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O País – A verdade como notícia

Axinene arrivava, diz-se em Emakhwa: "os donos estão aqui". E lá (no ENZ) estavam os adeptos que, mais uma vez, marcaram presença em peso, para mostrar quem manda aqui. E como natural não treme, foram os daqui que entraram bem logo nos instantes iniciais num lance em que faltou sorte ao combinado nacional.

A pressão dos Mambas era alta e aos cinco minutos Moçambique chegou ao primeiro…por intermédio de Clésio.

Coincidência ou não, o certo é que o primeiro foi marcado do lado em que o Papa Francisco fez a histórica missa…foi uma bênção…
Os Mambas não esmoreceram e aos nove minutos, após bom trabalho de Ratifo, Clésio atrapalhou-se em frente a baliza.

Quatro minutos depois, numa jogada de mestre de Reinildo Moçambique poderia ter marcado, mas o guardião das Maurícias foi mais lesto.

Aos 25 minutos, os Ilhéus sofreram mais uma contrariedade com a lesão de um dos seus jogadores depois deste ter feito uma entrada faltosa sobre Reinildo…teve que ser substituído.

No minuto 34 minutos, os mauricianos chegaram a levar a bola a trave, mas já havia indicação de fora de jogo.

Moçambique não se conformou e a um minuto do tempo regulamentar, Clésio tentou a sorte de longe, mas a bola esbarrou num adversário e saiu ao lado da baliza dos mauricianos.

Os mauricianos tentaram dar réplica, mas o 1-0, a favor de Moçambique foi se ao intervalo. Na segunda parte, quis responder as Maurícias e Franque com os punhos sacudiu a pressão. Aos 59 minutos, livre intenso cobrado por Witi, mas o guardião das Maurícias negou o golo a Moçambique.

No minuto 65, Reinildo foi muito maldoso, ao passar por tudo e por todos, mas mais uma vez, o guardião das Maurícias foi superior. Pressionava o combinado nacional que aos 74 minutos, beneficiou de uma grande penalidade, quando houve uma mão a bola na grande área.

 

GENY CATAMO: UM DIAMANTE POR LAPIDAR

Mais velho qual quê, foi chamado o mais novo, a promessa: Geny Catamo, jogador do Sporting sub 20 que cobrou o castigo máximo com mestria e colocou o Estádio Nacional do Zimpeto em ebulição, 2-0.

Minutos depois, Moçambique poderia ter marcado, mas após excelente trabalho de Witi, Ratifo não acreditou no brinde e cabeceou para fora.

Os Mambas foram comandando o rumo dos acontecimentos e com o 2-0 terminou a partida. Com este resultado, Moçambique passa a fase de grupos de qualificação ao Mundial Qatar 2022 com o agregado de 3-0, no conjunto das duas mãos.

 

 

 

O Ferroviário de Maputo e Costa do Sol defrontam-se, esta terça-feira, às 18h00, no pavilhão do Maxaquene, no jogo 3 dos “play-offs” da final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal. Em vantagem de 2-0 na série dos “play-offs” da final, a melhor de cinco, o Ferroviário de Maputo parte para o jogo 3 para vencer e revalidar o título de campeão nacional de basquetebol sénior masculino.

Aliás, os campeões não querem dar confiança ao seu adversário que não só condicionou o Ferroviário da Beira como também o afastou da corrida ao título. É por isso que, na noite de terça-feira, irão abordar o jogo com elevados índices de concentração.  

Entrar com tudo para condicionar os campeões nacionais e forçar a disputa do jogo 4, na quinta-feira, é o grande objectivo do Costa do Sol.
Os “canarinhos” pretendem evitar o 3-0 nesta série, pelo que é o jogo de tudo ou nada.

 

 

Depois da vitória nas Maurícias, por uma bola sem resposta, em partida da primeira mão, chegou a hora de confirmar a vantagem a eliminatória e desmentir os críticos, vencendo mais uma vez e garantir a passagem a fase de grupos de qualificação ao mundial de 2022, no Qatar.

"Que venham… Estamos prontos para os receber…", é parte da letra da música mais ouvida do professor Yana, cantada em 1981 quando os sul-africanos do Apartheid tentaram invadir o nosso país através da província de Maputo. É uma letra de guerra que ameaça o adversário, mas também para mostrar ao adversário que estamos prontos e somente a espera.

Professor Yana dizia, na sua canção que "Estamos prontos para receber/ Com um sandes de marreta/ Um copo de creolina/ Um pudim de betão/ Com rebuçados de pregos/ Um bolo de granadas/ E para fazer digestão/ Um coro de armas/ Viradas para eles… Que venham…", mas no caso dos Mambas há uma nova letra: "Estamos prontos para os receber/ Com defesa robusta/ Um meio campo temível/ Um ataque demolidor/ Um banco de luxo/ E uma equipa técnica experiente… Que venham…"

Uma letra que deve servir para os mauricianos entrarem em campo já temendo o seu adversário, os Mambas, levando na consciência que é a mesma selecção que os venceu em seu próprio território, e que busca uma nova vitória e passagem à fase de grupos de apuramento ao mundial do Qatar, em 2022.

 

JOGADORES PRONTOS E CONFIANTES

No treino desta segunda-feira, o último antes do jogo, a equipa técnica priorizou muito os lances de bola parada, afinal os Mambas podem aproveitar muitos desses lances para criar sempre perigo ao reduto do adversário, mas também a velocidade dos seus jogadores, principalmente os laterais, com precisão de cruzamentos para um bom aproveitamento dos avançados. Depois as grandes penalidades, afinal, nunca se sabe se teremos a oportunidade de ter uma ou duas grandes penalidades. E numa eliminatória a eliminar é sempre bom saber com quem contar para a marcação das grandes penalidades, em caso de empate.

Ainda assim, os jogadores se mostraram, confiantes num bom resultado, afinal, segundo eles, já assimilam o sistema táctico trazido pelo novo seleccionador, que procura incuti-los a necessidade de entrega, competência e concentração.

Reginaldo assume que o balneário está bom e preparado, tanto mais que "sendo Reginaldo ou outro jogador, quando chamado vem aos Mambas para dar o seu máximo e garantir uma vitória".

E Kambala acrescenta que é preciso haver concentração nos momentos cruciais, o que faltou nos últimos jogos dos Mambas, onde a equipa vem sofrendo golos para lá dos 90 minutos. O internacional moçambicano diz que "precisamos estar concentrados e saber gerir o resultado, ainda que seja magro, de um a zero, caso não seja possível marcar mais golos", por forma a atingir o objectivo, que passa por vencer e passar a eliminatória.

Reginaldo e Kambala esperam que os moçambicanos continuem acreditando na selecção nacional e garantem de tudo fazer para dar alegria aos que estiverem no Estádio Nacional do Zimpeto e nos vários cantos do país.

 

LUÍS GONÇALVES NÃO ASSEGURA VITÓRIA, MAS LUTAR PELA QUALIFICAÇÃO

O seleccionador nacional, Luís Gonçalves reconhece que o adversário virá forte, mas diz confiar nos jogadores disponíveis. Não garante a vitória, mas assume o desejo de lutar pela qualificação e diz que os jogadores tem consciência do jogo que vão fazer esta tarde.

"Não asseguro que vamos vencer, mas posso garantir que os jogadores estão motivados a lutar pela qualificação", disse Gonçalves que diz conhecer o potencial dos jogadores: "Posso assegurar que estes jogadores são profissionais e dão sempre de si por um bom resultado em todos jogos. Nem sempre conseguem o objectivo de vencer, mas sempre lutaram por um bom resultado e é isso que farão no jogo de amanhã (hoje)", afinal o actual seleccionador nacional já trabalhou com grosso dos jogadores que fazem parte do combinado nacional, quando ainda adjunto de Abel Xavier.

Mas há algo interessante nesta equipa: o seleccionador nacional não promete mudanças no onze que venceu nas Maurícias, não somente porque "em equipa que ganha não se mexe", mas acima de tudo porque durante os trabalhos de preparação para o jogo de hoje foi ensaiando quase o mesmo onze, mudando por vezes Reinildo e Edmilson, e por vezes Kito e Geny Catamo. Ratifo, Kamo Kamo e Luís Miquissone são outros jogadores que foram sendo experimentados na provável equipa principal que vai entrar de início.

Os bilhetes para este jogo estão disponíveis ao preço único de 100 meticais e espera-se por muito público, para o jogo que inicia às 16H00.

 

Equipa de arbitragem vem do Uganda

A equipa de arbitragem para o jogo desta tarde é proveniente do Uganda e é composto por Brian Nsubuga Miro, como árbitro principal, auxiliado pelos compatriotas Dick Okello, Ronald Katenya e Chelanget Ali Sabila, este último como quarto árbitro. O emissário da CAF é da Somália e chama-se Amir Abdi Hassan enquanto o delegado do jogo é do Níger e é Attama Ibrahim Boureima.

 

Está decidido. O Ferroviário da Beira conquistou o terceiro lugar da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal 2019, após vencer A Politécnica 84-104, no jogo dois dos play-offs a melhor de três. 

As duas equipas pareciam ter abdicado de defender, e não conseguiam travar os ataques adversários, num 1º quarto em que os académicos prescindiram da sua referência na zona 4-5 Lote Tonela. 25 – 29 Adiantavam-se os locomotivas.

Com uma defesa zona mais arrojada, e com jogo exterior mais acertado, os académicos pareciam ter feito o TPC, e questionavam ainda mais as aulas de Nazir Salé, e terminaram a primeira parte na frente por 51-47.

Mesmo com Jawan Davis condicionado por ter quatro faltas, o ferroviário entrou melhor para o 3º quarto, com processos defensivos e ofensivos mais acertados, alias, com um Ismael Turmamade mais turbinado, o que permitiu recuperar a liderança 69-79.

No derradeiro quarto, Klaus e Yuran estavam condicionados com quatro faltas cada um. Yuran foi desclassificado sem conseguir materializar o objectivo de mudar o rumo do jogo, que permaneceu à favor do Ferroviário da Beira. 84-104.

Nazir Salé conquista o prêmio de consolação, o 3º lugar, depois de ter falhado o objectivo principal que era de disputar a final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

 

O vice-campeão nacional, Ferroviário da Beira, está na frente do play-off a melhor de três jogos, para atribuição do 3º lugar, depois de vencer a A Politécnica por (75-48).

Isto não é como começa e sim como termina. Depois de ter sido surpreendido pelo Costa do sol nas meias-finais, a equipa de Nazir Salé entrou apática no 1º jogo dos play-off de atribuição do 3º lugar, mas conseguiu repor-se e vencer o primeiro quarto: 20-14.

Apostando numa defesa zona 2-3, os académicos não conseguiram travar a circulação de bola e muito menos as penetrações do Ferroviário da Beira, que culminaram em afundanços, 40-26 vencia a equipa de Nazir Salé.

Nesta jogada, Ismael Turmamade fez um passe para trás com ajuda da tabela, e o afundanço foi como engolir uma papa: simples. O 3º quarto foi de brilharetes e de poste para poste, Helton Ubisse faz um afundanço, 64-34 mantinha-se na frente o Ferroviário da Beira.

No último quarto, José Macuácua preferiu rodar a equipa a pensar no segundo jogo, e o ferroviário da Beira, não perdoou, pôs-se na frente, 1-0, nos play-offs de atribuição do terceiro lugar por 75-48.

Neste domingo, Nazir Salé e José Macuácua voltam a colocar as habilidades e as pedras na quadra do pavilhão do Maxaquene para confirmar o 3º lugar para os beirenses ou arrastar tudo e todos para o jogo três.
 

