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O País – A verdade como notícia

No seu reinado, Beira foi tão feliz porquanto conquistou os títulos de campeão nacional em 2013 e 2014, quanto infeliz porque perdeu, de forma desastrosa, o seu reinado em 2015 para o Desportivo de Maputo então liderado pelo MVP Pio “Lingras” Matos.

Luiz Hernandez, “coach” que colocou o Ferroviário da Beira no olimpo do basquetebol moçambicano com reforço dos competentíssimos americanos Kejuan Johnson e Jeffrey Fanhbulleh, está de volta cinco anos depois.

O espanhol, que sucede da Nasir “Nelito” Salé, deverá ser apresentado, nos próximos dias, como treinador da equipa sénior masculino e coordenador do departamento de basquetebol.

Neste sentido, terá uma palavra a dizer na contratação “coach” da formação sénior feminino, que resto, esteve muito aquém das expectativas no último campeonato nacional disputado na capital do país.

Pesou, para esta opção, o facto do Ferroviário da Beira ter falhado a conquista do título na Liga Moçambicana de Basquetebol, prova na qual quedou-se na terceira posição após vencer a A Politécnica.

Mais: a proximidade e boas relações entre o recém-eleito presidente do Ferroviário da Beira, Valdemar Oliveira, e o espanhol Luiz Hernandez.
O Ferroviário da Beira garantiu, para já, a contratação do poste Lote Tonela, que na última temporada representou a A Politécnica, e Augusto “Gordo” Matos, que evoluiu no Costa do Sol.

Augusto Matos encontra-se em Portugal, onde procura enquadramento num dos clubes locais, devendo estar disponível no período em que se vai disputar a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

O clube garantiu a continuidade das suas principais estrelas, nomeadamente Ismael “Timo” Nurmamad, Elves “Stam” Honwana, Elton Ubisse e Ivan Machava.

Lembre-se que Luís Hernandez iniciou a carreira de treinador há trinta anos nas Ilhas Canárias, na Espanha, sua terra natal.

Começou a treinar aos 18 anos, sendo que a primeira vez que liderou uma equipa sénior tinha 30 anos.

Na sua carreira, constam passagens por clubes da américa, tendo depois assumido o papel de seleccionador nacional de basquetebol sénior feminino de Moçambique, em 2011.

 

Com o aproximar do arranque do campeonato nacional de futebol, o Moçambola 2020, as preocupações já começam a atormentar a direcção da liga moçambicana de Futebol, nomeadamente na questão do transporte aéreo para a viabilização da prova.

O presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Ananias Couana, em entrevista ao Lance, referiu que já se está a trabalhar com a transportadora aérea para que a prova possa decorrer sem sobressaltos. “Estamos a trabalhar com muito cuidado com relação ao transporte aéreo, pois julgamos que é a componente de custos que precisamos ter muita cautela”, disse Couana para deixar claro que já se está a correr com o processo.

Em 2018 e 2019 o transporte aéreo foi o que mais gastos teve no orçamento do Campeonato Nacional, com mais de 50% do peso. No ano passado, por exemplo, de um total de 114.048.276,00 meticais (cento e catorze milhões, quarenta e oito mil e duzentos e setenta e seis Meticais) necessários para a viabilização do Moçambola, o transporte aéreo consumiu 55.745.520,00 meticais (cinquenta e cinco milhões, setecentos e quarenta e cinco mil e quinhentos e vinte Meticais), quase metade do orçamento.

E para que este ano possa ser diferente, a Liga moçambicana de Futebol já iniciou com as negociações. “Estamos a trabalhar com as Linhas Aéreas de Moçambique para finalizar esta componente, as negociações estão bem avançadas, acredito que nos próximos dias chegaremos a um acordo com a LAM”, disse Ananias Couana ao Lance.

Aliás, as negociações com as LAM é no sentido de reduzir os custos de transporte aéreo, tendo em conta outras preocupações financeiras que a LMF tem para a prossecução do Moçambola. E para que isso seja possível, Couana acredita que a redução do número de clubes participantes venha a reflectir-se na redução do orçamento da prova.

