Skip to main content

O País – A verdade como notícia

José Costa diz que nem mesmo os críticos que consideram que a União Desportiva de Songo (UDS) vai perder o campeonato nacional a cinco jornadas do fim, conseguirão evitar a festa que está a ser preparada na vila de Songo.

O Presidente da União Desportiva de Songo garante que há um trabalho que está sendo feito com a equipa para que os fantasmas do passado não assombrem o presente.

Com a época a terminar, a direcção de Songo já pensa na próxima temporada futebolística e assume que alguns jogadores estão a ser cobiçados na África do Sul e na Europa.

Neste momento, a UDS lidera o Moçambola ZAP com 55 pontos e está nas meias-finais da Taça de Moçambique.

Moçambique parte para o “Afrobasket” 2017 com o objectivo de melhorar o décimo primeiro lugar alcançado em 2015, em Radès, na Tunísia.

Para esta competição, a ter lugar de 8 a 16 de Setembro, na Tunísia e Senegal, Inack Garcia, seleccionador nacional, chamou cinco jogadores que marcam a sua estreia em fases finais do “Afrobasket”, nomeadamente Milton Caifaz (jogador que evolui em Portugal e que representou a A Politécnica na Liga Moçambicana de Basquetebol); Ronaldo Geneto (base do Maxaquene); Inélcio “Chirinho” Chire (jogador da A Politécnica que, em Março, disputou as eliminatórias para o “Afrobasket” no Zimbabwe), Francisco “Chiquinho” Macaringue (jogador do Ferroviário de Maputo, vice-campeão nacional) e Ivan Machava (campeão nacional pelo Ferroviário da Beira).

Dos 12 jogadores que há dois anos evoluíram no Afrobasket de Radès, apenas seis fazem parte das escolhas finais de Inack Garcia para esta competição. Trata-se de Custódio Muchate, Hermelindo “Mindo” Novela, Elton Ubisse, Octávio “Maguila” Magoliço, Hugo Martins e David “Mano” Canivete. Não entram nas contas do técnico espanhol Edson Monjane, Pio “Lingras” Matos Júnior, Augusto “Gordo” Matos, Luís “Lulu” de Barros e Elton Mazive, eles que fizeram parte dos 12 que ficaram em 11º lugar em 2015. Apesar das seis baixas, o grupo de trabalho acredita numa boa prestação da selecção nacional no “Afrobasket”.  

Entretanto, Jonas Faduco e Dércio “Dado” Mula, jogadores da A Politécnica, foram convocados por Inack Garcia e Cesár Mujui para esta competição, mas optaram por jogar nas universíadas. Os dois atletas estiveram em bom plano tanto na Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, quanto na Engen Maputo Basket.

Moçambique, lembre-se, está inserido no grupo “D”, juntamente com o Egipto, África do Sul e Senegal.

Naquela que foi sua primeira "aula" depois de, em 2015, a universidade Eduardo Mondlane lhe ter ortogado o título honorífico de doutor Honóris Causa em Ciência de Desporto, Lurdes Mutola profere uma palestra na qual aborda o seu percurso desportivo, em Maputo, na qual lembrou o que se sabe: “sem bons dirigentes o país não irá desenvolver”.

A menina de ouro começou por dizer que é o que é graças ao desporto.  Mutola diz,  por outro lado, que o bairro do Chamanculo tem um grande significado para si, uma vez que levou este bairro ao mundo.

A menina de ouro recorda que teve que fazer muito sacrifício para alcançar altos patamares. A campeã  olímpica diz não ter sido fácil tudo aquilo que passou como atleta e lamenta o facto de as pessoas só se recordarem da medalha de ouro conquistada em Sydney e não as restantes. Aliás, disse que a sua treinadora lhe alertou para o facto de as pessoas só se recordarem dos momentos áureos. Recuou no tempo e, a dado passo, falou do papel que Marcelino dos Santos desempenhou para que, em 1991, ela seguisse aos EUA.

Ora, Lurdes Mutola disse ainda que foi muito pressionada para mudar de nacionalidade, o que não aconteceu graças ao pai.

O ministro da Juventude e Desporto, Alberto Nkutumula, diz que Moçambique não pode e nem deve ignorar o processo de pesquisa de talentos e criação de base de dados dos atletas.

Nkuntumula, que falava ontem na abertura do “1º Fórum de Scouting- O Futuro do Futebol moçambicano”, disse ainda ser fundamental que as organizações desportivas nacionais se organizem, criando, desta forma, condições para que os seus dados estejam sistematizados.

O titular da pasta da Juventude e Desportivo frisou, por outro lado, que o Governo vê com bons olhos a organização de eventos como o “1º Fórum de Scouting- O Futuro do Futebol moçambicano” na medida em que contribuem significativamente para o desenvolvimento do desporto, no geral, e do futebol, em particular. “O Ministério da Juventude e Desporto encara a realização do 1º Fórum de Scouting – o Futuro do Futebol moçambicano como evidência inequívoca de que a decisão do Governo de criar um ambiente favorável ao florescimento das Sociedades Anónimas Desportivas responde, de forma oportuna, às preocupações dos fazedores do desporto em Moçambique, na sua mais ampla dimensão e, no caso em apreço, a do futebol”, frisou.

