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O País – A verdade como notícia

As velejadoras Denise Paruque e Maria Machava e a pugilista Alcinda Panguana beneficiaram de uma bolsa de solidariedade olímpica para melhorar as condições de treinamento. As três atletas vão receber uma quantia de 750 dólares por mês, durante um ano.

 

O país conseguiu qualificar cinco atletas aos Jogos Olímpicos de Tóquio, sendo duas de boxe e três de vela, num esforço que se pretende seja ainda mais aumentado o número de qualificados. As atletas estão numa fase inicial dos trabalhos de preparação, depois do relaxamento das medidas de prevenção e o Comité Olímpico prometeu garantir melhores condições para que possam estar ao mesmo nível das atletas que encontrarão em Tóquio.

Uma das condições que muitos reclamam tem que ver com questões sanitárias, neste momento em que o mundo, e o país em particular, estão em meio à pandemia do novo coronavírus. Um centro de estágio na Vila Olímpica do Zimpeto, com todas condições de alojamento, segurança de transporte e prevenção da contaminação da COVID-19, porque estariam melhores controlados, foi o pedido feito pelos atletas para que houvesse retoma dos treinos.

O Comité Olímpico de Moçambique ainda não atendeu este pedido por não reunir condições na Vila Olímpica, mas decidiu criar outras condições, nomeadamente a atribuição de uma bolsa olímpica a três atletas, nomeadamente as velejadoras Denise Paruque e Maria Machava, bem como a pugilista Alcinda Panguana, como forma de garantir o melhoramento das condições de treinos rumo aos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Uma bolsa que terá duração de um ano, sendo que cada uma das atletas vai receber um valor de 750 dólares mensais, equivalente a 45 mil meticais, para as suas despesas. As mesmas mostram-se felizes com este gesto do Comité Olímpico e prometem fazer bom uso desta bolsa, por forma a melhorar o seu treinamento, com vista a obterem melhores resultados nos Jogos Olímpicos.

Alcinda Panguana diz mesmo que vinha reclamando de apoio para o seu treinamento e “este apoio chegou sim e veio para minimizar muita coisa para todos os atletas”, acrescentando que “com este apoio vou continuar a trabalhar para fazer valer o acordo com assinei hoje (ontem), continuar a trabalhar para levar a bandeira avante”. Para esta pugilista, este acordo não constitui um “peso nas costas”, uma vez que “se consegui prata nos jogos africanos, significa que amanhã posso ter medalha de ouro e o que o foco é continuar a trabalhar para que isso possa acontecer”, garantiu.

Aliás, esta atleta diz que apesar da bolsa não pretende trocar de treinador e nem tem ambições de cumprir um estágio fora de portas a esta altura, porque “se consegui a qualificação com este treinador (Lucas Sinoia), é com este mesmo que vou continuar a trabalhar até aos Jogos Olímpicos e vou lutar para alcançar bons resultados com ele”.

Já Denise Paruque e Maria Machava, que lamentam o facto de não terem melhores condições, como um barco adequando para a sua classe, bem como não poderem contar com o seu treinador, esperam poder aproveitar para ter o mínimo necessário para os treinos. “Vamos continuar a trabalhar juntas e em coordenação, por que somos mais fortes juntas”, disse Maria Machava que disse ainda que “o acordo vai nos ajudar muito a subir de nível e vamos continuar a treinar com dedicação”.

Dedicação que também foi defendida por Denise Paruque, que também disse estar bastante satisfeita com o acordo que acabou de fazer. “Vamos poder ter bons treinos e com melhores condições” realçando que vai ser preciso trabalhar bastante para não perder a bolsa. “Como ouvimos temos que dar o nosso máximo porque se baixarmos de nível a bolsa pode ser retirada e por isso vamos treinar com muita dedicação e esforço”, disse Paruque.

 

Federações vão saber como gerir a bolsa das atletas

Entretanto, o Comité Olímpico espera que esta bolsa seja bem aproveitada pelas atletas, para que seja prorrogada, em Agosto de 2021. Penalva César, secretário-geral do Comité Olímpico de Moçambique disse que “a federação de cada modalidade é que vai dizer como gerir esta bolsa com o atleta para que possa ter as tais condições melhoradas”, destacando nas condições a alimentação, transporte, material de treino e outros.

Relativamente aos valores disponibilizados, nomeadamente de 750 dólares mensais, cerca de 45 mil meticais, Penalva César diz que deve servir para ajudar em tudo quanto precisem e que só melhor aproveitado vai garantir a prorrogação do acordo, quando este findar, em Agosto de 2021.

Aliás, segundo esclareceu Penalva César, este acto não é o primeiro, sendo que já outros atletas beneficiaram destas bolsas, o que significa que é o prosseguimento das acções de melhorias das condições para os atletas de alto rendimento.

Assim, as três atletas vem as condições de treinamento melhoradas e prometem responder com resultados nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

O Vitória de Setúbal anunciou, esta segunda-feira, que o treinador moçambicano Chiquinho Conde deixou o comando técnico da equipa de sub-23.

O antigo internacional moçambicano ocupava esse cargo há dois anos, altura em que abraçou o projecto dos sadinos, saído da União Desportiva de Songo, num reencontro com a equipa, depois de lá ter passado, cinco épocas, enquanto jogador de futebol, feito em dois períodos.

O Vitória de Setúbal fala mesmo em fim de ciclo, e promete anunciar para breve a nova equipa técnica que vai comandar os sub-23 a partir da próxima temporada.

O clube sadino deixou palavras de agradecimento ao treinador moçambicano, bem como aos restantes elementos da equipa técnica, nomeadamente Sérgio Mourato, Carlos ribeiro, Tiago Matos, Bernardo Tengarrinha e Miguel Pereira, pelo empenho e dedicação que tiveram ao longo deste tempo ao serviço da sua equipa de formação, e deseja ainda votos de muitos sucessos pessoais e profissionais.

O técnico moçambicano deixou o Vitória de Setúbal depois de ter comandando por 78 jogos, dos quais 41 na primeira temporada em que chegou, nomeadamente 40 para a Liga Revelação e um jogo da Taça Revelação. Destes jogos conseguiu 16 vitórias, 10 empates e 15 derrotas.

Já nesta última temporada, Chiquinho Conde orientou a equipa em 37 jogos, sendo 34 na Liga Revelação, dois na pré-época e um amigável, tendo obtido 14 vitórias, sete empates e 16 derrotas, deixando a equipa na 9ª posição, até altura em que a prova foi interrompida por conta da pandemia da COVID-19.

Para já ainda não indicação do destino do técnico moçambicano que já passou por vários clubes nacionais, com destaque para o Maxaquene, Ferroviário de Maputo, Liga Desportiva de Maputo e União Desportiva de Songo.

O internacional moçambicano Luís Miquissone sagrou-se, hoje, campeão nacional pelo Simba SC da Tanzânia, quando faltam seis jornadas por se disputar na Liga Ku Barra.

Para revalidar o título, o Simba SC empatou este domingo com o Tanzania Prisons (0-0), resultado que permitiu a formação de Luís Miquissone aumentar para 19 pontos de diferença (ndr: em 18 possíveis até o final da prova) com o Young Africans, segundo classificado do campeonato com 60.

Neste embate que ditou a conquista do  título, o craque moçambicano foi lançado na segunda parte pelo técnico do Simba SC.

Liverpool sagrou-se, ontem, campeão inglês, beneficiando da derrota do Manchester City frente ao Chelsea para conquistar um título que lhe escapava há 30 anos.

Klopp, que assinou em 08 de outubro de 2015, substituindo Brendan Rodgers, é o grande obreiro deste triunfo, ao ter sabido ter a paciência necessária para construir um conjunto que, em determinadas alturas, chegou a parecer imbatível, escreve a TSF.

O trio Salah, Mané e Firmino deu ‘alma’ ofensiva à equipa, como o apoio dos laterais Alexandre-Arnold e Robertson, e, na retaguarda, o central Van Dijk comandou a defesa, ao lado de Joe Gomez e à frente do guarda-redes Alisson, outro seguro de vida.

O meio campo também foi fortíssimo, com o capitão Henderson, Wijnaldum e Fabinho, num setor mais mexido, face às muitas opções, como Keita, Chamberlain ou Milner, mais Lallana. Adrian, Lovren, Matip, Shaqiri e Origi também tiveram o seu papel.

O conjunto da Cidade dos Beatles entrou muito forte na prova e venceu os primeiros oito encontros, incluindo um 3-1 ao Arsenal, um 2-1 no reduto do Chelsea e um 2-1 ao Leicester, para cavar, prematuramente, uma vantagem de oito pontos.

Um empate 1-1 com o United, em Manchester, à nona ronda, não afetou rigorosamente nada o onze de Klopp, que continuou imparável e, a meio da prova, à 19.ª ronda, já seguia com mais 13 pontos do que o Leicester, mesmo tendo um jogo em atraso.

O Liverpool só parou nos 18 triunfos consecutivos – da 10.ª à 27.ª jornadas, sendo que apenas disputou o da 18.ª após a 24.ª -, quase uma volta completa, sendo que, após este ciclo, o Manchester City, segundo, estava já a 22 pontos.

Em 29 de fevereiro, data que só aparece no calendário de quatro em quatro anos, os reds poderiam bater o recorde da Premier League de vitórias seguidas, mas, surpreendentemente, perderam por 3-0 em Watford, deixando fugir a invencibilidade.

 

O Manchester United venceu o Sheffield United por três a zero, em partida da 31ª jornada da Premier League. Os três golos dos red devils foram apontados por Antony Martial.

 

Jogo entre equipas que entraram para o jogo separadas por dois pontos na tabela classificativa e o Manchester United quis ter logo o protagonismo.

Rashford, Bruno Fernandes e Antony Martial, foram as setas apontadas a baliza de Moore e já se adivinhavam os golos dos red devils.

O primeiro chegou logo aos sete minutos, numa jogada bem conseguida, com Bissaka a cruzar a Martial a encostar.

A fechar a primeira parte, foi novamente Martial a aproveitar uma boa jogada de Rashford, para ampliar o marcador. Tudo fácil para a turma da casa.

Na segunda parte, a controlar o jogo, o Man. U. não teve dificuldades para chegar ao terceiro logo, muitas que eram as facilidades na defesa do Sheffield.

Um resultado que não deixou margens para dúvidas em relação ao vencedor, que coloca o Manchester mais próximo dos lugares da champions e atrasa o Sheffield dos lugares da Europa.

Fazer exercícios físicos deixou de ser uma prática alegre e motivadora. Muitos tiveram de mudar de hábitos, uma vez que os ginásios fecharam e nem podem estar em aglomerados. Os impactos do Estado de Emergência já se fazem sentir nos proprietários dos ginásios, que falam em prejuízos incalculáveis.

Os efeitos da COVID-19 se fazem sentir em vários quadrantes da vida social. No desporto não é excepção. Se antes da pandemia do novo Coronavírus as pessoas praticavam exercícios físicos em ginásios, há dois meses e meio tudo mudou.

O presidente da República mandou fechar os ginásios, desde 1 de Abril, no âmbito do Estado de Emergência, declarado pelo decreto 11/2020, de 30 de Março, por considerar que são locais que propiciam a propagação da COVID-19.

Os ginásios estão todos fechados e os seus usuários impedidos de praticar exercícios físicos com ajuda de várias máquinas e outros instrumentos que se podem encontrar em ginásios.

Os proprietários e donos desses ginásios sentem na pele a falta de pessoas, que pagam mensalidades e ajudam nas despesas, quer do próprio estabelecimento, quer do pessoal interno, quer da renda familiar.

Fernando Luís é um dos proprietários de um ginásio da cidade de Maputo, e diz que os prejuízos são incalculáveis, tendo em conta as despesas que tem.

“Não está fácil. Desde, neste últimos três meses não estamos a fazer nada. Estamos a ser exigidos até renda para pagar, em casa também não está fácil, e não podemos deixar do lado os funcionários, temos que olhar por eles porque trabalham sempre connosco”, disse Fernando Luís

Já Abdul Bila vinha trabalhando com um grupo de 1000 pessoas, mas tudo teve que mudar desde que a pandemia chegou ao país. “Antes era mesmo muito mais alegre porque estávamos todos juntos. Aos finais de semanas podíamos nos juntar em grupo de mais de 1000 pessoas, desde os 10 anos de idade até aos seniores. Mas agora tudo mudou e é difícil porque não temos como estarmos todos juntos”, lamentou Abdul Bila, instrutor e líder de grupo de treinamento de manutenção física, para além de ser ainda treinador de râguebi.

Reinventar-se foi a palavra de ordem
Uma situação que prejudicou os usuários dos ginásios, que tiveram que encontrar outras formas de praticar exercícios físicos, já que não podem mais estar em glomerados por conta da COVID-19.
Os proprietários e donos dos ginásios foram obrigados a terem que se reinventar para conseguir permanecer em pé, embora de formas diferentes e com sortes diferentes. Alguns, preferiram alugar parte do seu material para os seus clientes, por forma a se exercitarem em casa. Outros ainda preferiram sair do ginásio para outros lugares, por forma a, dentro das medidas de prevenção, praticarem exercícios físicos.

Mas não só! A aqueles que preferiram enveredar por fazer parcerias com a comunicação social, como uma das alternativas, para manter a boa forma dos seus clientes. É o caso do professor Mário que tem estado a dar aulas de ginástica aeróbica na televisão, numa parceira com a Stv.

Aliás, sem ginásios abertos, a primeira alternativa foi recorrer às ruas, para praticar, mas com os números da COVID-19 a subirem a cada dia, houve incremento das medidas de prevenção, com proibição de aglomerados em locais públicos, bem vigiados pela polícia.

Treinar em casa ou em grupinho, solução viável
Com o cerco fechado, a opção foi encontrar soluções viáveis para não parar de praticar exercícios físicos. Por exemplo, Abdul

Bila preferiu juntar um grupinho de seis pessoas e, num lugar específico, continuarem a praticar.
Tanto ele como os seus alunos, consideram que não a melhor solução, mas é a mais viável, tendo em conta que a forma física é a que mais interessa.
Já Cristina Macie, residente em Laulane e funcionária municipal, realizava exercícios não só no ginásio, mas também na via pública, mas a polícia fez o cerco e foi obrigada a se exercitar em casa, sozinha, e muitas das vezes sem acompanhamento dos seus instrutores.

Conta que antes “saía de casa para dar uma caminhada até a praia da Costa do Sol e lá nos encontrávamos em grupo e tínhamos um professor que nos orientava nos exercícios físicos, mas a polícia nos tirou de lá e agora temos que estar em casa”. E porque não quer ficar sem praticar, optou por encontrar um espaço no quintal da sua casa para continuar a treinar.
E Tal como a Cristina, muitos outros foram obrigado a praticar em casa, uma situação que consideram não ser benéfica para eles, tendo em conta que “como todos sabemos que temos que ficar em casa para evitar a doença, então só podemos cumprir, mesmo sabendo que podemos facilmente nos lesionar”, disse Nelma Banze.

Vídeos, outra solução
Uma outra solução encontrada para fazer face a situação actual da pandemia que levou ao encerramento dos ginásios e a proibição de praticar exercícios físicos na via pública, é o envio de vídeos a muitas pessoas, para que mesmo em casa continuem a se exercitarem.

É assim, que muitos instrutores mantém a boa forma dos seus clientes, mesmo para facilitar para quando tudo estiver normalizado não terem muitas dificuldades na instrução dos mesmos. Isto porque não há alternativas a breve trecho, já que não se vislumbra um fim imediato da pandemia. O que resta agora é esperar que o governo relaxe as medidas de prevenção. Um grito que vem de quem se ressente do impacto da COVID-19, por não ter outro sustento.

Enquanto isso, os ginásio vão continuar encerrados e os aglomerados impedidos até que as medidas de prevenção sejam relaxadas e o Estado de Emergência seja levantado pelo presidente da República, Filipe Nyusi.

O internacional moçambicano, Telinho, diz que somente com o cumprimento das medidas de prevenção contra o novo Coronavírus é que o futebol poderá regressar em breve. Telinho promete voltar em grande para ajudar os Mambas a se qualificarem para CAN-2021.

Foi autor de dois dos quatro golos que permitiram aos Mambas encaixar quatro pontos no grupo ”F“ de qualificação ao CAN-2021, no qual lideram conjuntamente com os Camarões.

Facturou, no dia 14 de Novembro, no Estádio Nacional do Zimpeto, na vitória dos Mambas por dois a zero diante do Ruanda, concluindo da melhor forma uma assistência magistral de Witi aos 27 minutos.

Depois, no embate da segunda jornada, fez o golo de empate (1-1) anulando, desta forma, a vantagem dos ‘tubarões azuis’ conseguida aos seis minutos, por intermédio do médio Gary Rodrigues. Este embate viria a terminar empatado a duas bolas.

Queria voltar a estar na sua zona de eleição, finalização, e fazer novamente o gostinho ao pé no duplo compromisso com os “Leões Indomáveis“ em Março último, mas o novo coronavírus desviou a bola da sua trajectória.

Um cenário que impacta nos níveis motivacionais e estado de forma do jogador da União Desportiva do Songo, segundo disse ao “O País”.

“É um pouco difícil voltar a ter a mesma forma. Estava a atravessar um bom momento de forma, um nível elevado com muitos jogos. Para voltar a atingir o mesmo nível será muito difícil. Vou ter que lutar muito”, explicou o melhor marcador da selecção nacional na fase de qualificação para o CAN-2021.

Não há futebol nos campos, não há cornetas e muito menos vuvuzelas e alegria dos adeptos pelos momentos de magia protagonizados pelos artistas da bola. A incerteza permanece sobre o regresso DA modalidade rei permanece. Mas há uma certeza quando tudo voltar à normalidade.

“Vamos lutar para voltarmos em forma para conseguirmos ultrapassar esta pandemia. Sabemos que não será fácil, mas acreditamos que com muito trabalhado, união e vontade de vencer que tem caracterizado o grupo de trabalho, podemos alcançar os nossos objectivos”, disse Telinho.

O avançado quer continuar a alegrar os adeptos moçambicanos, pelo que farei o melhor para ”marcar golos”.

Para que a bola volte a rolar nos relvados, há que elevar os níveis de responsabilidade e proteger-se no máximo. Os moçambicanos devem, apela Telinho, fazer de tudo para achatar a curva dos gráficos de novos infectados pela covid-19.

“Nós, moçambicanos, já mostramos que somos unidos. Temos esta capacidade de nos unir por uma grande causa. E, neste momento, todos somos chamados a dar o nosso contributo para conter a propagação da Covid-19”, apelou. E acrescentou: “Temos que seguir às recomendações das autoridades de saúde. Devemo-nos manter em casa, somente nos deslocarmos em caso de necessidade. Temos que proteger as nossas famílias”
Intramuros, a realização de treinos “online” e devidamente monitorados é a solução para os atletas não manterem a condição física. De resto, coma suspensão de todas actividades desportivas devido ao Estado de Emergência, o Moçambola-2020, prova que devia arrancar a 4 de Abril, foi adiado até que a pandemia seja controlada no país.

“Estes treinos ajudariam muito os jogadores. Não adianta nada estar a treinar sozinho em casa sem acompanhamento e aconselhamento dos treinadores. Há hábitos em casa que não são adequados para o futebol”, advertiu.

Enquanto isso não acontece, faz-se o básico para não se perder todo um trabalho desenvolvido na pré-temporada. ”Vamos trabalhando dentro das condições que temos. O que é certo é que para me manter em forma, vou treinando sozinho com a mesma disciplina que me caracteriza como atleta. Quero voltar em grande“.

O Ministério da Economia e Finanças doou, à Secretaria de Estado do Desporto, o material desportivo que estava retido nos armazens da Autoridade Tributária de Moçambique há cinco anos. O mesmo, composto por balizas, areias e bandeirolas, vai servir para a melhorar as infraestruturas desportivas nos distritos.

Já houve fumo branco em relação ao material desportivo retido há cinco anos pela Autoridade Tributária de Moçambique, que fora importado pela Federação Moçambicana de Futebol, para melhoria das infraestruturas desportivas, nomeadamente os campos de futebol. Ao todo são oito contentores, dos 12 importados, contendo diverso material desportivo que havia sido retido nos armazéns da Autoridade Tributária, por não ter cumprido com o tempo de desembaraço aduaneiro previsto para os processos do género, de 25 dias, o que abriu espaço para o processo administrativo, que passou ainda pela venda em hasta pública.

Foi o próprio Feizal que havia encomendado o material, doado no âmbito do projecto da FIFA, que na altura não teve orçamento suficientes para desalfandegar e fazer uso e por isso, retido nas alfândegas. Passou um mandato, de Alberto Simango Jr., e muitas foram as tentativas de negociações para que o material desportivo fosse entregue à Federação Moçambicana de Futebol, com protesto de tratar-se de material doado, mas o governo não moveu nenhuma palha.

Há dois anos, o material foi a hasta pública, mas devido aos custos e porque é um material destinado a uma certa actividade, nomeadamente para os campos de futebol, nem os clubes, muito menos os municípios, se interessaram em adquirir o mesmo.

E só na semana passada, por despacho do Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, autoridade competente para autorizar a entrega do material, ao abrigo do Estatuto Orgânico das Alfândegas de 29 de Setembro de 1960, aprovado pelo Decreto nº 43199, no seu Artigo 681, é que o mesmo foi entregue à Secretaria do Estado do Desporto, para o devido uso.

Amélia Cabral, directora do Fundo de Promoção Desportiva, foi quem recebeu o material e confirmou o facto. “O ministério da Economia e Finanças doou este material que já estava retido há mais de cinco anos e fizeram a entrega formal. Neste momento estamos a receber o material e dentro em breve vamos dizer como o mesmo vai ser distribuído”, disse.

O material, composto por balizas, areia e bandeirolas, será usado para a melhoria dos campos de futebol, com destaque para os distritos, e a sua distribuição, segundo confirmou Amélia Cabral, será feita em coordenação com a Federação Moçambicana de Futebol, entidade que havia importado o material desportivo em 2015.

“Vamos ver os projectos que a FMF tem e dentro daquilo que é o plano estartégico da Secretaria do Estado do desporto vamos fazer a devida distribuição. Para nós este material vai ajudar a engrandecer o futebol nos distritos e vai dar um salto naquilo que é o desenvolvimento do desporto e das infaestruturas desportivas, que é uma das prioridades da Secretaria de Estado do Desporto, neste mandato”, esclareceu Amélia Cabral, directora do Fundo de Promoção Desportiva.

Para já, as balizas, areia e bandeirolas, foram colocados no Estádio Nacional do Zimpeto, onde já se encontrava a relva sintéctica verdadeiramente dita, e nos próximos dias vai se decidir para quais províncias e distritos será enviado o material, para montagem nos campos de futebol.

 

O Secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes, mostrou-se preocupado com as pessoas que fazem ginástica em aglomerados e sem cumprir com as medidas de prevenção do novo coronavírus, nomeadamente o distanciamento social e o uso das máscaras, e diz que esta atitude pode propiciar a medidas mais extremas, como forma de conter a propagação da pandemia pelos moçambicanos.

“Tem sido constrangedor ver aglomerados de pessoas a praticarem desporto sem respeitar as medidas de prevenção. Temos visto muitos exercícios físicos em que as pessoas fazem flexões e agachamentos de mãos dadas ou apoiando-se umas as outras e passando gotículas e transpiração umas as outras”, disse preocupado Mendes que diz que “esta é uma das formas elementares de transmissão do vírus”.

Ainda assim, o Secretário do Estado do Desporto reconhece que o exercício físico é importante e primordial para enfrentar esta pandemia, mas “se descurarmos os outros pressupostos da prevenção, como distanciamento social, uso de máscaras, isso pode lavar ao agravamento das medidas de prevenção que o Governo decretou” e para que se continue a praticar exercício físico na via pública, o apelo é para que se evite aglomerados, cumprir as medidas de prevenção para não colocar em risco a vida dos cidadãos.

Aliás, para Gilberto Mendes, o desporto foi das actividades mais sacrificadas por esta pandemia, porque enquanto outras continuam a produzir, ainda que não de forma como desejavam, “o desporto entrou para o nível 4, uma fase de ‘lockdown’ completo, onde não podemos exercer a nossa actividade e o relaxamento da nossa época vai depender muito da nossa reacção às medidas de prevenção”, disse.

E neste tempo da pandemia da COVID-19 o desporto é chamado a dar a sua contribuição para a prevenção, razão que levou a Federação Moçambicana de Ténis a doar máscaras, álcool e sabão, para ajudar a população de Cabo Delgado a combater a pandemia.

Virgílio Tivane, presidente da Federação Moçambicana de Ténis diz que a escolha por Cabo Delgado deve-se ao facto de ter sido o foco dos muitos casos da pandemia no país.

Já o Secretário de Estado do Desporto disse que mais do que a população de Cabo Delgado, o mesmo vai ajudar a muitos desportistas que ficaram com empregos comprometido devido ao coronavírus.

A província de Cabo Delgado continua a ter mais casos de coronavírus no país, cujo epicentro foi o acampamento de Afungi, em Palma.

 

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