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O País – A verdade como notícia

Costa do Sol e União Desportiva de Songo voltam a disputar o primeiro trofeu da época, este domingo, depois de o terem feito também no ano passado, com victória a sorrir para os canarinhos. O jogo será a partir das 16 horas, no Estádio Nacional do Zimpeto.

É a terceira vez consecutiva que a UDS, bi-campeã nacional, vai ao jogo “decisivo” depois de 2018 e 2017. Nas duas anteriores, o Songo sempre perdeu. Primeiro para o Ferroviário da Beira (2-1) e depois para o Costa do Sol (2-0). Se a terceira é de vez, o Songo estará, certamente, na expectativa de levar para casa a primeira taça do ano mas, para isso, terá que superar os canarinhos que parecem estar motivados, se se avaliar o desempenho que exibiram no primeiro e único jogo por si realizado no torneio de abertura.

Será, também, verdade que o adversário não é, de longe, comparável à UDS. Entretanto, o jogo, sob égide da Federação Moçambicana de Futebol, vai abrir oficialmente a época futebolística nacional e está agendado para as 16 horas deste domingo no Estádio nacional do Zimpeto.

Em virtude da conquista do último campeonato nacional e a consequente participação em provas continentais, na qualidade de campeão nacional, a UDS foi imediatamente ao mercado e fez inúmeras aquisições consideradas importantes. Telinho e Infren, dois internacionais pelos Mambas, mudaram-se para Tete. Bheu, durante muito tempo em Portugal, também foi confirmado. A UDS ainda recrutou o nigeriano Amarash tal como o fez com Sunday, que na época passada evolui no Clube de Chibuto.

Para completar, ainda viram Luís Miquissone, o melhor marcador de sempre da equipa, chegar por empréstimo do Mamelodi Sundowns da Africa do Sul. Equivale isto dizer que, os campeões nacionais reforçaram-se e tanto para o ano 2019.

Como se isto não fosse suficiente, a formação de Tete ainda dispôs de um estágio pré-competitivo na vizinha Africa do Sul. Foram, precocemente, eliminados nas eliminatórias de acesso a liga dos campões africanos de futebol e as competições internas são o objetivo da equipa orientada por Nacir Armando.

Do lado dos canarinhos e, em relação ao plantel do ano passado, destaque para a saída surpreendente do guarda-redes titular José Guirugo. Alias, foi a mais inesperada movimentação que se registou no último mercado de transferências. Ainda assim, a equipa manteve a sua espinha dorsal para a nova época.
Isac Carvalho é a grande figura e será, certamente, uma das caras a quem se vai exigir resultados positivos na época que abre este domingo.

Para a nova temporada, os canarinhos também beneficiaram de um estágio pré-competitivo na vizinha África do Sul. O Costa do Sol, a par do Ferroviário de Maputo com sete supertaças, são as formações que mais vezes conquistaram o trofeu.

 
 

Não haverá torneio de abertura de futebol na cidade de Maputo este fim-de-semana devido a realização da Super Taça entre o Costa do Sol e a União Desportiva de Songo. O Top-8 arrancou no último fim-de-semana e vai premiar em Um Milhão de meticais ao vencedor.

As surpresas não se fizeram esperar, o Ferroviário de Maputo sucumbiu diante da Black Bulls logo na primeira jornada e terá que suar as estopinhas se quiser continuar na luta pelos milhões. Na próxima jornada, a equipa orientada por Dauto Razaque vai ao clássico com o Costa do Sol, num dos mais apetecíveis duelos do futebol nacional obrigados a vencer, não fosse a expectativa defraudada na primeira ronda.

Os canarinhos não tiveram esforços a medir e deixaram tudo ao critério de Isac Carvalho. O avançado arrasou e no fim fez os três golos que valeram três pontos diante do Estrela Vermelha. Ferroviário de Maputo; Black Bulls; Costa do Sol e Estrela Vermelha integram a serie B. O grupo é liderado pelo Costa do Sol que soma três pontos, os mesmos do Black Bulls.

Pela serie A, está tudo empatado. Os dois jogos da primeira jornada resultaram em empates. O clássico Maxaquene e Desportivo foi, certamente, dos menos atrativos que se viu. Antes deste, a Liga Desportiva e Académica também se tinham anulado.

