O País – A verdade como notícia

Os vencedores do Moçambola 2024 receberam, esta semana,  os respectivos prémios. A Associação Black Bulls  recebeu sete milhões e quinhentos mil de meticais na qualidade de campeão nacional. 

Além do prémio colectivo, os touros viram o seu capitão, Kadre, a encaixar 950 mil meticais, por ter vencido duas categorias individuais, a de melhor jogador e marcador do Moçambola. 

No novo modelo de premiação da Liga Moçambicana de Futebol, o vice-campeão Costa do Sol e o terceiro classificado da prova, União Desportiva do Songo, também tiveram direito a prémios. 

O incremento da premiação é decorrente da parceria entre a LMF e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa. Recorde-se que antes o vencedor do Moçambola recebia 600 mil meticais. 

O internacional moçambicano, Ricardo Guimarães,  Guima, está sem clube, após rescindir o contrato com o Igdir FK da Turquia, clube que milita na segunda liga. 

Guima, que  anunciou, esta semana, o fim da ligação com o emblema turco que apenas durou seis meses, não avançou o seu próximo destino. 

O médio moçambicano chegou ao Igdir vindo do Desportivo de Chaves, emblema que representou durante três épocas. O também internacional, Gildo Vilanculos, está sem clube. 

O jogador já não faz parte da Académica de Coimbra, clube da segunda liga portuguesa. Os próximos serão determinantes ao futuro da dupla moçambicana. 

 

O Benfica recebe o Barcelona nesta terça-feira, às 22h00 de Maputo, na 7.ª jornada da fase de liga da Champions League. É o regresso da liga milionária ao Estádio da Luz e a 4.ª competição que os encarnados disputam no presente mês de Janeiro, após a conquista da Taça da Liga, diante do Sporting, a passagem aos quartos de final da Taça de Portugal com a vitória (1-3) no terreno do Farense, e, na sexta-feira, 17 de Janeiro, o derradeiro compromisso para a Liga Betclic, diante do  Famalicão (4-0), referente à 18.ª jornada da prova. Segue-se a Champions!

E este é mais um embate entre antigos campeões europeus. Desta feita, o Benfica, com 10 pontos e um saldo de 10-7 entre golos marcados e sofridos, defronta um Barcelona que conta no seu pecúlio com 15 pontos e um balanço de 21 golos obtidos e 7 encaixados, factos que colocam os dois emblemas na 15.ª e 2.ª posições, respectivamente, na fase de liga da prova.

As “águias” encontram-se em zona de acesso à fase de play-off, enquanto equipa cabeça-de-série, já os blaugrana figuram entre os que seguem directamente para os oitavos-de-final da competição, pelo que um triunfo pode ser decisivo para os objectivos imediatos de cada uma das formações face à posição que ocupam.

Até ao momento, o Benfica conquistou quatro pontos em casa, resultantes da vitória diante do Atlético de Madrid (4-0) e um empate com o Bolonha (0-0), e averbou seis fora de portas, nos triunfos frente a Estrela Vermelha (1-2) e Mónaco (2-3).

Já o Barcelona começou a sua caminha na renovada Liga dos Campeões com uma derrota no terreno do Mónaco (2-1), vencendo consecutivamente os adversários que encontrou pela frente: Young Boys (5-0), Bayern Munique (4-1), Estrela Vermelha (2-5), Brest (3-0) e Borússia Dortmund (2-3).

Será o 10.º embate entre as duas equipas, e o histórico é ligeiramente favorável à formação espanhola. O Benfica venceu dois jogos e empatou quatro, duelos nos quais apontou 7 golos e sofreu 8. Porém, diga-se que, nos últimos três desafios realizados, o Benfica não sofreu golos, empatou dois e venceu um (3-0), concretamente a 29 de Setembro de 2021, no Estádio da Luz, na fase de grupos da Liga dos Campeões 2021/22.

Para esta terça-feira, estão ainda reservados os embates Atalanta vs Sturm Graz, Monaco vs Aston Villa, S. Bratislava vs Stuttgart, Club Brugge vs Juventus, Atletico vs Leverkusen, Liverpool vs Lille, Bologna vs B. Dortmund e Crvena Zvezda vs PSV Eindhoven.

O Ferroviário de Maputo já trabalha para a temporada futebolística 2025, numa primeira fase em que a equipa técnica liderada por Carlos Manuel tem a concentração virada para a readaptação de esforços.

Sexta-feira passada foi o primeiro dia de trabalhos, no campo da Liga Desportiva de Maputo, na Matola Hanyane, local onde foram realizados treinos bidiários até esta segunda-feira.

