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O País – A verdade como notícia

A selecção nacional de boxe arrancou esta quarta-feira com a preparação com vista a participação no regional da zona IV agendado para Abril próximo no Botwsana.

Em 2018 Moçambique sagrou-se pela primeira vez, no período pós-independência, campeão regional de Boxe ao conquistar 14 medalhas seis das quais de ouro.

Helena Bagao, Benilde Macaringue, Rady Gramane e Alcinda Panguane em femininos e Alfredo Muzimba e Augusto Mathule, em masculinos, são os pugilistas que conseguiram ouro na última edição.
Um ano depois, o país quer repetir o feito e já prepara o evento agendado para 23 a 27 de Abril no Botswana.

“Na semana passada lançamos a convocatória e hoje a selecção começou a trabalhar com vista ao regional da zona IV do próximo mês de Abril no Botswana. Aparentemente falta muito tempo mas, como deve saber, nos terminamos o campeonato nacional em Janeiro e logo depois da prova os atletas saíram em defeso. Não podemos deixar e nem permitir que o defeso seja muito longo. Aliás, em princípio tinha que ser de apenas um mês por isso tentamos evitar que levassem muito tempo” disse o secretário-geral da Federação Moçambicana de Boxe, António Hélio.

A federação entende que esta é uma das formas de manter os pugilistas no ritmo e rodados para o evento. Ainda assim, decorre uma verdadeira maratona de procura por parceiros para financiarem a ida a Botswana e todo o processo que está em volta da participação de Moçambique no regional.

“Estamos a procura de patrocinadores para esta fase e a outra que se segue. Na última edição, conquistamos o vento e por isso temos responsabilidades para a próxima. É um desafio, mas temos que lutar. A África do Sul teve sempre hegemonia mas conseguimos inverter o cenário quando acolhemos o evento” disse.   

No arranque das actividades da selecção, estiveram apenas pugilistas sedeados na cidade de Maputo. A FMB diz que vai criar mecanismos de monitoria para os que estão fora da capital.

Moçambique prevê levar 15 pugilistas, cinco em femininos e 10 masculinos. Os trabalhos arrancaram esta quarta-feira, na cidade de Maputo com apenas atletas sedeados na capital moçambicana.

 

Os moldes de disputa do Moçambola 2019 só serão conhecidos na assembleia- geral da Liga Moçambicana de Futebol, agendada para finais do mês em curso, e resultarão das condições financeiras que o organismo apresentar à data.

A situação já foi a debate deste final do ano passado, sobretudo, porque a última edição da prova esteve para ser interrompida, devido à falta de fundos.

Uma engenharia que contou com a intervenção do Presidente da República, Filipe Nyusi, permitiu que o principal campeonato nacional fosse até ao fim.

Entretanto, os problemas mantiveram-se. No fim do campeonato, antecipando-se a prováveis problemas, a LMF sugeriu aos associados quatro modelos e apresentou os respectivos prós e contras.  

Ora, o Moçambola arranca a 30 de Março, mas o modelo, esse, continua incógnita.
A vice-ministra da Juventude e Desportos, Ana Flávia Azinheira, diz que os responsáveis pela decisão, devem pensar num modelo que garanta cobertura financeira sem sobressaltos.

“Estamos confiantes que a Liga e a Federação Moçambicana de Futebol estão de facto a pensar num modelo sustentável. O mais importante é encontrar sustentabilidade nesta prova, porque não vale apenas pensarmos numa prova em que não vamos conseguir sustentar.

Quando falamos em sustentabilidade, falamos de angariar mais parceiros. Trazer mais valia e valor à competição e à marca Moçambola, para que possa facilmente sustentável”, disse.

Anualmente, o Governo renova apoio às federações e associações desportivas através do Fundo de Promoção Desportiva nos Contratos-Programa.
O futebol é a modalidade que maior bolo tem recebido no âmbito destes financiamentos, Ana Flávia diz que o apoio vai continuar, mas vinca que a escolha de um modelo ideal será a solução, tal como o é em outros quadrantes.

