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O País – A verdade como notícia

A saga ainda está a meio! O futuro ainda é uma incerteza! A FMF ainda tem a batata quente por descascar! O caso “Samuel Sião Mendes” parece estar longe do seu final.

O jogador em alusão fez declarações bombásticas em entrevista concedida ao RM Desporto, esta segunda-feira, onde contou a história da troca da nacionalidade.

Segundo Samuel Sião Mendes, tudo começou quando vivia no bairro da Liberdade,cidade da Matola, onde foi descoberto por dirigentes do Clube de Amigos da Matola, que o sugeriram que fosse treinar na colectividade, que na atura disputava o campeonato provincial. Entretanto, os dirigentes do Clube de Amigos encontraram objecção para colocar o jogador a jogar, em virtude de não ser moçambicano e não possuir documentação para o efeito, já que o documento que devia vir do Gana demorava a chegar. Samuel conta que os dirigentes do Clube de Amigos “maquietaram” para que o mesmo tivesse um documento moçambicano para poder jogar na equipa.

Na entrevista ao RM Desporto, Samuel Sião Mendes conta que os dirigentes do Clube de Amigos levaram-no a tratar a documentação moçambicana. “Eles me disseram que iam tratar cartão para eu conseguir jogar aqui. Como eu queria trabalhar e eles disseram que era cartão, aceitei. Então alguém me levou para um sítio que fazem BI e chegados lá mandou-me sentar e disse ‘estou a vir’. Logo a seguir entrou o treinador e disse que iam me chamar. Então me chamaram e me mandaram sentar numa cadeira que estava a frente do computador e disseram para assinar e sair sem falar com ninguém”, conta o jogador.

Samuel Sião Mendes esclarece que sentiu medo, mas a vontade de jogar falou mais alto que a razão e acabou aceitando todas condições impostas pelos dirigentes do Clube de Amigos, aos quais não chegou a mencionar seus nomes: “Eu calei e fiz tudo que eles me disseram para fazer e depois me deram um papel muito grande a dizer que já tem meu cartão para eu conseguir trabalhar”, esclarece o jogador.
 
Passagem pelo Desportivo Maputo
Mais tarde, já integrado no Clube de Amigos da Matola, veio a proposta de jogar pelo Desportivo Maputo. “Depois de tudo, o Desportivo veio no Clube de Amigos para me levar. O treinador era João Chissano e me levou no Clube dos Amigos”, começa por contar Samuel Sião Mendes a sua saga pelos “alvi-negros”. Com a turma ora orientada por João Chissano a chamar pelo jogador, este assinou contrato de seis meses “onde fiz dois jogos oficiais, contra a UD Songo e Estrela Vermelha”. Mas, segundo o jogador “o Desportivo não me pagou os seis meses que fiquei lá, mas eu fiz dois jogos para eles”, disse indignado o atleta, dando a perceber que já tinha o Bilhete de Identificação moçambicano quando foi jogar pelo Desportivo.
 
A saída do Desportivo para o Macuácua
Samuel Sião Mendes diz que sente mais moçambicano do ganês, uma que “a minha esposa é moçambicana e toda minha família está cá. Casei em Vilankulos e sou mais moçambicano”. E é com essa convicção que o jogador procura ilibar a Associação Desportiva de Macuácua de todas acusações que pendem sobre o clube. Aliás, foi mesmo para justificar a sua ida a Gaza e na qual realizou uma excelente época, tendo ajudado a vencer os dois jogos diante do Desportivo Maputo, bem como a garantir o primeiro lugar da Associação Desportiva de Macuácua no campeonato da segunda divisão, zona sul, com 47 pontos contra 36 do Desportivo e 33 do Estrela Vermelha, antes da deliberação do Conselho de Disciplina da Federação de retirar pontos do Macuácua nos jogos em que o jogador esteve em acção. “Não é Macuácua que fez BI para mim. Macuácua não sabe nada de nenhum BI”, desabafa, em jeito de defesa, Samuel Sião Mendes, que jogou nas vitórias da Associação Desportiva de Macuácua diante do Desportivo (1-0 e 0-1 nas duas voltas), Estrela Vermelha (0-2), Ferroviário de Gaza (0-1), Académica de Maputo (2-0), Águias Especiais de Maputo (0-2), ESFA de Boane (1-0) e Clube da Manhiça (0-3 e 1-0 nas duas voltas).

