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O País – A verdade como notícia

As províncias de Cabo Delgado, Sofala e Cidade de Maputo já têm garantido um representante no Moçambola 2026, com a qualificação de duas equipas locais para a finalíssima da poule de apuramento para a prova. 

As formações do Desportivo de Pemba e Associação Desportiva de Pemba, ambas de Cabo Delgado, vão lutar por uma vaga na maior prova futebolística nacional, facto que, caso aconteça e caso o Baía de Pemba garanta a manutenção, vai fazer com que a província tenha dois representantes. 

O mesmo poderá acontecer com a província de Sofala, em que as formações da Liga Desportiva de Sofala e FC da Beira vão disputar, entre si, o acesso ao Moçambola 2026, após garantirem um lugar na finalíssima. À semelhança de Cabo Delgado, a província central de Sofala poderá, também, contar com dois representantes no próximo ano. 

Ou seja, uma das equipas que lutam por uma vaga na prova poderá juntar-se ao Ferroviário da Beira que, ao que tudo indica, vai garantir a manutenção na maior montra do futebol nacional. 

LONGA ESPERA PARA MAXAQUENE E ESTRELA

Já na zona sul, o Maxaquene e o Estrela Vermelha vão travar um combate que se espera venha ser electrizante. As duas equipas vão representar  a Cidade de Maputo na finalíssima. 

Há seis anos fora do Moçambola, ou seja, desde 2019, o Maxaquene tem todas as baterias viradas para a maior prova futebolística nacional, após sucessivos falhanços. Em contrapartida, os “tricolores” terão pela frente um Estrela Vermelha arredado do convívio dos grandes desde 2016, ou seja, há nove anos. 

Assim, a Cidade de Maputo voltará a ter quatro equipas no no Moçambola 2026. A equipa apurada vai juntar-se ao Ferroviário de Maputo, Costa do Sol e Associação Black Bulls. 

Com um percurso quase que imaculado ao nível das duas séries, as duas formações venceram a concorrência de equipas como o Clube de Chibuto, Ferroviário de Gaza e Incomáti de Xinavane, esta última que até à última jornada tinha chances de se qualificar à finalíssima, tendo claudicado frente à turma chibutense, empatando sem abertura de contagem. 

O jogo entre o Clube de Chibuto e Incomáti de Xinavane terminou em escaramuças, com os adeptos dos “açucareiros” a agredirem a equipa de arbitragem chefiada pelo internacional moçambicano, Celso Alvação. 

Devido à gravidade da agressão, um dos árbitros auxiliares teve de ser socorrido para o Hospital Provincial de Xai-Xai, sendo que Alvação foi assistido numa unidade sanitária local. Os jogos da finalíssima, que serão disputados em duas mãos, estão agendados para os dias 8 e 16 do mês em curso. 

O Seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, é a partir desta terça-feira Doutor Honoris Causa em Ciências de Desporto. A cerimónia de outorga ao título foi feita pela Universidade Púnguè, em Manica, e contou com a presença do Ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, que avançou que a distinção é merecida, uma vez que Chiquinho Conde desde a adolescência trabalhou para elevar o desporto moçambicano.

De 60 anos de idade, Francisco Queirol Conde Júnior, mais conhecido por Chiquinho Conde iniciou a carreira de futebol em 1986, aos 21 anos pelo Clube de Desportos da Maxaquene, onde foi campeão por três anos consecutivos: 1986, 1987 e 1988.

Foi em 1986 que estreia-se como jogador da selecção nacional, tendo inclusive disputado o primeiro Campeonato Africano das Nações, CAN, que Moçambique disputou, no Egipto.

Depois rumou a Portugal onde jogou em clubes principais como Belenenses, Sporting de Braga, Vitória de Setúbal e Sporting Clube de Portugal, mas foi nos minhotos onde mais se evidenciou, embora nos “leões” também tenha tido alguma história para contar.

Voltando ao país, Conde foi treinador em vários clubes da primeira divisão, com destaque Maxaquene, Costa do Sol, União Desportiva de Songo, Desportivo de Maputo, entre outros, com os quais conquistou três campeonatos, duas Taças de Moçambique e outras duas Supertaças nacionais.

