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O País – A verdade como notícia

A direcção da Federação Moçambicana de Futebol, encabeçada pelo respectivo presidente, Alberto Simango Jr., e que integra ainda o secretário-geral, Filipe Johane, e outros, está na capital turca, Istambul, onde participa no Seminário Executivo da Federação Internacional de Futebol Amador. Esta é a segunda edição desta iniciativa do presidente Gianni Infantino, depois da primeira edição ter acontecido na vizinha África do Sul, com a participação de 30 países.

Trata-se de um evento que junta diversas federações e confederações filiadas, para troca de experiência em matérias ligadas ao desenvolvimento do futebol em cada um dos países e no mundo, onde se discute aspectos que têm que ver com as diversas formas de fazer acontecer a modalidade das massas.

Os campeonatos do mundo de todos os escalões, o futebol feminino, a formação, as infra-estruturas, as estruturas desportivas, o conhecimento, entre outras, são alguns dos temas que são abordados neste seminário, em que Moçambique e Bangladesh são os principais oradores.

No caso de Moçambique, falou da sua experiência sobre o projecto da “FIFA Foward”, especificamente no aspecto das infra-estruturas. “Sabemos que o nosso país é vasto, mas não possui infra-estruturas suficientes para a prática do futebol, nomeadamente os campos. O que nós estivemos a transmitir é a nossa experiência em como é possível promover a prática do futebol no meio dessas dificuldades”, começou por dizer Alberto Simango Jr., presidente da Federação Moçambicana de Futebol.

Recorde-se que um dos projectos da “FIFA Foward” em Moçambique é a construção de um campo de futebol em Mocuba, província da Zambézia, recentemente visitada pelo presidente da FMF, que já em Istambul. Ademais, a “FIFA Foward” vai financiar a construção de mais um campo na Maxixe, província de Inhambane, um projecto que já iniciou com a identificação do empreiteiro que vai erguer a infra-estrutura. Mesmo sem avançar os valores envolvidos, Alberto Simango Jr. garantiu que o campo da Maxixe vai estar pronto até o final do primeiro trimestre de 2019. “Neste momento, estamos a terminar os contratos com o empreiteiro e, até início do próximo ano, vamos iniciar com as obras. É uma infra-estrutura que vai estar pronto até finais de Março de 2019. Mas, na próxima semana, vamos convidar a imprensa para apresentar o projecto gráfico do campo da Maxixe e todo o processo”, prometeu o presidente da Federação Moçambicana de Futebol.

Fazem parte deste seminário que termina esta sexta-feira em Istambul, para além de Moçambique e do país anfitrião, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, que perfazem mesmo grupo do nosso país, Albânia, Bangladesh, Montenegro e Nepal, que formam o segundo grupo, e Eslovénia e Vietname, que se juntam a Turquia para formar o terceiro grupo.

O Bangladesh vai apresentar neste seminário a sua experiência em matérias de competições futebolísticas.

Artur Semedo confirmou a sua continuidade no comando técnico do Clube de Chibuto, em 2018, tendo como um dos objectivos a luta pela conquista de um título nacional. Os guerreiros de Gaza vão realizar um estágio pré-competitivo fora do país, em Janeiro próximo.

Artur Semedo vai continuar a comandar o barco dos guerreiros de Gaza em 2018. Depois de ter colocado a possibilidade de abandonar o futebol para se dedicar a pesca, Semedo diz que há aspectos que contribuíram para a sua mudança de decisão.

Mesmo estando a comandar jogadores que considera anónimos no futebol moçambicano, Artur Semedo diz que sua ambição é lutar pelos títulos.

O Clube de Chibuto vai atacar a nova época futebolística com um estágio na África do Sul ou Suazilândia, a partir de 15 de Janeiro de 2018.

Para já, os guerreiros de Gaza contam com cinco novas contratações, com destaque para Eva’Nga, uma dos melhores marcadores do Moçambola Zap 2017.

 

O Campeonato Nacional de Boxe, edição-2017, vai arrancar, nesta semana, e vai decorrer nos dias 24, 25 e 26, na capital do país, confirmou o secretário-geral da Federação Moçambicana de Boxe, António Hélio, em entrevista ao RM Desporto. O arranque da prova será antecedido de uma reunião técnica marcada para a tarde de hoje.

António Hélio disse estar tudo pronto para o arranque do campeonato e que as condições de alojamento, transporte e oS bancos dos confrontos estão assegurados.

A cidade de Maputo vai estar representado por pugilistas do Estrela Vermelha, Matchedje, Ferroviário, academias Nhuane, Lucas Sinóia, Paulo Jorge, Rectificadora LM e Núcleo de Bagamoyo, que ao todo perfazem 80 por cento dos participantes do campeonato nacional.
Outras províncias que normalmente são representadas nos “nacionais” são Gaza, Inhambane, Manica, Sofala e Nampula, estas duas últimas com uma média de seis a sete atletas e as restantes com uma média de três.

As expectativas em relação à maior prova de boxe do país, de acordo com António Hélio é grande. “Nós esperamos que o campeonato seja muito competitivo e nós vimos que o campeonato da cidade de Maputo teve um nível de competitividade de maior destaque, por isso nós pensamos que no campeonato nacional haverá este nível de competitividade. Nós temos acompanhado a área da arbitragem que também está a preparar-se, estão a fazer alguns seminários para criarem condições de preparação aos próprios árbitros, porque temos recebido muitas queixas por parte dos participantes das competições e nós já conversamos com a arbitragem, e pensamos que já demonstraram um outro nível de ajuizamento das competições”, disse António Hélio falando sobre os primeiros passos dados em relação a organização da prova que terá lugar no final de semana.
Relativamente a participação dos pugilistas tendo em conta a sua preparação e organização para o nacional de Maputo, Hélio disse esperar que os mesmos continuem com o mesmo nível de crescimento “para que dêem maior brilho ao campeonato”.

O campeonato será constituido por alguns eventos culturais para animar a prova, para além do evento desportivo. De acordo com o secretário-geral da Federação Moçambicana de Boxe, para o dia da abertura da competição, “teremos o desfile das delegações e participantes e algumas actividades culturais que vão durar cerca de uma hora e meia, depois as 18.30 vão começar os primeiros combates (preliminares) que vão até as 21.30, posto isso interrompemos e retomamos no sábado, onde teremos sessão com duas partes, a primeira vai iniciar as 14-17 horas e a segunda das 18-20 horas”, disse.
Para o último dia do nacional de boxe, a última vai iniciar às 13 horas e vai terminar às 17 horas, onde haverá a gala de premiação a partir das 18 horas.

Sofala quer conquistar o nacional
Uma das províncias que normalmente tem tido representantes à altura é Sofala e os pugilistas daquela parte do país dizem estar prontos para competir no certame, tendo como objectivo surpreender os seus adversários.

Os sete atletas de Sofala garantiram a transição para a maior prova nacional de boxe no último sábado. Os apurados foram vencedores do campeonato provincial da modalidade, que decorreu no último fim-de-semana na Beira, onde participaram 20 atletas em representação a academia Sixpence e ao pavilhão dos Desportos da Beira e foi organizado pela associação provincial da modalidade. Segundo António Mandela, director técnico provincial da associação que gere a modalidade, os atletas daquele ponto do país estão em condições de medir forças com outros atletas e prometem medalhas para a província de Sofala. “Já participamos várias vezes de campeonatos, mesmo torneios provinciais. Sofala está em pé de igualdade com outras províncias nacionais. O nosso objectivo é de chegarmos ao topo, mas no “ring” vamos ver quem será o melhor atleta, porque o melhor não se vê só a treinar. Portanto, só no combate vai-se apurar o vencedor. Mas Sofala tem muita esperança de chegar ao topo para trazer medalha de ouro ou de prata”, prometeu António Mandela, director técnico provincial da associação de boxe de Sofala.

Refira-se que os atletas que vão representar a província de Sofala são da categoria dos 52 a 75 kg.

Recorde-se que o campeonato nacional terá lugar no pavilhão do Estrela Vermelha.

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo pretende construir um complexo desportivo no Distrito Municipal Ka Tembe. O vereador dos Desportos no Município de Maputo não revela os valores que serão gastos, mas garante que já existem fundos para a viabilização do projecto.

De acordo com o vereador de Educação, Cultura e Desporto, Simão Matavele, a primeira parte consistiu na identificação do local com condições para implantação da infra-estrutura, que foi identificado no Distrito Municipal da Ka Tembe. Simão Matavele assume que é preocupação do Município identificar mais locais para a prática do desporto, em particular o futebol. “É nossa preocupação principal preservar os sítios que já estão sendo usados como espaços para a prática do desporto, especialmente para o futebol, mas também temos o nosso grande projecto de ter o complexo desportivo municipal. Tivemos algumas dificuldades, mas já estamos numa fase muito avançada de preparação para lançar o concurso, no sentido de, de facto, termos esta ideia materializada no distrito de Ka Tembe”, garantiu Simão Matavele.

Confrontado com a actual situação financeira do país, numa altura em que as instituições ressentem-se da crise financeira, Simão Matavele diz estar cientes das dificuldades que o município atravessa, mas assume que o complexo vai se materializar em função das parcerias que se tem com os privados. “Estamos a trabalhar nessa direcção, tendo em conta a situação presente que atravessamos, nós consideramos que a ideia poderá ser materializada, na base de parcerias com outras forças sociais”, assume Matavele.

Em relação aos locais que tradicionalmente foram usados como espaços para campos de futebol nos bairros, Matavele garantiu que na sequência de impedimento por parte do município de Maputo, houve uma redução da usurpação dos mesmos. Diz que neste momento a cidade de Maputo conta com 53 espaços para a prática do futebol, nos diferentes bairros, sendo que alguns dos campos vão beneficiar de uma reabilitação. “É o caso da reabilitação do campo de Romão, que temos isso em vista. Queremos não fazer grandes coisas, mas assegurar a terra-planagem, meter lá uma bancada e vedar, na medida do possível e depois atacarmos o campo do Vitória, no Xipamanine, onde pretendemos fazer a vedação, terra-planagem, balizas”, explica, deixando claro, mais uma vez, que as parcerias é que vão garantir a viabilização desses projectos: “Se tudo correr bem, na sequência do concurso que lançamos, de parceria público-privado, vamos ter a reabilitação e a construção do campo da Malhangalene. Esperamos que não hajam grandes problemas, pois o maior problema é que as dificuldades não prendem somente no público, mas também os privados ressentem-se desses problemas”.

Mesmo sem avançar valores envolvidos, o vereador da Educação, Cultura e Desporto no município de Maputo, Simão Matavele, garante que a construção do Complexo Desportivo esta para breve.

O ditado “a terceira é de vez” não se fez valer para o Ferroviário de Maputo, que pela terceira vez não conseguiu vencer uma final da taça dos clubes campeões africanos em basquetebol, prova que desta vez decorreu em Luanda, Angola, entre os dias 10 e 18 de Novembro. Terminada a prova, é hora de analisar a prestação moçambicana, que entre elogios encontra algumas críticas à forma como foi abordada a trajectória final da equipa verde e branca.

Era um campeonato que já se esperara imprevisível, pois é sabido que quando os angolanos “puxam” o campeonato para a sua casa, fazem de tudo para que a taça fique entre eles. Moçambique não tem conseguido fazer disso tradição, pelo menos ao nível de básquete. O 1º de Agosto e o Inter terão apreendido a lição em relação ao estado de forma em que estava o Ferroviário de Maputo e foram trabalhar mais, tendo em conta que o nível de exigência dos adeptos angolanos é muito alto.

Só para recordar, o 1º de Agosto veio a Moçambique, ano passado, e saiu daqui algo envergonhado, pois vinha para ganhar o título e não conseguiu. Entregou o título ao Inter e ficou em terceiro lugar. Um campeão habitual quando vai a uma prova e não ganha e a seguir organiza, o intuito é vingar-se. E uma das coisas que fez foi reforçar uma posição onde ninguém esperava. A equipa tinha uma “Tanucha” em grande forma, ainda assim, foi buscar mais duas atletas fortes para a posição de poste. O 1º de Agosto foi buscar uma poste muito tecnicista, mais alta que “Tanucha”, ainda que não mais forte, criando essa dupla imbatível em áfrica no momento – Tanucha e Alicia – e que trouxe de novo a dimensão clássica do basquetebol, originalmente interpretada por homens e mulheres altos, mas o tempo vai mostrando que há espaço democrático, por causa da linha dos 6 e 25m, para outras alturas. Portanto, o 1º de Agosto tirou lições da fase preliminar em Gaborone e do campeonato anterior realizado em Maputo, e até do campeonato africano.

Caifaz defende melhor “scouting” das próximas vezes
Durante a edição semanal do programa “Ao Ataque”, que vai ao ar às segundas-feiras na STV, Ilídio Caifaz, ex-basquetista e ex-presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, foi contundente ao analisar o “scouting” feito pela equipa técnica “locomotiva”. Caifaz, acérrimo defensor de equipas que jogam com os tradicionais dois postes, questionou o porquê de se ter abdicado da presença na quadra da sudanesa contratada para esta prova, Sara Chan. Aliás, a atleta quase não constituiu opção para Inak Garcia, cuja aposta recaiu na argentina Gizela Vega e na “canarinha” Deolinda Gimo. Para Caifaz, Leia Dongue e a americana Alicia foram os “carrascos” do Ferroviário de Maputo na final. Dongue provou, mais uma vez, ser muito competente e ajudou a sua equipa a vencer a prova continental.

Às moçambicanas faltou fidelidade ao seu jogo, cujas apostas têm sido nas transições rápidas e tiros de fora da área. O Ferroviário de Maputo denotou muita ingenuidade, apesar do enorme talento que abunda na equipa. No cômputo geral, as “locomotivas” arriscaram em apenas quatro ocasiões, com Anabela Cossa, excelente atiradora, a não aparecer nos momentos cruciais. Apesar destes elementos, Caifaz considera que a prestação do Ferroviário de Maputo foi boa, porque só chega à final quem faz um trajecto de muito bom nível e, quanto a isso, as “locomotivas” foram exemplo, vencendo pelo caminho, e de forma ousada, o Interclube de Luanda, outro candidato ao título até então.

O treinador Victor Matine já está na cidade de Chimoio para formalizar o contrato de trabalho com a Universidade pedagógica de Manica, que em 2018 vai evoluir no Moçambola. Matine e a direcção do clube vão, também, traçar os objectivos para a próxima época.

O técnico, que também é funcionário da Universidade Pedagógica como professor de educação física, não esconde a satisfação pelo convite endereçado para abraçar o projecto do recém-promovido ao Moçambola.
Victor Matine, que falava à Rádio Moçambique, mostrou-se optimista quanto a uma boa prestação do Clube Desportivo da Universidade Pedagógica de Manica no Moçambola de 2018, dado o nível organizacional da colectividade. Para Matine, o Clube Desportivo Universidade Pedagógica de Manica tem tudo para se afirmar como grande emblema no campeonato nacional de futebol.

“Estamos aqui para alguns acertos com vista à nova temporada, em relação àquilo que vai ser a nossa prestação, também apreciar algumas coisas ligadas a questões organizacionais da própria colectividade e perceber quais são os objectivos que a colectividade tem para o Moçambola”, disse o técnico, que já passou pelo Ferroviário da Beira, Clube de Chibuto e Ferroviário de Maputo, como adjunto de Lucas Barrarijo.

Relativamente às ambições que tem no comando dos “pedagogos” de Manica, caso se formalize o casamento com a direcção da UP, promete melhorar aquilo que foi a sua prestação, quando comandou da UP de Lichinga na temporada 2017. “A minha maior ambição é procurar melhorar aquilo que foi a minha prestação quando era treinador da UP de Lichinga e ajudar esta colectividade a ocupar os lugares de destaque neste campeonato”, disse Matine, que considera haver condições para ocupar lugares de destaque, uma vez que “tem tudo para poder ombrear de igual para igual com outras equipas, porque não há colossos neste futebol e as equipas todas são quase do mesmo nível”, assume.

Vim felicitar a colectividade
Victor Matine disse que pretende, nesta sua primeira presença em Chimoio, sendo também funcionário da instituição de ensino superior, felicitar a direcção pela passagem ao escalão máximo do futebol nacional, uma “direcção jovem” que mostrou “grande organização”. Aliás, Matine diz que pretende alcançar altos voos no comando desta colectividade primodivisionária: “eles querem crescer e eu também quero crescer com eles. Acredito que vamos chegar a um consenso”, disse confiante o técnico.

A direcção da UP de Manica coloca como principal meta na sua primeira aparição no escalão máximo do futebol moçambicano ocupar um dos cinco primeiros lugares. Mas Matine prefere não embandeirar em arco e diz: “São pontos que ainda não discutimos. Vamos ver, mas acredito que será possível, porque o grupo é muito forte. Mas vamos analisar. Por enquanto, estamos a desfrutar da conquista, já que sou da UP e estou aqui para os felicitar pela conquista e pela ascensão ao mais alto nível do futebol moçambicano”, concluiu Victor Matine.

Direcção da UP confirma Matine
Entretanto, o presidente da UP de Manica, Charnaldo Ndaipa, assegurou que o técnico Victor Matine vai assumir os destinos da colectividade na próxima época futebolística. “Está confirmado que a UP de Manica vai ser treinada por Victor Matine, que acabou de chegar da Beira. Neste momento, estamos a analisar as condições contratuais e o contrato será assinado nas próximas horas”, disse Ndaipa.

Informação avançada pelo jornal Folha de Maputo avança que entram para a colectividade do campeão em título, a UD Songo, oito jogadores que poderão dar outra vida e maior ambição, bem como uma boa conjuntura, em face as saídas confirmadas de Kambala e Luís Miquissone, que vão representar o emblema sul-africano do Mamelodi Sundowns. Trata-se de Miro e Josimar, que regressam ao país, depois de terem representado o Bravos de Maquis de Angola; Osvaldo, que época passada vestiu a camisola do Ferroviário de Nampula; Nuno, que esteve veiculado ao Chingale de Tete; Ussama, que vai trocar a Liga Desportiva de Maputo pelos campeões nacionais; Fabrice, que conhece muito bem o futebol africano depois de representar o Ferroviário da Beira.

Os treinados de Chiquinho Conde irão contar também com os préstimos de Hélder Pelembe, que deixa o Baroka FC, da África do Sul e LauKing, que deixa o Desportivo de Nacala para dar seu contributo numa boa prestação dos campeões nacionais nas competições africanas.

Aliás, depois do Ferroviário da Beira ter feito uma excelente campanha na Liga dos Campeões africanos, a União Desportiva de Songo quer fazer ainda melhor e chegar mais longe, depois de uma primeira experiência mal conseguida, este ano, quando caiu ainda na primeira eliminatória da Taça CAF, aos pés do Platinium Stars da África do Sul.

“Canarinhos” com saídas de luxo
O Costa do Sol, vencedor da Taça de Moçambique, e representante moçambicano na Taça CAF, também designada Taça Nelson Mandela, piscou o olho a quase uma equipa completa: 11 jogadores. Seis destes vem de fora do país, para colmatar as saídas de outros tantos jogadores que este ano ajudaram o clube a conquistar a Taça de Moçambique.

Para além das entradas já anunciadas do Diallo, vindo do 1º de Maio de Quelimane, Samito e Nené, ex-Textáfrica de Chimoio; Chawa, que representou o Clube do Chibuto; Isaac, vindo dos Camarões; Sibale, que vem do Malawi, os “canarinhos” foram buscar ainda Raul e Jorge no Ferroviário de Nampula, Isaías Adamo, que esteve ligado ao Desportivo de Nacala, e Danito que vestiu-se a tricolor em 2017.

Mas perde jogadores de “luxo” que chegaram a ser esteio da equipa, casos de Tchando, guarda-redes que ombreou com Guirrugo na baliza “canarinha”; Clemente, Dito, estes dois muito pouco utilizados; Aguiar, Kito, Loló, Mfiki, Ruben, Manucho, Lineker e Mbulu, estes outros que deram o seu contributo a equipa. Rúben, por exemplo, esteve ligado ao Costa do Sol durante uma década e deixa o clube por opção técnica, devendo ligar-se ao Ferroviário de Nacala. É, do resto, a única contratação dos “locomotivas” de Nacala até então anunciada.

Ainda no norte, o Ferroviário de Nampula, que em 2018 será treinado por Antero Cambaco, foi ao Desportivo de Nacala buscar o guarda-redes Gervásio e o defesa Edgar. Nos “guerreiros” de Gaza foram buscar Maninho, enquanto em Maputo chamaram Dito, do Costa do Sol e Pai, do Maxaquene, para reforçarem a equipa. Charles, ex-Chingale de Tete é outra figura que vai vestir-se de verde-e-branco de Nampula. Em compensação vão deixar os “locomotivas” da capital do norte Osvaldo, Banda, Kalanga, Jorge e Raul.

Mesmo com as anunciadas  entradas livres, o pavilhão multiusos do Kilamba registava muitas clareiras na final da 23ª edição da Taça dos Clubes Campeõoes Africanos de basquetebol em seniores femininos. Determinadas em, finalmente, erguer o troféu após duas sofridas finais em que ficaram em segundo, as campeães nacionais entraram melhor na quadra com Diolinda Gimo a fazer os dois primeiros pontos.

Com uma tabela forte, onde a moçambicana Leia “Tanucha” Dongue e a americana Alicia Devaughn davam cartas, o 1º de Agosto ganhava as segundas bolas e fazia melhor aproveitamento desta situação. Com 02:08 por se jogar, o parcial era de 8-6.

Iñaki Garcia, no processo de gestão da equipa, refrescou a posição um lançando Dulce Mabjaia para o lugar de Onélia Mutombene.
Aproveitando alguns erros das “locomotivas”, as angolanas fizeram do seu joho interior a marca de sairam do primeiro quarto a vencer pelo parcial de 12-8.

O segundo quarto trouxe um Ferroviário de Maputo, no incio, a fazer boas combinações entre as postes: Deolinda Gimo e Gisela Vega. Jaime Covilhã, treinador do 1º de Agosto, fez a leitura do jogo e mandou Leia “Tanucha” Dongue regressar à quadra.

Cinco pontos da extremo Ana Gonçalves – um tiro curto e outro exterior- colocaram o D’ Agosto com uma vantagem de 11 pontos: 21-12.

Ajuste defensivos do Ferroviário de Maputo. Recuperação do Ferrovário de Maputo que fez um parcial de 6-0 (21-18). Elizabeth Pereira, lançada nesta etapa do jogo, quebrou o enguiço ao nivel do defice do jogo exterior ao ser certeira.

Mas os erros defensivos continuavam do lado do Ferroviário de Maputo. O D’Agosto soube aproveitar e fechou a primeira parte a vencer pelo parcial de 32-23.

O terceiro quarto teve um inicio sem esclarecimento ofensivo. Na zona de lançamentos livres,  Onélia Mutombene teve um aproveitamento de zero em quatro.

Deolinda Gimo defendia melhor Leia “Tanucha” Dongue. Mas, em zonas distantes do cesto, esta, sem contestação de lançamento, lançou uma bomba. E, com um tiro curto, fez mais dois pontos! Sem esclarecimento ofensivo, o Ferroviario de Maputo, sem qualidade na armação do jogo, cometia muitos “turnovers”. Factores aproveitados pelo D’ Agosto que, no final do terceiro quarto, conseguiu a maior diferença pontual do jogo: 47-31. 17 pontos, portanto, de diferença que espelham a equipa que menos erros cometeu.

No quarto quarto, defesa à toda largura do campo para retardar os ataques do D’ Agosto. Mas Leia “Tanucha” Dongue continuou a fazer estragos nas tabelas, sendo que atleta moçambicana terminou o jogo com um duplo-duplo: 23 pontos e 10 ressaltos.

Nem por isso destemido, o Ferroviario de Maputo passou a jogar com três extremos: Ingvild Mucauro, Ana Suzana Jaime e Anabela Cossa. De resto, Anabela Cossa conseguiu tiros exteriores que permitiram ao Ferroviario de Maputo reduzir a diferença para 10 pontos. Mas um tiro exterior de Elizabeth Mateus acabou com as esperanças do Ferroviario de Maputo.

Leia “Tanucha” Dongue no cinco ideal
A basquetebolista moçambicana Leia “Tanucha” Dongue teve excelentes prestações na edição 2017 da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos. Fruto dessas actuações, foi indicada para o cinco ideal da competição.

A poste do Ferroviário de Maputo, Gisela Vega, foi igualmente indicada para o cinco ideal deste campeonato africano de clubes.

E, porque fazem parte da terra do basquetebol, três americanas foram igualmente integradas no cinco ideal. Trata-se de Alicia Devaughn (1º de Agosto), Dominique Wilson (First Bank) e Italee Lucas, esta última com actuações pouco convincentes.

Excelente jogadora, tendo contribuido com 17 pontos e três ressaltos na final, Alicia Devaughn foi considerada MVP.

Italee Lucas foi considerada melhor triplista da competição, enquanto a sua compatriota Dominique Wilson foi considerada melhor marcadora.

Anabela Cosa e Odélia Mafanela falham quarto título na carreira

Do leque das 12 atletas que representaram o Ferroviário de Maputo na fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos, cinco já haviam erguido o troféu.

Trata-se de Rute Muianga, única sobrevivente da equipa do Ferroviário de Maputo que, em 2006, no Gabão, ficou em segundo lugar; Anabela Cossa,  Odélia Mafanela e Ingvild Mucauro, estas três que se sagraram campeães africanas pelo Desportivo de Maputo e extinta Liga Desportiva de Maputo.

De resto, as quatro atletas têm a particularidade de terem conquistado, em representação da extinta Liga Desportiva de Maputo, o último título continental de clubes para Moçambique em 2012, em Abidjan, na Costa do Marfim.

Nessa  competição, facto curioso, a Liga Desportiva de Maputo venceu na final o Interclube de Angola, por 53-43.

Clarisse Machanguana viria a ser eleita MVP da prova, para além de ter sido indicada para o cinco ideal juntamente com Leia “Tanucha” Dongue e Deolinda Ngulela.

Faziam parte da equipa da Liga Desportiva de Maputo jogadoras como Anabela Cossa, Cátia Halar, Filomena Micato, Aya Traoré (senegalesa), Jazz Covvington (americana), Ingvild Mucauro, Rute Muianga, Odélia Mafanela, Deolinda Ngulela, Clarisse Machanguana, entre outras.

Isto equivale dizer que Anabela Cossa, Ingvild Mucauro e Odélia Mafanela conquistaram a Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em tres clubes diferentes: Desportivo de Maputo, Liga Desportiva e Ferroviário de Maputo.

Já a experiente Rute Muianga alcançou este feito em duas colectividades: Ferroviário de Maputo e extinta Liga Desportiva.  Este domingo, falhou a conquista do seu segundo título de clubes.

Este domingo, Anabela Cossa e Odélia Mafanela falharam a conquista do seu quarto título na sua carreira na Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol.

Não conseguimos o sexto título de clubes.
Com a derrota, ontem, do Ferroviário de Maputo na final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos, o nosso  país falhou a conquista do sexto título continental de clubes.
O primeiro clube a inscrever o seu nome no galarim da FIBA foi o Maxaquene, formação que em 1991, no seu pavilhão, conquistou a Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol.