Entretanto, após deliberação do Conselho de Disciplina, à Associação Desportiva de Macuácua foi retirado os 27 pontos das nove vitórias em que o jogador jogou, tendo a classificação sido actualizado com o Desportivo a assumir a liderança e o Macuácua a desce para a nona posição, com 20 pontos.
 
Macuácua chamado para esclarecimentos esta tarde
Depois da deliberação do Conselho de Disciplina da Federação Moçambicana de Futebol, a Associação Desportiva de Macuácua exigiu a anulação da decisão por considerar improcedente e remeteu recurso junto do Conselho Jurisdicional do organismo que tutela o futebol moçambicano.

Entretanto, o órgão jurisdicional da FMF enviou uma carta, semana passada, a Associação Desportiva de Macuácua, com conhecimento da Associação de Futebol da província de Gaza, a convidar um membro da equipa de Gaza para prestar esclarecimentos em torno do caso, numa audiência que terá lugar esta tarde, na casa do futebol.

Na carta, o Conselho Jurisdicional da Federação Moçambicana de Futebol, que assume que a audição é para uma melhor, legal e mais justa decisão, apela para que o representante do Macuácua esteja acompanhado pelo jogador em referência, de modo que o mesmo possa esclarecer os contornos que garantiram que fosse detentor do BI moçambicano, quando é estrangeiro, de nacionalidade ganesa.

Na carta, datada de 23 de Janeiro corrente, o Conselho Jurisdicional escreveu que

“vimos por este meio convocar um representante da ADM para se apresentar junto do CJFMF, no próximo dia 29 de Janeiro, às 12H00, na sede da FMF, para responder à questões relacionadas com o assunto epigrafado”, no caso concreto o caso “Samuel Sião Mendes”.

Facto é que esta novela que envolve o Desportivo Maputo e a Associação Desportiva de Macuácua, com Samuel Sião Mendes, outrora Samuel Siaw, está longe do seu epílogo, devendo o capítulo desta tarde trazer, apenas, mais detalhes para a solução do caso.

No quadro do acordo assinado entre o Benfica e a Liga Desportiva, no qual o clube moçambicano passa a ser satélite dos encarnados, Diamantino Miranda foi hoje cedido a Liga por duas temporadas.

O acordo foi rubricado pelo presidente do Benfica, Luís Viera, e o presidente da Liga Desportiva, Rafik Sidat

 

A torneio Top 8 Mavila Boy, disputada por equipas da cidade de Maputo que vão competir no Moçambola e na divisão de honra, zona sul, inicia a 09 de Fevereiro com a participação de oito equipas, sendo cinco do escalão principal e restante do escalão secundário

Trata-se das equipas do Costa do Sol, detentor do título, Liga Desportiva, finalista vencido, Ferroviário de Maputo, terceiro classificado, Maxaquene, Desportivo Maputo, Estrela Vermelha, Académica e a estreante Associação Black Bulls, que vão corporizar a prova que terá o seu início a 09 de Fevereiro próximo.

Entretanto, o sorteio para esta competição será realizado na sexta-feira desta semana, ocasião em que cada equipa saberá em qual grupo estará inserido e com quais equipas irá disputar a primeira fase do torneio que oferece um milhão de meticais ao vencedor.

Para a materialização desta competição, a Associação de Futebol da Cidade de Maputo, a direcção da Juventude e Desporto da cidade de Maputo e a transportadora Mavila Boy import, export & services, estiveram reunidos na semana passada, tendo deliberado que as datas do sorteio e do início da prova.

