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O País – A verdade como notícia

O seleccionador nacional dos “Mambas”, Abel Xavier, mostrou-se indignado com algumas adversidades que tem enfrentado no seio do grupo de trabalho da selecção nacional. Para Abel Xavier não se deve exigir resultados aos jogadores sem as melhores condições.

Depois de ver cancelado o jogo de preparação diante da Guiné Equatorial, facto que desestruturou a programação inicialmente agendada, a selecção se dividiu em dois grupos, onde um esteve a treinar, primeiro, no campo do Maxaquene, na baixa da cidade e outra a concentrar-se em Lisboa.

Aliás, a realização de treinos do combinado nacional no campo do Maxaquene, que não reúne condições adequadas para actividades futebolísticas, tem vindo a dividir opiniões dos amantes do futebol moçambicano. Uns alegam que o campo do Maxaquene não tem, actualmente, condições para albergar treinos dos Mambas, pese embora se localize próximo ao quartel general dos Mambas, enquanto outros continuam a optar por ver o conjunto de todos nós a treinar em terrenos melhores preparados, caso do Estádio Nacional de Zimpeto, o estádio nacional.

Abel Xavier, na sessão de treinos da terça-feira, mandou recados às estruturas que gerem o futebol moçambicano, em especial à selecção nacional, mostrando-se agastado com algumas adversidades que tem enfrentado, sem no entanto especificar.

Abel Xavier diz que o trabalho que tem sido feito por ele e os jogadores não deve ser alvo de sabotagem. “ Eu sou uma pessoa muito séria naquilo que faço, portanto isto é a minha vida e a vida dos meus jogadores”.

Abel Xavier acrescentou ainda que jogadores não devem permanecer sem a competitividade interna.

Daí que não se pode exigir resultado aos jogadores sem que sejam criadas condições para tal. “Os meus jogadores têm feito um grande trabalho, e isso eu não quero perder, aliás, foram os jogos prévios que nos fizeram fortes frente à selecção na Zâmbia”.

O seleccionador nacional defende determinadas condições para se competir a um determinado nível.

Os Mambas realizaram a primeira sessão de treinos no campo do Maxaquene, na baixa da cidade de Maputo, tendo somente na tarde de hoje realizado um treino no Estádio Nacional do Zimpeto.

Assim, os Mambas partem amanhã para um estágio em Portugal, antes do jogo frente aos cabo-verdianos, que também terá o seu estágio em terras lusas.

De referir que o jogo particular dos Mambas tem como objectivo principal a preparação para os embates da dupla jornada entre a Guiné-Bissau e Namíbia, de qualificação ao CAN-2019, que terá lugar nos Camarões.

O jogo amigável, inserido na data-FIFA, entre as selecções de Moçambique e da Guiné Equatorial, agendado para 7 de Outubro, já não será realizado por motivos de logística, anunciaram as autoridades desportivas equatorianas.

A Federação Moçambicana de Futebol convocou, ontem, a imprensa para informar que a partida amigável, entre os Mambas e a Guiné Equatorial, foi cancelada, uma situação que baralha todo o trabalho planificado.

O secretário-geral da Federação Moçambicana de Futebol, Filipe Johane, disse que o adversário decidiu pela não realização do encontro, devido a um desentendimento, entre o agente FIFA – que estava em frente da organização do jogo – e a federação de futebol local.

“Convocamos esta conferência de imprensa para informar o cancelamento do jogo, anunciado na semana passada que iria se realizar contra a Guiné Equatorial”, começou por dizer Filipe Johane, para mais adiante acrescentar “na comunicação havida entre a Federação Moçambicana de Futebol e a Guiné Equatorial, onde esteve envolvido um agente para organizar este jogo, a partir do dia 8 de Setembro, fomos comunicados da pretensão daquele país em organizar o jogo amigável. Moçambique confirmou a intenção de realizar a partida em Maputo noutras datas. Mas este Guiné quis que o jogo fosse em Malabo, depois passaram-se os trâmites administrativos formais”.

De acordo com secretário-geral de FMF, normalmente, para a realização de confrontos desta natureza tem envolvidos os agentes FIFA, para caso, era de nacionalidade francesa, de nome Pier, e os contratos foram assinados. E um dos aspectos referidos era que a Guiné Equatorial suportaria as despesas de deslocação da nossa selecção, alimentação, alojamento, mas a FMF começou a sentir falhas, não de comunicação, mas sim de desentendimentos entre o agente FIFA e a federação equatoriana, em termos de caché.

Filipe Johane avança também, que pelo tempo escasso para contornar este problema, só lhe restava cancelar o jogo, pelo que já comunicaram a FIFA sobre o assunto.

O jornal O País ficou a saber que a FMF enviou a lista de toda a delegação para Guiné Equatorial, mas, até ontem, não haviam recebido as passagens áreas.

Contudo, conforme avançou a fonte, mantém-se o programa da realização do jogo contra Cabo Verde, no dia 10 em Portugal, sendo que a equipa viaja para Lisboa, no próximo dia 5 de Outubro.      

