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O País – A verdade como notícia

Arrancaram oficialmente ontem, no populoso bairro da Munhava, na cidade da Beira, as obras de construção de um Estádio Municipal. Com efeito, a primeira pedra foi lançada pelo presidente do Município da Beira, Daviz Simango, exactamente no local onde existe actualmente o campo de futebol da Munhava.

As obras estão avaliadas em cerca de 94 milhões de meticais, valor a ser financiado pela edilidade.

As mesmas irão decorrer de forma faseada e, na primeira fase, serão implantadas a relva, que será natural, as bancadas, os balneários e infra-estruturas comerciais, isso até Agosto de 2018.

Daviz Simango, presidente do Conselho Municipal da Beira, explica as razões que ditam ao faseamento da construção do Estádio Municipal. “Por causa dos custos, o que vamos fazer no início é edificar fundações que terão capacidade para suportar até 8 mil assentos. Contudo, até Agosto de 2018, serão construídos apenas três mil e todas as outras infra-estruturas bases para o estádio acolher partidas de futebol, como por exemplo, a relva, que será natural, e os balneários”, disse.

Ainda numa primeira fase, o estádio estará equipado com outras infra-estruturas, como lojas e uma estação de reabastecimento de combustível.

Os rendimentos da exploração e arrendamento destas infra-estruturas anexas ou adstritas ao estádio servirão para manutenção do mesmo, segundo disse Daviz Simango, no final da cerimónia.

Para facilitar a movimentação de pessoas e viaturas em redor do futuro Estádio Municipal, os acessos à esta área serão redimensionados e serão abertas novas rodovias.

17 casas destruídas para dar espaço ao Estádio

E, para garantir a execução das obras, o Município destruiu 17 casas que existiam em redor do campo, que eram infra-estruturas municipais, e outras 10 serão igualmente destruídas e as famílias estão a ser indemnizadas e reassentadas.

O actual campo da Munhava é usado para acolher jogos recreativos envolvendo atletas de diferentes idades que estão apreensivos com a construção de um novo estádio no local.

Mário, residente na Munhava, disse estar expectante que esta infra-estrutura possa ajudar a desenvolver o futebol, não só na cidade, mas na província de Sofala e no país. “Quero felicitar a iniciativa do Conselho Municipal, embora isso traga outras inquietações, tais nossas actividades desportivas, enquanto decorre a construção do novo campo. Para dizer que estamos meio tristes, porque vamos ter que parar ou procurar outros locais, mas estamos felizes, porque vai nascer aqui um novo estádio”, disse Mário, praticante do futebol no campo da Munhava.

Cumprimento da promessa falhada ano passado

As obras estão a ser executadas por uma construtura nacional, João Sarmento, que garantiu que dentro de um ano a primeira fase estará concluída.

Recorde-se que, ano passado, o Conselho Municipal desviou os fundos que haviam sido angariados para a construção do Estádio Municipal, para a resolver problemas de erosão costeira que ameaçava prejudicar a cidade.

Mas a promessa de construção do Estádio Municipal não tinha sido esquecida, tendo sido cumprida esta segunda-feira com o lançamento da primeira pedra para construção do recinto desportivo.

A selecção nacional de basquetebol sénior feminino defronta, hoje, às 16h00 de Maputo, a RD Congo, em jogo da quarta jornada do “Afrobasket” do Mali.

Trata-se, de resto, de um adversário que falhou as duas últimas edições da prova (2013, em Maputo, e 2015, em Yaoundé, nos Camarões) e regressa seis anos depois à esta competição após terminar em primeiro lugar nas eliminatórias da zona IV.

 

Em 2011, curiosamente no Mali, palco do “Afrobasket”, Moçambique e RD Congo estiveram inseridos no mesmo grupo.

A 24 de Setembro de 2011, a selecção nacional derrotou a RD Congo por 76-55, em jogo inserido na quarta jornada do grupo “A”.

Nesse embate, Leia “Tanucha” Dongue, com um duplo-duplo (19 pontos e 11 ressaltos), foi a melhor unidade do embate.

Hoje, espera-se que o conjunto orientado por Nazir “Nelito” Salé alcance mais uma vitória nesta competição, depois do triunfo diante da Guiné Conacri no domingo (88-47).

O Comité Executivo da CAF, reunido há dias, definiu, entre outras decisões tomadas, alterar o calendário para os jogos das eliminatórias restantes, até a final da Liga dos Campeões e da Taça CAF, também conhecida como Taça Nelson Mandela, edição 2017.