Para já, há que realçar que esta competição antecede o arranque das competições nacionais do futebol, nomeadamente o campeonato nacional, Moçambola, e o campeonato da divisão de honra, em todas regiões, provas que iniciam, em princípio, em finais de Março. Aliás, para o Moçambola, ainda não foi definido o modelo de disputa em função do orçamento a ser feito e da disponibilidade financeira da Liga Moçambicana de Futebol para dar cobro a maior prova futebolística do país, facto que só será possível saber em finais de Fevereiro, quando se realizar a Assembleia Geral do organismo que gere o Moçambola, mesma ocasião onde será feito o sorteio da competição e a Gala do Moçambola, onde serão premiados os melhores de 2018, nomeadamente o campeão nacional, vice-campeão, equipa fair-play, guarda-redes menos batido e o melhor árbitro. Recorde-se que o prémio de melhor marcador não será entregue, em virtude de nenhum jogador ter atingido a marca dos 20 golos colocados como meta para a entrega do troféu. Na época passada, Telinho, então jogador da Liga Desportiva de Maputo e actualmente ao serviço da União Desportiva de Songo, terminou com 11 golos, mais um que Dayo, marcador do Ferroviário da Beira, que terminou com 10 golos.
 
Matchedje continua o grande ausente da prova
Depois de ter sido convidado a participar desta competição, ano passado, apesar de ter sido despromovido ao campeonato da cidade de Maputo, e não ter aceite com a justificação de não ter preparado o seu plantel para a época do ano passado, o Matchedje volta a estar ausente da competição, este ano, onde regressa a Académica e se estreia a Associação Black Bulls.

Uma das equipas de renome no panorama futebolístico do país, tendo conquistado, inclusive a Taça de Moçambique uma vez, em 1990, e o campeonato nacional por duas ocasiões (1987 e 1990), os “militares” voltam a falhar a prova milionária, tanto mais que ainda aguardam pelo veredicto da Federação Moçambicana de Futebol em relação a redução da sua pena de dois anos para um, para regressarem ao campeonato da divisão de honra, zona sul, ainda este ano.

Entretanto, e porque ano passado acabou sendo convidado o Nacional, este ano, por imperativos de disputar a segunda divisão, a Associação Black Bulls vai se estrear nesta competição, a partir de 09 de Fevereiro. O Black Bulls conquistou o campeonato da cidade de Maputo e a Taça Maputo, ano passado, devendo disputar a zona sul da segunda divisão, com intenções de lutar pela subida ao Moçambola 2020.

Para já, enquanto não inicia o torneio “milionário” Mavila Boy, as equipas vão se preparando, algumas na cidade capital, outras nas províncias e outras ainda fora do país.
 

Matchedje e Associação Black Bulls disputam, este sábado, às 15 horas, no campo do Afrin, a Super Taça da Cidade de Maputo.

É um jogo que irá marcar a abertura da época futebolística 2019 na capital do país.

Black Bulls, campeão da cidade de Maputo, e Matchedje, finalista da Taça Maputo, disputam o primeiro troféu da época num jogo que se espera muito bem disputado.

A Associação Black Bulls prepara-se para disputar o Campeonato da Divisão de Honra zona Sul, enquanto o Matchedje aguarda ainda por uma decisão da Federação Moçambicana de Futebol sobre o destino na temporada 2019.

Ainda no rol de actividades para este ano, a Associação de Futebol da Cidade de Maputo irá levar a cabo o torneio de abertura, designado Mavila Boy, prova que serve também de preparação para as equipas que disputam o Moçambola.

Esta prova deverá contar com prémios aliciantes, à semelhança do que aconteceu na última edição.

Ainda no âmbito do processo que envolve o Desportivo Maputo, a Associação Desportiva de Macuácua e o jogador ganês com documentação moçambicana, Samuel Sião Mendes, outrora Samuel Siaw, vai conhecer mais um capítulo já na próxima semana, concretamente a 29 de Janeiro, quando forem ouvidos parte dos envolvidos, no caso concreto os acusados pelos “alvi-negros”, o Macuácua e o jogador.

