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O País – A verdade como notícia

O selecionador nacional chamou 25 jogadores para prepararem o confronto diante da Zâmbia, referente a quinta jornada do grupo K, de qualificação ao CAN-2019. O objectivo da equipa técnica dos Mambas é conquistar os três pontos e continuar a sonhar com a fase final da competição africana de seleções.

A ausência de Mexer e o regresso de LauKing são as principais novidades da convocatória de Abel Xavier anunciada esta quinta-feira.

Abel Xavier assume que é um duro golpe a não vinda de Mexer, por lesão, lembrando que os Mambas já realizaram alguns jogos sem este defesa do Rennes da França, pelos mesmos motivos, deixando claro que confia nos jogadores que tem para o sector mais recuado do conjunto de todos nós. “Aquilo que me preocupa como selecionador é que hajam jogadores lesionados. Mexer já vem com sintomas de lesão e não podemos esquecer que já vínhamos não contando com ele ano passado. Foi confirmada a lesão e não podemos fazer nada. Aceitamos a credibilidade dos factos e Mexer está mesmo de fora. Gostaríamos que ele estivesse dentro do conjunto, mesmo pelo perfil, mas vamos ter que nos adaptar à sua ausência. Ira entrar um outro jogador a altura de substituir o jogador e acredito nos meus jogadores”, disse Abel Xavier.

Relativamente a LauKing, jogador que vem se notabilizando ao serviço da União Desportiva de Songo e que já foi chamado aos trabalhos da seleção nacional, nomeadamente no jogo particular com Cabo Verde, o selecionador nacional diz ser um jogador com características exigidas para estar no “espaço da seleção nacional”. “Lauking tem mérito por voltar a entrar na convocatória. Teve lesão e foi afastado na altura, mas agora está de volta. Nós definimos sempre que para estar na convocatória, o jogador tem que respeitar um certo perfil e ele foi convocado depois de uma análise do seu trabalho no clube e se mostrou firme para entrar nos convocados. Por isso contamos com ele”, assegurou o luso-moçambicano, que também confirmou estar confiante nos jogadores que chamou para este embate diante da Zâmbia.

Aliás, da última convocatória diante da Namíbia, na dupla jornada, ficaram de fora os jogadores: Mexer, por lesão, David Malembane, Mapangane, Chelito, estes por opção, e Raúl, do Costa do Sol, por estar nos sub-23. Mas há ainda possibilidade de integração de Franque, guarda-redes do Ferroviário de Maputo, e de Aamadú, da União Desportiva de Songo, que estão nos trabalhos dos Mambinhas.

Objectivo passa por vencer a Zâmbia

A missão é difícil, mas não complicada! Abel Xavier traçou objectivos para o jogo com a Zâmbia. Afinal sabe que uma derrota pode custar não só a qualificação ao CAN-2019, como também a quebra do contrato, uma vez que o objectivo terá falhado. E para que isso não aconteça (pelo não por enquanto), Abel Xavier quer vencer e continuar a alimentar a esperança de qualificação aos Camarões, próximo ano. “O objectivo prioritário da equipa é ganhar o jogo. Nós temos conhecimento de que a vitória nos coloca no caminho que ambicionámos”, começou por dizer Abel Xavier.

E diz haver muita importância no jogo não só do lado moçambicano, mas do lado zambiano, tendo em conta que os Chipolopo iniciaram cedo a preparação para o jogo do dia 18 de Novembro. “A Zâmbia está a dar nos importância, mesmo pelo futebol que está a dar. O facto de eles estarem já a estagiar mostra que dão importância ao nosso jogo”. Mas há mais motivos: “partindo do pressuposto de que a Zâmbia é um colosso do futebol africano e com ambições de se qualificar, nós temos que fazer de tudo, em nossa casa, para vencer. E cada um deve fazer a sua parte para que o produto final seja de festa para os moçambicanos”, frisou o selecionador nacional.

