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O País – A verdade como notícia

Os jogadores de Chiquinho Conde subiram ao relvado com a lição bem estudada. O único propósito era vencer para que, assim, pudessem ser campeões, caso o Costa do Sol perdesse pontos em Maputo. Assim foi. Songo impôs uma dura goleada ao seu adversário, quando os canarinhos desperdiçavam oportunidades de vencer o Chibuto em casa. A turma canarinha até falhou um penalti, no empate a uma bola.

O Songo, jogando por tudo ou nada, marcou uma mão cheia de golos, diante do Textáfrica do Chimoio, evitando qualquer possibilidade de perder o título como aconteceu ano passado.

A duas jornadas do fim do campeonato nacional de futebol, Moçambola Zap, a União Desportiva de Songo é campeão.

 

Em desenvolvimento

A União Desportiva de Songo levou o título nacional de futebol pela primeira a Tete. A satisfação é total na província do carvão mineral e da electricidade, em particular na vila de Songo. Reagindo à conquista do título, no fim do jogo diante do Textáfrica, José Costa, Presidente da União Desportiva de Songo, não poderia ter sido tão directo: “O clube que disse que iria festejar o campeonato em Novembro, talvez no Moçambola dois, que neste estamos nós a festejar hoje com os adeptos”.

Falando à Rádio Moçambique, Costa, além de se referir ao trabalho realizado pela equipa ao longo das jornadas, fez saber que, quando as competições africanas chegarem, se não puderem jogar no seu relvado, devido às condições exigidas pela CAF, poderão recorrer ao campo do Ferroviário da Beira, no Chiveve.

Quanto à permaneça do técnico principal, o Presidente de Songo disse que tudo está definido: “o mister Chiquinho tem um ano de contrato e outro de opção. Dificilmente ele sai, porque ele também quer disputar a Liga dos Campões como nós também queremos”, afirmou o Presidente campeão, pedindo, a seguir, que os adeptos do Songo continuem sendo o verdadeiro 12º jogador do país. “Por isso não perdemos em casa neste Moçambola”, rematou.

 

Uma tarde nublada para o Costa do Sol. Os canarinhos precisavam de vencer de modo a manter a pressão sobre o líder da prova União Desportiva do Songo. Mas logo cedo se notou que as contrariedades sobre o onze habitual iriam travar os intentos dos canarinhos. Isaac e Idrissu estiveram fora por lesão, Mbulu for acumulação de amarelos, Loló, Salomão e Txitxo por opção da equipa técnica. Não tendo muito por onde se pegar, o português Nelson Santos teve de optar por jogadores que poucas vezes titulares ao longo da temporada, casos de Ruben, Liniker, tendo arriscado a colocar Kito como lateral direito, numa clara imitação da estratégia usada por Abel Xavier no jogo da seleção nacional. O criativo até se deu bem, mas abriu espaço para que o jogo ofensivo do Costa do Sol fosse menos intenso.

O Chibuto só agradeceu as várias contrariedades do adversário e aproveitaram-nas ao máximo. Aliás, os “Guerreiros de Gaza” ocuparam os espaços ao nível do meio campo onde Mfiki não conseguia ombrear com Zé Luís, que ia levando a melhor. O Chibuto com um jogo lateral bem apoiado por Obel e Gervásio à esquerda, Sataca Jr. e Yannick à direita incendiavam o último reduto canarinho. E numa dessas investidas, Yannick consegue o golo ao minuto oito, depois de uma fuga pela direita e um remate que foi desviado inadvertidamente por Chico, e que traiu Guirrugo fazendo o um a zero.

Se antes do início do jogo havia um nervoso miúdo nas hostes do Costa do Sol, depois do golo aumentou. A equipa acusou a pressão do resultado e tardou em se refazer. No minuto 35, finalmente o Costa do Sol explanou o seu futebol. Mas foi sol de pouca dura pois, o Chibuto estava bem atento e a jogar inteligentemente.

Nessa altura, já tinha tido uma grande contrariedade, com a substituição de Zé Luís, depois de lesão. Mas na história desta tarde estava escrita que Chico teria espaço para se redimir perante seus adeptos, num livre bem “batido” por Mfiki, encontra espaço para cabecear e fazer o golo da igualdade. Os momentos seguintes foram de equilíbrio até ao apito para o descanso.

