualificação à BAL.
Em Dezembro de 2021, António Englesse, juntamente com os compatriotas Nilton Macamo Maria Liliana, apitou jogos da fase de apuramento da zona VI de acesso aos “Afrobasket’s” masculino e feminino na categoria sub-18, em Maseru, Lesotho.
Com a carteira de internacional (“black license”) homologada em Setembro do ano passado último por um período de dois anos (2021 -2023),

António Englesse dirigiu os VII Jogos da CPLP, evento realizado na capital do país.

Outrossim, foi nomeado para a segunda janela de qualificação para o “Afrobasket” 2021, em Harare, prova cujos jogos tiveram lugar em Harare, Zimbabwe.

Os Mambas defrontam, hoje, (segunda-feira), a congénere da Eswatini em jogo da quarta jornada do Grupo I da fase de qualificação para o Campeonato Africano de Futebol (CAN 2025).

A partida entre as duas selecções terá lugar em Nelspruit, tendo em conta que a Eswatini não dispõe de um estádio em condições de acolher jogos sob égide da Confederação Africana de Futebol (CAF).

O combinado nacional precisa vencer a partida, de modo a ganhar fôlego na tabela classificativa. À entrada da quarta jornada os Mambas ocupam a segunda posição com cinco pontos.

O empate dos Mambas diante do Satini por uma bola foi penalizador, pois uma eventual vitória faria com que Moçambique continuasse na liderança do grupo, tal como era o desejo da equipa técnica da selecção nacional.

O Mali é o novo líder do grupo com sete pontos, na medida em que venceu a Guiné Bissau por uma bola sem resposta. Apesar do empate contra os “swatis”, nada ainda está perdido para o combinado nacional.

Para continuar a sonhar com a liderança do Grupo I, os Mambas devem “despachar” a Eswatini e esperar por um empate entre Guiné Bissau e Mali sem abertura de contagem.

Caso isso aconteça, Moçambique e Mali passarão a somar oito pontos, devendo o número de golos marcados e sofridos fazer a diferença. Os Mambas tem quatro golos marcados e três sofridos. Já o Mali tem três golos marcados e um sofrido.

Os malianos sofreram o único golo diante do combinado nacional no empate a uma bola, na abertura da jornada do Grupo I. Nas últimas duas jornadas da fase de qualificação, Moçambique vai defrontar a Guiné Bissau fora e Mali, em casa.

 

ERNANI APTO E MALEMBANE “OUT”

Os Mambas deverão contar na partida de hoje, contra o Sestini, com os préstimos de Ernani, jogador que ficou de fora no jogo de Maputo por estar castigado por ter acumulado cartões amarelos nos embates frente ao Mali e Guiné Bissau.

O guardião poderá ser a primeira opção para Chiquinho Conde, que deverá substituir Ivan Urrubal. Ernani sofreu dois dos três golos que os Mambas sofreram nos três jogos até agora realizados.

Os Mambas partem para o jogo desta segunda-feira com uma contrariedade. O combinado nacional não poderá contar com Malembane, atleta que nem sequer esteve no banco no jogo do Estádio Nacional do Zimpeto, apesar de ter integrado o grupo durante a preparação para o embate.

Segundo Chiquinho Conde, que falava à imprensa no rescaldo do empate a uma bola, a ausência do central que actua na Alemanha deveu-se aos problemas administrativos sem, no entanto, avançar concretamente quais.

Ao que “O País” apurou, o atleta já regressou à Alemanha onde vai juntar-se à sua equipa. Em relação a Witi, que saiu lesionado no Estádio Nacional do Zimpeto ainda não se sabe ao certo sobre o seu estdo clínico.

Tirando a situação do Witi, Chiquinho Conde vai contar com todos os jogadores por si convocados para esta dupla jornada. Macandza, Jonathan Muiomo, Ali Abudo, Chamboco, Martinho, João Bonde e Fazito são os únicos jogadores que não alinharam para a partida da terceira jornada.

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