Num comunicado da Federação Moçambicana de Futebol, datado de 23 de Janeiro corrente, o Conselho Jurisdicional afirma que recebeu um recurso interposto pela Associação Desportiva de Macuácua, que impugna uma decisão do Conselho de Disciplina do órgão que tutela o futebol moçambicano, mas para uma melhor, legal e mais justa decisão, vai colher mais dados que permitem que a decisão final possa ser tomada no interesse da verdade desportiva.

No Comunicado, a Federação Moçambicana de Futebol, através do Conselho Jurisdicional, delibera que “vimos por este meio convocar um representante da ADM para se apresentar junto do CJFMF, no próximo dia 29 de Janeiro, às 12H00, na sede da FMF, para responder à questões relacionadas com o assunto epigrafado”.

Entretanto, o Conselho Jurisdicional apela para que o representante da Associação Desportiva de Macuácua seja portador de uma credencial que o autoriza responder a todas questões que forem levantadas  pelo CJFMF e que serão vinculativas a própria formação de Gaza, devendo, ainda “vir acompanhado pelo jogador Samuel Sião Mendes (jogador da ADM), bem como deverá trazer consigo todos os documentos apresentados pelo referido jogador, bem como os documentos tramitados pelo GDC”.

Aliás, querendo, segundo o comunicado, o jogador e a Associação Desportiva de Macuácua podem fazer-se acompanhar de quem o GDC julgar necessário para assistência que se julgar imprescindível.

Para já, sabe-se que tanto o Desportivo Maputo como a Associação Desportiva de Macuácua estão a preparar os seus planteis para disputarem o campeonato nacional de futebol, o Moçambola, com trabalhos de campo. Os “alvi-negros” partiram para estágio em Inhambane e a formação de Gaza continua a trabalhar no seu campo.
 
Dos factos do caso
O Desportivo Maputo apresentou uma denúncia, junto do Conselho de Disciplina da Federação Moçambicana de Futebol, em Outubro do ano passado, na qual referia que a Associação desportiva de Macuácua utilizou o jogador Samuel Sião Mendes que estava mal inscrito, devido ao facto de ter usado documentos de nacionalidade moçambicana, quando na verdade trata-se de um ganês. Ora o jogador já representou, inclusive, o próprio Desportivo Maputo, em 2016, no Moçambola, tendo realizado dois jogos, mas com documentos que comprovavam que era ganês.

Mais tarde, o jogador adquiriu a nacionalidade moçambicana, através de um Bilhete de Identidade com a qual se inscreveu pela Associação Desportiva de Macuácua, depois de ter passado pelos Amigos da Matola, e com os quais disputou o campeonato da segunda divisão da zona sul, tendo ganho a prova com 11 pontos de vantagem sobre o Desportivo Maputo.

Entretanto, depois da denúncia, o Conselho de Disciplina considerou procedentes os argumentos dos “alvi-negros” e decidiu pela retirada de todos os pontos em que o jogador em alusão efectuou ao serviço da Associação Desportiva de Macuácua, nomeadamente nove jogos, à razão de 27 pontos, o que fez com a turma de Gaza, na classificação actualizada, terminasse na sétima posição.

Poucos dias depois da decisão do Conselho de disciplina da FMF, a Associação Desportiva de Macuácua remeteu um recurso, junto do Conselho Jurisdicional, onde apela a anulação da decisão do Conselho de Disciplina, alegadamente porque no acto da inscrição do jogador não tinha como auferir da validade e autenticidade dos documentos apresentados pelo jogador, daí que o tenha utilizado. Ademais, a turma de Macuácua referiu no seu recurso que o jogador já havia alinhado pelos “alvi-negros” no Moçambola e que, por isso, não via razões para ser sancionado. Aliás, o Macuácua disse mesmo que pela complexidade do caso, mas que se apresenta de forma clara, não havia motivos para ser a colectividade a ser sancionada, mas sim o próprio jogador, que apresentou documentos não verdadeiros, quando solicitado pelo clube, para a sua inscrição.

