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O País – A verdade como notícia

Depois dos jogos das selecções nacionais, que encerraram a qualificação para o Mundial 2026, os jogadores regressaram aos seus clubes e, neste fim-de-semana, dois moçambicanos estiveram com pé quente ao marcarem golos que garantiram vitórias para os seus clubes. Trata-se de Witi Quembo, pelo Nacional da Madeira, e Pepo, pelo Caldas, ambos a actuarem em Portugal.

Fim-de-semana da Taça em Portugal, com os principais candidatos na eliminatória a fazerem jus à condição e conseguirem lugar na quarta ronda da competição. São os casos de Nacional da Madeira, Sporting de Portugal e Caldas, equipas onde actuam três moçambicanos.

O Nacional da Madeira foi a primeira equipa a garantir a passagem no duelo com o Rebordelo da quarta divisão, ao vencer por claros 3-1, fora de portas, com o internacional moçambicano Witi Quembo a dar gosto ao pé, marcando um dos golos da sua equipa.

Assim, na quarta ronda, a equipa da Madeira terá pela frente, em sua casa, o Sporting de Braga, num duelo entre equipas da primeira divisão, que promete muitas emoções e um prognóstico reservado.

As duas equipas já se defrontaram na presente temporada, na “pedreira”, com a turma de Witi a derrotar os bracarenses por uma bola sem resposta.

Quem também esteve de pé quente é Pepo. O internacional moçambicano deu a vitória ao Caldas ao apontar o único golo da partida, aos 62 minutos, para tirar do caminho o Mirandela, equipa que milita no Campeonato de Portugal.

O Caldas vai defrontar, na quarta ronda da Taça de Portugal, o Tondela.

Já o Sporting de Portugal, onde milita Geny Catamo, teve de suar as estopinhas para superar o Paços de Ferreira na eliminatória, com vitória sofrida por 3-2, alcançada já no fim do jogo.

O internacional moçambicano, que havia marcado pelos Mambas frente à Somália,  entrou a substituir e contribuiu para a vitória, ao fazer assistência que garantiu o terceiro golo, apontado pelo jogador do Paços, quando tentava um passe para o seu colega Ivan Frasneda.

Uma vitória sofrida que garante a quarta ronda onde o adversário é mais acessível que o anterior, já que vai defrontar o Marinhense, equipa que disputa a quarta divisão de Portugal.

A quarta ronda da Taça de Portugal será disputada entre sábado e domingo, nos dias 22 e 23 de Novembro próximo. O Nacional volta a jogar na “pedreira”, terreno do Braga, tal como o Caldas que joga fora de portas, em Tondela. Já o Sporting vai receber o seu adversário em casa.

 

Ratifo, Mexer e Gildo titulares

Outros moçambicanos que actuam fora de portas e que estiveram ao serviço dos Mambas na dupla jornada tiveram exibições diferentes e resultados também diferentes.

Stanley Ratifo, Mexer Sitoe e Gildo Lourenço foram titulares nos seus clubes, ainda que tenham tido sortes diferentes. Ratifo não marcou e não evitou a derrota da sua equipa, o Chemie Leipzig, diante do Lokomotive por 2-0.

Já Mexer Sitoe, que nesta jornada dupla de qualificação para o Mundial ostentou a braçadeira de capitão dos Mambas, foi titular e ajudou a sua equipa, o Keçiroengucu, a não perder diante do Sivasspor, garantindo o nulo.

Por seu turno, Gildo Lourenço também não evitou a derrota do Tadamon Sour diante Al- Abbasiyh por 1-3, saindo derrotado do encontro.

Alfonso Amade e Ricardo Guimas, este último ausente devido ao nascimento do seu filho, foram jogadores utilizados nas suas equipas e tiveram sortes diferentes. Amade ajudou o Dunfermline FC a vencer o Raith por 2-0, enquanto Guimas não foi a tempo de evitar a derrota da sua equipa, o Zita FK, diante Sabah por 3-0.

Bruno Langa não saiu do banco na vitória do Pafos ante o Althnikos (2-0), tal como Faisal Bangal, no empate do AC Mestre diante do  Bassomo.