“O Governo está continuamente a investir, apoiar e sempre vai investir no desporto nacional. A própria competição em si, como acontece em todo o mundo, é dinamizada através de modelos sustentáveis. É esta engenharia que nós gostaríamos que fossem encontradas pelos nossos gestores de futebol”, considerou.

Lembre-se que, apesar do défice financeiro que sempre representou, a Liga Moçambicana de Futebol sempre assumiu que o actual modelo de disputa do Moçambola é o ideal.

É responsável pela melhor classificação de sempre de uma selecção nacional de hóquei em patins no Mundial do grupo A:  quarto lugar alcançado em 2011, em San Juan, na Argentina.

Pedro Nunes, treinador português que nos últimos cinco anos orientou o Benfica, poderá estar de regresso à selecção nacional de hóquei em patins.

Nunes foi contactado telefonicamente pela Federação Moçambicana de Patinagem (FMP) para orientar os “ngonhamas” no Campeonato Africano de hóquei em patins, prova a realizar-se em Luanda, Angola.

O facto foi confirmado ontem ao “O País” pelo presidente da Federação Moçambicana de Patinagem, Nicolau Manjate, que adiantou que Pedro Nunes manifestou interesse em voltar ao banco da selecção.

Ontem, já houve a formalização do convite através de uma carta enviada ao técnico português que, em 2015, em La Roche-Sur-Yon, França, também orientou a selecção nacional no Mundial, onde Moçambique ocupou o sétimo lugar.

A ideia passa por Pedro Nunes juntar-se à selecção nacional de hóquei em patins a 6 de Março, em Luanda, Angola, palco da prova que apura o único representante africano ao Mundial, competição agendada para os dias 7 a 14 de Julho, em Barcelona, Espanha.

“Posso sim confirmar que contactámos telefonicamente o senhor Pedro Nunes para orientar a selecção nacional de hóquei em patins. Ele já trabalhou connosco e conhece o grupo de trabalho”, disse Nicolau Manjate.

O presidente da FMP disse ainda ao “O País” que o processo de preparação irá decorrer sem sobressaltos, uma vez que “termos já criado todas as condições logísticas para a selecção nacional”.

Nesta competição, a selecção nacional de hóquei em patins vai certamente discutir o acesso ao Mundial com Angola, Egipto e África do Sul.

Os atletas que evoluem na Europa somente irão juntar-se ao grupo de trabalho em Luanda. A delegação moçambicana deixa Maputo no dia 6 de Março, rumo ao palco da prova que apura o representante africano ao Mundial de Barcelona, na Espanha.

Para já, Pedro Tivane, seleccionador-adjunto, e Pedro Pimentel, director técnico da FMP, têm trabalhado com Arnaldo Queiroz, Alfredo Mandlate, Kevin Pimentel Simões, Pedro Pimentel Júnior, Rafael Elias, Rodrigo Xaviet, Ivan e Spiros Esculudes, Artur Jorge Mapinguissa, Mário Alcides e Macário Joaquim, Lucas Salvador Cossa, David Severino Tuaibo, Manfrede Calange e Michael Machaule.

O Governador de Manica, Manuel Rodrigues Alberto, visitou, semana passada, as instalações do Grupo Desportivo e Recreativo Textáfrica de Chimoio. No local, o governador recebeu explicações gerais sobre o funcionamento do primeiro campeão nacional de futebol, assim como ficou a saber sobre as dificuldades que o clube enfrenta neste momento.

No campo da Soalpo, Manuel Rodrigues Alberto foi confrontado com um relvado que clama por melhor tratamento. Sensibilizado com as dificuldades pelas quais o clube passa, Manuel Rodrigues Alberto ofereceu na ocasião quinze bolas de futebol ao clube, sendo que dez são destinadas aos treinos e cinco para jogos oficiais.

