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O País – A verdade como notícia

A vice-ministra da Juventude e Desportos, Ana Flávia Azinheira diz que estão criadas todas as condições para a selecção nacional de futebol, os Mambas, ganhar a Guiné-Bissau, no próximo dia 23 de Março, em Bissau, e qualificar-se ao CAN 2019, no Egipto.

É um jogo de tudo ou nada, no qual só a vitória interessa aos moçambicanos, pois, em caso de derrota ou empate o sonho de se qualificar ao Campeonato Africano das Nações (CAN), edição 2019, no Egipto fica por terra.

Assim sendo, Ana Flávia Azinheira, vice-ministra da juventude e Desportos apela para que todos apoiemos a selecção nacional, para que se atinja o objectivo definido.

“O jogo dos Mambas contra a Guiné-Bissau vem aí, temos que todos apoiar. É a nossa equipa que está em jogo”, apelou a governante à nossa equipa de reportagem.

Azinheira considera ainda que os Mambas estão devidamente preparados e têm condições para vencer a congénere da Guiné-Bissau.

“O governo está a criar todas as condições para que os Mambas estejam devidamente preparados e que no dia do jogo só pensem em ganhar”, considerou Azinheira.

Olhando para aquilo que tem sido a preparação dos Mambas, Ana Flávia Azinheira vaticina uma vitória.

"Criamos todas as condições desde treinos e viagens. Por isso, os nossos meninos não devem pensar em mais nada, só a vitória interessa", disse.

De referir que no leque dos jogos de preparação realizados na África do Sul, Moçambique, Perdeu por um a zero frente ao Maccabi FC de Joanesburgo, equipa que milita na primeira divisão do campeonato sul-africano. Informação em nosso poder indica que nesta partida, a equipa técnica liderada pelo luso-moçambicano Abel Xavier apresentou um onze inicial diferente daquele que mediu forças com eSwatini, onde o resultado verificado foi de um a um.

Já no último jogo-treino, num total de três, no âmbito do estágio pré-competitivo no Centro Desportivo de Alto Rendimento de Pretória, os treinados de Abel Xavier fizeram o jogo de controlo, contra a equipa sul-africana do Orlando Pirates, tendo-se verificado um empate a uma bola.

Na tabela classificativa do grupo K, em que Moçambique faz parte, a Guiné-Bissau lidera com oitos pontos. Namíbia segue na segunda posição também com oito pontos.

Os Mambas estão posicionados no terceiro posto e soma sete pontos, resultado de duas vitórias e um empate.

 

 

Apenas a obtenção dos três pontos em disputa, poderão colocar os Mambas, pela quinta vez, no CAN do Egipto, competição-maior do futebol africano. O momento para os jogadores que actuam internamente não é o melhor – o Moçambola ainda não começou – daí que a aposta do Seleccionador nacional estará, seguramente, virada para os que actuam além-fronteiras.

No Zimpeto, de forma inacreditável, os Mambas deixaram fugir um “pássaro” que já estava nas mãos. Caso não o consigam recuperar na Guiné-Bissau, na última jornada do Grupo K, as imagens do confronto entre estas selecções dificilmente se apagarão das nossas mentes.

Moçambique é agora obrigado a ganhar, para confirmar a nossa presença, pela quinta vez, depois do Cairo em 1986, África do Sul 1996, Burkina Fasso1998 e Angola 2010.

RECORDANDO UM 2-2 DE MÁ MEMÓRIA

Quem diria que vencer em casa por 2-1, em cima do minuto 92, acabasse por vir a nu a falta de manha dos nossos Mambas, incapazes de garantir a vantagem nos escassos minutos que havia por jogar?
O (Z)ímpeto dentro e fora das quatro linhas estava ao rubro. Casa cheia, não só de espectadores, mas também de emoções. Vermelho nas bancadas, suficiente para colocar em sentido os visitantes, temerosos, perante uns Mambas que desde cedo tomaram as rédeas do jogo.

Os condimentos foram mais do que suficientes para desviar os citadinos da capital das suas rotinas, para bem representarem o país nas bancadas.

A turma guineense, toda ela formada por jogadores que militam na Europa, não nos metia medo. Mas a tarde, que prometia ser louca, acabou com uma ponta final imprópria para cardíacos. Abraços e festa ao rubro, até ao minuto 90, decepção e até choros nos quatro minutos de compensação. Um pouco de frieza e estaríamos já com o passaporte carimbado para o Egipto.

Mas o TPC ficou para Bissau, em que deve haver mais “ratice” dos nossos Mambas, pois nos tempos que correm, o ouro não sem entrega assim, de mão beijada, mesmo a um adversário, que sendo um país-irmão, tem os mesmos sonhos que nós.