Antes de assumir o comando da selecção nacional de futebol, Chiquinho Conde regressou a Portugal onde treinou a equipa sub-23 do Vitória de Setúbal, sem clube de coração, por duas temporadas.

Já como seleccionador dos Mambas, ainda neste mês de Outubro, Chiquinho Conde tentou concretizar o sonho colectivo dos moçambicanos de chegar ao Mundial de Futebol. Só a derrota diante da Guiné-Conacry, em casa, por 1-2, matou o sonho.

A olhar para os seus feitos, a Universidade Púnguè decidiu, esta terça-feira, atribuir ao seleccionador nacional de futebol o título de Doutor Honoris Causa, em reconhecimento ao seu contributo para o desporto moçambicano como jogador e treinador.

“Ao conceder este título, a Universidade não apenas presta homenagem a um campeão, mas também afirma a sua missão de reconhecer saberes que ultrapassam os mundos físicos da academia”, disse Emília Nhalevilo, Reitora da Unipúnguè.

O título foi concedido devido ao seu percurso no desporto, tanto enquanto jogador quanto como treinador de futebol em Moçambique e no estrangeiro.

Mergulhado num banho de lágrimas, Chiquinho Conde não conseguiu conter tamanha alegria e disse ser um reconhecimento da sua carreira, tanto como jogador, como treinador.

“Foram décadas dedicadas a formar jovens, inspirar atletas, orientar profissionais e defender o mérito e a ética. A ética, a obediência ao que não é obrigatório. Vai além do cumprimento das leis, pois envolve agir de forma boa, justa e respeito pelo interesse do colectivo”, disse Chiquinho Conde.

Para o governo, a distinção é merecida para quem dedicou a sua carreira em prol do desporto.

“Nós exaltamos os feitos de Chiquinho Conde, um moçambicano altamente patriota, que deu de si no desporto desde a sua nascença, nos primeiros anos, até hoje, a elevar a carreira do desporto moçambicano. Chiquinho Conde levou os Mambas até patamares de sonharmos ir ao Mundial. Significa que fez uma carreira altamente brilhante e aqui temos que reconhecer a UniPúnguè por ter dado este privilégio de reconhecimento a este nosso grande homem, Chiquinho Conde”, disse Caifadine Manasse, Ministro da Juventude e Desporto.

O evento contou com a presença de académicos, governantes, estudantes, corpo docente da UniPúnguè entre outros extractos.

O grau de Doutor Honoris Causa é um título académico honorífico concedido a personalidades que se destacam em áreas como cultura, ciência, artes e humanidade, sem a exigência de um trajecto académico formal.

O seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, anunciou a pré-convocatória da selecção nacional, os Mambas, para a Data-FIFA de 10 a 18 de Novembro de 2025, inserida no ciclo de preparação a 35ª edição do Campeonato Africano das Nações a ter lugar em Marrocos, de 21 de Dezembro de 2025 a 18 de Janeiro de 2026. Dominguez e Luís Miquissone estão na lista que volta a não ter o nome de Bruno Wilson, jogador descartado pelo técnico moçambicano.

A lista anunciada por Chiquinho Conde, nesta segunda-feira, integra 40 jogadores que actuam tanto no campeonato nacional como em clubes estrangeiros, evidenciando a aposta do seleccionador na continuidade, competitividade e valorização do talento moçambicano dentro e fora do país.

Os jogadores fazem parte de uma lista que será reduzida nos próximos dias, em função da prestação de cada um nos próximos jogos, bem como da sua condição física nas vésperas.

O combinado nacional prepara a sua participação no Campeonato Africano das Nações, CAN, de Marrocos, sendo um dos jogos de preparação será, justamente, com o anfitrião da prova, o Marrocos, no dia 14 de Novembro, na cidade de Agadir.

A Federação Moçambicana de Futebol garante estar a envidar esforços no sentido de encontrar um outro adversário para mais um particular dos Mambas em terras marroquinas, na Data-FIFA, como forma de reforçar o compromisso em proporcionar ao combinado nacional maior competitividade e ritmo internacional.

