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O País – A verdade como notícia

Ferroviário de Maputo e A Politécnica defrontam-se, este domingo, às 18hh0, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, no jogo 1 dos “play-offs” das meias-finais da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, edição 2019.

É a reedição da final da  Engen Maputo Basket, na qual os  “universitários” levaram a melhor sobre os actuais campeões nacionais de basquetebol.

Na fase regular, o Ferroviário de Maputo impôs o seu poderio mostrando-se superior à A Politécnica que, diga-se, não teve argumentos para contrariar o seu adversário.

Aliás, o Ferroviário de Maputo não só controlou todos os quartos do jogo como também mostrou que tem melhor estrutura.

De resto, o conjunto de Milagre “Mila” Macome aponta para a revalidação do título de campeão nacional de basquetebol.

Para este embate, à semelhança do que aconteceu nos quartos-de-final, Mila conta já com o valoroso espanhol Álvaro Manso, ele que foi o MVP (jogador mais valioso da Liga Moçambicana de Basquetebol 2018).

Seja como for, a aguerrida equipa da A Politécnica parte para este embate com o objectivo de contrariar o Ferroviário de Maputo, fazendo o seu jogo de pressão  alta e explorando transições.

Duas horas antes, ou seja, às 16h00, Ferroviário da Beira e Costa do Sol travam argumentos  no jogo 1 dos “play-offs” das meias-finais da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal edição 2019. É um jogo entre duas equipas que lutam pelo título, pelo que irão dar o seu melhor na quadra para ganharem vantagem nos “play-offs” de acesso à final.
Na fase regular, o Ferroviário da Beira venceu o Costa do Sol (92-50), num jogo em que a equipa de Nasir “Nelito” Salé controlou todos os quartos do jogo.

Única equipa invicta na competição- soma oito vitórias em igual número de jogos- o Ferroviário da Beira pretende recuperar o título perdido ano passado para o seu homónimo de Maputo (perdeu nos “play-offs” da final por 3-0).

O jogo 2 dos play-offs das meias-finais está agendado para segunda-feira. Assim, o Costa do Sol bate-se com o Ferroviário da Beira às 18h00. Já o embate entre a A Politécnica e Ferroviário de Maputo realiza-se às 20h00.

Caso seja necessário, o jogo 3 dos play-offs das meias-finais será na quarta-feira. Nesta fase, os preços dos bilhetes passam para 100 meticais, contra os anteriores 50 da fase regular e quartos-de-final.

Curiosamente, estas são as quatro equipas que marcaram presença nas meias-finais da edição passada, sendo que o Ferroviário de Maputo sagrou-se campeão ao bater, na final, o seu homónimo da Beira por 3-0 no “play-off” da final a melhor de cinco jogos. Já a A Politécnica derrotou o Costa do Sol no jogo de atribuição do terceiro lugar.
 
MOZAL MELHORA PREMIAÇÃO
Uma boa nova para as equipas participantes nesta competição: a Mozal incrementou os valores de premiação. O campeão nacional irá receber o valor monetário de 600 mil meticais, contra os anteriores 300. Já o segundo classificado terá direito a 300 mil meticais, enquanto o terceiro encaixa 200 mil. Para além dos prémios monetários, a Liga Moçambicana de Basquetebol irá distinguir os destaques individuais com troféus: melhor marcador, melhor ressaltador, melhor triplista, equipa “fair-play” e melhor jogador (MVP).
 
 
Quadro de jogos
Meias-finais
Jogo 1
Domingo, 1 de Setembro de 2019
16h00: Ferroviário da Beira       vs Costa do Sol
18h00: Ferroviário de Maputo   vs A Politécnica
 
Jogo 2
Segunda-feira, 2 de Setembro de 2019
18h00: A Politécnica vs Ferroviário de Maputo
20h00: Costa do Sol   vs Ferroviário da Beira
 
 
Jogo *
Terça-feira, 3 de Setembro de 2019
18h00: Ferroviário da Beira vs Costa do Sol
20h00: A Politécnica              vs  Ferroviário de Maputo

Aos 16 minutos, os canarinhos voltaram a carga, cruzamento na direita a bola chega a cabeça de Eva Nga que desviou, mas Jonas estava no lugar certo.

No minuto 43 gritou-se golo no Afrim. Após excelente passe, a bola chega a Victor Mário que preparou um canhão que provocou um estrondo porque foi a trave.