Assim, para os quartos-de-final das duas competições, a primeira “mão” terá lugar no fim-de-semana de 15 a 17 de Setembro de 2017, sendo que a segunda “mão” será no fim-de-semana de 22 a 24 de Setembro.

Anteriormente, os jogos haviam sido marcados para o fim-de-semana de 8 a 10 de Setembro de 2017 (primeira “mão” ) e 15-17 de Setembro de 2017 (segunda “mão”).

Vale isso dizer que o campeão moçambicano, o Ferroviário da Beira, terá mais uma semana para preparar o embate diante do campeão argelino, o USMA, em partida dos quartos-de-final, com a primeira “mão” marcada para o “Caldeirão” do Chiveve e a segunda para Argel, capital argelina.

Ou seja, os “locomotivas” do Chiveve terão mais uma semana para poder realizar os dois jogos em atraso que ainda tem no Moçambola Zap 2017, nomeadamente diante da ENH, esta quarta-feira em Vilankulo, e frente ao Costa do Sol, em data ainda por marcar, no seu campo.

Para além disso, o Ferroviário da Beira terá outros dois jogos do Moçambola ZAP 2017, antes do embate dos quartos-de-final da Liga dos Campeões, nomeadamente contra a Liga Desportiva de Maputo (em Maputo) e Ferroviário de Nampula (em casa), onde vai, de certeza, procurar limar as arestas para o embate do dia 16 de Setembro, sábado, no “caldeirão” do Chiveve, frente ao USMA da Argélia.

De permeio, sabe-se, haverá uma interrupção, no dia 02 de Setembro próximo, para dar lugar ao jogo amigável da selecção nacional de futebol, os Mambas, diante do Quénia, da data-FIFA.

Uma semana depois as “meias”

Entretanto, a primeira mão das meias-finais permanece inalterada, sendo disputada no fim-de-semana de 29 de Setembro a 1 de Outubro de 2017, sendo que a segunda mão foi prolongada em uma semana relativamente a inicialmente marcada, passando para o fim-de-semana de 20 a 22 de Outubro de 2017, em vez de 13 a 15 de Outubro de 2017.

Enquanto isso, o programa para os jogos das finais das duas competições permanece o mesmo.

Recorde-se que em caso de passagem da eliminatória dos quartos-de-final diante do USMA da Argélia, o Ferroviário da Beira, campeão nacional, poderá defrontar o vencedor da eliminatória entre o Mamelodi Sundowns da África do Sul e o Widad Casablanca do Marrocos, nas meias-finais.

Sob às ordens de Pedro Nunes, campeão europeu de clubes pelo Benfica na temporada 2016/2017, a selecção nacional de hóquei em patins cumpre, desde sábado, no pavilhão da Fidelidade, em Lisboa, Portugal, a última etapa de preparação tendo em vista o Mundial, prova a ter lugar de 29 de Agosto a 3 de Setembro, em Naijing, na China.

É uma fase de preparação na qual o técnico Pedro Nunes, coadjuvado por outro Pedro, o Tivane, têm trabalhado a elevação dos aspectos físicos, automatização da variação táctica e consolidação dos sistemas ofensivos e defensivos da selecção nacional.

Com efeito, remates à baliza, passes, cortinas, desmarcação, recepção e ataques quatro contra quatro tem merecido a atenção da equipa técnica.

Neste estágio, foram integrados os profissionais que jogam na Europa, nomeadamente Frederico “Fredy” Saraiva, Bruno Pinto, Nuno Araújo, Mário “Marinho” Rodrigues e Carlos Silva.

São, diga-se, jogadores com outro traquejo competitivo que constituem a espinha dorsal de uma selecção que conta ainda com os experimentados irmãos Esculudes: Spiros, o capitão, e Ivan, o irrequieto. Lucas Cossa, guarda-redes do Estrela Vermelha, é outro jogador com experiência que seguiu para o estágio pré-competitivo em Portugal.

Uma escolha que, nos últimos anos, recaiu sobre Arnaldo Queiroz, guarda-redes que se transferiu do Desportivo para o Ferroviário de Maputo.

A selecção nacional de hóquei em patins deixa, domingo, 27 de Agosto, Portugal com destino à Naijing, China, palco do Mundial.