No regresso, Costa do Sol mostrou outra atitude. Aumentou o pendor ofensivo pressionando a defesa do Chibuto. Multiplicaram-se oportunidades. Nelson I, fartou-se de falhar, Liniker não acertava no alvo e permitiu Okunade, o guardião visitante brilhar por várias vezes. Mas foi numa dessas oportunidades de ataque do Costa do Sol que o árbitro Filimão Correia apontou para a marca de grande penalidade depois de Sataca Jr. ter feito um corte defeituoso e com apoio do braço.  A esperança dos adeptos canarinhos voltou a contagiar as bancadas, mas duraria pouco porque Liniker denunciou o lado para onde chutaria permitindo a figura de Okunade. Grande frustração dos adeptos e equipa técnica. O jogo prosseguiu mas já sem muita história, a descrença foi tomando conta dos da casa, enquanto a equipa visitante ensaiava oportunidades para se adiantar no marcador. Johane e Hammed gozaram de ocasiões para violar a baliza de Guirrugo, mas faltou-lhes destreza.

Com o empate os canarinhos vêem UD Songo encomendar faixas de campeão. O Costa do Sol soma 52 pontos contra os 62 do líder. Agora sim, Nelson Santos terá poucos argumentos para ter que esperar pela última jornada.

 

O “profeta” Artur Semedo garantiu há umas semanas que tudo estava “cozinhado” para a UD do Songo ser campeã. Por ironia do destino, foi o Chibuto, equipa por si treinada quem deu o “xeque-mate” ao então único candidato, Costa do Sol, fazendo o título viajar, pela primeira vez, para Tete. Porém, essa “baboseira” não deve, em momento algum, reduzir o mérito da turma de Chiquinho Conde, que para não deixar espaço para suspeições, brindou o Textáfrica com uma inesperada goleada.

O Costa do Sol, feitas as contas, perdeu o título em casa, uma vez que em partidas decisivas no seu reduto não se saiu bem, nem nos resultados, nem nas exibições. Na antecâmara do epílogo do Moçambola, a par da decisão do campeão, duas turmas já têm o destino traçado: UP de Lichinga e Desportivo de Macuácua, que vão descer de escalão. Por resolver, nesta altura, apenas o acompanhante destas equipas e o segundo lugar, pois caso os “canarinhos” não se cuidem pode ainda ser ocupado pelo Ferroviário de Nacala.

Infiltração de corpos estranhos?

O Moçambola 2017 poderá ficar como uma competição para estudo. O que salta à vista, em primeiro lugar, é o facto de o Norte do país ter sacudido a sua habitual letargia, vivendo esta competição de alma e coração. O resultado está aí: históricos como Ferroviário de Maputo, Maxaquene e mesmo Liga Desportiva foram sendo vulgarizados jornada a jornada, particularmente nos seus redutos. A grande afluência de público e a forma activa como as jornadas foram sendo vividas, poderão estar na base deste novo paradigma. A ver vamos. Merecedora de realce está Nacala, a bela cidade nortenha, que tem estado a realizar algo impensável, ao colocar os seus representantes acima do meio da tabela.  

Preciosa, muito preciosa mesmo, foi a vitória do Maxaquene diante dos quelimanenses, resultado que coloca pressão nas cinco equipas posicionadas logo a seguir aos dois últimos. Daí que na penúltima jornada, a alta tensão incida nas partidas envolvendo os aflitos 1º de Maio, Textáfrica, Ferroviário de Nampula, ENH, Maxaquene e Chingale. Sinal de que o Moçambola ainda está bem vivo.

À parte a goleada que o novo campeão infringiu ao Textáfrica, a jornada 28 foi pobre em golos, assunto para ser equacionado pelos técnicos no final da época, uma vez que o golo é que faz a festa no futebol.    

 

O Moçambola ZAP 2017 entra na sua fase decisiva, na qual será conhecido o campeão nacional, assim como as duas equipas que irão acompanhar a Associação Desportiva de Macuácua, conjunto já despromovido.

É uma etapa em que a pressão sobre os principais actores do campeonato nacional é grande, até porque as equipas pretendem definir as suas posições na tabela classificativa.

Para que a verdade desportiva esteja salvaguardada, a Liga Moçambicana de Futebol apela ao fair-play e elevado sentido de profissionalismo aos árbitros, jogadores, treinadores e jogadores.

A três jornadas do fim do Moçambola ZAP 2017, a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) mostra-se satisfeita com o nível competitivo das equipas.

Aliás, o organismo que gere o campeonato nacional considera que os jogos tem sido bem disputados e caracterizados por equilíbrio.