Com o nulo a prevalecer foi-se ao intervalo.

A segunda parte inicia com um livre directo de Johane que não deu para golo, mas para aquecer as luvas de Jonas. 

A passagem do minuto 55, os donos da casa estiveram perto do golo, passe de mestre de Danilo, e cabeceamento de Hermínio, mas o poste estava no lugar errado.

Ao minuto 72 Victor justificou o porquê de ter sido chamado à selecção ao defender tudo. Quem não quis ficar de fora na onda das defesas é Jonas, que livrou a sua equipa de uma derrota.

Jonas voltou a mostrar serviço neste lance em que activou o seu sexto sentido para defender este remate de Eva Nga. Com o nulo a prevalecer terminou o jogo.

Com este resultado, o Costa do Sol continua na liderança com 35 pontos, mais três que a União Desportiva de Songo, que tem um jogo em atraso. Já o Maxaquene continua na 13ª posição com 21 pontos.  

 

 

 

Esta encontrado o jogo da primeira meia-final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal. O Costa do Sol defronta, domingo, às 16 horas, no Pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, o Ferroviário da Beira no jogo 1 dos “Play-offs” das meias-finais.

Hoje, o Costa do Sol venceu o Desportivo de Maputo, por 94-65.

Já o Ferroviário da Beira bateu o Instituto Superior Politécnico de Tete, por 134-41.

 

O  internacional moçambicano Zainadine Júnior prolongou o seu vínculo contratual com o Marítimo até 2022, anunciou ontem o clube insular no seu sítio oficial.
 
O valoroso jogador está no Marítimo desde Janeiro de 2017, totalizando 90 jogos e três golos.
 
 "Estou muito satisfeito e honrado por ter renovado o meu contrato com o Marítimo. Tenho de agradecer ao senhor presidente, porque este clube sempre me tratou muito bem durante estes anos todos e onde me sinto feliz", disse Zaina em declarações ao sítio oficial dos madeirenses.
 
Além do Marítimo, Zainadine conta com passagens pelo Nacional, pelos chineses do Tianjin Teda, além do Liga Desportiva de Maputo e o Desportivo de Maputo, ambos os clubes do seu país natal.
 

A Politécnica e Universidade Pedagógica protagonizam, sexta-feira, às 18h00, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, o jogo de destaque dos quartos-de-final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

O conjunto de José Macuácua (A Politécnica) terminou em quarto lugar na fase regular da prova com 11 pontos e, no cruzamento dos “quartos”, bate-se com o quinto classificado, a UP.

As duas equipas voltam a bater-se depois de, na 3ª jornada, a Universidade Pedagógica ter vencido por sete pontos: 69-62.

No outro jogo dos quartos-de-final, o Ferroviário de Maputo, campeão nacional, joga com o Ferroviário de Nampula, num embate em que os “locomotivas” da capital são claramente favoritos.

É um jogo em que Milagre “Mila” Macome poderá gerir os esforços da equipa pensando, claramente, nas meias-finais que começam a ser disputadas domingo num “play-off” a melhor de três jogos.

Quem também tem, à partida, tarefa facilitada é o Ferroviário da Beira, vice-campeão, que joga o acesso às meias-finais diante do ISTP.

Com melhor estrutura que o seu adversário, facto demostrado na fase regular quando venceu por 87-69, o conjunto de Nasir “Nelito”  Salé tem todas as condições para seguir em frente.

Finalmente, nos quartos-de-final, teremos o embate entre o Costa do Sol e Desportivo de Maputo, duas equipas que se cruzaram na sexta jornada, tendo os “canarinhos” vencido por 83-59.
 
Quartos-de-final
Sexta-feira, 30 de Agosto de 2019
14h00: Fer. Beira        vs ISPT
16h00: Costa do Sol   vs Desportivo
18h00:  A Politécnica  vs UP
20h00: Fer. Maputo    vs  Fer. Nampula

Das decisões do último Conselho Coordenador do Ministério da Juventude e Desportos, ressalta a imperiosidade de se construir no próximo quinquénio um conjunto de novos recintos desportivos. O MJD projectou e oxalá consiga cumprir. O país só tem que agradecer.

É a realidade. O “sumiço” de vários campos e espaços para se praticar desporto, algo que dá saúde, prestígio e dinheiro é, sem dúvida, o principal “culpado” do nosso retrocesso, facilmente atestado através da vertiginosa queda das principais modalidades nos “rankings”.