Dialo Calila esteve ausente, por opção técnica, na vitória da sua equipa, Santa Clara, diante do Espinho por 4-2, na marcação das grandes penalidades, depois do nulo no tempo regulamentar, em partida da Taça de Portugal. Poderá ser opção frente a Comércio e Indústria, da quarta divisão portuguesa, na quarta ronda.

Reinildo Mandava cumpriu o último jogo de suspensão depois do vermelho que viu há um mês e por isso viu o Sunderland derrotar o Wolverhampton por 2-0, estando na bancada.

A Associação Black Bulls venceu, no sábado, no Complexo Desportivo de Tchumene, a formação do River United da Nigéria por uma bola sem resposta, em jogo da segunda eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos. 

Num jogo em que o campeão moçambicano entrou apático, os nigerianos assumiram as despesas da partida quase em toda a primeira parte, criando inúmeras oportunidades de golo, tendo valido a atenção do guarda-redes internacional moçambicano, Ernani Siluane. 

Apesar dessa entrada fulgurante do River United, os “touros” conseguiram evitar que fossem ao intervalo a perder. Na segunda parte, o representante moçambicano voltou transfigurado, mais balanceado ao ataque, fruto de algumas mexidas feitas pelo técnico português, Hélder Duarte. 

Sem ser meros espectadores, os nigerianos estremeceram, em algumas ocasiões, a baliza de Ernani Siluane, que respondeu à altura das investidas. Lançado na segunda parte, Moktar Diallo resolveu a equação do jogo com o seu golo, respondendo a uma assistência de Stephen. 

Com este resultado, a Black Bulls parte para o jogo da segunda “mão” em vantagem na eliminatória, partida agendada para dia 25 deste mês em solo nigeriano. 

O representante moçambicano precisa apenas de um empate com ou sem golos para garantir o apuramento para a segunda fase na prova. 

A seleção nacional de hóquei patins viaja neste domingo para Angola, onde vai participar do Campeonato Africano da modalidade. O seleccionador Nacional diz que o grupo parte com o objectivo de se qualificar para o mundial, mas sabe que não será tarefa fácil.

Apesar da falta de competições internas, a seleção nacional ambiciona voltar a disputar o mundial, mas para tal terá de passar no teste em Angola, durante o campeonato africano de Hóquei que arranca na segunda-feira em Angola.

O técnico moçambicano reconhece ter preparado com dificuldades os atletas, que vão lutar em duas frentes, no escalão de Sub19 e seniores.

Os jogadores que esta sexta-feira treinaram no chão do pavilhão do Grupo Desportivo de Maputo têm saudades de voltar ao contexto mundial, onde já vigoraram na lista de quatro melhores do mundo.

 

O presidente da Federação Moçambicana de Futebol Faizal Sidat distribuiu esta sexta-feira 1200 bolas que serão dadas pelos distritos da Zambézia. A iniciativa visa massificar o futebol no escalão de formação. 

A iniciativa de distribuição de bolas visa massificar a modalidade. Zambézia tem muito talento e que por falta de materiais para a prática de futebol, fica à deriva. 

No passado, a Federação Moçambicana de futebol, por via do respectivo presidente havia promessas de colocar relvado sintético no campo negripires de Mocuba onde o Matchedje local utiliza para as suas partidas.

A entrega das 1200 bolas ocorreu no campo do ferroviário de Quelimane e contou com a presença de desportistas e governo. 

O Ferroviário de Maputo entra em cena no domingo, também na Arena Lalgy, onde decidiu usar como seu Quartel General para esta eliminatória.

Depois de não ter tido sucesso no Estádio Nacional do Zimpeto na eliminatória passada diante do Fanalamanga da Madagáscar, onde empatou a um golo, os “locomotivas” foram felizes na Arena Lalgy, que foi a casa emprestada dos malgaxes, ao vencer por duas bolas a uma e garantir passagem à última eliminatória de acesso à fase de grupos da Taça CAF, também conhecida como Taça Nelson Mandela.

