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O País – A verdade como notícia

A seleção nacional de basquetebol feminina viaja hoje para Istambul, Turquia, mas antes cumprirá um treino a porta fechada.

O termo “samurais” é importado do japonês que traduzido significa “aquele que serve”. Eles (os samurais) eram inicialmente colectores de imposto e servidores civis do império, e mais tarde passaram a ser guerreiros que empunhavam as suas “Katanas” – que significa espadas.

Na verdade, as mulheres samurais são chamadas de “Onna-bugeisha”, e a “samurai” que mais se destacou neste género foi a nipónica Tomoe Gozen, nas guerras Genpei, pela força e coragem.

Por cá, Tomoe Gozen poderia ser, se nos permitem a comparação, Ingvild Mucauro, ou qualquer outra atleta nacional, a julgar pela coragem, força e determinação demonstrada nas provas disputadas até hoje.    

Talvez por isso Leonel Manhique, que até analisou detalhadamente o trabalho de cada atleta, teve algumas “dores de cabeça” para escolher quem vai hoje a Turquia e quem fica no país.

“Miolos queimados” Leonel (Mabê) Manhique e Diolinda Ngulela decidiram “deixar em terra” as jogadoras Cecília e Madina Camara, a promissora jogadora de 20 anos que evolui no Ferroviário de Maputo.  

Apesar da escolha, Leonel Manhique faz uma avaliação positiva do período de treinamento realizado em Moçambique, mesmo tendo em conta que foi em período de festas e que a espinha dorsal, jogadoras do Ferroviário de Maputo, regressavam do africano realizado no Egipto.

“Cumprimos a cem por cento com o programa que entregamos a Federação e sentimos que atingimos os nossos objectivos traçados nesta primeira fase” explicou o selecionador nacional de basquetebol sénior feminino.

Para atingir os objectivos propostos, pesou principalmente “a entrega das atletas nos trabalhos que lhes eram dados” ajuntou Mabê.

As “samurais” estão entre as 16 melhores equipas, e Manhique acredita que se o combinado nacional está nesta lista restrita de gigantes da bola ao cesto, é porque “temos potencial, e por isso vamos entrar para esta competição de frente”.

Mas Manhique sabe que a seleção nacional está num grupo de “morte” e por isso “temos que nos preparar bem pois vimos as dificuldades que tivemos aqui com a Nigéria”.

As 12 atletas escolhidas viajam hoje para Instambul, capital da Turquia, onde vão cumprir com os 10 dias de treino da última fase de preparação para o pré-olímpico que se vai realizar na Sérvia.      

Na Turquia, em princípio, as meninas vão, além de treinar, fazer jogos de controlo com grandes equipas europeias, principalmente com equipas que militam na Euroliga detalhou o vice-presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, Amade Mogne.   

O grupo esta motivado tal como contou Odélia Mafanela, que também explicou que o primeiro adversário, a Nigéria, já está minuciosamente estudado.

“A Nigéria é um adversário que nós já conhecemos, sabemos quais são as suas vantagens, e quais são as suas desvantagens” expôs acrescentando que “se há uma vantagem de jogar básquete é saber que tudo é possível, do mesmo jeito que elas podem estar bem hoje, amanhã podem estar mal e nós estarmos melhor” concluiu.

Por sua vez a melhor jogadora africana de clubes, MVP, Invild Mucauro, sabe que o colectivo vai ser a chave do sucesso das “samurais” no pré-Olímpico a ter lugar na Sérvia a partir do dia 6 de Fevereiro.  
“Metade deste título (MVP) é da minha equipa, então o básquete é um desporto muito colectivo, então não cabe a mim ou a alguém, fazer ou decidir um jogo, eu acredito que tem que ser um jogo em equipa”.

Depois desta preparação na Turquia, duas atletas regressam ao país e as dez selecionadas vão no dia três a Sérvia, onde se vão juntar a Tamara Seda e Leia Donge.

No primeiro dia da prova as “samurais” vão defrontar um adversário muito bem conhecido pela seleção nacional de basquetebol sénior feminina, a Nigéria, logo a seguir os Estados Unidos da América e depois a Sérvia.

