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O País – A verdade como notícia

O internacional moçambicano Reinildo Mandava já começa a ganhar espaço, não só no seu clube, o Lille da França, mas também no campeonato francês. Semana passada, o defesa moçambicano foi nomeado para o Onze da semana do campeonato, pela revista L’Equipe, um dos jornais desportivos de referência naquele país.

Transferido do Belensenses SAD ano passado, depois de um primeiro período de teste, em que conseguiu convencer o treinador, o jogador moçambicano começou alternar o banco e a bancada nas primeiras jornadas, mas pouco e pouco foi conquistando o seu lugar no onze do Lille, sendo a esta altura uma das referências do sector mais recuado da equipa vice-campeã francesa.

Reinildo tem se evidenciado com sua qualidade técnica, tanto do ponto de vista defensivo como ofensivo, mesmo não tendo uma assistência ou golo marcado.

O internacional moçambicano fez, na presente temporada futebolística, 19 partidas ao serviço do Lille, sendo o último jogo disputado este sábado, na vitória do LOSC, por 0-2, diante do Angers, em partida da 24ª jornada da Ligue 1, a principal liga francesa.

Desses 19 jogos disputados por Reinildo Mandava, 13 foram para o campeonato francês e outras repartidas entre a Taça da Liga, a Taça da França e a Liga dos Campeões Europeus. Aliás, Mandava tornou-se no segundo jogador moçambicano a disputar a liga milionária europeia, depois de Simão Mate.

Na presente época futebolística, 2019-2020, o internacional moçambicano viu seis cartões amarelos pelo Lille, nenhum vermelho e tem sido o jogador mais regular dos últimos jogos.

Segundo o TransferMarkt, Reinildo Mandava tem um valor de Mercado de 3 milhões de Euros, pouco mais de 200 milhões de Meticais, sendo o moçambicano mais valioso do futebol internacional.

As “Samurais” perderam ontem diante da Nigéria por 85-51 no primeiro jogo do torneio de qualificação dos Jogos Olímpicos a ter lugar em Belgrado, na Sérvia. Para qualificar-se aos jogos Olímpicos as Samurais terão que vencer os Estados Unidos da América e a Sérvia.   

Se as fadas existem, nós devemos tê-las feito algum mal num passado distante e que se perdeu da memória colectiva, porque perder desta forma com a Nigéria dói demais.

Uma Nigéria que até pareceu estar no nosso alcance no primeiro quarto, onde a seleção nacional de Basquetebol parecia ter tudo sob controlo (vencemos com parcial de 18-19), com jogadas muito bem construídas e uma defesa mais acirrada, impedindo que a Nigéria reagisse a seu bel-prazer.

Mas qual domínio qual quê, a noite reservava uma surpresa, quanto a nós, gigantesca, é só olhar para o facto de termos marcado apenas dois pontos num intervalo de seis minutos, e de, ainda no 2º quarto, termos conseguido apenas nove pontos no total, quando as D’Tigress contabilizaram uns bons 23 pontos.

Endiabrada Promise Amukamara “fez” sangue a Leia Dongue, Ingvild Mucauro e companhia, aliás, ela assumiu-se a partir do segundo quarto como a seta apontada para a vitória nigeriana.

A talentosa base acabou chamando a sí o título da Most Viwed Player (MVP) do jogo terminando o jogo com um saldo de 14 pontos, cinco roubo de bola e ainda mais três assistências.  

Voltando ao jogo. A seleção nacional de basquetebol revelava dificuldades em travar esta seta (Promise Amukamara) e as estatísticas assombrosas eram o reflexo desta dificuldade. Foram 21 turnovers só na primeira parte, ou seja, nos primeiros 21 minutos.  

O terceiro quarto não trouxe muito da seleção nacional de basquetebol, e diferentemente do que se viu em 2003 as “Samurais” pareciam errar cada vez mais, e não conseguiam ajustar a defesa, muito menos lutar com as torres nigerianas nas tabelas.

Leia (Tanucha) Dongue ainda puxou pela com um total de 16 pontos no jogo, mas no quarto quarto nada podia mudar a corrente do jogo, que terminou com a vitoria das D’Tigress por 85 – 51.