 

FORMAÇÃO:
PRIORIDADE SEM CAMPOS?

A venda desordenada dos terrenos, sobretudo nas cidades, com conivência de alguns agentes desportivos ou não, deu no que deu. Por outro lado, a luta pela sobrevivência das populações carenciadas, razão do surgimento dos “dumba-nengues” onde se jogava à bola, fechou a principal “universidade” que forjava as estrelas e que eram os terrenos baldios.

Como vencer esta limitante, uma vez que se afigura impensável demolir prédios para “devolver” os espaços onde se fazia formação, recreação e desporto federado?

As saídas não são fáceis e quanto mais tempo passar, maior será a “invasão” relativamente ao que resistiu, uma vez que a apetência é grande e o controlo reduzido.

 

MÃO DURA NO QUE SOBROU

Espectáculos musicais, igrejas, reuniões e até convívios, têm como palco privilegiado os recintos desportivos, cobertos ou descobertos. São as colectividades, de uma forma geral descapitalizadas, que buscam essas alternativas, para se aliviarem do sufoco em que vivem. Assim sendo, bastas vezes isso resulta no adiamento, transferência ou mesmo cancelamento de treinos e jogos. E se é normal adiar treinos dos seniores, imagine-se quanto se trata das camadas jovens…

A essa “saga”, não escapam os poucos pavilhões cobertos ou descobertos. Isso quer dizer que mesmo sendo poucos os lugares que resistiram à voracidade do cimento, eles têm um índice de utilização reduzido.

 

MAPUTO COMO (MAU) EXEMPLO

Em Maputo, a sangria foi imensa. Mesmo assim, alguns dos raros clubes com património na zona urbana, ainda os vão ‘alienando’, prometendo à sociedade a construção de novos recintos fora da cidade.
Desportivo, Maxaquene e Estrela Vermelha, são os mais mediáticos. Porém, apesar das parangonas dos novos complexos em lugares pouco acessíveis devido à distância, vão-se ficando pelos anúncios das intenções….

No topo dos “sumiços”, provavelmente motivo para uma investigação séria, está o super-mediatizado Complexo Olímpico, construído em Boane, que não passou da inauguração, com pompa e circunstância há mais de uma década!

Para ficarmos com uma ideia, aí vai um ponto de situação desta triste realidade:

 

Ferroviário

É das poucas colectividades que mantêm o seu parque desportivo quase intacto, com manutenção aceitável, da piscina aos dois (bons) campos de futebol: o das Mahotas e o da Machava. Mas o primeiro, mais acessível aos citadinos, volta e meia é priorizado para “shows” musicais, significando impedimento nos dias da montagem do palco, realização dos espectáculos e remoção dos resíduos sólidos.
O clube tem um recinto polivalente onde se treina basquetebol, hóquei e futebol de salão.

 

Desportivo

Está a “renascer das cinzas” e parece que de uma forma consistente. Porém, o histórico Estádio Paulino dos Santos Gil… já era!
A alternativa de Marracuene que nunca avançou, não parece viável pela distância e trânsito infernal que o separa da capital.

Alugar um campo para treinos e jogos, mais os campinhos junto à sede, tem sido a forma de “desenrascar” desta que é uma das mais emblemáticas colectividades nacionais.

 

Maxaquene

Um processo de venda inconclusivo com a empresa Afrin, colocou este clube na situação de ter um campo, que agora não é nem carne e nem peixe. Serve para treinos, pois os jogos da equipa principal são no campo da Afrin. No recinto da baixa, volta e meia há um palco montado e música para todos gostos!

Felizmente o Pavilhão Multiuso, sala de visitas para os desportos de salão, continua em bom estado e talvez por isso seja “catedral” para muitos eventos religiosos e/ou culturais.

 

Costa do Sol

Perdeu as instalações do SNECI, não se sabe bem porquê, dirigindo tudo para a zona denominada Matchiki-tchiki. Realizou por lá uma requalificação que fez reduzir o espaço do complexo destinado à diversão, mais o campo de treinos e áreas adjacentes. Salvou-se o Estádio principal. Pela grandeza do clube, deverão ser equacionados espaços para aumento da polivalência.