“Esse foi o objectivo principal aquando da tomada dessa decisão”, no caso concreto de reduzir para 14 equipas este ano, onde deverão descer mais cinco equipas e subirem as três vencedoras dos regionais, para que no próximo ano possamos ter um Moçambola mais “ideal” e menos oneroso, com apenas 12 equipas. Mas só a próxima Assembleia Geral da LMF, de princípio marcado para Março irá confirmar esta redução aprovada ano passado.

Lembre-se que em 2018 e 2019 o Campeonato nacional só aconteceu no país depois da intervenção do Presidente da República, Filipe Nyusi, facto que obrigou a redução do número de equipas participantes de 16 para 14 clubes.

 

Representantes do norte e centro ainda preocupam LMF

Mas não só a questão financeira preocupa a direcção da Liga Moçambicana de Futebol, em relação ao Moçambola 2020. O facto de ainda não estar claro quais, realmente, são os 14 clubes que vão disputar a prova é outra preocupação, nomeadamente no que diz respeito aos representantes das zonas centro e norte.

As dúvidas surgem na sequência dos processos ainda por decidir pelo Conselho Jurisdicional da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) em face às queixas apresentadas pelo Sporting de Nampula e Liga Desportiva de Sofala, respectivamente contra o Ferroviário de Lichinga e o Matchedje de Mocuba.

Ananias Couana, presidente da Liga Moçambicana de Futebol, disse estar céptico em relação a esses dois assuntos, mas vai se baseando nos comunicados que foram divulgados pela Federação Moçambicana de Futebol, ainda que do elenco passado, que colocam os “locomotivas” de Lichinga e os “militares” de Mocuba como representantes regionais no Moçambola 2020. “Temos a comunicação que indica os representantes da região norte e centro, mas estamos cientes de que corre um expediente que pode alterar estes dois destinos” disse Couana ao Lance, para depois acrescentar que “se houver alguma alteração junto da FMF estamos cientes  que poderá ter um impacto no orçamento da prova, em função de uma eventual alteração vamos fazer o reajuste do orçamento, mas nesta altura estamos a trabalhar com a informação que nos foi facultada pela FMF que indica que Lichinga e Quelimane são dois pontos de escala do Moçambola 2020”.

O facto é que enquanto o Moçambola 2020 não inicia, a Liga Moçambicana de Futebol continua no terreno em negociações com potenciais patrocinadores.

 

 

 

A Liga Moçambicana de Futebol quer inovar a disputa, cobertura e acompanhamento do Moçambola e, por isso, vai introduzir novas premiações para galvanizar a prova. É assim que o Presidente da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), Ananias Couana, anunciou a introdução de quatro novos prémios como forma de incentivar os principais actores a boas exibições e aproximação da maior prova futebolística do país aos amantes da modalidade.

Trata-se das categorias de Prémio Jogador Revelação, Melhor Treinador, Melhor Claque e Prémio Jornalista Desportivo, este último subdividido em três categorias, rádio, televisão e imprensa escrita. Estes novos prémios juntam-se aos já tradicionais guarda-redes menos batido e melhor marcador.

Estas novas distinções só serão possíveis depois da assinatura de acordo entre a Liga Moçambicana de Futebol e a JJ Sport para garantir o patrocínio, cujos vencedores vão receber valores monetários que estão, em princípio, fixados em 50 mil meticais para cada categoria. “Introduzimos estes prémios porque conseguimos encontrar um patrocinador directo, quer em espécie e em dinheiro. Criamos um grupo que vai trabalhar na elaboração dos regulamentos destes prémios, julgamos que é preciso que haja um instrumento que nos guie e este grupo tem um desafio para vermos como envolver os adeptos nesta premiação, que pode ser através da votação”, disse Ananias Couana em entrevista ao Lance.

Couana considera está iniciativa importante para a tornar o futebol como uma verdadeira indústria, envolvendo e aproximando o público a esta modalidade.

 

Zainadine Júnior marca, trava ataques do Paços e é considerado melhor jogador em campo na vitória do Marítimo por três a zero sobre o Paços de Ferreira, a contar para 21ª jornada da Liga NOS em Portugal.  

Os verde-rubros vinham dum empate a zero com o Tondela, mas eram favoritos já que o Paços de Ferreira perdeu os três últimos jogos.