Assim, e depois da ausência de quatro jogos dos Mambas, Dominguez volta a ser chamado para a pré-convocatória, numa clara mensagem de poder vir a ser levado ao CAN, onde poderá colocar ponto final à sua rica e positiva passagem pelos Mambas, com mais de 20 anos de representação.

Quem também regressa é Luís Miquissone, actualmente o melhor marcador do Moçambola, com oito golos, que dá mostras de regressar aos poucos, não só aos Mambas, mas a uma carreira promissora no futebol profissional.

Assim, Chiquinho Conde chamou seis guarda-redes, com José Guirrugo a entrar para a lista dos “habitués”, tal como Teixeira Nhanombe, guarda-redes da Associação Black Bulls. Na defesa, Conde chamou 12 jogadores, com destaque para Guebuza, do Académico de Viseu, mas sem Bruno Wilson, jogador que não faz parte das contas de Chiquinho Conde.

O seleccionador nacional chamou ainda 10 médios e outros 12 avançados para esta empreitada.

Eis a lista dos pré-convocados por posição:

Guarda-redes (6): Ernan Siluane (Associação Black Bulls), Fasistêncio Faza “Fazito” (Ferroviário de Nampula), Teixeira Nhanombe (Associação Black Bulls), Ivane Urrubal (Ferroviário de Nacala), Kimiss Zavala (Marítimo – Portugal), José Ventura Guirrugo (Ferroviário de Maputo).

Defesas (12): Domingos Macandza “Mexer” (Associação Black Bulls), Edmilson Dove (Al-Quwa Al-Jawiya – Iraque), Bruno Langa (Pafos FC – Chipre), Reinildo Mandava (Sunderland AFC – Inglaterra), Infren Matola (UD Songo), Diogo Calila (Santa Clara – Portugal), Oscar Cherene (UD Songo), Manuel Cumbane “Guebuza” (Académico de Viseu – Portugal), Francisco Muchanga “Chico” (Costa do Sol), Edson Sitoe “Mexer” (Ankara Keçiorengucu – Turquia), Feliciano Jone “Nené” (Abu Salim SC – Líbia), Fernando Chambuco (Associação Black Bulls).

Médios (10): Alfonso Amade (Dunfermline Athletic – Escócia), João Bonde (Ferroviário da Beira), Ricardo Guimarães “Guima” (Zira FK – Azerbaijão), Manuel Kambala (Polokwane City – África do Sul), Keyns Abdala (GD Chaves – Portugal), Ezequiel Machava (Ferroviário de Maputo), Pedro Santos “Pepo” (Caldas SC – Portugal), Shaquille Nangy (Sagrada Esperança – Angola), Elias Pelembe “Domingues” (UD Songo), Sapane Zunguze “Sampaio” (Ferroviário de Maputo).

Avançados (12): Clésio Bauque (Associação Black Bulls), Geny Catamo (Sporting CP – Portugal), Witiness Quembo “Witi” (Nacional da Madeira – Portugal), Gildo Vilanculos (Tandamon Sour Club – Líbano), Stanley Ratifo (Chemie Leipzig – Alemanha), Faizal Bangal (AC Mestre – Itália), António Sumbane (Associação Black Bulls), Ângelo Cantolo (Chingale de Tete), Luís Miquissone (UD Songo), Elias Macamo (Ferroviário de Maputo), Chamito Alfandega (Académico de Viseu – Portugal), Melque Alexandre (UD Songo).

O antigo atleta de judo, Nilton Mujovo, é um dos candidatos à presidência da Federação Moçambicana de Judo. Com as eleições agendadas para esta quarta-feira no Comité Olímpico de Moçambique (COM), Mujovo intensifica a sua campanha para garantir votos e, por via disso, a confiança para dirigir os destinos da modalidade no país.

O seu projecto é alicerçado pela necessidade de massificar o judo, através da aposta na formação de atletas de excelência, com foco nas parcerias estratégicas internacionais.

Nilton Mujovo pretende ainda, caso seja eleito, implantar um Centro de Alto Rendimento de Judo no país, de modo a garantir que os atletas sejam dotados das melhores ferramentas de trabalho.

Sob o lema: Sustentabilidade e Desenvolvimento do Judo Moçambicano, Nilton Mujovo acredita que seja a alternativa certa para o futuro da modalidade em Moçambique, facto alicerçado pela sua larga experiência como atleta e dirigente.