“Estamos convosco este ano, tal como ano passado. Disponibilizamos o nosso total apoio em tudo para que continuem a representar da melhor maneira a província na maior prova nacional de futebol. Queremos trabalhar unidos para fazermos com que a equipa de todos nós esteja em condições de ombrear em pé de igualdade com outros clubes ”, começou por dizer Manuel Alberto, para adiante afirmar que “o Governo está aqui para ver e compreender as dificuldades do clube e em conjunto procurarmos a solução. Ficamos informados sobre as condições do clube para a temporada que está prestes a iniciar e como é que os planos serão materializados”.

Na época passada (2018), a equipa ocupou a sétima posição na tabela classificativa do campeonato, com 42 pontos, resultantes de onze victórias, nove empates e dez derrotas, tendo marcado 26 golos e sofrido 34.

“Nossa maior ambição deve ser aquela de sempre, jogar, somar resultados e ocuparmos aqueles lugares cimeiros, ou mesmo sermos campeões. Lembrem-se que estamos a falar do primeiro campeão nacional. Isso já aconteceu, porquê não acontecer este ano?”, Indagou o governante, colocando o desafio a formação do Textáfrica de Chimoio.

 

 

Dois jogadores moçambicanos poderão estagiar na Academia do Sporting, na África do Sul. Os mesmos serão seleccionados nos jogos entre as academias moçambicanas e do Sporting, numa iniciativa que conta com a parceria da ZAP.

É de pequeno que se torce o pepino, diz o adágio popular. E para não fazer diferente, as academias moçambicanas de Tico-Tico, Rui Évora, Gonçalves Fumo e Sporting juntaram-se este sábado, no Estádio Nacional do Zimpeto, para ensinar o ABC da bola aos mais novos.

Aliás, do evento serão selecionados os dois melhores atletas moçambicanos, que irão estagiar na academia do Sporting, na África do Sul, por um período de mais de um mês. O gesto é visto pelos responsáveis das academias moçambicanas como uma forma de projectar o futebol nacional além-fronteiras.

A academia do Sporting ficou maravilhada com o talento dos jogadores moçambicanos e afirmou que o intercâmbio veio para ficar.

Já a Zap, empresa que intermediou para que o evento tivesse lugar no país, considera que esta é uma oportunidade para atletas moçambicanos poderem actuar ao mais alto nível.  

De referir que foram observados jogadores das categorias de sub-17 e infantis.
 

Três jogadores do Ferroviário de Pemba foram julgados esta quinta-feira pelo Tribunal Judicial da cidade de Pemba, pelo crime de ofensas corporais a uma equipa de arbitragem em pleno jogo, em Agosto de 2018, no Estádio Municipal da capital da província de Cabo Delgado.

Dos três acusados no processo, todos do Clube Ferroviário, apenas um compareceu ao julgamento, onde na presença de um dos árbitros supostamente agredidos, e do Presidente do seu Clube, o arguido, confirmou a sua presença no local do crime, no entanto, jurou a sua inocência.

“Todos os jogadores manifestaram contra a decisão do árbitro que por ter sido corrompido para favorecer  a equipa adversária, assinalou um golo quando a bola não chegou a atravessar a nossa baliza. Eu também fiquei furioso com a situação, mas sou inocente porque não bati ninguém, apenas tentei acalmar os colegas que inconformados partiram para violência”, jurou o único arguido do caso ouvido em sede do julgamento.

O interrogatório durou cerca de 2 horas e nas  alegações finais o  Ministério público considerou haver provas suficientes da participação dos três acusados no crime, e pediu a condenação exemplar para evitar violência e vandalismo nos recintos desportivos, no entanto, a defesa pediu absolvição de todos arguidos por falta de provas matérias do  seu envolvimento no crime.

“Está provado que os três jogadores violentaram fisicamente os árbitros, e para travar violência nos recintos desportivos, é necessário que sejam aplicadas penas exemplares”, Isaura Mariano, Ministério Público.

“Para nos Meritíssimo, pedimos absolvição dos três acusados, porque nas imagens usadas como prova, não identificam as pessoas que protagonizaram os actos”, alegou Ussene Abdul, a defesa.