Facto mesmo é que enquanto o Moçambola 2019 não inicia, as duas colectividades vão aguardando pelos passos subsequentes que culminarão com a decisão final do Conselho Jurisdicional da Federação Moçambicana de Futebol, após a audição que fará a Associação Desportiva de Macuácua e o jogador em alusão, Samuel Sião Mendes, na próxima terça-feira, na sede do órgão que gere o futebol moçambicano.

O Desportivo Maputo inicia esta quarta-feira um estágio pré-competitivo de dez dias na província de Inhambane, a procura de construir uma equipa ambiciosa e que dignifique os objectivos da colectividade. Segundo Artur Semedo, treinador principal, não existe preocupação com jogos de controlo
 
Ascendeu ao Moçambola a muito custo e já se prepara para a nova temporada com uma equipa técnica nova e muitos jogadores novos. Artur Semedo, indicado para comandar o voo da águia, diz que, nestes primeiros dias de trabalho, o objectivo é identificar os jogadores que vão compor o plantel final do Desportivo Maputo. Para o técnico, que falava numa entrevista ao ‘O País’, o Desportivo conta com jogadores experientes que vão dar consistência ao modelo de jogo pretendido, casos de Mano, Simplex e Sonito, mas também com uma juventude que vai dar velocidade e dinâmica ao conjunto. Eis o teor da entrevista concedida por Artur Semedo.
 
Como está o desportivo nesta primeira semana de trabalhos?
Nós estamos numa fase de construção da equipa, numa primeira semana em que estamos a trabalhar com algumas dificuldades, que são inerentes ao volume de jogadores que temos recebido, alguns dos quais não estavam nas nossas expectativas. Mas de qualquer forma, esta semana serviu para fazer o escrutínio dos jogadores que eventualmente poderiam integrar o nosso quadro de jogadores. Por isso, esta foi uma semana boa, nessa perspectiva porque conseguimos observar alguns jogadores, alguns dos quais não contávamos e apareceram por iniciativa própria e outros que teríamos conversado antes e não sabíamos da sua validade desportiva. Agora vamos iniciar a fase de construção do nosso plantel com jogadores que transitam da época passada e alguns que foram contactados mais cedo porque eram competências que eu queria no meu plantel e outros que vieram por iniciativa própria. Agora vamos constituir um plantel ambicioso que possa dignificar os objectivos do Desportivo para esta época.
 
Quais os jogadores que já são do Desportivo?
Sidique, Mano, Sataca, Gervásio, Rodrigo, Simplex, esses já estão nossos.
Esta não é uma equipa de jogadores que já tem um passado ou uma trajectória mais longa no futebol. Repare que o Sataca e o Sidique são jogadores que ainda não tem 25 anos, embora o mano e o Simplex já tenham alguns anos no futebol e depois temos uma série deles que transitam da época passada para esta e outros que vieram prestar provas. Repare que o Gervásio é uma aquisição de um jogador que tem 21 anos. Temos uma mescla de jogadores entre jovens, menos jovens e alguns que já andam aqui há algum tempo. No início o Desportivo era uma equipa manifestamente difícil porque só tinha jogadores jovens e esta é uma época em que o Desportivo tem que se estabilizar, consolidar dos seus modelos de gestão a todos os níveis, do clube e até desportiva, e por isso é preciso ter algumas cautelas e construirmos uma equipa que seja equilibrada, com jogadores jovens, menos jovens e alguns que já andam há algum tempo no Moçambola. E assim formamos uma equipa fortíssima e para o ano logo se verá.
 
Os outros estão a ser observados…
Há muitos que ainda estão a ser observados. Nessa perspectiva falo de jogadores jovens e menos jovens. Mas acredito que depois do estágio terei definitivamente aquele que será o quadro de jogadores do Desportivo.
 
O Sonito também está em observação?
Não que não o conheça. Tal que o Sonito teve uma boa prestação comigo, no Desportivo, em 2009, e depois na Liga. É um jogador com o qual já trabalho há algum tempo. Mas é evidente que também acontece alguma erosão no futebol quando um jogador atinge determinadas épocas quando atinge uma certa idade e era necessário verificar em que estado físico ele se encontrava. E é nessa perspectiva que acredito que ainda está em condições. Agora é questão de resgatar algumas ambições que ele já teve, resgatar alguma qualidade que já teve que eu lhe reconheço, porque tem alguma qualidade para isso e estou convencido de que agora, sob novos métodos de trabalho, acabará por fazer uma época tal como ele merece e é capaz de fazer.
 
Jogos de controlo não são preocupação para Artur Semedo
Desportivo vai estagiar em Inhambane. Qual é o objectivo deste estágio?

Ao contrário de muitos treinadores eu não faço os estágios para competir com outros adversários que por essa região estão estabelecidos, não! Estamos num período preparatório e vou subdividir em duas partes: esta primeira fase que é para conferir aos jogadores os princípios do nosso jogo e numa segunda fase em que poderemos fazer alguns jogos de controlo com adversários que nos interessam e é isso que faremos logo que tenhamos construído o nosso quadro de jogadores, que tenhamos estabelecido o nosso modelo de jogo e ai sim podemos competir com adversários que entendermos que servem para o nosso desenvolvimento. Inhambane apresenta-se como local ideal, pela sua tranquilidade, por ser um lugar calmo, onde os jogadores podem tranquilamente fazer o seu trabalho, longe dos olhares dos adeptos e simpatizantes mais próximos do dia-a-dia e creio que é o ambiente ideal para fazermos essa preparação. O facto de haver adversários ou não, pouco importa neste momento. E como o Moçambola só começa daqui a dois meses temos muito tempo. Como pode calcular não tenho pressa com jogos pré-competitivos. O nosso objectivo é chegar ao Moçambola em boas condições. Neste momento é mesmo para construir a equipa, construir o nosso modelo de jogo e termos as competências que queremos para nossa equipa e é isso que me interessa neste momento.
 
O facto do Moçambola só iniciar em finais de Março satisfaz o treinador, em função de estar a construir a equipa e o modelo de jogo?
Para mim satisfaz, de alguma maneira, porque terei tempo para preparar a equipa sem pressa, sem estar pressionado por alguma competição, isso satisfaz. Mas pelo exemplo que tenho das épocas anteriores, não preciso de muito tempo para por a equipa com mínimos aceitáveis, desde que tenhamos condições mínimas de trabalhar tranquilamente, com muitas sessões como gosto de fazer, em condições normais, tendo campo disponível, coisa que neste momento não tenho, e só obrigado a treinar uma vez por dia. Tendo um campo para treinar duas vezes por dia, apenas um mês, quatro a seis semanas, são suficientes para ter uma equipa com os mínimos aceitáveis.
 
Caso haja um volte-face na decisão da FMF e o Desportivo tiver que descer de divisão, o Semedo estará lá com o Desportivo?
Tenho contrato com o Desportivo. Mas o próprio clube teria que requalificar a sua estratégia adoptada para este Moçambola. Tinha que redefinir alguns objectivos. Mas é um cenário que não coloco porque, embora esteja alheio as circunstâncias que envolveram o Desportivo e o Macuácua, uma delas não ascender ao Moçambola e outra sim ascender, não as conheço ao pormenor, mas por aquilo que me dizem e por aquilo que foi tornado publico, acho que o Desportivo, parece que teve todos os méritos legais para poder estar no Moçambola. Mas esta é uma questão que a mim não diz respeito e eu estou focado no cenário de construir uma boa equipa, fazer o Desportivo estar no Moçambola. Ainda que o Macuácua tenha, eventualmente alguma hipótese de ascender, por se chegar a conclusão de que tem alguma validade jurídica a sua reclamação, acho que qualquer cidadão moçambicano, ainda que todos não sejamos iguais, quer o Desportivo no Moçambola e por este lado…

Francisco Mabjaia está fora do mandato como presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol há sete meses. Entretanto, Mabjaia vai continuar a frente da federação até Dezembro do ano em curso, por decisão das associações provinciais, violando a lei de desporto moçambicana.  
 
 O segundo mandato de Francisco Mabjaia terminou a 14 de Junho de 2018 e, a partir daí, esperava-se pela marcação de eleições na Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB).

Aliás, o artigo 48 na sua alínea 2 da Lei de Desporto, refere que os titulares dos órgãos sociais das federações e associações desportivas provinciais e distritais só podem recandidatar-se uma vez, sendo que o mesmo artigo na sua alínea 1 sublinha que a duração dos mandatos deve ser de apenas 4 anos.

Ou seja, com dois mandatos já concluídos, Francisco Mabjaia está fora do mandato há sete meses.

Sábado último, em Chimoio, na assembleia-geral da Federação Moçambicana de Basquetebol e com o patrocínio das associações provinciais da modalidade, decidiu-se que as eleições serão realizadas a 14 de Dezembro.

Assim sendo, Francisco Mabjaia irá dirigir ilegalmente a Federação Moçambicana de Basquetebol por mais um ano e meio, numa clara violação a lei de desporto.  

O artigo 43  da Lei de Desporto refere que as federações desportivas nacionais estão sujeitas a fiscalização pela entidade que superintende o desporto, mas até aqui quer o Conselho Nacional do Desporto quer a inspecção-geral do Ministério da Juventude e Desporto (MJD) ainda não se pronunciaram

Em Dezembro do ano passado, Francisco Mabjaia justificou a sua continuidade nesta agremiação em razão do pedido feito pelas associações devido aos resultados que o basquetebol apresentou durante o seu mandato.

Depois de uma excelente prestação, em 2017, na Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol, prova na qual ocupou a sexta posição, o Ferroviário da Beira pretende melhor a sua classificação na estreia da Afro Liga de basquetebol, novo modelo de disputa da prova continental de clubes em masculinos adoptado pela FIBA-África.

E, na estreia no grupo “C”, os campeões nacionais terão pela frente no dia 8 de Fevereiro o adversário mais acessível: REG do Ruanda, segundo ditou o sorteio realizado ontem.

Já no dia seguinte, ou seja, 9 de Fevereiro de 2018, os vice-campeões nacionais medem forças com o Al Ahly do Egipto, vencedor da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores masculinos em 2016, que antecedeu a ABL.  Nessa edição, os egípcios venceram os sete jogos por si realizados.

A fechar, o conjunto orientado por Nasir “Nelito” Salé joga com o 1º de Agosto de Angola, uma das forças do basquetebol africano e com vários títulos conquistados. Os dois primeiros classificados garantem um lugar a elite 8 da FIBA ??ABL.
 
AL AHLY QUER APROVEITAR FACTOR CASA
Anfitrião do grupo “C”, o Al Ahly do Egipto quer capitalizar o factor casa para vencer a competição. El Ghannam,  40 anos, um dos jogadores mais experientes do clube, diz que "faremos o nosso melhor para contribuir para o sucesso da FIBA ??Africa Basketball League ".  Reconhece que "vai ser uma competição difícil, sem dúvida, mas estaremos prontos para deixar nossos fãs orgulhosos".

"Sabemos que o Primeiro D'Agosto ganhou o troféu muitas vezes, tem uma equipa muito experiente e ambiciosa. Não sei muito sobre o Ferroviário da Beira, mas é certo que deve ser uma equipa de qualidade. E enfrentámos o Ruanda." equipe antes, então, vai ser tempos emocionantes para jogar as equipes aqui no Cairo. Eu não posso esperar ", acrescentou o ex-internacional egípcio.
 
