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O País – A verdade como notícia

A Federação Moçambicana de Futebol anunciou, em comunicado, o adiamento da sua Assembleia Geral Ordinária, pela segunda vez, desta vez para o próximo dia 21 de Novembro. A Assembleia Geral tinha sido marcada para o dia 29 de Agosto de 2020, pelas 10 Horas, mas adiada sine-die para o dia 7 de Novembro deste ano, devido a questões relacionadas com incertezas de calendarização da FIFA/CAF devido a COVID-19, tal como referiu o comunicado que adiava a reunião.

Entretanto, de acordo com o último comunicado, assinado pelo respectivo presidente da Mesa de Assembleia Geral da Federação Moçambicana de Futebol, Teodoro Waty, a nova data da reunião magna fica para 21 de Novembro, nas primeiras horas da manhã, e irá decorrer via plataforma Zoom.

O comunicado da Federação Moçambicana de Futebol enviada às Associações Provinciais de Futebol, clubes filiados, Liga Moçambicana de Futebol, Atletas, órgãos de Comunicação Social e todos interessados, faz saber que a Assembleia Geral do órgão que tutela o futebol nacional foi adiada “em virtude  da marcação dos jogos dos Mambas para os dias 12 de Novembro nos Camarões e para o dia 16 do mesmo mês em Maputo”, de qualificação ao Campeonato Africano das Nações, respectivamente para a terceira e quarta jornadas do grupo F.

Entretanto, esta Assembleia Geral da Federação Moçambicana de Futebol vai decorrer dentro do período da nova temporada futebolística, que inicia a 1 de Novembro próximo, ou seja, a nova época já dada a conhecer vai entrar em vigor sem que a sua alteração seja aprovada em Assembleia Geral como mandam os estatutos do órgão reitor do futebol moçambicano.

O comunicado assinado por Teodoro Waty não faz referência a possíveis mudanças da agenda já divulgada, o que pressupõe que a Assembleia Geral do dia 21 de Novembro obedeça o mesmo programa, nomeadamente a apresentação e discussão do relatório de actividades desenvolvidas durante a época de 2019, apresentação e discussão do relatório e contas do exercício de 2019, apresentação do plano de actividades para a época 2020 (agora 2020/2021), apresentação da proposta de orçamento para a época de 2020 (agora 2020/2021), apresentação do plano de actividades para a época 2021, apresentação da proposta de orçamento para a época de 2021 e diversos.

O seleccionador nacional dos Camarões, o português António Conceição Oliveira, chamou 32 jogadores para a preparação aos dois jogos da dupla jornada de qualificação ao Campeonato Africano das Nações, que vai acolher em Janeiro de 2022. Uma lista que conta com toda artilharia pesada camaronesa que foi divulgada pela Federação Camaronesa de Futebol (FECAFOOT), convista aos embates diante do combinado moçambicano, os Mambas, a 12 e 16 de Novembro, respectivamente em Douala e Maputo.

Trata-se de uma convocatória que integra apenas um jogador actua nos Camarões, nomeadamente o médio Aboubakari Seidiki, do Union Douala, que se junta a outros dois que jogam em países do continente africano, respectivamente o guarda-redes Moukeu Blondy, do Vita Club da República Democrática Congo e o defesa Fabrice Ngah, que actua no Raja Casablanca do Marrocos.

Os restantes 29 jogadores actuam em clubes da primeira divisão dos países europeus com destaque para o guarda-redes Andre Onana, do Ajax da Holanda, que terça-feira foi titular na Liga dos Campeões, Choupo-Moting, que não saiu do banco de suplentes do Bayern de Munique, terça-feira na Liga dos Campeões, o avançado Toko Ekambi, do Lyon da França, e o médio Zambo Anguissa, do Fulham da Inglaterra, para além de Vicent Aboubakar, que na última janela de transferência trocou o FC Porto pelo Besiktas da Turquia.

Os trabalhos de preparação do combinado camaronês iniciam no dia 08, com concentração de todos jogadores convocados, em Douala, cidade que vai acolher o primeiro dos dois jogos entre os Leões Indomáveis e os Mambas.

 

Eis a lista completa dos 32 pré-convocados:

 

Guarda-redes: Andre Onana (Ajax/Holanda), Fabrice Ondoa (Oostende/Bélgica), Simon Omossola (Stoke City/Inglaterra) e Moukeu Blondy (Vita Club/RD Congo).

Defesas: Jerome Onguene (Salzbourg/Áustria), Collins Fai (Stardard de Liége/Bélgica), Michael Ngadeu (La Cantoise/Bélgica), Macky Bagnck (Partizan/Sérvia), Harold Moukoudi (Saint Étienne/França), Oliver Mbaizo (Philadelphia/EUA), J.C. Castelletto (Nantes/França), Ammad Ngouyamsa (Dijon/França), Fabrice Ngah (Raja Casablanca/Marrocos) e Ambroise Oyongo (Montpellier/França).

Médios: Malong Kunde (Mainz/Alemanha), Zambo Anguissa (Fulham/Inglaterra), Arnaund Djoum (Al Read/Arábia Saudita), Jean Onana (Royal Excel/Bélgica), Van Brice Etexi (Granada/Espanha), Martin Hongla (Antwerp/Bélgica) e Samuel Gouet Oum (Altrach/Áustria).

Avançados: Toko Ekambi (Lyon/França), Aboubakari Seidiki (Union Douala/Camarões), Christian Bassogog (Henan Jianye/China), Choupo-Moting (Bayern/Alemanha), Vicent Aboubakar (Besiktas/Turquia), Stephane Zobo (Toulouse/França), Moumi Ngamaleu (Young Boys/Suiça), Stephane Bahoken (Angers/França), Serge Tabekou (Royal Excel/Bélgica), Clinton Nje (Dínamo/Rússia) e Eric Ayuk (Osmanlispor/Turquia).

 

O seleccionador nacional de futebol, Luís Gonçalves, chamou 23 jogadores para os trabalhos de preparação convista aos dois jogos diante dos Camarões, referente a qualificação ao CAN-2022. O maior destaque vai para o regresso de Simão Mate e a ausência de Mexer.

A preparação dos Mambas para os dois embates diante dos Camarões, referentes a terceira e quarta jornadas de qualificação ao CAN-2022, começa mais cedo, com os jogadores que actuam internamente, que irão se juntar aos que jogam foram de portas, em Douala. Por isso mesmo Luís Gonçalves chamou 23 atletas, dos quais oito das equipas do Moçambola e os restantes em campeonatos africanos, europeus e asiáticos.

Da lista dos convocados anunciada por Luís Gonçalves esta segunda-feira, o maior destaque vai mesmo para o regresso de Simão Mate, quatro anos depois, uma chamada por “opção técnica”, segundo disse o seleccionador nacional. “O que norteou a convocação do Simão é a qualidade dele como jogador e o facto de neste momento eu considerar que é importante a presença dele na selecção não só pela qualidade que ele tem como também por toda a experiência que ele carrega consigo”, assim reagiu o seleccionador nacional ao regresso de Simão Mate aos Mambas.

A última vez que Simão Mate esteve ao serviço da selecção nacional foi a 27 de Março de 2016, no empate sem abertura de contagem diante do Gana, no Estádio Nacional do Zimpeto, para a quarta jornada da fase de qualificação ao CAN-2017.

Aliás, de acordo com Gonçalves, “as convocatórias, as decisões e as escolhas são feitas pelo seleccionador nacional, exclusivamente pelo seleccionador nacional. Naturalmente que oiço a minha equipa técnica, faço as minhas análises, mas depois quando faço a convocatória, faço exclusivamente pela minha cabeça”, justificando ainda a não chamada de alguns atletas que tem sido referência nos Mambas.

No sentido inverso ao regresso anunciado, estão as ausências de Mexer e de David Malambane, ambos por lesão.

Assim, Luís Gonçalves chamou os seguintes jogadores:

Guarda-redes: Guirrugo (UD Songo), Frenque (Fer. Maputo), Victor (Costa do Sol).

Defesas: Bheu (UD Songo), Zainadine (Marítimo), Sidique (UD Songo); Bonera (Marítimo), Reinildo (Lille), Edmilson (Cape Town City), Simão Mate (Vegalta Sendai), Chico (TS Sporting FC).

Médios: Kambala (Baroka FC), Néné (Costa do Sol), Kamo-Kamo (Vitória FC), Telinho (UD Songo), Domingues, Geny Catamo (Sporting Clube de Portugal), Kito (Ferroviário de Maputo).

Avançados: Clésio (Zira FK), Luís Miquissone (Simba FC), Reginaldo (FC Kaysar), Rafito (1.CFR Pforzheim), Witi (Nacional de Madeira), Amâncio (Marítimo).

 

Embate entre David e Golias

Para estes dois jogos diante dos Camarões, o seleccionador nacional não promete vitórias, até porque o adversário é um todo poderoso do continente africano, mas garante confiança nos jogadores chamados, que vão fazer de tudo para alcançar um bom resultado.

Luís Gonçalves chegou a apelidar o jogo entre Moçambique e Camarões, como o embate bíblico entre David e Golias, para mostrar a dimensão da diferença entre as duas selecções.

“Se formos honestos na nossa avaliação, vimos que Camarões é uma equipa mais poderosa que Moçambique. Tem mais argumentos. Basta ver pelos jogadores que normalmente compõem esta equipa e em que países e clubes jogam, qual é o nível das ligas em que estes clubes jogam. Naturalmente, apesar da pandemia, os seus jogadores estão com um outro ritmo competitivo para não falar da qualidade da sua equipa” explicou Luís Gonçalves.

Mas tal como David venceu Golias, Gonçalves espera poder contrariar a artilharia camaronesa com “as armas de dispõe”. Até porque “temos um grupo muito forte, temos espírito de equipa, algo fundamental para estes jogos. O espírito desta equipa é muito forte e isto vai naturalmente ajudar-nos a bater-nos e a utilizar as armas que temos. Também temos os nossos argumentos, jogadores com qualidade, e alguns deles a jogarem na Europa” disse Luís Gonçalves.

Moçambique e Camarões lideram o grupo F de qualificação ao CAN-2022, ambos com quatro pontos, seguido do Cabo Verde, com dois, e Ruanda sem nenhum ponto.

 

A Federação Moçambicana de Futebol está a trabalhar no sentido de garantir um voo charter para os Mambas na sua deslocação a Douala, a 9 de Novembro próximo. Quanto ao jogo do dia 16 de Novembro, em Maputo, ainda não há garantias de público nas bancadas.

É todo esforço que está a ser feito pelo organismo que gere o futebol moçambicano no sentido de garantir uma logística adequada aos Mambas, por forma a alcançarem melhores resultados nos dois jogos diante dos Camarões, a 12 e 16 de Novembro próximo.

Em termos preparação, viagem de ida e volta de Douala, para o jogo da 3ª jornada de qualificação ao CAN-2022, Hilário Madeira fala de voo charter.

“A preparação tem início no dia 3 em que os atletas que militam internamente vão poder estar de estágio iniciando pelo teste de Covid-19. No dia 7 toda delegação deverá realizar novamente o teste de Covid-19 para poder seguir a Camarões no dia 9. Os jogadores que jogam fora de portas vão se juntar a delegação em Douala e o regresso está previsto para o mesmo dia do jogo, logo a seguir ao jogo, para permitir melhor preparação para o jogo da quarta jornada”, disse o Secretário Geral Interino da Federação Moçambicana de Futebol.

Já em Maputo, para a quarta jornada, diante do mesmo adversário, ainda não há garantias de público nas bancadas, mas esforços estão a ser feitos para que o apoio dos adeptos seja presencial.

“Estamos em coordenação com a SED para ver se autoriza que tenhamos, pelo menos, metade da lotação do Estádio Nacional do Zimpeto (20 mil espectadores) e estamos cientes de que esta autorização carece da aprovação do Presidente d República. Estamos na expectativa de que até ao final de semana tenhamos resposta a este assunto”, mostrou-se confiante Hilário Madeira.

Mas há mais motivação para os Mambas. É a questão da premiação do jogo. É que a premiação normal é de 60 mil meticais por vitória e para estes dois jogos, como forma de motivar os jogadores, “a direcção executiva da FMF decidiu aumentar a premiação para 80 mil meticais por vitória, mas por empate vai se manter o mesmo”, segundo disse Hilário Madeira. Depois desta dupla jornada, a premiação voltará ao normal.

 

A COVID-19 afasta fisicamente as pessoas, mas para os jogadores de xadrez, a distância é apenas um detalhe. Através de um aplicativo de celular, os jogadores ficam conectados entre si, uma vez que em tempos da COVID-19, a modalidade não pode morrer.

Segundo Lino Machava, presidente da Associação de Xadrez de Inhambane, a medida surge como uma forma de manter o xadrez vivo, numa altura em que não se recomenda a concentração de pessoas.

Através do referido aplicativo do celular, “não há nenhum contacto entre as pessoas” que jogam. Com “cada um na sua casa ou num local que lhe for conveniente para jogar”, a modalidade sobrevive à pandemia.

“Como resultado disso, há jogadores de quase todos distritos a participar no torneio” promovido pela Associação de Xadrez de Inhambane, acrescentou Lino Machava.

Esse torneio é pretexto não só para praticar a modalidade, mas também ganhar algum dinheiro. O torneio é de apenas um dia, com início às 16 horas e fim às 18horas, segundo os organizadores.

Prevê-se premiações do primeiro ao quinto lugar, bem como a premiação do melhor jogador do sexo feminino, como forma de “estimular a participação das mulheres no torneio”, disse Lino Machava.

Em Inhambane existem pouco mais de 35 jogadores de xadrez. Entretanto, a Associação de Xadrez de Inhambane ainda debate-se com falta de instalações para os jogadores.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, caiu um lugar no ranking da FIFA actualizado esta quinta-feira, passando da posição 105 para a posição 106, com os mesmos 1200 pontos.

As duas derrotas somadas no estágio em Portugal e que contavam para a data-FIFA, nomeadamente diante da Guiné-Bissau, por uma bola sem resposta, e Angola, por 3-0, ditaram esta descida de um lugar dos Mambas.

Se na actualização de Setembro o conjunto moçambicano tinha subido um lugar mesmo sem ter jogado, desta vez realizou dois jogos e caiu da posição 105 para a posição 106, sendo ultrapassado pelo Quénia, que na actualização anterior estava abaixo dos Mambas.

Entretanto, apesar de terem vencido os Mambas, tanto os Djurtus como os palancas continuam abaixo da selecção nacional. Guiné-Bissau subiu apenas um lugar, passando do 119º posto para o 118º, com os mesmos 1155 pontos, enquanto Angola manteve a posição 124, com os mesmos 1136 pontos. Cabo Verde, que faz parte do grupo dos Mambas na qualificação ao CAN-2022, é a selecção dos PALOP’s melhor posicionado, estando na 78ª posição, com 1318 pontos.

Outra selecção do grupo dos Mambas, Camarões, que empatou a zero com Japão, manteve a 53ª posição, com 1413 pontos, enquanto saiu da posição 132 para a posição 133, com os mesmos 1089 pontos.

O top 5 do ranking da FIFA mantém intacto, com Bélgica a liderar, agora com 1765 pontos, menos 8 que actualização de setembro, seguido da França, com 1752 pontos, e Brasil com 1725 pontos. Inglaterra, com 1669 pontos, e Portugal, com 1661 pontos, fecham o top 5.

A próxima actualização do ranking da FIFA será feita depois da próxima data-FIFA, em Novembro.

 

Rui Tadeu, gestor do Departamento de Licenciamento de Clubes na Federação Moçambicana de Futebol, esclarece que o Costa do Sol e a União Desportiva de Songo vão participar nas competições africanas porque os seu processos de licenciamento já foram entregues a CAF, Confederação Africana de Futebol, para a sua avaliação e validação. Ou seja, as licenças internacionais destas duas colectividades foram entregues ao órgão que tutela o futebol africano dentro do prazo estabelecido, a 20 de Outubro, data limite, depois de cumpridos os requisitos necessários para que o pedido fosse aceite.

Entretanto, o gestor do departamento de licenciamento da Federação Moçambicana de Futebol diz que alguns aspectos em falta para o licenciamento definitivo destas duas equipas serão regularizados em breve. “Seguramente que estas duas equipas estão em condições de disputar as afrotaças, embora hajam aspectos mínimos que tem que ser completados, mas que foram perfeitamente aceites, quer ao nível local, quer ao nível da CAF”, disse Rui Tadeu.

Esses aspectos locais pendem-se com questões de ordem financeira. “A substância dos documentos financeiros, particularmente os relatórios que foram submetidos que ainda carecem de um parecer de auditorias independentes”, disse o gestor do Departamento de Licenciamento de Clubes da FMF, que acrescentou que essas auditorias estão em curso “pelo menos pelas informações que nos foram prestadas pelos dois clubes” e que dentro que prazo que foi estipulado pela própria Confederação Africana de Futebol há algum tempo, serão apresentadas. “Já era previsível que a esta data não tivessem terminado as auditorias, se se quisesse ter um trabalho com seriedade, e depois virá o resultado desse trabalho e será remetido a CAF quando nos for entregue”, confirmou Rui Tadeu.

CLUBES NACIONAIS LICENCIADOS CUMPRIRAM REQUISITOS

Relativamente as 11 equipas que vão disputar o Moçambola 2020, as suas licenças são definitivas, até ao final da época 2020/2021, devendo cumprir rigorosamente os requisitos apresentados no acto do licenciamento, sob pena de verem retirada a licença.

Rui Tadeu diz, em relação a este assunto que “isso não significa que os critérios que são conseguidos ou observados no acto de entrega tem que ser mantidos. Há o direito que nós temos de verificar esses requisitos. Ou seja, se os clubes comprometem-se a estarem disponíveis perante o órgão de licenciamento a testarem sempre a regularidade dos critérios que estão em causa”.

Por outras palavras, segundo Rui Tadeu, significa que “o facto de obteres no dia 0 ou dia 01, tens que sempre manter aqueles critérios em dia até ao final do prazo em que essas licenças foram determinados”, portanto o conforto que essas entidades adquirem ao ter a licença para participar em qualquer prova devem manter em atenção.

Em caso de incumprimento na manutenção dos requisitos observados no acto de entrega do licenciamento “há regulamentos que já preveem essas situações”. Rui Tadeu diz que “cada caso é um caso e cada situação é uma situação” e que o acontece dependendo do tipo de situação “tem a penalização prevista”.

DESPORTIVO, INCOMÁTI E TEXTÁFRICA EXCLUÍDOS DEFINITIVAMENTE

Quanto ao Desportivo Maputo, Incomáti de Xinavane e Textáfrica de Chimoio, excluídos do processo, Tadeu diz que não é único caso em Moçambique que clubes não disputam principais provas por falta de requisitos para licenciamento. O gestor do Departamento de Licenciamento de Clubes na Federação Moçambicana de Futebol diz que “não ‘e uma realidade distinta”, até porque “há clubes noutros países que não estão a ter acesso aos campeonatos porque, efectivamente, não estão a cumprir com aquilo que são os requisitos fixados”, que atendem a realidade de cada país.

“O que foi exigido em Moçambique foi que o nível de exigência é progressivo durante quatro anos”, e o que foi exigido no nosso país foi aprovado pelos 14 clubes que estiveram presentes no encontro, a Liga Moçambicana de Futebol e a Federação Moçambicana de Futebol e depois é que foi encaminhado ao Departamento de Licenciamento para a implementação dos acordos feitos no encontro.

Assim, os três que não conseguiram tiveram situações distintas. Sem mencionar a situação de cada clube, Rui Tadeu deixou claro que “uns foi porque efectivamente não estiveram atentos a coisas básicas, que não são problemas de recursos, mas de atenção aos processos, observar a prazos”.

Aliás, “houve processos que não entraram no tempo que deviam entrar, até próprios recursos que não entraram no devido tempo, uma realidade que algumas entidades estavam habituadas, mas prontos que não tem eco e nem pode ter”, até porque, segundo o próprio Rui Tadeu “nos aqui podemos ser penalizados se aceitarmos um processo fora de horas ou licenciar por favor sem requisitos, porque amanhã, com esses procedimentos de auditoria e de controlo da CAF, teremos que explicar porque criamos esta situação”.

E para evitar estas situações nos próximos anos, o licenciamento será feito via internet e “ai cada clube que quiser fazer a sua inscrição fora do prazo vai ficar a olhar o computado enquanto já fechou a página de pedido de licenciamento”.

Assim, o Moçambola 2020/2021 será disputado pelos 11 clubes licenciados.

Para já, a Confederação Africana de Futebol vai enviar uma empresa para avaliar as licenças atribuídas pelo departamento de licenciamento da Federação Moçambicana de Futebol, aos 11 clubes moçambicanos.

MOÇAMBOLA COM MAIS DE 11 EQUIPAS SERÁ DEFINIDO PELA LMF

O gestor do Departamento de Licenciamento de Clubes na Federação Moçambicana de Futebol, Rui Tadeu, diz que a decisão de realizar o Moçambola 2020/2021 com 11 ou mais equipas não é da alçada do organismo que gere, mas sim da Liga Moçambicana de Futebol.

“O que nós fizemos foi receber os 14 processos dos 14 clubes que iriam disputar o Moçambola e avaliarmos e só saem os processos que estão em ordem. Saíram 11 como podiam ter saído três”, disse rui Tadeu dando como exemplo o facto de existirem tempos em que saíram poucos clubes licenciados.

Para Tadeu foi satisfatório terem saído 11 clubes com licenças definitivas, tendo em conta que foi um aumento significativo, mas que “teve há ver com uma atitude muito firme da própria federação, que teve coragem de tomar esta atitude”. Aliás, o gestor do Departamento de Licenciamento de Clubes na Federação Moçambicana de Futebol diz que “talvez por ai algumas dessas entidades tivessem relaxado no processo de licenciamento, a contar com alguma protecção que tem ou tinham”, mas por ora o que importa é que “os processos que saíram são os que saíram”.

O facto mesmo, segundo Rui Tadeu é que “se tivessem saído apenas seis clubes licenciados, a Liga Moçambicana de Futebol teria que organizar o campeonato com seis clubes e inventar uma fórmula de o tornar viável”, referindo que as questões de organização da prova ultrapassam o organismo que gere.

 

 

 

O Ferroviário de Maputo irá reforçar-se com três atletas estrangeiros e dois nacionais, tendo em vista a sua participação, em Dezembro próximo, em Kigali, no Ruanda, na Liga Africana de Basquetebol (BAL). Alvaro Manso e Helton Ubisse são os nomes conhecidos que se devem juntar ao grupo de trabalho próxima semana.

Condicionado pela pandemia da COVID-19, o Ferroviário de Maputo luta contra o tempo para recuperar os sete meses em que os jogadores ficaram inactivos e representar condignamente Moçambique na edição de estreia da Liga Africana de Basquetebol, prova organizada conjuntamente pela FIBA e NBA.

Para atacar esta competição, a realizar-se em Kigali, no Ruanda, os campeões nacionais irão contar com o espanhol Álvaro Manso e mais dois atletas estrangeiros que, em princípio, deverão chegar na próxima semana ao país.

Mas os reforços não ficam por aqui, até porque a prova é bastante exigente. Dois atletas de grande qualidade da selecção nacional de basquetebol sénior masculino, que actuam fora, irão juntar à equipa de Milagre “Mila” Macome.

Os nomes dos referidos reforços devem ser anunciados próxima semana quando os mesmos desembarcarem em Maputo, mas “O País” sabe que um deles é Helton Ubisse, jogador do Ferroviário da Beira que em Dezembro reforçou os bicampeões nacionais nas eliminatórias disputadas em Kigali, no Ruanda.

“Alvaro Manso vai chegar nos próximos dias. Nós queremos que haja um entrosamento com os restantes colegas que estão a treinar desde 15 de Setembro”, explicou o presidente do Ferroviário de Maputo, Teodemiro Ângelo, na conferência de imprensa de apresentação dos treinadores das equipas de basquetebol.

Mesmo sem avançar os nomes dos reforços, o dirigente acrescentou que “a participação masculina é de todo patrocinada pela BAL. Temos a dizer que o patrocínio não chega. Não conseguimos satisfazer tudo aquilo que são as exigências da equipa técnica em termos de atletas. Até lá, a direcção do clube continuará a procurar dar o seu melhor à equipa técnica”, assegurou.

Para já, não há previsão de um estágio pré-competitivo fora do país. Tal pode estar condicionado com o facto da selecção nacional de basquetebol ter compromissos, em Novembro, nas eliminatórias de acesso ao “Afrobasket” 2021 e maior parte dos jogadores serem dos “locomotivas”.

Seja como for, há neste momento uma articulação entre a direcção do clube e o departamento de basquetebol para que a equipa tenha mais volume de trabalho.

Os campeões nacionais retomaram aos treinos de campo no passado dia 15 de Setembro, no pavilhão do Desportivo Maputo, e a palavra de ordem foi mesmo a recuperação física e psicológica dos atletas. Com as sessões, Milagre “Mila” Macome pretende que a equipa ganhe a condição física e acelere para ganhar ritmo com o objectivo de arrancar uma boa prestação no certame.

A inédita qualificação do Ferroviário de Maputo para BAL não só prestigiou desporto moçambicano, no geral, e a modalidade da bola ao cesto, em particular. A presença na elite 12 permitiu aos campeões nacionais um encaixe financeiro de 4.3 milhões de meticais.

Confederação Africana de Futebol (CAF) lançou, esta terça-feira, o “procurement” para a contratação de uma empresa de auditoria independente para o sistema de licenciamento de clubes no continente.

O artigo 14 do Regulamento de Licenciamento de Clubes (RLC) determina que o órgão reitor do futebol africano deve implementar um procedimento de verificação aleatória e “passar pente fino nas federações” no sentido de assegurar que o processo de licenciamento seja claro.

Ou seja, a Confederação Africana de Futebol deve verificar se as licenças estão a ser devidamente atribuídas aos clubes.

Em comunicado, a CAF reitera que irá lançar 8 a 10 verificações pontuais de licenciamento de clubes a cada temporada com o objectivo claro de assegurar a implementação adequada do sistema.

O organismo esclarece, na nota, que uma empresa externa de auditoria especializada na realização de verificações de licenciamento será responsável pelas inspecções.

“A Confederação Africana de Futebol convida as partes a manifestarem o seu interesse até 30 de Outubro 2020, sobre a nomeação de prestadores de serviços para auditoria externa independente de clubes. Este processo está aberto a empresas que tenham, na opinião exclusiva da CAF, as capacidades adequadas, alcance, recursos e capacidade financeira para fornecer os serviços”, refere a CAF em comunicado.

Numa outra passagem da nota, o organismo diz que “o interesse é convidar empresas a apresentarem propostas- cada um, uma proposta- para o fornecimento de um projecto de serviços de auditoria externa independente para o licenciamento de clubes”.

Os interessados devem manifestar o seu interesse enviando um ofício à CAF ofício (em papel timbrado) por e-mail, em francês ou inglês solicitando a solicitação oficial de documentos de propostas ao CAF.

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