 

Mesmo sem ser claro na sua abordagem, Abel Xavier deixou ficar a ideia de que os Mambas estarão alojados numa das estâncias hoteleiras da capital do país, mesmo para permitir maior comodidade e flexibilidade nas deslocações para o local dos trabalhos de preparação. “Voltaremos a estar centralizados na cidade o que vai fazer com que o trabalho seja mais facilitado, nomeadamente as facilidades de deslocações” disse, acrescentado ainda que a seleção vai ter seis unidades de treinos, pese embora seja o mesmo que será usado pela seleção sub-23, que também prepara um importante encontro de qualificação ao CAN da categoria, diante do Eswathini (antiga Suazilândia), na próxima sexta-feira a noite.

Abel Xavier apelou aos moçambicanos para continuarem a confiar na seleção nacional que defronta a Zâmbia, no próximo dia 18, em partida da quinta jornada de qualificação ao CAN-2019. “As vitórias nos dão alegrias e são contruídos por todos. Por isso, apelo para que acreditem no que estamos a fazer. Nestes dois meses as pessoas alteraram o seu comportamento em relação as derrotas que sofremos o que não devia existir porque devemos unir as forças para atingirmos o objectivo final: a qualificação”, finalizou o selecionador nacional, Abel Xavier.

Para garantir a qualificação à fase final do Campeonato Africano das Nações, que terá lugar nos Camarões, em Junho de 2019, os Mambas precisam vencer a Zâmbia, nesta jornada, e a Guiné-Bissau, na última jornada, terminar com 10 pontos, sem olhar para os outros resultados.

 

Costa do Sol e Ferroviário da Beira defrontam-se, domingo, às 14h30, no Estádio da Machava, em jogo da final da Taça Moçambique Mcel. “Locomotivas” do Chiveve e “Canarinhos” querem salvar a época 2018.

Um é Rogério. Outro é Horácio. São portugueses e têm em comum o apelido: Gonçalves. Mais: foram “recrutados”, em momentos de crise, para salvar a “nau” a navegar em águas turvas no rio Chiveve e nas bandas da Costa do Sol.

Têm, sábado, no vale do Infulene, sobre as suas “mãos” o fechamento em glória ou não da época do Costa do Sol e Ferroviário da Beira, duas equipas que falharam “redondamente” o objectivo principal, a conquista do Moçambola-2018.

Pelo que, na reedição da final de 2005 da Taça de Moçambique Mcel, “Canarinhos” e “Locomotivas” do Chiveve sobem ao sintético do Machava para contrapor os maus resultados que desmentem o grande investimento feito pelas respectivas direcções.

Há 13 anos, ou seja, em 2005, o Ferroviário da Beira conquistou a prova – o segundo título- ao derrotar na final o Costa do Sol, por 1-0.

Foi preciso esperar oito anos para que os beirenses voltassem a erguer o troféu: 2013, ano em que derrotaram na final o astuto Chibuto por 2-0. 

Um ano depois, sob o comando de Lucas Barrarijo, o Ferroviário da Beira bateu na final o seu homônimo de Maputo por um a zero.

Clube com maior número de taças conquistadas, o Costa do Sol sobe ao relvado sintético do Estádio da Machava com os olhos postos no 13.º troféu no seu historial.

De resto, os “canarinhos” procuram conquistar a sua segunda taça consecutiva depois de, em 2017, em pleno Estádio Nacional do Zimpeto, terem vencido na final a União Desportiva do Songo por um a zero.

Em 1980, o Costa do Sol conquistava o primeiro dos doze troféus que ostenta ao derrotar na final o Palmeiras da Beira (1-0) e, três anos depois, nova conquista com vitória sobre o Textáfrica de Chimoio pelo mesmo resultado. 

Dominadores, os “Canarinhos” voltaram a conquistar a Taça de Moçambique em 1988, 1992, 1993, 1997, 1999, 2000, 2002 e 2007.

No confronto entre as duas equipas esta temporada, há registo de uma vitória do Costa do Sol sobre o Ferroviário da Beira (3-1), em jogo da 28.ª jornada do Moçambola-2018.

Do lado dos “Canarinhos”, os golos foram da autoria de Sibale, Mbulu e Chawa, enquanto Dayo fez o golo dos “Locomotivas”.