Para esta partida, e tal como a Black Bulls, o Ferroviário de Maputo fez, neste mês de Outubro, apenas um jogo oficial, no empate a dois golos diante da Associação Desportiva de Vilankulo, em casa. Com muitos empates nas últimas 10 partidas, onde terminou igualado com o adversário em sete jogos, vencendo duas e perdendo uma, a turma moçambicana tem sido inconstante no relvado, sempre a deixar os seus adeptos com os nervos à flor da pele, tal como aconteceu nos últimos três jogos.

Desta vez, terá de se aplicar para alcançar um resultado tranquilizador, não só para os seus adeptos, mas para uma segunda mão tranquila. Aliás, o resultado negativo alcançado no sábado passado, num particular com o Tabankulo Celtics FC de Eswatini, é o reflexo do que tem sido a equipa, algo que é preciso mudar, caso queira chegar mais longe na competição africana.

Neste domingo, diante do AS Otohô do Congo, os “locomotivas” terão de puxar dos galões para imitarem o feito da Black Bulls, que no ano passado afastou esta equipa da fase de grupos da Taça CAF, com vitória fora de portas.

A equipa congolesa, talhada nestas andanças, ainda não fez nenhum jogo pelo campeonato, que ainda não iniciou, mas mostrou ser uma grande equipa ao afastar o 1º de Agosto de Angola na eliminatória passada.

Seis vezes campeão do Congo e uma vez vencedor da Taça daquele país, conquistado na época passada, o AS Otohô quer-se vingar do afastamento da fase de grupos na época passada pela Black Bulls e chegar mais longe nesta edição.

O jogo acontece no domingo, a partir das 15h00, no campo da Black Bulls, em Tchumene.

Os representantes moçambicanos nas competições africanas, nomeadamente Black Bulls, na Liga dos Campeões, e Ferroviário de Maputo, na Taça CAF, disputam a primeira mão da última eliminatória de acesso à fase de grupos, iniciando em casa, diante dos adversários da República do Congo e da Nigéria, respectivamente.

A Associação Black Bulls, campeã nacional, é a primeira a entrar em acção nas Afrotaças, neste fim-de-semana, quando defrontar, no sábado, o Rivers United da Nigéria, em partida da primeira mão de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões africanos.

Os “touros”, que não realizam nenhum jogo oficial desde 5 de Outubro, data em que receberam e derrotaram o Desportivo da Matola para o Moçambola, aproveitaram o período da paragem das provas para aprimorarem ainda mais os aspectos técnicos-tácticos que precisavam de ser limados para a eliminatória com os nigerianos.

Ainda que com poucos anos de profissionalismo, a Black Bulls começa a talhar-se nestas competições africanas, estando a disputar a sua terceira participação, sendo a segunda na Liga dos Campeões e uma na Taça CAF.

Depois de terem feito história na época passada, em que chegaram à fase de grupos da Taça CAF, os “touros” apostam as suas fichas em ultrapassar o seu adversário para continuarem na trilha africana de clubes.

Recentemente, a Black Bulls perdeu uma das principais figuras do seu plantel, Nené, que se transferiu para Líbia, mas continua a manter a sua união e espírito guerreiro dentro do balneário.

Nas últimas partidas disputadas, os “touros” somaram cinco vitórias e dois empates, sendo que a última derrota data de 28 de Agosto, quando sofreu uma goleada de 4-0 na deslocação a Songo. As cinco vitórias foram conseguidas diante de equipas do Moçambola, enquanto os dois empates foram diante do AC Leopárds da República Democrática do Congo, na eliminatória passada da Liga dos Campeões, ambos sem abertura de contagem.

Nessa eliminatória, decidida na Arena Lalgy, em Tchumene, a Black Bulls conseguiu a passagem na marca das grandes penalidades, por 5-4, num jogo em que Ernan foi o herói dos “touros”.

RIVER UNITED COM NOVE ANOS DE EXISTÊNCIA

Para já, o seu adversário, o Rivers United da Nigéria, é uma equipa com pouco histórico no futebol do seu país, até porque só tem nove anos de existência, conquistando apenas um título de campeão, em 2021/22, para além do terceiro lugar na época 2022/23, que faz com que dispute a prova continental nesta época.

Ao nível africano, onde começou a disputar provas em 2017, tem apenas uma campanha digna de realce, na época passada, onde chegou aos quartos-de-final da Taça CAF.