Adiante, o ministro da Juventude e Desporto destacou que este evento constitui um espaço privilegiado para se reflectir e encontrar soluções para que o nosso país explore da melhor forma ferramentas como o “scouting”. “O momento que os organizadores deste evento nos proporcionam, abre oportunidades de reflexão em torno de uma temática que, de forma bastante saliente, tem ajudado aos clubes a atingirem um estágio de crescimento económico em todo o mundo. Moçambique não deve continuar alheio a este caminho, que revela-se bastante promissor a prática do futebol de forma auto-sustentável”.

Nkutumula ajuntou que a “criação de departamentos de observação é de capital importância na acção de qualquer organização desportiva, pois ajuda os clubes a prepararem estratégias para as competições subsequentes”.

Na mesma abordagem, notou que os “ departamentos de observação são de particular relevância na caça de talentos e promoção dos valores internos dos clubes, sendo hoje parte fundamental do desenvolvimento do desporto”.

A finalizar, Alberto Nkutumula disse: “com o Projecto TalentSpy, cuja tradução remete para “espiões de talento”, da Empresa F3M, alinha-se ao Programa Quinquenal do Governo, no que ancora-se a esfera da melhoria do desempenho desportivo e da sustentabilidade dos agentes desportivos, dos clubes”.

O tema: “Do observar ao jogar: a importância do scouting nos resultados desportivos” foi o terceiro do dia e tinha a particularidade de ter um painel composto por treinadores de futebol, nomeadamente Abel Xavier, seleccionador nacional,  e Nélson Santos, técnico do Costa do Sol.

Ir ao treino e não ir treinar

Essencialmente foi caracterizado por apresentações, primeiro do técnico “canarinho”, Nélson Santos, que começou por dizer que é preciso haver respeito pelo trabalho dos treinadores de futebol, uma vez que os adeptos, sócios, dirigentes e todos os outros apenas conhecem as equipas no dia do jogo. Mas ressalvou que há um trabalho que tem sido feito durante a semana, para que durante o jogo as técnicas que foram apreendidas durante a semana se reflitam em campo, com vitórias. Na sua locução, Santos diz que quando se contrata jogadores para uma determinada época, é preciso que se definam metas, através do carácter, atitude e profissionalismo dos mesmos, para que os objectivos sejam conhecidos por todos e todos estejam engajados no mesmo objectivo.

Para Nélson Santos é preciso preparar os jogadores, olhar para os recursos materiais e humanos e outros elementos dos bastidores/balneários, para que se tenha sucesso futuro. É preciso que os jogadores saibam diferenciar “ir ao treino” e “ir treinar”, pois “ir ao treino” significa saber cumprir com as regras e exigências que são definidas pela direcção e equipa técnica, enquanto “ir treinar” é só ir jogar a bola a preparar o jogo seguinte. E é do treino onde se aprende a errar e do erro se aprende a ganhar, sabendo perder para saber ganhar.

O técnico dos actuais segundos classificados do Moçambola Zap diz que um treinador deve marcar um rumo, motivar e inspirar os jogadores, devendo ter uma ideia no treino e coloca-la em prática, para que no jogo a ideia seja implementada e dê resultados desejados. A observação é o principal passo que é usado pelos treinadores para preparar o jogo seguinte, daí a importância do treinador ser um bom observador, identificando os erros e procurar soluções para os erros cometidos.

Importância do plano de acção

Já o seleccionador nacional, Abel Xavier, também chamado a fazer a sua apresentação sobre o tema, começou por dizer que o mais importante é refazer as bases da formação, fazendo um desenvolvimento do futebol de baixo para cima e não do modo contrário, como forma  de obter resultados na base, para que no topo (seniores) também hajam resultados. Para que isso seja possível, é preciso haver um plano de acção, com objectivos competitivos e específicos, que se circunscrevem na obtenção de bons resultados e na preparação dos jogos de modo a atingir os objectivos definidos.

Para atingir objectivos competitivos é necessário refazer a estratégia de trabalhos e reformular a agenda em função das paragens que o campeonato nacional tem ao longo da época, aumentando o leque de jogadores a comporem a selecção nacional e o quadro competitivo de jogos, entre amigáveis e oficiais. Mas também é preciso criar regras internas e trazer um novo modelo de jogo que leva a uma qualidade invejável, com abordagens definidas e válidas.

Abel Xavier considera que o mapeamento do país, a análise de dados, a descoberta de talentos, o aumento da base de dados, o crescimento do nível de perfomance da selecção nacional são algumas das estratégias usadas para elevar o grau de interesse de uma selecção e argumentos suficientes que fazem com que muitas selecções queiram jogar com os Mambas.