Os “locomotivas” cumpriram, na primeira semana de treinos, unidades de treino até ontem, segunda-feira, sendo que o dia de hoje, terça-feira, está reservado para o descanso, mas também para a viagem para um curto estágio em Xai-xai, capital provincial de Gaza, onde vão continuar com o processo de preparação.

Os trabalhos dos vencedores da Taça de Moçambique, neste ponto do país, serão efectuados no campo do Ferroviário de Gaza e Municipal Marien Ngouabi durante dez dias, antes do retorno à capital do país, para a terceira fase, antes do arranque do Campeonato Provincial, ao nível da Cidade de Maputo.

Para esta fase inicial, Caló e seus adjuntos trabalham na readaptação de esforços, tendo em conta que os jogadores vêm de um defeso, para depois iniciar os trabalhos com bola, nomeadamente nos aspectos técnicos-tácticos.

Recorde-se que, para a presente época, os “locomotivas” da capital já asseguraram as contratações de Elias Macamo, segundo maior marcador do Moçambola do ano passado, vindo do Desportivo de Nacala, e Telinho, que representou o homónimo de Nampula.

Em sentido contrário, estão confirmadas as saídas de António Sumbana, para a Black Bulls, e Maxweel Boakye, para o AS Douanes, do Burkina Faso.

Esta segunda-feira foi a vez do Ferroviário da Beira de abrir as oficinas, sendo que esta terça-feira está reservada para o Costa do Sol começar a trabalhar.

O internacional moçambicano, Edmilson Dove, já retomou os trabalhos no Kaizer Chiefs após ter ficado muito tempo lesionado. O defesa moçambicano, que contraiu a lesão no início da pré-época, no ano passado, vai tentar lutar por um lugar na equipa, assim como na selecção nacional.

A recuperação de Edmilson Dove foi confirmada pelo próprio jogador, que tem usado as suas redes sociais para dar a conhecer aos que acompanham a sua carreira os passos que dá na recuperação da lesão.

É uma lesão contraída aquando da pré-época do Kaiser Chiefs, efectuada na Turquia, com o moçambicano a sofrer uma entorse no tornozelo, que o levou a regressar à África do Sul para tratamento e início processo de recuperação.

Vale dizer que o internacional moçambicano perdeu toda a primeira volta da liga sul-africana, a Premier Soccer League, devendo procurar, agora, uma recuperação física para poder lutar pelo lugar no onze dos Amakhosi, nesta segunda volta.

Por conta das constantes lesões, o emblema sul-africano chegou a equacionar a possibilidade de rescindir o contrato com o jogador. Sucede que, à última hora, os Amakhosi desistiram da ideia.

Com a actual temporada a aproximar-se da metade, o Kaizer Chiefs terá tomado uma decisão importante sobre o futuro do internacional moçambicano Edmilson Dove, que podia assinalar o fim da sua passagem pelo clube.

O facto é que, sem Edmilson Dove disponível, os Amakhosi mudaram o foco para outras opções no lado esquerdo da defesa, incluindo Bradley Cross e Thatayaone Ditlhokwe. Segundo fontes internas, o contrato de Dove, que vai até Junho de 2025, provavelmente não será renovado.

Fontes do clube, citadas pelo The South African, sugerem que o Kaizer Chiefs já está a planear uma vida sem Dove. A luta agora é a contratação de Fawaaz Basadien, lateral-esquerdo do Stellenbosch FC, para a posição do moçambicano.

“Em algum momento, havia esperança de que as coisas pudessem dar certo para ele, mas, neste momento, o seu futuro no Chiefs chegará ao fim no final da temporada, quando o seu contrato expirar”, disse uma fonte citada pelo The South African.

A fonte revelou que o Chiefs comunicou a sua decisão a Edmilson Dove, que ainda está em fase de recuperação da lesão.

Iniciada a carreira em Tavene, Xai-xai, e depois transferido para o Ferroviário de Maputo, em 2013, o jogador de 30 anos de idade jogou nos “locomotivas” da capital do país até 2016, transferindo depois para o Cape Town City até 2021.

Após perder lugar nos sul-africanos, Dove regressou ao país para relançar a sua carreira na União Desportiva de Songo, onde disputou apenas seis jogos, suficientes para agradarem ao Kaiser Chiefs, que chamou o jogador na temporada 2022/23.

Dove ainda teve passagem curta pelo Chicken Inn do Zimbabwe, no ano passado, por empréstimo do Kaiser Chiefs, sem conseguir singrar, regressando aos sul-africanos para a pré-época, onde se lesionou.