Este resultado faz com que as “Samurais” sintam que Tóquio esta cada vez mais distante, já que para lá chegar terá pela frente os Estados Unidos e a Sérvia, apesar de Belgrado estar apenas a cerca de 9.600 quilômetros de Tóquio.  

Os Estados Unidos da América arrumaram a Sérvia e terão pela frente as Samurais, enquanto que a Nigéria terá agora as anfitriãs como adversarias.

As norte americanas já tem o apuramento garantido por terem conquistado a última edição dos jogos Olímpicos, enquanto que as nigerianas, apesar da vitória certamente não pode descansar sobre os louros, mesmo que eles achem que foi dado um grande passo.

 

 

 

A delegação de Moçambique que vai participar nos Jogos Olímpicos de Tóquio estará hospedada na prefeitura de Ehime no Japão, e parte para aquele país nipónico no dia 27 de Junho.

Os Jogos Olímpicos e para-olímpicos vão decorrer de 24 de Julho a 9 de Agosto em Tóquio no Japão mas Moçambique vai chegar mais cedo.

“Para possibilitar que as atletas possam ter a climatização, os nossos atletas precisam de se adaptar, para isso foi estabelecido que os atletas irão para os Jogos Olímpicos com 20 dias de antecedência, fazendo um estágio de treinamento de 15 dias” revelou o Director executivo do Comité Olímpico de Moçambique, Penalva César.

Grande parte da delegação nacional viaja para Ehime já no dia 27 de Junho e no dia 14 de Julho viaja para Tóquio, mas nem todas modalidades se vão hospedar naquela prefeitura.  

“Todos atletas que se qualificarem para os Jogos Olímpicos vão fazer o Estágio em Ehime com excepção da vela por causa da configuração geográfica da província de Ehime” revelou para depois detalhar que “a vela precisa de vento para sua execução e não faz vento na província de Ehime”.

O tempo passado em Ehime ajudará não só para adaptação mas também para a evolução dos atletas nacionais.

“Eu acredito que através do intercâmbio com as equipas locais de Ehime, com os especialistas e treinadores de alto nível, os atletas moçambicanos conseguirão melhorar” vaticinou o Director Desportivo de Ehime, Naoki Saito.   

Moçambique e Ehime começaram a estabelecer relações através de uma empresa denominada Ehime Global Network, que, entre outros, transforma armas em esculturas desde o ano 2000.  

 

 

 
 

Leia Dongue e Tamara Seda treinam desde a tarde de segunda-feira com a Selecção Nacional de Basquetebol Sénior Feminina para o torneio de qualificação aos Jogos Olímpicos (Pré-Olímpico) a ter lugar em Belgrado, na Sérvia a partir da quinta-feira.

As Nigerianas comumente chamadas por D´Tigress, são as únicas que têm no seu histórico uma vitória nos Jogos Olímpicos, conseguida em 2004, em Atenas, diante da Correia do Sul, em jogo de definição do 10º e 11º lugar da prova.

É com esta Nigéria que Moçambique começa a sua história no Pré-Olímpico que arranca amanhã em Belgrado, na Sérvia, prova que pode escrever uma nova página do basquetebol nacional, e sublinhe-se dourada, se as “Samurais” conseguirem o bilhete para os Jogos Olímpicos em Tóquio.  

Para ver materializado este sonho, a equipa conta desde a segunda-feira com as postes Leia (Tanucha) Dongue e Tamara Seda, que no mesmo dia que chegaram da Espanha (Segunda-feira), juntaram-se às outras 10 atletas eleitas por Leonel (Mabê) Manhique para disputar o Pré-Olímpico a partir de 5ª feira, no primeiro treino na Sérvia.  

“Neste primeiro treino que tive com as meninas percebi que estão a um nível muito bom e muito avançado, o que quer dizer que nós é que temos de nos adaptar” aludiu Tamara Seda.

Apesar de não terem estado nas duas fases de preparação e de estágio competitivo, o facto das jogadoras se conhecerem e terem partilhado balneário, a integração poderá ser muito mais acelerada.

“Ter jogado com elas facilita a comunicação na quadra” explicou Tanucha, acrescentando que “os processos táticos são novos e leva algum tempo para aprender e se integrar, mas estamos a fazer um esforço para integrar o mais rápido possível”.

