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O País – A verdade como notícia

O CrossFit é um desporto ainda pouco conhecido no país, mas nada que impeça a descoberta de talentos, e que talentos. Uma das brilhantes jóias nacionais deste desporto (CrossFit) é Pack dos Santos.

Porque é que ele é uma joia? No dia 7 de Agosto as respostas estarão mais claras, mas para já, o seu estatuto justifica-se pela qualificação do país ao CrossFit Games, um facto que acontece pela primeira na história de Moçambique.

O evento a que Pack dos Santos do ginásio CrossFit Indico de Maputo (a primeira box oficial em Moçambique) se qualificou, tem lugar de 31 de julho à quatro de Agosto, em Wisconsin, Atlanta, nos Estados Unidos da América (EUA).

O atleta qualificou-se submetendo resultados do treino online, mas os atletas individuais tinham várias formas de aceder ao torneio internacional.

Eles (os atletas) podiam se classificar para os Jogos CrossFit de 2019 tornando-se um campeão nacional no CrossFit Open de 2019, terminando entre os 20 melhores homens ou mulheres do mundo no Open, ganhando um evento Sanctionals ou por convite selecionado a critério dos Jogos.

Para o país do “tio Sam” (uncle Sam na terminologia inglesa), o atleta e seu treinador Israr Mussagi, partem hoje de Maputo, rumo ao que poderá significar, também, a conquista de algumas medalhas.

Aliás, em comunicado de imprensa chegado a nossa redação, a CrossFit Indigo “promete regressar com resultados positivos e novas experiências para expandir a modalidade em todo o território nacional”.

Para já a equipa do Indico foca-se apenas em trabalhar para garantir que no dia do regresso, dia 7 do próximo mês, algumas medalhas possam aterrar em solo pátrio, vindas dos Estados Unidos de América.

A modalidade CrossFit é um treinamento que une levantamento de peso olímpico, ginástica, atletismo e outras modalidades praticadas em alta intensidade e CrossFit Games é a mais antiga e maior competição de CrossFit a nível mundial onde se apura o homem mais “FIT” equilíbrio de forca, ginástica e capacidade de aeróbica.

O CrossFit Games acontece anualmente desde 2007 e é a competição mundial de CrossFit. Segundo os próprios organizadores, o objetivo é encontrar a pessoa com melhor capacidade física do mundo.

Para isso a competição inclui uma variedade imensa de exercícios físicos que são só anunciados no dia do evento final e podem envolver desde flexões na parada de mão até empilhamento de sacos de areia em cima de um muro.

Os Jogos de 2019 são os primeiros jogos a operar sob um novo conjunto de regras de qualificação. Para os eventos da equipe, também é o primeiro ano em que uma equipa pode ser composta por qualquer grupo de membros, independentemente da afiliação à academia.

 

Moçambique falhou esta quinta-feira o apuramento para os quartos-de-final do Mundial de feminino de basquetebol sub-19 após perder com a China, por 71-28, nos “oitavos” da prova.

Caiu por terra o sonho de fazer história no Mundial, com um apuramento inédito para os quartos-de-final.

O conjunto de Leonel Manhique não teve argumentos para travar a China, que já no primeiro quarto tinha uma vantagem de 12 pontos: 20-8.

As chinesas foram mais fortes ofensiva e defensivamente,  controlando igualmente o segundo quarto do jogo com parcial de 24-10. E foram ao intervalo a vencer por 26 pontos: 44-18.

Sem capacidade de reacção face a um adversário com melhor estrutura, Moçambique viu a China disparar no marcador para 26 pontos no final do terceiro quarto: 60-24.

A pensar na fase seguinte, a China fez a rotação da equipa no quarto quarto em que foi aumentando a sua vantagem, vencendo por 71-28.
Este foi o jogo com menor pontuação da selecção sub-19 no Mundial a Tailândia que, esta quinta-feira, defronta a Coreia do Sul (que perdeu com a Espanha, por 60-51) nas classificativas da 9ª a 16ª posição.
Com 10 pontos, Filipa Calisto foi a melhor cestinha da selecção nacional de basquetebol sub-19.