 

A Associação Black Bulls encerrou, no domingo, a sua participação na Taça CAF com uma derrota, em Alexandria, diante do Al Masry do Egipto. Em seis jogos, o representante moçambicano somou uma vitória, um empate, quatro derrotas e foi a equipa que mais golos sofreu no Grupo D: 13. É uma experiência que serve para preparar a próxima participação, na edição 2025/26.

Um fim inglório de uma participação que esteve perto de ser perfeita, não fosse a derrota na última jornada, num jogo em que dependia de si para se qualificar para os quartos-de-final da Taça CAF, também conhecida como Taça Nelson Mandela.

A Black Bulls esteve perto de fazer história na sua primeira aventura na fase de grupos, ainda que tenha sido a segunda viagem africana na sua bagagem. É que, à entrada para a última jornada, os “touros” ainda estavam na luta pela qualificação, tal como outras duas equipas, o Al Masry do Egipto, seu adversário, e o Enyimba da Nigéria, que jogava também no Egipto, com o já apurado Zamalek.

Uma vitória do campeão nacional e um empate ou derrota do Enyimba colocavam a equipa moçambicana na fase do “mata-mata”, mas debalde. Três golos de Ben Youssef na primeira parte (22, 42 e 45 minutos) ditaram um resultado que não tinha nada de proveito, ainda que Rume tenha reduzido aos 57 minutos.

Vale dizer que o Zamalek ainda tentou ajudar, vencendo o Enyimba da Nigéria, mas em nada a valer para as contas da Black Bulls, que termina a fase de grupos na última posição, com quatro pontos, a um ponto do Enyimba da Nigéria, que terminou na terceira posição.

As duas equipas do Egipto (Zamalek, líder com 14 pontos e invicto, e Al Masry, segundo com nove pontos) garantiram presença nos quartos-de-final da prova.

Participação quase perfeita, mas inglória

Foi a segunda aventura da Associação Black Bulls nas competições africanas num intervalo de dois anos. Se na primeira terminou na primeira eliminatória, nesta o representante moçambicano pelo menos conseguiu chegar à fase de grupos da prova, em que conseguiu amealhar uma vitória e um empate.  

Porém a participação dos “touros” na prova não foi de todo positiva, tendo em conta que a equipa liderada por Hélder Duarte não conseguiu garantir o apuramento para os quartos-de-final. 

As quatro derrotas sofridas, duas diante do Zamalek, uma diante do Al Masry, ambas equipas do Egipto, e mais uma diante do Enyimba da Nigéria, condicionaram a presença do clube moçambicano noutra fase da competição.

A Black Bulls foi a equipa que mais golos sofreu no Grupo D, com um total 13, contra sete marcados. Só nos últimos três jogos os “touros” sofreram 10 golos e marcaram três.

Foram marcadores dos sete golos da Black Bulls: Ejaita (nas derrotas diante do Enyimba e Zamalek), Rume (um na vitória sobre o Enyimba e outro na derrota diante do Al Masry), Nené (no empate diante do Al Masry), Fidel, Ayuba (ambos na vitória sobre o Enyimba).

Vale dizer que os “touros” marcaram em cinco dos seis jogos disputados, falhando apenas no jogo inaugural, diante do Zamalek, em que perderam por duas bolas sem resposta.

Durante a participação na prova, a Black Bulls foi obrigada a realizar um dos três jogos caseiros fora de casa, ainda que na condição de anfitriã, devido à interdição do Estádio Nacional do Zimpeto.

Recorde-se que os “touros” voltarão a representar o país nas competições africanas, desta feita na Liga do Campeões, a partir de Agosto de 2025, para a edição 2025/26.

A experiência desta edição vai colocar alguns desafios aos “touros”, mas também as equipas moçambicanas nas afrotaças, agora também o Ferroviário de Maputo, na Taça CAF, entre eles a gestão do plantel, tendo em conta as épocas diferentes, do Moçambola e da CAF, e a questão do campo em condições para jogos internacionais.

Stellenbosch e Simba salvam região austral

Na Taça CAF, duas equipas salvaram a honra da região, nomeadamente o Stellenbosch da África do Sul e o Simba da Tanzânia.

Os tanzanianos lideraram o grupo A da fase de grupos com 13 pontos, somados graças a quatro vitórias, um empate e uma derrota, tendo marcado oito golos e sofrido quatro.

A antiga equipa de Luís Miquissone continua a mostrar-se grande ao nível do continente, chegando a várias fases do “mata-mata” ao longo dos últimos anos.

CS Constantine da Argélia terminou na segunda posição do grupo A, com 12 pontos, relegando o Bravos de Maquis de Angola, equipa treinada pelo moçambicano Almiro Lobo, na terceira posição com sete pontos.

Já o Stellenbosch da África do Sul terminou em segundo lugar no grupo B, com nove pontos, fruto de três vitórias e igual número de derrotas, tendo marcado seis golos e sofrido 10.

Os sul-africanos ficaram atrás do RS Berkane do Marrocos, líder com 16 pontos, a maior pontuação da fase de grupos.

Pelo grupo C, qualificaram-se o USM Argel da Argélia, líder com 14 pontos, e o ASEC Mimosas da Costa do Marfim, em segundo com oito pontos, ainda que os mesmos do ASC Diaraf do Senegal, mas vantagem no confronto directo.

Já no grupo D, em que estava inserida a Black Bulls, Zamalek e Al Masry, ambos do Egipto, foram as equipas qualificadas.

Vale dizer que vão ao sorteio dos quartos-de-final da Taça CAF, duas equipas do Egipto (Zamalek e Al Masry), duas da Argélia (USM Argel e CS Constantine), uma do Marrocos (RS Berkane), uma da Costa do Marfim (ASEC Mimosas), uma da Tanzânia (Simba SC) e outra da África do Sul (Stellembosch).

 

PRESTAÇÃO DA BLACK BULLS NA TAÇA CAF

RESULTADOS 

Zamalek 2-0 Black Bulls

Black Bulls 1-1 Al Masry

Black Bulls 3-0 Enyimba

Enyimba 4-1 Black Bulls

Black Bulls 1-3 Zamalek

Al Masry 3-1 Black Bulls

 

CLASSIFICAÇÃO

EQUIPA J P

Zamalek Egipto 6 14

Al Masry Egipto 6 9

Enyimba Nigéria 6 5

BLACK BULLS 6 4

O Clube dos Desportos do Costa do Sol confirmou que Nelson Santos escolheu deixar o clube para se juntar à equipa técnica do Marítimo de Portugal, mesmo depois de ter assinado um acordo com a colectividade.

Jeremias da Costa, vice-presidente dos “canarinhos”, diz que a notícia colheu a direção de surpresa, mas que não vai abalar a estrutura do clube.

“De facto, a decisão do treinador Nelson Santos colheu-nos de surpresa, já estávamos a finalizar a formação do plantel com equipa técnica e infelizmente ele não pôde vir alegando razões familiares, portanto nós temos que acreditar no que ele disse. A nossa posição é que ninguém é maior que o clube, todos estamos aqui ao serviço do clube, estamos de passagem, o clube vai ser sempre maior que qualquer um de nós, não pode ser um treinador que vá nos colocar em xeque-mate”, disse Jeremias da Costa.

Com a decisão de Nelson Santos de deixar o clube, Jeremias da Costa garante que o clube vai até às últimas consequências para ser ressarcido pelo abandono intempestivo do treinador Nelson Santos, e diz mesmo que já há um processo em curso para a reposição dos danos causados.

“Em relação à proteção da imagem e dos direitos do clube, estamos a trabalhar, havia um contrato, ou há um contrato que está assinado, obviamente esse contrato tem lá obrigações de parte a parte, nós vamos fazer tudo o que for possível para que a imagem do clube seja protegida e também as devidas compensações sejam pagas, se forem justificadas e o nosso departamento legal está a trabalhar nesse processo”, disse Da Costa.

Sem Nelson Santos, agora os “canarinhos” terão que procurar um novo treinador e Jeremias da Costa  diz que já estão no mercado a busca do substituto do portugues.

“Vamos encontrar soluções, estamos a trabalhar nisso. Ainda não sabemos se vamos apostar por um técnico local, digo nacional, ou estrangeiro, portanto temos várias opções, várias candidaturas, quero dizer, que estamos a trabalhar ainda nisso”, assegurou o vice-presidente “canarinho”. 

Nelson Santos tinha sido aposta da direcção do Costa do Sol para para o lugar de Horácio Gonçalves que no seu regresso ao clube não conseguiu conquistar títulos, tal como era o seu objectivo. Os “canarinhos” poderão arrancar com os trabalhos de preparação para a nova temporada esta semana, liderados pelos adjuntos que tinham sido indicados para trabalharem com Nelson Santos.

O sorteio do Campeonato Africano das Nações de Marrocos, prova que vai ter lugar em Dezembro deste ano e Janeiro do próximo ano, foi marcado para 27 de Janeiro corrente, em Rabat. Moçambique está inserido no pote 4 do sorteio e ficará a conhecer o grupo e os adversários na fase final da prova.

Quando faltam 11 meses para o arranque do Campeonato Africano das Nações, CAN-2025, que terá lugar em Marrocos, a Confederação Africana de Futebol vai proceder ao sorteio da prova, que vai ser disputada por 24 selecções pela segunda vez consecutiva.

A data aprovada é 27 deste mês de Janeiro, em Rabat, capital de Marrocos, anfitrião da prova.

Para o sorteio da próxima semana, os Mambas, que vão para a sua sexta participação num CAN, a segunda consecutiva, depois de terem estado na Costa do Marfim, em Janeiro do ano passado, estão inseridos no pote 4, devido a sua classificação na ultima actualizacao do ano passado no ranking da FIFA.

Assim, o combinado nacional vai evitar outras selecções do mesmo pote, nomeadamente Comores, Tanzânia, Sudão, Zimbabwe e Botswana.

Entretanto, Moçambique pode estar num grupo com selecções que fazem partes dos outros potes, que incluem seleções que estão acima no ranking da FIFA.

Para o pote 1 estarão integradas as seleções do Marrocos, anfitrião da prova, Senegal, melhor seleção africana, Egipto, selecção com mais títulos continentais, Argélia, Nigéria e Costa do Marfim, campeão africano em título.

No pote 2 estarão as selecções dos Camarões, Mali, que esteve no mesmo grupo dos Mambas, Tunísia, África do Sul, melhor selecção da região austral de África, República Democrática do Congo e Burquina Faso.

No Pote 3 vão despontar selecções como Gabão, Angola, Zâmbia, Uganda, Guiné Equatorial e Benin.

Recorde-se que para chegar a fase final do Campeonato Africano das Nações, CAN, os Mambas terminaram em segundo lugar no grupo I, com 11 pontos, a maior pontuação de sempre, atrás do Mali, que venceu o grupo com 14 pontos. As duas selecções deixaram para trás Guiné-Bissau, que terminou em terceiro com cinco pontos, e Eswatini, lanterna vermelha com dois pontos.

A fase final do CAN vai decorrer de 21 de Dezembro de 2025 a 18 de Janeiro de 2026, em Marrocos.

Mahomed Valá foi reeleito, este sábado, como presidente da Federação Moçambicana de Voleibol. O dirigente promete continuar a trabalhar para o alcance de bons resultados das selecções nacionais, bem como para a profissionalização do voleibol nacional.

Valá foi candidato único e concorria para a sua própria sucessão, tendo voltado a ganhar a confiança das associações provinciais para mais um mandato de quatro anos. Está ciente dos erros do passado e, por isso mesmo, pretende atacar os problemas do presente.

“Nós precisamos de trabalhar muito na formação para garantirmos que as selecções nacionais sejam sólidas e tenham atletas com aquela qualidade que nós temos. Porque vamos para um campeonato africano e Moçambique é uma potência”, disse o presidente da Federação Moçambicana de Voleibol reeleito, lembrando ainda que “falhamos duas vezes a qualificação para os Jogos Olímpicos, perdendo na final contra o mesmo país”. 

Assim, para Mahomed Valá “temos agora que redesenhar e ver que estratégias vamos montar para lutar para a qualificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. E só nós, em Moçambique, não vamos conseguir isso”, disse.

A profissionalização da modalidade está entre os desafios de Valá, que pretende avançar com o projecto da criação da Liga Nacional de Voleibol de sala e praia.

“A liga é autônoma, será autônoma administrativamente, financeiramente, e patrimonialmente. Deve procurar parceiros para materializar isso”, garantiu, prometendo ainda que “nós, como federação, estamos abertos a ceder a gestão do voleibol de sala e do voleibol de praia a esta liga. E, como disse, é um trabalho que já foi iniciado. Há pessoas que estão a trabalhar no assunto da legalização”.

Mahomed Valá entende que o envolvimento das associações e parceiros será determinante para o sucesso da modalidade no país.

Docente da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), na cadeira de Direito Desportivo do curso de Ciências do Desporto, Vala tem sido peça-chave no desenvolvimento do voleibol moçambicano.

No seu primeiro mandato como presidente da Federação Moçambicana de Voleibol, Mahomed Valá realizou várias actividades de destaque, dentre elas a organização dos torneios da Zona IV, o fortalecimento das competições nacionais e dos clubes, que conquistaram vários títulos regionais e continentais, para além de terem disputado provas mundiais, promoção da evolução da modalidade, entre outras.

 

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