Lembre-se que Moçambique estreia-se na competição no dia 3 de Setembro diante do Chile, sendo que no dia seguinte terá pela frente a Alemanha. No dia 5 de Setembro, os “Guerreiros de San Juan” terão pela frente a Argentina.

A pensar no futuro

Outrossim, encontramos uma nova geração de hoquistas que estão enquadrados no projecto de futuro, que encontra sustentabilidade nas provas dos escalões de formação que foram reativadas recentemente pela Federação Moçambicana de Patinagem em coordenação com a associação e os clubes.

Trata-se dos atletas Alberto “Vuzi” Zacarias, Alfredo “Fedinho” Mandlate, Mário Alcides, Pedro Pimentel Júnior, Michel Michaule (filho de Justino Miguel, antigo praticante e hoje no “staff” da selecção nacional), Artur Marcos e Kevin Pimentel, este último que foi integrado nos trabalhos de preparação e estágios da selecção para os mundiais de 2013, em Angola, e 2015, em Sur La Roche, França.

Há, aqui, que realçar o facto de ao nível dos seniores equipas como Ferroviário de Maputo, Dom Bosco, Desportivo e Estrela Vermelha contarem com “miúdos” que saíram as escolas de patinagem.

A selecção nacional de basquetebol sénior feminino venceu, hoje, a RD Congo por 52-42, em jogo inserido na quarta jornada do grupo “B” do Campeonato Africano da categoria. Esta foi a segunda vitória do conjunto orientado por Nazir “Nelito” Salé e Deolinda Carmen Ngulela nesta competição. E, para tal, Leia “Tanucha” Dongue contribui com um duplo-duplo (14 pontos e 11 ressaltos dos quais dez defensivos e um ofensivo) durante os 35:10 minutos em que permaneceu na quadra. Foi, aliás, a jogadora mais utilizada por Nelito.

Odélia “Mafa” Mafanela, com 12 pontos e cinco ressaltos, esteve igualmente em bom plano nesta partida.

Moçambique venceu o primeiro período pelo parcial de 16-7. No segundo quarto, a selecção nacional de basquetebol sénior feminino perdeu por 15-11.

Já no terceiro período, as “samurais” lideraram com um parcial de 13-9. No quarto e último período, Moçambique dominou a marcha do marcador com o parcial 12-11.

Esta quinta-feira, a selecção nacional defronta o Egipto em jogo da quinta e última jornada do grupo “B” do “Afrobasket”. O jogo terá lugar às 15h45 de Maputo.

Ainda a contar para este grupo, a Nigéria venceu a Guiné Conacri por 106-33, alcançando, desta forma, a quarta vitória nesta competição.  
 

A diferença pontual continua a ser de sete pontos, a maior para a União Desportiva de Songo, perante um Costa do Sol avido em reduzir o fosso em três partidas de carácter importante: diante do Ferroviário da Beira, em partida de atraso, e fora de portas, frente a União Desportiva de Songo, fora de portas, e contra o Clube de Chibuto, em casa, para procurar assaltar a liderança e buscar a décima conquista em campeonatos nacionais.

Na jornada do final de semana, a União Desportiva não deixou os créditos em mãos alheias, vencendo, na sua deslocação a Lichinga, a formação da UP local, por duas bolas a uma. Gildo e Luís Miquissone marcaram pela turma de Chiquinho Conde, enquanto Binó, nos instantes finais, reduziu a desvantagem e ainda forçou o empate, sem conseguir. Uma vitória importantíssima da turma da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, que mantém a vantagem de duas vitórias e um empate para o seu directo perseguidor, o Costa do Sol.

Os “canarinhos” que não tiveram meias medidas para despachar o Maxaquene, em seu campo, pedido pelos “tricolores” para “rentabilizar a bilheteira e diminuir os custos de aluguer de campo”, segundo disse Ernesto Júnior “Madoda”, presidente dos “Maxacas”. Nelson foi a figura de jogo ao apontar os dois golos com que o Costa do Sol venceu.

Primeira derrota de Semedo

Artur Semedo conheceu, finalmente, o sabor amargo da derrota no comando técnico do Clube de Chibuto, que ainda sonha com o título, já que está a 11 pontos da líder, quando faltam disputar seis jogos. Na deslocação ao campo da Bela Vista, em Nacala, terreno bastante difícil, onde muitos não saem vitoriosos, perdeu diante do Desportivo de Nacala, por duas bolas a uma. Vino e Sancane marcaram pelos donos da casa, mas mais uma vez (como sempre acontece nos seus jogos quando vence), o Chibuto marcou ao apagar das luzes, somente para reduzir, por intermédio de Hahmed. Fica mais distante o título, mas Artur Semedo ainda não atira a toalha ao chão.