 

Liga Desportiva de Maputo

Uma excepção, de saudar, em que tudo foi criado de raiz. Estamos em presença de uma colectividade que, mercê das capacidades financeiras e entrega dos seus apoiantes, vai crescendo a olhos vistos também no tocante a instalações. Possui uma sede na Matola, mais um campo bem tratado e com anexos. Ao que tudo indica, os projectos não se vão ficar por aqui.

 

1.º de Maio

Beneficiando do patrocínio de um banco da praça, realizou uma reabilitação do seu campo de futebol digna de registo, passando a ser utilizado por uma escola de formação, a partir de um acordo com a FMF. Mas foi “sol de pouca dura”. Pela localização deste recinto, a movimentação de jovens deveria ser bem maior.

Neste momento, uma parte das instalações, agora degradadas, está entregue a uma igreja. O clube mantêm uma sede na Avenida Emília Daússe, que exige uma maior atenção. De Direcção em Direcção, o panorama do clube que era um dos ícones no país, é confrangedor.

 

Estrela Vermelha

Resultante da fusão Indo Português/Malhangalene, o Estrela ‘herdou´ e mantêm dois campos de futebol, mais dois recintos polivalentes. Para o campo anexo ao Pavilhão coberto, havia (ou há) um projecto que pretende amputar uma parte do espaço, já por si exíguo para um campo de futebol. Não é uma boa notícia para os desportistas.
Também este clube possui um projecto fora da periferia da cidade, mas até esta altura, não dá sinais de concretização no imediato.

 

Académica

Tem instalações no campus universitário, com um parque de fazer inveja aos ditos grandes clubes do País. Porém, talvez pela essência, a colectividade prefere sempre caminhar passo-a-passo, consolidando cada realização. O Pavilhão foi requalificado, há campos anexos.

Pela natureza dos seus praticantes, os estudantes e face à realidade do país, ao contrário dos outros clubes, o “néon” Moçambola não é prioridade absoluta.

 

Mahafil Isslamo

É dos poucos clubes na periferia que mantêm a sede e o campo de futebol, este um pouco amputado junto à estrada Irmãos Roby para dar lugar a uma bomba de gasolina. De resto parece manter alguma pujança, embora o nível competitivo da sua representação desportiva mereça mais, pela história que o clube transporta. Um exemplo de persistência.

 

INSTALAÇÕES QUE “ECLIPSARAM”

Com a proclamação da Independência Nacional, entraram em cena novas colectividades como Matchedje, Migração, Águias Especiais, Conseng, entre outros, agravando o drama da exiguidade de instalações.

Em contra-ponto, outros fecharam as portas. São os casos do  Central, que tinha uma sede junto ao Ministério do Interior, movimentando futebol na II Divisão. Deste clube já não reza a história.

O mesmo se passou com o Alto Maé, que também possuía uma sede no bairro que lhe deu o nome. Ambos deixaram de existir, tal como o Atlético Nacional (a sede existe, mas está abandonada), Belenenses, Beira- Mar, Rodoviário, Vasco da Gama, Aeroporto, Caju Industrial, Metal Box, Alumínios, Atlético Mahometano, S. José, Nova Aliança, Gazense, Águia D´Ouro, Inhambanense, Nacional Africano, João Albasini, IMA, Texlom, Zixaxa e muitos outros…

Se tivermos em conta que estes clubes, mesmo na II ou III divisão movimentavam juvenis e juniores, nalguns casos até reservas, facilmente se pode calcular as razões pelas quais o campo de recrutamento se reduziu drasticamente. Será por isso que os principais clubes em actividade têm reduzido campo de recrutamento no mercado interno, recorrendo aos países vizinhos, de onde vêm, muitas vezes jogadores caros, mas de qualidade duvidosa.

 

LUZ À NOITE SÓ PARA “SHOWS”

Antigamente os treinos, pelo puro amadorismo que se vivia, eram realizados depois das horas de expediente, com ajuda da luz artificial.

Na baixa da capital, nos campos do Desportivo, Maxaquene e Ferroviário, não havia mãos a medir. Em redor daqueles recintos e como importante local de apoio para desintoxicação dos atletas, havia todo o pulmão verde da zona do Circuito Repinga e arredores, mais as barreiras, hoje ocupados pelo cimento que a todos nós asfixia.

Também desapareceram vários campos na periferia, como o da Habitação, Metal Box, Alumínio, IMA, Texlom, Cimentos, Quinta das Rosas e outros.

