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O País – A verdade como notícia

Sob o lema “A caminho do centenário”, o Desportivo de Maputo, um dos mais emblemáticos clubes nacionais, efectua próximo sábado o lançamento da campanha da 1.ª edição das actividades comemorativas dos seus 100 anos de existência.

O anúncio do roteiro de celebração do centenário do clube, que será em Maio de 2021, foi feito esta terça-feira em conferência de imprensa realizada na sede do clube.   

O presidente do Desportivo, Inácio Bernardo, destacou a importância do evento e disse que para o primeiro dia estão agendadas várias actividades, cujos participantes serão desde as antigas referências do clube, até à nova geração de atletas do clube.

Ademais, ainda de acordo com Inácio Bernardo, o lançamento da 1ª edição das actividades do Desportivo de Maputo, servirá para atrair sócios e simpatizantes, bem como distribuir alguns diplomas de mérito aos que mais se evidenciaram no crescimento do clube.

“Neste momento que este clube atravessa, houve pessoas que nos últimos três anos sempre estiveram connosco, sempre nos apoiaram nas dificuldades, portanto, esse momento vai servir para agraciar essas mesmas pessoas, enfim, esse também será um dos momentos mais altos”, referiu Bernardo.

Obras do clube quase terminadas
De acordo com o presidente daquele clube, as obras de manutenção do clube estão no seu momento de finalização, pelo que, a qualquer momento poderão estar concluídas.

Em relação ao campo de futebol, a ser erguido no distrito de Marracuene, por enquanto servirá para iniciados daquela região.

Próximos dias do Desportivo de Maputo
Inácio Bernardo referiu ainda, que já existe um plano de acção para o ano 2018, relativamente a equipa sénior de futebol, oito vezes campeã nacional, e que neste momento encontra-se a disputar a divisão de honra.

O dirigente máximo do clube, Inácio Bernardo, diz que no próximo ano a equipa de futebol, que terminou no quinto lugar na edição deste ano do campeonato da divisão de honra, zona Sul, com 34 pontos, irá disputar a Liga de Honra com os olhos postos no Moçmbola-2019. “A ideia é reestruturar o plantel para abordarmos o futebol, diferente da forma como abordamos no ano passado, dando mais dimensão ao próprio futebol”, disse Inácio Bernardo, preocupado com o facto dos “alvi-negros” poderem disputar mais uma temporada no escalão secundário do futebol moçambicano.

A concentração da família “alvi-negra” para o lançamento das celebrações dos 100 da colectividade terá lugar na sede do clube, este sábado, e irá iniciar com uma marcha, às 6H30. O Grupo Desportivo de Maputo foi fundado a 31 de Maio de 1921.

Porque África há muito se curva ao seu talento, Leia “Tanucha” Dongue foi pelo quarto ano consecutivo (2014, na Tunísia; 2015, em Angola; 2016, em Maputo; e 2017, em Angola) eleita para o cinco ideal da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos.

Com uma particularidade, desta vez: única jogadora africana indicada para o cinco ideal da 23ª edição do campeonato africano de clubes, prova havida no multiusos do Kilamba.

No estrado montado no centro do multiusos do Kilamba para albergar as cinco melhores, subiram ao mesmo a prestativa poste americana Alicia Devaughn, ela que foi nomeada melhor jogadora (MVP); Gizela Vega, a hispano-argentina do Ferroviário de Maputo; Italee Lucas, espectacular base-armadora do Interclube que esteve abaixo do seu real valor; e Dominique Wilson, fabulosa base-armadora americana do First Bank.

“Eu já não espero. Sou aquele por quem se espera”, escreveu Agostinho Neto, poeta e primeiro presidente de Angola

E este é o caso de Tanucha, ela é tal por quem se espera!
Para os críticos da modalidade da bola ao cesto ficou sensação de que a explosiva poste moçambicana, e justificava-se, devia ter sido eleita jogadora mais valiosa (MVP) da competição.

Não, e não mesmo, se cingindo apenas ao duplo-duplo (23 pontos e 10 ressaltos) arrancando na final em que o D’ Agosto venceu o Ferroviário de Maputo, por 65-51.

Foi regular durante toda prova! Mandou nas tabelas!
Com médias de 15.7 pontos/jogos, Tanucha não só foi determinante para a conquista do terceiro título continental de clubes do D’ Agosto, como também terminou a prova como terceira melhor marcadora.