Jofer, sim, Jofer, este nome fica nos anais do Ferroviário de Nacala, ao fazer um “hat-trick”, na deslocação a Chibuto, onde foi vencer a Associação Desportiva de Macuácua, por 1-3. Uma vitória justa da turma de Nacala que, assim, sentencia a descida da turma de Gaza, para a segunda divisão, próximo ano. Só um milagre pode salvar os treinados de Nacir Armando.

Em franca recuperação continua o Ferroviário da Beira, que em dia de festa da sua cidade, recebeu e venceu o 1.º de Maio de Quelimane, por 3-1. Andro, Belito e Fabrice deram gosto ao pé, antes de Mário reduzir nos instantes finais. Vai subindo na tabela classificativa a nossa representante nas competições africanas, onde vai defrontar o USMA da Argélia, nos quartos-de-final. Mas atenção que ainda tem dois jogos em atraso. Um deles por disputar na quarta-feira, em Vilankulo, diante da ENH.

Liga Desportiva em “maus lençóis”

A ENH, por seu turno, não foi para além do nulo, na recepção ao Textáfrica do Chimoio, ainda que as duas equipas estejam em boa posição para garantir a manutenção. Neste jogo houve um caso: segundo relatos acompanhados do campo do jogo, o director desportivo dos “hidrocarbonetos” foi agredido pelos jogadores e equipa técnica do Textáfrica, não se sabendo os reais motivos que ditaram esta agressão.

Quem está em “maus lençóis” é a Liga Desportiva de Maputo, que foi perder na deslocação a Tete, diante do Chingale. Joseph marcou o único golo da partida, cuja actuação do árbitro foi bastante contestada por Akil Marcelino, técnico da Liga Desportiva, por entender que Paulo Buque permitiu muito contacto físico e muitas situações de queima de tempo por parte dos “canarinhos” de Tete.

Na Machava, houve “pacto de não-agressão”, no embate entre os “locomotivas” de Maputo e de Nampula, que terminou com empate sem abertura de contagem, contrariamente ao que se viu há duas semanas, para a Taça de Moçambique.

Três representantes da selecção nacional de xadrez partiram, ontem, com destino a Minas Gerais, estado brasileiro que irá acolher o Campeonato Mundial de Xadrez na categoria de sub-12, de 21 a 31 de Agosto corrente. Trata-se de Kiluva Duarte, Yannic Chavane e Aissan Abacul. 
Inicialmente estava prevista a ida de seis atletas, mas os outros três atletas não regularizaram um dos requisitos para a viagem a tempo, por isso não puderam se juntar a selecção. 
Apesar disso, o representante da Federação Nacional de Xadrez diz não ser um impedimento para os três petizes. Os atletas mostram-se confiantes numa boa prestação. 
Esta competição conta com mais de 50 países do mundo. 

Os protestos já não são novidades nas hostes tricolores. Os adeptos estão agastados com a situação do Maxaquene. Uma situação que vem se alastrando desde o início da época, quando os maxacas ficaram desprovidos de fazerem contratações de peso para a sua equipa principal de futebol devido à falta de fundos. Nem mesmo as vendas de Guirrugo e Isac, para o Costa do Sol, e de Luckman, para o Clube Chibuto, tiraram sono aos adeptos.

A contratação de Antoninho Muxanga para treinar a equipa foi a saída encontrada para não despender valores exuberantes com um técnico de gabarito. Depois veio o Moçambola Zap, que trouxe resultados não encorajadores, em que conseguiu amealhar 13 pontos em nove jogos, frutos de três vitórias, quatro empates e duas derrotas, chegando a estar na 7ª posição. Mas a crise de resultados agravou-se com mais cinco derrotas e dois empates nas restantes sete jornadas da primeira volta, que colocaram a equipa na zona da despromoção.