No campeonato nigeriano, o Rivers United ocupa a quarta posição com 12 pontos em sete jogos disputados, menos um em relação às restantes equipas, e a três pontos da liderança. 

Enquanto a Black Bulls estava parada, o Rivers United esteve em actividade, tendo disputado três jogos neste mês de Outubro, onde somou os três resultados possíveis num jogo de futebol, nomeadamente uma vitória, um empate e uma derrota, na sua última partida.

Black Bulls e Rivers United da Nigéria é jogo que terá lugar no sábado, na Arena Lalgy, a partir das 15h00, e a equipa moçambicana é obrigada a fazer um bom resultado para poder fazer uma deslocação segura à Nigéria, para o jogo da segunda mão.

Os representantes moçambicanos nas competições africanas, nomeadamente Black Bulls, na Liga dos Campeões, e Ferroviário de Maputo, na Taça CAF, disputam a primeira mão da última eliminatória de acesso à fase de grupos, iniciando em casa, diante dos adversários da República do Congo e da Nigéria. respectivamente.

A Associação Black Bulls, campeã nacional, é a primeira a entrar em acção nas afrotaças, este fim-de-semana, quando sábado defrontar o Rivers United da Nigéria, em partida da primeira mão de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões africanos.

Os “touros”, que não realizam nenhum jogo oficial desde 5 de Outubro, data em que receberam e derrotaram o Desportivo da Matola para o Moçambola, aproveitaram o período da paragem das provas para aprimorarem ainda mais os aspectos técnicos-tácticos que precisavam ser limados para a eliminatória com os nigerianos.

Ainda que com poucos anos de profissionalismo, a Black Bulls começa a talhar-se nestas competições africanas, estando a disputar a sua terceira participação, sendo a segunda na Liga dos Campeões e uma na Taça CAF.

Depois de terem feito história na época passada, em que chegaram à fase de grupos da Taça CAF, os “touros” apostam suas fichas em ultrapassar o seu adversário para continuarem na trilha africana de clubes.

Recentemente a Black Bulls perdeu uma das principais figuras do seu plantel, Nené, que se transferiu para Líbia, mas continua a manter a sua união e espírito guerreiro dentro do balneário.

Nas últimas partidas disputadas, os “touros” somaram cinco vitórias e dois empates, sendo que a última derrota data de 28 de Agosto, quando sofreu uma goleada de 4-0 na deslocação a Songo. As cinco vitórias foram conseguidas diante de equipas do Moçambola, enquanto os dois empates foram diante do AC Leopárds da República Democrática do Congo, na eliminatória passada da Liga dos Campeões, ambos sem abertura de contagem.

Nessa eliminatória, decidida na Arena Lalgy, em Tchumene, a Black Bulls conseguiu a passagem na marca das grandes penalidades, por 5-4, num jogo em que Ernan foi o herói dos “touros”.

Costa do Marfim, Senegal e África do Sul garantiram as últimas três de nove vagas directas na qualificação africana para o Mundial-2026 de futebol, enquanto Gabão, RD Congo, Camarões e Nigéria avançaram para o play-off.

Na conclusão da 10.ª e última jornada de apuramento ao Campeonato do Mundo de futebol, pela zona africana, costa-marfinenses, senegaleses e sul-africanos juntaram-se aos anteriormente apurados Marrocos, Tunísia, Egito, Argélia, Gana e Cabo Verde, em estreia, nos vencedores dos nove grupos com entrada na fase final, à qual poderá aceder mais um representante africano através da repescagem intercontinental.

A Costa do Marfim, campeã africana em título, confirmou a primeira posição do grupo F com um triunfo na recepção ao Quénia, por 3-0, selado por Franck Kessié, Yan Diomande e Amad Diallo, regressando ao Mundial 12 anos depois. Os “Elefantes” já estiveram na prova mundial em 2006, 2010 e 2014.

Ghislain Konan, do Gil Vicente, foi titular pelos “Elefantes”, que totalizaram 26 pontos e conservaram os três de avanço para o Gabão, vitorioso em casa face ao Burundi por 2-0, num pódio encerrado pela Gâmbia, com 13, ao golear nas Maurícias as Seychelles por 7-0.

O Senegal também obteve a quarta qualificação para Mundiais, e terceira seguida, após presenças em 2002, 2018 e 2022, tendo beneficiado dos tentos de Sadio Mané (45+1 e 48 minutos), Iliman Ndiaye (64) e do recém-entrado Habib Diallo (85) na recepção à Mauritânia para vencer por 4-0.

Os “Leões de Teranga” fizeram 24 pontos no grupo B, dois acima da RD Congo, que se impôs em casa ao Sudão, terceiro, com 13, e só ficou atrás do Gabão, mas à frente dos Camarões e da Nigéria, no ranking dos segundos classificados da qualificação africana.

Já no Grupo C, a África do Sul consumou o regresso às fases finais do Mundial de futebol 16 anos depois com um triunfo caseiro perante o Ruanda por 3-0, ultrapassando o Benim, que tinha entrado em campo na liderança isolada, mas que foi goleado na Nigéria (4-0) e desceu ao terceiro lugar.

Thalente Mbatha (cinco minutos), Oswin Appollis (26) e Evidence Makgopa (72) deram a vitória aos “Bafana Bafana”, enquanto Victor Osimhen, com um ‘hat-trick’, e o suplente Frank Onyeka marcaram pelas “Super águias”, separadas dos beninenses graças no saldo de golos.

Apesar da recente derrota administrativa face ao Lesotho, devido à utilização irregular de um atleta, a África do Sul fechou no topo, com 18 pontos, um acima de Nigéria e Benim, para repetir as presenças de 1998, 2002 e 2010, quando foi o primeiro país africano a receber o Mundial.

No grupo G, a Argélia sofreu para bater em casa o Uganda por 2-1, com dois penáltis de Mohamed Amoura perto do fim a darem a reviravolta ao tento inaugural de Stephen Mukwala.

A Argélia contabilizou 25 pontos, contra 18 dos ugandeses, segundos, e de Moçambique, que triunfou na visita à Somália por uma bola sem resposta, realizada em território argelino, com um golo madrugador de Geny Catamo, do bicampeão português Sporting, e acabou em terceiro.

Sob orientação do treinador português Paulo Duarte, a Guiné-Conacri acabou em quarto lugar, com 15 pontos, ao ceder um empate na recepção ao Botswana a dois golos, em Marrocos.

Quarto classificado do Mundial-2022, Marrocos superiorizou-se em casa face ao Congo, vencendo por uma bola sem resposta, graças a um golo do suplente Youssef En Nesyri – autor do golo que afastou Portugal há três anos nos quartos-de-final do Mundial do Qatar -, e concluiu uma campanha sem percalços no Grupo E.

Conhecidos os quatro melhores

A retirada de Eritreia dessa fase de apuramento fez com que os encontros frente aos sextos e últimos classificados de cada grupo fossem descontados do ranking de acesso ao play-off, que está marcado para 13 e 16 de Novembro e será discutido em jogos únicos, em Marrocos.

Apesar de terem ficado no segundo lugar dos respectivas grupos, Burquina Faso, Níger, Madagáscar, Uganda e Namíbia falharam a entrada no play-off – os dois primeiros até tiveram os mesmos 15 pontos dos Camarões e da Nigéria, mas pior diferença de golos.

A 23 de Outubro, a próxima actualização do ranking da FIFA vai escalonar Gabão, RD Congo, Camarões e Nigéria, definindo o calendário, no qual a equipa melhor colocada vai defrontar a pior, ao passo que as restantes selecções do meio defrontam-se na outra meia-final.

Caso as posições não alterem, o cruzamento iria colocar a Nigéria, melhor posicionada entre as quatro, diante do Gabão e os Camarões a defrontarem a RD Congo.

O vencedor desse play-off ruma à repescagem intercontinental, prevista para Março do próximo ano, que será formada por seis selecções de cinco confederações, em local a designar.

A 23.ª edição do Mundial decorre entre 11 de Junho e 19 de Julho de 2026 e contará pela primeira vez com 48 selecções participantes, numa inédita organização tripartida entre Estados Unidos, México e Canadá, todos automaticamente qualificados como anfitriões, aos quais se juntam já 25 apurados.