 
Eis o quadro de jogos:
8 de Fevereiro
1ª jornada
Ferroviário da Beira vs REG
 
9 de Fevereiro
2ª jornada
Al Ahly vs Ferroviário da Beira
 
10 de Fevereiro
Ferroviário da Beira vs 1º de Agosto
 

 

Na contínua luta por um lugar no olimpo de África, o Ferroviário da Beira assegurou os préstimos dos sérvios Bozo Djumic e Vuc Jovanovic e ugandês/canadiano Robinson Odoch para atacar a Afro Liga de basquetebol, prova cuja primeira fase está agendada para os dias 8 e 10 de Fevereiro. Os vice-campeões nacionais estão inseridos no grupo “C” do qual fazem parte ainda o Ahly (Egipto), 1º de Agosto (Angola), e REG (Ruanda)

Um honroso sexto lugar na Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol (2017), um contraste com gráfico do basquetebol masculino nos últimos anos. Pois é: em Radès, Tunísia, o Ferroviário de Maputo deu cartas com quatro vitórias e igual número de derrotas, tendo colocado em sentido o Inter Clube de Luanda.

A ambição, essa, não se fica por aqui. Pudera, no comando técnico há um senhor que já colocou África a seus pés levando o Desportivo (2007 e 2008) e extinta Liga Desportiva (2012) à conquista desta prova em femininos: Nasir Salé.

Na novel competição africana de clubes em masculinos, a Afro Liga, o Ferroviário da Beira quer fazer história. Para o efeito, conta com os préstimos dos sérvios Bozo Djumic e Vuc Jovanovic (fazem as posições 4-5) e ugandês/canadiano Robinson Odoch (posição 2/3).

A direcção do clube está a finalizar as negociações com os atletas, enquanto aguarda pela decisão do patrocinador quanto a participação na prova uma vez que a FIBA pode alterar as datas.
“Estamos a finalizar o processo da sua contratação. Estamos numa fase de formalização para, em princípio, estarem na Beira próxima semana”, confirmou Carlos Crispim, director do departamento de basquetebol do Ferroviário da Beira.

Crispim disse ainda que são atletas “que vão dar mais-valia a equipa” porquanto “carregam consigo experiência e tem qualidade”.

Um cenário que não é de hoje, devido a falta de competições na Beira. Para não variar, os campeões nacionais partem para a edição primeira da Afro Liga de basquetebol sem ritmo competitivo. A ideia era realizar um estágio pré-competitivo na Europa, mas tal não irá acontecer devido a falta de fundos para o efeito.

“Prevíamos fazer estágio na europa, mas isso acarreta custos. Só de passagens, estamos a falar de cerca de 133 mil meticais”, precisou Crispim.

Mas há que fazer das adversidades um factor motivacional para e atingir o objectivo traçado que passa por  “garantir uma boa prestação”.    

O homem forte do basquetebol no Ferroviário da Beira reconhece, no entanto, que “não vai ser fácil jogar com os adversários como 1º de Agosto, Primeiro de Agosto e Al Ahly.

“São adversários muito fortes e com boa estrutura. Mas temos o nosso valor e vamos dar o nosso melhor para dignificar o clube e o país”.
 
 Edilson Tivane reforça Ferroviário da Beira
Jogador com enorme potencial, Edilson “Zikai” Tivane irá representar o Ferroviário da Beira esta temporada, deixando, desta forma, a A Politécnica, instituição que representou nos últimos anos.
Nasir “Nelito” Salé ficou “encantado” com as suas qualidades, tendo levado o base para colmatar a saída de André “Paíto” Velasco, atleta que encerrou ano passado a sua carreira.

Rapidez, boa capacidade de salto e recuperação defensiva são algumas das qualidades deste jogador que, em 2016, fez parte da irreverente equipa d’A Politécnica que sob o comando de Carlos Alberto Niquice ocupou o terceiro lugar na Liga Nacional de Basquetebol.

Em 2018, ajudou a A Politécnica a conquistar a Taça Maputo de basquetebol após esta instituição derrotar na final o Ferroviário de Maputo.

Tivane já representou Ferroviário de Nampula e Instituto Criança, tendo depois se transferido para a Soprotecção de Quelimane, clube do qual deu o salto para A Politécnica.

Em 2010, foi campeão nos Jogos Desportivos Escolares em representação da província de Nampula.

O Ferroviário da Beira não renovou os contratos com o base Ivan Cossa, jogador que vai representar o Costa do Sol, Custódio Muchate e Policarpo Zambeze.

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