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O País – A verdade como notícia

A selecção nacional de futebol, os Mambas, já se encontra em Douala, palco do confronto diante dos Camarões, na quinta-feira, para a terceira jornada do grupo F de qualificação ao CAN-2021, que terá lugar em Janeiro de 2022.

De Maputo, num voo charter, partiram os jogadores que actuam nas equipas do campeonato nacional, os que jogam na África do Sul, para além do capitão Domingues, que ainda não tem clube. Com estes partiu toda equipa técnica, liderada por Luís Gonçalves, e os dirigentes federativos que vão acompanhar o jogo.

Certo é que o conjunto moçambicano se juntou aos atletas que actuam na Europa e Ásia, tendo realizado o primeiro treino ainda nesta segunda-feira, no final do dia, para recuperação física, depois da viagem das duas partes.

Esta terça-feira os Mambas terão duas sessões de treinos, esperando-se que na quarta-feira possa realizar o treino de adaptação ao Stade de la Reunificación, pelas 18 horas, a mesma hora do jogo da próxima quinta-feira.

De resto o conjunto moçambicano está moralizado para este encontro, que marca o regresso às provas de qualificação ao CAN, quase um ano depois, uma vez que a jornada estava prevista para Março, mas devido a pandemia do novo coronavírus, fora adiada.

Até porque o próprio seleccionador nacional, bem como o capitão dos Mambas, foram unânimes em considerar que o ambiente era favorável para se regresse com um bom resultado de Douala.

“Estamos com espírito muito positivo, estamos confiantes e naturalmente que estamos a seguir o planeamento”, disse Luís Gonçalves para sublinhar que só nesta segunda-feira é que podia ter o grupo completo e a partir daí poder fazer uma avaliação mais precisa de tudo.

“Importante e que até este momento o espírito é muito positivo, os jogadores estão como sempre empenhados e confiantes para fazer um bom jogo”, garante o treinador dos Mambas, no passado sábado, durante a sessão de testagem dos atletas nacionais que iriam partir da capital do país.

Já Dominges disse na ocasião que “estamos a trabalhar no sentido de ter uma boa prestação. Sabemos que nos jogos amigáveis que recentemente realizamos, os resultados não foram bons, mas o nosso foco é jogar para vencer”, em alusão as derrotas sofridas diante da Guiné-Bissau (0-1) e Angola (0-3), no estágio realizado em Portugal.

Agora, mais à sério, espera-se que o combinado nacional tenha outra atitude e bravura para enfrentar os Leões Indomáveis.

 

Premiação quase dobrada

Para garantir mais entusiamo e determinação aos dois jogos diante dos Camarões, o Governo moçambicano, através da Secretaria de Estado de Desporto, decidiu incrementar o prémio por vitória, em mais 70 mil meticais, em relação a premiação anunciada pela Federação Moçambicana de Futebol, escreve o olhoclinico.

Assim, cada atleta terá o direito de receber 150 mil meticais em caso de vitória em cada um dos dois jogos sobre os Leões Indomáveis, uma motivação acrescida para lutar por uma vitória, que possa garantir um passo gigante na luta pela qualificação ao CAN-2021. Vale isto dizer que em caso de vitórias nos dois jogos, cada um dos jogadores dos Mambas vai encaixar 300 mil meticais.

Segundo escreve o olhoclinico, o empate em cada um dos encontros continua avaliado em 30 mil meticais para cada um dos atletas do conjunto moçambicano.

Refira-se que os Mambas jogam quinta-feira, 12 de Novembro, em Douala, diante dos Camarões em desafio da terceira jornada de apuramento ao CAN-2021, devendo voltar a defrontar o mesmo adversário, quatro dias depois, mas desta feita no Estádio Nacional do Zimpeto, para a quarta jornada do grupo F.

Recorde-se que por decisão da CAF, todos os jogos serão à porta fechada, ou seja, sem público nas bancadas.

 

O debate em torno das equipas que devem disputar o Moçambola 2020/2021, inicialmente previsto para iniciar a 5 de Dezembro, continua na ordem do dia.

