Skip to main content

O País – A verdade como notícia

À vaincre sans péril, on triomphe sans gloire (quando se vence sem perigo, triunfa-se sem glória). Que o digam as “canarinhas”. Em desvantagem nos dois primeiros períodos (16-20 e 32-29, respectivamente), o Costa do Sol soube sofrer, melhorou ofensiva e defensivamente (fez permutas passando de defesa à zona para homem a homem a toda largura do campo) e impôs a primeira derrota das “locomotivas” de Maputo na Engen Maputo Basket. Há, evidentemente, uma primeira vez na vida. Primeira derrota na era Gerson Novela, novo treinador do Ferroviário “A“.  Orgulho ferido.  Valha a liderança que não chegou a ser beliscada. Mais coisa, menos coisa, foi isto que aconteceu na quadra do pavilhão do Desportivo: Eliana Ventura irrepreensível no tiro exterior, agressividade defensiva no terceiro e quartos períodos e força do colectivo a superar a constelação de estrelas que não reluziram.

Eliana Ventura,“a menina bomba”

Sem a explosiva Odélia “Mafa” Mafanela e Dulce Mabjaia, a recuperarem de lesões, o Ferroviário de Maputo “A” teve em Cecília Henriques e Amélia Macamo, aliás, Massingue, opções para a posição cinco e armação do jogo, respectivamente. No cinco inicial, claro. Dois tiros exteriores e Elizabeth Pereira, e uma “bomba” de Anabela Adriano Cossa faziam prever um jogo sofrido para as “canarinhas”. Qual quê? Deolinda Mulói Gimo, poste alto, esteve perfeita a jogar de costas e cara para o cesto, criando desequilíbrios ofensivos no jogo interior do Costa do Sol. Mais: teve a capacidade de jogar de fora para dentro, exponenciado, desta forma, o jogo exterior da sua equipa. A complementar, Ornília Mulhui, jogadora contratada ao Maxaquene, foi prestativa defensivamente ao revelar uma boa capacidade de recuperação e de salto. Ao cabo de primeiro período, o marcador indicava 20-16, vantagem de quatro pontos para as campeãs nacionais.

No segundo período, Gerson Novela, treinador do Ferroviário de Maputo, pautou pela rotatividade. Lançou para a quadra Vilma Covane (para fazer quatro e cinco), Onélia Mutombene (para o lugar de Amélia Massingue, com muitos “turnovers” no jogo) e Ana Suzana Jaime (opção para o tiro exterior). Faltava, na armação do jogo, capacidade de drible, excelente visão de jogo e passe no “timing” certo.

Face à defesa homem a homem das “canarinhas”, na sua área restrictiva, as “locomotivas” da capital procuravam lançamentos exteriores para desequilibrar. Anabela Adriano Cossa e Ana Suzana Jaime eram as lançadoras, mas sem impulsão. Do outro lado, a “menina bomba“, Iliana Ventura, mostrava-se irrepreensível. No final do segundo período, o Ferroviário de Maputo saiu a vencer por três pontos de diferença: 32-29.

Agressivo a defender (as ajudas entre base e extremo funcionaram) e forte no jogo exterior (superiormente interpretado por Iliana Ventura) e nos lançamentos de meia distância (Ornília Mulhui e Nelda Luciano foram preponderantes), o Costa do Sol deu réplica no terceiro período. Colectivamente fraquinho, as “locomotivas” de Maputo tinham nos lançamentos de Elisabeth Pereira e penetrações de Rute Muianga e Anabela Cossa as soluções para discutir o jogo. Saíram, do terceiro período, a vencer pelo parcial de 49-47. O quarto e último trouxe um Costa do Sol a fazer pressão sobre as bases do Ferroviário de Maputo (Amélia Massingue e Onélia Mutombene, que iam alternando). Esta etapa foi de esclarecimento ofensivo com Iliana Ventura “onfire” nos lançamentos triplos, Deolinda Gimo a mandar nas tabelas.

De resto, com lucidez, as “canarinhas” passaram para a frente do marcador e dispararam para uma vantagem de dez pontos, quando havia cinco minutos por se jogar: 60-50.

