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O País – A verdade como notícia

A União Desportiva de Songo sofreu um duro golpe na estreia das Afrotaças, na época transitória, ao perder, em casa (casa emprestada – “caldeirão” do Chiveve), por duas bolas a uma, diante do Nkana FC da Zâmbia, em partida da primeira mão da pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. Leonel e Swin sofreram um golo cada um e Sunday reduziu no último minuto da partida.

Nacir Armando entrou com uma praticamente defensiva, utilizando um sistema táctico de 4-4-1-1, com Hélder Pelembe na frente a ser apoiado por Telinho. Mário Sinamunda e Jimmy eram os médios alas que tinham de permeio Kambala e Cremildo, ambos defensivos e com poucos raides para o ataque. Amorin, recentemente contratado, assumiu o lugar de Mano no centro da defesa, ao lado de Cremildo, uma dupla que jogava pela primeira vez junta, tendo nas laterais Bhéu e Tony.

Já os zambianos do Nkana vieram com tudo, povoando o sector intermédio e um ataque tão venenoso quanto rápido, parecia estar a jogar em casa, dentro do campo, já que estava destemido e assumia as rédeas do jogo.

Nkana mais forte na primeira parte

Por várias vezes a formação forasteira esteve melhor no jogo, criando situações de golo eminente, sendo uma delas em que Kampamba aproveitou uma falha de Amorin, para estar frente-a-frente com Leonel, a valer a mão do guarda-redes moçambicano a impedir o primeiro do jogo, aos 25 minutos, quando o jogador adversário já ia a festejar. Havia motivos para preocupações por parte dos adeptos moçambicanos que foram apoiar a União Desportiva de Songo, uma vez que a turma forasteira criava as melhores ocasiões de golos, falhando apenas na finalização, uma vez que a defensiva, a começar por Leonel e os centrais, sempre estavam lá para evitar males maiores.

Já se adivinhava o golo da equipa adversária que chegou aos 34 minutos, por Chisala, que aproveitou um lançamento longo, a encontrar a defesa moçambicana batida, com o avançado zambiano a aparecer isolado, a dar um “chapéu” para Leonel esconder-se do sol. Estava aberto o activo.

Ainda o campeão moçambicano tentava se recompor do golo sofrido, quando os zambianos estiveram perto do segundo, desta feita por Mubanga, que domina e dá um chega para lá em Mucuapel, remata rasteiro, mas a bola passa a rasar o poste esquerdo da baliza de Leonel.

De livre, em boa posição, Hélder Pelembe podia ter criado perigo a baliza de Bhibwe, mas chutou por cima. Minuto depois (39 minutos), Hélder Pelembe era substituído, incrédulo, por Sunday, jogador contratado ao Clube de Chibuto. Certamente que Nacir Armando queria mais um jogador rápido na frente do ataque, o que Pelembe não fazia com perfeição.

Substituição de Leonel por Swin e mais um golo

Nacir Armando foi dar um puxão de orelhas aos seus jogadores, que entraram mais destemidos e pressionantes, criando a primeira oportunidade de golos por Telinho, que só não restabeleceu o empate porque seu remate saiu desenquadrado, após boa saída do guarda-redes contrário a fazer a mancha.

Aos 62 minutos, incompreensivelmente Nacir Armando tira Leonel e coloca para o seu lugar Swin.

Num livre da formação zambiana, a bola embate na mão do defesa moçambicano, dentro da grande área, e perde-se pela linha do fundo. Nem o árbitro e nem o segundo assistente viram a jogada e apontaram para o pontapé de baliza.

Por fim Nacir Armando, já sem soluções, tirou Cremildo e colocou em campo Amarachi, com objectivo de dotar o sector mais ofensivo de mais velocidade e com atitude pressionante. Afinal o tempo passava e a equipa não reagia, não conseguia criar perigo e nem dava indicações de poder chegar ao empate, embora tenha se esforçado.

Ao minuto 81 veio o golpe fatal do Nkana! Livre da esquerda, com a bola a cair à entrada da área, onde dois jogadores trocam a bola e depois surge o remate rasteiro de Mbewe, qua acabava de entrar, sem hipóteses de defesa para Swin, baptizado também com um golo. Complicavam-se as coisas para o lado “hidroeléctrico”, que já via mais longe da segunda eliminatória.

Desespero a dar frutos no último minuto

Jimmy, em desespero, ainda tentou reduzir de longe, mas tal como a convicção, o remate saiu fraco.