Os outros dois jogadores que não compareceram ao Tribunal foram julgados a revelia, e só serão procurados pela justiça, caso sejam condenados durante a sentença marcada para o próximo dia 19 de Fevereiro, de acordo com a decisão do Juiz da causa, Bruno de Castro.

Cabo Delgado corre o risco de não acolher jogos do Moçambola -2019, devido a problemas financeiros do Baía de Pemba FC para conclusão das obras de reabilitação do Estádio Municipal.

O recinto desportivo precisa ainda de intervenção nos balneários, colocação de vedação, bancadas e remoção dos postes de iluminação que foram implantados a cerca de um metro dos limites do campo.

Para além de infra-estruturas, Baía de Pemba FC não tem dinheiro garantido para o pagamento de salários dos jogadores, segundo confirmou o Presidente da colectividade, Abdul Satar Gani.

O dirigente desportivo mostra-se reticente em relação à criação de condições necessárias para que, primeiro, o Estádio Municipal esteja pronto, e segundo, a equipa consiga a musculatura financeira para garantir o pagamento de salários.

Mais: ao longo do campeonato nacional de futebol, Moçambola, não haja registo de salários em atraso.

Os Governos provinciais e locais também estão preocupados com o Moçambola. O Presidente do Conselho Autárquico de Pemba, Florete Motarua, prometeu trabalhar para que esta cidade acolha a maior prova de futebol do país.

Fundada em 2016, por um grupo de jovens do histórico bairro onde Paquitequete, Baía de Pemba FC entra pela primeira vez na maior prova do futebol moçambicano.

Lembre-se que a província de Cabo Delgado que estava fora do Moçambola há cerca de 3 anos.

 

Luís Miquissone diz que pretende relançar a sua carreira na União Desportiva de Songo após uma passagem discreta pelo futebol sul-africano.

Brilhou na temporada 2016, marcando golos para todos os gostos e feitios. Maravilhou os adeptos do futebol moçambicano, com exibições de grande nível e despertou a atenção do Mamelodi Sundonws da África do Sul, clube para o qual viria a transferir-se.  

Nos “brasileiros”, não teve espaço para mostrar o seu real valor. Porque não era opção, havia que encontrar uma solução para poder jogar.

Foi então que o Mamelodi Sundonws emprestou-o ao Chippa United da Premier Soccer League  (PSL) e,  depois,  ao Royal Eagles da segunda divisão, mas não conseguiu convencer o técnico desta formação que é um jogador com muita qualidade.

“É algo que sempre acontece no futebol. Eu sei que sempre trabalhei. Estava à altura de jogar, mas não era opção.  Decidi voltar para o clube onde eu nasci e cresci como futebolista para tentar ajudar a equipa. Podem esperar o mesmo Luís Miquissone de sempre. Eu já me enquadrei na equipa”, prometeu.

O futuro é agora. A pérola da União Desportiva do Songo aponta para exibições de grande nível para relançar a sua carreira.   

“Posso voltar a sair porque estou aqui por empréstimo. Não estou aqui definitivamente. Ainda tenho contrato.  Estou aqui para rodar mais. Como sabem, eu não estava a jogar. Regressei, praticamente, para jogar e tentar ver se posso voltar a sair”, frisou.

Com enorme potencial, Miquissone refere ainda que, com a qualidade que a equipa do Songo  tem e a exposição nas competições africanas, pode relançar a sua carreira ao nível internacional. “A União Desportiva do Songo é um grande clube. Eu acredito que muitos acompanham a evolução deste clube. É bicampeão nacional e disputa as competições africanas. Posso voltar a disputar uma competição africana na qual outros clubes podem ver o meu potencial”, indicou.

Os Mambas são também objectivo de Miquissone que espera ser chamado por Abel Xavier para o compromisso importante diante da Guiné-Bissau, a 22 de Março. É um jogo em que somente a vitória interessa aos Mambas que pretendem voltar a disputar o Campeonato Africano das Nações nove anos depois de terem marcado presença em Angola, em 2010.

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