“Primeiro, dar os parabéns ao Ferroviário de Maputo porque é uma grande equipa. Vencemos porque trabalhamos para tal”, disse ao “O Pais” no final do jogo.

E prosseguiu: “foi um bom jogo para nós. Quero parabenizar as minhas colegas, a equipa técnica e direcção do clube que tudo fez para conquistarmos o título”, frisou, radiante.

Adiante, a basquetebolista moçambicana ajuntou que “desde Gaberone, Botswana, que demos o nosso melhor para conseguirmos chegar ao título. É uma conquista merecida”.

Quatro títulos! é obra!
Esta miúda só sabe ganhar! Um ano depois de ascender ao escalão sénior, em 2008, Tanucha conquistava a sua primeira Taça dos Clubes Campeões Africanos pelo agora moribundo Desportivo.

Em Nairobi, Quénia, precisamente no ginásio Nyanyo, a craque viu a águia a colocar-se no pico do Kilimanjaro! Numa final bem disputada, o Desportivo, então orientado por Nazir “Nelito” Salé, derrotou o D’ Agosto por 70-63, com a americana Yolanda Jones e Aleia Rachide a contribuírem com 27 e 17 pontos, respectivamente.

Faziam parte da brilhante formação “alvi-negra” Anabela Cossa, Cátia Halar, Deolinda Ngulela (nomeada MVP), Tânia Wachene, Aleia Rachide, Licka Sy, entre outras.

Em 2012, nova conquista! Em Abidjan, Costa do Marfim, Tanucha vestiu as cores da extinta Liga Desportiva e ajudou a equipa a derrotar na final o Interclube, por 53-43.

Nesta prova, fez, igualmente, parte do cinco ideal, juntamente com as compatriotas Clarisse Machanguana, MVP, e Deolinda Ngulela.

Anabela Cossa, Aya Traore, Cátia Halar, Clarisse Machanguana, Deolinda Ngulela, Filomena Micato, Ingvild Mucauro, Jazz Covington, Leia Dongue, Odélia Mafanela, Rute Muianga e Valerdina Manhonga assinaram o quinto título africano de clubes conquistado por um clube moçambicano. De resto, e consta no registo da FIBA-Africa, em 2014, em pleno Salle Olympiqye Raed Bejaoiu, em Sfax, Tunísia, fez estragos e chamou a si o título de melhor jogadora (MVP) e melhor marcadora com média de 21.7 pontos/jogo. No jogo da final, em que a sua equipa perdeu com o Interclube (75-74), arrancou 26 pontos e nove ressaltos e…”simply the best”.

Patriotismo rima com profissionalismo
Se a 19 de Novembro – na final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol -Tanucha, com 23 pontos e 10 ressaltos (duplo-duplo), fez exultar o técnico do D’ Agosto Jaime Covilhã ao liderar as “militares” ao terceiro título, o mesmo não se pode dizer do que fez a 25 de Agosto quando “tramou” o mesmo em Bamako, no Mali.

Trocado em miúdos: nos quartos-de-final do “Afrobasket” 2017, Leia “Tanucha” Dongue contabilizou 27 pontos e liderou Moçambique a uma vitória diante de Angola, por 61-47.

Orientada por Jaime Covilhã, seu actual treinador no D’ Agosto, Angola falhou o apuramento às meias-finais do “Afrobasket” e, no final da prova, o mesmo pediu demissão.

Ossos de ofício, claro. Mas, acima de tudo, profissionalismo e elevado sentido de patriotismo da atleta.

E, fruto da sua performance no “Afrobasket” 2017, Tanucha esteve no cinco ideal com médias de 16.9 pontos, 7.6 ressaltos e 1.6 assistências.

MVP da prova, a senegalesa Astou Traore foi também indicada para o cinco ideal com uma média de 21 pontos/jogo, 5.6 ressaltos, 2.3 roubos de bola e 1.3 assistências.

Completam o lote das melhores do certame, a americana naturalizada angolana Italee Lucas (15,4 pontos, 5 ressaltos e 2,4 assistências), a nigeriana Evelyn Akator (media de 15,3 pontos/jogo) e a maliana Naignouma Coulibali, melhor ressaltadora do certame.

 

Os árbitros mostraram-se indisponíveis para apitar jogos das provas de basquetebol ao nível da Cidade de Maputo, devido ao atraso no pagamento de subsídios de cerca de 50 mil meticais. A ABCM diz ter feito de tudo para resolver o problema

A Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM) reconhece o problema, mas diz que este cenário se deve ao facto de um dos parceiros não estar a honrar, há quatro meses, com os compromissos de pagamento de valores à agremiação, tal como foi acordado. Rui Hélder Guilaze, presidente da ABCM, lamenta ainda o facto de apenas um clube filiado ter pago os valores referentes a inscrição de atletas e filiação.

A Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo queixa-se do patrocinador que garante o pagamento dos árbitros não estar, há quatro meses, a honrar com os seus compromissos, facto que poderá fazer com que esta classe paute pelo “boicote” de jogos e force a agremiação a cancelar jogos. O que, de facto, foi acordado com o parceiro e o que o mesmo justifica para não honrar com os seus compromissos?
O compromisso foi de que mensalmente teríamos a possibilidade de ter os subsídios dos árbitros pagos e, como contrapartida, a imagem do patrocinador viria nas camisetes e nos fatos de treinos dos árbitros. Cumprimos a nossa parte mas, de há uns meses a esta parte, este mostrou algumas dificuldades por, segundo ele, a sua empresa passar por momentos menos bons daí que tenhamos nos socorrido a fontes alternativas para pagar os árbitros nos últimos meses mas, a nossa capacidade deixou de existir dai que estejamos com uma folha em aberto, que é a de Outubro, que devia ter sido paga até ao dia 10 passado. Infelizmente não conseguimos e, na semana passada, os árbitros mostraram-se indisponíveis para apitar jogos, causando um tremendo embaraço ao esforço que temos feito mas, vamos respeitar, não podemos fazer mais do que isso.

Por outro lado, a ABCM diz que os alguns clubes não estão a honrar com os seus compromissos no que se refere ao pagamento de inscrição de atletas, filiação e material a crédito solicitado…
Claramente, temos estado a funcionar com meios alternativos pois, a adicionar o facto do parceiro não estar a cumprir, temos os nossos associados também em falta. Desde que a época de seniores começou, apenas na sexta-feira passada, um clube se dignou a pagar com as suas obrigações. Os restantes ainda não fizeram. Convém realçar que a A Politécnica é o único clube que tem um saldo positivo para com a ABCM e que esta, em devido tempo, informou a todos desta situação. Vamos aguardar que os clubes se posicionem para podermos decidir sobre o que fazer porque está a ficar uma situação desgastante
 
Quais são as implicações do cancelamento dos jogos em todos os escalões?
Naturalmente que afecta a programação toda. Temos de entregar os nossos representantes para os nacionais e ainda não o fizemos. Se virmos que não se vislumbra uma solução clara sobre isso, teremos que dar por encerrada as provas e homologar os actuais primeiros classificados como Campeões da Cidade. Nos seniores, iremos fazer com o Torneio de Abertura porque o nosso plano é de, em Janeiro, termos a disputa da Taça Maputo porque a Engen Maputo Basket já tem datas marcadas e não podemos adiar.

Em seniores masculinos, temos em Fevereiro, em Maputo, a disputa da fase de apuramento para o Campeonato do Mundo. Este cenário de cancelamento de jogos não irá prejudicar a selecção nacional?

O nosso papel é evitar que mais danos dos que já foram causados aconteçam. Na programação de jogos, já estão inclusas as paragens para dar lugar aos jogos da selecção de seniores. Já fizemos chegar esse plano aos clubes que não viram nenhuma objecção. Sabemos que teremos paragens em Fevereiro e em Junho, mas está tudo acautelado.

A ABCM fez uma proposta na qual os clubes passam, a partir de 1 de Janeiro de 2018, a beneficiar de bónus que permitirão isenção nas inscrições de atletas. Qual a viabilidade da mesma?