Assim sendo, nesta série as quatro equipas somam Um ponto. Passam às meias-finais, os primeiros dois classificados de cada série.
Realizada a primeira jornada, Isac Carvalho, avançado do Costa do Sol é o melhor marcador, com 3 golos apontados. O Top-8 premeia monetariamente, também, o finalista vencido no valor de 200 mil meticais; o terceiro classificado com 75 mil meticais.

Ao melhor marcador vai um premio de 25 Mil meticais, metade do que é destinado à melhor claque, que vai encaixar 50 mil meticais. O Costa do Sol é o actual detentor do trofeu.

 

 

 

Mais uma nomeação, mais um reconhecimento das suas qualidades. A FIBA-Africa indigitou, há dias, o árbitro internacional de basquetebol Artur César de Castro Bandeira para apitar jogos do grupo “D” da Afro Liga de Basquetebol, prova realizar-se de 15 a 17 de Fevereiro, no Madagáscar.

O grupo é composto pelo Petro de Luanda (Angola), Smouha S.C (Egipto), ASDB Mazembe (República Democrática do Congo) e Club Omnisports Police Nationale (Madagáscar).

Experimentado, Artur César de Castro Bandeira apitou ano passado, por indicação da FIBA-MUNDO, jogos do grupo “F” da quarta janela de qualificação da zona africana para o Campeonato do Mundo da China-2019, em Lagos, Nigéria.

Ainda no ano passado, precisamente entre os dias 28 de Junho e 1 de Julho, o único árbitro internacional moçambicano na actualidade dirigira partidas do grupo  “C” da terceira janela das eliminatórias para o Mundial, no Cairo, Egipto.

Bandeira tem sido presença constante nas provas da FIBA-Africa. Em 2018, foi juiz-acompanhante do Ferroviário de Maputo na Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol, prova na qual a equipa moçambicana conquistou ao derrotar na final o Inter Clube.
Em 2017, marcou presença em Angola quando o Ferroviário de Maputo perdeu na final diante do 1º de Agosto de Angola.

Em 2016, em Maputo, e 2015, em Angola, foi igualmente nomeado para dirigir jogos desta competição africana de clubes.
O Bandeira foi  um dos juízes acompanhantes designados pela FIBA-África para apitar o Campeonato de Africano de Basquetebol Feminino (Afrobasket-2017).

Bandeira esteve presente, em 2015, no "Afrobasket" de Yaoundé, nos Camarões, prova na qual a selecção nacional de basquetebol sénior feminino ocupou a sexta posição.O árbitro internacional apitou ainda jogos do "Afrobasket" de Antananarivo, no Madagáscar, em 2009; Mali, em 2011; e Maputo, em 2013.

Conta, igualmente, com aparições nas fases finais da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos.
Este ano, foi um dos árbitros que dirigiu a final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, prova que teve como vencedor o Ferroviário de Maputo.

 

A selecção nacional de natação coloca como meta, terminar no pódio do regional de natação da zona IV agendado para 15 a 21 do mês em curso em Windhoek, Namíbia. Moçambique far-se-á representar por 16 nadadores.

Dos 16 nadadores, 10 são masculinos e 6 femininos. Destaque para ausência dos irmãos Bique, nomeadamente Allahn e Janat. Moçambique far-se-á representar nos escalões dos infantis até aos masters, categoria reservada para os mais de 25 anos.

A federação moçambicana de natação estabeleceu como meta: melhorar a prestação anterior e conquistar medalhas em masculinos e femininos, para além de qualificar atletas para os campeonatos mundiais de piscina longa a ter lugar em Gwangju, na Korea do Sul, de 12 a 28 de Julho do ano em curso.
A selecionadora nacional Soraya dos Santos queixa-se do tempo de preparação que considera ter sido escasso mas garante que é para lutar por lugres de pódio.

“É um regional e os países levam os seus melhores nadadores. Sabemos que vai ser complicado mas queremos lutar por lugares de pódio. Essa é a meta. É verdade que comecams tarde a nossa preparação mas, mesmo assim, estamos confiantes. Queremos dignificar o país” disse.
Parte dos nadadores vai cumprir a sua primeira experiencia internacional. É o caso da Maira Correira e Cleyton Munguambe. Os dois estão confiantes e já traçaram metas para a prova.