Aos 20 minutos, cruzamento de Nanú, Rodrigo não chega, Diaby faz o corte que sobra para Zainadine fazer um golo. Que golaço do mascarado…

Os castores reagiram mas Zaina, como habitual, estava lá e travou tudo e mais alguma coisa.
Já na 2ª parte, aos 53 minutos, o Marítimo faz o 2-0 por Nanú que bizou ao cair do pano, com este remate sem deixar a bola tocar no chão.

Mas quando o apito suou, não restavam dúvidas que o Homem do jogo era o internacional moçambicano, Zainadine Júnior.

É o 4º título nesta época em 17 jogos do preponderante jogador, e vai ajudando o Marítimo que se encontra na 12ª posição com 24 pontos.

 

 

Mais de quatro anos depois e pela quarta vez na história da competição, três jogadores compartilham o estatuto MVP da jornada da Liga Dia, campeonato espanhol de basquetebol sénior feminino. 

E este feito diz muito aos moçambicanos. Porquanto, e era de esperar, Tamara Seda do RPK Araski foi indicada esta segunda-feira como jogadora mais valiosa da 20ª jornada, juntamente com AtonyeNyingifa (Durán Maquinaria Ensino) e Tinara Moore (Cadí La Seu).

Domingo, no dérbi basco, Seda fez a diferença com 23 pontos, nove ressaltos e três roubos de bola conduzindo o RPK Araski a uma vitória sobre o IDK Euskotren, por 79-65. A valorosa poste foi secundada, neste jogo, por Tania Perez que contabilizou 11 pontos e três ressaltos em 22 minutos na quadra.

No alto dos 1.93 metros, a valorosa poste moçambicana teve um registo de 57% nos tiros de campo (8-14) e 88% na linha de lances livres (7 em 8). Números que permitiram fazer história na Liga Dia, até porque esta temporada foram registados quatro MVPs compartilhados, mas todos eles para dois jogadores.

Esta temporada, Tamara Seda contabiliza 20 jogos (23.43 minutos/jogos), sendo que a sua média de pontos é de 10.7 e ainda 6.5 ressaltos (3.9 defensivos e 2.6 ofensivos).

Além disso, as distinguidas já receberam o prémio. Para Nyingifa, é sua terceira indicação (e a sexta de sua carreira na LF Endesa). 

Facto curioso é que duas das três MVP'S disputaram há alguns dias o pré-olímpico mundial pelas suas seleçcões: Tamara Seda, que representou Moçambique, e Nyingifa, que ajudou a Nigéria a qualificar-se os Jogos Olímpicos Tóquio 2020. A conta de jogadores africanos com o MVP semanal desta temporada é agora nove.

 

 

Época de estreia, números sólidos. De enaltecer, porquanto estamos em presença de uma “rookie”. Chanaya Pinto está a provar tudo aquilo que se disse em surdina e voz alta: atleta do futuro. Terça-feira, 11 de Fevereiro, Chanaya Pinto foi nomeada jogadora da semana na região 8 da NJCAA, anunciou a FCSAA.

Para tanto, contribuiu o duplo-duplo (22 pontos e 11 ressaltos) na vitória a 5 de Fevereiro do Northwest Florida State College sobre Pensacola State College (82-62).

Em termos de aproveitamento, a número 10 das “Raiders” teve um registo de 6 em 14 nos lançamentos de campo, 1 em 3 nos tiros exteriores e 7 em 8 na linha de lances livres.

Com 19 pontos e cinco ressaltos (três defensivos e dois ofensivos), Reneasha Payton secundou a basquetebolista moçambicana.

Mais: Pinto esteve perto, a 8 de Fevereiro, de um duplo-duplo (25 pontos e 9 ressaltos) na vitória do Northwest Florida State College sobre o Gulf Coast State College, por 63-49.

A irmã da também basquetebolista Carla Pinto teve um registo de 8 em 14 lançamentos de campo, 2 em 3 nos tiros exteriores, 7 em 11 na linha de lances livres e ainda duas assistências e igual número de roubos de bola.

Rayven Peeples, com um duplo-duplo (19 pontos e 12 ressaltos), e Reneasha Payton, igualmente com 19 pontos aos quais acresceu três ressaltos, estiveram também em evidência.