Além de ter sido atleta que durante muitos anos carregou a bandeira de Moçambique em várias competições nacionais e internacionais, Mujovo já assumiu vários cargos de direcção, com o destaque para o de vice-presidente da Federação Moçambicana de Judo, presidida pelo antigo ministro da Juventude e Desportos, Fernando Sumbana Jr.

A nível internacional, Nilton Mujovo é vice-presidente da Confederação Austral de Judo (SAJC), ao mesmo tempo que é membro executivo da Associação de Judo dos Países da Commonwealth.

A Associação Black Bulls encerrou, hoje, a sua participação na Liga dos Campeões Africanos, após perder diante do River United da Nigéria por 3-1, em jogo da segunda mão da segunda eliminatória de acesso à fase de grupos da prova.

Os “touros”, que levavam uma vantagem de um golo ao solo nigeriano, após a vitória em Maputo no jogo da primeira mão, não conseguiram resistir durante os 90 minutos.

Em desvantagem na eliminatória, o River United logo cedo procurou reverter o cenário, tendo chegado ao primeiro golo aos 16 minutos, por intermédio de Mclyn. 

O mesmo atleta voltou a estremecer a baliza de Ernani Siluane ao apontar o segundo golo a dois minutos do fim da primeira parte, ou seja, à passagem do minuto 43. 

Moctar Diallo reacendeu a esperança da Black Bulls ao reduzir a desvantagem no minuto 50, golo que colocava o representante moçambicano em vantagem na eliminatória. O senegalês tinha sido o responsável pelo golo que deu vitória à Black Bulls em Maputo.

Os “touros” até tentaram conservar a vantagem, mas Timothy voltou a colocar a sua equipa à frente do marcador, fixando o resultado final em 3-1. 

Termina, assim, a participação do campeão moçambicano nas competições africanas, selando um percurso diferente da época passada, em que chegou à fase de grupos da Taça Nelson Mandela. 

O outro representante nacional nas Afrotaças, no caso o Ferroviário de Maputo, vai procurar alcançar a fase seguinte da Taça Nelson Mandela este domingo, diante da AS Otôho da República Democrática do Congo, em jogo da segunda mão da segunda eliminatória da competição. 

No jogo da primeira mão os “locomotivas” da capital perderam por 0-1, em Maputo.

O internacional moçambicano, Geny Catamo, voltou a ser decisivo ao marcar o primeiro dos dois golos com que o Sporting venceu o Marselha, em jogo da terceira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões Europeus.

O jovem jogador foi lançado na segunda parte, numa altura em que os “leões” estavam em desvantagem no marcador (0-1). Com o seu golo, Geny Catamo abriu espaço para a reviravolta, tendo Alisson Santos, também lançado na segunda parte, confirmado a vitória da turma de Rui Borges aos 86 minutos por duas bolas a uma.

O golo de Geny Catamo acontece num contexto em que o internacional moçambicano assinou o jogo 100 pelo Sporting, clube pelo qual já soma dois títulos.

“É mais uma vitória importante para nós e vamos continuar a pensar jogo a jogo. Por ora, vamo-nos focar no próximo jogo e todos nós temos de estar preparados para enfrentar o nosso adversário”, disse Geny Catamo, reagindo à vitória da sua equipa.

O Sporting soma, neste momento, seis pontos e mantém-se firme na luta pelo acesso à fase seguinte da prova.

Desde que assumiu o comando da selecção moçambicana de futebol, Chiquinho Conde tornou-se a força motriz por trás do notável ressurgimento dos Mambas. Sua combinação de experiência, visão tática e forte liderança reacendeu a esperança no futebol moçambicano.

Segundo escreve a página oficial da Confederação Africana de Futebol (CAF), sob a liderança de Conde, Moçambique atingiu um novo nível de consistência e crença — destacado pela sua qualificação para duas finais consecutivas do CAN.

Os Mambas participaram da fase final da Costa do Marfim 2023, onde fizeram um bom desempenho contra algumas das melhores nações africanas, incluindo um empate a duas bolas com os recordistas Egipto e Gana, respectivamente.