Deonilde “Nucha” Cuambe (longe daquela jogadora explosiva e competente debaixo das tabelas que brilhou na A Politécnica), Inguivild Mucauro (não treina constantemente com a equipa devido a compromissos profissionais depois de ter cumprido com êxito a formação em medicina) e Ana Suzana Jaime (lembram-se da melhor triplista da Taça dos Campeões, em Angola, em 2015?) eram a face mais visível de um conjunto sem inspiração. Competente, o Costa do Sol deu luta nas tabelas, cortou as linhas de passe para o poste baixo e forçou o seu adversário a cometer muitos “turnovers”. Com capacidade de serenar os ataques programados da sua equipa, Aquila Mucubaquire foi uma surpresa agradável.

Em tarde cinzenta e de chuviscos na capital do país, as “canarinhas” impuseram a primeira derrota às “locomotivas” da capital, na Engen Maputo Basket: 66-55.

A segunda, refira-se, este ano, depois do triunfo por 60-47 na final da Taça Maputo.

Do outro lado do atlântico, precisamente em Portugal, há talentos do país a firmarem-se e a colocarem as suas equipas nos lugares de pódio. Um destes talentos, presente do futuro no basquetebol moçambicano, é Chanaya Pinto. No alto dos seus 1.80 metros, aos 17 anos, Chanaya Pinto tem arrancado excelentes exibições e ajudado o Quinta do Lombos, clube que representa, a lutar pela conquista de títulos.

Recuando no tempo e estacionando no mês de Fevereiro, Chanaya foi preponderante (com 18 pontos) na vitória do Quinta do Lombos diante do Algés da compatriota Carla Budane (59-42) e consequente conquista do Campeonato Distrital de Lisboa. O seu potencial extravasa a fronteira de clube porquanto, ano passado, foi umas as pedras de toque da selecção nacional de basquetebol sub-16 que conquistou a medalha de ouro nos Jogos da CPLP, na cidade da Praia, em Cabo Verde.Um percurso nas selecções de formação no qual constam presenças nos Jogos do SCASA, em 2014, no Zimbabwe, e Afrobasket sub-16, em Antananarivo, Madagáscar, em 2016.

Formada no Costa do Sol, Chanaya Pinto rumou depois para o Ferroviário de Maputo, onde começou a fazer estragos ainda muito nova.

Em Agosto de 2016, destacou-se no campo de treinos da NBA em África ao ser considerada melhor jogadora (MVP). Qualidades que, em Fevereiro último, valeram a sua chamada para o campo de treinos da NBA, nos EUA. Um sonho, de resto, realizado até porque teve a oportunidade de estar ao lado de grande de grandes referências do basquetebol mundial. “Foi uma experiência muito fantástica da qual nunca irei esquecer. Aprendi muita coisa e conheci muitas pessoas maravilhosas, e tive a oportunidade de ver as estrelas do basquetebol americano”, manifestou Chanaya Pinto, visivelmente emocionada.
Falando da sua integração no basquetebol português, concretamente no Quinta do Lombos, onde joga ao lado da sua compatriota Carla Covane, a promissora atleta notou que, gradualmente, familiarizou-se com a realidade que encontrou naquele país europeu. “Pressuponho que fiz uma boa integração, sendo que este é o meu segundo ano no clube. Já estou muito mais adaptada ao modelo de jogo do basquetebol português”, observou Chanaya Pinto. Quanto as diferenças entre o basquetebol moçambicano e português, Chanaya Pinto referiu que há uma diferença muito grande. “Não existe comparação possível. O basquetebol português tem mais rodagem em termos de equipas e condições em relação a Moçambique”, disse a poste, para depois falar da “evolução” que o basquetebol moçambicano “está a ter”. A medalha de ouro nos Jogos da CPLP, em 2016, frisou: “salientar que o basquetebol moçambicano tem evoluído imenso e isso deixa-me feliz. Porque já posso acompanhar alguns jogos que decorrem em Moçambique em minha casa em Portugal”.

Sobre a conquista do Campeonato Distrital de Lisboa, em Fevereiro, a atleta diz: “Acho que não houve segredo, para mim o maior segredo é que trabalho individual ganha jogos mas o trabalho em equipa ganha campeonatos e a minha equipa é muito unida”, destacou.

Outrossim, abordou a conquista do trofeu de melhor marcadora, bem como a indicação para o cinco ideal do Campeonato Distrital de Lisboa. “Bem, estou feliz sendo que é o meu primeiro ano no escalão sub-19, a jogar com pessoas mais velhas que eu e ganhar estes troféus. Isto é uma prova de que o trabalho compensa”.