Ferroviário de Maputo venceu, este sábado, o Costa do Sol por 93-76 no jogo 1 dos “play-offs” da final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.
Os campeões nacionais controlaram o primeiro quarto, etapa na qual venceram pelo parcial de 32-17.
 No segundo quarto, o Costa do Sol reagiu, ajustando defensivamente e procurando maior clarividência ofensiva. Ainda assim, o Ferroviário de Maputo vencia ao intervalo por dez pontos: 50-40.
Com uma defesa à zona 2-3, no terceiro quarto, e clarividência ofensiva, o Costa do Sol abordou muito bem o jogo, mas os “locomotivas” da capital saíram desta etapa a vencer por 71-63.
O quarto quarto foi controlado pelo Ferroviário de Maputo que foi alargando a sua vantagem, vencendo o jogo por 93-76.
Com 26 pontos em 37:23 minutos na quadra, Álvaro Manso foi o melhor cestinha do Ferroviário de Maputo, tendo sido secundado por Pio “Lingras” Matos com 19 pontos.
No Costa do Sol, Augusto “Gordo” Matos esteve em destaque com 25 pontos em 34:17 minutos em campo.
O jogo 2 dos play-offs da final está agendado para este domingo, às 18h00, no pavilhão do Maxaquene.

 

 

Não é só do passado que vive o homem, mas mais dos presentes, perspectivando o seu futuro. É nesse futuro que estão vidadas as atenções dos Mambas, que sonham chegar pela primeira vez a uma fase final de um mundial, mas sabendo que devem passar pela fase de grupos.

Mas para tal deverão deixar pelo caminho a selecção das Maurícias, a quem venceram na passada quarta-feira, por uma bola sem resposta, com golo de Telinho, no início da partida. Os jogadores, equipa técnica e todo staff que esteve nas Maurícias, regressou na noite de hoje a Maputo, a pensar na preparação para o jogo da segunda mão, terça-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto.

Na antevisão a esta eliminatória, Luís Gonçalves lamentou o facto de não ter muito espaço para trabalhar com os jogadores, a começar pelo jogo da primeira mão, em que somente teve um treino, que também serviu de recuperação física e de adaptação ao relvado do campo do jogo.

Já para esta segunda mão volta a não ter o relvado do Estádio Nacional do Zimpeto disponível desde o início, uma vez que esta manhã acolhe a missa dirigida pelo Papa Francisco, de visita ao nosso país. O local só estará disponível no domingo, sendo que os Mambas só vão treinar no Zimpeto na tarde de domingo e na manhã de segunda-feira, uma vez que na tarde de segunda-feira o espaço será usado pelas Maurícias para reconhecimento do piso.

Assim, enquanto o Estádio Nacional do Zimpeto não fica disponível, Luís Gonçalves terá que encontrar outro lugar para preparar a equipa, juntamente com a direcção da Federação Moçambicana de Futebol, pelo menos para os treinos desta tarde e de amanhã, sábado.

 

 

Mexer

O grupo estava ciente das dificuldades que iriamos encontrar no jogo, tendo em conta que todo mundo estava a sofrer pelos maus resultados. Esta vitória vai servir de motivação para o grupo continuar a trabalhar. Foi apenas uma vitória e falta a segunda parte que devemos dar o nosso máximo para podermos ganhar, assim como demos hoje (quarta-feira). A equipa está de parabéns pelo sacrifício que fez, tendo em conta que não chegamos a treinar.

 

Clésio

Não foi um jogo fácil, foi difícil. Estávamos cientes daquilo que devíamos fazer dentro do campo e só posso dizer parabéns ao grupo pela vitória. Mas nada está ganho porque ainda temos um jogo em casa e teremos que entrar ainda mais fortes. Esta vitória foi dedicada aos moçambicanos que andavam tristes connosco e pedir para que continuem acreditando que daqui para frente vamos sempre fazer o melhor para dar alegria aos moçambicanos.

 

Zainadine

Tínhamos consciência de que serias um jogo difícil e que precisávamos entrar concentrados que é para poder ganhar o jogo. Fizemos o golo muito cedo, jogamos bem na primeira parte e estamos cientes de que o jogo da segunda mão será ainda mais difícil principalmente porque as Maurícias tem uma boa equipa e respeitamos a eles. Teremos que entrar mais concentrados na segunda mão e sabemos que não será fácil. Apelo que todos nos apoiem que nós prometemos fazer o nosso máximo.

 

Telinho

O lance do golo só posso dizer que aquilo treina-se todos os dias e tenho que agradecer aos colegas porque não estava só. Meu colega fez um bom movimento para ter que tirar um adversário e veio aquela confiança de que se chutasse daquela forma estaria dentro das redes. Quando marquei senti uma grande emoção porque não fácil marcar pela selecção nacional e espero continuarmos a trabalhar para alcançar bons resultados. E que os moçambicanos continuem nos apoiando.

 

Luís Gonçalves

Foi um jogo difícil diante de uma selecção que tem valores individuais e colectivamente também tem seu valor. Os jogadores estiveram concentrados desde o primeiro momento, começamos bem, marcamos e depois soubemos controlar o jogo e soubemos sofrer. Os jogadores foram muito competentes e solidários dentro do campo e acima de tudo conseguimos cumprir o nosso plano. Cumprimos o objectivo de vencer, sem esquecer que esta é a primeira parte do jogo e para a segunda mão vamos ter mais tempo para preparar e vamos querer vencer o jogo perante o nosso povo.

 

                            

 

 

A FIFA revelou esta quinta-feira os 55 nomeados ao melhor onze do ano, onde estão os nomes de três portugueses: Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva e João Cancelo.

Foram mais de 23 mil futebolistas a votar para uma lista final que contém cinco guarda-redes, 20 defesas, 15 médios e 15 avançados.

Os onze mais votados serão divulgados na gala da FIFA do próximo dia 23 de setembro, que se realizará em Milão.

 

O mesmo apelido, o mesmo sangue, o mesmo objectivo: conquistar o título de campeão nacional. Matos, apelido destes craques machuabos, há muito foi escrito na história do basquetebol moçambicano com jogadas de grande execução.

E, no play-off da final, Amarildo Matos e Augusto Matos, no Costa do Sol, e Pio Matos, no Ferroviário de Maputo, não serão claramente de modas e vão se bater para açambarcar o título.

Aos 38 anos, o extremo Amarildo Matos vai disputar a última final da sua longa e brilhante carreira, pelo que há toda uma vontade de sair em grande.

Matos, o mais velho do clã de basquetebolistas, tem transmitido toda sua experiência nesta competição, mostrando que, mesmo à porta dos 40 anos, ainda pensa e executa muito bem as jogadas.

É, e isso não se compra, resultado de muito basquetebol. Primeiro, no Desportivo de Maputo, onde brilhou durante alguns anos. Depois, mais de 13 anos nos Estados Unidos da América, representou a universidade de Alone, em Califórnia, e Tcheiney, em Pensilvânia. Amarildo Matos foi campeão nacional pelo Desportivo de Maputo em 2002.

Ainda no Costa do Sol, evolui Augusto “Gordo” Matos, jogador que foi preponderante no jogo 2 com 18 pontos. Gordo, que se tem evidenciado nos tiros curtos e um para um, está a mostrar que tem muito valor.

Aliás, na última temporada, deixou boas impressões quando representou o Terceira Basket de Portugal. Recuando alguns anos, precisamente a 2015, havemos de encontrar um muito forte que ajudou o Desportivo de Maputo de Bernardo “coach B” Matsimbe a conquistar a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal após derrotar o Ferroviário de Maputo na final.

Brilhou nos Jogos Africanos Maputo 2011, quando a selecção nacional ocupou o prestigioso segundo lugar. Atravessou o atlântico, aterrou em Portugal onde deu cartas no Barcelos, clube no qual  foi eleito várias vezes melhor jogador em campo.

No  Ferroviário de Maputo, irá desfilar Pio Matos, jogador mais valioso  (MVP) e marcador da Liga Moçambicana de Basquetebol de 2015.

Pio Matos, base rapidíssimo e com fortes penetrações, tiros curtos e abertos, procura o seu terceiro anel depois dos títulos de 2015, no Desportivo de Maputo, e 2018, no Ferroviário de Maputo.

À semelhança do seu gémeo, Augusto, Pio foi selecionado por Belmiro Simango nos Jogos Escolares de Inhambane, em 2003.

 

Como tudo começou?

Estava escrito que eles iam brilhar. E que um dia, um dia mesmo, jogariam juntos na selecção nacional de basquetebol. Tal como acontecera no futebol, quando os irmãos Conde (Chiquinho, Geraldo e Elcídio) evoluíram no CAN-1986, no Egipto.

O sonho concretizou-se em 2011, no Afrobasket de Madagáscar, e depois no mesmo ano nos Jogos Africanos de Maputo.

Foi uma espécie de reencontro, porquanto Amarildo Matos ficou 10 anos (2001 a 2011) sem representar a selecção nacional, sendo que a sua última participação foi em 2001, no Marrocos, antes mesmo de rumar aos EUA.

Reza a história que Amarildo Matos fez a sua estreia na selecção principal com apenas 16 anos, disputando o Afrobasket de Marrocos.

Já os seus irmãos Augusto “Gordo” Matos e Pio “Lingras” Matos representaram, pela primeira vez, uma selecção nacional em 2005, nos Jogos da CPLP, em Angola.

Aliás, estes têm a particularidade de terem sido os primeiros atletas nacionais a saírem de uma selecção provincial para a nacional.

Facto curioso é que, depois dos Jogos da CPLP, Augusto e Pio Matos regressaram a Quelimane para prosseguirem com os estudos, mas esta intenção mudou. Os craques tiveram que vir a Maputo para dar continuidade aos seus estudos, tendo na altura ficado hospedados na casa de Mário da Conceição, na atura coach do Desportivo de Maputo. Mas treinaram, durante duas semanas, no rival e vizinho Maxaquene de Belmiro Simango, “coach” que os convocara para a selecção sub-16.

David Canivete, hoje no Ferroviário de Maputo, foi a pessoa que acolheu Pio e Augusto Matos na selecção nacional sub-16, em 2006. Foi a partir daí que os irmãos Matos desenvolveram amizade com Canivete e um dia, ao assistirem um jogo do extremo, ficaram solidários com o mesmo dado o resultado desfavorável ao Desportivo de Maputo.

Decidiram, então, representar o Desportivo de Maputo clube com o qual viriam a sagar-se campeões da cidade.

 

Depois do cancelamento do jogo amigável que iria opor a África do Sul e a Zâmbia, sábado, devido a ataques xenófobos em algumas cidades da África do Sul, a Federação Sul-africana de Futebol veio confirmar que convidou o Madagáscar para o referido amigável.

Os ataques xenófobos que estão a assolar Gauteng nos últimos dias pressionaram a Associação de Futebol da Zâmbia (FAZ) a reconsiderar o jogo entre Chipolopolo e Bafana Bafana, no Estádio Heroes no sábado, a 7 de Setembro corrente.

E porque os jogadores “estrangeiros” da selecção dos Bafana Bafana já estão no estágio em Joanesburgo, sob o comando do novo técnico, Molefi Ntseki, a Confederação Sul-africana de Futebol optou por convidar outra selecção da região, no caso concreto, o Madagáscar, mesmo para não deixar a data-FIFA passar em branco, quando já tem todo o colectivo de jogadores pronto para o jogo.

 

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