Moçambique não esteve bem no jogo desta quinta-feira no qual teve uma percentagem de 14.52% nos lançamentos de campo (9/62), 0 % nos tiros exteriores (0/9), 66.67 % na linha de lances livres (10/15), 35 ressaltos (21 defensivos e 14 ofensivos) e 20 perdas de bola.

A China teve em Jiyuan Wan a sua melhor unidade, tendo a jogadora estado perto de um duplo-duplo com 20 pontos e 9 ressaltos.

Em termos de globais, as chinesas terminaram o jogo com 48.28% nos lançamentos de campo (28/58), 25% nos lançamentos exteriores (5/20), 66 % na linha de lances livres (10/15). A China dominou na luta das tabelas com 49 ressaltos (41 defensivos e 9 ofensivos) e registou ainda 18 perdas de bola.

 

 

A selecção nacional de basquetebol sub-19 perdeu, esta terça-feira, diante da Letónia por 68-54, em jogo da terceira jornada do grupo “A” do Mundial da categoria, prova que decorre na Tailândia.

Num jogo em que foi claramente prejudicado pela arbitragem, Moçambique teve uma excelente abordagem inicial fazendo um parcial de 10-2. Agressivas defensivamente e esclarecidas ofensivamente, as “guerreiras sub-19” condicionaram a equipa europeia controlando o primeiro quarto com um parcial de 21-15.

Moçambique continuou mais esclarecido no segundo quarto, etapa em que a actuação dos árbitros deixou muito a desejar, factor que ditou que perdesse por quatro pontos:7-13. Ainda assim, o conjunto de Leonel “Mabê” Manhique e Lucília “Mamusca” Caetano foi ao intervalo a vencer por 34-32.

No terceiro quarto, equilibrado, a diferença no marcador foi mínima. A Lituânia teve dificuldades para vencer por quatro pontos: 16-12.

Já no quarto quarto, a Letónia abriu uma diferença de 13 pontos, ou seja, 61-48, forçando Moçambique a fazer apenas quatro pontos nesta etapa, contra 20 da equipa europeia.

"Ás" do trunfo, Chanaya Pinto arrancou um duplo-duplo, ou seja, 10 pontos e 12 ressaltos. Este foi o segundo duplo-duplo da jogadora do Quinta dos Lombos nesta competição. Filipa Calisto, Ester Gomes e Chana Paxixe contribuíram com nove pontos cada. Em termos de targets, a selecção nacional teve um registo de 22:08 % nos lançamentos de campo (11/77), 25% nos tiros exteriores ou lançamentos abertos (4/16), 59.26 % na linha de lances livres (16/27).

Mais: dominou nas tabelas com 62 ressaltos dos quais 35 ofensivos e 27 defensivos, 22 assistências, 25 perdas de bola e 14 roubos de bola.

No outro jogo do grupo, Canadá derrotou a Tailândia por 75-49. Esta foi a segunda vitória das canadenses.

Assim, em termos de classificação, Moçambique termina a fase de grupos na terceira posição com quatro pontos, num grupo que é liderado pela Letónia com seis, seguido do Canadá com cinco.

 

 

Abel Xavier diz que deixa o comando técnico dos Mambas com sentimento de dever cumprido e considera que os resultados desfavoráveis estiveram por detrás da sua não continuidade na selecção nacional. O ex-seleccionador nacional diz mesmo que foi uma etapa e um ciclo que se fechou.

Calmo, sereno e bastante cauteloso no seu discurso. Abel Xavier chamou a imprensa moçambicana nesta terça-feira para dar a sua versão dos factos em relação a não continuidade nos Mambas. Na ocasião confirmou que os resultados pouco conseguidos ditaram a não renovação do contrato com a Federação Moçambicana de Futebol para continuar nos Mambas, mas também falou de outras vertentes como o legado que deixa na FMF, o desejo de sucesso a nova equipa técnica dos Mambas, embora tenha começado com os agradecimentos. O discurso directo de Abel Xavier na conferência de Imprensa.
 