Na primeira volta, ou seja, na 13.ª jornada, o Ferroviário da Beira recebeu e venceu ao Costa do Sol por um a zero com um golo de Maninho.

Embora sejam competições diferentes, vale recordar que os “Locomotivas” e “Canarinhos” alcançaram resultados distintos no fecho do Moçambola 2018.

O Ferroviário da Beira perdeu com a Liga Desportiva de Maputo por três a zero, enquanto o Costa do Sol empatou a duas bolas com o despromovido 1º de Maio de Quelimane.­

 

O jogo entre Moçambique e Zâmbia, referente a quinta jornada do grupo K de qualificação ao CAN-2019, realiza-se no domingo da próxima semana, dia 18, no Estádio Nacional do Zimpeto e é de cartaz importância para as aspirações dos Mambas na caminhada rumo aos Camarões

É a hora de todas as decisões! A hora de decidir se “vamos” ou não a fase final do Campeonato Africano das Nações! E uma boa decisão depende muito das escolhas que são feitas. A empreitada é importante para as aspirações dos moçambicanos, que defraudaram expectativas diante dos Bravos Guerreiros da Namíbia, que esmagaram na dupla tentativa de picada mortal dos Mambas, sem sucesso.

Desta vez, diante dos Chipolopolo, uma águia muito popular na Zâmbia, os Mambas tem a responsabilidade de voltar a repetir a picada que deu em Lusaka, quando marcou aos 92 minutos, por Stanley Ratifo, que se estreava a marcar pela selecção nacional.

Sim, depende de boas escolhas porque são essas escolhas que vão garantir uma boa prestação, num terreno bastante difícil para os jogadores moçambicanos, pese embora seja em sua própria casa, tendo em conta os últimos desaires caseiros, nomeadamente diante da Guiné-Bissau (2-2 – com o empate a ser para lá dos 94 minutos) e Namíbia (1-2 – com o golo da derrota apontado para lá dos 97 minutos).

E amanhã Abel Xavier, o seleccionador nacional, anuncia os Mambas que têm a responsabilidade de dar o “bode final” ao Chipolopolo, que vai alimentar as expectativas de qualificação à fase final do CAN-2019.

Pelo menos já se sabe que alguns jogadores não farão parte desta lista de convocados, uns por estarem ao serviço dos Mambinhas sub-23, e outros por opção técnica mesmo.

Dos que estão na selecção sub-23 e que tem sido escolhas de Abel Xavier nos Mambas, destaque vai para Kamo Kamo, estrela do Ferroviário de Maputo e capitão da selecção sub-20, Raúl, figura proeminente do Costa do Sol, e Mapangane, que actua na Liga Desportiva de Maputo e que foi chamado para a dupla jornada com a Namíbia, sem ter tido oportunidade de se estrear. Ou seja, sem estes três jogadores que vão aos sub-23, Abel Xavier terá que encontrar outros para completarem o conjunto. Mas não há falta de jogadores para estarem no “espaço da selecção nacional”, tal como o próprio seleccionador nacional diz.
 
Dúvidas na baliza
No primeiro dos dois jogos diante da Namíbia, Guirrugo deu um frango do tamanho do país no segundo golo sofrido e não foi opção para a segunda partida, em Windhoek, pelo que há dúvidas em relação a sua chamada, pese embora seja dos guarda-redes com alguma experiência internacional (pelo menos no que diz respeito a selecção nacional) dos que actuam internamente. Mas tem Leonel, um dos mais velhos das escolhas de Abel Xavier, que esteve bem em Windhoek e na União Desportiva de Songo, ajudando a equipa a conquistar o bicampeonato.

Na defesa, resta saber se Malembane, desta vez, aceitará o convite, caso seja chamado, já que por duas vezes declinou o convite, já que veio por algumas vezes e não conseguiu a tão desejada estreia no conjunto nacional. Mas primeiro é preciso saber se será chamado por Abel Xavier.

Dos restantes já se sabe que podem, e estão em condições de serem chamados a convocatória, nomeadamente Edmilson, Ifren, Mexer, Reinildo, Zainadine e Manucho, podendo entrar mais um ou dois jogadores para reforçarem a defensiva.