A 29 de Janeiro, Chanaya Pinto arrancou igualmente um duplo-duplo (12 pontos e 10 ressaltos) no embate em que a sua formação bateu o Tallahassee Community College, por 66-53. 4 em 12 lançamentos de campo, 0 em 3 nos tiros exteriores e 4 em 4 na linha de lances livres foi o registo de Shanaya Pinto.

Influente, Rayven Peeples contribuiu neste jogo com 21 pontos e sete ressaltos em 33 minutos na quadra.

Em 25 jogos, a basquetebolista que se destacou no Básquete Show apresenta média de 14.2 pontos, 47.0% de aproveitamento nos lançamentos de campo, 26.5% nos tiros exteriores e 69.8% na linha de lances livres.

Pinto tem ainda uma média de 8.2 ressaltos e 2.9 assistências nesta época de estreia no basquetebol americano.

 

 

 

O Maxaquene e a Black Bulls foram surpreendidos esta tarde em jogos da primeira jornada da série B do Campeonato da cidade de Maputo e ocupam as últimas posições na tabela classificativa. Os “tricolores” perderam diante do Nacional e a Black Bulls empatou com o Matchedje a um golo. Desportivo Maputo também teve que sofrer para vencer Académica à tangente.

Em dia de muita chuva, ontem, na capital do país, o campo do Costa do Sol voltou a evidenciar os velhos problemas de saneamento, com o relvado a dificultar a acção dos intervenientes nas quatro linhas. Mas nada que fosse um entrave para os artistas da bola ávidos em se estrear no Campeonato Provincial da cidade de Maputo, depois de pouca ais de três meses de defeso.

E a primeira jornada trouxe muitas surpresas, agradáveis para alguns, e desagradáveis para outros, pois os chamados “grandes” e favoritos a saírem vencedores, tiveram muitas dificuldades perante adversários de campeonato inferior.

Ontem, domingo, no primeiro jogo da tarde, o Maxaquene, que perdeu quase toda equipa do ano passado, não teve pernas para fazer frente ao Nacional, e o seu estatuto de favorito foi colocado em causa. O Nacional abriu o marcador já na segunda parte, por Ronaldo, que numa bela jogada, deixou o experiente Campira no chão e atirou para a baliza, fazendo o primeiro golo.

Sem reacção que deixasse o Nacional em sentido, o Maxaquene acabou sofrendo o segundo golo de forma infantil. Perda de bola da sua defesa em zona perigosa, muito bem aproveitada por Adão, que fez o melhor golo da tarde. E muitos outros golos ficaram por marcar por parte do Nacional, que podia ter saído com uma vantagem ainda mais gorda.

Black Bulls só empatou ao apagar das luzes
Já na partida do fundo, esperava-se por um bom espectáculo entre o Matchedje e a Black Bulls. Mas ainda a aquecerem dentro das quatro linhas, os “militares” aproveitaram-se de um erro defensivo de Fidel para abrir o marcador, por intermédio de Mendonça, perante desespero de Ivan. Uma falha que custou a equipa, que depois que correr atrás do prejuízo.

É preciso frisar que no final do jogo, Hérder Duarte justificou-se pelo facto de ter utilizado dois jogadores juniores e outros dois que ascenderam este ano aos seniores, e as suas tremedeiras terem afectado a equipa no início.

Facto mesmo é que a Black Bulls reagiu bem e criou algumas jogadas de perigo, quer em jogo corrido, como em bolas paradas, mas a bola teimava em não entrar.

Contra a corrente do jogo, Saboia ainda teve nos pés o golo da tranquilidade para os “militares”, mas o seu tiro saiu contra um adversário, perdendo-se pela linha do fundo.

Em desespero, a Black Bulls apostou tudo no ataque e graças a sua persistência, ao apagar das luzes, chegou ao empate, por Soare, que aproveitou uma sobra depois da confusão na área militar. Um empate que castiga as duas equipas por não terem feito bem o trabalho de casa. O Matchedje por ter tremido no momento crucial, quando se exigia mais paciência e muita calma, e a Black Bulls por não ter sabido aproveitar as muitas oportunidades que teve.

 

Ferroviário de Maputo passeou a sua classe no sábado

Já o Ferroviário de Maputo goleou as Águias Especiais por quatro bolas a zero na sua estreia no Campeonato provincial na cidade de Maputo.