Eis a lista das jogadoras convocadas para este estágio na Turquia:

Bases:
Delma  Zita, Denise Ernesto e Onélia Mutombene

Extremos:
Euleotéria Lhavanguane, Stefania Chiziane, Ingvild Mucauro, Anabela Cossa, Dulce Mabjaia e Elisabeth Pereira

Postes:
Nilza Chiziane, Deolinda Gimo e Odélia Mafanela

 

Arrancou esta sexta-feira o torneio nacional de Vela na cidade de Maputo. Trinta e dois velejadores nacionais, entre eles as atletas que vão aos Jogos Olímpicos, e alguns convidados sul-africanos, participam do certame.

O vento estava fraco, o que obrigou a um início tardio da prova. E quando o vento subiu, a convicção de vitória permaneceu a mesma.

E entre a classe Optimist já há velejadores que dão o que falar. Cácimo e Wirriam até são rápidos, mas é para Deysi Nhaquila que África se vergou, não só na classe Optimist, mas também na Laser radial.

Ingrid é uma das Sul-Africanas que participa na prova. Ela navega pela 5ª vez nestas águas, ainda assim, vencer ainda não é uma certeza.

Tudo pode acontecer porque para além dos convidados, neste ano há mais atletas que o ano passado, onde só participaram 28 velejadores.

Durante os três dias de competição serão ao todo oito regatas, nas classes Optimist, Laser radial e 470. O número de regatas poderá reduzir, já que participam menos atletas do que o esperado.    

 

 

O presidente da República, Filipe Nyusi felicitou, hoje, a dupla Denise Parruque e Maria Machava por ter conseguido o apuramento aos Jogos Olímpicos na classe 470. O Chefe de Estado diz ainda que o apuramento orgulha os moçambicanos.

Através da sua conta no facebook, o presidente da República endereçou uma mensagem de felicitação para a dupla moçambicana de vela Denise Parruque e Maria Machava. A mensagem diz e passamos a citar.

“Parabéns, meninas! Tomei conhecimento da qualificação, no último final de semana, da dupla moçambicana Denise Parruque e Maria Machava, para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, ao vencer o torneio de apuramento na classe 470, ocorrido em Luanda, Angola. Sinto-me orgulhoso por esta proeza que vai permitir que Moçambique, na qualidade de campeão africano, represente o continente nas olimpíadas nesta especialidade”, diz o comunicado que não deixa de fazer menção a qualificação da também velejadora Deisy Nhaquila.

“Felicito ainda a velejadora Deisy Nhaquila, que foi a primeira atleta moçambicana a garantir o apuramento aos jogos Olímpicos, ao conquistar o campeonato africano de vela, na classe laser radial, prova realizada em Outubro último, em Argel, na Argélia”

 

 

A selecção nacional de futebol, os Mambas, está inserida no grupo D de qualificação ao campeonato do mundo do Qatar, em 2022, juntamente com as congéneres dos Camarões, Costa do Marfim e Malawi.

O sorteio da fase de grupos de qualificação ao mundial do Qatar, em 2022, realizado na noite desta terça-feira na sede da CAF, ditou que os Mambas voltariam a cruzar o caminho dos Camarões, com quem estão no grupo de qualificação ao CAN-2021, mas também a Costa do Marfim, com quem disputaram o último jogo na eliminatória de acesso ao mundial de 2010, eliminatória que acabou por sorrir para os “Elefantes”. Já com o Malawi, os Mambas empataram a última partida disputada, no torneio Cosafa, deste ano, a um golo.

 

Todos adversários conhecidos

O grupo de Moçambique mostra-se extremamente difícil de transpor, tendo em conta que somente uma selecção, a que terminar em primeiro lugar, se qualifica à terceira e última fase de apuramento. Difícil e não impossível, tendo em conta que cada uma das selecções do grupo D são conhecidos pelos Mambas, uma vez que já disputou com elas eliminatórias ou fases de grupos das competições continentais.

Com os Camarões, com quais fará uma dupla jornada já em Março, para o grupo de qualificação ao CAN, os Mambas realizaram quatro partidas, com um saldo de uma vitória, em 1983, e três derrotas. A última partida entre ambos data de 11 de Abril de 1999, quando os Leões Indomáveis golearam os Mambas, no Estádio da Machava, por 1-6.