Iluminação artificial, devido aos custos, não está nesta altura no horizonte dos treinos e mesmo jogos de futebol. Ela aparece, bastas vezes, mas para “shows” musicais.

Os recém-construídos estádios do Zimpeto, mais o Chivevezito, são marcos dignos de registo, que nos orgulham pelo seu simbolismo. Porém, são insuficientes para enquadrar uma considerável percentagem de jovens, de forma a (cor)responder ao repetido “slogan” da prioridade para a formação!

 

 

A convocatória dos Mambas para o duplo embate com as Maurícias, de qualificação ao mundial 2022 foi conhecida na segunda-feira, e hoje trazemos o desempenho de cada um dos convocados, com destaque para os que actuam fora de portas. Eis a avaliação encontrada:

 

Mexer Sitoe

Chegou ao Bordéus esta temporada e já ganhou a titularidade na equipa, tendo disputado todos jogos da sua equipa na Ligue 1, a principal liga francesa. No final de semana, Mexer foi titular no centro da defesa, na vitória da sua equipa no terreno do Dijon, por duas bolas sem resposta. A esta altura, o Bordéus é 10º classificado, com 4 pontos, em três jornadas, numa prova liderada pelo Rennes, curiosamente a antiga equipa do central moçambicano.

 

Reinildo Mandava

O internacional moçambicano chegou a uma equipa que conta bons executores no sector onde actua, na ala, mas não desiste e é sempre convocado para os jogos do Lille, que agora conta com a antiga joia do Benfica, Renato Sanches. O Lille realizou dois jogos para o campeonato e tem um jogo em atraso, que vai disputar esta quarta-feira diante do Saint Etienne, numa clara oportunidade para o jogador entrar de início, depois de ter ficado no banco na última jornada, em que a sua equipa perdeu com Amiens, à tangente. Na primeira jornada, Reinildo entrou faltando 3 minutos para o final do jogo, para garantir a vitória frente ao Nantes, por 2-1.

 

David Malembane

Trocou o Dinamo da quarta divisão da Alemanha pelo Lokomotiv Plovdiv da Bulgária, a troco de 100 mil euros e já brilha na nova equipa, onde já disputou nove jogos, entre a Liga Europa, onde foi eliminada na terceira eliminatória de acesso à fase de grupos, e a Efbet Liga, a principal prova búlgara. Nestes nove jogos, apenas em dois jogos da Liga Europa e a primeira jornada do campeonato local é que entrou a substituir, enquanto nas restantes partidas joga os 90 minutos. Final de semana, Malembane esteve a titular na derrota da sua equipa diante do Levski Sofia, estando agora na terceira posição, com 13 pontos, menos dois que a dupla de líderes, que conta com 15 pontos.

 

Zainadine Jr.

É um dos capitães do Marítimo de Portugal e central titular na equipa. Zainadine Jr. so não joga no Marítimo em caso de lesão ou castigo. Nas primeiras três jornadas da liga NOS, a principal prova futebolística de clubes de Portugal, para além de ter sido titular nos insulares, Zainadine foi eleito melhor jogador em dois jogos, nomeadamente diante do Sporting, e no final de semana diante do Tondela, ambos em que a equipa perdeu. A esta altura, o Marítimo é penúltimo classificado, com apenas um ponto. Antes de integrar os Mambas, Zainadine vai defrontar o Paços de Ferreira, lanterna vermelha, também com um ponto conquistado.

 

Geraldo Matsinhe

Joga actualmente no Amora FC, equipa que actua no Campeonato de Portugal, uma espécie de terceira divisão daquele país europeu. A prova vai na segunda jornada e o Amora conta com apenas um ponto, conquistado no domingo diante do Olímpico Montijo, sem abertura de contagem. Na primeira jornada, o Amora perdeu em casa diante do Louletano, por 0-2, e nos dois jogos Geraldo esteve presente. Na primeira jornada disputou os 90 minutos e no domingo foi substituído já perto do final do jogo. Uma boa entrada do moçambicano na equipa que conta com dois moçambicanos no grupo dos acionistas da colectividade.

 

Kamo Kamo

O prodígio do Ferroviário de Maputo, transferido para o Vitória de Setúbal de Portugal, que actua na equipa sub-23, tem sido chamado frequentemente por Chiquinho Conde para a equipa principal, disputadas que foram duas jornadas até ao momento. A 15 de Agosto, Kamo Kamo fez os 90 minutos diante do Marítimo, num jogo em que estiveram ainda em campo Bruno Langa, do lado do Setúbal, e Francisco Simbine, do lado do Marítimo. O mesmo aconteceu no dia 20 de Agosto, diante do Famalicão, na goleada da equipa de Chiquinho Conde por 4-0, onde Kamo Kamo e Bruno Langa fizeram todo jogo. Já Neymar ainda não teve oportunidade de brilhar esta temporada, não tendo sido convocado a nenhum dos dois jogos.

 

Geny Catamo

É a grande novidade de Luís Gonçalves na convocatória para a “Operação Maurícias” de qualificação ao mundial de 2022. Talvez inspirado pelas boas exibições do jogador moçambicano que tem sido figura de proa das selecções de formação, nomeadamente sub-20 e sub-23. Geny Catamo marcou no primeiro jogo dos juniores do Sporting, diante do Vilafranquense, aos 17 minutos, tendo sido substituído aos 87 minutos. Geny voltou a jogar no empate a um golo diante do Alverca, desta feita na totalidade do jogo. Na sexta-feira passada, Geny Catamo foi convocado aos sub-23 do Sporting, na goleada dos “leões” ao Vitória de Guimarães por 0-6, mas foi suplente não utilizado.

 

Witi Quembo

Está no Nacional da Madeira há sensivelmente quatro temporadas e tem sido da confiança dos treinadores que por lá passaram, chegando ao actual. Titularíssimo na equipa da Madeira, Witi fez na totalidade todos os jogos do Nacional esta temporada 2019/20, nomeadamente a Allianz Cup e a Liga Pro, a segunda liga portuguesa. Nesta altura o Nacional da Madeira ocupa a 6ª posição com cinco pontos, menos quatro que líder Sporting da Covilhã, na disputa pelo regresso a Liga NOS, principal prova do futebol português. Witi ainda não marcou, mas já viu duas cartolinas amarelas na competição.

 

Clésio Baúque

Transferiu-se do Panetolikos da Grécia para o Qabala do Azerbaijão no último mercado da Europa e já brilha. Fez todos os quatro jogos até aqui realizados, sendo dois para a qualificação a Liga Europa, onde a equipa foi eliminada na segunda eliminatória, e dois jogos do campeonato local. Nas primeiras três partidas de Qabala ao peito, Clésio alinhou a titular e fez a totalidade dos 90 minutos de cada jogo, mas na última jornada, no domingo, entrou a substituir, faltando 23 minutos para o final do jogo. Mau grado é que a equipa ainda não sabe o que é vencer, tanto na Liga Europa como no campeonato, somando por derrotas os quatro jogos até aqui realizados, o que coloca a equipa na última posição do campeonato azeri.

 

Stanley Ratifo

Continua sem se encontrar com os golos o internacional moçambicano nascido na Alemanha. Ratifo, a actuar na quarta liga alemã, no Pforzheim, já realizou quatro jogo na competição, tendo sido titular em todos jogos. Entretanto, na primeira jornada saiu aos 83 minutos, mas nas outras três jornadas fez a totalidade de cada jogo. Depois da derrota na primeira jornada, o Pforzheim somou a seguir uma vitória e dois empates, somando agora cinco pontos, estando na 10ª jornada, menos cinco pontos que o líder da prova.

 

Reginaldo Faite

Chegou no Shakther do Cazaquistão a meio da temporada e conseguiu se impor na equipa, ainda que não de forma consolidada. Num campeonato que vai a meio e quase a entrar para a última etapa, Reginaldo tem sido convocado e oscila entre a titularidade e o banco, mas sempre a substituir. Nas duas últimas jornadas do campeonato cazaque, o internacional moçambicano esteve a titular, tendo feito os 90 minutos na vitória diante do Kaysar, por 3-0, mas sido substituído na derrota frente ao Ordabasy, 3-2, no sábado, depois da fazer uma assistência para um dos golos da sua equipa. O Shakther ocupa a esta altura a 7ª posição, com 33 pontos, menos 16 pontos que o líder, quando faltam 8 jornadas para o final da prova.