Nos restantes sectores, podem não haver muitas surpresas em relação a última convocatória, já que quase todos são os mais chamados aos Mambas. Curioso vai ser saber se os melhores marcadores dos Mambas, nomeadamente Telinho (11 golos) e Dayo (10) farão parte da convocatória, bem como se Ratifo, autor do golo em Lusaka, estar’a presente. Witi, Reginaldo e Clésio, que tem sido jogadores importantes nos seus clubes, espera-se que venham a dar seu melhor contributo para o melhor resultado diante da Zâmbia, caso façam parte da convocatória a ser anunciada esta manha.
 
 Lista dos 25 pré-convocados:
 
Guarda-redes: José Guirrugo (Costa do Sol) e Leonel Pindula (UD Songo);
 
Defesas: Edmilson (Cape Town, África do Sul), Ifren (Liga Desportiva de Maputo), Jeitoso (Ferroviário de Maputo); Malembana (BFC Dynamos, Alemanha), Manucho (Costa do Sol), Mexer (Rennes, França), Reinildo (Belenenses, Portugal) e Zainadine Júnior (Maritimo, Portugal);
 
Médios: Geraldo (Amora FC, Portugal), Kambala (UD Songo), Mapangane (Liga Desportiva de Maputo) e Nené (Costa do Sol);
 
Avançados: Chelito (Berkane, Marrocos), Clésio (Istabulspor, Turquia), Luís Miquissone (Royal Eagles FC, África do Sul), Nelson (Costa do Sol), Rául (Costa do Sol), Witi (Nacional da Madeira, Portugal), Dayo (Ferroviário da Beira), Dominguez (Bidvest Wits, África do Sul), Maninho (Ferroviário da Beira), Ratifo (Pforzheim, Alemanha) e Reginaldo (Kukesi FK, Albânia).
 

Os alunos provenientes das escolas envolvidas na primeira edição do projecto de massificação do ténis, dominaram o pódio na categoria “Massificação” do Standard Bank Open, que arrancou no sábado, 3 de Novembro, nos courts do Jardim Tunduro, na cidade de Maputo, e que movimentou mais de 100 crianças.

Trata-se de Válter Marta (EPC Minkadjuine) e Sónia Levi (EPC de Bagamoyo-Matola), que ficaram em primeiro lugar na categoria sub-14, em masculinos e femininos, respectivamente, e Anderson Alberto (Escola Primária Amílcar Cabral), primeiro lugar nos sub-10, em masculinos.

Anderson Tibana e Cacilda Amade, ambos da EPC de Minkadjuine, ficaram em segundo lugar na categoria sub-14, em masculinos e femininos, respectivamente. Completaram o pódio Joyce e Jazara Alberto (primeiro e segundo sub-10 em femininos) e Emerson (segundo sub-10 em masculinos).

Para Alfredo Tivane , director de Marketing e Comunicação do Standard Bank, empresa promotora do evento, os resultados obtidos pelos petizes demonstram que os objectivos definidos aquando da concepção do projecto de massificação nas escolas estão a ser alcançados.

“O objectivo do projecto é mesmo descobrir talentos e trazê-los à vista de todos, e podemos dizer que, sim, conseguimos. Muitos destes alunos nunca tinham tocado numa raquete ou bola de ténis, mas, hoje, conseguiram sair-se bem diante de crianças que praticam a modalidade frequentemente”, referiu Alfredo Mucavela.

Mais adiante, o director de Marketing e Comunicação do Standard Bank assegurou a continuidade do projecto pois acredita que, de facto, “vamos descobrir mais talentos e teremos campeões que sairão desta iniciativa. É uma semente que veio para ficar”.

Já o presidente da FMT, Valige Tauabo, fez uma avaliação positiva do projecto, que vem fazer jus ao apoio que o Standard Bank tem prestado ao desporto, no geral, e ao ténis, em particular.