Na arena Sport Center Vizura as “Samurais” trabalham não só na integração de Leia Donge e Tamara Seda, como também na estratégia para qualificar Moçambique para os Jogos Olímpicos a ter lugar em Tóquio neste ano.
     

 

O jogo entre o Costa do Sol e a União Desportiva de Songo, disputado esta segunda-feira no Estádio da Machava, que marcava o arranque oficial da época futebolística 2020, estreou as novas regras do futebol, que no mundo vigoram desde o primeiro dia de Julho do ano passado

Demorou, mas chegou! Foi difícil, mas tornou-se fácil dentro das quatro linhas. Costa do Sol e União Desportiva de Songo foram as pioneiras a utilizar as novas regras do futebol. Novidade para os “canarinhos” e nem tanto para os “hidroeléctricos”, que já usavam as regras nas competições africanas, ano passado, para as Afrotaças 2019/20.

Uma das que mais deu nas vistas foi a reposição de bola no pontapé de rede, em que já não é obrigatório que a bola esteja fora da grande área para ser jogada, ou seja, a reposição pode ser feita dentro da grande área de rigor. A outra regra que teve visibilidade no jogo desta segunda-feira foi a admoestação de cartão amarelo ao pessoal do banco técnico, nomeadamente os treinadores, massagistas, médicos e outros elementos que estejam autorizados a se sentar no banco de suplentes.

Foi graças a essa regra que Horácio Gonçalves, técnico do Costa do Sol, viu o primeiro cartão amarelo na carreira de treinador, bem como Artur Faria, Director Desportivo, também dos “canarinhos”. Os mesmos terão proferido palavras injuriosas contra o quarteto de arbitragem, em protesto, (diga-se justo) de uma situação de jogo. É que numa jogada ofensiva do Costa do Sol, Isac foi encontrado em posição irregular (fora-de-jogo) e o livre foi cobrado depois da linha divisória, o que provocou reclamações por parte destes dois elementos do banco “canarinho”.

Outra das regras aplicadas no jogo entre o Costa do Sol e a União Desportiva de Songo é da saída, pelo local mais perto da linha do fundo, em caso de substituição, não havendo obrigatoriedade de sair pelo local onde está o quarto árbitro.

 

Eis então as principais regras do futebol que passam a vigorar no país

Livres: Os adversários não são permitidos no raio de um metro da barreira. Caso estejam dentro desse espaço quando a bola é reposta em campo, será atribuído um livre indireto;

Celebrações: O jogador recebe um cartão amarelo por uma celebração ilegal (como por exemplo, tirar a camisete), mesmo que o lance seja anulado após revisão pelo vídeo-árbitro;

Pontapé de baliza: A bola já não tem que sair da grande área para poder ser tocada por um jogador de campo no pontapé de baliza;

Mão na bola: Mesmo que acidental, o árbitro deverá considerar mão na bola caso esta embata no jogador e se dirija para dentro da baliza; o atleta acabe por marcar golo depois de dominar com o braço/mão; aumente a volumetria do corpo ou caso o braço/mão estejam numa posição acima dos ombros.

Não deve ser considerado mão na bola nos seguintes casos:

– Quando um jogador remata/passa a bola e esta embate num adversário que se encontre perto do raio de acção;
– Quando o braço/mão do jogador se encontra encostado ao corpo;

– Um jogador está a cair e a bola embate no braço/mão que está a apoiar a queda.
Penáltis: Mesmo que seja assistido, o jogador que sofreu o penálti pode ficar em campo para bater a grande penalidade; O guarda-redes não se pode mexer antes da bola partir (o que inclui tocar na rede, na barra ou nos postes); quando a bola parte da marca de grande penalidade, o guarda-redes tem de estar em contacto com a linha de baliza;

Pontapé de saída: Quem ganha o sorteio passa a dar o pontapé de saída e a escolher o lado para onde quer começar a atacar;

Pausas: Desde que necessário para garantir a segurança dos jogadores, podem existir pausas para «arrefecer» com um máximo de três minutos e pausas para hidratação com um máximo de um minuto;

Substituições: O jogador substituído é obrigado a abandonar o campo na linha lateral mais próxima.