Fazer reajuste do plano

Para o seleccionador nacional, Abel Xavier, a situação é desagradável, mas afirma que a equipa técnica vai fazer o reajuste do plano de trabalhos.

“A situação desagrada-nos, seriam um jogo que serviria para retirar novos dados, mas vamos reagir rapidamente para reajustar o plano de trabalho com os jogadores que já estão em Maputo e os vêm das províncias”, esclareceu o timoneiro dos Mambas, para noutro desenvolvimento dizer “vamos nos concentrar no jogo contra Cabo Verde”.

O Treinador da União Desportiva de Songo, Chiquinho Conde, diz que a época que está prestes a findar foi positiva para a sua equipa, pela conquista do Moçambola ZAP e por chegar à final da Taça de Moçambique.

Com duas jornadas ainda por disputar para o Moçambola ZAP e com a questão do título já decidida, Chiquinho Conde garante que há ainda muito por conquistar. E a final da Taça de Moçambique não é para se jogar, mas sim para se ganhar.

Mesmo sem confirmar a sua continuidade na União Desportiva de Songo, Chiquinho Conde já prepara a próxima época futebolística.

Virtualmente campeã nacional, a União Desportiva de Songo tem ainda três jogos nesta temporada, nomeadamente diante do Chibuto e Ferroviário de Nacala, para o Moçambola ZAP, e Costa do Sol, para a final da Taça de Moçambique.

A União Desportiva de Songo pode conquistar a sua primeira dobradinha no próximo dia 05 de Novembro, caso vença o Costa do Sol na final da Taça de Moçambique.

Jogo de fundo da jornada seis do Campeonato da Cidade de hóquei em patins, prova que reatou após uma paragem de cerca de um mês para dar lugar a participação da selecção nacional de hóquei em patins no Mundial de Nanjing, na China. Frente-a-frente, dois clubes históricos desta modalidade: Ferroviário de Maputo e Estrela Vermelha.

Os “alaranjados” apostaram numa defesa à zona e fizeram valer a sua experiência para controlarem o jogo, tendo chegado facilmente a uma vantagem de quatro a zero no final da primeira parte.

Ivan “Maninho” Esculudes, Spiros “Kiko” Esculudes, Ílidio Canda, Dário Mascarenhas e companhia não deram qualquer hipótese ao Ferroviário de Maputo, pressionando, desde cedo, o conjunto comandado por Pedro Tivane.

Na segunda metade, os tricampeões nacionais foram alargando a sua vantagem perante uma jovem equipa do Ferroviário de Maputo sem soluções.

Nem mesmo a presença, em campo, do capitão Nelson “Mafamba” Miquissene foi suficiente para transmitir tranquilidade aos “locomotivas”.

Com esta vitória, o Estrela Vermelha cimentou a liderança na prova com 18 pontos e coloca-se em boa posição para conquistar o tetra. Já o Ferroviário de Maputo é terceiro com nove pontos.

“Cumprimos com o nosso objectivo. Estivemos muito bem no encontro. O Ferroviário de Maputo é uma equipa muito forte, formada por jovens jogadores que estiveram em estágio da selecção nacional. Nós fizemos o nosso trabalho e saímos com um resultado favorável. Queremos conquistar a prova”, disse Spiros “Kiko” Esculudes, capitão do Estrela Vermelha.

Por sua vez, Pedro Tivane, treinador do Ferroviário de Maputo, reconheceu a superioridade do seu adversário. “Estivemos mal no encontro. Não conseguimos fazer o nosso jogo e isso custou-nos muito caro. Vamos procurar corrigir os erros que cometemos”, disse Tivane.

Ainda a contar para esta ronda, a Académica derrotou o Desportivo “B” por 9-2, numa partida em que os estudantes foram claramente superiores. Os “alvi-negros”, em algum momento, tentaram contrariar o seu adversário, mas veio depois ao de cima nervosismo dos atletas menos rodados.

Este resultado coloca a Académica em quarto lugar com nove pontos, enquanto o Desportivo “B” é quinto com três pontos.

Por sua vez, o Desportivo “A” conseguiu o resultado mais volumoso da primeira jornada, ao bater o Dom Bosco por 34-1

Os jogos das meias-finais da Taça de Moçambique já foram disputados. E os finalistas também já foram encontrados. Tal como no ano passado, em que o primeiro e o segundo classificados do Moçambola foram os representantes do país nas competições africanas, nomeadamente o Ferroviário da Beira (campeão) na Liga dos Campeões e a União Desportiva de Songo (segundo classificado) na Taça Nélson Mandela ou Taça CAF, em virtude de ter conquistado a Taça de Moçambique, próximo ano os dois primeiros vão estar nas Afrotaças em representação da pátria amada.

