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O País – A verdade como notícia

É facto que o contrato de Abel Xavier como seleccionador nacional é por objectivos, no caso concreto que era de levar a equipa de todos nós ao CAN-2019. Mas também é facto que o objectivo foi falhado por Abel Xavier e seus pares, que assim terão que ser afastados do comando técnico.

Outro facto que se viu em Bissau é que os adeptos que compõem a onda vermelha foram se solidarizar com o técnico luso-moçambicano, mostrando seu apoio a este para que continue a frente dos destinos dos Mambas.

“Queremos Abel Xavier! Queremos Abel Xavier! Queremos Abel Xavier!” e “Mesmo quando os outros já não te querem, nós vamos servir a ti e tu a selecção, Abel Xavier”, na tradução literal da música em ronga, eram os cânticos mais ouvidos pelos adeptos, que consideram que não devia se mudar de seleccionador, uma vez que esta a fazer um projecto para o futuro, olhando para o que já fez pela selecção principal e pelas selecções de formação.

Aliás, os adeptos perguntam se é culpa do treinador quando uma selecção sofre três golos no tempo de compensação das compensações, em três cruciais jogos (Guiné-Bissau cá e lá e Namíbia cá) ou se merece uma oportunidade de fazer valer o seu potencial para ajudar a selecção a ultrapassar essas dificuldades de saber gerir o tempo quando necessário.

A pergunta que não quer calar agora é qual será a posição da Federação Moçambicana de Futebol face a este pedido da onda vermelha para manter o seleccionador nacional, Abel Xavier por mais dois anos?

 

O Ferroviário de Maputo A venceu esta sexta-feira o Ferroviário B por 87-61 em desafio de ajuste de calendário da primeira jornada da Engen Maputo Basket. Stelio Rodrigues, com 17 pontos, foi a grande figura dos campeões nacionais.

Partiu do banco de suplentes mas viria a ser a grande figura do Ferroviário de Maputo A com 17 pontos. Stelio Rodrigues esteve de mão quente e quase que acertava todas. Manuel Uamusse ficou nos onze pontos.

A equipa de Milagre sempre esteve por cima dos acontecimentos, no fim do primeiro quarto vencia com um parcial de 23-15. No segundo quarto fez mais 27…ao intervalo estava em 50-27.

O terceiro foi o menos produtivo…Stelio rodrigues e companhia fizeram converteram apenas 9 pontos.

Na equipa B, Titos Fernando fez 15 a melhor produção, com grande percentagem atras da linha dos três pontos. O jogo terminou 87-61.
No fim, o Ferroviário de Maputo A não se fez a zona das entrevistas rápidas.

A selecção nacional de futebol está há duas horas de fazer história e se qualificar ao CAN do Egipto, quando defrontar a Guiné-Bissau.

Somente a vitória interessa aos Mambas nesta partida e motivação é o que não falta ao  grupo de trabalho e a adeptos.

Para esta empreitada, Abel Xavier escolheu o seguinte onze para defrontar os Djurtus: Leonel, Ifren, Jeitoso, Mexer, Edmilson, Reinildo, Domingues, Kambala, Witi, Ratifo e Reginaldo.

O jogo começa quando forem 16h30 de Bissau, menos duas horas que Maputo.

Desilusão em Bissau. Drama. Trágico. Tristeza, mais uma para os moçambicanos num espaço de uma semana devido ao luto semeado pelo ciclone IDAI.
 

De resto, era para ser um jogo de homenagem às vítimas de ciclone IDAI com uma vitória dos Mambas e consequente qualificação ao Campeonato Africano das Nações nove anos depois.

Nem mesmo o calor e solidariedade dos guineenses, manifestada logo à chegada no Aeroporto, foram suficientes para colocar Moçambique na fina-flor do futebol africano.   Os djurtus adiantaram-se no marcador aos 12 minutos com um golo apontado por Piqueti, que aproveitou a distração e falta de comunicação da defensiva moçambicana.

Os Mambas reagiram muito bem a desvantagem. Reginaldo, na sequência de um canto com a bola a sobrar para o avançado, rematou forte com um defensor da Guiné-Bissau a evitar o pior.

A selecção nacional de futebol dominava. Tinha maior posse de bola, mas não conseguia chegar ao golo. Com o um a zero, foi-se ao intervalo.

Aos quatro minutos da segunda parte, num lance longo, Ratifo ganhou terreno e bateu o guarda-redes Jonas, relançando, desta forma, as esperanças de apuramento ao CAN-2019.

E, aos 89 minutos, Nelson Divrassone, saído do banco, colocou os Mambas no CAN-2019. Alegria dos moçambicanos, estes que bem precisam de um sorriso em momento trágico devido aos estragos provocados pelo ciclone IDAI.