Em entrevista exclusiva, Chiquinho Conde compartilha sua visão, estratégias e os desafios que enfrenta ao liderar Moçambique para uma nova era de ambição e orgulho.

Chiquinho Conde: Sim, retornamos a esta grande competição africana renovados, depois de uma campanha muito positiva. Estávamos em um grupo muito difícil, com equipas de ponta como Egipto, Gana e Cabo Verde. Embora tenhamos alcançado nosso melhor desempenho na AFCON, houve uma sensação agridoce de não avançar para a próxima fase. Agora enfrentamos outro grupo muito competitivo com os Camarões, Costa do Marfim e Gabão. Não será fácil, mas temos jogadores experientes competindo em grandes clubes europeus e na Liga dos Campeões, o que traz um nível de qualidade diferente ao nosso elenco. Nosso objectivo é claro: avançar para a próxima fase e continuar melhorando.

Equilibrar ataque e defesa é sempre um desafio. Como pretendem conciliar o talento ofensivo tradicional de Moçambique com a solidez defensiva necessária a este nível?

Esse equilíbrio é, de facto, um grande desafio. Temos pouco tempo para trabalhar com o plantel, mas, felizmente, estou neste grupo há cerca de quatro anos. Durante este período, desenvolvemos um modelo de jogo adequado às características dos nossos jogadores, sempre em adaptação e evolução. O futebol é dinâmico e alcançar um equilíbrio entre ataque e defesa é algo que todas as equipas procuram. Temos um princípio claro: marcar golos ganha jogos, mas defender bem ganha campeonatos. Vamos usar o nosso estágio para afinar aspectos técnicos e tácticos, melhorar a posse de bola, controlar os jogos e aprimorar a nossa abordagem pragmática. Sabemos que, por vezes, teremos de ser humildes, defender recuados e contra-atacar, mas também seremos ambiciosos e pressionaremos alto quando necessário. É um processo contínuo, mas estamos confiantes.

A classificação foi uma luta árdua. Que qualidades ajudaram os Mambas a garantir sua vaga?

A classificação veio com sacrifício, esforço, dedicação e comprometimento. Este é um grupo que está junto há vários anos e que cria uma forte união colectiva. Ajustamos nosso modelo de jogo sempre que necessário, enfrentamos desafios e momentos difíceis, mas nunca perdemos o foco no objectivo principal: a classificação. Não foi perfeito, mas com trabalho duro e união, alcançamos nossa missão.

Sempre há espaço para novos talentos. Quais jogadores jovens ou menos conhecidos que espera que surjam como peças-chave neste CAN?

A renovação é um processo constante, e vários jovens jogadores com grande potencial estão surgindo. Recentemente, no torneio COSAFA Sub-23, tivemos a oportunidade de observar muitos talentos em um ambiente competitivo. Esses tipos de torneios são cruciais para preparar jovens jogadores para a selecção principal. Muitos deles estão dando seus primeiros passos em clubes europeus, mesmo em divisões inferiores, e é importante respeitar seu processo de desenvolvimento. Com tempo e maturidade, eles podem se tornar jogadores-chave para a selecção nacional.

A adaptação táctica é crucial. Como você prepara seus jogadores para se adaptarem aos diferentes estilos de jogo que encontrarão na fase de grupos?

Construímos um modelo de jogo consistente que tem sido a base do nosso sucesso. No entanto, sempre adaptamos nossos sistemas tácticos aos jogadores disponíveis e aos desafios específicos de cada adversário. Estamos trabalhando em diferentes formações, como o 3-4-3 e o 4-4-2 em formato de losango, para sermos mais flexíveis. O mais importante é que os jogadores se sintam confortáveis ​​em campo e interpretem a dinâmica táctica naturalmente. O futebol é dinâmico e nossa abordagem reflete esse princípio.

Experiências passadas também importam. Que lições você aprendeu com as participações anteriores de Moçambique na AFCON que gostaria de aplicar desta vez?

Cada partida e competição é uma oportunidade de aprendizado. Tanto na AFCON quanto na CHAN, aprendemos lições valiosas sobre como lidar com a pressão e prestar atenção aos detalhes que fazem a diferença. A experiência vem da competição, não apenas do treinamento. Cada partida que disputamos aumenta nosso conhecimento e nossa capacidade de ter um desempenho melhor na próxima vez.