 

 

Ferroviário de Maputo venceu, hoje, o Desportivo de Maputo por 84-51, em jogo da sexta jornada da segunda volta da Engen Maputo Basket, em seniores masculinos.

Frente a frente o campeão em título e o finalista vencido da Engen Maputo Basket, em masculinos, pelo que se esperava um jogo bem disputado.

Fase inicial do jogo equilibrada, com as duas equipas a procurarem consistência defensiva e esclarecimento ofensivo. Disputado a um ritmo equilibrado, o primeiro período terminou com o parcial de 20-13, vantagem de sete pontos para o Ferroviário de Maputo. Entrou-se para o segundo período, com as duas equipas a darem muita luta debaixo das tabelas.

Com fortes penetrações, o Ferroviário de Maputo conseguia os desequilíbrios ofensivos. Nesta etapa, o Desportivo de Maputo cometeu muitos erros defensivos que permitiram aos campeões nacionais saírem ao intervalo a vencer por 39-22.

No terceiro período, os “alvi-negros” procuraram pressionar e obrigar o seu adversário a errar. Mas os “locomotivas” exploraram lançamentos triplos que fizeram a diferença, sendo que no final do terceiro período já venciam por uma margem confortável: 65 – 37.

Já no quarto e último período, o Ferroviário de Maputo foi forte tanto a defender quanto a atacar. O Desportivo, esse, apresentou problemas no seu balanço ofensivo.

O resultado final de 84-51, espelha a superioridade do Ferroviário de Maputo neste embate.  

 

 

Nos 4 minutos de compensação, tudo se alterou, por sinal com dois bons golos. O cenário passou a ser de festa rija. Após o sufoco, veio a bênção de um empate que levou tudo quanto era “canarinho” ao rubro, festejando e vitoriando Isac e Idrissu, inesperados heróis da equipa, ambos afinal recém-saídos do banco de suplentes.
 
É por estas e outras imprevisibilidades que o futebol é chamado de desporto-rei. No nosso caso, o que se pede é menos intermitência quanto aos chamados momentos mágicos, que em regra acontecem ao cair do pano para criar – como neste caso – alguma modorra e ritmo morno com que as partidas se desenrolam. Motivo de análise e estudo, quando for período de balanço da prova.

Telinho não reina fora de casa?

E o que se pode dizer do cômputo desta ronda? Que os 14 golos obtidos continuam a ser escassos se comparados com outras competições de primeira linha pelo mundo fora e que a distância do líder para o último classificado – 20 pontos em 12 jogos – já começa a deixar claro, “quem é quem” neste Moçambola. Para Chiquinho terá sido mau o empate, é verdade, mas para a prova, uma não distanciação a caminho de irreversível… como anima!

Fora do “seu” campeonato, nesta altura, estão Maxaquene, (reduzido investimento) e Chibuto (situação inversa). Será que gazenses e maxacas já se consideram fora da corrida ao título? Alternando um estatuto dominador com sinais, logo na ronda seguinte, de turma frágil, encontra-se a Liga Desportiva. O que se passa com esta intermitência da turma do goleador Telinho, que fora de casa, perde o seu fulgor? O 1.o de Maio, continua a dar o sinal de que em sua casa, é rei. Que o diga a turma do Niassa, que para lá foi deixar três preciosos pontos.

Fumo-Barrarrijo em duelo no Chiveve

A duas rondas do final da 1.a volta, a jornada do próximo fim-de-semana promete. Mas antes, a meio da semana, uma enorme curiosidade vai rodear o confronto entre os “locomotivas” das duas maiores cidades do país, no “caldeirão” do Chiveve. A pesada derrota em Sousse, que efeito irá produzir nos pupilos de Aleixo Fumo e em contraposição nos de Lucas Barrarrijo? A questão mental será elemento determinante, pois se de um lado importa provar que o “desaire” na Tunísia não tem influência na competição interna, do outro, haverá seguramente a vontade de tirar dividendos do rescaldo de uma viagem extenuante, após um resultado pouco dignificante.

Da jornada 13, ressalta o Chibuto-Costa do Sol, em que os dois técnicos, vindo da terra de Camões.