Primeiro, o importante passa por termos capacidade para pagar contas. Não vamos pegar no dinheiro e entregar aos clubes, vai-lhes ser creditado o valor para que situações de inscrições, filiações sejam acauteladas. Mas isto faz parte de uma pacote grande que está a ser discutido e na fase final com o patrocinador do campeonato. Os clubes já foram explicados como funcionária e, também, os mesmos só vêem vantagens. Na proposta que fizemos, vão estar inclusos os custos administrativos da ABCM para podermos sobreviver sem muitos sobressaltos. Fazendo assim, permite nos evitar, por exemplo, os problemas que temos hoje, que passam também pelo incumprimento dos clubes das suas obrigações. Vai permitir que a relação entre a ABCM e os clubes se dilua em questões de basquetebol, apesar de estar salvaguardado que, os benefícios não abrangem a alta competição.

FIBA confirmou que os jogos da primeira fase do grupo “D” de apuramento ao Mundial de basquetebol da China, em 2019, terão lugar em Fevereiro de 2018, no pavilhão do Maxaquene.  Moçambique irá travar argumentos com Costa do Marfim, RCA e Senegal

A selecção nacional de basquetebol sénior masculino estreia-se, a 24 de Fevereiro, diante da Costa do Mar-fim, na primeira fase das eliminatórias do grupo “D” de apuramento ao Campeonato do Mundo da modalidade a ter lugar em 2019, na China.

Trata-se, de resto, de um adversário que terminou o “Afrobasket” 2017 na 14ª posição e, actualmente, ocupa o 65º posto no “ranking” da FIBA.
Inserida no grupo “A” do “Afrobasket” 2017, certame havido no Senegal e Tunísia, a Costa do Marfim estreou-se com uma derrota a 8 de Setembro diante da Nigéria, por 78-77.

Na jornada dois, os costa-marfinenses voltaram a perder, desta feita frente a RD Congo por uma diferença de 19 pontos: 81-60.
Na terceira e última jornada, o primeiro adversário de Moçambique na fase de apuramento ao Mundial caiu aos pés do Mali com quem perdeu por 92-63.

No “Afrobasket” 2015, competição realizada em Radès, na Tunísia, Moçambique e Costa do Marfim defronta-ram-se nas classificativas do 11º e 12º lugares, tendo a vitória sorrido para os costa-marfinenses por 70-63.

Nesse embate, realizado a 28 de Agosto de 2015, Pio “Lingras” Matos foi o melhor cestinha da selecção naci-onal com 15 pontos durante os 32 minutos em que esteve na quadra.

O armador foi secundado pelo extremo David “Mano” Canivet Jr. que contabilizou 13 pontos e oito ressaltos em 36 minutos na quadra. Do lado da Costa do Marfim, Souleyman Diabate, totalista no jogo, esteve em des-taque com 19 pontos e oito ressaltos.

RCA a seguir
A 25 de Fevereiro, a selecção nacional de basquetebol terá pela frente a República Centro Africana, em jogo da segunda jornada da primeira fase do grupo “D” das eliminatórias para o Mundial.
A RCA somou duas derrotas em três jogos no “Afrobasket” 2017.

Inserida no grupo “B”, começou por perder com Marrocos por 76-66.
Já no dia 10 de Setembro, num jogo equilibrado, a República Centro Africana derrotou o Uganda por 57-53.

Tal como se esperava, até pela diferença em termos competitivos entre os dois países, fechou a fase de gru-pos com uma derrota com Angola: 66-44.

Senegal a fechar

Terceiro classificado na edição 2017 do “Afrobasket”, prova na qual foi co-organizador, Senegal é o adversário na jornada três da competição.
Curiosamente, Moçambique e Senegal cruzaram caminho na fase de grupo do último Campeonato africano, com os senegaleses a vencerem por 80-49.

Em 2015, Moçambique e Senegal estiveram também integrados no mesmo grupo (B) em 2015, em Radès, na Tunísia, sendo que a selecção nacional perdeu por 86-76.

A FIBA confirmou, semana passada, que os jogos da primeira fase do grupo “D” de apuramento ao Mundial de basquetebol terão lugar no pavilhão do Maxaquene.

Enquanto a capital da capital do Mali, Bamako, será palco de jogos do grupo “B” que contará com a participa-ção das selecções nacionais da Nigéria, Uganda e Ruanda e Mali.

Sob o novo sistema de competição da FIBA, África qualificará pela primeira vez cinco equipas para o Mundial de basquetebol.

Ao longo de um ciclo de quatro anos de 2017 a 2021, as selecções africanas irão efectuar jogos oficiais re-gulares para se qualificarem para o Mundial 2019 e “Afrobasket” 2021. Os três primeiros classificados avan-çam para a segunda fase que comporta 12 selecções nacionais. Na segunda fase, as equipas defrontam-se num sistema de eliminatórias com jogos em casa e fora. O Mundial de basquetebol terá lugar de  31 de Agosto a 15 de Setembro de 2019, na China.

 

Do outro lado do atlântico, terra de oportunidades e sonhos, EUA, basquetebolistas moçambicanas perseguem os seus: jogar na WNBA,  versão feminina da NBA,  a maior liga de basquetebol do planeta.
Os primeiros passos, a serem dados no basquetebol colegial e universitário, revelam-nos  boas indicações. No Seward County Community College, três perolas do indico brilham e procuram (a)firmar-se: Silvia Amadeu Veloso e as “sisters” Carla e Vilma Covane.
Com as basquetebolistas moçambicanas Sílvia Amadeu Veloso e Vilma Covane no cinco inicial, e a contabilizarem 16 e 11 pontos, respectivamente, o Seward County Community College venceu, quarta-feira, 29 de Novembro, o Cowley College por 77-58.

Durante os 25 minutos em que esteve na quadra, Vilma Covane concretizou cinco em sete lançamentos de campo, contabilizando ainda três ressaltos defensivos, uma assistência  e três roubos de bola.
Por sua vez, Sílvia Veloso, base-armadora, contabilizou 29 minutos nos quais concretizou três em quatro lançamentos na zona dos 6.75 metros aos quais junta quatro ressaltos – um ofensivo e três defensivos-, quatro assistências, dois roubos de bola e igual número de “turnovers”.

A outra jogadora moçambicana que evoluiu no SCCC, Carla Covane, contabilizou  nesse embate 16 minutos, tendo, de resto,  saído com quatro pontos e cinco ressaltos defensivos.

A 25 de Novembro, no passado sábado, Vilma Covane terminou o jogo com 12 pontos em 15 minutos na quadra.

A número 45 do Seward County Community College colectara, igualmente, oito ressaltos dos quais dois ofensivos e seis defensivos.
Por sua vez, Carla Covane, sua “sister”, foi chamada para o  cinco inicial e arrancou seis pontos e quatro ressaltos.

Já Sílvia Amadeu Veloso, com 16 minutos na quadra, contabilizou cinco pontos, três ressaltos e igual número de assistências e seis roubos de bola.

Quatro  dias antes, ou seja, 21 de Novembro, as internacionais  basquetebolistas moçambicanas não conseguiram evitar a derrota das “Lady Saints” diante do Barton Community College, por 89-80.
Sílvia Amadeu Veloso, com 22 minutos na quadra,  terminou o jogo com seis pontos, dois ressaltos e uma assistência.

Outrossim no cinco inicial, Vilma Covane contabilizou seis pontos, três ressaltos, enquanto a sua irmã Carla teve sete pontos e dois ressaltos.

Mais dados
Com uma média de 23.8 minutos/jogo, ao nível da conferência, segundo dados disponíveis no sítio dos SCCC, Sílvia Amadeu Veloso apresenta uma percentagem de 52.5 porcento de lançamentos de campo e 33.3 na linha dos 6.75 metros. A sua média na linha dos lançamentos livres  é de 60.0 porcento e  7.1 pontuação.

Já Vilma Covane tem uma média de 17.4minutos/jogo, 62.0  porcento de aproveitamento nos lançamentos de campo e 33.3 na linha de lançamentos livres. Em termos de pontuação, situa-se nos 8.6.   Por último, Carla Covane tem os seguintes números: 15.0 minutos/jogo, 63.6 porcento nos lançamentos de campo, 42.9 porcento de aproveitamento na linha de lançamentos livres e média de 3.9 pontos 5.0 ressaltos/jogo.

Foi um dos maiores futebolistas do pós-independência, uma cópia de Romário. Espantava pela morfologia, não muito comum em jogadores da grande área: baixo, pernas curtas e uma enorme massa muscular, era conhecido por exportação, em alusão a uma garrafa pequena de cerveja com essa designação

Saíu de Moçambique em Dezembro de 1988, após ter conquistado o título de campeão pelo Desportivo de Maputo. O destino era o Sporting de Lisboa, presidido por Jorge Gonçalves, o bigodudo presidente leonino de então. Aos 33 anos, assinou por quatro temporadas, após ter sido campeão e melhor marcador, internamente.

Calton não conseguiu ser a unha prometida aos leões. Chegou, viu, lutou e… não se pode dizer que tenha vencido totalmente, uma vez que a sua trajectória, porque entregue à sua sorte, conheceu contornos sinuosos. O principal motivo: não ter cedido às pressões para renunciar à nacionalidade moçambicana.

Para trás ficava uma carreira ímpar de sucessos, com a camisola alvi-negra e a da Selecção Nacional, em inesquecíveis tardes de glória, nos tempos áureos de Gil, Orlando Conde, Ângelo Jerónimo, Rui Marcos, Ramos e muitos outros… qualquer deles a passarem ao lado de grandes carreiras, devido ao “fecho de fronteiras” que então vigorava no país.

Do S. José para alvalade
Começou no S. José e teve por cá o apogeu com a camisola ‘’alvi-negra’’, tendo sido um dos principais protagonistas de inesquecíveis tardes de glória da Selecção Nacional. No Desportivo de Maputo tornou-se um ídolo e na Selecção, um emblema. Na altura, nenhum seleccionador se ‘’atrevia’’ a deixá-lo de fora, tendo somado 39 presenças na equipa de todos nós.

O seu bio-tipo não é o mais comum para um jogador de área, mas era aí que as suas qualidades se evidenciavam. Por ser baixo, não se aventurava muito no jogo aéreo, mas a verdade é que tinha dois poderosos pés que tudo compensavam, tanto a driblar como a rematar.

As suas armas principais: frieza, drible curto, passe para o lugar certo e forte pontapé. Pelo carácter lutador, na posição de segundo ponta-de-lança, a sua utilidade era extrema, tanto a defender como a atacar. Além disso, era um líder por excelência, capaz de levantar o astral dos colegas, mesmo nos momentos mais difíceis.

Ascensão e queda
Deveria ter ido aos 13 anos, mas a oportunidade só lhe surgiu aos 33. No ocaso da carreira e quando já pensava em arrumar as botas, Hilário da Conceição recomendou-o ao Sporting de Portugal. Havia sido o melhor marcador da época finda.

A idade não foi obstáculo para os leões, sedentos que estavam de alguém que fizesse golos. Viajou com um contrato evolutivo que começava nos 600 contos portugueses de então e que na quarta época já estaria fixado em 850. Porém, acabou não jogando oficialmente no grande clube lisboeta.

Foi cedido a colectividades de menor expressão nas duas temporadas seguintes, não tendo arrecadado nem um terço dos valores plasmados nos contratos assinados. Quando o assunto ficou resolvido, o Sporting elegeu um novo presidente que lhe colocou duas hipóteses: ser colocado num clube de menor expressão, ou mudar de nacionalidade. Optou pela primeira hipótese, para se manter moçambicano. Dias de autêntica tortura se seguiram, com idas constantes a Lisboa para resolver um diferendo que até hoje permanece.

Acabou por arrumar as botas no Fornos de Algodres, aos 40 anos, já como jogador/treinador e fixou-se numa empresa de distribuição de materiais de construção subalternizando o pontapé-na-bola.

Orgulhoso do seu país, Calton Banze, que ainda tem muito a dar pela sua experiência, numa modalidade em que foi, sem favor, um dos mais exímios. Regressou ao seu Desportivo, sendo de vez em quando solicitado a colaborar com a Federação.

Moçambique e os moçambicanos não se devem esquecer do “baixinho”, uma referência que pelo seu carácter e pelo futebol praticado, ainda permanece na retina dos mais velhos.

 

O técnico português, Nelson Santos, já tem acordo com o Ferroviário de Maputo para as próximas duas temporadas, em substituição de Carlos Manuel.

Depois de ter sido cogitado o acordo entre o Ferroviário de Maputo e Nelson Santos, antes mesmo do final da época 2017, quando o técnico estava ainda ligado ao Costa do Sol, desta vez a confirmação vem do próprio Ferroviário de Maputo, que garante que só está à espera da chegada do t’técnico, depois das férias, em Portugal, para iniciar com os trabalhos de preparação. Ademais, a escolha dos adjuntos está a cargo do próprio técnico português, devendo um deles ser da casa, segundo exigência da direcção.