Mas, tal como no jogo da primeira “mão”, os Mambas sofreram infantilmente o segundo golo já no período de compensação.
Mendy, avançado do Vitória FC, aos 90+4 minutos, fez o golo frustrou os moçambicanos.  Com este desfecho, a Guiné Bissau segue para a fase final da CAN juntamente com a Namíbia.

 

A bola já não começa a rolar no próximo dia 30, para o campeonato nacional de futebol. Tudo porque os clubes analisaram e chegaram à conclusão de que não fazia sentido celebrar-se a festa do futebol num momento em que o país se debate com uma tragédia que ceifou vidas humanas e deixou rasto de destruição em infra-estruturas sociais e desportivas.

Em solidariedade para com as vítimas do ciclone IDAI, os clubes Ferroviário da Beira, Têxtil de Púnguè e Textáfrica do Chimoio, também afectados, os futebolistas nacionais decidiram ainda criar um movimento de apoio que consiste na disputa, domingo, de um torneio quadrangular, prova promovida pela Associação de Futebol da Cidade de Maputo, a realizar-se no Estádio da Machava.

Para Palma Pinto, dirigente do Ferroviário de Maputo, e João Nhabanga, Departamento de Futebol Costa do Sol, o Moçambola é festa, e, nas condições actuais, os clubes não têm como juntarem-se nessa celebração, devido à dor imposta pelo ciclone tropical Idai. Ao invés de celebração, para os desportistas, a solidariedade é urgente.

Lembre-se que, na primeira jornada do torneio quadrangular de apoio às vítimas do ciclone IDAI e enxurradas na zona Centro, o Desportivo de Maputo joga com o Ferroviário de Maputo enquanto o Maxaquene mede forças com o Costa do Sol.

 

Lá na costa Atlântica, precisamente em Bissau, pode-se abrir uma página dourada no futebol moçambicano. Como, e porque o futebol tem três resultados possíveis: empate, derrota e vitória, também se pode traçar um caminho amargo no continente. Ou seja, prolongar o jejum de ausências nas fases finais do Campeonato Africano das Nações, já lá vão nove anos sem que marquemos presença. Porque não mostrámos competência para desfilar na fina-flor do futebol africano.

Aos Mambas, que amanhã são obrigados a vencer os “djurtus”, cabe a responsabilidade de fazerem com que os moçambicanos esbocem um sorriso num momento em que o país transpira uma profunda tristeza com a passagem do ciclone IDAI.

Por isso, a palavra de ordem é a vitória. Vitória que não só coloca os Mambas numa fase final de um campeonato africano das nações nove anos depois, mas também prestigiaria o futebol moçambicano. 

Em Bissau, há que manter a posse de bola, explorar contra-ataques e situações de bola parada para contrariar o adversário.

Num terreno adverso e com enorme pressão, o elevado nível de concentração no ataque e defesa e índices competitivos altos serão também determinantes para um resultado favorável. É preciso que os Mambas sejam solidários e imponham o seu ritmo de jogo perante um adversário que precisa apenas de um empate para se qualificar ao CAN.

E, a jogar perante o seu público, entrará bastante motivado. Mas motivação também exista no seio dos atletas da selecção nacional de futebol.

A Bissau, o seleccionador nacional de futebol, Abel Xavier, leva 25 jogadores mas na ficha do jogo somente irá inscrever 23. 

A Ida de mais dois jogadores tem a ver com precauções em caso de lesões. Geraldo, médio do Amora, preocupa até porque na última sessão de treinos dos Mambas apresentou algumas queixas.

Os Mambas irão cumprir, esta sexta-feira, o treino de reconhecimento Estádio 24 de Setembro, palco do jogo com a Guiné-Bissau sábado.  “É um treino em que queremos perceber as características do campo, a sua relva, ambiente e o clima. Optamos por um período muito curto em termos de adaptação”, explicou Abel Xavier.

O jogo Guiné-Bissau vs Moçambique será dirigido por um trio misto, sendo que o árbitro principal é o tunisino Sadok Selmi, enquanto o líbio Attiia Amsad e o também tunisino Aymen Ismail são o primeiro e segundo assistentes, respectivamente.

 

Inicialmente previsto para arrancar no próximo dia 30 de Março, o Moçambola 2019 foi adiado “sine die” devido aos estragos provocados nas infraestruturas desportivas pelo ciclone IDAI e enxurradas na zona centro do país.

Em reunião realizada esta quinta-feira entre a Liga Moçambicana de Futebol, gestora da prova, e os clubes participantes, definiu-se ainda que  30% da receita do primeiro jogo em casa será canalizado às vítimas do ciclone IDAI.

Por outro lado, a Liga Moçambicana de Futebol decidiu que, em todos os jogos da primeira jornada do Campeonato Nacional de Futebol, será observado um minuto de silêncio em memória das vítimas do ciclone IDAI.