Faziam parte da fabulosa equipa do Maxaquene nomes como Aurélia Manave, Esperança Sambo, Telma Manjate, Marta Monjane, Ana Paula, entre outras vedetas do basquetebol cá do burgo!

Dez anos depois, ou seja, em 2001, a Académica impôs-se em África! Comanda por Francisco “Chico” da Conceição e Manuel Meque, a Académica teve uma prestação brilhante em Abidjan, Costa do Marfim.
Ana Flávia Azinheira, Deolinda Ngulela, Clere “Voca” Taímo, Nádia Navessa Rodrigues, Sílvia Langa, colocaram África a seus pés.

Foi preciso esperar mais seis anos para novo título. Em 2007, depois de no ano anterior o Ferroviário de Maputo ter ficado em segundo lugar, o Desportivo fez brilharete numa prova disputada em Maputo.

Sob o comando do metódico Nasir “Nelito” Salé, o Desportivo de Maputo superou toda a concorrência e terminou a prova invicto.
Para tal, contaram os préstimos das senegalesas Salimatta Diata e Anta Sy, Anabela Cossa, Diara Dessai, Cátia Halar, Leia “Tanucha” Dongue, Odélia Mafanela, entre outras.

Ano seguinte, novo título! Em 2008, em Nairóbi, Quénia, o Desportivo de Maputo reforçou-se com Deolinda Ngulela, Aleia Rachide, Yolanda Jones (americana) e arrebatou o segundo título continental de clubes na sua história.

Palavras do Ministro do Interior

“Vocês são um orgulho para o país”

Pouco depois do Ferroviário de Maputo ter carimbado, sábado, o passaporte para a final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos, Jaime Basílio Monteiro, ministro do Interior, dirigiu-se às atletas, técnicos e direcção do clube  afirmando que foram heróis.

Acompanhado pelo seu homólogo de Angola, Ângelo da Veiga Tavares,  Jaime Basílio Monteiro começou por conhecer, do presidente do Ferroviário de Maputo, o historial do clube no campeonato africano de clubes.

Recuando no tempo, Quipisso disse que nos últimos três anos a equipa sénior feminina de basquetebol do Ferroviário de Maputo qualificou-se para as meias-finais.

Explicou que, em 2015, em Luanda, Angola, o Ferroviário de Maputo ficou em segundo lugar e, ano passado, em Maputo, ocupou a segunda posição.

Mais: prometeu, na ocasião que as atletas iriam dar o seu melhor para dignificar o país.
Emocionado, o ministro do Interior não escondeu que sentiu calafrios durante o emocionante jogo das meias-finais diante do Interclube, no qual o Ferroviário de Maputo venceu por 71-62.  “Eu vim mesmo para vos agradecer. Fizeram uma grande maravilha. Eu ia morrer por problemas de coração, mas fiquei reanimado. Estão de parabéns meninas. Vocês são um orgulho para o país”.

Quem vence o Interclube, clube   adistrito ao Ministério do Interior de Angola, tem tudo para ganhar a final. Estas foram palavras do titular da pasta  do Interior de Angola.

 

Pelo segundo ano consecutivo, o First Bank da Nigéria ocupou o terceiro lugar na Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos.

Hoje, as nigerianas derrotaram o Interclube de Angola por 70-61 em jogo de atribuíção do terceiro lugar da 23ª edição da competição.

Cecilia Okoye, com um duplo-duplo (21 pontos e 11 ressaltos ) contribuiu significativamente para a vitória do First Bank.

A espectacular base-armadora americana Domique Wilson esteve igualmente em bom plano ao contabilizar 17 pontos em 37:07 minutos na quadra.

Do lado do Interclube, Italee Lucas foi a melhor cestinha com 14 pontos. O First Bank teve uma média de 20 porcento na linha dos 6.75 metros com seis lançamentos certeiros em trinta tentados.

Mais: 40 porcento na linha de lançamentos livres, tendo convertido 20 lançamentos em 40 tentados.

Pela primeira vez nos últimos seis anos, o Interclube está fora do pódio na Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos.

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