“É gratificante saber que o projecto de massificação de ténis nas escolas já está a dar resultados num curto espaço de tempo”, referiu Valige Tauabo, que fez saber que, graças a este projecto, a FMT começa a ser contactada por pais e encarregados de educação que pretendem pôr os seus filhos e educandos a praticar o ténis.

O vencedor da categoria sub-14 em masculinos, Válter Marta, mostrou-se feliz pela proeza dado que nunca tinha praticado ténis. “Foram jogos difíceis mas  consegui ganhar. Espero que os vencidos não desistam e que o Standard Bank continue a apoiar a modalidade”.

Por sua vez, Sónia Levi, primeiro lugar da categoria sub-14 em femininos, mais do que a vitória, realçou a interacção entre as crianças como aspectos positivos do projecto. “Estou muito feliz por ter ficado em primeiro lugar, pela segunda vez (a primeira foi na final do projecto de massificação). Gostei de participar no torneio e de ter brincado com as outras crianças”.

Importa realçar que o projecto de massificação de ténis envolveu um total de 800 alunos de seis escolas das cidades de Maputo e Matola, nomeadamente EPC de Lhanguene Centro, EPC Minkadjuine, EPC Bagamoyo-Matola, EPC de Wiriyamu, Escola Primária Amilcar Cabral e a Escola Primária Lhanguene Piloto, tendo sido seleccionados 60 para a fase final, correspondentes a 10 por escola, sendo cinco em cada categoria (masculinos e femininos).

Podia ter sido mais um reforço, na tuga, mas não o é! O tempo, aliás, os números revelam-nos um extremo-poste que tem magicado momentos de bom basquetebol no Olivais de Coimbra.

“Snoop”, não o Calvin Cordozar Broadus Jr. do fluxo vocal distinto, mas o astuto ressaltador Nelson Jossias cá do burgo, está a maravilhar em Portugal. Está a apresentar uma boa percentagem de acerto de lançamentos de campo.

Esta é a bítola do rapaz que, desde que chegou em terras lusas em 2017 (ndr:  foi campeão nacional da 1.ª divisão masculina de Portugal ao serviço do Imortal Basket Club),  mostra-se tão estranhado nos clubes que representa como os clubes nele.

Nelson “Snoop” Jossias fora, na altura, um dos destaques da sua equipa ao arrancar 22 pontos e contabilizar seis ressaltos na vitória Imortal Basket sobre a Académica de Coimbra, por 73-64, no Barreiro, resultado que valeu o título.

Mas estes são registos e marcas do passado, que valem o que valem.  A 20 de Outubro deste ano, falando agora do presente, o valoroso basquetebolista arrancou um duplo-duplo (24 pontos e 10 ressaltos) mas não evitou a derrota do Olivais de Coimbra diante do Sangalhos, por 73-71, em jogo da 3.ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão masculina, zona norte.

Em 33:40 minutos na quadra, Nelson Jossias teve uma percentagem de 47.1 por cento nos lançamentos de campo (oito em dezassete), três desarmes de lançamento e sofrendo 12 faltas.

Estes números valeram-lhe o estatuto de MVP – jogador mais valioso-  deste embate em que foi o segundo mais utilizado, seguido de Rafael Pereira (26 pontos) que contabilizou 39:04 minutos na quadra.

Rezam as crónicas que, com nove segundos por se jogar, o marcador apontava 71-71.  Nas duas últimas jogadas, o Sangalhos conseguiu marcar um cesto enquanto que o Olivais já não teve tempo para ripostar.

O Sangalhos controlou o primeiro quarto, etapa em que venceu pelo parcial de 24-21. No segundo quarto, o Olivais de Coimbra esteve melhor, tendo vencido por oito pontos: 19-11. O terceiro quarto voltou a ser controlado pelo Sangalhos que liderou com o parcial de 18-10, sendo que no quarto o Olivais venceu por um ponto: 21-20.

Estatisticamente o jogo foi muito equilibrado. O conjunto de Nelson Jossias esteve melhor na percentagem de lances livres concretizados (68% contra 55%).

Em cinco jogos realizados na 1.ª divisão, o Olivais de Coimbra soma três vitórias e duas derrotas.