A Costa do Marfim, por seu turno, já cruzou caminho dos Mambas por cinco ocasiões, duas delas em fases finais do CAN, nomeadamente em 1996 e 1998. Estatisticamente, os “Elefantes” venceram quatro jogos e os Mambas apenas conseguiram um empate, na última partida entre ambos, em 2008, numa eliminatória de acesso à fase de grupos de qualificação ao mundial 2010.

Já com o Malawi, selecção que mais vezes já defrontou os Mambas dentre as três, há um equilíbrio no que diz respeito aos confrontos. Em 28 partidas disputadas, os Mambas levam vantagem por terem vencido 10 jogos, contra nove vitórias do Malawi e outros nove jogos que terminaram empatados.

Logo a seguir ao sorteio, Luís Gonçalves, seleccionador nacional, reagiu nos seguintes termos: “Este grupo no qual ficamos integrados com o Malawi, Costa do Marfim e novamente com os Camarões, é um grupo realmente difícil. E não podemos nos esquecer que só o primeiro desta fase é que passa a fase seguinte, ao play off, mas apesar de ser difícil não é impossível. Naturalmente que vamos fazer de tudo para nos qualificar. Devemos ser optimistas para podermos atingir os nossos objectivos. É uma qualificação que só vai começar em Outubro e nós temos que nos focar nestes dois jogos de Março com os Camarões. Nós continuaremos a fazer o nosso trabalho de uma forma apaixonada e dedicada e optimista”

 

Outros PALOP’s em grupos difíceis

Relativamente a ouras selecções dos PALOP’s, destaque vai para Angola, que cruza caminho Egipto, Gabão e Líbia, no grupo F, enquanto Cabo Verde vai enfrentar a forte selecção da Nigéria, para além da República Centro Africana e a Libéria, no grupo C. A Guiné-Bissau, por seu turno, inserida no grupo I, está com o Marrocos, a Guiné-Conacry e Sudão.

Enquanto a fase de qualificação ao mundial não chega, as atenções estão ainda viradas para o apuramento ao CAN dos Camarões, em Março.

Recorde-se que a fase de qualificação ao mundial 2022 inicia em Outubro deste ano e termina em Novembro de 2021.

 

 

GRUPO A

Argélia

Burquina Faso

Níger

Djibuti

 

GRUPO B

Tunísia

Zâmbia

Mauritânia

Guiné Equatorial

 

GRUPO C

Nigéria

Cabo Verde

Rep. Centro Africana

Libéria

 

GRUPO D

Camarões

Costa do Marfim

MOÇAMBIQUE

Malawi

 

GRUPO E

Mali

Uganda

Quénia

Ruanda

 

GRUPO F

Egipto

Gabão

Líbia

Angola

 

GRUPO G

Gana

Africa do Sul

Zimbabwe

Etiópia

 

GRUPO H

Senegal

Congo

Namíbia

Togo

 

GRUPO I

Marrocos

Guine

Guiné-Bissau

Sudão

 

GRUPO L

RD Congo

Benin

Madagáscar

Tanzânia

É oficial… Dário Monteiro irá continuar a comandar a equipa de futebol do Desportivo Maputo na época 2020.

A garantia foi dada pelo próprio presidente daquela colectividade desportiva, Inácio Bernado, que disse que já houve entendimento entre o clube e a Federação Moçambicana de Futebol – uma vez que o técnico é seleccionar nacional sub-20 – para que o técnico assuma a equipa num contrato de um ano.

Ainda de acordo com o dirigente “já temos tudo para fechar, sendo que deverá iniciar com os trabalhos com a equipa a partir desta quarta-feira”.

A direcção disse ainda ter ficado convencido das competências do técnico, uma vez que, ano passado assumiu a equipa na décima primeira posição com 29 pontos e conseguiu conquistar os precisos 11 pontos que garantiram com que os alvi-negros permanecessem na fina-flor do futebol moçambicano. Aliás, Dário Monteiro, sucedeu a Artur Semedo que viu seu contrato interrompido devido aos maus resultados.

Para esta temporada, a direcção quer que equipa supere o oitavo lugar alcançado no ano passado. “Ainda não pensamos no título, mas desejamos que possamos conseguir estar entre os quatro melhores classificados. Isso é possível. Acredito que com trabalho que estamos a desenvolver o Desportivo pode ser campeão nos próximos três ou quatro anos”, esperançou Inácio Bernardo.

 

Dário Monteiro acumula experiências como treinador

Lembre-se que o moçambicano foi seleccionador de sub-17 entre 2013 e 2014, no início da sua carreira de treinador de futebol. Depois dos Mambinhas sub-17, Dário Monteiro foi treinador da Liga Desportiva de Maputo e mais tarde do Desportivo Maputo, antes de regressar a Académica de Coimbra, onde foi jogador de futebol durante muitos anos, mas desta feita, como treinador dos sub-23 daquela formação.

Como jogador, Dário Monteiro teve passagens pelo Desportivo Maputo (no início e no final da carreira), pela Liga Desportiva de Maputo, Académica de Coimbra, Vitória de Guimarães e Estrela de Amadora, ambos de Portugal, Nea Salamis do Chipre, Mamelodi Sundowns e Supersport United, estas duas últimas da vizinha África do Sul, além do Al Jazira dos Emirados Árabes Unidos.

 

Dez dias é o período em que a equipa do Costa do Sol irá ficar em estágio na vizinha África do Sul para preparar a época 2020. O conjunto partiu de autocarro, no último domingo, para Nelspruit, província escolhida para os trabalhos de pré-época.

Fonte ligada ao clube avançou que estão previstos quatro jogos – para dar rodagem ao grupo – com equipas da primeira e segunda divisão daquele país, sendo que há contactos feitos com as equipas, mas “porque estão em competições é preciso aferir a sua disponibilidade”, avançou a fonte para depois falar das equipas de Mbombela United FC, TS Sporting FC como opções.

A mesma fonte avançou, sem citar nomes, que está para breve a contratação de três jogadores estrangeiros – tendo avançado apenas as nacionalidades nomeadamente: malawiana, namibiana e liberiana – para fortificar o plantel, pois, lembre-se, a equipa perdeu dois jogadores preponderantes no esquema táctico de Horácio Gonçalves. São os casos de Eva Nga, melhor marcador do Moçambola 2019 com 24 golos – que foi ao Bidvest Wits da África do Sul, equipa da primeira divisão – e Chawa que “fugiu” para TS Sporting, formação da segunda divisão daquele país.  

 

“Caso Chawa” vai à discussão na sexta-feira
Trata-se de um golpe que o Costa do Sol não estava a espera. Como “O País” já havia noticiado, o internacional malawiano, Chawa “abandonou” o Costa do Sol e foi juntar-se ao TS Sporting, equipa da segunda divisão da vizinha África do Sul, onde está o moçambicano e central Chico, saído do Ferroviário de Maputo.

Segundo contou um responsável do clube, no ano passado, o jogador pediu melhoria de “condições” ao clube “canarinho” e como imposição, este exigiu que o jogador assinasse por mais tempo – dois anos – sendo assim, o médio ofensivo tinha um contrato que terminaria em 2021. Sucede porém, que o jogador “pulou a cerca” e abandonou o projecto “canarinho” depois de se ter sagrado campeão nacional na época passada.

Face a esse cenário, o clube de Matchiki tchiki emitiu um comunicado datado de 13 de Janeiro que dizia que “o clube tomou conhecimento, pelas redes sociais, que o atleta Chawangwa Jaonga, mais conhecido por Chawa, se encontra a treinar no clube TS Sporting, da segunda divisão da África do Sul. O Costa do Sol foi, mais tarde, contactado pelo clube sul-africano a pedir a libertação do jogador, de nacionalidade malawiana”.

E porque tanto o jogador assim como o clube sul-africano pontapearam os regulamentos da FIFA, os dois clubes acordaram negociar para acabar com a contenda. O encontro está previsto para esta sexta-feira na casa do Costa do Sol.

Lembre-se que Chawa foi determinante na conquista do título pelo Costa do Sol 12 anos depois e foi responsável por marcar 9 golos, tendo sido o terceiro melhor marcador da equipa, depois de Eva Nga e Isac.

 

Os Mambas estão inseridos no pote 3 do sorteio de qualificação a fase de grupos de apuramento ao mundial 2022, que terá lugar na noite desta terça-feira, no Cairo, Egipto.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, estará inserida no mesmo pote juntamente com as suas congéneres do Madagáscar, Mauritânia, Líbia, Quénia, República Centro-Africana, Zimbabwe, Níger, Namíbia e Guiné-Bissau, selecções que não vão fazer do mesmo grupo na fase de qualificação.

Para além do pote 3, onde estará a selecção de Moçambique, os restantes potes estão assim divididos:
Pote 1: Senegal, Tunísia, Nigéria, Argélia, Marrocos, Gana, Egipto, Camarões, Mali e RD Congo.
Pote 2:  Burkina Faso, Costa do Marfim, África do Sul, Guiné, Uganda, Cabo Verde, Gabão, Benim, Zâmbia e Congo.

Pote 4: Malawi, Angola, Togo, Sudão, Ruanda, Tanzânia, Guiné Equatorial, Etiópia, Libéria e Djibouti.

O sorteio da fase de grupos de apuramento ao mundial do Qatar, em 2022, terá lugar na noite desta terça-feira, no Cairo, Egipto, e contará com a presença de dirigentes da Federação Moçambicana de Futebol.

Recorde-se que para chegar a esta fase, os Mambas deixaram para trás as Maurícias, na pré-eliminatória, com duas vitórias, nomeadamente 0-1, em Porto Luís, e 2-0, em Maputo.

Esta segunda fase é disputada por 40 selecções, as 26 melhores classificadas no ranking da FIFA, e as 14 que passaram na pré-eliminatória, devendo ser divididas em 10 grupos de 4 selecções cada. Os primeiros de cada um dos dez grupos qualificam-se para a terceira fase.

Nessa terceira e última fase, as 10 selecções serão divididas em 5 eliminatórias e o vencedor de cada eliminatória, a ser disputada em duas voltas, se classifica para o Campeonato do Mundo de 2022, no Qatar.

 

Michel Mesquita, de 24 anos de idade, dividiu o primeiro lugar na prova de golfe com o sul-africano Vernon Niquer. Carlos Mesquita partilhou o terceiro lugar com Isseu Ki Pier. Em suma, a família Mesquita dominou a prova.

Em noite de gala, as luzes do Glória Hotel cintilavam pouco para as estrelas nacionais e internacionais que se faziam presentes na cerimónia de entrega de prémios do Presidential Golf and Jazz Day.

A noite parecia estar destinada ao sul-africano Vernon Niquer, que foi logo no princípio da cerimónia chamado para receber o prémio da tacada mais longa, o conhecido “Longest drive”.

Mesmo sendo boa, a sua tacada não foi suficientemente direccionada e falhou o segundo prémio da noite, da tacada longa que leva a bola mais próxima ao buraco, o chamado “Nearest to the pin”, vencido por Ndegua Nerito.

De lá de trás via-se o Presidente da República atento às premiações, aliás, ele mesmo acabou admitindo o desejo de querer aprender mais da modalidade desportiva, por isso, se fez ao campo na manhã de ontem.

Voltando para a noite. Seguiu-se um nome muito conhecido no país, Carlos Mesquita, que não caminhou só para o pódio, porque, logo de seguida, Isseu Ki Pier foi também chamado para levar o terceiro lugar do pódio. Ambos ocuparam a terceira posição.

Mesquita levantou o troféu, feliz, mas a noite reservava mais um título à família, e seria o segundo para “lá em casa".
Quando o mestre de cerimónia chamou Mater Kandzela e Penior Matsolo, os dois levantaram solenemente e levaram os prémios tranquilos. Mesquita só estava atento, até porque ainda não sabia do troféu que “viria” para a família.
Pouco tempo depois, sorriu, mas quem ficou realmente contente foi o jovem de 27 anos, Michel Mesquita, o filho, que venceu o título do Presidential Golf and Jazz Day, ao lado do outro “senhor da noite”, Vernon Niquer.   

“O jogo foi difícil, os adversários eram bons, mas o meu parceiro ajudou-me muito. Nós dois juntos fizemos uma grande dupla, por isso, fico feliz pelo jogo”, disse Michel Mesquita.

Os vencedores receberam os troféus das mãos do Presidente da República, que logo de seguida foi convidado a prestar declarações sobre o Presidential Golf and Jazz Day, que decorreu pela manhã de ontem.

Filipe Nyusi disse que a prática do golfe vem preencher um vazio que se tem notando nesta modalidade desportiva e espera que eventos como o Golf and Jazz Day sejam para manter.

“Os que acertaram mais tacadas não foram os únicos jogadores importantes, todos marchámos, trocámos opiniões. Apesar dos especialistas determinam quem são os vencedores, todos somos vencedores, só pelo facto de termos participado de forma calorosa”, disse Filipe Nyusi.

E o Presidente concluiu dizendo: “Porque este convívio é de premiação, permitam-nos então parafrasear um adágio popular nas nossas vidas: glória aos vencedores, honra aos vencidos”.   

 

Uma verdade que veio à tona sem meias medidas: Chawa é um fugitivo e obrigou o TS Sporting a cometer irregularidades previstas nos regulamentos da FIFA.

Fugitivo porque não está a cumprir com o contrato que tem com o Costa do Sol, já que tem contrato de dois anos, cuja validade termina a 31 de Dezembro de 2021, uma vez que assinou contrato de dois anos, mais uma de opção, em Fevereiro de 2019. É que o jogador não se apresentou nos trabalhos de preparação para a nova temporada e foi visto a treinar no TS Sporting, clube da segunda divisão da África do Sul, para onde se transferiu o central moçambicano Chico, ex-Ferroviário de Maputo.

Para além de que ao assinar o contrato com o TS Sporting, Chawa obrigou a sua nova colectividade a extravasar os limites impostos pela FIFA, segundo as quais as contratações devem ser fechadas por dois clubes, nomeadamente o clube onde o jogador actuava e o clube para onde o jogador vai. E no caso concreto não foi assim como aconteceu.

O TS Sporting assinou um contrato com Chawa sem a autorização do Costa do Sol, clube que detém os direitos desportivos e financeiros do jogador, para que o mesmo passe a representar o emblema sul-africano.

Através de um comunicado, os “canarinhos” deram a conhecer que vão entrar com uma participação junto das entidades que regem o futebol, nomeadamente a CAF e a FIFA, através, certamente, da Federação Moçambicana de Futebol.

No comunicado, datado de 13 de Janeiro deste ano, o Costa do Sol diz que “o clube tomou conhecimento, pelas redes sociais, que o atleta Chawangwa Jaonga, mais conhecido por Chawa, se encontra a treinar no clube TS Sporting, da segunda divisão da África do Sul”, sem que tenha sido informado antes, ao que veio a acontecer mais tarde. “O Costa do Sol foi, mais tarde, contactado pelo clube sul-africano a pedir a libertação do jogador, de nacionalidade malawiana”, escreve no comunicado.

Entretanto, e porque não foi uma negociação antecipada, os “canarinhos” esclarecem que “Chawa não se encontra autorizado, pela direcção do Costa do Sol, a treinar em nenhum clube ao qual não seja o dono dos seus direitos desportivos e financeiros” e que “o jogador, por vontade própria, mal aconselhado e assediado por outros interesses, encontra-se ausente do seu local de trabalho”.

Por conta destes argumentos, a direcção “canarinha” considera que o TS Sporting cometeu diversas irregularidades previstas nos regulamentos da FIFA, nomeadamente “ao abordar e assinar um contrato com um jogador veiculado contratualmente com o Costa do Sol, e não pediu autorização ao Costa do Sol para dialogar com o atleta Chawa”.

Por isso, o “Costa do Sol informa que não vai abdicar dos seus direitos, tendo feito uma participação as entidades que regem o futebol”, mesmo para ver garantidos os seus direitos e a justiça feita.

Recorde-se que Chawa foi um dos responsáveis pela conquista do título nacional pelo Costa do Sol, apontar 9 golos e fazer várias assistências para outros tantos golos de Eva Nga, coroado melhor marcador do Moçambola 2019, e Isac, segundo melhor marcador do Costa do Sol.

 

 

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