 
NÃO RENOVAÇÃO DO CONTRATO
A parte mais importante deste desfecho, podemos falar de falta de resultados, de um objectivo não conseguido. E esse objectivo não foi conseguido aos 92 minutos. Portanto, nós podemos estar a falar num minuto, que determina esta conferência de imprensa. Porque num minuto, se nós efectivamente conseguíssemos a qualificação, possivelmente esta conferência de imprensa não se estava a realizar. Mas não podemos esquecer que durante três anos e meio existiram muitos minutos de trabalho. Portanto, a essência da nossa ruptura, com as adversidade que foram todas identificadas, baseia-se, simplesmente nisto e em mais nada. Se analisarmos as coisas como valorização do trabalho e de resultados, e se nos concentrarmos que o objectivo não foi conseguido, que foi a qualificação, temos que ver a forma como não foi conseguida, se a equipa foi capaz e competitiva ao longo do tempo, temos que perceber o que foi construído, o que éramos e o que agora somos. Portanto, o que se baseia na ruptura, no nosso entendimento, é a questão de objectivo. A partir do momento em que o contrato acaba no dia 30 de Junho não há condições de renovação. Então, chegamos a um entendimento que não há condições de renovação.
 
LEGADO DEIXADO NOS MAMBAS

Na nossa base de dados temos 137 jogadores selecionados para o quadro de selecções e 71 jogadores foram utilizados. Não é só uma questão operacional da construção de uma base de dados. Nós temos a informação e temos que perceber o que fazer com essa informação. Isto é que é muito importante. Neste momento há um modelo específico de Federação implantada, que no meu ponto de vista deve haver continuidade. É lógico que novo seleccionador nacional, ou o actual, interino, vai personalizar, vai dar o seu cunho pessoal, mas existe, neste momento, um conceito de continuidade que não existia no passado. Neste momento existe material, não só do conhecimento humano por parte das equipas técnicas, mas material e físico em termos de todo trabalho que fizemos, que do meu ponto de vista dá uma orientação positiva para o futuro das selecções. Deixei um leque de recomendações dentro dos meus relatórios ao longo do tempo, mas nesta fase final eu deixei um relatório com recomendações específicas e penso que em termos federativos o próprio presidente Alberto Simango sabe o que deve fazer. Porque a forma como nós trabalhamos foi a nossa forma, que poderia ser melhor, porque com boas condições somos sempre melhores. Mas de qualquer maneira tenho a consciência de que foi num dever de estado e nacional a forma como preparei os jogadores, a equipa e toda estrutura.
 
 
DESEJOS À NOVA EQUIPA TÉCNICA
Vou sempre olhar para as actividades ao nível da selecção. Desejo muito que o próximo seleccionador nacional tenha sucesso. Aqui uma palavra muito importante aos treinadores que estarão em curso, de uma forma interina, e dizer que não tenho dúvidas que a estrutura que vai iniciar os trabalhos hoje (ontem terça-feira) vai dar continuidade ao trabalho. Não tenho dúvidas de que quem vai liderar esta equipa, Victor Matine, é muito capacitado. Todos treinadores da formação compreenderem melhor aquilo que é, de facto, um trabalho específico. Portanto, nós formamos muitas pessoas e não somente jogadores e por isso desejo, enormemente que a equipa interina possa conseguir bons resultados e que, possivelmente, deixe de ser interina e dê continuidade aos trabalhos já iniciado.
 
 
AGRADECIMENTOS
Primeira pessoa é o chefe do estado, Excelência Filipe Jacinto Nyusi, que em vários momentos e me recorda da vitória histórica que tivemos em Ndola, na Zâmbia, na qual proferiu palavras não só a minha pessoa, mas também a grande alegria que tínhamos dado ao povo moçambicano. Na preparação do grupo CHAN, deslocou-se ao Estádio Nacional do Zimpeto e conversou com os jovens na preparação do jogo com o Madagáscar, incentivando e dando uma palavra, porque é muito importante na diferença que temos nos jogadores que jogam no estrangeiro, moçambicanos, e os nacionais e sua Excelência esteve presente. Na preparação do grupo CAN, nomeadamente no jogo contra a Namíbia, onde esteve connosco no trabalho motivacional de preparação ao jogo, dando um incentivo enorme e demonstrando o lado humano, em relação ao objectivo que todos queríamos atingir. E também porque foi importante na preparação para o jogo com a Guiné-Bissau, onde tivemos uma preparação de referência, de modelo, tendo o Conselho de Ministro aprovado que o Estado iria participar e apoiar na íntegra todas as rubricas da preparação para esse jogo com a Guiné-Bissau.