“ A Liga Moçambicana de Futebol está a acompanhar com tristeza o impacto do IDAI, que provocou a morte de muitos concidadãos e destruiu infraestruturas sociais, económicas, desportivas, entre outras, comprometendo todos os esforços do Governo e entidades privadas no desenvolvimento do país”, lê-se no comunicado produzido após o encontro desta quinta-feira entre a Liga Moçambicana de Futebol e os clubes.

Na nota, a Liga Moçambicana de Futebol refere ainda que “este fenómeno atingiu clubes filiados da Liga Moçambicana de Futebol, nomeadamente Ferroviário da Beira, Têxtil de Púnguè, na província de Sofala, e Textáfrica de Chimoio, na província de Manica, que viram as suas infraestruturas parcialmente destruídas numa altura em que se prepara a edição do Moçamboala 2019”.

 

 

O Ferroviário de Maputo, o Maxaquene, o Desportivo de Maputo e o Costa do Sol promovem, no próximo Domingo, um torneio quadrangular de futebol cujas receitas serão destinadas a ajudar as vítimas do ciclone IDAI no centro do país.

O torneio será disputado no Estádio da Machava, com os dois jogos a serem realizados no mesmo dia.

Assim, às 13h45min jogam as formações do Ferroviário de Maputo e Maxaquene, sendo que às 15h45min será a vez do Costa do Sol e Desportivo de Maputo.

Para além das receitas dos jogos, os apoios deverão ser em vários produtos (não perecíveis), roupas e outros.

Depois dos antigos jogadores juntarem-se à causa, quatro dos mais históricos clubes da cidade de Maputo também aderem, desta forma, à iniciativa.

Entretanto, foi a associação de futebol da cidade de Maputo que decidiu juntar alguns dos seus afiliados para este processo de angariação de fundos “por ver a necessidade de o futebol se solidarizar com as vítimas desta calamidade”, escreve no seu Comunicado de Imprensa enviado à nossa redacção.

Os clubes responderam positivamente e, na passada quarta-feira, juntaram-se para uma reunião de concertação, que definiu os moldes de disputa do torneio.

 

A selecção nacional de futebol da Guiné-Bissau, os “Djurtus”, iniciou na segunda-feira, em Bissau, a preparação do jogo contra a seleção moçambicana, os Mambas, com 17 jogadores disponíveis.

O lateral direito que milita no Marítimo de Portugal, Eulânio Ângelo Chipela Gomes (Nanú), constitui a grande novidade na lista do seleccionador guineense, Baciro Candé para o referido jogo, que terá lugar no próximo sábado, no Estádio 24 de Setembro, local que acolhe os trabalhos de preparação.

Sob o comando do técnico Baciro Candé, os jogadores fizeram alguns exercícios de recuperação física, peladinha e ensaios de lances de bolas paradas, no primeiro treino realizado na segunda-feira passada. No final de sessão, o selecionador dos “Djurtus” disse à imprensa local que o primeiro treino serviu para recuperação física dos atletas.

“Hoje (segunda-feira) fizemos só trabalhos de recuperação, porque os atletas fizeram uma viagem muito longa. Apesar de termos incluído alguns treinos, mas o objectivo é de recuperação” disse Baciro Candé citado pelo jornal guineesnse, O Democrata.

Candé informou ainda que o resto dos jogadores (6) que ainda não tinham ao país só chegavam na tarde de ontem, terça-feira, para completar a caravana e levar avante os trabalhos de preparação.

A novidade nos convocados de Baciro Candé, Nanú, disse estar muito feliz por poder representar as cores da selecção nacional do seu país e pelo carinho que recebeu dos colegas e dos adeptos que estavam em grande número a assistir ao treino da passada segunda-feira.

O jogador do Marítimo e colega do moçambicano Zainadine Jr., Nanú, disse que a adaptação foi muito fácil, uma vez que já conhecia uma boa parte dos jogadores da seleção nacional da Guiné-Bissau. O polivalente que pode jogar como lateral direito, esquerdo assim como em lugares mais avançados, mostrou-se optimista quanto ao bom resultado diante dos Mambas, no próximo sábado.

Na última partida diante do FC Porto, a contar para o campeonato português, o atleta jogou os 90 minutos e disse estar apto para ajudar os “Djurtus” a atingir os seus objectivos, e consequente apuramento para o CAN Egipto 2019, que seria a segunda na história e consecutiva.

Recorde-se que Zainadine Jr. não fez o jogo diante do FC Porto devido a lesão.

Eis os jogadores presentes na sessão de treinos:
1. Jonas Mendes
2. Rui Dabó
3. Juary Soares
4. Rudinilson Silva
5. Sorri Mané
6. Tomás Dabó
7. Mamadú Candé
8. Lamine Bá
9. Zezinho Lopes
10. Jorginho Intima
11. Eulânio Ângelo Chipela Gomes
12. Carlos Abna
13. Frederic Mendy
14. Joseph Mendy
15. João Mário
16. Piquete Djassi
17. Bacar Baldé

 

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