O Nkana da Zâmbia chegou a disputar os últimos quatro minutos após expulsão de Otieno, por acumulação de amarelos, mas já estava tarde para tentar uma reacção estando em vantagem numérica no jogo.

Já em tempo de compensação, Amarachi podia ter reduzido a desvantagem, já dentro da área, mas não teve frieza para rematar com jeito, acabando por mandar a bola para as nuvens.

Mas antes do apito final, ainda deu para Sunday, nova contratação da UD Songo, levantar ao assistentes num golpe de cabeça a reduzir a desvantagem por 1-2, resultado com que vai discutir a eliminatória, em Kitwe, Zâmbia, dentro de uma semana.

Tarefa mais difícil para o jogo da segunda mão

No final do jogo, o técnico do Nkana disse que foi um bom resultado fora de portas por ter conseguido vencer. Para o técnico zambiano, agora é só pensar no jogo da segunda mão com objectivo de fazer ainda melhor.

Já Nacir Armando reconheceu que a equipa não esteve bem ofensivamente, onde cometeu muitos erros de palmatória, que acabaram por ser fatais para os “hidroeléctricos”. Armando diz que agora é tempo de recuperar os jogadores para o jogo da segunda mão, sem descurar da possibilidade de realizar um jogo de controlo com uma equipa sul-africana, a caminho de Kitwe, para o jogo da segunda mão, próxima quarta-feira.

Recorde-se que o vencedor desta eliminatória vai ter pela frente na fase seguinte o vencedor do jogo entre o Simba da Tanzânia e o Mbabane Swallows do Eswatini, cuja primeira mão terminou com a equipa tanzaniana a golear por 4-1.

Ficha técnica

Caldeirão do Chiveve

Assistência, cerca de 3 mil pessoas

Arbitragem: Osiese William Koto, Souru Pjatsoane, Lesupi Puputla e Retselisitsoe David Molise, todos do Lesotho

Comissário da CAF: James Mwenda, do Malawi

UD Songo

24. Leonel

22. Bhéu

25. Mucuapel

13. Amorin

8. Tony

6. Kambala

5. Cremildo

7. Jimmy

11. Telinho

10. Mário Sinamunda

9. Hélder Pelembe

Suplentes

1. Swin

18. Amarachi

19. Infren

21. Terrance

26. Banda

27. Sunday

28. Amadu

Treinador: Nacir Armando

Nkama da Zâmbia

23. Chibwe

3. Banh

5. Mohammed

13. Ocran

22. Hassan

26. Otieno

11. Mubamga

9. Kampamba

30. Malambo

8. Chisala

10. Walter

Suplentes                      

16. Malunga

7. Musonda S

17. Ngulube

20. Tsimenga

21. Mbewe

24. Thole

27. Zulu

 

 

 

 

O “caldeirão” do Chiveve acolhe nesta quarta-feira a partida da primeira mão da primeira eliminatória de acesso a fase de grupos da Liga dos Campeões africanos, da época transitória, entre a União Desportiva de Songo e o Nkana da Zâmbia. O principal objectivo dos campeões nacionais é seguir em frente na competição

A União Desportiva de Songo, campeão nacional do Moçambola-2018 e único representante moçambicano nas afrotaças 2018/2019, enfrenta o Nkana da Zâmbia, num jogo que conta para primeira eliminatória  de acesso a fase de grupo na Liga dos Campeões Africanos. Os jogadores e a equipa técnica, estão convictos que não será uma tarefa fácil, mas o objectivo passa por alcançar a fase de grupos. Esta convicção foi demostrada durante o treino que teve lugar no “caldeirão” do Chiveve, na preparação para o referido jogo.

Telinho, um dos reforços dos “hidroeléctricos” que já integrou o conjunto campeão nacional, assume mesmo que “o grupo esta todo motivado”. E para alcançar o primeiro objectivo da equipa, “é só trabalhar mais e com tranquilidade e respeitar o adversário”. Telinho diz que não será um jogo fácil, uma vez que é nesta competição onde se encontram adversários difíceis. “Já estamos cientes do que vamos encontrar amanhã. É só trabalharmos mais e estarmos concentrados que o jogo será fácil”, referiu Telinho.

Já Mucuapel, outro internacional moçambicano, que já participou nas afrotaças nos dois últimos anos, diz que esta é mais uma fase que o conjunto tem que ultrapassar, bastando para tal “nos concentrarmos para chegarmos aos nossos objectivos que passam por passar esta fase”. Para Mucuapel, “cada elemento que está a representar a União Desportiva de Songo tem ambições”. E essas ambições são, essencialmente, conquistar cada competição que vier a cruzar caminho da equipa.