Agradecer a presença em dois momentos de dor da Ministra da Juventude e Desportos, Nyeleti Mondlane, nomeadamente da viagem que fizemos ao jogo contra a Namíbia, onde ela esteve no balneário a reconfortar os jogadores depois da derrota, bem como da sua presença no aeroporto, aonde reconfortou a toda delegação depois de não termos conseguido o objectivo prioritário que era a qualificação, e isso é importante da aproximação das pessoas nos momentos difíceis porque passamos.

Agradecer ao presidente e ao vice-presidente da FMF, a oportunidade que me deram de trabalhar em nome do país, no país que me viu nascer, numa primeira fase de trabalhar por dois anos e mais tarde renovado por mais um ano e meio, portanto três anos e meio que estive a trabalhar no processo de transformação das selecções nacionais, o meu muito obrigado, que é extensivo a toda estrutura federativa em todas áreas.

Os agradecimentos foram estendidos aos jogadores no seu todo e a todas pessoas que apoiaram no trabalho desenvolvido ao nível da Federação Moçambicana de Futebol.
 
 
Percurso de Abel Xavier no comando dos Mambas
 
Chegou ao país em Janeiro de 2016, quando os Mambas ainda disputavam a fase de qualificação ao CAN-2017, para ocupar o lugar de João Chissano. Encontrou os Mambas na última posição, sem nenhum ponto, num grupo liderado pelo Gana, e estreou com uma derrota, diante da poderosa selecção ganesa por 3-1, em Accra. Terminou a fase de qualificação ao CAN-2017 na segunda posição com sete pontos, depois de ter ganho o Ruanda e as Maurícias e empatado com o Gana.

Depois disso seguiram-se mais jogos, entre particulares, do torneio regional da Cosafa e da fase de qualificação ao CHAN-2018 e CAN-2019, duas provas que não conseguiu a qualificação à fase final.

Ao todo, Abel Xavier, no comando dos Mambas, disputou 30 jogos, equivalente a 90 pontos em disputa. No percurso, alcançou 10 vitórias, oito empates e 12 derrotas, tendo visto a selecção marcar 34 golos e sofrer 37. Ou seja, dos 90 pontos que disputou, Abel Xavier conseguiu apenas 38 pontos.

Durante o período de permanência nos Mambas, os maiores destaques do luso-moçambicano foram os seguintes:

PELA POSITIVA: as duas vitórias alcançadas diante da Zâmbia, na fase de qualificação ao CAN-2019, ambos pelo mesmo resultado de 1-0, em Ndola e em Maputo;
As vitórias diante da Angola e Cabo Verde, em jogos particulares realizados em Maputo e Lisboa, respectivamente.

PELA NEGATIVA: a eliminação do CHAN-2018 diante do Madagáscar, depois do empate a dois golos em Antananarivo e derrota em Maputo por duas bolas sem resposta;

A eliminação do CAN-2019 por conta das duas derrotas diante da Namíbia, em Maputo e em Windhoek; Os desaires no torneio da Cosafa, onde os Mambas não passaram da primeira fase, em 2017 e 2018, e 2019.
 

A União Desportiva de Songo é a única equipa moçambicana inscrita para disputar as competições africanas de futebol da temporada 2019/2020. Os “hidroeléctricos” vão disputar a pré-eliminatória da Liga dos Campeões africanos diante do Simba da Tanzania, segundo ditou o sorteio realizado este domingo. O Costa do Sol não se inscreveu para esta edição.

Isso porque Moçambique voltou a falhar na inscrição das equipas a participar nas afrotaças 2019/2020. Depois de não ter preenchido as quatro vagas disponíveis para a edição transitória 2018/2019, onde apenas a União Desportiva de Songo esteve envolvida, nesta edição volta a acontecer o mesmo. Com duas vagas por preencher, nomeadamente uma na liga dos campeões e outra na Taça CAF, apenas foi inscrita e foi a sorteio a campeã nacional, UD Songo, na liga milionária africana.