“Vai ser a minha primeira vez com a selecção nacional. Quero lutar para superar os meus mininos e ajudar a nossa equipa a terminar no pódio da prova ” disse Cleyton Munguambe, posicionamento também assumido pela Correia.

“Estou nervosa por ser a primeira vez mas estou a trabalhar com ajuda da treinadora. Acho que consigo superar as minhas marcas. Queremos terminar no pódio e vamos trabalhar para isso. Quero, também, orgulhar os que investem em mim” disse a jovem nadadora.

A Federação Moçambicana de Natação diz que está tudo em ordem para se seguir viagem esta Quinta-feira, sublinhando que já estão criadas condições logísticas para a comitiva nacional na capital namibiana.“Podemos garantir que está tudo acautelado para a concretização das metas estabelecidas. A selecção parte esta quinta-feira com escala. Vamos de olhos postos ao pódio” rematou o presidente da Federação Moçambicana de Natação, Fernando Miguel.

 

A selecção nacional de hóquei em patins dá início, amanhã, com os trabalhos de campo enquadrados na preparação para o Campeonato Africano da modalidade, prova a realizar-se de 15 a 17 de Março, em Luanda, Angola. Segunda-feira, a direcção da Federação Moçambicana de Natação reuniu-se com os atletas para tratar de questões logísticas.

Mais do mesmo no hóquei em patins: arranque tardio da preparação, questões logísticas por acertar e corrida contra o relógio no processo de preparação para uma competição internacional.

Ontem, segunda-feira, no pavilhão do Estrela Vermelha, apenas um encontro de concertação entre a direcção da Federação Moçambicana de Patinagem, encabeçada por Nicolau Manjate, equipa técnica e atletas pré-convocados.
Nem todos estiveram presentes, sendo de destacar a ausência de Spiros “Kiko” Esculudes, capitão da selecção nacional.

Da parte da direcção da FMP, um vigoroso apelo aos jogadores selecionados para que “comecem a trabalhar seriamente” a partir desta quarta-feira, para alcançarem os objectivos preconizados: conquistar o campeonato Africano de Angola e consequentemente qualificação para o Mundial de Barcelona, na Espanha.

Jogadores e equipa técnica esperam uma prova difícil. Mas os “ngonhamas” estão cientes de que com o trabalho vão superar as adversidades.
“Temos pouco tempo de trabalho, por questões de logística. As pessoas fecham-se em copas, não se comunicam. Não sabemos o que está a acontecer, qual é a programação e acabamos tendo problemas deste nível e são assuntos que nos ultrapassam como atletas”, lamentou Ivan “Maninho” Esculudes, um dos experientes jogadores da selecção nacional de hóquei em patins.Maninho diz ainda que tal “tem que ver mesmo com a estrutura de quem está em frente disto”.

Adiante, o hoquista que participou pelo menos nas últimas cinco edições dos mundiais, falou do ritmo competitivo nesta altura: “os jogadores não estão a competir. Estamos há quase dois meses de férias. Para quem anda nisto sabe que provoca problemas de fadiga e lesões mas estamos aqui pelo país”, disse Ivan Esculudes.Mais adiante, Esculudes afirmou que é preciso voltar aos tempos áureos da selecção, onde Angola não fazia frente aos moçambicanos.

“Se, no Mundial Angola ficou a frente de nós, o que é normal, significa que alguma coisa não está bem. Então, para superarmos Angola é preciso começar a trabalhar muito cedo para melhorar. Não podemos estar a chorar pelo leite derramado. Já conhecemos a equipa de Angola”, frisou para depois acrescentar: “muitos jogadores estão a competir em clubes de Portugal estão no meio da época, eles têm muito respeito por nós e vai ser um encontro interessante”, vaticinou.  

Por sua vez, Pedro Tivane, seleccionador nacional-adjunto, está ciente do começo tardio mas promete fazer de tudo para superar as adversidades.
“A nossa época tem começado um pouco tarde, mas programamos este ano que os jogos vão começar um pouco cedo, isto no dia 18. Então tivemos que nos basear, na convocatória, nas competições do ano passado. É claro que o tempo já nos fugiu, mas temos que trabalhar para conquistar o ‘Africano’ e qualificarmo-nos para o mundial de Barcelona, na Espanha”, desafiou.

E deixou ficar a receita para o sucesso: “Temos que trabalhar duro, porque não teremos estágios, nem jogos de controlo”, esclareceu Pedro Tivane”.  
Amanhã, a selecção nacional inicia com os trabalhos de campo, sendo que o ciclo preparatório compreende três semanas com duas sessões: segunda e quartas.

 

Hóquei, Patins, selecção,

O selecionador nacional de futebol, Abel Xavier, diz ser importante saber jogar fora das quatro linhas. Na abordagem do decisivo jogo com a Guiné-Bissau, a 22 de Março, o seleccionador sublinha que há elementos externos que podem influenciar no mesmo.

Na verdade, esta abordagem veio depois de duas derrotas com Namíbia, quando o técnico disse: “Num jogo de futebol há três equipas dentro do campo. Mas há uma outra força externa que tem que trabalhar para garantir o resultado do jogo. E essa força ao nível do nosso país não se faz sentir”, disse na altura.

Agora, Xavier recupera o seu discurso: “Para quem anda no futebol há algum tempo, sabe que o jogo não é só jogado nas quatro linhas. O jogo também é jogado em vários cenários. Há um jogo que é falado, há um jogo que é jogado e há um outro jogo que também é jogado noutras áreas”, argumentou.

Nas quatro linhas, o seleccionador nacional diz que a equipa vai fazer o seu trabalho tal como o fez em jogos anteriores. Moçambique precisa regressar aos eventos continentais em futebol sénior, depois de ter estado no Campeonato Africano das Nações de 2010, quando se qualificou para o torneio que teve lugar em Angola.

Naquele ano, os Mambas não conseguiram passar da primeira fase. De lá a esta parte, o melhor que os Mambas conseguiram foi qualificarem-se para o CAN Interno de 2013 disputado na África do Sul. “Nós temos que ser fortes, temos que acautelar essas áreas e, obviamente, dentro do campo, nós é que somos protagonistas. Devemos implantar aquilo que são as nossas ideias, dar continuidade às ideias do treinador e, igualmente, sairmos com o resultado que desejamos que é vitória”, disse Abel Xavier.

O Moçambola-2019 só vai arrancar depois do compromisso com a Guiné-Bissau e, neste momento, apenas equipas da cidade de Maputo “rodam” jogadores no Torneio de Abertura. Curioso ou não, Abel Xavier diz que a decisão de tardar o arranque do campeonato nacional foi bem pensada.

“Enaltecer a LMF e a FMF por terem tido bom senso, agendando o arranque do Moçambola 2019 para depois deste jogo decisivo. Isso é extremamente importante para nós e reúne mais consenso. É verdade que estamos concentrados na questão competitiva também”, considerou o seleccionador nacional.

O jogo é vida ou morte. O seleccionador nacional está a avaliar todos elementos ao pormenor e, por isso, já descartou o estágio em Portugal, que era uma das alternativas antes do frente-a-frente com os “djurtus”.
“O que eu quero é que os jogadores tenham todas as condições para disputarem este jogo dentro do campo. Nós temos estado a visualizar a Guiné-Bissau e, portanto, nesse elemento temos tudo acautelado”, assegurou.  

Abel Xavier disse mais: “nós sabemos que os jogadores que actuam interinamente trabalham há algum tempo num calor intenso.  Sabemos que, até a data do jogo na Guiné-Bissau, também estará a fazer um calor intenso. Portanto, o cenário de estágio também terá que ser em condições similares. Já estamos a desenhar um outro plano em termos do local de estágio”, finalizou Abel Xavier.

 

 

Governo diz que Diamantino Miranda não tem autorização para entrar em Moçambique. O executivo justifica que as circunstâncias que determinaram a sua expulsão, em 2013, proíbem-no de fixar residência no território nacional.

 

OS FACTOS
Dias depois de ter sido cedido para treinar a Liga Desportiva de Maputo, à luz do acordo entre este clube e o Benfica de Portugal, Diamantino Miranda viu recusado o visto de entrada em território moçambicano devido à expulsão de que foi alvo em 2013. A expulsão do treinador português baseou-se decisão do Ministério do Trabalho que revogou os seus direitos laborais ao abrigo do Regulamento para Contratação de Cidadãos de Nacionalidade Estrangeira.

O Governo diz que a entidade que firmou o acordo de cedência do treinador português distraiu-se ao não olhar para legislação moçambicana. “No nosso país, o quadro jurídico moçambicano permite que quando um cidadão estrangeiro se confronta a um determinado nível com a legislação possa perder direito a residência. É o que aconteceu com o cidadão Diamantino que foi expulso do nosso país”, disse José Pacheco, Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação a jornalistas em Adis Abeba, Etiópia, onde acompanhou o Chefe de Estado na Cimeira da União Africana.

Pacheco argumentou que, “tendo sido expulso do nosso país, não pode ter qualquer presença no nosso território nacional”. Portanto, acrescenta, “se ele- Diamantino Miranda- estabeleceu qualquer contrato com a contraparte moçambicana, a própria contraparte e o cidadão que foi expulso eventualmente distraíram-se e não de olharam legislação que não lhe permite exercer essa actividade dentro do território nacional”, notou o governante.  

A Liga Desportiva de Maputo, que rubricou um contrato válido por duas temporadas com o treinador português, poderá recorrer da decisão.  
“Caberá as autoridades competentes analisar, eventualmente, o recurso a ser colocado pelos interessados como lidar com esta matéria com um possível recurso que o cidadão tem direito de fazer”.

 

CC DECLAROU INCOSTITUCIONALIDADE
Entretanto, o Conselho Constitucional, através do acórdão número 1/CC/2017, de 9 de Maio, declarou inconstitucional o número 5 do artigo 22 do Regulamento para a Contratação de Cidadãos de Nacionalidade Estrangeira, decreto 37/2016 de 31 de Agosto.

Este órgão de soberania argumentou que esta norma violava os princípios de um Estado de Direito assim como prejudicava a segurança jurídica de particulares.

“Um despacho revogatório de autorização do Ministro de Trabalho, pondo termo ao contrato privado sem antes oferecer e em tempo útil a oportunidade de defesa sobre o conteúdo das acusações, sejam de que natureza for, inequivocamente estar-se-ia a violar flagrantemente o princípio do contraditório essencial num Estado de Direito; Ao não se permitir que o cidadão estrangeiro ofereça a sua defesa no devido processo legal, não só é violado o princípio do contraditório, como também coarcta-se o direito de impugnação dos actos administrativos lesivos dos seus interesses, uma verdadeira afronta ao princípio constitucional de protecção efectiva, previsto no nº 3 do artigo 253 da Constituição da República”, lê-se no acórdão do Conselho Constitucional de 9 Maio de 2017.

 

A vice-ministra da Juventude e Desporto, Ana Flávia Azinheira, diz haver um trabalho para que se regularize a questão da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB), cujo presidente está fora do mandato há oito meses.
O mandato de Francisco Mabjaia venceu em Junho de 2018, mas este foi indicado em Janeiro deste ano pelas associações provinciais de basquetebol para dirigir a agremiação até Dezembro próximo, num claro atropelo a lei de desporto.

Atento a situação, aliás, socorrendo-se do artigo 43 da Lei do Desporto (ndr: diz que as federações desportivas nacionais estão sujeitas a fiscalização pela entidade que superintende o desporto), o ministério da Juventude e Desporto diz estar a trabalhar no sentido da FMB e outras federações regularizem a situação dos mandatos expirados.

Mais: reitera que só vai dar dinheiro às federações e associações desportivas, no quadro dos contratos programa com o Fundo de Promoção Desportiva, que estejam legalizadas. “Portanto, é um trabalho que o Ministério da Juventude e Desporto está a realizar. Penso que, em momento oportuno, iremos conseguir alcançar este desiderato porque interessa-nos que todos estejam legalizados. Isto porque eles deverão continuar a receber apoio do Governo. Só recebe apoio do Governo quem está legalizado”, clarificou Ana Flávia Azinheira quando abordada pelo “O País”.

A “vice” diz ainda que o actual elenco da Federação Moçambicana de Basquetebol está consciente que deve criar condições para que agremiação funcione dentro da legalidade.

“Nós estamos a trabalhar no sentido de todas as associações e federações no sentido de se legalizarem e regularizarem a questão dos seus mandatos. Portanto, é uma questão que está a ser trabalhada. Penso que a própria federação de basquetebol também já está a par do assunto. Estamos a fazer esforços para que a situação seja regularizada o mais rápido possível”, frisou.

Azinheira reconhece que a situação na Federação Moçambicana de Basquetebol preocupa, mas deixa claro que há mais federações e associações desportivas com irregularidades por sanar.