Advertências: Os agentes desportivos com lugar no campo são admoestados com cartões pelo árbitro. Caso o árbitro não consiga identificar uma pessoa, será o treinador principal a receber o cartão.

 

AFCM promove encontro de divulgação das regras

Como forma de dar a conhecer as novas regras que entraram em vigor no país, a Associação de Futebol da cidade de Maputo vai promover um encontro, esta quarta e quinta-feira, na sede da Federação Moçambicana de Futebol, com as direcções dos clubes, árbitros da COPAF, Comissão Provincial de Árbitros de Futebol, treinadores, jogadores e comunicação social.

Estes encontros, que terão lugar no período da tarde, tem em vista mostrar com exemplos, todos os cenários das novas regras, que já são aplicadas no futebol, em quase todo mundo, e que devem ser aplicadas a partir deste final de semana, em Maputo, nos jogos do Campeonato Provincial, que arranca sábado.

 

 

A Associação de futebol da cidade de Maputo diz que o Campeonato Provincial que vai iniciar a 8 de Fevereiro próximo não estava nas suas contas e vai trazer alguns encargos financeiros e responsabilidades ao organismo. Ainda assim assegura estar a fazer de tudo para que a prova decorra sem sobressaltos.

É uma competição que nos tempos idos já teve várias denominações. Já foi Taça de Honra, depois Liga Colgate, mais tarde Torneio de Abertura e muito recentemente Top 8 Mavila Boy. Agora, com a nova direcção da Federação Moçambicana de Futebol, a prova que marca o início das competições em cada província e que serve de rodagem das equipas que disputam as diversas competições, para a denominar-se Campeonato Provincial de Futebol e é disputada por todas equipas filiadas em cada associação provincial.

Em Maputo serão 15 clubes que vão disputar a prova, sendo que o sorteio foi feito na última terça-feira. A prova ainda não tem uma denominação específica. “São 15 os clubes que se filiaram, em seniores, porque outras estão a disputar apenas nas camadas de formação. São essas que vão disputar a prova. Estamos a procura de um nome para adequar a província, no caso concreto a cidade de Maputo, sem que fuja do campeonato”, começou por dizer Amilcar Jossub, presidente da Associação de futebol da cidade de Maputo, AFCM. Jossub diz que os clubes também estão a analisar a questão do nome, como forma de dar mais relevância a prova.

Ademais, será uma competição que será disputada em duas séries, devendo se qualificar aos quartos-de-final os primeiros quatro de cada série, que vão se defrontar no sistema de eliminatórias até se conhecer o vencedor.

Sendo uma prova nova, que já não se praticava desde que se instituiu o Moçambola, Jossub está ciente das dificuldades e da responsabilidade em organizar uma competição que deve o mais competitivo possível. Aliás, é o grande desafio da Associação, tendo em conta que vai se tornar competitivo porque “vai obrigar a jogarem, pelo modelo que a FMF quer, porque vão ter que se encontrar os campeões provinciais”. Mas também é de muita responsabilidade e vai engrandecer a competição, tendo em conta que “os clubes da segunda ou terceira divisão vão ter que defrontar equipas da primeira linha do futebol moçambicano”.

 

Procura de parceiros estratégicos

E são campeões provinciais que trarão custos a organização. E para colmatar essa dificuldade a Associação já está na praça a busca de parceiros para patrocinarem as suas competições.

“Recentemente assinamos contrato com uma empresa que está a angariar parceiros para apoiarem as nossas provas e ainda na semana passada assinamos mais dois acordos com duas empresas, uma para premiar o melhor marcador, outra para premiar o melhor guarda-redes e o a equipa fair-play”, disse Jossub, que deixou claro que a possibilidade de continuar a contar com o patrocinador das duas últimas edições, Mavila Boy, não está descartada.

Para já ainda não há sinais de premiação para os vencedores, contrastando com a realidade dos anos anteriores.

O sorteio do Campeonato Provincial da cidade de Maputo será disputado por duas séries, nomeadamente a séria A, composta pelas equipas do Ferroviário de Maputo, Águias Especiais, Liga Desportiva de Maputo, Mahafil, Grupo Desportivo de Maputo, Racing, Vulcano e Académica de Maputo, e a série B, constituído pelas equipas da Associação Black Bulls, Matchedje de Maputo, Maxaquene, Estrela Vermelha de Maputo, Costa do Sol, 1.º de Maio e Nacional.