Assim, os “hidroeléctricos” viram o sorteio da Liga dos Campeões colocar no seu caminho o Simba da Tanzania, na pré-eliminatória, que será disputada a duas mãos. Assim, a primeira mão terá lugar na cidade da Beira, entre 9 a 11 de Agosto, estando a segunda mão prevista para entre os dias 23 e 25 do mesmo mês de Agosto.

Caso passe da pré-eliminatória, os “hidroeléctricos” vão disputar acesso à fase de grupos diante do vencedor da eliminatória entre o Big Bullets do Malawi e o FC Platinum do Zimbabwe, em Setembro próximo.
Outros destaques desta pré-eliminatória vão para o 1º de Agosto e o Petro de Luanda, duas equipas angolanas que defrontam nomeadamente Kikosi Maalum cha Kuzuia Magendo Football Club, ou simplesmente KMKM FC do Zanzibar e o Matlama do Lesotho, também nas mesmas datas. Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, outros países dos PALOP’s, não inscreveram suas equipas nesta competição continental de clubes.

Para além de Angola, África do Sul e Zâmbia são outros países da região que inscreveram duas equipas na Liga dos Campeões Africanos.
Na pré-eliminatória da Liga dos Campeões africanos 2019/2020 estão isentas apenas três clubes, nomeadamente o Widad Casablanca do Marrocos, Esperance de Tunis da Tunísia, estas duas finalistas da edição passada e o TP Mazembe, terceiro classificado da prova, na edição 2018/2019.
Para a Taça CAF o país não estará representado em virtude do Costa do Sol não ter sido inscrito na competição.

Costa do Sol justifica não ida às afrotaças 2019/2020

Na sua página do facebook, os “canarinhos”, vencedores da Taça de Moçambique 2018, comunicam que não vão participar da competição continental, nomeadamente na Taça CAF, na edição 2019/2020, por estar a priorizar os investimentos internos, para além de que esta prova não está dentro dos parâmetros das prioridades do clube. O comunicado do Costa do Sol anunciado na página do Facebook diz e reescrevemos:
1. O clube encontra-se a realizar investimentos de monta a nível infraestrutural, que dotarão as nossas equipas profissionais e de formação, de condições básicas para a prática do desporto, em especial dotarão o clube, com instalações que permitam a prática das modalidades existentes e outras que passarão a ser incorporadas no clube. Ademais, outros investimentos complementares a nível de segurança (muros, vedações ou sistemas de controle), escoamento de águas residuais ou de iluminação do nosso Campo entre muitas outras complementares foram ou estão a ser erguidos no clube neste momento devendo ser finalizadas até ao final do mês de Agosto.
2. Em face a estes investimentos e no âmbito da racionalização e priorização de recursos, os custos financeiros envolvidos na participação nas competições Africanas, seriam incomportáveis no âmbito do orçamento do Clube desta época,
3. É sabido que o clube procura conquistar o Moçambola, o que poderia ser colocado em causa, participando na prova continental,  uma vez que com os atrasos sucessivos que sucederam no Moçambola, bem como as datas disponíveis para jogos oficiais, escassas ou inexistentes, implicariam um esforço físico e perturbação na gestão do calendário que certamente prejudicaria o principal objectivo.
4. Devido ao desfasamento entre a época desportiva em vigor na CAF e a época em vigor em Moçambique, ao se qualificar para a fase de grupos, o Clube de Desportos da Costa do Sol correria o risco de não ter um período de interregno entre duas épocas desportivas o que traria transtornos financeiros, de gestão geral e até de gestão de recursos humanos do clube.”

Assim, o Costa do Sol descarta a possibilidade de representar o país nas competições africanas, caso o calendário futebolístico do país não mude para o calendário adoptado pela CAF, que inicia em Agosto de um ano e termina em Maio do ano seguinte.
 

 

O luso-moçambicano e então seleccionador nacional, Abel Xavier e a Federação Moçambicana de Futebol decidiram rescindir o contrato de trabalho que ligava o técnico aos Mambas.