Era preciso evitar o caminho do seu vizinho, o Desportivo, despromovido na temporada passada para o escalão secundário. Aí a paragem de Junho terá feito bem à equipa que regressou mais motivada a alcançar bons resultados. Nas primeiras seis jornadas da segunda volta, os tricolores somaram 12 pontos. Era a recuperação ansiada? Logo a seguir, Maxaquene voltou aos maus resultados, com três derrotas consecutivas, sendo duas em casa e uma eliminação na Taça de Moçambique, que culminaram com a fúria dos adeptos. Aliás, a última derrota, diante do Costa do Sol, foi no ninho do canário, num jogo que até era do Maxaquene. O presidente do Maxaquene, Ernesto Júnior, justificou referindo-se à necessidade de poupar dinheiro com aluguer do campo. Por isso, Maxaquene preferiu apostar no campo do Costa do Sol, que saía mais barato, do que no Estádio Nacional do Zimpeto.

Com mais seis jornadas por jogar, a equipa está na 12ª posição, há dois pontos da zona da despromoção, o que faz ressurgir o pesadelo da despromoção que assolou o seu vizinho. Os adeptos não se contentaram e pediram a “cabeça” do presidente.

Dentro em breve, o clube vai à assembleia geral para a eleição de novos corpos gerentes, mergulhada numa crise sem procedentes.

União Desportiva de Songo, Clube de Chibuto, Ferroviário de Nacala, 1º de Maio de Quelimane, Liga Desportiva de Maputo e Ferroviário de Nampula, são os adversários que ainda restam para sentenciar ou salvar o Maxaquene de uma descida de divisão histórica.

 

 

Mesmo sob adversidades, alicerçadas no início tardio e fraca preparação, pavilhão sem condições – anexo do Estrela Vermelha que apresenta rachas no seu piso –, falta de estágio pré-competitivo fora do país, chegada ao Mali no mesmo dia em que se estreou diante da Nigéria, a selecção nacional de basquetebol sénior feminino continua a dar boas indicações e a discutir taco a taco os jogos com os principais candidatos à conquista do “Afrobasket” 2017.

 Ontem, no Palais des Sports Salamatou Maiga, as “Samurais” perderam diante do Senegal, por 76-67, num jogo em que chegaram a colocar em sentido o campeão africano em título em algumas etapas do jogo.

Aliás, Moçambique liderou a marcha do marcador no terceiro e quarto períodos, etapas em que venceu pelos parciais de 21-9 e 21-19, respectivamente.

Lideradas por Anabela Cossa, a melhor triplista de África, sim senhor o adjectivo está bem colocado conforme atestam os números apresentados pela atleta na última Taça dos Clubes Campeoões Africanos, as “Samurais” entraram para a quadra com um cinco composto ainda pela “rookie” Chanaya Pinto, Elizabeth Pereira, Leia  “Tanucha” Dongue e Tamara Seda.

A fazer o papel de armadora do jogo, Anabela Cossa esteve em destaque ao contabilizar 16 pontos, três ressaltos e igual número durante os 36:07 minutos em que esteve na quadra.

Cossa, a “tsunaminha”, obteve uma média de 28 porcento de aproveitamento nos lançamentos exteriores (2 lançamentos convertidos em sete tentados) e 100 porcento na linha de lançamentos livres (oito convertidos em oito tentados).

Para não variar, a explosiva Leia “Tanucha” Dongue esteve imparável nas tabelas ao colectar um duplo-duplo, ou seja, contabilizar 14 pontos e 11 ressaltos-dos quais quatro ofensivos e sete defensivos- durante os 32:14 minutos em que esteve na quadra.

Em termos colectivos, a selecção nacional  apresentou uma média de 33.3 porcento nos lançamentos exteriores (cinco lançamentos certeiros  em quinze tentativas);  61.5 porcento nos lançamentos livres (dezasseis  lançamentos convertidos em vinte e seis tentados); trinta e seis ressaltos – 15 ofensivos e 21 defensivos-, sete assistências e dezasseis "turnovers" (perdas de bola).

Do lado do Senegal, uma vez mais, Astou Traore foi a melhor cestinha com 29 pontos contabilizados, para além de seis ressaltos e uma assistência em 36:42 minutos na quadra.
Foi, de resto, bem secundada por outra Traore, neste caso a Aya que contabilizou 16 pontos e quatro ressaltos.

Feitas as contas, as senegalesas converteram sete lançamentos exteriores em vinte e dois tentados – média de 31.8 porcento nos tiros exteriores-, dezanove lançamentos convertidos em vinte e três tentados na linha de lançamentos livres, perfazendo uma média de 81.8 porcento de aproveitamento na linha de lançamentos livres.

Outros números: trinta e um ressaltos, quinze assistências e dezassete turnovers.

 

 

 

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