Este fim-de-semana, o Moçambola ZAP 2017 pode conhecer o seu campeão, assim como as equipas despromovidas para o segundo escalão do futebol moçambicano.

O Ferroviário da Beira falhou, esta noite, o acesso às meias-finais da Liga dos Campões Africanos em futebol, depois de empatar a zero diante da equipa da casa, USMA da Argélia.

Com o empate, os locomotivas do Chiveve são afastados da prova, devido ao golo sofrido em casa, no sábado passado.

É um jogo que está a gerar enormes expectativas em Moçambique. Há um sonho, como Nação, de se fazer história nesta competição e melhorar o ranking de clubes na CAF.

Ferroviário da Beira defronta, amanhã, às 19h30, no Stade Stade 5 Julliet, o USMA da Argélia em jogo da segunda mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões Africanos em futebol.

É um jogo que se afigura bastante difícil para os campeões nacionais, porquanto irão jogar diante de um adversário que quer, desde cedo, pressionar os campeões nacionais na perspectiva de ainda cedo resolver a eliminatória.

Aliás, antes e depois do jogo da primeira mão, Otto Pfister, técnico alemão ao serviço do USMA, reclamou do estado do relvado do “caldeirão” do Chiveve, situação que, segundo o mesmo, dificultava a acção dos seus jogadores e do futebol que a sua equipa pratica.

É neste sentido que já no sábado, no seu reduto, o campeão da Argélia irá assumir as despesas do jogo, contando, neste caso, com o apoio do seu público. Mas o Ferroviário da Beira quer fazer história. Quer contrariar os argelinos que apostam na transição para as meias-finais da competição. De resto, mesmo com a viagem desgastante, o conjunto orientado por Rogério Gonçalves parte para este jogo motivado. Vai, certamente, a espaços, procurar surpreender o seu adversário que pode abrir algumas brechas para os campeões nacionais explorarem transições em contra-ataques. Os “locomotivas” do Chiveve desembarcaram no final da tarde de ontem em Argel, na Argélia, sendo que hoje efectuam o treino de adaptação ao Stade Stade 5 Julliet. Este jogo será dirigido por Bakary Papa Gassama (Gâmbia), que terá como auxiliares Jean-Claude Birumushahu (Burundi) e Marwa Range (Quénia).

Confiança no grupo de trabalho

Confiança é que reina no seio dos jogadores do Ferroviário da Beira.

Maninho e Mambuco eram, antes da partida para Argel, os rostos do optimismo no seio dos campeões nacionais. “Sabemos que vai ser um jogo bastante difícil. Teremos muito mais adversidades, porque eles estarão a jogar em seu próprio meio e muito mais motivados, mas estamos preparados”, disse o capitão, momentos antes da equipa seguir a Argel. Por sua vez, Mambucho, jogador que falhou o jogo da primeira mão, frisou que, caso os campeões nacionais se apresentem coesos, poderão ultrapassar o USMA da Argélia. “Para tal teremos um jogo bastante difícil e nós temos que sair daqui mais preparados. Em casa deles, sabemos que eles vão fazer de tudo para passarem a eliminatória, mas nós temos que ir lá fortes e convictos que podemos alcançar um bom resultado”, notou o regressado.

Campeões em título em vantagem

O Mamelodi Sundowns, campeão em título, parte para o jogo com o Wydad Casablanca do Marrocos com uma vantagem mínima de um a zero. No Lucas Masterpieces Moripe Stadium, a 17 de Setembro, o costa-marfinense Krahire Zakri marcou o golo que dá vantagem aos sul-africanos na eliminatória. Em desvantagem, o Wydad Casablanca do Marrocos tem a obrigação de fazer melhor para que vire a eliminatória e siga para as meias-finais. O jogo da segunda mão está previsto para amanhã, às 20h00. Ainda no sábado, o Espérance de Tunis (Tunísia) recebe o Al-Ahly (Egipto) com o fito de capitalizar o factor casa para seguir em frente na competição. No embate da primeira mão, registou-se um empate a duas bolas.

Domingo, conclui-se a disputa dos quartos-de-final, neste caso jogos da segunda mão com o Étoile do Sahel a medir forças com o Al-Ahly Tripoli da Líbia. A 17 de Setembro, no Tripoli Stadium, as duas equipas empataram sem abertura de contagem.