Segundo informação do Presidente da FMF, Alberto Simango Jr., a rescisão do contrato foi de forma amigável e concorreu para a não renovação os resultados desfavoráveis que não possibilitaram a qualificação dos Mambas ao CAN-2019.

Para o lugar de Abel Xavier, a FMF decidiu-se pela dupla Victor Matine e Nelinho, que vão assumir o comando técnico dos Mambas a partir do jogo de sábado, diante do Madagáscar, de forma interina.

 

 

A selecção nacional de basquetebol de sub-19 do nosso país, defronta, esta manhã, quando forem 10H15 de Maputo, a sua congénere da Letónia, em partida da terceira jornada do grupo A do campeonato mundial da modalidade, que decorre na Tailândia desde o passado domingo. As meninas moçambicanas entram para este jogo focadas num bom resultado depois da excelente exibição diante do Canadá, vice-campeão mundial da categoria, onde perderam por apenas um ponto de diferença: 60-59.

Com uma vitória (diante da Tailândia) na primeira jornada e uma derrota (frente ao Canadá) na segunda jornada, dão alguma confiança a Leonel Manhique e suas jogadoras de poderem ombrear de igual para igual com a Letónia, pese embora se mostra como a selecção mais forte do grupo, somando por vitórias os dois jogos até aqui realizados, diante do Canadá (65-54) e Tailândia (74-57).

Facto mesmo é que nesta fase todas selecções qualificam-se a fase seguinte, das eliminatórias, onde os grupos se cruzam entre si, em função da posição de cada selecção. Assim, o grupo A, de Moçambique, faz o cruzamento na outra fase com o grupo B, onde despontam as selecções da Bélgica, China, Argentina e Mali, este último carrasco de Moçambique na final do Afrobasket do ano passado.

Ou seja, Moçambique poderá enfrentar qualquer uma das selecções do grupo B, ficando a saber qual delas, em função do posicionamento nas contas finais do grupo.

O grupo C, onde estão as selecções dos EUA, Austrália, Hungria e Coreia do Sul, vai se cruzar com o grupo D, onde estão inseridas as selecções da Espanha, Japão, Colômbia e Alemanha.

 

 

Abel Xavier já não é seleccionador nacional de futebol. Os maus resultados e não qualificação dos Mambas a fase final do CAN-2019 foi a razão do divórcio do casamento. Para o cargo, a direccão da Federação Moçambicana de Futebol escolheu Victor Matine, que vai coordenar os trabalhos de forma interina.

O anúncio do fim do casamento entre Abel Xavier e a Federação Moçambicana de Futebol foi feita por Alberto Simango Jr., em conferência de imprensa feita esta segunda-feira. O luso-moçambicano deixa o comando técnico dos Mambas três anos e meio depois de ter sido apresentado, tendo perdido duas qualificações a fases finais do Campeonato Africano das nações, nomeadamente para o Gabão, em 2017, e para o Egípto, em 2019.

Os maus resultados conseguidos pela equipa de todos nós, nomeadamente nas três edições do torneio Cosafa e nas eliminatórias para o CHAN-2018, bem como forma como os Mambas sofriam os golos nos últimos minutos de cada jogo, nomeadamente, diante da Guiné-Bissau, em Maputo e em Bissau, e Namíbia, em Maputo, que ditaram a não qualificação ao CAN-2019, foram as razões para a não renovação do contrato.

“Marcamos esta conferência de imprensa para comunicarmos a todos que a direcção da FMF e o técnico Abel xavier chegaram ao entendimento de não renovação do contrato que terminou a 30 de Junho”, disse Alberto Simango que explicou as razões: “tem há ver com os resultados e consequentemente a não qualificação ao CAN-2019 e isto deixou-nos todos constrangidos”. Ainda assim, o presidente da Federação Moçambicana de Futebol reconheceu o trabalho desenvolvido pelo técnico, mas “por fim, no fórum amigável, decidimos não renovar o contrato”.

Abel Xavier a parte, Victor Matine é o homem que se segue no comando técnico dos Mambas, de forma interina. Com passagens por clubes como Ferroviário da Beira e UP de Manica como treinador principal e pelo Ferroviário de Maputo como adjunto de Lucas Barrarijo, Victor Matine era, até à sua indicação, selecionador nacional adjunto e seleccionador dos sub-20.