O treinador diz que a sua equipa irá jogar sem preconceitos e de forma destemida para levar a eliminatória a ser decidida na Zâmbia. “Vamos tentar fazer aquilo que fomos trabalhando ao longo deste pouco tempo, para atacarmos as partes mais fracas do adversário e defendermos a parte mais forte deles. Eles têm potencial mas nós nos valemos pela nossa forma de estar e jogar”, referiu o técnico campeão nacional.

 

Reforços valiosos e que darão grande contributo

Para enfrentar a Liga dos Campeões africanos na sua edição transitória e a época desportiva interna, que será desgaste, tendo em conta que a equipa vai ter cerca de dois anos sem descanso, uma vez que o defeso moçambicano está a coincidir com a época transitória da CAF e quando terminar a sua participação nas afrotaças estará já envolvida nas provas nacionais, os “hidroeléctricos” reforçaram-se com alguns jogadores de relevo no futebol moçambicano. Telinho é um deles! Foi o melhor marcador do campeonato nacional ora terminado, onde ao serviço da Liga Desportiva de Maputo facturou 11 golos. O avançado, que volta a experimentar as afrotaças, diz sentir-se bem no grupo “hidroeléctrico” onde foi “bem recebido”. E espera dar seu contributo para ajudar clube a atingir os seus objectivos.

Para além de Telinho, da Liga Desportiva foi Infren. Outros nomes sonantes fazem parte do emblema de Songo, nomeadamente Bhéu, que já esteve no Nacional da Madeira, Sunday, que representou o Chibuto, Amarachi, vindo do Ferroviário da Beira, entre outros.

Mucuapel espera que esses reforços venham ajudar a equipa nas ambições tem e a atingir os objectivos já definidos. Fala mesmo de serem “uma mais valia” para a equipa.

Uma visão partilhada pelo treinador “hidroeléctrico” para quem alguns já chegam com alguma experiência e que já se conhecem há muito tempo. “Eles se integraram na filosofia do trabalho e agora estamos a incluí-los na filosofia do jogo. Felizmente este é o jogo que eles tem que se apresentar da melhor forma que é para lograr os nossos objectivos que passam por ganharmos com um bom número de golos para levarmos a decisão a Zâmbia.

O jogo terá lugar a partir das 15 horas desta quarta-feira no “caldeirão” do Chiveve. A segunda mão terá lugar em Kitwe, cidade zambiana, uma semana depois.

O Ferroviário de Maputo defronta, sexta-feira, o KPA do Quénia nos quartos-de-final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos. As “locomotivas” terminaram em segundo lugar no grupo “A” com sete pontos, atrás do Inter Clube de Angola.

Ainda a colher ervas daninhas do desastroso quarto lugar na Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol, em 2017, e o afastamento nas meias-finais da prova pelo Ferroviário de Maputo, o Inter Clube entrou terça-feira na quadra do pavilhão do Maxaquene com objectivo de mostrar que tal não passou de um acidente de percurso.

E, saliente-se, mostrou: impondo no jogo ritmo man noon troppo na vitória por 77-70, resultado que trouxe um travo amargo no final e ditou a liderança do grupo “A” para as angolanas, relegando o Ferroviário de Maputo ao segundo posto com sete pontos. Três adversários fraquinhos, a começar, e igual número de vitórias.

A 17 de Novembro, na estreia, o Ferroviário de Maputo venceu ao Equity Bank do Quénia por 68-45, num jogo em que controlou todos os quartos.

Nos “targets”, as vice-campeãs nacionais apresentaram 34, 2 % de aproveitamento nos lançamentos de campo (26 lançamentos convertidos em 76 tentados), assim como uma média baixa de 20,6 % nos tiros exteriores (sete lançamentos certeiros em 34 tentados).

A “boxe score” aponta ainda para uma boa percentagem na linha de lances livres, com 75% (nove lançamentos convertido em doze), 56 ressaltos dos quais 23 ofensivos e 33 defensivos e 21 “turnovers”.

Nos registos, com a excepção dos lançamentos exteriores, o Ferroviário de Maputo foi superior ao Equity Bank do Quénia que teve 31, 6 % nos lançamentos de campo (18 lançamentos certeiros em 57 tentados), 42, 9 % nos lançamentos abertos (seis lançamentos certeiros em 14 tentados), 33, 3 % nos lançamentos livres (três convertidos em nove tentados), 37 ressaltos (oito ofensivos e 29 defensivos), sete assistências e 24 perdas de bola.

Na quadra do pavilhão, insuflou-se muita agressividade defensiva com a equipa a defender muito bem os postes e a ter capacidade de colocar duas jogadoras a fazer pressão quando a bola fosse colocada no interior. Boa capacidade de contra-ataques.

MELHORIA NOS “TARGETS”

No segundo jogo, a 18 de Novembro, nova vitória das “locomotivas”.  71-49 foi o resultado registado no duelo com o FAP Basketball dos Camarões.

Melhorias, a assinalar, na percentagem dos lançamentos de campo com 48, 2 % (27 lançamentos convertidos em 56 tentados) contra os 34, 2 % registados na primeira partida frente ao Equity Bank.

Outrossim, nos tiros exteriores o Ferroviário de Maputo já teve melhor percentagem que no primeiro jogo, porquanto contra as camaronesas do FAP obteve 35% (sete lançamentos abertos certeiros em 20 tentados) quando comparado com os 20, 6 % do jogo inaugural.

Mas há mais melhorias: na linha de lances livres, o Ferroviário de Maputo terminou o jogo com o FAP Basketball com 76, 9 % (dez lançamentos convertidos em 13 tentados) contra os 75% na estreia.

Na tabela, ainda que tenha mandado com 35 ressaltos (nove ofensivos e 26 defensivos) contra os 30 do FAP Basketball, o Ferroviário de Maputo registou um decréscimo uma vez que no primeiro jogo colectou 56 ressaltos, para além de ter perdido 14 bolas.

Ao terceiro dia, mais uma vítima no grupo “B” da 24. ª edição da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos: V-Club da República Democrática do Congo.

A um ritmo de treino, as campeãs nacionais venceram por 75-43.

O conjunto de Leonel “Mabê” Manhique apresentou 45, 6 % nos lançamentos de campo (26 lançamentos convertidos em 57 tentados), uma percentagem melhor que do primeiro jogo (34, 2 %) mas abaixo do segundo embate (48, 2 %). Nos lançamentos exteriores, claro indicador de crescimento da equipa a cada jogo, houve melhor percentagem que nos dois primeiros jogos com 44% (11 lançamentos abertos certeiros em 25 tentados). Na linha de lances livres, o Ferroviário de Maputo apresentou-se na quadra com 12 lançamentos convertidos em 18 tentados, perfazendo uma média de 66, 7 %.

Acresce-se, nestes “targets”, 35 ressaltos (12 ofensivos e 23 defensivos), 17 perdas de bola e 21 assistências.

A equipa cometeu menos “turnovers” que no primeiro jogo (21) e mais três comparativamente ao segundo (14).

BLOQUEIO PSICOLÓGICO

Terça-feira foi a “doer” frente ao Inter Clube, seríssimo candidato ao título.

E, num jogo que obrigou a um esforço enorme quando comparado aos anteriores, o Ferroviário de Maputo teve uma percentagem de 41, 3 % nos lançamentos de campo (26 convertidos em 63 tentados), superando o registo do primeiro jogo (34, 2 %),

Há, ainda nesta leitura da “boxe score”, um decréscimo quando comparado com o segundo e terceiro jogos onde a percentagem de lançamentos de campo foi de 48, 2 % e 45, 6 %, respectivamente.

Frente as angolanas lançou-se menos na zona dos 6, 75 metros.  De resto, e o registo é claro, foram apenas quatro tiros exteriores certeiros em 25 tentados, perfazendo uma pobre média de 16% de aproveitamento neste quesito.

Números abaixo dos 20, 6 % (sete lançamentos certeiros em 34 tentados) no primeiro jogo, 35% do (sete lançamentos abertos certeiros em 20 tentados) no segundo e 44% (11 lançamentos abertos certeiros em 25 tentados) no terceiro embates.

Na linha de lances livres, frente ao Inter Clube, o Ferroviário de Maputo teve uma percentagem com 60% de aproveitamento (14 convertidos em 23 tentados), sendo que esta média não supera a dos anteriores jogos nos quais se registou 75%, 76, 9 % e 66, 7 %.

O Ferroviário de Maputo, neste jogo com as “polícias”, cometeu 14 “turnovers”, os mesmos que no segundo e menos sete que o primeiro (21) e três que o terceiro (17).

Na luta das tabelas, há registo de 34 ressaltos (14 ofensivos e 34 defensivos) que não superam a marca dos jogos anteriores: 56 ressaltos, no primeiro jogo, 35 ressaltos no segundo e  35 ressaltos  no terceiro.

 

As suas fintas e simulações, o flectir para o centro do terreno, em especial vindo da direita com a bola colada aos pés, tornava tudo possível. E quanto mais duros e difíceis fossem as defesas, mais ‘’gozo’’ lhe dava enfrentá-los. Fraco no jogo aéreo, compensava isso com a forma como se desmarcava e buscava as melhores opções para fazer da grande área o seu mais apetecido espaço de acção.

Este é o retrato de Gil Guiamba, que marcou um período de ouro do futebol moçambicano e que tinha condições para ir bem mais longe, caso o mercado de transferências não tivesse sido fechado. Era um brigão da área que adorava duelos com os defesas, nunca se retraindo. A sua arma principal era a intermitência dos ‘’piques’’.

Uma característica particular de Gil Guiamba, é que era jogador “só” para os grandes momentos. Tinha que estar em boa forma física e ter alta motivação. Disso cuidava o seu treinador, Martinho de Almeida. Daí que, nos momentos altos, colocava o Estádio da Machava em polvorosa, quer jogando pelo Costa do Sol, quer pela Selecção Nacional.

UM GOLO PARA A HISTÓRIA

Foi dele um dos dois melhores golos moçambicanos de todos os tempos, algo que ficou na retina de quem o presenciou e que deveria figurar nos anais do jogo da bola.

Aconteceu na tarde de 3 de Abril de 1983, com o Estádio da Machava cheio que nem um ovo. O adversário era a terrível equipa dos Camarões, que havia atingido as meias-finais do Mundial de 82 e cuja figura de proa se chamava Teophilo Abega. Jogava-se ainda a 1.ª parte, quando o nosso ponta-de-lança captou o esférico pouco depois do meio-campo, fintou o primeiro contendor partindo, imparável, com um adversário à ilharga.

De repente, tudo aconteceu. O internacional moçambicano, ao seu jeito, protagonizou um “pára-arranca-pára-arranca’’, tão rápido que deixou pelo caminho o seu opositor, estupefacto. O guarda-redes camaronês saiu ao encontro da jogada, numa altura em que Gil já havia lançado um ‘’chapéu de abas largas’’, que acabou sendo um tónico para o 3-0 com que o jogo terminou, numa das mais memoráveis tardes futebolísticas de sempre.

Gil começou a sua carreira no Nova Aliança de Maputo, foi bi-campeão pelo Costa do Sol, actuou 22 vezes pela Selecção Nacional, com 11 golos obtidos, passando depois para o Estrela Vermelha. “Passou ao lado” de uma grande carreira internacional ao não lhe ter sido permitida a emigração, numa altura em que 'já não cabia” no futebol doméstico.

Ao longo da sua vida, sempre privilegiou a formação académica, sendo um reputado economista da praça.

O Ferroviário de Maputo Campeão tornou-se, esta noite, campeão da 24ª edição da Taça Africana dos Clubes Campeões em basquetebol sénior feminino. A vitória foi conseguida no jogo contra o Interclube. O resultado final foi de 59 pontos contra 56.

Refira-se que sob orientação de Carlos Ibrahimo Aik, o Ferroviário de Maputo atingiu em 2006 a final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos, prova realizada em Libreville, no Gabão.

Em 2016, Ferroviário de Maputo e KPA estiveram inseridos no grupo “A” da da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos. 
As campeãs nacionais venceram KPA do Quénia por 84-58, em jogo da segunda jornada. A 27 de Novembro, no pavilhão do Maxaquene, Anabela Cossa liderou o Ferroviário de Maputo com 22 pontos e uma assistência em 22 minutos na quadra.  

Sob orientação de Carlos Ibrahimo Aik, o Ferroviário de Maputo atingiu em 2006 a final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos, prova realizada em Libreville, no Gabão. 

Nos quartos-de-final, a 27 de Outubro, as “locomotivas” travaram argumentos com o ISPU, a quem venceram por 73-68.

Já em 2007, em Maputo, nova presença no pódio: terceiro lugar. Nos quartos-de-final, o Ferroviário de Maputo arrancou uma vitória a ferros frente ao First Bank da Nigéria por 71-69. Carla da Silva fez das suas com 21 pontos na sua conta. Mas, nas meias-finais, caiu aos pés do 1º de Agosto de Angola com quem perdeu por 50-43. 

reforço de duas americanas, nomeadamente Stephanie Faulkner, de 30 anos, e Monica Naltner, 23, o Ferroviário de Maputo apresentava na equipa as atletas Zinóbia Machanguana, Júlia Machalela, Janete Monteiro, Nádia Zucule, Rute Muianga, Carla da Silva, Tatiana Ismael, Ondina Nhampossa e Deolinda Gimo. 

Oito anos depois, ou seja, em 2015, o Ferroviário de Maputo ficou em terceiro lugar numa prova havida em Luanda, Angola.

Na luta pelo acesso às meias-finais, as actuais vice-campeãs africanas derrotaram o Dolphins da Nigéria por cinco pontos: 79-74. Com 20 pontos em 30 minutos na quadra, Odélia Mafanela foi determinante na quadra do pavilhão multiusos do Kilamba. A nigeriana Ndidi Madu e Dulce Mabjaia contribuíram com 14 e 13 pontos, respectivamente.   
O Ferroviário de Maputo perdeu nas meias-finais com o Inter Clube por 70-51. 

No ano seguinte, em Maputo, o Ferroviário de Maputo voltou a marcar presença numa final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos. 

Nos “quartos”, uma vitória dificílima diante das argelinas do Groupement Sportif des Pétroliers (69-57) fez crescer as expectativas da conquista do título. 

Ingvild Mucauro, com 16 pontos, cinco ressaltos e oito roubos de bola, foi a melhor unidade das “locomotivas”.  

Finalmente, em 2017, novamente o Groupement Sportif des Pétroliers da Argélia no caminho das campeãs nacionais. No pavilhão multiusos do Kilamba, superioridade da equipa moçambicana que venceu por 83-44. 

A queniana Sara Chan esteve em bom plano neste jogo com 19 pontos e nove ressaltos em 21:35 minutos na quadra, tendo sido secundada por Ingvild Mucauro com 15 pontos. 

 

O sul-africano Abdenigo Machava, e a moçambicana, Zeferina Marinho foram os grandes vencedores da 13ª edição da corrida pedestre patrocinada pelo Millenium BIM. Alberto Mamba, segundo na geral, foi o primeiro em masculinos, na categoria dos nacionais.
 
 13ª edição da corrida Millennium Bim! 13ª vez consecutiva que Maputo acolhe esta prova que congrega atletas nacionais e estrangeiros, que já conta no calendário anual do atletismo da cidade de Maputo. O principal objectivo desta prova é dar maior competitividade aos atletas nacionais, e quiçá, internacionais, para as suas competições oficiais.

Tratou-se da 13ª vez que o Millenium BIM organiza e patrocina a corrida pedestre que este ano teve a participação de mais de 500 participantes, entre federados, estrangeiros e nacionais, juvenis, veteranos, colaboradores do banco, pessoas portadoras de deficiência e, pela primeira vez, a corrida de bicicletas, que foi a grande novidade.

Com a partida no Parque dos Continuadores, os atletas percorreram várias artérias da cidades de Maputo, dentre elas as avenidas Julius Nyerere, marginal, Praça Robert Mugabe, 25 de Setembro e Samora Machel, tendo desaguado na Praça da Independência, bem em frente ao Conselho Municipal de Maputo.

Na hora de cortar a meta, Abdenigo Machava, atleta sul-africano, foi o primeiro a chegar, com o tempo de 41 minutos, 20 segundos e 37 centésimos, levando para a casa o prémio máximo, embora dividido em categorias, respectivamente nos estrangeiros. Mas Alberto Mamba, com o tempo de 42 minutos, 23 segundos e 24 centésimos, terminou na segunda posição na classificação geral, mas venceu o prémio na categoria de nacionais, tendo sido seguido por Flávio Sihohle, com 45 minutos, 29 segundos e 63 centésimos, e Samuel Machava, com o tempo de 45 minutos, 36 segundos e 90 centésimos.

Na categoria de femininos, Zeferina Marinho não teve oposição e terminou na frente com o tempo de 53 minutos, 19 segundos e 35 centésimos, sendo seguida por Madalena Quisito (57 minutos, 14 segundos e 41 centésimos) e Atália Pelembe (58 minutos, 56 segundos e 34 centésimos). Zeferina Marinho recupera o primeiro lugar perdido ano passado para a belga Anna Galle, depois de ter vencido em 2016.

Os primeiros classificados em federados, masculinos e femininos, receberam um prémio monetário de 25 mil meticais, enquanto os segundos receberam 20 mil e os terceiros classificados, 15 mil meticais.

Já iniciaram as surpresas no futebol moçambicano, depois do término da época 2018. A primeira delas, no que diz respeito aos jogadores, tirando as contratações feitas pela União Desportiva de Songo, é o facto de José Guirrugo já não fazer parte do plantel do Costa do Sol, depois que a colectividade “canarinha” não ter renovado contrato com o guarda-redes.

Segundo escreve o jornal electrónico Folha de Maputo, o guarda-redes internacional moçambicano, é um jogador desempregado, pois o contrato chegou ao fim, não tendo sido revisto pela direcção liderada por Bruno Morgado.

Em entrevista ao jornal electrónico citado, Guirrugo disse que os seus representantes estão a negociar a renovação do contrato com o Costa do Sol, mas que tudo indica que ele não vai continuar no canário. "Na verdade não sei, há coisas que não dependem só do Guirrugo. O Guirrugo tem um leque de pessoal que trabalha com ele, e a responsabilidade toda vai para eles e para a parte do clube. Resta saber se o Costa do Sol pretende que o Guirrugo mantenha", disse o guarda-redes ao Folha de Maputo.

Questionado sobre o andamento das negociações para a renovação do contrato com os canarinhos, o internacional moçambicano disse que está, neste momento, em gozo de férias, e que tudo está nas mãos dos seus representantes, sem adiantar mais detalhes. "As pessoas que o Guirrugo indicou estão no meio da negociação e espero que um dia desses chegue a um consenso… Essa é a vontade do Guirrugo, resta saber se o Costa do Sol está interessado nos serviços dele", revelou José Guirrugo.

Guirrugo revelou ainda ao Folha de Maputo, que tem uma dívida com o Costa do Sol, por não ter conseguido ajudar o clube a conquistar o campeonato nacional, por isso que não tem motivos para fazer grandes exigências na mesa das negociações.

José Guirrugo, de 24 anos de idade, iniciou a carreira no Costa do Sol, tendo passado ainda pelo Maxaquene, HD Songo, regressando aos “canarinhos” na temporada passada, em 2017. Ao nível da selecção nacional, o guarda-redes estreou-se em 2011, tendo, de lá para cá, realizado 11 partidas com a camisola dos Mambas.

Ferroviário de Maputo joga, nesta sexta-feira, às 18h00, o acesso às meias-finais da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos. O adversário é o KPA do Quénia que terminou em terceiro lugar no grupo “B” desta competição. É um jogo em que, até pela estrutura que apresenta, o Ferroviário de Maputo é claramente favorito a seguir em frente.

Agora é a eliminar. E não pode haver espaço para erros, tal como aconteceu no embate com o Inter Clube. A concentração deve ser total para as vice-campeãs africanas que levam vantagem nos confrontos com as quenianas. Em 2016, Ferroviário de Maputo e Inter Clube estiveram inseridos no grupo “A” da 22. ª edição da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos.

Depois de, na estreia, terem perdido com o Inter Clube de Angola por 57-43, as campeãs nacionais redimiram-se na segunda jornada com uma vitória sobre o KPA do Quénia por 84-58.

Em jogo realizado a 27 de Novembro, no pavilhão do Maxaquene, Anabela Cossa liderou o Ferroviário de Maputo com 22 pontos e uma assistência em 22 minutos na quadra.  

A craque teve, neste embate, um registo de seis tiros exteriores certeiros em dez tentados, um aproveitamento de 60%. Cossa foi secundada pela “atiradora” Ana Suzana Jaime que contabilizou 13 pontos, tendo conseguido três tiros exteriores certeiros em cinco tentados (60% de aproveitamento).

No KPA do Quénia, Natalie Akinyl Mwangale foi a melhor cestinha com 15 pontos em 28 minutos na quadra.

Em termos globais, o Ferroviário de Maputo esteve melhor com 56% de aproveitamento nos lançamentos de campo (26/46) contra o registo de 50% (20/40) do KPA do Quénia.

Nos tiros exteriores, as “locomotivas” apresentaram uma média de 52.2 % (doze lançamentos certeiros em 23 tentados), enquanto as quenianas registaram 33.3 % com quatro lançamentos abertos concretizados em 12 tentados.

O Ferroviário de Maputo foi dominador nas tabelas com 30 ressaltos (sete ofensivos e 23 defensivos) contra 24 do KPA (oito ofensivos e 16 defensivos).

 

Os números nos “quartos”

Sob orientação de Carlos Ibrahimo Aik, o Ferroviário de Maputo atingiu em 2006 a final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos, prova realizada em Libreville, no Gabão.

Nos quartos-de-final, a 27 de Outubro, as “locomotivas” travaram argumentos com o ISPU, a quem venceram por 73-68.

Com um duplo-duplo (22 pontos e 12 ressaltos),  Deolinda Mulói Gimo comandou o Ferroviário de Maputo, tendo sido secundada por Ana Flávia Azinheira e atiradora Nádia Rodrigues, ambas com 12 pontos.

No ISPU, Amélia Macamo, agora Massingue, e Ana Branquinho evidenciaram-se com 19 pontos em 35 e 34 minutos na quadra, respectivamente.

A equipa do Ferroviário de Maputo era constituída por Júlia “Julinha” Machalela, Kátia Machai, Rute Muianga, Janete Monteiro, Nica Gemo, Zinóbia Machanguana, Sílvia Langa, Deolinda Gimo, Ana Flávia Azinheira, Nádia Rodrigues, Márcia Langa e Ondina Nhampossa.

A A Politécnica, essa, contava com nomes quais Ana Branquinho, Amélia Macamo, Eduarda Chongo, Tânia Wachene, Marta Gange, Aleia Rachide, Iracema Ndauane, Vaneza Júnior, Vânia Filipe e Naila Simão.

Já em 2007, em Maputo, nova presença no pódio: terceiro lugar. Nos quartos-de-final, o Ferroviário de Maputo arrancou uma vitória a ferros frente ao First Bank da Nigéria por 71-69. Carla da Silva fez das suas com 21  pontos na sua conta.  Mas, nas meias-finais, caiu aos pés do 1º de Agosto de Angola com quem perdeu por 50-43.

Com reforço de duas americanas, nomeadamente Stephanie Faulkner, de 30 anos, e Monica Naltner, 23, o Ferroviário de Maputo apresentava na equipa as atletas Zinóbia Machanguana, Júlia Machalela, Janete Monteiro, Nádia Zucule, Rute Muianga, Carla da Silva, Tatiana Ismael, Ondina Nhampossa e Deolinda Gimo.

Oito anos depois, ou seja, em 2015, o Ferroviário de Maputo ficou em terceiro lugar numa prova havida em Luanda, Angola.

Na luta pelo acesso às meias-finais, as actuais vice-campeãs africanas derrotaram o Dolphins da Nigéria por cinco pontos: 79-74. Com 20 pontos em 30 minutos na quadra, Odélia Mafanela foi determinante na quadra do pavilhão multiusos do Kilamba.  A nigeriana Ndidi Madu e Dulce Mabjaia contribuíram com 14 e 13 pontos, respectivamente.  

O Ferroviário de Maputo perdeu nas meias-finais com o Inter Clube por 70-51.

Comandadas por Leonel “Mabê” Manhique, as “locomotivas” tinham o seguinte plantel: Carla Pinto, Vilma Covane, Rute Muianga, Ingvild Mucauro, Cecília Henriques, Onélia Mutombene, Ana Suzana Jaime, Dulce Mabjaia, Ndidi Madu e Helen Ogunjimi e  Odélia Mafanela.

No ano seguinte, em Maputo, o Ferroviário de Maputo voltou a marcar presença numa final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos.

Nos “quartos”, uma vitória dificílima diante das argelinas do Groupement Sportif des Pétroliers (69-57) fez crescer as expectativas da conquista do título.

Ingvild Mucauro, com 16 pontos, cinco ressaltos e oito roubos de bola, foi a melhor unidade das “locomotivas”.  

Rute Muianga, Ingvild Mucauro, Cecília Henriques, Onélia Mutombene, Ana Suzana Jaime, Dulce Mabjaia, Odélia Mafanela, Anabela Cossa, Vilma Covane, Elizabeth Pereira, Brea Eduards e Rachel Alana Mitchell foram as atletas utilizadas por Leonel Manhique.

Finalmente, em 2017, novamente o Groupement Sportif des Pétroliers da Argélia no caminho das campeãs nacionais. No pavilhão multiusos do Kilamba, superioridade da equipa moçambicana que venceu por 83-44.

A queniana Sara Chan esteve em bom plano neste jogo com 19 pontos e nove ressaltos em 21:35 minutos na quadra, tendo sido secundada por Ingvild Mucauro com 15 pontos.

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