Os “locomotivas” da capital do país foram ao mercado buscar o guarda-redes Frank, ex-ENH de Vilankulo, os defesas Nelson, ex-Maxaquene, Eusébio, ex-Liga Desportiva de Maputo, os médios Kito, Mfiki, Loló e o avançado Manucho, que estiveram ao serviço do Costa do Sol.

Para além destes reforços, o Ferroviário de Maputo conta com o regresso de Jeitoso, que esteve emprestado, para a sua avaliação, ao Cape Town da África do Sul, equipa onde actua outro moçambicano, Edmilson Dove.

Na África do Sul, Jeitoso não teve oportunidade de se mostrar à equipa técnica do Cape Town e não chegou a ser opção, o que precipitou o seu regresso ao país, novamente para o Ferroviário de Maputo.

Com intuito de fazer boa campanha no Moçambola 2018, o clube de Chibuto acaba de contratar o guarda-redes Tchando, ex-Costa do Sol, os defesas Beto e Mbonga, ex-Desportivo de Maputo, Aguiar, ex-Costa do Sol, os médios Kiki, ex-Matchedje de Maputo, Dlamine, da Suazilândia, e o avançado Palhaço, ex-Desportivo de Maputo.

O Ferroviário de Nampula também foi ao mercado e assegurou os préstimos do guarda-redes Gervásio, ex-Desportivo de Nacala, dos defesas Maninho, ex-Clube de Chibuto, Edgar, ex-Desportivo de Nacala, Dito, ex-Costa do Sol, Pai e o avançado Charles, ambos vindos do Maxaquene.

Por seu turno, a Liga Desportiva de Maputo conseguiu trazer ao seu ninho o guarda-redes Tony, ex-Estrela Vermelha de Maputo, o defesa Uliri, os médio Nonó, Ambaliro, que estiveram ligados ao 1º de Maio de Quelimane e o avançado Maré, ex-UP de Lichinga.

Do mesmo modo, o Ferroviário da Beira reforçou-se com os médios Ipo, Kalanga, ex-Ferroviário de Nampula e Hipólito, ex-Sporting de Nampula. Rúben, que durante muito tempo foi o esteio dos “canarinhos”, é a contratação confirmada, até ao momento, no Ferroviário de Nacala.

O avançado nigeriano, Chigozie Christopher Onyimah, de 24 anos de idade, é o mais recente reforço do Costa do Sol para a temporada 2018.

Segundo uma nota do clube canarinho na sua página do Facebook, Chris, que representava o G.U.O. FC da Nigéria, é rápido, forte e remata com facilidade.

De acordo com a mesma nota, as vagas para estrangeiros no Clube de Desportos da Costa do Sol estão preenchidas.

A nota indica ainda que desde que não aconteça nada de extraordinário antes do início da época, o Costa do Sol apresenta um plantel com 26 jogadores, com 24 anos de média de idade e 174cm de média de altura.

As inscrições dos jogadores para a próxima época futebolística iniciam no dia 07 de Dezembro.

 

 

 

A União Desportiva do Songo, campeão moçambicano de futebol, vai preparar a próxima época no estrangeiro: África do Sul e Swazilândia estão na lista das preferências.

De acordo com o jornal A Bola, a UD Songo arranca para o estágio de pré-época no dia 15 de Janeiro para se instalar num dos dois países vizinhos.

A próxima temporada advinha-se de grande desgaste para a turma comandada por Chiquinho Conde, visto que além de competir nas habituais provas internas, nomeadamente campeonato (Moçambola) e Taça, participará pela primeira vez na Liga dos Campeões Africanos, prova na qual tem pretensões de deixar uma boa imagem.

E para que esse objectivo seja atingido, o campeão nacional assegurou os reforços dos defesas Osvaldo, ex-Ferroviário de Nampula, Amorin, ex-Ferroviário da Beira, os médios Ussama, ex-Liga Desportiva de Maputo, Nuno, ex-Chingale de Tete, Josimar, ex-Bravos de Maquis de Angola e os avançados Hélder Pelembe, ex-Baroka FC da África do Sul e Lauking, ex-Desportivo de Nacala.

 

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