Alberto Simango Jr. diz que esta foi a melhor escolha para esta altura, tendo em conta o compromisso urgente que se aproxima, de qualificação ao CHAN dos Camarões, este final de semana, diante do Madagáscar. “Nós sempre acreditamos nesta equipa técnica, no seu todo e o que emperrou foram apenas os resultados. Mas neste momento não há melhor coisa que trabalhar com pessoas que conhecem os jogadores e conhecem a casa. Portanto, do nosso ponto de vista achamos que esta é a melhor escolha, para o momento que estamos a atravessar”, concluiu Alberto Simango Jr., presidente da FMF.

Victor Matine, por seu turno, agradeceu a confiança por si depositada e assume que o espírito patriótico imperou mais para que aceitasse o desafio. “É uma honra, aceitamos todos o desafio. Qualquer um que se identifica com esta bandeira, com nação, acho que acabaria por aceitar o desafio”, disse, orgulhoso, o seleccionador nacional interino, Victor Matine.

Matine começa a comandar os Mambas esta terça-feira à tarde, no início da preparação para a eliminatória diante do Madagáscar, para o CHAN-2020.

 

 

Logo após ter sido anunciado como seleccionador nacional de futebol, ainda que de forma interina, Victor Matine divulgou a convocatória para o jogo de domingo diante do Madagáscar, referente à primeira mão da segunda eliminatória de acesso ao CHAN-2020. Da lista, há algumas novidades, tais como Mexer e Danilo, ambos do Maxaquene, Jorge, do Costa do Sol, Dário, do Textáfrica do Chimoio, e Flávio, jogador do Desportivo Maputo, para além de Sidique, que se tem mostrado em melhor forma esta temporada. O regresso de Luís Miquissone, depois de vários jogos ausente, foi também uma novidade na convocatória.

Ao todo, são 24 os pré-selecionados por Victor Matine, com o Costa do Sol a contribuir com seis jogadores, seguido pela União Desportiva de Songo com cinco. Ferroviário de Maputo, com quatro jogadores, e o seu homónimo com três, seguem logo a seguir nas equipas que mais jogadores dispensam aos Mambas. A grande novidade mesmo é a integração do jogador dos “fabris” do Planalto e dos “alvi-negros” da capital do país.

O seleccionador nacional diz serem jogadores de confiança e que conhecem o espaço da selecção nacional, esperando que os mesmos “tragam alegrias ao povo moçambicano”.

Os Mambas terão quatro sessões de treinos em solo pátrio, antes da deslocação a Madagáscar, próxima sexta-feira, facto que não preocupa a equipa técnica, que considera que o facto de serem jogadores que vem trabalhando juntos na selecção nacional facilita, para além de que estão em forma, já que estiveram em actividades pelos seus clubes.

O jogo da primeira mão da segunda eliminatória de acesso ao CHAN que será organizado pelos Camarões, em 2020, terá lugar em Antananarivo, próximo domingo, estando a segunda mão reservada para o dia 04 de Agosto próximo, em Maputo. Em caso de passar a eliminatória diante do Madagáscar, os Mambas defrontam o vencedor da eliminatória entre Comores e Namíbia, na derradeira eliminatória.

CONVOCATORIA MAMBAS

GUARDA-REDES:
Victor        Costa do Sol
Franque    Fer. Maputo

DEFESAS:
Infren        UD Songo
Manucho    Costa do Sol
Jeitoso    Fer. Maputo
Mambucho    Fer. Beira
Sidique    Desp. Maputo
Chico        Fer. Maputo
Mexer        Maxaquene
Danilo        Maxaquene
Jorge        Costa do Sol

MÉDIOS:
Raul        LD Maputo
Nelson    Costa do Sol
Nené        Costa do Sol
Candinho    UD Songo
Yude        LD Maputo
Amadú    UD Songo
Flávio        Desp. Maputo
Dário        Textáfrica

AVANÇADOS:
Maninho    Fer. Beira
Dayo        Fer. Beira
Miquissone    UD Songo
Isac        Costa do Sol
Telinho    UD Songo

 

 

 

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