Definindo sucesso — o que um torneio de sucesso significaria para os Mambas, na sua opinião?

Para mim, sucesso significa atingir nossos objectivos. No futebol, sempre temos que mirar mais alto. Um torneio de sucesso seria aquele em que atingimos nossos objectivos, seja avançando para a próxima fase ou elevando o nível geral de desempenho da equipa.

Impacto a longo prazo — como você acha que essa participação pode influenciar o futuro do futebol moçambicano?

O impacto já é visível. Nossa classificação reacendeu a esperança entre o povo moçambicano, que havia perdido a fé. Agora, os jovens jogadores estão mais motivados a representar a selecção nacional, e nossos jogadores ganham visibilidade para buscar melhores oportunidades no exterior. Esse ciclo de motivação, oportunidade e desenvolvimento técnico pode transformar nosso futebol nos próximos anos.

A Associação Black Bulls efectuou, hoje, a primeira sessão de treino tendo em vista a preparação do jogo da segunda “mão” da segunda eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos diante do River United. 

Este poderá, eventualmente, ser o único treino em solo pátrio, uma vez que os “touros” partem, esta quarta-feira, para Nigéria, local que no sábado vão procurar lutar por uma vaga na fase de grupos da competição. 

A sessão cingiu-se, essencialmente, na recuperação dos atletas assim como no aprimoramento de alguns aspectos técnicos e tácticos, olhando para a exigência do jogo e para as dificuldades que o campeão nacional poderá encontrar no terreno do River United. 

O representante moçambicano na mais prestigiada prova continental a nível de clubes está em vantagem na eliminatória, após vencer o jogo na primeira “mão” em casa por uma bola sem resposta, tento apontado pelo senegalês Diallo.  

A Black Bulls vai enfrentar uma equipa que ainda está à procura de um lugar ao sol a nível das competições africanas, prova na qual ainda não tem muito histórico. Nono classificado da Premier League da Nigéria com 12 pontos, menos sete que o líder Nasarawa United, que soma 19 pontos, o River United vai procurar virar o resultado a seu favor e, por via disso, sonhar em chegar o mais longe possível na prova. O emblema nigeriano conta, neste momento, com apenas um título nacional. 

Em contrapartida, a Associação Black Bulls, clube com apenas quatro anos na alta-roda do futebol moçambicano,  vai procurar, mais uma vez, chegar à fase de grupos, feito alcançado na época passada, desta feita da Taça Nelson Mandela. 

Os “touros” somam dois títulos nacionais, estando por na presente temporada do Moçambola na segunda posição com 30 pontos, menos oito que a líder União Desportiva do Songo, que soma 38 pontos.

Moçambique reforçou a sua supremacia no voleibol de praia da Confederação Africana de Voleibol – Zona VI (CAVB Zone VI), ao garantir o primeiro lugar nas competições masculina e feminina desta etapa regional, que teve lugar neste fim-de-semana, na cidade de Cabo, na África do Sul.

As duplas nacionais subiram ao topo do pódio, confirmando a excelente forma de José Mondlane, Osvaldo Mungoi, Vanessa Muianga e Mércia Mucheza.

Na competição masculina, a dupla composta por José Mondlane e Osvaldo Mungoi sagrou-se campeã, vencendo a final contra os atletas de Botswana.

O domínio moçambicano estendeu-se à competição feminina. Vanessa Muianga e Mércia Mucheza garantiram a medalha de ouro após uma final emocionante, superando a dupla da Namíbia.

Para Moçambique, este evento foi crucial para a preparação para o prestigiado World Beach Pro Tour e, sobretudo, para o Campeonato Mundial, que decorrerá em Novembro, na Austrália.

O objectivo da participação nacional era de testar a fundo a capacidade de adaptação dos atletas, garantir a eficácia dos sistemas tácticos sob pressão e, acima de tudo, assegurar que a coesão das duplas atinja o pico de forma antes de chegar à elite mundial. Este acerto fino é vital para que as duplas cheguem ao Campeonato Mundial de Voleibol de Praia em Adelaide, Austrália, com o ritmo competitivo mais elevado possível.

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