Um dos valores preponderantes para a conquista da Liga Moçambicana de Basquetebol pelo Desportivo, em 2015, Nelson Jossias terminou a prova como melhor ressaltador.  

Brilhou, na quadra do pavilhão do Maxaquene, ao lado dos irmãos Pio e Augusto Matos, Paulo Sambo, Sérgio “Serginho” Hitie,  Helmano Nhatitima, entre outros.

O presidente da Comissão de Gestão da União Desportiva do Songo, Lucas Gune, garante a continuidade de Nacir Armando no comando técnico dos campeões nacionais. Para atacar as afrotaças na época transitória, os hidroeléctricos asseguraram os préstimos de Telinho e Ifren, internacionais moçambicanos que evoluem na Liga Desportiva, e Amarachi, nigeriano.
 
Alguns atletas  menos utilizados esta temporada, disse Gune, serão dispensados ou emprestados a outras colectividades.
 
A União Desportiva de Songo diz estar preparada para fazer um bom papel nas eliminatórias de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, até pela experiência adquirida esta temporada.
 
O “caldeirão do Chiveve” deverá ser, tal como esta temporada, a “casa” da União Desportiva do Songo nas “Afrotaças” porquanto o Estádio 27 de Novembro não reúne os requisitos exigidos pela Confederação Africana de Futebol para acolher jogos sob a sua égide.
 
Numa época atípica, até pela realização de muitos jogos quer nas competições africanas quer nas internas assim como viagens desgastantes, a UD Songo revalida o título após ter “roubado” a liderança ao Ferroviário de Maputo.  De resto, Lucas Gune diz que os “locomotivas” da capital valorizaram este troféu.
 
O Moçambola 2018 terminou, sábado, com a consagração da União Desportiva do Songo como campeã nacional. Este foi o segundo título consecutivo para a UD Songo, numa temporada extremamente difícil em que teve uma carga de jogos e viagens desgastantes. Onde buscaram forças para dar volta as adversidades e conquistar o título?

Em primeiro lugar, gostaria de saudar todas as equipas que participaram no Moçambola 2018, sobretudo, o Ferroviário de Maputo pela competitividade criada durante a prova. Isso dá  um outro sabor a nossa conquista. Relativamente ao desempenho da União Desportiva do Songo, concretamente nesta temporada, fazemos um balanço positivo.

Digo isto devido a oportunidade que a equipa, dirigentes e toda a massa associativa que a União Desportiva do Songo teve de experimentar novas situações, nomeadamente participar nas “Afrotaças. No cômputo geral, foi uma temporada positiva. Conseguimos conquistar o Moçambola. Tivemos uma participação aceitável nas Afrotaças onde ganhamos três jogos e perdemos igual número.

Em algum momento, a  distância pontual entre a União Desportiva do Songo e o Ferroviário de Maputo era muito grande. A equipa ressentiu-se, claramente, do cenário em que era obrigada a fazer dois jogos em tão curto espaço de tempo e depois de viagens desgastantes…
 
Felizmente, dada a situação e o historial de participação das equipas moçambicanas nestas provas, estávamos alertados sobre o que podia iria acontecer. O que fizemos foi tentar implementar medidas e traçar estratégias  para minimizar algumas contrariedades. Claramente que não foi fácil. Neste particular, há que parabenizar os atletas. Houve alturas em que tiveram que fazer jogos com pouco tempo de recuperação. Os atletas foi determinante. A vontades destes atletas foi determinante para conquistarmos o Moçambola 2018.

A meio da temporada, registou-se uma “chicotada psicológica”  com o afastamento de Chiquinho Conde e Victor Manyamba, seu adjunto, e a entrada do Nacir Armando. Como é que foram geridos os momentos de crise e até que ponto estas mexidas trouxeram tranquilidade a equipa?
 
Felizmente, digamos, havia uma base para continuarmos a trabalhar. É verdade que as mudanças, a meio da época, não são tão boas particularmente para os atletas. Felizmente, com a base que havia, foi possivel alavancar a equipa. Felizmente, foi possível transformar aquele momento de crise e os atletas brilharam. Estão de parabéns pela entrega.
 