 

A Most Viwed Player do AfroBasket 2019 realizado no Senegal, Enzine Kalu, está entre as convocadas da seleção sénior feminina de Basquetebol da Nigéria, primeira adversária de Moçambique no pré-olímpico da Sérvia. Ultima presença da Nigéria nos Jogos Olímpicos foi em 2004.

As D’Tigress estão, curiosamente, a preparar-se na Turquia, tal como as Samurais, e vão enfrentar-se no 1º jogo de acesso aos Jogos Olímpicos.

No dia 6 do próximo mês as Samurais terão de passar por uma muralha chamada Enzine Kalu, a MVP do AfroBasket Women's FIBA 2019.

Depois de Kalu, no provável cinco inicial constam nomes como o de Adaora Elonu, Evelyn Akhator, Atonye Nyingifa, Ifunanya Ibekwe.

Este elenco é o mesmo que venceu o Afrobasket em 2019, e exceptuando Ify Ibekwe, é também o mesmo venceu o Afrobaskete realizado no Mali em 2017.

Para a Sérvia, Otis Hughley manteve a lista de 12 atletas que participaram do Torneio Olímpico de Pré-Qualificação Feminina realizado em Maputo, e adicionou dois novos nomes.

Trata-se de Murjanantu Musa, que inspirou Air Warriors of Abuja à sua primeira liga nigeriana de topo e foi chamada MVP e Elizabeth Balogun.

Estão também convocadas Aisha Balarabe, Promise Amukamara, Elo Edeferioka, Sarah Imovbioh, Victoria Macaulay, Pallas Kunaiyi Akpannah, Upe Atosu.

   
 
 

 

Zainadine Júnior, vice-capitão dos Mambas diz que no futebol nada é impossível. O jogador moçambicano do Marítimo de Portugal reagia assim, ao sorteio da fase de grupos de apuramento ao Mundial que colocou Moçambique na rota dos Camarões, Costa do Marfim e Malawi.

Reagindo, pela primeira vez, ao sorteio da fase de grupos de apuramento ao mundial que colocou a selecção moçambicana no caminho das poderosas formações da Costa do Marfim e Camarões, o internacional moçambicano disse acreditar que tudo é possível no grupo. “Nada é impossível, porque hoje em dia no futebol ganha quem comete menos erros. Isto é os jogos são ganhos nos detalhes. Estamos cientes que iremos jogar contra duas grandes selecções com larga experiencia nessas andanças”, disse o capitão do Marítimo para depois elogiar o grupo de trabalho dos Mambas.

“Temos uma boa selecção e temos feito bons jogos e temos melhorado nos nossos resultados e porque a moral está elevada, entendemos que continuaremos a manter o mesmo ritmo. Não vamos temer os nossos adversários, até porque o factor casa já não tem grande importância nos dias actuais. Penso que todos estamos em igualdade de circunstâncias”, defendeu.

O defesa moçambicano falou ainda da sua recente indicação ao top 10 dos mais nomeados para melhor jogador em campo da edição 2019-2020 Liga NOS, campeonato da primeira divisão de Portugal. “Sinto-me orgulhoso por fazer parte desta lista. Mais orgulhoso foco ainda por estar a representar Moçambique. É gratificante, é fruto do trabalho em conjunto e isso dá-me forças para continuar a dar o meu melhor”, concluiu.

 

KAMO-KAMO FELIZ NO SETÚBAL,0 MAS SONHA COM ALTOS VOOS

Kamo-Kamo, outro moçambicano que está em terras lusas há seis meses disse ao “O País” estar satisfeito por representar a equipa sub-23 do Vitória de Setúbal, mas não deixou de falar em ambições. “Não foi difícil adaptar-me, uma vez que cheguei num período em que se estava no verão e a temperatura era semelhante a de Moçambique.

Fui bem recebido pelos colegas e pela equipa técnica. O meu sonho é de conseguir estar num dos gigantes do futebol português e quiçá de outros campeonatos mais prestigiantes”, esperançou o jogador.