MESMO ONZE PARA BISSAU?

Na partida do Zimpeto, os Mambas jogaram com: Guirrugo; Ifren, Zainadine, Mexer e Edmilson; Kambala, Geraldo, Dominguez (cap.) e Miquissone; Wity e Ratibo.

Refira-se que todos os jogadores que defrontaram a Guiné-Bissau no Zimpeto, fazem parte da convocatória actual:
GUARDA-REDES: Guirrugo (Incomáti) e Leonel (UD Songo)
DEFESAS: Edmilson (Cape Town City), Reinildo (Lille), Mexer (Rennes), Zainadine (Maritimo), Jorge (Costa do Sol) e Mambucho (Fer. Beira), Chico, Jeitoso (Fer. Maputo), Infren (UD Songo) e Manucho (Costa do Sol).
MÉDIOS: Amadou, Cremildo, Jimmy, Agenor e Kambala (UD Songo), Nené e Nelson (Costa do Sol) e Raúl (Liga Desportiva), Geraldo (Amora) e Dominguez (Bidvest).
AVANÇADOS: Dayo e Maninho (Fer. Beira), Isac (Costa do Sol), Luís e Telinho (UD Songo), Ratifo (CfR Pforzheim) e Witi (Nacional).

Classificação – 6ª Jornada
                                J    V    E    D    GM    GS      P
Guiné-Bissau          5    2    2    1       6        5        8
Namíbia                  5    2    2    1       4        1        8
Moçambique          5    2     2    2       5        5        7
Zâmbia                   5    1     1   3        4        6        4

CAN's anteriores

Viagem pela saudade

Apenas dois empates – Tunísia e o Benin – com quatro golos marcados contra 25 sofridos, conferem aos Mambas um percurso pouco abonatório na maior prova africana. Daí que, em caso de classificação, a turma de Abel Xavier terá que merecer atenções muito espaciais, de forma a não ir à Fase Final como “bobo de festa”.

Eis o balanço das presenças anteriores:

Egipto 1986
Estreia – Moçambique, 0-Costa do Marfim, 3
Filipe; Elcídio Conde, Faruk, Joaquim Joào e Santinho; Almeida, Ferreira, Lucas e Chababe; Geraldo Conde e Chiquinho Conde
2.o jogo – Moçambique, 0-Senegal, 2
3.o jogo – Moçambique, 0-Egipto, 2

África do Sul 1996
Estreia – Moçambique, 1-Tunísia, 1 (golo de Tico-Tico)
Rui Évora; Faife, José Augusto, Luís e Pinto Barros; Jojó, Antoninho, Nana e Riquito; Chiquinho Conde E tico-Tico.
2.o jogo – Moçambique, 0-C. Do Marfim, 1
3.o Jogo – Moçambique, 0-Gana, 2

Burkina Fasso 1998
Estreia – Moçambique, 0-Egipto, 1
Rui Évora; Jojó, Tomás, Adino e Pinto Barros; Mário Artur, Paulito, Avelino e Jossias; Chiquinho Conde e Tico-Tico.
2.o Jogo – Moçambique, 0-Marrocos, 3
3.o jogo – Moçambique, 1- Zâmbia, 3

Angola 2010
Moçambique, 2-Benin, 2
Moçambique, 0-Egipto, 2
Moçambique, 0-Nigéria, 3

 

 

 

Costa do sol e Maxaquene na sétima jornada do Engen Maputo Basket, favoritismo total para os canarinhos. Miguel Guambe e companhia vinham de um desaire diante do Ferroviário de Maputo e ainda viram os tricolores entrarem bem no jogo.

Ronaldo esteve em destaque desde cedo e ajudou a equipa a converter dez pontos contra nenhum do Costa do sol.

No fim do primeiro quarto, o jogo estava com um parcial de 14-9, a maior para o Maxaquene.

Boa reacção do Costa do sol no segundo quarto, Milton Seifane esteve mais solto e ajudou a equipa a recuperar.

A primeira parte terminou, no entanto,  com o Maxaquene em vantagem.  O  marcador indicava 23-22.

No terceiro quarto, o show de Ivan Cossa (fez nove pontos seguidos) colocou os canarinhos em vantagem. Miguel Guambe deu indicações para um policiamento mais rigoroso a Ronaldo.

Egídio Zandamela e Francisco Braga tiveram muito mais espaço. O  Costa do Sol tornou-se a equipa mais concentrada.

Há um minuto do fim, Octávio Chuma beneficia de dois lançamentos livres, o que possibilitaria ao Maxaquene, em caso de conversão, passar para frente do marcador.

Entretanto, o jovem jogador falha as duas tentativas. 52-48, o Costa do sol alcançou o seu primeiro triunfo na Engen Maputo Basket.
 

Alexandre Rosa é, desde quarta, director desportivo do Grupo Desportivo de Maputo. Chandó, como também é conhecido nos meandros do futebol, será o elo de ligação entre a direcção do clube “alvi-negro” e o plantel de futebol, para além de acompanhar os escalões de formação e gerir as equipas A e B.

Alexandre Rosa renunciou há dias ao cargo de vice-presidente da Liga Moçambicana de Futebol (LMF) para área de marketing.

Na carta de renúncia a que o “O País” teve acesso, Alexandre Rosa falava de incompatibilidade com a função de director desportivo nos “alvi-negros”.

Aliás, os estatutos da Liga Moçambicana de Futebol referem, num dos pontos que “nenhum membro directivo pode exercer um cargo numa organização desportiva, razão que no entanto evoca para a tal decisão”.

O regime da ocupação de cargos nos corpos sociais da LMF é de exclusividade. Está prevista uma reunião da direcção da Liga Moçambicana de Futebol, nos próximos dias, para se indicar o novo vice-presidente da agremiação para área de marketing.

Em campo estará o detentor da edição passada do Top 8 Mavila Boy (Costa do Sol) e a recém-promovida para a segunda divisão, a equipa do Black Bulls, que deixou para trás alguns colossos do futebol moçambicano, durante a fase de grupos da prova.

Entretanto, trata-se de um confronto de difícil prognóstico, pois o Costa do Sol já está “calejado” nessas andanças se comparado com o seu adversário.  

Aliás, a equipa canarinha vem galvanizada, pois há pouco conquistou o primeiro trofeu da época futebolística 2019, corresponde a supertaça, quando derrotou no Estádio Nacional do Zimpeto o campeão em título, a União Desportiva do Songo (UDS), por 2-0. 

Para além disso, os Canarinhos contam com jogadores altamente experientes e é uma equipa que luta pela conquista do principal campeonato nacional, o Moçambola, daí que se repararmos para estas e outras questões, o seu oponente nesta final onde está em disputa um milhão de meticais para a formação vencedora, e 200 mil meticais para o vencido, não tem capacidade para “piar”.

Mas alto aí!.. nem sempre a antiguidade é um posto. O exemplo disso é o facto de a colectividade dos Black Bulls ter eliminado equipas como o Ferroviário de Maputo, Académica e chegar à final para lutar pelo “milhão” do Mavila.

Sendo assim, podemos dizer que os Black Bulls foram a equipa sessão do “Top 8 Mavila” e chegaram à final por mérito próprio.

Por isso, podem fazer vida “negra” ao Costa do Sol, e, zás, conquistar a segunda edição do Torneio Top 8 Mavila Boy, caso os canarinhos entrem com “galões” de terem maior “musculatura” e dormirem na sombra da “bananeira”.  

Antes da partida da final, quando forem 15 horas e trinta minutos, o Maxaquene e a Académica medem forças, naquele que será a partida do terceiro e quarto lugar.

Lembrar que a edição 2019 do Top 8 Mavila Boy para além de oferecer um milhão de meticais para o primeiro classificado e 200 mil para o segundo lugar, o terceiro será agraciado com o valor de 75 mil. O melhor marcador terá um prémio de 25 mil meticais, enquanto a melhor claque irá encaixar 50 mil meticais.

 

 

 

 

 

Zainadine poderá ser a grande baixa no Marítimo para o jogo com o FC Porto. O defesa-central moçambicano ainda não treinou esta semana, devido a uma contusão na coxa direita, e embora seja um dos indiscutíveis, a verdade é que Petit apenas o utilizará caso não exista risco de recaída.

Segundo o jornal “A Bola”, o mais certo, por isso, é que Zainadine possa mesmo ficar de fora do jogo no Dragão, tendo em conta que não é certo que possa estar a 100 por cento.

Caso se confirme a ausência, Lucas Áfrico é o mais forte candidato a ocupar a vaga deixada em aberto no eixo.

O basquetebol está de volta a Maputo. Ou melhor, a Engen Maputo Basket, Campeonato da Cidade em seniores masculinos e femininos, reata após uma semana de interregno. Amanhã, às 18h15, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, Costa do Sol mede forças com o Maxaquene, em desafio inserido na 7.ª jornada da prova.

Duas horas depois, ou seja, às 20h15, no mesmo recinto, será vez dos seniores femininos entrarem em acção quando o Costa do Sol bater-se também com o Maxaquene.

Ainda amanhã, o Ferroviário de Maputo, detentor do troféu, bate-se com a A Politécnica em seniores femininos uma partida marcada para às 18h15 no pavilhão do Maxaquene.  Às 20h00, na catedral do basquetebol moçambicano, Matolinhas joga com o Atlético em jogo da 7ª jornada da Engen Maputo Basket.

No pavilhão do Desportivo, as “alvi-negras” defrontam  Ferroviário das Mahotas, terceiro classificado da prova ano passado, numa partida inserida na 5.ª jornada.

Em seniores masculinos, às 20h00, o Desportivo de Maputo, terceiro classificado ano passado, joga com o estreante Ferroviário de Maputo “B” em desafio da 7.ª jornada.

Já no pavilhão d’A Politécnica, a equipa da casa terá pela frente a Universidade Pedagógica, numa partida a contar para a 7.ª jornada

Contrariamente ao que inicialmente estava agendado, Mambas partirem da África do Sul directamente para Guiné-Bissau, os jogadores regressam a Maputo. Esta alteração deve-se ao facto da Federação Moçambicana de Futebol ter fechado um voo charter que vai levar a selecção nacional a Bissau com as Linhas Aéreas de Moçambique, não havendo assim, possibilidade deste voo sair de Maputo para Joanesburgo para levar os jogadores.

Assim sendo, os 28 jogadores que se encontram na África do Sul regressam na próxima segunda-feira, depois do treino da tarde, devendo se juntar aos restantes jogadores convocados e que jogam fora de portas, que chegam a capital do país na mesma segunda-feira. De acordo com Filipe Johane, secretário-geral da Federação Moçambicana de Futebol, os Mambas vão realizar três sessões de treinos em solo pátrio, antes da partida para Bissau, na quinta-feira da próxima semana (21). Para dizer que caso ainda se mantivesse o programa inicial, os jogadores que vêm da Europa chegariam na segunda-feira a Maputo, viajariam na terça-feira para África do Sul, treinavam na terça e quarta-feiras, mesmo dia que regressariam a Maputo para quinta-feira apanharem voo charter para Bissau, facto que prejudicaria os próprios jogadores que estariam mais tempo a viajar do que a preparar o jogo.

Com esta alteração, Abel Xavier terá três dias de treinos em Maputo, concretamente no Estádio Nacional do Zimpeto, para preparar o embate diante da Guiné-Bissau, aprazado para sexta-feira, dia 22 de Março, referente à última jornada do grupo K de qualificação ao CAN do Egipto, em Junho próximo. Aos Mambas apenas uma vitória interessa.

 

O internacional moçambicano, Mexer, terá, amanhã, em Londres, a responsabilidade de estar no melhor momento para contrariar o favoritismo e o pendor ofensivo do Arsenal, no jogo da segunda mão dos oitavos-de-final da Liga Europa. A partida terá lugar quando forem 22h00 de Maputo e o Stade Rennais da França leva uma vantagem de 3-1 conseguida na primeira mão.

Portanto, equipa da casa, o Arsenal, chega a esta segunda mão com uma desvantagem de 2 golos, mas com a vantagem de ter marcado 1 golo fora. Esta é uma equipa afectada pelo factor casa, mais forte quando joga com o apoio dos seus adeptos, já que nos últimos 30 jogos regista 5 vitórias, 4 empates e 6 derrotas como visitante, com 22 golos marcados e 24 sofridos; contra 11 vitórias, 2 empates e 2 derrotas no seu estádio, com 31 golos marcados e 12 sofridos. A equipa chega a este encontro depois de uma vitória em casa com o Manchester United por 2 0 para o campeonato local. Para já, há que salientar que nos últimos 4 jogos que disputou em casa para a Liga Europa, o Arsenal ganhou 3 e empatou

Já o Rennes chega a esta partida com um bom rendimento quando joga fora do seu estádio, pois nos últimos 30 jogos regista 7 vitórias, 3 empates e 5 derrotas como visitante; contra 10 vitórias, 4 empates e 1 derrota no seu estádio. A vitória caseira diante do Caen por 3 – 1 para a Ligue 1 vai ser motivador para a equipa do moçambicano Mexer, que tal como na primeira mão espera-se que seja titular.

Depois de ter vencido há uma semana, os franceses procuram defender esta vantagem e garantir o acesso à próxima fase da Liga Europa. O emblema forasteiro costuma actuar num sistema tático em 4-2-3-1, privilegiando as transições rápidas, principalmente através das alas. Neste desenho, os três homens responsáveis por lançar o pânico na defensiva adversária são Niang, Sarr e Hunou.

 

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