“Eu não iria olhar a situação da Federação Moçambicana de Basquetebol em particular porque nós, aquando dos Jogos Africanos, abrimos um espaço para formar e incentivar mais federações a se formarem. À semelhança do basquetebol, há outras federações”, observou.

A terminar, Ana Flávia Azinheira frisou: “Conseguimos alcançar grandes avanços no sentido de apoiar todas as outras federações a legalizarem-se. Mas entendemos que há um trabalho que tem que ser acelerado no sentido de incentivar as outras também a legalizarem-se”.

Tal como no primeiro desafio, o segundo, realizado no último Sábado, também foi mal conseguido pelos vice-campeões nacionais. Nazir Salé e sua equipa somaram mais um desaire, desta vez, diante dos egípcios do Al Ahly, curiosamente, pelos mesmos números: 86-77.

Obrigados a vencer para manterem o sonho de se qualificarem para a “Elite 8”, a segunda fase da prova, agendada para 22 de Março a 14 de Abril, num país ainda por indicar, os vice-campeões até entraram bem no jogo e alcançaram parciais de 13-25 e 22-23 nos dois primeiros quartos do desafio e foram ao intervalo com uma vantagem de 13 pontos.

A produção da equipa moçambicana, ofensiva e defensivamente, baixou na segunda parte do jogo.

No terceiro período, “os locomotivas” só converteram 12 pontos, a pior produção, ao longo do jogo, contra os 27 pontos dos egípcios.

Aliás, se este foi o pior quarto da equipa moçambicana, foi o mais produtivo dos egípcios.  O Al Ahly concretizou 27 pontos.

Com dois pontos de diferença à entrada para os últimos 10 minutos da partida, o segundo desaire da equipa moçambicana viria, entretanto, a ser confirmado.

Em termos de dados comparativos das duas equipas, se pode depreender que os egípcios estiveram ligeiramente melhores.

A formação moçambicana converteu 34% dos lançamentos a curta distância contra os quase 53% (52.6%) do adversário.

Na linha dos três pontos houve 25% de acertos da formação de Nazir Salé e foram 26.7% da equipa que joga em casa, o Al Ahly.

Houve também ligeiro equilíbrio nos lançamentos livres, um elemento que tem sido um dos principais problemas do basquetebol nacional.
 
Individualmente, o reforço Robinson Opong fez um duplo-duplo. Foi o melhor marcador da equipa “locomotiva” com um total de 20 pontos e 13 ressaltos. O jogador esteve na quadra durante todos os 40 minutos do jogo.
Embora tenha alcançado estes números, Opong esteve muito aquém nos lançamentos livres onde converteu 6 em 20 tentativas.

Interpretando os dados tendo em conta a diferença pontual que foi de 9 pontos, só com 70% de conversões de Opong na linha dos lançamentos livres, o Ferroviário da Beira terminaria o jogo com números superiores aos 86 pontos convertidos pelo Al Ahly.

Entretanto, Opong foi o segundo melhor marcador do jogo com menos três pontos que Reginald Holmes do Al Ahly  que converteu 23.

Robinson Opong, de origem ugandesa e naturalizado canadiano, juntou-se ao Ferroviário da Beira para reforçar a equipa nesta empreitada.

No primeiro jogo, diante do Reg BBC tinha concretizado 14 pontos.
Elves Houana contribuiu com 14 pontos, sendo que Helton Ubisse concretizou 12 pontos.

Na estreia, o Ferroviário da Beira perdeu diante do REG BBC do Ruanda por 86-77.
O grupo C é liderado pelo Primeiro de Agosto de Angola que soma, por vitórias, os dois jogos realizados.

Passa à fase seguinte as primeiras duas classificadas. A Afro Liga substitui a extinta Taça de Clubes Campeões africanos de basquetebol em seniores masculinos.
No anterior figurino, os angolas do Primeiro de Agosto, com oito títulos foram a equipa que mais vezes levantou o trofeu.

Nesta primeira fase da Afro Liga, são no total 14 equipas, subdivididas em quatro grupos que discutem os oito lugares que, de 22 de Março a 14 de Abril, vão concentrar num único país a elite do basquetebol africano.

De 3 a 5 de Maio, também no mesmo país, em sistema de final-four, quatro formações buscam o acesso à final.
 

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