Desafios futuros

Mas deixou algumas recomendações à Federação Moçambicana de Futebol, no sentido de ter uma base de dados que permite saber quem são os jogadores internacionalizados e a internacionalizar, para além de sugerir mais apoios e reestruturação às academias de formação, que são celeiros de jogadores. E não só: fazer um acompanhamento aos resultados dos jogadores que saem dos jogos escolares, como forma de potenciar as selecções nacionais de sub-17 e sub-20, o que vai criar um dinamismo dos jogadores dentro dos clubes, para que cheguem a selecção principal, é outro desafio.

O seleccionador nacional defende que a metodologia de preparação dos jogadores da selecção nacional deve iniciar nos escalões de formação, como forma de acrescentar valor ao conjunto nacional.

Moçambique chegou a vantagem com um golo apontado por Nuno Araújo, aos nove minutos, na marcação de um livre directo. A Espanha pressionou e empatou aos 20 minutos com um tento da autoria de Raul Marin Martin.

A fechar a primeira parte, os vice-campeões do mundo chegaram ao 2-1 com um golo apontado por Paul Bargallo Poch, num lance em que Carlos Silva, guarda-redes de Moçambique, queixou-se de uma falta.

No início da segunda parte, Moçambique chegou ao empate, sendo que o golo foi apontado por Frederico “Fredy” Saraiva.

E, antes mesmo de ter tempo para festejar, Moçambique viu a Espanha chegar ao terceiro golo apontado por Jordi Adroher que colocou os espanhóis a vencerem por 3-2. Com este resultado, a Espanha terminou o grupo “B” com nove pontos e, nos quartos-de-final, terá pela frente a Colômbia.

Moçambique fica a espera do resultado do jogo entre Portugal e França para saber qual o seu adversário nos quartos-de-final.

A selecção nacional de hóquei em patins defronta, quinta-feira, 7 de Setembro, a sua similar de Portugal nos quartos-de-final do Mundial de Patinagem, prova que decorre em Naijing, na China.

Portugal, campeão europeu, apenas garantiu a presença nos “quartos” há momentos após vencer a França (6-5), em jogo da terceira e última jornada do grupo “A” da competição.

m jogo sofrido, para não dizer no fio da navalha, no qual os portugueses apenas conseguiram chegar ao empate (5-5) quando faltavam pouco menos de dois minutos para o final do jogo, num penaltie bem execu-tado por Reinaldo Ventura.

E, a 26 segundos do final do jogo, Hélder Pereira fez o golo da tranquilidade.

A selecção nacional de hóquei em patins qualificou-se, há momentos, para a segunda fase do Mundial da modalidade após vencer a Alemanha, por 7-3, em jogo da segunda jornada do grupo “B” da competição que decorre em Naijing, na China.

Ao intervalo, os “Guerreiros de San Juan” venciam por 3-1.  Filipe Vaz, com três golos, esteve em destaque nesta partida. Os outros tentos da selecção nacional foram apontados por Frederico “Fredy” Saraiva (dois), Mário “Marinho” Rodrigues e Ivan “Maninho” Esculudes.

A selecção nacional volta a jogar esta terça-feira diante da Espanha, vice-campeã mundial.

Foi o herói de Moçambique numa das partidas da Cosafa, ao marcar o golo da vitória no desafio que envolveu Moçambique e Zâmbia no Torneio Sub-17 nas Ilhas Maurícias. Agora a mais nova pérola do futebol nacional está a caminho do gigante Galatasaray.

O jovem internacional moçambicano, Geny Catamo, partiu na passada segunda-feira, dia 28 de Agosto ao Galatasaray, clube da Turquia e que é uma das referências da Eurásia, para um período de estágio, depois de ter deixado ficar boas marcas durante o torneio regional de futebol.

Sem perder tempo os olheiros de futebol do velho continente, que já vinham seguindo esta unidade da selecção nacional, entre outras, não tiveram dúvidas de estar perante uma “jóia” particularmente depois de terem visto o seu desempenho durante a prova.  

Com oportunidade de entrar pela porta da frente na alta-roda do futebol europeu e mundial, a jovem promessa não escondeu a satisfação por estagiar num emblema da dimensão do Galatasaray e com largas chances de por lá permanecer, dependendo claro dos resultados alcançados e da adaptação ao futebol europeu. 

“Não tenho palavras para expressar a alegria depois de ter sido convidado para estagiar no Galatasaray. O meu desejo é de singrar na academia deste clube e quiçá puder representar o mesmo, quando as condições estiverem criadas. Será uma honra para mim jogar num clube tão grande como este. Estarei sem dúvidas, como disse anteriormente a realizar um sonho de a muito, que é de jogar na Europa.”

O novo talento Geny também abriu uma nova página na história dos confrontos entre Moçambique e a Zâmbia, no que às selecções de formação diz respeito, ao marcar o único golo que conferiu a primeira vitória dos Mambinhas frente a este conjunto, na Taça Cosafa, que teve lugar nas Ilhas Maurícias, de 21 a 30 de Julho. 
 

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE