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O País – A verdade como notícia

Surgiu Lurdes Mutola e com ela o atletismo moçambicano brilhou no mundo, ficando a ideia de que se tratava do resultado do nosso trabalho de base. Dirigentes da modalidade, e não só, passaram a acompanhar a Menina de Ouro pelo mundo, exibindo uns galões cujo mérito não lhes pertencia. O “meteoro”, após duas décadas em que (per)correu o mundo a correr, encerrou a sua carreira. Hoje assiste-se à queda-livre do atletismo. E o reerguer não se afigura fácil, pois a apetência, sobretudo nos subúrbios, mesmo em datas festivas, é cada vez menor.

Para muitos, o atletismo é uma modalidade-base, pois a partir da corrida e dos saltos, o atleta fica capacitado para brilhar noutros desportos. Nos Jogos Olímpicos, é a chamada a modalidade-raínha.
E qual é, na realidade, o ponto de situação do atletismo, considerado desporto prioritário no nosso país?

“RANKINGS” NÃO MENTEM
A maior parte dos nossos recordes nacionais, têm “barbas brancas”. E os que não têm pela duração, têm pela desactualização, quando comparados às marcas – mesmo as mínimas – que se exigem nas competições internacionais, no Continente Africano e no Mundo. Pode referir-se, sem qualquer margem de exagero, que as estrelas mundiais das várias especialidades, chegam aos nossos recordes, mesmo sem tirarem os fatos de treino.

E se os números valem para alguma coisa, basta dizer que a maioria dos nossos máximos, ultrapassadíssimos, não chegam para passar as primeiras eliminatórias em Jogos Olímpicos ou Campeonatos Mundiais.
Vejamos alguns exemplos:

– O recorde nacional mais antigo, é o do lançamento do martelo. Tem 57 anos e pertence a Octávio Vicente, com 46.51 metros.
– Segue-se o da maratona, prova de 42 km, em que a melhor marca de sempre pertence a António Repinga, com 2 horas 38 minutos e 32 segundos. Foi obtido em 1964, portanto há 55 anos.
– Cândido Coelho, com 4 metros, ainda detêm o recorde do salto à vara, datado de Abril de 1974, portanto há 45 anos.

Note-se que muitos dos máximos que ainda vigoram, foram obtidos com antiquados sapatos de pregos, em pista de cinza e não em tartan!
Uma consulta à lista dos máximos do atletismo nacional, traz à tona o seguinte facto: à excepção dos melhores tempos de Lurdes Mutola – que detêm 9 recordes nacionais, alguns deles africanos – todos os outros não têm qualquer cotação internacional. Veja-se o salto em altura em que o máximo nacional, de Chambal, está a quase meio metro de distância do recorde mundial de Sottomayor, um cubano que saltou 2 metros e 45 centímetros! Salvo raras excepções, as nossas melhores marcas masculinas ficam aquém dos melhores tempos mundiais… femininos!

DE DESPORTO-BASE A MODALIDADE ESQUECIDA

Na década 70, corria-se, saltava-se e lançava-se aos fins-de-semana, nas pistas do Sporting de LM, Desportivo e Parque dos Continuadores. As entradas, pagas, tinham um público fiel. Os treinos eram diários e o número de atletas crescia no defeso do futebol, pois o atletismo ajudava os jogadores a melhorarem as suas “performances” para o desporto-rei.
Ferroviário, Sporting e Desportivo, eram os rivais, com departamentos organizados, dirigentes e treinadores dedicados e experientes, como eram os casos do Professor Vilela, Luís Revez e António Matos.

Um facto que se perdeu nos últimos tempos, é o da “obrigatoriedade” que havia relativamente aos corta-matos e às corridas de estrada, nas datas festivas: Légua do Natal, que partia do mini-golf até ao campo do Maxaquene e Légua 24 de Julho, em toda aquela avenida eram, entre outras, provas tradicionais do calendário.

Federados e populares, com objectivos e classificações diferentes, corriam, confraternizavam e interiorizavam a necessidade de praticarem e acompanharem um dos desportos mais saudáveis que se (re)conhece.

E que se não pense que os estrangeiros convidados – suázis, tanzanianos e sul-africanos – vinham apenas passear a sua classe e arrebatar os principais prémios. Nada disso: fundistas como Repinga, Francisco Ducodo, Archer Fausto, Pedro Mulomo, Luís Cossa e outros, eram do melhor que havia, “clientes assíduos” da selecção do então espaço português.

CORRER É SAÚDE

Bela iniciativa da então Direcção Nacional dos Desportos, prova regular, que enquadrava vários escalões etários. Uma iniciativa salutar, que virou vício.

Nas escolas e nos espaços dos subúrbios, havia grande movimentação e interesse de todos, em se candidatarem ao prémio que era, invariavelmente, um rádio Xirico. Pode dizer-se que o país corria, pois a semente lançada na capital, facilmente se espalhava por outras cidades e zonas rurais.

Um regalo e, certamente, algo a reeditar.
Com custos mínimos, obtinham-se resultados espantosos, muito particularmente para a saúde.

ATLETISMO NÃO GALVANIZA POR CAUSA DO CRONÓMETRO?
Para se gostar do atletismo, é preciso algum conhecimento. Ver um atleta a correr e saltar, sem saber o que isso representa, pode não ser atraente. Não é a mesma coisa que reclamar um golo, ou um penalti.
O atletismo tem um patrão: o cronómetro. Bem mais exigente que o vídeo-árbitro, pois define os vencedores, por vezes com diferenças de décimos e centésimos de segundo.

As técnicas e a elegância nos saltos, as particularidades nas corridas de barreiras e obstáculos, os pormenores tácticos no meio-fundo e fundo, a “explosão” nos 100 e 200 metros, tudo isso exige algum conhecimento para criar paixão.

Mas a beleza vem da multiplicidade e variedade de gestos, técnicas e movimentos, que dependem de um treinamento sério e grande concentração nos momentos decisivos. Ao contrário do futebol, há pouco espaço para culpar colegas ou juízes, por um passe mal feito ou um golo anulado.

Quénia e Etiópia: capitais do meio-fundo e fundo
Foram, desde sempre, líderes e por isso podem ser consideradas capitais mundiais do meio-fundo e fundo: Quénia e Etiópia. Grande parte dos campeões e recordistas, são provenientes daqueles países ou dos limítrofes. Há razões relacionadas com a altitude e a alimentação tradicional, que explicam em parte o sucesso.

Porém, nos tempos em que vivemos, à tradição de correr pelas montanhas, juntam-se as vantagens que os grandes campeões desfrutam e exibem, ao ponto de até os treinos de atletismo serem, naquelas paragens, assistidos por milhares de pessoas. Lá, o atletismo é a modalidade prioritária. Com ele sonham milhares de jovens, com o apoio de pais e governantes.

Etíopes e quenianos, em masculinos e femininos, são presença obrigatória nas maiores corridas de estrada do mundo. Em regra, alternam entre si as posições cimeiras, reduzindo o sonho dos europeus ou americanos a apenas tentarem conseguir uma “infiltração” entre o que chamam de armada africana!

Em Moçambique, fala-se de Manica e Niassa, como sendo zonas com altitude favorável ao surgimento de jovens com propensão para as corridas de meio-fundo e fundo. Os Jogos Escolares têm confirmado essa tendência nata. O que falta? Investimento sério e actualizado!

Lurdes, Magalhães e Cândido os atletas do século!
Lurdes foi a figura maior, tendo beneficiado de um longo e frutuoso estágio nos Estados Unidos. O governo moçambicano distinguiu-a com atleta do Século, juntamente com José Magalhães e Cândido Coelho, que chegaram a ser os melhores da Península Ibérica, isto é de Portugal e Espanha.

Logo a seguir, perfila-se António Repinga, um fundista sem paralelo. Abdul Ismail e Magid Osman, nos 110 barreiras, Stélio Craveirinha, António Fernandes, Vítor Pinho, Lucrécia Cumba Argentina da Glória e Ludovina Oliveira, merecem ser mencionados.

Surpresa? Mário Esteves Coluna, o Monstro Sagrado, que nos anos 60, antes de abraçar o profissionalismo no futebol, foi campeão e recordista do salto em altura, além de ter vencido muitas provas de meio-fundo.

O mundial de 2022, que terá lugar no Qatar, só se realizará daqui a três anos, mas o sorteio da pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da zona africana já está feito. Moçambique disputa a pré-eliminatória diante das Maurícias, num reencontro três anos depois de terem se defrontado pela última vez. Esta é a única eliminatória que dá acesso ao sorteio da fase de grupos e disputa-se em duas mãos, sendo a primeira a 02 de Setembro e a segunda a 10 do mesmo mês.

Moçambique e Maurícias já cruzaram caminhos por sete vezes, com larga vantagem para os Mambas, que venceram quatro jogos, empataram dois e perderam um, sendo que os últimos três resultados foram os possíveis num jogo de futebol, ou seja: em 2006 empataram no torneio da Cosafa, em 2015, perderam em Maputo, e em 2016 venceram em Moroni, ambos jogos pelo mesmo resultado de 1-0, na fase de grupos de qualificação ao CAN-2017.

O sorteio realizado esta segunda-feira ditou ainda os seguintes cruzamentos: Etiópia vs Lesotho; Somália vs Zimbabwe, Eritreia vs Namíbia, Burundi vs Tanzânia, Djibouti vs Eswatini, Botswana vs Malawi, Gâmbia vs Angola, Libéria vs Serra Leoa, Maurícias vs Moçambique, Sudão do Sul vs Guiné-Equatorial, Comores vs Togo, Chad vs Sudão, Seychelles vs Ruanda e o embate lusófono entre São Tomé e Príncipe vs Guiné-Bissau.

Os vencedores desta pré-eliminatória juntam-se aos 26 países africanos mais bem posicionados no ranking da FIFA para o sorteio da fase de grupos, que vão formar 10 grupos, apurando-se o primeiro de cada para uma eliminatória final, qua vai apurar as cinco selecções que vão representar o continente no mundial de Qatar, em Novembro e Dezembro de 2022.

 

Ao segundo dia, e perante um adversário fraquito e sem grande expressão na modalidade da bola ao cesto, a selecção nacional de basquetebol feminino sub-16 alcançou a primeira vitória no Campeonato Africano da categoria, prova que decorre no Ruanda. A selecção nacional derrotou a Tanzania (78-52) em jogo da segunda jornada do grupo “A” da competição.

Hoje, num primeiro quarto dificílimo e equilibradíssimo, o parcial foi de 15-15. Caracterizado também pelo equilíbrio, o conjunto de Carlos Dezanove e Nilton Manheira voltou a fazer 15 pontos contra 13 do seu adversário, vencendo na primeira parte por dois pontos: 30-28.
No terceiro quarto, mais esclarecida na quadra, a selecção nacional disparou para uma diferença de 15 pontos: 53-38.

Com o jogo controlado, no quarto quarto, Moçambique procurou apenas fazer a gestão e, no final, redimiu-se da derrota diante de Angola. Vanessa Chivale, com 29 pontos, liderou a selecção nacional de basquetebol feminino sub-16. Esta terça-feira, Moçambique joga com o Ruanda em desafio da terceira jornada do grupo “A” da prova.

 

ESTREIA PARA ESQUECER

Qual exército a chegar ao fim de gatas, domingo, na estreia na competição, a selecção nacional de basquetebol sub-16 perdeu diante de Angola, por 76-54.

As “guerreiras sub-16” entraram apáticas no jogo, tendo apenas contabilizado apenas seis pontos contra 19 das angolanas no primeiro quarto.

No segundo quarto, Moçambique já melhorou a sua pontuação liderando com um parcial de 13-10, saindo ainda assim ao intervalo a perder por 29-16.

O terceiro quarto voltou a ser controlado por Angola que se apresentou melhor na quadra e, como resultado do seu esclarecimento, liderou com um parcial de 22-15.

Um quarto quarto equilibrado, 25-20, permitiu no final que Angola entrasse com o pé direito no Campeonato Africano de basquetebol sub-16 ao vencer por 76-54.

Paula Mabjaia, com 9 pontos e cinco assistências, e Leonor Alvar, com o mesmo número de pontos, três ressaltos e três assistências, foram as melhores cestinhas de Moçambique neste jogo de estreia.

Moçambique registou 21% de aproveitamento nos lançamentos de campo (19/87) contra 31.6 % de Angola (24/76), para além de 38.7 % nos lançamentos livres (12/31) tendo sido superado neste capítulo pelas angolanas com 51% (25/49).

Nos tiros exteriores, Moçambique teve um fraco aproveitamento de 20% (4/20) sendo que Angola não fez diferente ao terminar o jogo com 21.4% (3/14).

Nas tabelas, o domínio foi das angolanas que colectaram 83 ressaltos (59 defensivos e 24 defensivos) contra 57 de Moçambique (18 ofensivos e 39 defensivos). Ainda a contar para a primeira jornada, neste grupo, o Ruanda perdeu com a Tanzânia por 42-36. Num jogo com fraca pontuação, o Ruanda liderou no primeiro quarto com parcial de 9-7, sendo que no segundo registou-se 8-8. Já no terceiro quarto, Tanzânia venceu por seis pontos: 18-12 . No último quarto, também pobre, as tanzanianas venceram por 9-7.

 

 

 

Afinal a culpa dos golos sofridos no minuto 92 não é de Abel Xavier e a profecia voltou a acontecer, na era Victor Matine. Será que o seleccionador nacional interino vai ser prejudicado pelo minuto 92? Eis a questão de reflexão para Moçambique, os Mambas e os moçambicanos.

Os Mambas voltaram a perder diante do Madagáscar, desta vez por uma bola sem resposta, com um golo apontado aos 92 minutos, numa desatenção da defensiva moçambicana que permitiu três toques de bola dentro da área, até ao remate final do jogador malgaxe, que assim coloca a eliminatória em vantagem para a selecção do Madagáscar, ainda que recuperável. Há que frisar que no lance que dita golo da selecção do Madagáscar há uma falta vista pelo árbitro comoriano, mesmo na linha da grande área, que dita um cruzamento para dentro da pequena área, surgindo os três toques que ditaram o único golo do jogo, mesmo ao apagar das luzes. Outrossim é preciso destacar que o árbitro do encontro, Ali Mohamed Adelaid, das Comores, esteve em muitos momentos contra a selecção moçambicana, prejudicando o conjunto nacional por diversas vezes, para além do lance do golo, mas principalmente na primeira parte.

 

Segurar o jogo na primeira parte…

Victor Matine entrou para este jogo com uma equipa que, não sendo total e directamente ofensiva, era basicamente muito bem posicionada, ao longo do meio campo, onde Nené e Candinho faziam o primeiro tampão defensivo, auxiliado por Infren e Telinho, este último que também era o municiador e tinha a responsabilidade de alimentar Luís Miquissone e Maninho. E também tinha uma defensiva muito certeira e bastante unida, com Jeitoso a ser o patrão e a fazer uma bela dupla com Sidique, tendo Manucho e Danilo nas laterais. Victor foi o homem confiado para defender as redes nacionais e, diga-se, muito seguro.

E os Mambas tiveram uma primeira parte em que jogavam contra a selecção do Madagáscar, dos adeptos que enchiam o estádio e com a equipa de arbitragem, que muito prejudicou o combinado nacional nesta parte do jogo. E o primeiro sinal de contrariedade que os Mambas enfrentavam, no caso da equipa de arbitragem, foi quando Maninho introduziu a bola dentro das malhas de Jean, mas Ali Adelaid considerou um fora de jogo, praticamente inexistente. Mesmo com as reclamações dos jogadores, nada havia a fazer. Há que dizer que Maninho foi a cara do ataque dos Mambas, tendo tido muitas oportunidades de marcar, mas a encontrar dificuldades diante da defensiva malgaxe.

Doutro lado, Victor também adiava o golo dos malgaxes, com excelentes defesas, o que de alguma forma enervava os jogadores contrários.

De resto, foi uma primeira parte que terminou com um nulo que era justificável.

 

Conhecer melhor o adversário e encurralá-lo

Na segunda parte esteve bem melhor o combinado moçambicano, encostando o Madagáscar no seu meio campo e dispondo das melhores oportunidades de golos, sem sucesso. Maninho continuava a ser o que mais oportunidades dispôs, tanto de cabeça, bem como através de remates, mas sem acertar no alvo. Luís Miquissone também teve algumas, mas também sem sucesso. A defensiva essa, continuava muito bem, com Sidique e Jeitoso a combinarem bem e o árbitro também já a ser muito justo nas suas acções.

As trocas que foram efectuadas por Victor Matine, nomeadamente com as entradas de Raúl, Amadú e Dayo, foram muito bem conseguidas, tendo os Mambas continuado a terem boas oportunidades de sair de Antananarivo com um bom resultado, mas eis que veio o factídico minuto 92.

O lance começa com um ataque pela esquerda por parte do Madagáscar, em que o médio malgaxe faz um cruzamento, aparecendo Sidique, dentro da área, a fazer um corte para canto. O facto é que o árbitro não aponta para canto, mas sim para um livre na linha da grande área, encurtando a chegada da bola no interior da área. E foi assim que o combinado da Madagáscar consegue meter na área, surgem os três toques, até ao toque final, mesmo na cara de Victor, que nada podia fazer, senão olhar a bola a anichar-se no fundo das malhas.

Mais uma vez o factídico minuto 92 prejudicou a selecção nacional, tal como fez diante da Guiné-Bissau, tanto em Maputo e em Bissau, bem como diante da Namíbia, em Maputo, em jogos da fase de qualificação ao CAN-2019. Mas também os Mambas já haviam sofrido um golo aos 92 minutos diante do mesmo Madagáscar, em 2017, no Estádio Nacional do Zimpeto, em jogo de uma eliminatória de acesso ao CHA-2018, sendo eliminada com agregado de 4-2, depois de ter empatado em Antananarivo a duas bolas.

A segunda mão desta eliminatória disputa-se próximo domingo, novamente no Estádio Nacional do Zimpeto. Os Mambas regressam esta segunda-feira ao país, devendo iniciar na terça-feira os trabalhos de preparação com vista ao jogo de domingo.

 

 

A Selecção Nacional de Hóquei em Patins sub-19, terceira classificada no “Mundial” da categoria, faz um balanço positivo da participação na prova.

No peito a prova de trabalho duro, e no coração a dor de não ter feito muito mais no Mundial da Espanha.

Apesar disso e com muito esforço os petizes conseguiram posicionar-se em terceiro lugar do “Mundial” da categoria, por isso analisam positivamente a sua actuação na competição.

Os “Ngonhamas” em sub-19 amealharam seis pontos em igual número de jogos, frutos de duas vitórias e quatro derrotas no Mundial que teve lugar na Espanha, entre os dias 29 de Junho e 4 de Julho.
 

A equipa técnica e os jogadores dos Mambas estão confiantes num bom resultado em Madagáscar, domingo, na primeira mão da eliminatória do CHAN-2020. Os Mambas deixaram Maputo na manhã desta sexta-feira com destino a Antananarivo

Há muita expectativa em torno de jogo diante do Madagáscar, este domingo, para a primeira mão da segunda eliminatória de acesso ao CHAN-2020, que terá lugar nos Camarões. Os jogadores e equipa técnica asseguram que o facto dos malgaxes terem realizado muitos jogos com os Mambas nos últimos anos dá alguma vantagem para poderem enfrentar com mais serenidade e confiança.

Até porque a palavra de ordem no combinado nacional e vencer, vencer e vencer ao Madagáscar, em jogo da primeira mão da segunda eliminatória de acesso ao CHAN-2020. Mas se não der para vencer em Antananarivo, que se consiga um resultado que permita resolver a eliminatória em Maputo, uma semana depois.

Nené, jogador que espera ser titular na equipa de todos nós, diz que há uma expectativa do que vão encontrar em Madagáscar. “Temos vindo a conversar nós entre colegas e alguns tem noção do que vamos encontrar lá, pese embora saibamos que a selecção da Madagáscar que vamos encontrar não é a mesma que jogou no CAN. Sei que são somente dois que jogam internamente, mas eles estão motivados por terem estado num CAN. Mas nós estamos preparados e se quisermos ganhar temos que ser mais fortes que eles”, disse, garantindo que há muita coesão no seio do grupo de trabalho.

Presente também na conferência de imprensa, Sidique, que regressa aos convocados dois anos depois, também espera por um lugar na equipa principal. Está ciente das dificuldades que vão encontrar, principal porque vão jogar fora de portas. “Sabemos que vamos jogar fora e é uma responsabilidade acrescida, mas nós somos uma selecção jovem, competitiva e temos vindo a realizar uma série de jogos no Moçambola, jogando sábado, domingo e quarta-feira e isso vai nos dar uma vantagem em termos competitivos”, assegura o talentoso jogador do Desportivo Maputo, que já representou o Ferroviario de Maputo, época passada.

Matine também confiante

Mas não só os jogadores estão confiantes. A confiança vem também da equipa técnica, que diz já ter estudado os malgaxes, por forma a montar uma equipa que possa sair de Antananarivo com a qualificação assegurada, ou pelo menos trazer a eliminatória em aberto para Maputo. Matine diz que leva a Madagáscar uma selecção forte e que penso somente num resultado positivo. “Estaremos preparados para contrariar o facto casa, porque uma equipa que joga em casa praticamente tem todos os apoios necessários para poder levar a melhor, mas por aquilo que temos vindo a fazer nos trabalhos de preparação, há indicações de podermos trazer um resultado positivo”, garantiu o seleccionador nacional interino, Victor Matine.

Victor Matine não conta com dois jogadores dispensados logo no início dos trabalhos, nomeadamente Nelson e Mexer, para além de que deverá dispensar mais quatro jogadores, saíndo os 18 que seguem viajem para Antananarivo. Os Mambas deixaram a capital do país esta manhã, devendo realizar uma sessão ligeira de treinos, para recuperação dos músculos, depois da viagem, no período da tarde. No sábado, à hora do jogo, o combinado nacional vai fazer o reconhecimento do piso do jogo.

 

Pela primeira vez na história do elenco de Alberto Simango Jr., a delegação moçambicana será chefiada por Ananias Couana, presidente da Liga Moçambicana de Futebol. Esta indicação faz jus ao facto de ser uma selecção de jogadores que disputam o Moçambola, prova que é gerida pela Liga Moçambicana de Futebol.

Ananias Couana diz que é uma grande responsabilidade e espera que os jogadores possam “É uma grande responsabilidade também para a Liga Moçambicana de Futebol, tendo em conta que vamos chefiar uma selecção de jogadores do campeonato que gerimos.

Se calhar é mais um teste para ver se, de facto, estes jogadores tem a qualidade que sempre nós desejamos”, disse, assegurando ainda que em termos de rodagem, os jogadores ganharam muita musculatura em função das jornadas que já foram realizadas no Moçambola: “penso que ao longo das 13 jornadas que já decorreram, os jogadores estão num ritmo bom e penso que o seleccionador escolheu os melhores jogadores do nosso campeonato”, concluiu esperançoso numa boa prestação dos moçambicanos, em Madagáscar.

 

Tal como é tradicional nas eleições a presidência do Clube de Ferroviário de Maputo, onde se apresenta lista única de candidatura, desta vez também assim acontece. Sábado, 27 de Julho, na eleição presidencial do Ferroviário de Maputo, apenas Osvaldo Bendzane vai a votação pelos sócios do clube, para dirigir os destinos do clube pelos próximos quatro anos.

Esta candidatura única surge em virtude da desistência da candidatura de Carlos Bambo, que até início desta semana era o segundo candidato, que decidiu desistir e apoiar a lista de Osvaldo Bendzane.

Segundo escreve o jornal electrónico Lance, Osvaldo Bendzane terá incluído Carlos Bambo na sua lista, como presidente de Mesa da assembleia Geral, bem como alguns membros da outra lista, como forma de manter a unidade dos “locomotivas” que sempre se caracterizou ao longo do tempo. Aliás, Bendzane, falando para o Lance confirmou essas medidas tomadas na sua lista, tendo dito que “nunca houve problemas no Clube e na família ferroviária que sempre esteve unida, daí que este apelo foi facilmente acatado”.

Recorde-se que as eleições no Ferroviário de Maputo foram adiadas a 18 de Maio último devido a falta de consensos entre a entidade patronal, os CFM, e os sócios, em relação a lista a apresentar para assumir os destinos do clube. Assim, Osvaldo Bendzane vai substituir Sancho Quipisso Jr. no comando da “locomotiva” de Maputo.

Numa entrevista Abola, numa recente deslocação a Portugal, Bendzane falou do seu projecto de liderança no ferroviário de Maputo. Osvaldo Bendzane disse que decidiu avançar com uma lista, “a partir do momento em que foi aventada a possibilidade de ser eleita uma comissão de gestão para o Ferroviário”, onde terá ficado preocupado e decidido pela candidatura, mas caso o actual presidente Sancho Quipisso não se recandidatasse.

Bendzane disse, ao Abola que o mais importante é “fazer perceber aos sócios do Ferroviário que se pretende uma mudança radical na forma de olhar o desporto, inovando, modernizando e aperfeiçoando em todas as áreas” porque há capacidade para o clube ser referência em quase todas modalidades que movimenta.

O candidato a presidente do Ferroviário de Maputo já tem apoio para a sua liderança. “Temos pré-acordos com potenciais parceiros para a área da formação e fornecimento de equipamento, um deles para a equipa sénior e outro para o basquetebol, bem como para todos os escalões das outras modalidades”, disse ao Abola, para depois acrescentar que “somos pela inclusão e queremos servir o clube e não ser servidos.

Colocaremos sangue novo na direção e nas equipas principais do Ferroviário. Levaremos as coisas boas do passado e vamos reinventar-nos para o sucesso futuro. Queremos ganhar hoje em todas as competições, mas preparando as equipas para o futuro para alimentarem todos os escalões, criando, por exemplo, um modelo de jogo semelhante em todos os escalões”.

Quem é Osvaldo Bendzane?
Osvaldo Edson Bendzane, 41 anos, natural de Chokwé (província de Gaza), licenciado em Direito pela Universidade Eduardo Mondlane e pós-graduado em Direito de Empresas pelo ISCTEM-Universidade Nova de Lisboa e Mestrado em Direito Marítimo pelo Instituto do Direito Marítimo na República de Malta. Osvaldo Bedzane é trabalhador do CFM desde o ano 2004.

Trabalhou com o presidente Osório Lucas, que substituiu o Presidente Filipe Nyusi.

 

 

Moçambique perdeu esta sexta-feira com a Coreia do Sul por 63-50 nas classificativas do 9º ao 16º lugar do Mundial de basquetebol feminino sub-19.

Era, em termos estatísticos, um jogo equilibrado, e até mais propenso para a vitória da equipa nacional, mas o resultado provou que as asiáticas eram mais fortes.

O jogo começou mal para a seleção nacional, que não teve muitos argumentos para travar a Coreia do Sul no primeiro quarto, que venceu com uma vantagem de oito pontos: 12-20.

As Sul Coreanas ajustaram ainda mais a defesa, sem nunca descurar da componente ofensiva, e venceram o segundo quarto com o parcial de 6-20. Ao intervalo 17-40, moçambique afundava.

No terceiro quarto, a equipa de Leonel Manhique veio com tudo, e as Sul Coreanas não conseguiram aguentar com a avalanche ofensiva. 19-10 a favor de Moçambique.

Quando tudo apontava para a remonta no resultado, num último suspiro, as Sul Coreanas conseguiram travar as investidas de Moçambique, e empataram o quarto quarto com o parcial de 13-13.

No fim, 50-63 mostrava o placar, e registava-se mais uma derrota do conjunto nacional. Neste sábado, Moçambique defronta a Letônia ainda nas classificativas da 9ª a 16ª posição do Mundial de Basquetebol Feminino sub-19.

 
 

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