 

Edmilson Dove

É titular no Cape Town City da África do Sul, sem contestação. E fez a totalidade dos jogos até aqui disputados. Para o MTN8 não conseguiu qualificar a sua equipa às meias-finais, tendo sido derrotado pelo Polokwana City, nos quartos-de-final, por 0-2, mesmo estando a jogar em casa. Para o campeonato local já conta com um golo apontado, no empate a um golo diante do Mamelodi Sundowns, na jornada antepassada. Ontem, voltou a merecer a confiança do treinador na partida diante do Kaiser Chiefs. Edmilson não só é titular na sua equipa como tem sido nomeado a ser melhor jogador em campo, por duas vezes, no principal campeonato sul-africano de futebol.

 

Manuel Kambala

Efectuou apenas um jogo desde que chegou no Baroka FC da África do Sul, curiosamente no passado sábado, no empate sem abertura de contagem diante do Bloemfontein, tendo feito os 90 minutos. O Baroka ocupa a 7ª posição, com cinco pontos, menos dois que o líder, quando estão disputados três jornadas do ABSA Premiership.

 

Dos moçambicanos a actuarem intramuros

Da lista dos convocados por Luís Gonçalves, dos 24 jogadores, 13 são “estrangeiros” e os restantes 11 jogam internamente. Destes, olhando para a última partida disputada, apenas Guirrugo não jogou pela União Desportiva de Songo, que domingo disputou a segunda mão da pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, diante do Simba da Tanzania, em Dar-es-Salaan. Nesse jogo, na equipa “hidroeléctrica”, que garantiu a passagem ao play-off de acesso a fase de grupos, após empate a um golo, estiveram em acção Infren, Telinho e Luís Miquissone, enquanto Guirrugo esteve no banco, jogando a titular outro internacional moçambicano que não foi chamado para este jogo, Leonel Pindula.

Dos restantes jogadores, os outros dois guarda-redes estiveram a jogar nas suas equipas, nomeadamente Victor, no Costa do Sol, e Franque, no Ferroviário de Maputo. Sidique, capitão do Desportivo Maputo, esteve a titular na derrota da sua equipa diante do Ferroviário da Beira, onde estiveram a actuar, também, a titular, Maninho e Dayo. Já Kito, no Ferroviário de Maputo, também é o esteio e titular e, por isso, mereceu a chamada, para o regresso à selecção depois de muitos anos sem ser convocado. Nené, do Costa do Sol, também foi titular na vitória da sua equipa diante da Liga Desportiva de Maputo. Ou seja, Luís Gonçalves chamou jogadores que jogaram pelas respectivas equipas nas duas últimas semanas.

 

Porque Domingues não foi chamado?

Luís Gonçalves justificou a não chamada de Domingues para os Mambas nesta “operação Maurícias” pelo facto de ter escolhido os que estão em melhores condições de jogar, olhando para a performance de cada moçambicano na diáspora. Domingues não tem sido utilizado no Bidvest Wits da África do Sul, apesar de convocado. Em quatro jogos oficias das competições sul-africanas, Domingues apenas fez 25 minutos da primeira jornada do ABSA, diante do AmaZulu, tendo sido preterido ao banco de suplentes diante Baroka e Polokwana, para além da partida diante do SuperSport United, para o MTN8. Assim, Luís Gonçalves poderá ter optado pela não chamada do capitão para a pré-eliminatória de acesso à fase de grupos de qualificação ao Mundial de futebol do Qatar, em 2022.

 

Ferroviário de Maputo vs Ferroviário da Beira é o jogo grande da 7ª jornada da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal. Agendado para amanhã, às 18h00, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, este embate é dos mais aguardados desta competição.

É, de resto, a reedição da final de 2018, superiormente ganha pelo Ferroviário de Maputo por 3-0 num “play-off” a melhor de cinco jogos. É um duelo entre dois treinadores que conquistaram as três últimas edições da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal: Milagre “Mila” Macome e Nasir “Nelito” Salé.

Este embate irá fazer desfilar no pavilhão da UEM jogadores de selecção nacional (ndr: são as equipas que mais contribuem com atletas para selecção) e alguns jogadores estrangeiros (no Ferroviário da Beira os americanos Jawan Davis e Efe Odigie, sendo que o de Maputo aguarda ainda pela integração de Alvaro Manso).

Invicto na prova, o Ferroviário da Beira procura mais uma vitória para assegurar o primeiro lugar na fase regular e, nos cruzamentos dos quartos-de-final na sexta-feira, jogar diante de um adversário acessível (8º classificado).