O jogo, esse, foi muito tático, onde ambas equipas privilegiavam a posse de bola. Os “policiais” pareciam querer tomar conta do jogo com o famoso tic-tac. Mas mais rodado nesta coisa de trocar a bola, o Ferroviário de Maputo impôs-se logo aos 19 minutos com golo do ex-jogador do Maxaquene, Mutong.

Aos 59 minutos, o Ferroviário beneficiou de uma grande penalidade, bem convertida por Kito. Mutong ainda mostrou porque se mudou aos “locomotivas” e fez o bis oerto do final antes de Pauloana que até entrou a substituir, também deixou boas indicações ao fazer o quatro zero.

“Alvi-negros” sofreram a bem sofrer
Por seu turno, o Desportivo Maputo teve dificuldades para vencer a Académica e a muito custo acabou saindo com os três pontos em campo.
Aliás, foi um Desportivo que, apesar de ter mantido a espinha dorsal do ano passado, ainda ressentiu-se da ausência de jogadores como Gervásio, Sidique e companhia.
Só mesmo perto do fim do jogo, perto do fim do estofo, quando tudo parecia que iria terminar igualado, num lance de bola parada, Mano faz o golo solitário e deu os primeiros três pontos a águia.

A primeira jornada desta competição da cidade de Maputo encerra na quarta-feira com a disputa de mais três jogos das séries A e B.

 

O seleccionador nacional de futsal, Naymo Abdul, que colocou seu lugar à disposição, depois do fracasso do último Campeonato Africano das Nações, que decorreu no Marrocos mês passado, diz que a sua decisão foi tomada a quente, num momento de muita agitação, mas que continua disponível a trabalhar com a Federação Moçambicana de Futebol em qualquer posição onde seja colocado

Naymo Abdul falou dos resultados alcançados em Marrocos, do seu lugar colocado à disposição logo a seguir ao desaire de Moçambique, que em três jogos sofreu igual número de derrotas, durante uma entrevista concedida ao canal desportivo da Rádio Moçambique, no passado sábado. O seleccionador nacional demissionário, revelou ter colocado o lugar à disposição ao presidente da Federação Moçambicana de Futebol de cabeça quente, tendo dito ainda que está apto a continuar a dar o seu contributo ao futsal nacional seja como seleccionador ou noutras funções dentro da federação.

Segundo o próprio, na referida entrevista, o presidente de Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, terá o abordado do interesse de continuar a contar com os seus préstimos ao serviço da FMF, com responsabilidades de reestruturar a modalidade, mas sem ter dado ainda a resposta. “Ainda preciso de um período para analisar as coisas e repensar no futuro. Não é fácil ir a uma competição e sair de lá sem ganhar um jogo sequer”, referiu Naymo à RMD, sem contudo descartar a possibilidade de continuar, afinal “posso ficar pela causa da nação. Acho isso ser o mais importante do que tudo”.

Para Naymo Abdul, só ficaria na condição de apresentar suas próprias propostas para mudar a situação actual e colocar a modalidade nos patamares que considera que merece estar, depois de ter disputado um campeonato do mundo, em 2017. E revela: “primeiro, pediria ao Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano a repor o futsal nos Festival dos Jogos Desportivos Escolares”, tendo em conta que alguns jogadores que fazem parte da actual seleccão foram descobertos nesta competição inter-escolar que teve lugar em 2011, última edição com esta modalidade. Mas também “pediria para que se alterasse o paradigma do futsal moçambicano”, ou seja, se no passado haviam muitas equipas a praticar a modalidade a nível nacional, onde haviam até camadas de formação e “hoje já não temos nada disso. Até futsal feminino tínhamos. Temos de repensar na formação de jogadores e de treinadores de futsal”, propõe Naymo Abdul como forma de reverter o cenário da modalidade no país.

Mas não só isso seria suficiente. O contacto internacional é outra das propostas de Naymo para que a selecção tenha sucessos na sua caminhada. “No meu plano de actividades, coloco anualmente duas participações das selecções nacionais em torneios internacionais, para dar mais ritmo competitivo aos meus atletas. Isso dar-me-ia mais opções de conhecer os nossos atletas”, comentou, lamentando o facto de nos quatro anos em que esteve a frente dos destinos da selecção nacional, esta só ter disputado apenas dois torneios, de um total de oito programados.

“Se o tempo voltasse mudaria a convocatória”
Ainda na mesma entrevista concedida ao canal desportivo da Rádio Moçambique, Naymo Abdul falou do desaire em Marrocos, tendo culpado a falta de competições e jogos de controlo para que o país tivesse tido outros resultados. Para o seleccionador nacional demissionário, a selecção precisa participar em mais torneios internacionais, tal como aconteceu com algumas selecções que estiveram lá. “Repare que Marrocos e Egipto participaram, só no ano passado, em cerca de sete competições internacionais”, desabafa.
Quanto aos convocados, Naymo diz que a priori sentiu confortável com os jogadores que levava a Marrocos, tendo em conta que foram os mesmos com quem contou no torneio internacional que teve lugar na África do Sul, em Julho do ano passado. Com esses, a selecção ainda empatou com o Egipto, o que dava muitas garantias ao seleccionador nacional, mas “chegados em Marrocos, tudo mudou de figura. Estivemos apáticos nos primeiros dois jogos e, quando acordamos, para o terceiro, já era tarde demais. Estávamos eliminados e só cumpríamos calendário”, revela Naymo Abdul.

Face a este cenário, Abdul diz que se o tempo voltasse não confiaria aos mesmos jogadores que levou ao CAN de Marrocos. “Não confiaria em todos os convocados que levei a Marrocos. Não levaria alguns. A título de exemplo, faltou-me Caló que parou durante muito tempo devido a uma lesão e o Ricardo, a contas com uma lesão em Portugal”, disse Naymo para confirmar a falta de atitude dos jogadores nesta competição.

Naymo termina a entrevista abordando a derrota vergonhosa diante de Angola, nos seguintes termos: “Eles têm jogadores com muita qualidade e muito tecnicistas”.

 

 

Leia “Tanucha” Dongue está entre as cinco melhores atletas do grupo A de qualificação aos Jogos Olímpicos de Tóquio, que teve lugar em Belgrado, na Sérvia.

A arena Alksander Nicolic Hall foi palco dos jogos de qualificação aos Jogos Olímpicos, neste caso, os do grupo A, onde estavam para além de Moçambique, a anfitriã Sérvia, a Nigéria, e os Estados Unidos de América (EUA).

A seleção nacional de basquetebol sénior feminina falhou o acesso aos Jogos Olímpicos depois de perder todos jogos de qualificação, diante da Nigéria (85 – 51), diante dos EUA (124 – 49), e Sérvia (76 – 48).

As derrotas não tiraram o brilho de Leia (Tanucha) Dongue que conseguiu uma média de 10,0 pontos por jogo, 5,3 ressaltos e uma média de 2,3 assistências a cada um dos jogos disputados.

Por causa destes números, Tanucha foi indicada para o cinco ideal do grupo A. A estrela moçambicana também já havia sido convidada a “tomar parte do Campo de Treinos da WNBA, a Liga Feminina de Basquetebol Norte-Americana” escreve o Lance.   

Dongue faz parte de um cinco que é comandado pela norte-americana Nneka Ogwumike, que chamou a si o título de TISSOT Most Valuable Player (MVP) do grupo A.   

A melhor versão da atacante dos Estados Unidos da América (EUA) foi uma exibição que juntou 24 pontos, com 82% de arremessos, e mais 9 ressaltos, quando as meninas da terra do “tio Sam” derrotaram as Samurais na segunda de suas três vitórias.

Mas naquela equipa, Ogwumike teve o suporte da companheira A'ja Wilson, de 23 anos de idade, que teve uma média de 12,7 pontos e 7,3 ressaltos, mesmo tendo feito 16 pontos nos dois jogos iniciais.

Da Sérvia evidenciou-se Ana Dabovic. A jogadora representou as anfitriãs entre as All-Star Five com dois dígitos no placar nos três jogos, em média, 12,0 pontos, além de 4,0 assistências e 2,0 roubadas de bola para a Sérvia, quando selaram sua passagem para as Olimpíadas de Tóquio 2020.

A Nigéria que também vai para Tóquio, teve em Ezinne Kalu uma jogadora fundamental para a atual campeã feminina da AfroBasket da FIBA, ao fazer 16,0 pontos e 4,3 assistências, quase levando a equipa a um memorável triunfo sobre os EUA no último dia.

 

 

 

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