A União Desportiva de Songo recebe, domingo, o Textáfrica do Chimoio em desafio inserido na vigésima oitava jornada do campeonato nacional de futebol, Moçambola ZAP 2017. Pode ser o jogo do título…

Temos campeão em pleno fim-de-semana longo? Temos, sim senhor, se, no Songo, a União Desportiva cumprir e vencer o aflito Textáfrica do Chimoio e, em Maputo, o Costa do Sol perder ou empatar com o Chibuto. Tão simples quanto isso!

Mas há, nisto de contas, uma vontade férrea do Costa do Sol arrancar, domingo, os três pontos ao Chibuto e arrastar a decisão do título até as últimas consequências.

Domingo, os “guerreiros” de Gaza terão, no entanto, uma palavra a dizer, até porque pretendem melhorar a sua classificação no Moçambola ZAP 2017.

Razões mais do que suficientes para se antever um jogo muito bem disputado.

A depender apenas de si mesmo para conquistar o título, a UD Songo recebe um Textáfrica do Chimoio que precisa apenas de um ponto para assegurar a manutenção no campeonato.

Os “fabris” do planalto jogam, por isso, uma cartada importante diante de um adversário que está embalado na caminhada à conquista do título que lhe fugiu nas últimas jornadas no ano passado.

Maxaquene joga pela vida

Aguardado com enorme expectativa, até porque coloca frente-a-frente duas formações que lutam pela manutenção, o embate entre o Maxaquene e o 1.º de Maio de Quelimane será seguido com muita atenção.

Os “tricolores” e “trabalhadores” são obrigados a vencer para definirem a sua posição, pelo que se espera um jogo renhido com as duas equipas a darem o seu melhor para saírem vitoriosas. O 1.º de Maio teve uma semana turbulenta, na qual os seus jogadores boicotaram os treinos de terça-feira e quarta em reivindicação de salários em atraso.

Aliás, este é um aspecto que pode prejudicar o representante da Zambézia no Campeonato Nacional de futebol.

Arnaldo Salvado quer definir futuro já

No campo da Bela Vista, o Desportivo de Nacala recebe um Ferroviário de Nampula que, em caso de mais um deslize, pode espreitar a zona de despromoção.

Na quinta posição com 39 pontos, o Desportivo de Nacala está menos pressionado e pode aproveitar o factor casa para vencer o jogo.

Daí que se adivinha uma equipa que aponte para a vitória frente a um conjunto que vem de uma vitória moralizadora no terreno da Liga Desportiva de Maputo.

Despromovido e sem nada a perder, a Associação Desportiva de Macuácua joga com um Ferroviário de Maputo que pretende melhorar a sua classificação na prova.  

Igualmente despromovida, a Universidade Pedagógica de Lichinga recebe uma Liga Desportiva de Maputo que está a fazer uma prova modesta.

Fechar a prova com vitórias é o objectivo das duas formações, sendo que a UP de Lichinga conta com o apoio do seu público para conseguir este desiderato.

Interessante de seguir será o jogo ENH de Vilankulo e Ferroviário de Nacala, duas equipas separadas por 13 pontos na tabela classificativa. Os “locomotivas” de Nacala estão a fazer uma boa campanha no Moçambola ZAP, encontrando-se na terceira posição com 46 pontos.

O ENH, esse, está em décimo com 33 e é obrigado a vencer para definir a sua situação na prova.

A Stv e Stv Notícias irão transmitir, a partir deste ano, jogos de hóquei em patins. O acordo de cedência de direitos de transmissão foi assinado hoje, em Maputo, entre a Federação Moçambicana de Patinagem e o Grupo Soico. O acordo prevê ainda a cedência dos direitos de transmissão do Campeonato Africano de hóquei em patins, prova projectada para 2018, em Maputo.

Para além da transmissão dos jogos, a Stv e Stv Notícias irão divulgar conteúdos relacionados com corridas de patins em linha, uma competição recentemente criada, bem como os projectos de formação que tem estado a ser desenvolvidos no país.

Para Jeremias Langa, Administrador de Conteúdos do Grupo Soico, esta parceria abre espaço para que o hóquei em patins tenha maior visibilidade, para além de permitir aos moçambicanos dentro e fora do país acompanhar o evoluir desta modalidade que eleva a bandeira nacional.

Já Nicolau Manjate, presidente da Federação Moçambicana de Patinagem, disse que o acordo é benéfico para a modalidade na medida em que terá maior exposição. Manjate diz ainda que irá alavancar o hóquei em patins incentivando, desta forma, os mais novos a desenvolver as suas habilidades.

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