O internacional que representa a equipa sub-23 do Vitória do Setúbal diz esperar representar o país já em Março na dupla jornada contra os Camarões a contar para a corrida ao CAN Camarões 2021.

 

 

A selecção sénior feminina de basquetebol norte americana, uma das adversárias de Moçambique no grupo A, confirmou presença do cinco “demolidor”, constituído por Sue Bird, Brittney Griner, Breanna Stewart, Nneka Ogwumike e Sylvia Fowles para atacar o pré-Olímpico em Belgrado, na Sérvia.

No desporto inventado por “James Naismit”, o basquetebol, há na actualidade, nomes que dispensam qualquer tipo apresentações. É disso exemplo Suzanne Brigit "Sue" Bird.

É que Bird já conquistou, espantem-se caros patrícios, quatro medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos, e tem o mesmo número presença nesta prova, o que quer dizer que, sempre que Sue participa ela vence.    

A mais experiente das convocadas da seleção norte americana de basquetebol começou a trilhar o caminho dos títulos olímpicos em 2004, num conjunto onde despontavam jogadoras como Swin Cash, Tamika Catchings, Yolanda Griffith, Shannon Johonson, Lisa Leslie, Ruth Riley, Katia Smith, Dawn Staley, Sheryl Swoopes, Diana Taurasi, Tina Thompson. Depois de 2004, voltou a conquistar a prova em 2008, 2012 e 2016.

Com 39 anos de idade, para além das quatro medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos, Bird tem no currículo uma medalha de bronze no mundial de 2006 no Brasil, e mais três de ouro, conquistadas em 2010 na República Checa, depois em 2014 na Turquia e em 2018 na Espanha.   

Parafraseando uma das últimas intervenções na imprensa de Ingvild Mucauro, antes de viajar para o último estágio na Turquia, “o basquetebol é um desporto colectivo”, então todos tem a sua contribuição para atingir o objectivo de vencer títulos. Bird teve “ontem” e tem “hoje” colegas igualmente talentosas.

Tome-se como exemplo a gigante Breanna Stewart, tem 1,93 de altura. Ela foi a Most Viwed Player, MVP, do mundial de basquetebol em 2018, e evolui no Seattle Storm (colega de Bird) na Womans’s National Basuketebol Assossiation, ou simplesmente WNBA.

Haja “estofo” para aguentar tanta qualidade. A elas (Bird e Stewart) adiciona-se a pivô de 29 anos Brittney Griner, que tem no currículo não só um título da WNBA, mas uma medalha de ouro no mundial (2014 na Turquia), e nos Jogos Olímpicos (do Rio em 2016). Evolui na UMMC Ekaterinburg da Rússia.

Nneka Ogwumike é outro nome a ter em conta na “armada” norte americana. A jogadora de 29 anos que evolui nos Los Angeles Sparks, foi a melhor jogadora da WNBA em 2016, ano em que venceu a prova.

A fechar o quinteto “demolidor”, esta a três vezes medalha de ouro nos jogos olímpicos, 2008, 2012, 2016 nomeadamente, e mais um “ouro” no mundial realizado na República Checa em 2010, Sylvia Fowles. A jogadora de 34 anos veste o “jersey” do Minnesota Lynx, equipa que disputa a WNBA.

Para além destas, cintilam outras estrelas na seleção norte-americana de basquetebol feminina, adversária das Samurais no pré-Olímpico na Sérvia, com presença garantida nos jogos Olímpicos por ter vencido a última edição da prova (2016 no Rio de Janeiro – Brasil).  

De acordo com o site da FIBA, a seleção norte-americana far-se-á representar pelas seguintes atletas na Sérvia:  
Arial Atkins, Chelsea Gray, Nneka Ogwumike, Brittney Griner, Katie Lou Samuelson, Skyler Diggins-Smith, Jewell Loyd, Brenna Stewart, Sylvia Fowles, Tiffany Mitchell, Ajá Wilson e Sue Bird.

A selecção nacional de basquetebol sénior feminina dos Estados Unidos, actualmente treinada por Geno Auriemma, conquistou ao todo, na sua história, oito medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos, e só falhou duas.

 

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