Veja todas as selecções já classificadas para o Campeonata do Mundo de 2026

A Copa do Mundo de 2026 promete ser histórica por diversos factores. Será a primeira realizada com 48 selecções, 16 a mais do que o número de participantes em relação a anterior. Também será a primeira com três países-sede: Canadá, México e Estados Unidos. Esses três países já estão classificados para o Mundial.

Assim, para além das três selecções anfitriãs, a América já qualificou Argentina, Brasil, Equador, Uruguai, Colômbia e Paraguai, a Ásia apurou Irão, Japão, Uzbequistão, Jordânia, Coreia do Sul, Catar e Arábia Saudita, a Austrália, pela Oceânia está apurada a  Nova Zelândia, enquanto África estará representada por Marrocos, Tunísia, Egipto, Argélia, Gana, Cabo Verde, África do Sul, Senegal e Costa do Marfim.

Pela Europa está qualificada, até ao momento, a Inglaterra.

Para já, Cabo Verde, Uzbequistão e Jordânia marcam presença histórica numa fase final do Mundial.

Os Mambas defrontam ao início da noite desta terça-feira a sua congénere da Somália, em jogo da décima e última jornada do Grupo G da zona africana de qualificação para o Campeonato do Mundo 2026, prova que será disputada no Canadá, Estados Unidos e México. 

Agendada para o Estádio do Grand Complex D’Oran Hadefi capital argelina Argel, a partida contra a selecção somali vai servir apenas para o acerto de calendário para o combinado nacional, uma vez que já não tem hipótese de garantir uma vaga na maior prova futebolística planetária. 

Essencialmente, os Mambas vão jogar pela honra, daí que tanto os jogadores assim como a equipa técnica, têm a predisposição de fechar a fase qualificativa com uma vitória. O embate entre as duas equipas acontece cinco dias depois de o conjunto moçambicano ter averbado uma derrota caseira diante da Guiné-Conacri por 1-2, resultado que “enterrou” as esperanças de uma eventual qualificação para o Mundial. 

Na mesma jornada, os somalis também perderam em casa frente à Argélia por 0-3. O confronto entre as duas equipas na primeira volta da corrida à maior montra do futebol mundial terminou com a vitória da selecção nacional por 2-1, no Estádio Nacional do Zimpeto. 

Para esta missão, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, conta com todos os jogadores disponíveis, facto que se evidenciou durante a preparação do jogo no território argelino, em que a equipa técnica incidiu o trabalho no aprimoramento dos aspectos técnicos e tácticos. Esta partida poderá, eventualmente, servir igualmente para o técnico lançar algumas unidades que ainda não mereceram a sua aposta, como são os casos do guarda-redes Kimiss Zavala, João Bonde e Keyns Abdala. O mesmo não se pode dizer em relação ao jovem artilheiro do Chingale de Tete, Ângelo Cantolo, que se estreou contra a Guiné-Conacri nos últimos minutos da partida. 

MELHOR PRESTAÇÃO DOS MAMBAS

Com 15 pontos na tabela classificativa, Moçambique registou uma das suas melhores prestações numa fase de qualificação para o Campeonato do Mundo chegando, inclusive, durante a campanha, a partilhar a liderança do Grupo G com a Argélia que, de resto, já assegurou uma vaga no Mundial, com um percurso imaculado, tendo em conta que foi a única selecção que não perdeu sequer um jogo. 

Feitas as contas, os Mambas, que no quadro geral somam agora cinco vitórias, quatro derrotas, 13 golos marcados e 17 sofridos, um registo que para Chiquinho Conde não está de todo mau olhando para as campanhas anteriores do conjunto moçambicano. Encerrada esta fase, a selecção irá virar as suas baterias para o Campeonato Africano de Futebol (CAN 2025), prova agendada para Dezembro, em Marrocos. 

Assinando a sua segunda presença consecutiva nesta competição, mesmo feito alcançado no intervalo de 1996 e 1998, os Mambas vão procurar alcançar a sua primeira vitória depois de na edição anterior terem registado uma presença notável ao impor dois empates diante dos colossos Egipto e Gana, ambos a duas bolas. 

 

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