Os vice-campeões nacionais estrearam-se na prova com uma vitória diante da A Politécnica, por 73-48, e depois “aplicaram chapa 100” ao Instituto Superior Politécnico de Tete (116-42). Depois do descanso, a 22 de Agosto, derrotaram o seu homónimo de Nampula por 87-69. Já na quarta jornada, estiveram melhores que o Costa do Sol a quem venceram por 92-50. Na quarta-feira, nova vitória desta feita frente ao Desportivo de Maputo por 98-54.

Já o Ferroviário de Maputo iniciou a defesa do título com uma vitória expressiva diante do Instituto Superior Politécnico de Tete, por 100-38.
Já na segunda jornada, a 21 de Agosto, a equipa de Milagre “Mila” Macome bateu o Costa do Sol por 15 pontos: 75-60, num jogo em que até entrou apático mas depois fez os ajustes e esteve melhor defensiva e ofensivamente.

Na terceira jornada, os campeões nacionais em título derrotaram o Desportivo de Maputo por 92-50. No passado sábado, em jogo da quarta ronda, o Ferroviário de Maputo perdeu diante da Universidade Pedagógica por 78-65.

Num jogo em que não contou no banco com o “coach” Milagre “Mila” Macome, o Ferroviário de Maputo venceu na quinta jornada a A Politécnica por 75-57.

 

 

 

O camaronês Eva Nga, avançado do Costa do Sol, já conta com 14 golos marcados na lista dos melhores marcadores do Moçambola 2019, estando a apenas seis golos de garantir o prémio de 100 mil meticais oferecidos pela Liga Moçambicana de Futebol e seus parceiros, para o melhor artilheiro da competição. O jogador de 26 anos de idade fez mais uma vítima, no domingo, nomeadamente diante da Liga Desportiva de Maputo, ao apontar o único golo que deu a vitória a equipa, mas também a liderança consolidada na tabela classificativa.

Fica cada vez mais evidente que o jogador, chegado esta temporada aos “canarinhos”, vai chegar à marca dos 20 golos, uma vez que faltam ainda por disputar 12 jogos até ao término do campeonato nacional, quando este conta com 14 golos.

Atrás de Eva Nga está um moçambicano, Maninho, que conta com sete golos apontados, depois de mais um marcado na segunda-feira diante do Desportivo Maputo, na vitória por 1-2. Maninho, que é um dos jogadores convocados para os Mambas, tem a particularidade de, para além de estar a metade dos golos do líder dos melhores marcadores, mais da metade dos seus golos foram apontados na marcação de grandes penalidades, tal como aconteceu no jogo diante dos “alvi-negros”.

Completa o topo dos melhores marcadores do Moçambola 2019 o zimbabwiano Djongwe, que actua no Textáfrica do Chimoio. Djonguwe tem sido o salvador dos “fabris” do planalto, ele que também marcou sete golos, a par de Maninho, mas com mais minutos disputados que o moçambicano. O último golo de Djongwe foi na jornada antepassada, na vitória caseira da sua equipa diante do Ferroviário da Beira, a tangente.

Facto mesmo é que no top 10 entra ainda um quarteto com seis golos apontados, nomeadamente Mutong, do Maxaquene, Lau King, da União Desportiva de Songo, Chawa, do Costa do Sol, e Hammed, do Desportivo Maputo. Deste quarteto, Chawa é o único que não marca já lá vão nove jornadas, desde que marcou na 9ª jornada, na derrota forasteira, diante da ENH de Vilankulo.

Completa o top 10 um trio com cinco golos, liderado por Jacob, do Incomáti de Xinavane, e que conta ainda com Flávio, do Desportivo Maputo, fechando o top o artilheiro do Chibuto, Heldinho.

Vale dizer que nesta competição já foram apontados 286 golos, em 141 jogos, o que dá uma média de 2.03 golos/jogo.

Para já, o Costa do Sol não só conta com o melhor marcador, como também é o melhor ataque, com 30 golos apontados, enquanto o Têxtil de Púnguè, que curiosamente é o lanterna vermelha, é o pior ataque, com apenas 10 golos marcados.

Quanto às defesas, o Ferroviário de Maputo consentiu poucos golos, 10, sendo por isso a melhor defesa, contrariado pelo Têxtil de Púnguè, que junta ao facto de ser pior ataque e lanterna vermelha, a pior defesa. Os “fabris” da Manga já sofreram 26 golos.

 

 

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