Depois da Federação Moçambicana de Futebol, através do seu Gabinete de Licenciamento de Clubes, ter anunciado que somente 11 dos 14 clubes que desportivamente deviam disputar o campeonato nacional, devido a exclusão do Desportivo Maputo, Incomáti de Xinavane e Textáfrica do Chimoio, por não terem reunido as exigências do pro-licenciamento, a Liga Moçambicana de Futebol apareceu a dizer que está a projectar o Moçambola com os 14 clubes, dai que tenha feito uma reunião com todos os clubes para tratar de assuntos inerentes à prova.

A Liga Moçambicana de Futebol alega não ter recebido nenhum ofício da Federação Moçambicana de Futebol a informar da exclusão dos três clubes, até porque só a Assembleia Geral do órgão reitor do futebol moçambicano é que aprova as equipas que devem disputar a prova máxima do futebol nacional, reunião magna que terá lugar a 21 de Novembro corrente.

Só depois dessa Assembleia Geral da FMF é que a Liga Moçambicana de Futebol vai se reunir, também em reunião magna, para definir os critérios de disputa do Moçambola 2020/2021, bem como realizar o sorteio, em função do número de equipas que será aprovado no encontro das Associações Provinciais e a direcção executiva do órgão que gere o futebol no país.

Quem reagiu a esta situação toda é o Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, que diz que as instituições e clubes devem estar regularizadas por forma a tomarem parte de uma competição previamente rodeada de regras. “Neste momento a regra e que só participa no Moçambola quem tem documentação em dia. Este é o apelo que a gente vem fazendo durante esse tempo todo e continuamos a fazer. As instituições devem se regularizar”, disse Gilberto Mendes.

Ademais, segundo Gilberto Mendes, as leis devem devem ser respeitadas por forma que o desporto, em particular o futebol, possa ter clareza na sua gestão. “Não podemos pensar que, por uma questão de paixão, mesmo não estando regularizados os clubes serão admitidos a prova. Tem de haver responsabilidade por parte dos gestores desses clubes para reunirem condições para serem admitidos como instituições credíveis. As leis devem ser respeitadas”, avisou o Secretário de Estado do Desporto, para depois acrescentar que “continuamos a espera do posicionamento final da Federação Moçambicana de Futebol e da Liga Moçambicana de Futebol. O que for decisão final teremos de respeitar, como Secretaria do Estado do Desporto”.

Para já, a Liga Moçambicana de Futebol prepara o Moçambola para iniciar a 05 de Dezembro, sendo que o sorteio só irá se realizar caso a Assembleia Geral da Federação Moçambicana de Futebol aprove apenas 11 clubes no Moçambola 2020/2021. Caso sejam os 14 clubes, que desportivamente asseguraram o direito de disputar a prova, a serem aprovados, o sorteio vai servir o realizado em Março último.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) anunciou que todos os jogos da 3ª e 4ª jornadas das eliminatórias do Campeonato Africano das Nações CAN-2021, que terá lugar nos Camarões, programados para 11 a 17 de Novembro corrente, realizar-se-ão a porta fechada.

Esta decisão faz com que caia por terra a intenção da Federação Moçambicana de Futebol em ter 14 mil espectadores nas bancadas do Estádio Nacional do Zimpeto, a 16 de Novembro, quando Moçambique receber os Camarões para a 4ª jornada do Grupo F da fase de grupos.

A CAF disse que assim será, apesar de uma tendência geral da queda na propagação do novo coronavírus pelo continente africano, escreve a Panapress.

Foi depois de uma reunião por videoconferência com Oficiais de Segurança e Protecção Nacional (ONSS, sigla em inglês) de suas federações membros, na quinta-feira, que a CAF tomou esta decisão.

De acordo com a Panapress, os ONSS foram treinados e informados sobre “o novo protocolo de segurança imposto pela pandemia da COVID-19″, no sentido da retomada das eliminatórias do CAN-2021, suspensas desde Novembro de 2019 justamente por causa deste coronavírus.

De acordo com Christian Emeruwa, chefe do Departamento de Protecção e Segurança da CAF, o objectivo desta medida “é garantir a uniformidade das operações de segurança e protecção em toda África”, pode-se  ler num comunicado de imprensa emitido para o efeito e citado pelo Panapress.

Perante a enorme tarefa que consiste nomeadamente em afastar espectadores e adeptos dos estádios, sentiu-se a necessidade de “orientar todos os agentes de segurança nacional”, bem como os da CAF, ”nas melhores práticas”.

O mesmo comunicado refere ainda que “isto porque, para o órgão reitor do futebol africano, a protecção dos jogadores e dos dirigentes antes, durante e depois dos jogos é de grande importância”, daí a necessidade de garantir “uma coordenação eficaz entre os agentes da ordem e de segurança e todos os outros profissionais de saúde que estarão envolvidos na organização de cada partida”, lê-se no comunicado.

O Crystal Palace recebeu e goleou o Leeds United por 4-1, em partida da oitava jornada da Liga Inglesa de futebol, disputada este sábado.

As duas equipas entraram para a partida coladas na tabela classificativa e queriam desfazer esta ligação, ainda cedo.

E foi mesmo cedo que o Crystal Palace adiantou-se no marcador, aos 12 minutos, por Dann, a cabecear o canto cobrado por Eze, para o ângulo mais difícil da baliza de Meslier.

Um Leeds que chegou a introduzir a bola na baliza de Guaita, por Bamford, mas o vídeo-árbitro viu um ligeiro adiantamento do avançado inglês e anulou o golo.

Não valeu o golo do Leeds, mas valeu o do Crystal Palace, logo a seguir, aos 22 minutos, num livre cobrado com mestria, à Cristiano Ronaldo, apontado por Eze, sem hipóteses de defesa para Meslier.

Mas não baixou os braços a turma visitante que reagiu a seguir através de Bamford, aos 27 minutos, a passe de Dallas, num bom domínio e excelente remate, a reduzir a desvantagem.

O intervalo não chegou sem que Hélder Costa e Meslier dessem um brinde ao Crystal Palace. O médio desviou o cruzamento de Van Aaanholt e o guarda-redes ficou na fotografia ao se posicionar longe do primeiro poste. 3-1 para o Crystal Palace ao intervalo.

Na segunda parte o Leeds voltou transfigurado, na tentativa de reverter o cenário, mas as suas jogadas e remates não levavam a direcção desejada.

Na primeira ocasião que teve, o Crystal Palace não desperdiçou e selou o resultado final através de Jordan Ayew, num remate já dentro da área, após assistência de Zaha, a fechar as contas em 4-1.

O Leeds já não tinha mais espaço para reacção e o resultado não mais se alterou, para festa do Crystal Palace, que passa a somar 13 pontos e sobe, provisoriamente, para a sexta posição.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, iniciou esta quarta-feira os trabalhos de preparação com vista ao duplo embate diante dos Camarões, de qualificação ao CAN 2022. Na primeira sessão foram apenas dez jogadores que estiveram às ordens de Luís Gonçalves, esperando-se ainda a chegada de mais dois, até sexta-feira

Esta quarta-feira, no campo da Liga Desportiva de Maputo, Luís Gonçalves e mais dez jogadores arrancaram com os trabalhos de preparação, depois da realização dos testes de Covid-19, no passado domingo.

O seleccionador nacional esteve no campo com os três guarda-redes convocados, Guirrugo, da União Desportiva de Songo, Franque, do Ferroviário de Maputo, e Victor, do Costa do Sol, para além dos defesas Bhéu e Sidique, ambos da União Desportiva de Songo, e Salomão, do Costa do Sol, este último chamado à última hora.

Estiveram presentes ainda os médios Nené, do Costa do Sol, Telinho, da União Desportiva de Songo, e Kito, do Ferroviário de Maputo, e ainda Domingues, capitão dos Mambas que ainda não tem clube, e encontrava-se a treinar da Associação Black Bulls.

Os primeiros treinos dos Mambas são, essencialmente, de recuperação físico e primeiro contacto com a bola, uma vez que só são os jogadores que actuam internamente que estão às ordens de luís Gonçalves e seus adjuntos.

A partir desta quinta-feira espera-se a integração do internacional moçambicano ao serviço do Sporting TS, Chico, enquanto Kambala só é esperado na sexta-feira para se juntar aos colegas. Aliás, os moçambicanos a actuarem na África do Sul chegam mais cedo devido a paragem do campeonato local, no final de semana, uma vez que realizou a jornada de forma antecipada, esta terça e quarta-feiras.

Assim, os Mambas vão poder treinar com todo conjunto que actua no continente africano no sábado e domingo, uma vez que segunda-feira, 9 de Novembro, partem para Douala, nos Camarões, num voo charter, onde vão se juntar aos jogadores que vem da Europa e Ásia, nomeadamente Zainadine, Bonera, Reinildo, Kamo-Kamo, Geny Catamo, Clésio, Reginaldo, Rafito, Witi e Amâncio. Dúvidas residem ainda em relação a chegada de Luís Miquissone aos Mambas, nomeadamente se segue junto com os restantes, no voo charter, ou parte directamente para Douala.

Os Mambas realizam sessões matinais esta quinta e sexta-feiras, no campo da Liga Desportiva de Maputo, na Matola.

SIMÃO MATE É BAIXA CONFIRMADA

Da convocatória de Luís Gonçalves para este duplo embate diante dos Camarões, um dos nomes mais sonantes era o regresso de Simão Mate aos Mambas, uma aposta ora defraudada, tendo em conta que o atleta já não vem representar Moçambique.

De acordo com o comunicado da Federação Moçambicana de Futebol, o Vegalta Sendai do Japão, clube onde actua o central moçambicano Simão Mate, enviou uma carta a informar que o atleta não irá se juntar ao conjunto moçambicano, referindo-se a decisão de permanência do jogador em competição na J-League, a principal prova futebolística do Japão, até 19 de Dezembro, data do fecho da temporada.

O Vegalta Sendai ocupa, a esta altura, última posição, com apenas 14 pontos, em 25 jornadas, lutando pela permanência, devendo para tal vencer as partidas que tem pela frente, por forma a suplantar seus adversários mais próximos, nomeadamente Shimizu (17º com 17 pontos), Shonan (16º com 17 pontos), Sagan Tosu (15º com 22 pontos), para evitar a despromoção.

A Liga Moçambicana de Futebol diz que um Moçambola disputado por 11 equipas iria pressupor combinação de resultados, sobretudo nas últimas 3 jornadas, que devem ser disputados à mesma hora. Entretanto, o órgão responsável pela organização da prova diz estar a espera da última decisão da Federação Moçambicana de futebol.

É um facto que a Federação Moçambicana de Futebol colocou de fora o Desportivo Maputo, Textáfrica de Chimoio e Incomáti de Xinavane do Moçambola 2020/2021 por não terem reunido requisitos exigidos para o licenciamento. O que significa que nesta edição do Moçambola, apenas 11 equipas estão licenciadas para a prova.

Mas a Liga Moçambicana de Futebol alerta para o perigo que será a disputa da prova nessas condições, de acordo com Augusto Pombuane, vice-presidente da Liga Moçambicana de Futebol.

Aliás, o dirigente da Liga Moçambicana de Futebol diz mesmo que o organismo que representa está em negociações com a Federação Moçambicana de Futebol por forma a mostrar o lado negativo de ter um campeonato nacional de futebol com um número ímpar de equipas. “Gostaríamos de ter uma prova com um número par de equipas, porque ai podemos ter a verdade desportiva”, uma vez que nas últimas três jornadas, que devem acontecer à mesma hora, haveria uma equipa de fora, o que poderia provocar uma situação de falsificação de resultados. Mas Pombuana diz: “é um assunto que temos que discutir”.

E para que tal não aconteça, a Liga moçambicana de futebol pede a Federação Moçambicana da modalidade rainha para que toma uma decisão mais sensata. “Não queremos alterar a decisão da FMF, mas o que queremos apresentar é a situação real de termos um número ímpar das equipas e o que isto vai significar na recta final”, referiu Augusto Pombuane.

Entretanto, com ou sem a decisão final da FMF, o arranque do Moçambola continua sendo uma incógnita.

Aliás, o presidente da Federação Moçambicana de Futebol deixou claro que o início da prova não depende do órgão que dirige, facto contrariado pela Liga Moçambicana de Futebol, que diz esperar pela chancela de alguns aspectos relacionados com a prova, em sede da Assembleia Geral da Federação Moçambicana de Futebol, agendada para 22 de Novembro corrente.

O vice-presidente da Liga Moçambicana de Futebol dá um exemplo claro sobre o que pode acontecer, em caso de antecipar a Assembleia Geral do roganismo que organiza o Moçambola. “Nós precisamos do calendário de competições para esta época e esse calendário só será aprovado na Assembleia Geral da FMF. Se decidirmos em arrancar o Moçambola este mês, e os presidentes das Associações Provinciais decidirem que não querem a época a iniciar agora, não teremos feito nada, porque não estaremos dentro da época. Por isso só podemos realizar a nossa Assembleia Geral depois da reunião magna da Federação Moçambicana de Futebol”, disse.

Esta quinta-feira a Liga Moçambicana de Futebol vai se reunir com os clubes para definir a data do arranque do Moçambola, da Assembleia Geral do organismo e o pro-licenciamento.

A Cidade de Maputo acolhe no próximo dia 29 de Novembro a segunda edição da corrida “FNB MAPUTO 10K”, este ano num formato virtual, derivada da situação que se vive actualmente no país e no mundo, nomeadamente a pandemia da COVID-19.

Para esta edição, os atletas serão convidados a completar um percurso de 10km, em pontos e locais da sua escolha, entre as 05h e as 19h, e monitorar a sua corrida através do aplicativo de rastreamento a ser disponibilizado pela organização.

De acordo com Edmundo Ribeiro, Vereador de Educação e Desporto do Conselho Municipal de Maputo, este evento está inserido nas festividades da cidade de Maputo e “vem reforçar o enraizamento da cultura e prática da actividade desportiva para a saúde e bem-estar de forma mais abrangente”. E porque o evento será no formato virtual, Ribeiro diz será, também, uma forma de permitir que todos moçambicanos, independentemente da localização geográfica, possam participar, “garantindo o cumprimento das regras de segurança e distanciamento social”.

Com a prática do desporto em grupo praticamente suspensa em todo o mundo, as actividades desportivas virtuais têm vindo a ganhar força a nível internacional, dando às pessoas soluções divertidas e inovadoras, com vista à prática do desporto competitivo também em época de pandemia. Foi esta a teoria defendida por Peter Blenkinsop, Chief Executive Officer (CEO) do FNB Moçambique, que disse ainda que “depois do sucesso da corrida FNB Maputo 10K no ano passado, em que demos oportunidade aos participantes de fazerem, pela primeira vez, a pé a travessia da ponte Maputo-Katembe, estamos muito orgulhosos em trazer este novo conceito para Moçambique”.

Para Peter Blenkinsop, ao trazer este novo conceito “o FNB traz inovação digital benéfica para o seio das comunidades onde opera, continuando desta forma a promover um estilo de vida saudável e a prática de actividade física”.

Por seu turno, referiu Michael Meyer, Director Executivo da Stillwater Sports, diz que estar entusiasmados por trazer a corrida neste novo formato também para Moçambique e para os moçambicanos, tendo em conta que ” participantes de todas as camadas sociais poderão unir-se (virtualmente) num espírito de camaradagem, orgulho e celebração”.

Para esta edição espera-se a inscrição de 1500 atletas, que deverão confirmar a sua participação através das plataformas digitais, devendo ser monitorados através de um sistema que será disponibilizado pela organização.

Estava tudo a postos para a eleição de novo corpo directivo do Desportivo Maputo, este sábado, mas uma decisão do Presidente da Mesa da Assembleia Geral, João Figueiredo, mudou tudo. A expectativa dos sócios era de sair do pavilhão com o novo presidente da colectividade, aquele que acreditam que poderia mudar o cenário negro que se vive naquele ninho, nomeadamente a crise financeira e existencial do Desportivo.

Mas a única palavra de ouviram do Presidente da Mesa de assembleia Geral foi o anúncio do cancelamento da reunião magna, alegadamente devido ao elevado número de sócios que se encontrava no local. É que no pavilhão estavam cerca de 80 sócios e aos olhos da Mesa da Assembleia Geral havia transgressão dos decretos do protocolo sanitário para encontros desta natureza.

Certo mesmo é que a decisão foi tomada antecipadamente, até porque estava no local um forte contingente policial para assegurar a segurança e garantir a paz e a tranquilidade que a Mesa da Assembleia Geral pretendia, após o anúncio.

João Figueiredo argumentava que a Assembleia Geral devia ter um máximo de 40 pessoas e não havia consenso em relação a participação dos sócios.

A decisão não agradou os sócios, que pediram explicações, uma vez não concordarem com a justificação de elevado número de pessoas.

Hortência, visivelmente agastada com a decisão, questionava porque a Mesa da Assembleia Geral não reflectiu sobre esta situação antes da chegada do dia, uma vez saber que o clube tem muitos sócios. “Eles decidiram daqui para aqui. Para mim aquilo é muito trsite, porque nós os sócios, queremos ver o Desportivo a ir a frente. Porque eles não disseram que não haveria eleições se o número fosse elevado? Deixamos coisas em casa para vir participar e isto é lamentável”, comentou, tendo acrescentado ainda que a situação só prejudica o próprio clube.

“Já estamos há anos nesta situação. Nunca vamos a frente, só vamos para trás. As coisas não andam bem aqui no Desportivo”, lamentou Hortência.

Daniel Muianga é outro sócio indignado com o cancelamento da reunião magna e acusa João Figueiredo de falta de respeito para com os sócios. “Nós como donos do Desportivo temos a dizer que o Presidente da Mesa da Assembleia Geral perdeu respeito para com os sócios. Ele sozinho entendeu e determinou que não havia mais eleições, isso é falta de respeito. Nós precisamos de eleições o mais urgente possível, porque queremos levar a nossa equipa avante”, disse Muianga.

Daniel Muianga diz mesmo que João Figueiredo devia afastar-se do cargo que assume, pois “não sei se ele realmente entende do desporto e do Desportivo. Nunca vi ele no campo a assistir jogos do Desportivo, como é que ele quer decidir sobre assuntos do Desportivo?”, questiona indignado.

O sentimento de tristeza invadia a alma e a raça “alvi-negra”, que assim se vê ferida no seu orgulho. É assim como Gina Desportivo, a chamada “dama-de-ferro” da “raça alvi-negra”, se sentia após o anúncio do cancelamento da Assembleia Geral e exigia a cabeça de João Figueiredo, Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Desportivo Maputo.

Para Gina “o que ele e outros querem é afundar o Desportivo, não querem que o Desportivo exista”, pois “com tanto dinheiro que tem, como é que não conseguiram licenciar a equipa?”, questiona, acrescentando que “eles devem sair por bem ou por mal, porque nós, os sócios, vamos levar o poder”.

Aliás, Gina diz não entender como é que João Figueiredo age da forma como agiu, mesmo considerando o Desportivo Maputo como uma família. “Diz que somos uma família, mas trouxe polícias. Como é que um pai pode trazer polícias para fazerem isso com os filhos dele? Estão a sabotar o Desportivo!”, desabafa, lamentando o facto do clube estar afundado, mas a actual liderança estar a combater quem quer resgatar a mística “alvi-negra”.

MAGOADO, TRISTE E CONFUSO, DIZ ALEXANDRE “CHANDÓ” ROSA

Quem também estava completamente indignado com a decisão do cancelamento da Assembleia Geral do Desportivo Maputo é o candidato único às eleições, Alexandre Rosa. Chandó diz não entender os motivos que levaram João Figueiredo a cancelar a reunião. “Inexplicavelmente o Presidente da Mesa da Assembleia Geral anulou este encontro e alega a questão da COVID-19. Mas se formos a rever aquilo que são as directrizes dos órgãos sanitários, a Mesa da Assembleia Geral deve criar condições para que um determinado evento se realize. E o Desportivo Maputo, sendo uma colectividade associativa, a Comissão Eleitoral e a Mesa da assembleia Gerla deviam criar condições para albergar todos os sócios em distanciamento e realizar a reunião”, disse Chandó à imprensa.

Entretanto, nada disso aconteceu, “apenas viemos aqui para ouvir uma decisão tomada unilateralmente”, entretanto por si acatada.

Aliás, Chandó diz respeitar a decisão, “mas com alguma tristeza”, tendo em conta que o clube não passa por bons momentos e “precisa de uma estratégia para ser resgatado e outra visão”, algo que só é confortado pelo lema da colectividade: “Desportivo em primeiro lugar”.

Em termos de sentimento face a este cancelamento, Chandó disse que “sinto-me triste, magoado com esta decisão, porque, de alguma forma limita aquilo que é um sonho de um grupo de jovens que tem e tinha para com esta colectividade”, referindo-se ao seu elenco, que considera ser forte em termos de pessoas com visão em marketing, gestão e capacidade de liderança.

É que para Chandó, um dos desafios que o seu elenco tinha era devolver o clube ao Moçambola e garantir uma gestão financeira saudável e transparente. Entretanto não sabe como será o seu futuro, se vai continuar candidato ou não, remetendo a decisão ao elenco.

Para já, o futuro do Desportivo Maputo continua incerto, até porque ainda não há data para uma nova Assembleia Geral do clube centenário.

Facto mesmo é que o Presidente da Mesa da Assembleia Geral emitiu um comunicado a informar que a colectividade “alvi-negra” será dirigida por uma Comissão de Gestão que vai se encarregar de preparar e marcar eleições para dentro de duas semanas.

O Costa do Sol diz não ter grandes soluções para garantir rodagem dos seus jogadores para atacar a Liga dos Campeões Africanos, cujos primeiros jogos estão previstos para meados do próximo mês. Os “canarinhos” esperam pelo arranque do Moçambola para preparar a equipa para a competição continental.

Na qualidade de campeão nacional da edição passada do Moçambola, o Costa do Sol é representante de Moçambique na Liga dos Campeões Africanos, cuja primeira eliminatória está prevista entre os dias 20 a 22 de Novembro. A preparação, essa, está a ser a “pé chochinho”, pese embora esteja já numa fase que permite trabalhar com todo plantel junto.

Horácio Gonçalves, treinador da equipa diz que “estamos a fazer a melhor preparação possível, cumprindo todas directrizes da Direcção Geral da Saúde. Passamos as três fases que foi obrigado e agora estamos numa fase que nos permite trabalhar com outro tipo de actividade”. Entretanto,

Não obstante a CAF não ter feito o sorteio de jogos, o Costa do Sol entende que poderá entrar para a competição em desvantagem, já que não tem jogos nos pés, mas não deixa de alimentar esperanças. “Estamos ansiosos para que aconteçam os jogos das afrotaças porque queremos trabalhar de forma a conseguir vencer e ultrapassar adversários. Mas como disse, neste momento estamos a trabalhar bem e o que podemos fazer é aguardar pelos jogos, esperando que cheguem mais jogadores, aqueles que devem representar o Costa do Sol para estarmos com o plantel completo, para atacarmos a Liga dos Campeões, que é o mais importante, neste momento”, disse Horácio Gonçalves.

Aliás, o técnico português lamenta o facto de não poder realizar jogos de controlo, até porque as condições sanitárias não permitem nem a organização de um torneio quadrangular. “O que estamos a fazer é simular, mesmo sabendo que em alguns países já há competições, mas temos que ultrapassar as dificuldades, temos que ter pensamento positivo, temos que ser resilientes e exemplos de força e determinação e estamos a ter um carácter vencedor, que é o mais importante, para orgulhar Moçambique”, assume o treinador “canarinho”.

Para já, Gonçalves aguarda a chegada de mais jogadores para reforçarem o plantel, para melhor atacar a prova milionária africana.

 

“Vai ser difícil defrontar quem já tem jogos nos pés”

Mesmo com o nível de esperança que existe no grupo de trabalho, Artur Faria, director desportivo do clube, antevê jogos difíceis na Liga dos Campeões. Faria diz mesmo que “é praticamente impossível realizarmos jogos ou torneios amigáveis. Sabemos que há regras que temos que cumprir e o que estamos a fazer é trabalhar dentro das nossas possibilidades. Partimos em desvantagem em relação a outros países que já iniciaram as competições e nós só estamos a treinar e não sabemos em que ponto e nível estamos. Vai ser muito difícil irmos para esta competição e enfrentar adversários que já têm muitos jogos nos pés”, lamentou.

Em termos organizacionais, as primeiras eliminatórias das afrotaças podem ser realizadas no próprio ninho do canário, sendo obrigatório o uso de um campo mais melhorado apenas quando chegar à fase de grupos.

Por isso mesmo Artur Faria mostra-se confiante na disputa dessa pré-eliminatória no campo do Costa do Sol, até porque “estamos a fazer melhorias no nosso campo desde o ano passado e estamos a trabalhar para conseguir fazer, pelo menos a primeira eliminatória no nosso campo”.

Horácio Gonçalves trabalha neste momento com 21 jogadores, na expectativa de ter mais cinco, dos quais três estrangeiros e dois nacionais, cujos nomes e clubes de onde vem, mantém-se no segredo dos deuses.

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