Telinho, Infren e Amarachi na UD Songo
 
Como é que a União Desportiva do Songo está a preparar a sua participação nas Afrotaças 2019?
 
Já aprendemos a lição aprendida. Já informarmos e temos estado a mentalizar aos atletas que vão ter muito mais jogos na próxima temporada. Temos estado a dizer aos atletas que é um grande desafio para eles. Temos estado a preparar e planear a temporada convenientemente para que tenhamos sucesso.
 
Há um ditado que diz: “em equipa que ganha não se mexe”. Este será caso de Nacir Armando, treinador da UD Songo?

Penso que sim. A equipa base deve-se manter. O treinador deve-se manter. Vamos procurar reforçar. Nestas situações, naturalmente, há alguns atletas menos utilizados podem sair.
 
Quer com isto dizer que Nacir Armando vai continuar como treinador da UD Songo?

Sim, deverá continuar na equipa.
 
Em termos de reforços, quais os que estão confirmados até o momento?

Temos três reforços, neste momento, sendo dois atletas nacionais e um estrangeiro. A Liga Desportiva de Maputo cedeu-nos, gentilmente, dois atletas, nomeadamente o Telinho e o Infren. Temos um atleta estrangeiro que tem nome no futebol moçambicano. Estou a falar do Amarachi. São jogadores que nos dão garantias se olharmos também para a actual estrutura do nosso plantel.
 

A União Desportiva de Songo foi consagrada, este sábado, campeã nacional de futebol da temporada 2018.

Os campeões nacionais receberam, das mãos da ministra da Juventude e Desportos, Nyeleti Mondlane, a respectiva taça para além das faixas e medalhas.

No jogo da consagração a equipa da casa perdeu com o Maxaquene por 2-1.

 

A Liga Desportiva de Maputo goleou, hoje, o Ferroviário da Beira por 3-0, em partida da última jornada do Moçambola 2018. Um dos golos foi apontado por Telinho, jogador da Liga que terminou a época com 11 golos, igualando-se a Dayo no topo da lista dos melhores marcadores da época.

Mais do que um confronto da última jornada, tratava-se da luta derradeira pelo posto de melhor marcador da prova. Do lado dos “locomotivas” do Chiveve estava Dayo com 11 golos e do lado da Liga, Telinho com 10, eis que se esperava um jogo disputado.
 
Indo ao jogo….Feridos no seu orgulho depois de terem perdido por 1-0, na primeira volta, os locomotivas da Beira foram os primeiros a perigar a baliza contrária com um remate forte de Babu, mas saiu por cima da baliza de Mocas.
 
Aos oito minutos surgiu a resposta da Liga, com o remate de Dainho, mas a bola saiu ao lado da baliza de Beto.

Aos 16 minutos, os forasteiros tiveram tudo para abrir o ativo, mas Lineker fez o mais difícil.
 
A passagem do minuto 35, os donos da casa chegaram ao primeiro golo. Livre cobrado com mestria por Telinho, Kabine só teve que empurrar a bola para o fundo da baliza de Beto.

Porque estava em dia sim, o mesmo Kabine, voltou a brilhar ao minuto 45, ao se aproveitar de uma brecha na defensiva para bisar na partida. Com o 2-0, a favor da Liga foi-se ao intervalo.

No reatamento, quando os locomotivas da Beira tentavam se recompor para dar réplica, Telinho veio estragar os planos dos visitantes, ao marcar terceiro golo na partida e o seu 11º  golo no campeonato, igualando-se, deste modo, a Dayo do Ferroviário da Beira.
 
Porque Dayo estava no banco suplentes e não tinha como discutir o título de melhor marcador da época, a equipa técnica do Fer. da Beira meteu o jogador em campo e não demorou reagir. Estavam jogados 65 minutos, quando o jogador tentou a sorte, mas a bola não teve a direcção pretendida. Com o 3-0, terminou a partida.

Assim, Dayo e Telinho terminam a época a liderarem a lista dos melhores marcadores do Moçambola 2018.
 

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