 

O Ferroviário de Maputo desloca-se, amanhã, a Chiveve, onde defronta, quarta-feira, o seu homónimo da Beira, em partida de atraso da 12ª jornada, que não se disputou devido à participação dos campeões nacionais, na fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos.
Os jogadores e equipa técnica dos “locomotivas” da capital do país dizem que vão ao caldeirão procurar os três pontos, aproveitando-se da fraqueza que o seu adversário tem, tendo em conta a goleada sofrida no final de semana.
O Ferroviário da Beira jogou na sexta-feira, em Sousse, Tunísia, diante do Etoile du Sahel, tendo perdido por cinco bolas sem resposta, naquela que foi a sua estreia na fase de grupos da “champions” africana.
Para os treinados de Lucas Barrarrijo, esta derrota será aproveitada para conquistar os três pontos em disputa. “Não acredito que o Ferroviário da Beira esteja desmoralizada por causa da derrota, tanto mais que são duas competições diferentes, mas nós (Ferroviário de Maputo) temos que aproveitar essa derrota para ganharmos mais forças de ir ao ‘Caldeirão’ vencer e atingir os nossos objectivos”, disse Timbe, jogador dos “locomotivas” da capital, que foi secundado por Diogo, capitão da equipa, que refere que “vamos a Beira na máxima força e queremos aproveitar o facto da equipa da Beira estar menos fortificada devido à derrota, para sairmos de lá com uma vitória”.
Esta visão é defendida por Carlos Baúte, Técnico-adjunto dos “verdes-e-branco” de Maputo, que defende que o seu homónimo da Beira “vai procurar reverter o resultado negativo alcançado na Liga dos Campeões, de modo a regressar aos bons resultados”, mas o facto é que “nós teremos uma palavra a dizer, uma vez que temos os nossos próprios objectivos e queremos alcança-los”, referindo a uma vitória no Chiveve.

O Desportivo de Maputo já é líder isolado da divisão de honra, ao nível da zona sul, após somar mais vitória, importante, diga-se, diante do Matchedje, no jogo mais importante da terceira jornada.
Depois de ter empatado com Estrela Vermelha (0-0) e ter derrotado a Associação Desportiva de Chóckwè (0-2), desta feita a vítima foi o Matchedje, directo concorrente na subida de divisão, por duas bolas a uma.

Com esta vitória, os “alvi-negros” destronaram os “militares” da frente da tabela classificativa e aproveitaram-se do empate entre o Estrela Vermelha e o Palmeiras de Homoíne, esta última que estava em igualdade pontual com o Desportivo.
Em sentido contrário estão os “alaranjados” que vão decepcionando neste início da prova, ao somar mais um empate. Assim, o Estrela Vermelha está na 10ª posição com apenas dois pontos em nove possíveis.
A estreante Escola de Sargentos de Boane soma e segue, sem nenhuma derrota, tendo vencido nesta terceira jornada o Vulcano de Maputo, por claros 3-0.

No Centro do país, o Ferroviário de Quelimane já se destaca na frente, somando agora sete pontos, graças à vitória diante do Sporting da Beira (2-1), seu directo concorrente. A classificação no Centro é dominada pelas duas equipas de Quelimane, com o Sporting a seguir na segunda posição, com menos 2 pontos, depois do nulo com o Pipeline da Maforga. O Estrela Vermelha da Beira, que empatou com Atlético de Gondola (1-1) e o Têxtil de Púnguè, que venceu a Água Vumba de Manica (2-0), estão nos lugares imediatos.

Na zona Norte, o Ferroviário de Lichinga, que perdeu na deslocação a Pemba, diante do seu homónimo local, deixou-se alcançar, com quatro pontos, na liderança, não só pelo seu adversário, mas também pela Liga Desportiva de Cuamba (que perdeu com seu homónimo de Monapo por 0-2), Sporting de Nampula (que não jogou devido ao número ímpar de equipas), Angoche FC (que derrotou Águias Especiais de Lichinga por 1-2) e Liga desportiva de Pemba (que empatou a zero diante do Desportivo de Mueda).

 

Pesadelo. É, sem sombras de dúvidas, a melhor expressão para descrever a estreia do Ferroviário da Beira, sexta-feira, na fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos. Sem personalidade, solidariedade, coesão e interligação entre os seus sectores, o Ferroviário da Beira foi goleado pelo Etoile du Sahel por 5-0, em jogo inserido na primeira jornada do grupo “A” da milionária prova.

Em pleno “Stade Olympique de Sousse”, o Etoile du Sahel, vencedor da Liga dos Campeões, em 2007, foi simplesmente demolidor perante o debutante conjunto moçambicano.

O massacre começou aos 15 minutos, numa jogada em que o brasileiro Diogo Farias da Silva (Acosta) bateu o desamparado guarda-redes Soarito.

A passagem do minuto 37, o brasileiro voltou a estar em destaque ao colocar Bangoura em excelente posição para fazer dois a zero, resultado com que se foi ao intervalo.

A segunda parte começou tal como terminou a primeira: com o Ferroviário da Beira sem soluções e os donos da casa a pressionarem.
E, como corolário do seu domínio, o Etolie du Sahel da Tunísia chegou a três a zero com um livre exemplarmente cobrado por Lahmar.
Mas houve ainda espaço para o argelino Bouazza, jogador que já representou o Watford e Fulham da Inglaterra, colocar os donos da casa a vencerem por 4-0.  Em noite de inspiração, Acosta fixou o resultado final em 5-0 aos 70 minutos do jogo.

Campeões nacionais regressam Terça-feira

Após a humilhante derrota sexta-feira diante do Etoile du Sahel (5-0), iniciam hoje a viagem de regresso ao país. A delegação, segundo fonte do clube, irá fazer escalas Túnis-Dubai-Joanesburgo-Beira, sendo que a sua chegada está prevista para esta segunda-feira no Chiveve. Terça-feira, em princípio, os campeões nacionais irão cumprir uma sessão ligeira de treinos tendo em vista o embate de quarta-feira diante do Ferroviário de Maputo, em desafio em atraso da 12ª jornada do Moçambola ZAP 2017.

O Ferroviário da Beira ocupa a quinta posição com 17 pontos, enquanto o seu homónimo de Maputo é terceiro classificado com 21.

 

 

 

 

O jogo foi de grandes emoções. No relvado dos canarinhos, bom público e um ambiente favorável à prática de futebol, com a excepção do vento que soprava além do razoável. Nada grave. Afinal, de nada interferiu na disponibilidade de as equipas lutarem pelos três pontos. E a primeira equipa que logo demonstrou que queria ganhar foi a visitante do Songo, que, por intermédio de Parquim, antigo jogador do Costa do Sol, marcou o primeiro golo do encontro na sequência de um ataque em que os centrais “canarinhos” facilitaram.
Aos 47 minutos, depois do intervalo, quando parecia que a equipa da casa iria reagir e dar a volta ao resultado, mais uma vez, Parquim surgiu do nada e colocou a bola na baliza “canarinha” pela segunda vez. O pássaro quase perdia asas no seu ninho. Mas não, soube lutar até a o fim. E, quando parecia que o resultado de União Desportiva de Songo estava feito, Isac, avançado do Costa do Sol, na meia-lua da grande-área estica um remate e bate o guarda-redes da UD Songo, aos 91 minutos. O resultado era de duas bolas a uma nessa altura.
O golo do Costa do Sol teve um grande efeito motivacional. Dois minutos depois, numa pressão alta à baliza dos “hidroelétricos”, Idrisso remate rasteiro e empata o jogo. Delírio no relvado do Costa do Sol. Com muitas dificuldades, um ponto estava conquistado.

 

Tendo como “pano-de-fundo” o seu peso específico na prova e o facto de jogar em casa, o Maxaquene entrou com pendor ofensivo e predisposto a resolver a partida tão cedo quanto possível. Pela frente, porém, estava um Ferroviário de Nacala disposto a contrariar os intentos "tricolores".
E é assim que o primeiro sinal claro de perigo surge aos 12 minutos, na sequência da marcação de uma falta contra a turma da casa, com Pai a forçar Jonas a uma defesa apertada.

Um tanto contra a corrente do jogo e das expectativas, são os “locomotivas” de Nacala que chegam ao golo, aos 21 minutos, por intermédio de Marrufo, que responde de primeira a um cruzamento, rematando forte para o fundo da baliza de Jonas.
Era a festa dos "locomotivas" de Nacala que durou apenas 10 minutos, pois Nelson repôs a igualdade aos 31, resultado com que se foi ao intervalo.

No reatamento, as duas equipas mostraram-se mais soltas, com o Maxaquene a tudo tentar para impôr os seus galões. Isso poderia ter sido consubstanciado aos 71 minutos, quando Mutong respondeu ao cruzamento de João, cabeceando ao lado da baliza adversária. Nove minutos depois, o mesmo jogador faz a bola balançar as redes dos nortenhos, mas a partir de uma posição irregular, fazendo com que o empate prevalecesse até ao apito final.

 

 

 

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE