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O País – A verdade como notícia

Já era expectante que a Assembleia Geral da Federação Moçambicana de Futebol tivesse alguns constrangimentos, mas talvez não na medida que teve, pese embora tenha decorrido num ambiente salutar e de harmonia, pelo menos para os participantes.

Mas não tão harmonioso no que diz respeito às contas, principalmente tratando-se do relatório do elenco anterior, que nem esteve presente para “se defender”.

É que o relatório de contas de 2019, último ano do mandato do elenco de Alberto Simango Jr., não foi aprovado, alegadamente porque as contas “não batem” e há valores mal justificados, para além de “dívidas não declaradas”, que a actual direcção não reconhece, e por isso, não vai fazer o pagamento das mesmas.

Aliás, Feizal Sidat diz mesmo que quando entrou para este novo mandato encontrou um desfalque de cerca de 50 milhões de meticais, nas contas da Federação Moçambicana de Futebol. “Quando tomamos posse, a 16 de Dezembro de 2019, vivenciamos um cenário crítico caracterizado por falta de liquidez financeira, na FMF, e dívidas avultadas superiores a 50 milhões de meticais, o que perigava a sustentabilidade da instituição, assim como a sua imagem e reputação perante os seus credores e o mercado, em geral”, disse Sidat que acrescentou que “nessa altura os cofres da FMF registavam apenas valores aproximados a 300 mil meticais, o que nem sequer servia para cobrir as despesas imediatas da instituição”, dando o exemplo dos salários dos trabalhadores, quando se estava na época festiva.

E para colmatar o défice encontrado, houve necessidade de fazer reajustes e dívidas internas, segundo disse o próprio Feizal Sidat. “Imbuídos do espírito de solidariedade, os membros do actual elenco, disponibilizaram-se a efectuar uma injecção financeira, a título de empréstimo, para proporcionar aos colaboradores e suas famílias, festas condignas”.

Mas não somente isso que diz ter sido feito nas contas da Federação Moçambicana de Futebol: “pela falta de liquidez financeira, a selecção nacional de futsal viu perigada a sua participação no Africano da modalidade, em Marrocos. Desta feita, foi o presidente da federação, a título pessoal, que injectou um capital, a título de oferta, no valor de 23 mil dólares (pouco mais de um milhão e quinhentos mil meticais), para tornar possível a participação moçambicana na prova”.

Mas também, “não se ficando por aqui, e sensibilizado pela situação débil em que a FMF se encontrava, o presidente da federação efectuou mais uma doação à instituição, desta feita no valor de 20 mil dólares americanos (quase um milhão e quatrocentos mil meticais)”.

O presidente da Federação Moçambicana de Futebol diz que estas doações foram feitas porque “estamos aqui para servir o futebol e não para nos servirmos do futebol”.

Mas há mais: é que nas contas de 2019 há valores que não são reconhecidos, tal como os quase 6 milhões de meticais do pagamento do IRPS, cerca de 3.5 milhões de meticais de gastos em documentação de suporte válido fiscalmente, 32 milhões de meticais de ausência de registo de responsabilidade e fornecimento de bens e serviços, 41.5 milhões de meticais do rácio de liquidez corrente, traduzido em défice de tesouraria para pagamento de obrigações correntes.

CONTAS NÃO APROVADAS, ACTIVIDADES APROVADAS

Estes números fizeram com o Conselho Fiscal recomendasse a não aprovação do relatório financeiro de 2019, mas também que se abrisse uma janela de oportunidade para as duas direcções (actual e anterior) de se sentarem à mesma mesa e procurassem formas de apresentação e justificação das contas mal apresentadas e “dívidas ocultas”.

Esta recomendação foi aprovada pelas Associações provinciais, com apenas uma abstenção de Cabo Delgado.

Ainda assim, a direcção actual se compromete a pagar algumas das dívidas do elenco anterior, até porque “é uma dívida da instituição. Portanto, aquelas que estão mencionadas e detalhadas no departamento de contabilidade, nós vamos liquidar, sem dúvidas. Mas aquelas que não constam, que são muito dúbias, de certeza absoluta que não vamos fazer os pagamentos”, frisou Feizal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol.

Entretanto, o relatório de actividades do mesmo período, 2019, foi aprovado por unanimidade, visto que reflecte aquilo que foi vivenciado pelos desportistas, em termos de realizações do elenco de Alberto Simango Jr., no seu último ano de mandato.

ÉPOCA 2020/2021 APROVADO, MAS MUDANÇA DE CALENDÁRIO NÃO!

Os restantes pontos em discussão na Assembleia Geral da Federação Moçambicana de Futebol foram aprovados quase que todos por unanimidade, dentre eles à época futebolística 2020/2021. As associações provinciais aprovaram a presente temporada, que iniciou no primeiro dia deste mês de Novembro e prolonga-se até 31 de Julho, mesmo com preocupações de algumas Associações, derivadas do curto tempo que tem para a realização das várias provas (caso da cidade de Maputo), para além de ser quase que na época chuvosa, o que vai impossibilitar que as provas arranquem antes de Março (principalmente para as associações do norte do país).

Ainda assim, esta temporada futebolística está aprovada, mas a sugestão de a direcção executiva da Federação Moçambicana de Futebol consultar as Associações Provinciais para controlar o encerramento da época, findas todas provas.

Relativamente a época 2021/2022, a Assembleia Geral não aprovou as datas de início e fim (01 de Agosto a 31 de Maio), remetendo a uma consulta antecipada da direcção da FMF aos seus associados, como forma de encontrar um caminho para não se prejudicar nenhuma das Associações.

Por isso mesmo esta questão de mudança de época, para adequar ao calendário seguido pela Confederação Africana de Futebol, de Agosto a Maio, será debatido e aprovado na próxima Assembleia Geral da FMF.

Sobre o Moçambola 2020/2021, a Assembleia Geral da Federação Moçambicana de Futebol assinou por baixo a decisão da Comissão de licenciamento e somente os 11 clubes licenciados vão disputar a prova, cujo sorteio será realizado esta terça-feira.

Os internacionais moçambicanos Zainadine Júnior, do Marítimo, e Witi Quembo, do Nacional da Madeira, estão entre os jogadores dos Mambas que testaram positivo para a COVID-19, tendo por isso ficado de fora do jogo desta segunda-feira entre Moçambique e os Camarões, referente à quarta jornada do Grupo F de qualificação para o CAN-2021, que os Leões Indomáveis venceram por duas bolas sem resposta.

Os dois jogadores moçambicanos estão já a cumprir a quarentena obrigatória e, por essa razão, vão falhar os próximos compromissos pelos seus clubes, nomeadamente diante do Casa Pia, para o caso de Zainadine, e Penafiel, para Witi, em partidas da Taça de Portugal, agendadas para domingo e segunda-feira, respectivamente.

Num comunicado emitido pela Federação Moçambicana de Futebol, que aponta oito jogadores infectados, não constam os nomes, mas sabe-se que além de Zainadine e Witi há casos de Clésio, do Zira do Azerbaijão, Reinildo, do Lille da França, Gildo, do Marítimo B, Chico, do TS Sporting da África do Sul, todos profissionais, para além de Telinho, do Costa do Sol, e Kito, do Ferroviário de Maputo, todos ausentes do jogo de segunda-feira pelo mesmo motivo.

De acordo com informações da Federação Moçambicana de Futebol, os jogadores estão todos a cumprir a quarentena em solo pátrio, aguardando pela realização do segundo teste, dentro de uma semana, para terem um resultado diferente e poderem seguir caminho para os seus clubes.

LUÍS GONÇALVES CONFIRMA TESTE POSITIVO DA COVID-19

Quem também testou positivo para COVID-19 é o seleccionador nacional, Luís Gonçalves, que por via dessa infecção não esteve no banco técnico a orientar a selecção nacional, tendo assistido ao jogo pela televisão.

Através da sua assessoria de imprensa, Luís Gonçalves confirmou que testou positivo e fez uma avaliação ao jogo em que os Mambas perderam diante dos Leões Indomáveis, por duas bolas sem resposta.

“Testei positivo, não fui para o banco de suplentes e vários atletas não puderam ir a jogo, pelo mesmo motivo. Isto alterou toda a estratégia do desafio. Ainda assim, a história do jogo demonstrou que, com mais eficácia, tínhamos, pelo menos, conseguido o empate. Desperdiçámos uma grande penalidade e várias oportunidades na ‘cara’ do guarda-redes. Por outro lado, o adversário aproveitou os nossos erros defensivos. Temos de continuar o nosso trabalho, sabendo que a decisão para o acesso ao CAN será em Março. Uma palavra de conforto para os meus jogadores que não puderam dar o seu contributo à equipa. O mais importante é estarem bem de saúde e que voltem rapidamente ao ativo”, disse Luís Gonçalves.

Para já, tal como os jogadores e um membro da equipa médica, o seleccionador nacional está medicado e em quarentena domiciliar.

Num ano em que não (ainda) houve competições ao nível interno, os Mambas foram os únicos a competir, mas com resultados nada abonatórios, onde efectuaram cinco jogos, perderam quatro, venceram apenas um, sofreram dez golos e marcaram dois. Um ano para esquecer!

2020 é, de facto, um ano para esquecer para a selecção nacional de futebol, os Mambas, que sofreram, a bem sofrer, derrotas sucessivas que comprometem o trabalho que vinha sendo desenvolvido pela actual equipa técnica, desde que assumiu o comando, em 2019.

É que em cinco jogos disputados, quatro deles com selecções nacionais, e outro com a equipa júnior de um campeonato distrital de Portugal, perdeu os quatro com selecções e apenas venceu ao Torreense, no estágio que efectuou em Lisboa.

A pandemia da COVID-19 que assolou o mundo todo, fez com que o desporto estivesse parrado e, com ele, o futebol moçambicano, que viu as provas internas serem canceladas, nomeadamente os Campeonatos Provinciais, que iniciaram em Fevereiro em todas províncias moçambicanas, bem como o Moçambola 2019 e a Taça de Moçambique, competições que nem chegaram a iniciar. O que quer dizer que os jogadores moçambicanos a actuarem internamente estivessem parados por cerca de oito meses.

Só com autorização do Presidente da República é que alguns clubes começaram a treinar, a 15 de Setembro, mas sem horizonte temporal do arranque das provas, tanto a nível interno bem como africano, nomeadamente o Moçambola e as afrotaças.

Dos jogadores que actuam fora de portas, alguns só começaram a competir três meses depois da paragem (Julho e Agosto), nomeadamente em Portugal, Cazaquistão e Azerbaijão, enquanto os da África do Sul só seis meses depois regressaram (Setembro e Outubro), o mesmo acontecendo com os que jogam na França, Alemanha e outros cantos.

Alguns dos jogadores, casos de Mexer e Domingues, perderam lugares nas respectivas equipas e estão sem jogar desde antes da paragem, ou seja, em situação preocupante.

Dentro deste cenário, a FIFA e a CAF abriram espaço para a disputa de provas das selecções nacionais, nomeadamente para a qualificação ao Campeonato Africano das Nações.

 ESTÁGIO “DESGRAÇADO” EM PORTUGAL

 Os Mambas tinham jogo marcado com os Camarões para Março passado, mas o mesmo foi adiado por três ocasiões, primeiro para Junho e mais tarde para Setembro e depois para Outubro, ambas adiadas, devido a pandemia da COVID-19, tendo sido remarcados apenas para Novembro.

Sem competição interna e com muitos jogadores que actuam foram sem estar a competir, Luís Gonçalves optou por realizar um estágio pré-competitivo em Portugal, como forma de preparar os embates diante dos Camarões.

Numa primeira fase apenas com jogadores, sem ritmo, diga-se, que actuam internamente, os Mambas defrontaram a equipa júnior do Torreense e venceram por uma bola sem resposta, mas já mais à sério, nos amigáveis com Guiné-Bissau e Angola, e já com os profissionais da diáspora, perdeu os dois jogos, respectivamente por 0-1 e 0-3.

Dizia na altura o seleccionandor nacional, Luís Gonçalves, que não se importava em perder os dois jogos de preparação, desde que vencesse os Camarões, na qualificação ao CAN-2021.

 LEÕES INDOMÁVEIS DEVORAM MAMBAS

 Chegou então a semana dos jogos a sério. Primeiro em Douala e depois em Maputo, com o mesmo adversário: Camarões. Os desaires não pararam! Duas derrotas pesadas, de 4-1 e 0-2, que colocam os Mambas numa posição de dependência para se qualificar a fase final do CAN, que terá lugar nos Camarões.

Ou seja, o ano 2020 levou os Mambas ao seu pior ano, uma vez que em quatro jogos com selecções nacionais perdeu todos eles, tendo sofrido dez golos e apontado apenas um.

Um saldo bastante negativo para uma selecção que almeja grandes voos e grandes palcos, como a fase final do Campeonato Africano das Nações e, quiçá, um campeonato do mundo.

SALDO NEGATIVO DOS ANOS ANTERIORES

O saldo de jogos dos Mambas de 2020 é o pior se comparado com os outros anos. Nunca antes num mesmo ano os Mambas perderam todos os jogos disputados com outras congéneres.

Em 2019, por exemplo, entre jogos de preparação e de qualificação, os Mambas disputaram 11 jogos, tendo tido um saldo de cinco vitórias, duas derrotas e quatro empates. No ano passado o conjunto nacional marcou 15 golos e sofreu 10 golos.

No ano antepassado, em 2018, a selecção nacional realizou sete jogos, dos quais obteve três vitórias, igual número de derrotas e apenas um empate, tendo apontado 10 golos e sofrido oito.

Ainda assim não consegue chegar a uma fase final de uma competição continental há dez anos, já que a última vez que lá esteve foi em Angola, em 2010. Agora, para chegar aos Camarões, em Janeiro de 2022, precisa somar, no mínimo, quatro pontos, com os adversários directos, nomeadamente Ruanda (em Kigali), e Cabo Verde (em Maputo), em jogos a serem disputados em Março de 2021, e esperar que nenhuma das duas selecções vença os Camarões.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, confirma a autorização da Confederação Africana de Futebol (CAF) para cinco mil espectadores assistirem ao jogo da quarta jornada, contra a selecção dos Camarões, esta segunda-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto, para o apuramento ao CAN-2021.

“A nossa selecção de Futebol tem amanhã, segunda-feira, diante dos Camarões, um jogo importante para o apuramento ao CAN-2021, necessitando do apoio de todos os moçambicanos para o alcance de um bom resultado”, escreve o Chefe do Estado na sua página do Facebook.

Na última quinta-feira, os Mambas perderam diante dos Camarões, por 4-1, em Douala.

O Presidente da República diz que autorizou a Federação Moçambicana de Futebol “a ter no Estádio Nacional do Zimpeto a presença de cinco mil espectadores, observando o devido distanciamento e o uso correcto da máscara, para a prevenção da COVID-19”.

“Esta decisão excepcional é produto do nosso comportamento colectivo face à doença, que nos coloca como um dos países reconhecidos mundialmente pelas medidas eficazes de prevenção da propagação da pandemia”, diz o Chefe do Estado, sublinhando que “este reconhecimento não significa o fim das medidas nem das nossas práticas colectivas positivas na luta e prevenção da COVID-19, mas é um encorajamento para que continuemos a seguir com responsabilidade todas as normas tomadas pelas autoridades”.

A presença dos cinco mil espectadores no Estádio Nacional do Zimpeto é um grande estímulo não só aos Mambas, mas principalmente aos moçambicanos que querem apoiar a selecção, “assim como um teste à nossa capacidade de organização”.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, foi goleada, esta quinta-feira, pela poderosa selecção dos Camarões, por 4-1, em partida da terceira jornada do grupo F de qualificação ao CAN, que terá lugar em Janeiro de 2022, justamente nos Camarões. Vicent Aboubakar marcou dois golos, enquanto Zango e Njie apontaram os restantes golos dos “leões indomáveis”. Kamo Kamo reduziu para os Mambas, que descem para a segunda posição do grupo. Na outra partida do grupo, Cabo Verde e Ruanda empataram sem abertura de contagem.

Moçambique entrou destemido diante dos Camarões, sem se preocupar com o nome da selecção, nem com a sua alcunha, e muito menos com a qualidade dos jogadores adversários. Com uma defesa segura, um maio campo que tentava estancar as acções ofensivas do adversário e um ataque onde Geny Catamo se evidenciava, já que Luís Miquissone parecia perdido diante dos latagões camaroneses, talvez por isso o primeiro a ser substituído, a equipa nacional sempre conseguiu controlar o adversário.

Os Mambas ainda aguentaram-se até ao minuto 40, altura em que os “leões indomáveis” rugiram, através de Aboubakar, num cabeceamento a desviar o remate de Bassogog, após canto cobrado na direita. Foi um lance em que a defensiva moçambicana esteve mal posicionado, ao deixar sozinho o ex-avançado do Porto cabecear sem hipóteses de Franque.

Mas há que realçar que antes, por Aboubakar e Ngamaleu ainda assustaram, com remates que levavam selo de golo, mas tanto o remate de Aboubakar, assim como a tentativa de chapeu de Ngamaleu, sairam ao lado da baliza de Franque.

Após o golo dos camaroneses, os Mambas estiveram perto de empatar, num livre cobrado por Witi, mas o central moçambicano Zainadine chegou ligeiramente tarde para o desvio.

REGRESSAR A SOFRER

Na etapa final, Luís Gonçalves ainda tirou Luís Miquissone e meteu em campo Gildo, mas a resposta camaronesa foi com golo de Aboubakar, a bisar. Perda de bola da defesa moçambicana e, mesmo à entrada da área, o avançado camaronês atirou forte, como é sua caracteristica, para o fundo das malhas de Franque, que nada pode fazer no lance.

Depois tentou equilibrar a selecção nacional, mas sem chegar a baliza contrária, porque os “leões indomáveis” apertavam o cerco.

E foi por isso que na cobrança de um pontapé de canto, aos 55 minutos, a aparecer no coração da área, Zamgo apareceu sozinho a cabecear para o fundo das malhas, fazendo o terceiro golo. Má posicionamento da defesa moçambicana, que permitiu ao jogador adversário cabecear sozinho, com força, encontrando Franque pregado.

O quarto só não chegou dois minutos depois porque Franque foi superior a Aboubakar, num remate já na pequena área e depois a defensiva sacudiu.

Luís Gonçalves foi obrigado a fazer três substituições, fazendo sair Domingues, Kito e Clésio e para os seus lugares a entrarem Telinho, Reinildo e Reginaldo.

Depois foi Geny Catamo, sozinho, a lesionar-se e obrigar a uma substutuição forçada, cedendo o lugar a Kamo Kamo.

Foram cinco substutuições, autorizadas pela CAF, que Luís Gonçalves fez, quase numa sentada, na tentativa de rodar os jogadores e procurar chegar, pelo menos, ao golo de honra, porque ficava cada vez mais difícil lutar por outro resultado.

E as substutuições até surtiram efeito, já que Kamo Kamo aproveitou uma desatenção da defensiva camaronesa para reduzir a desvantagem, num chapeu de belo efeito sobre Onana.

Quando se pensava que seria o ressurgir dos Mambas, já que equilibravam os acontecimentos em campo, eis que, aos 80 minutos, Njie acaba com todas possibilidades de tentativa de aproximar-se do empate, num remate de fora da área, a fazer o 4-1, com Franque mal batido, já que abriu o primeiro ângulo, por onde a bola entrou.

Serge ainda quis fazer o 5-1, mas o seu remate saiu a malha lateral.

Reginaldo ainda teve o golo na cabeça, mas parecia estar com os olhos fechados e não viu para onde cebeceava e a bola passou ao lado da baliza de Onana.

Já para lá dos 90, Witi, o mais incomformado, ainda fez estremecer Onana, num remate à entrada da área, com o guarda-redes camaronês a desviar para o canto.

Mas o resultado não mais se alterou e os Mambas sairam goleados do Stade de la Reunificación, por 4-1, mas sem deitar a toalha ao chão, no que diz respeito a possível qualificação a fase final do CAN de Janeiro de 2022, uma vez que com o empate de Cabo Verde, diante do Ruanda, sem abertura de contagem, ocupa a segunda posição, com os mesmos quatro pontos, enquanto Cabo verde soma três e Ruanda apenas um. Camarões soma já sete pontos.

Jogo entre Camarões e Moçambique está marcado para esta noite, quando forem 18H00 de Maputo, no Stade de la Reunificación, em Douala, e conta para a terceira jornada do grupo F de qualificação ao CAN de Janeiro de 2022. Os Mambas tem cinco baixas de peso, mas o seleccionador nacional está confiante nos jogadores que tem.

É já esta noite que os Mambas querem fazer história, em solo adversário, quando defrontarem os Camarões, em sua casa, para o encerramento da primeira volta da fase de grupos de apuramento ao CAN, que os camaroneses vão organizar, em Janeiro de 2022.

Os Mambas procuram a segunda vitória diante dos “leões indomáveis”, depois do 3-0 imposto em 1983, aquando da qualificação ao CAN-84, que aconteceu na Costa do Marfim. Nessa fase de qualificação, depois da vitória no Estádio da Machava, a 10 de Abril de 1983, duas semanas depois, já em Yaoundé, os camaroneses venceram por 4-0, caindo por terra a possibilidade de qualificação a fase final do CAN.

Depois disso, as duas selecções voltaram a se cruzar na fase de qualificação ao CAN-2000, organizado conjuntamente pelo Gana e Nigéria. Os “leões indomáveis” não mais foram domados pelos Mambas, uma vez que venceram os dois jogos entre ambos, nomeadamente por 1-0, em Douala, e 1-6, no Estádio da Machava, com único dos Mambas apontado por Tico-Tico, naquela que foi uma das maiores enchentes do mítico relvado, que pertence ao Ferroviário de Maputo.

E mais uma vez, tal como em 1984, os Mambas falharam a sua presença nessa fase final do CAN. Aliás, outra das curiosidades que envolve as vezes que Mambas e “leões indomáveis” se cruzaram, os Camarões venceram a competição continental.

Desta vez os Mambas querem reverter toda história e todas tendências, não só arrancar um bom resultado em Douala, mas também garantir uma qualificação há muito esperada pelos moçambicanos, tendo em conta que a última vez que a selecção nacional esteve num CAN foi em 2010, em Angola. De permeio foram cinco edições falhadas pelos Mambas, que com nova equipa técnica e nova geração (restando alguns, casos de Domingues, Zainadine e Mexer), querem fazer história.

 

Cinco baixas que (não) preocupam Luís Gonçalves

Entretanto, para este embate diante dos Camarões, em Douala, o seleccionador nacional não vai contar com cinco jogadores, dos 23 inicialmente convocados, nomeadamente Edmilson Dove, Mexer e Amâncio Canhemba, ambos lesionados, Simão Mate Jr., que não foi autorizado pelo seu clube para representar os Mambas, e mais recentemente Stanley Ratifo, que actua na quinta divisão da Alemanha, ausente por motivos não revelados pela Federação Moçambicana de Futebol.

Desta forma, Luís Gonçalves teve que chamar Salomão (do Costa do Sol), Kamo Kamo (do Vitória de Setúbal) e Gildo Vilankulos (Amora), para o lugares dos lesionados, sem no entanto ter accionando outro jogador para o lugar do avançado alemão-moçambicano Ratifo.

Aliás, de acordo com o comunicado da Federação Moçambicana de Futebol, Ratifo será “carta fora do baralho” em Douala, mas espera-se que venha a se juntar aos Mambas, para o embate da segunda-feira, já em Maputo.

Desta forma, a equipa técnica moçambicana conta para este embate de mais logo com os seguintes jogadores: Guirrugo, Franque, Victor, Bheu, Zainadine, Sidique, Bonera, Reinildo, Salomão, Chico, Kambala, Néné, Kamo-Kamo, Telinho, Domingues, Geny Catamo, Kito, Clésio, Luís Miquissone, Reginaldo, Witi e Gildo.

 

Apenas 200 pessoas no Zimpeto

Para já, os dois embates entre Mambas e “leões indomáveis”, tanto em Douala como em Maputo, terão uma assistência de 200 pessoas, segundo autorização da Confederação Africana de Futebol. É que o organismo que superintende o futebol nacional solicitou uma autorização para a presença de espectadores no jogo contra os Camarões no dia 16 de Novembro, no Estádio Nacional do Zimpeto, tendo recebido uma resposta não satisfatória, atendendo que “nenhum jogo de alto nível foi organizado recentemente em Moçambique com presença de público, e a CAF considera que seria muito arriscado realizar um jogo tão importante com presença de espectadores”, segundo escreve a FMF num comunicado.

Entretanto, “lamentavelmente” a CAF rejeita o pedido, mas “decidiu excepcionalmente conceder acesso à área VIP, até um máximo de 200 pessoas. O número de pessoas deve ser dividido entre a delegação da equipa visitante e os convidados da FMF”, lê-se no comunicado.

Na mesma comunicação, o órgão reitor do futebol africano esclarece que o não cumprimento da cota acima mencionada pode levar a sanções disciplinares pela CAF.

O presidente da Federação Mauritana de Futebol (FFRIM), Ahmed Yaya, é o quarto candidato à presidência da Confederação Africana de Futebol (CAF), cujo prazo de entrega de candidaturas termina esta quinta-feira, 12.

Entre os outros candidatos que já se manifestaram, está o presidente cessante, o malgaxe Ahmad Ahmad, que foi o primeiro a anunciar a sua candidatura, no mês passado, apoiada, segundo ele, por 46 federações das 54 do continente.

O ivoiriense Jacques Anouma, ex-presidente e actual presidente honorário da Federação Nacional Ivoiriense (FIF), foi então o primeiro a desafiá-lo, antes do bilionário sul-africano Patrice Motsepe, actual presidente do Mamelodi Sundonwns.

Yaya, que tem fama de ser próximo de Ahmad Ahmad, afirmou que decidiu entrar na corrida, “no final de uma reflexão profunda e preocupado em promover o futebol africano”.

Durante a sua presidência na FFRIM, desde 2011, fez com que o futebol do seu país avançasse consideravelmente, nomeadamente com qualificação para o CHAN, em 2004, em detrimento do Senegal, e outra no último CAN, em 2019, no Egipto.

Além disso, para confirmar esta nova dimensão da Mauritânia no futebol africano, este país que vai acolher o próximo CAN júnior, em Março de 2021.

O Costa do Sol já conhece o seu adversário para a pré-eliminatória de acesso a fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos e já trabalha para ultrapassar esta etapa. Ainda assim, consideram que o Platinum FC do Zimbabwe está ao seu alcance, tendo em conta que também não realiza nenhuma partida desde Março último

É a primeira reacção do conjunto “canarinho” ao sorteio da fase a eliminar da Liga dos Campeões africanos, realizado na passada segunda-feira, depois de saber que o primeiro adversário é o Platinum FC do Zimbabwe.

Artur Faria, director desportivo da colectividade, disse que este é um adversário que está ao alcance do campeão nacional. “Parece um adversário perfeitamente ao nosso alcance e vamos trabalhar para alcançar os objectivos que nos propusemos, que passam por passar esta eliminatória e para tal faremos de tudo para passar” garantiu Faria.

Ademais, Faria disse que facilita o facto de já ter visto a equipa zimbabweana a jogar, em 2018, diante da União Desportiva de Songo, numa das eliminatória da Liga dos Campeões, naquele que considera de “jogo estranho”, pelo agregado da mesma, onde o Platinum afastou os “hidroeléctricos” por 5-2, depois de vitória a tangente em Harare e goleada de 2-4, em Maputo, quando os moçambicanos saíram da primeira parte a vencer por duas bolas sem resposta.

Artur Faria diz mesmo que “não é fácil termos informação sobre o adversário porque, conforme sabem, o campeonato deles também ainda não começou e estão na mesma situação que nós. O último jogo deles foi em Março, tal como o nosso ultimo jogo, e como tal temos que confiar somente em nós e acreditar que podemos cumprir a nossa missão”.

Mas não será uma eliminatória fácil, tal como reconhece o director desportivo dos “canarinhos”, não só por não conhecer o adversário, actualmente, mas porque o conjunto moçambicano está com défice de jogadores, alguns em representação das seleções nacionais e outros por lesão. “Estamos a trabalhar como podemos porque temos oito atletas nas selecções nacionais, quer a principal, quer nos sub-20, temos três indisponíveis (Manucho e Nilton lesionados e um atleta que está em, quarentena depois do teste da COVID-19 ter dado positivo), os estrangeiros que só chegam esta semana, então, não é fácil. O plantel está incompleto, mas sabemos que este é um ano atípico, mas esperamos que até lá todos os jogadores estejam já disponíveis para poderes dar seu contributo a equipa”, disse Artur Faria em reacção ao sorteio e ao adversário na pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões africanos de futebol.

Os “canarinhos” jogam a primeira mão entre os dias 27 a 29 de Novembro, em Maputo, e 4 a 6 de dezembro, para a segunda mão, em Harare.

“HIDROELÉCTRICOS” SÓ ENTRAM EM CENA NA PRIMEIRA MÃO

Outro representante moçambicano nas competições africanas de clubes, a União Desportiva de Songo, nomeadamente na Taça CAF, também conhecida por Taça Nelson Mandela, só entra em cena na segunda fase, ou seja, na primeira eliminatória. De acordo com o sorteio realizado na segunda-feira, os “hidroeléctricos” vão defrontar a equipa que sairá do confronto da ronda preliminar entre o Ngazi Club (das Ilhas Comores) e NAPSA Stars (da Zâmbia).

A primeira mão dessa eliminatória que vai envolver o vencedor da Taça de Moçambique está agendada para ter lugar entre os dias 22 e 23 de Dezembro e a segunda mão está marcada para os dias 5 e 6 de Janeiro de 2021.

O Costa do Sol vai defrontar o Platinum do Zimbabwe em partida da pré-eliminatória de acesso a fase de grupos da Liga dos Campeões africanos, segundo ditou o sorteio realizado esta segunda-feira. A União Desportiva de Songo, por seu turno, está isenta da pré-eliminatória da Taça CAF.

O sorteio da Liga dos Campeões ditou e os canarinhos já conhecem o seu adversário para pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões Africanos. Trata-se do Platinum FC, campeão do Zimbabwe, que vai cruzar o caminho do campeão moçambicano entre os dias 27 a 29 de Novembro, para a primeira mão, em Maputo, e 4 a 6 de dezembro, para a segunda mão, em Harare.

Caso os campeões nacionais consigam ultrapassar este primeiro adversário na luta pelo acesso à fase de grupos da liga milionária africana, terá frente, já na primeira eliminatória, a última etapa, o vencedor da eliminatória entre o Plateua United, da Nigéria, e o Simba da Tanzânia, este última equipa onde milita o internacional moçambicano Luís Miquissone.

Recentemente o Platinum do Zimbabwe defrontou a União Desportiva de Songo, também para o acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, na edição 2019/2020, eliminatória ganha pelos zimbabweanos com um agregado de 6-2, depois de vencer a primeira mão, em Harare, por uma bola sem resposta, e em Maputo, na segunda mão, por 2-5.

Recordar que o outro representante moçambicano nas Afrotaças, a União Desportiva do Songo está isenta da pré-eliminatória da Taça da Confederação Africana de Futebol, também conhecida por Taça Nelson Mandela.

 

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