União Desportiva de Songo, virtual campeão nacional, e Costa do Sol, vice-campeão nacional, estarão nas afrotaças. No caso concreto, se a União Desportiva de Songo vai na condição de campeão nacional, o Costa do Sol vai na condição de finalista da Taça de Moçambique, uma vez que vai defrontar o campeão nacional e mesmo em caso de derrota vai às Afrotaças, no lugar do vencedor.

Aliás, a festa no final do jogo entre o Costa do Sol e o Ferroviário de Maputo, que permitiu a chegada dos “canarinhos” à final da prova, graças à vitória nas grandes penalidades (8-7), é disso reflexo. Os adeptos, jogadores e equipa técnica sabem que o simples facto de chegar à final da Taça de Moçambique e, podendo defrontar a União Desportiva de Songo, já dava direito a uma participação na Taça CAF ou, taça Nelson Mandela.

Regresso de Maputo às Afrotaças
Esta presença do Costa do Sol na final da Taça de Moçambique, marca o regresso das equipas da capital do país as competições africanas. De resto, este ano foi a única vez que Maputo não teve nenhuma equipa nas Afrotaças.

Desde a Independência nacional, em 1975, somente em oito anos é que a capital do país não foi representado por uma equipa na Taça CAF, respectivamente em 2017 (UD Songo), 2015 e 2014 (Ferroviário da Beira), 2009 (Atlético Muçulmano da Matola), 2006 (Ferroviário da Beira), 2004 (Ferroviário de Nampula), 1992 (Clube de Gaza) e 1980 (Palmeiras da Beira).

Na liga dos campeões (anteriormente Taça dos Clubes campeões africanos de futebol), a capital não esteve nessa competição por apenas quatro anos, nomeadamente 2017 (Ferroviário da Beira), 2005 (Ferroviário de Nampula), 1982 (Têxtil de Púnguè) e 1977 (Textáfrica do Chimoio).

 

O Costa do Sol entrou melhor na quadra, obrigando o Ferroviário de Maputo a cometer muitos erros defensivos. Este facto fez com que as vice-campeãs nacionais comandassem a marcha do marcador no início.

Mas, depois, as “locomotivas” melhoraram ofensiva e defensivamente e saíram do primeiro período a vencer pelo parcial de 11-6.

Já no segundo período, as duas equipas denunciaram problemas ao nível da finalização. Ainda assim, o Ferroviário de Maputo liderou esta etapa com o parcial de 17-13.

O terceiro período foi mais aguerrido, com as duas equipas a darem o seu melhor para conquistarem a supertaça.

De um lado, estava um Costa do Sol forte ao nível do jogo interior e que criava desequilíbrios.

Do outro, um Ferroviário de Maputo forte nas tabelas e que fez desta partida um ensaio para a fase preliminar da zona VI da Taça dos Clubes  Campeões Africanos de Basquetebol. Ao cabo desta etapa, o Costa do Sol vencia pelo parcial de 16-14.

No quarto e último período, o Costa do Sol pressionou o seu adversário, mas o Ferroviário de Maputo soube gerir a vantagem.

As “locomotivas” conquistavam, desta forma, o primeiro troféu desta temporada.

O ex-internacional futebolista brasileiro, Rivaldo, chegou hoje, ao país. Trata-se de mais uma estrela do desporto-rei que escala Moçambique pela primeira vez, com vista a preparar o jogo entre Barcelona Legends e Mambas All Star, marcado para quatro de Novembro do corrente ano.

O antigo jogador brasileiro mostrou-se feliz por escalar o país e pela possibilidade de defrontar os Mambas.

“Estou muito feliz por estar aqui pela vez e tinha curiosidade em vir à Moçambique. Acabo de chegar, ainda vamos ver o que acontece depois” declarou.

Rivaldo diz esperar transmitir sua experiência aos mais novos. “Acho que o jogo será interessante e importante para o país, para os amantes do futebol, pela experiência que tenho com a dos outros colegas que virão. Acho muito importante, sobretudo, para os que ainda estão a iniciar sua carreira, por isso estou muito feliz”, acrescentou.

Rivaldo é considerado o maior meio-campista e um dos maiores jogadores da história recente do futebol mundial, e integra o grupo dos "4Rs" (Ronaldo, Romário, Ronaldinho e Rivaldo), considerados os quatro melhores jogadores brasileiros da história recente do futebol.

O Costa do Sol qualificou-se, hoje, para a final da Taça de Moçambique, após vencer o Ferroviário de Maputo por 8-7, na marcação de grandes penalidades.

Os “canarinhos”, defrontam, na final, a cinco de Novembro, a União Desportiva de Songo, que se qualificou, ontem, ao empatar a zero com o ENH de Vilankulo.

A União Desportiva do Songo qualificou-se, hoje, para a final da Taça de Moçambique ao empatar com o ENH de Vilankulo, sem abertura de contagem.

O conjunto de Chiquinho Conde passa com o agregado de um a zero no conjunto das duas mãos, uma vez que vencera por esta marca em casa.

Assim, a UD Songo poderá fazer a "dobradinha" já que conquistou o Moçambola ZAP.

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