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O País – A verdade como notícia

A um dia do embate Costa do Sol vs Platinum FC, partida referente a pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos, a Secretaria de Estado do Desporto respondeu ao desejo dos adeptos moçambicanos e do clube “canarinho” de ter público nas bancadas.

“Para responder as expectativas do clube e do Público, o Secretário de Estado do Desporto autorizou a presença de 2000 espectadores para esta partida da primeira-mão”, lê-se no documento para depois avançar com uma orientação de Carlos Gilberto Mendes.

“Queremos com esta medida garantir que os adeptos e público em geral, possam apoiar o Costa do Sol, contudo, deve estar garantido todo o protocolo sanitário, desde a higienização das mãos, uso de máscaras e distanciamento”, recomendou.

Segundo informou uma fonte do Clube Costa do Sol, os bilhetes já estão disponíveis e à venda nas lojas da Shoprite a peço de 300 meticais.

Lembre-se que esta partida está agendada para as 15h00, deste sábado, no Estado Nacional do Zimpeto.

No evento, a Zap prometeu mais qualidade de imagem, com a montagem de uma estrutura que permita transmissões em HD, do Grupo Soico veio a garantia de que as condições estão criadas para que os moçambicanos voltem a ver os jogos através da STV Notícias e da Liga foi feita a promessa de que o Moçambola retomará em breve.

 Numa altura em que há pressão para arranque, o mais breve possível, do Moçambola, a Liga Moçambicana de Futebol e a Zap assinaram, ontem, o acordo de renovação dos direitos de transmissão da maior prova futebolística do país. A Zap promete melhor qualidade de imagem e estrutura para cobrir jogos em directo nas três regiões do país. “O nosso desejo foi o de sempre oferecer o melhor para a nossa audiência, apostamos numa estrutura que nos possa permitir transmitir em alta definição, é certo que isso acarreta custos elevados de uso de satélite, mas o nosso desejo é de levar o melhor para os nossos telespectadores”, confiou Mário Pronto, director-geral da Zap Moçambique para depois avançar uma boa nova.

“Porque notámos que tínhamos dificuldades em transmitir jogos importantes fora da região sul do país, estamos a trabalhar com um parceiro para que, na próxima edição do Moçambola, os moçambicanos e os amantes do desporto possam ver jogos em directos transmitidos a partir das regiões centro e norte”, garantiu.

Mesmo sem avançar números, a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) falou de benefícios financeiros que o acordo terá para os clubes. “Este acordo vai permitir, por um lado, que parte das despesas da prova sejam cobertas. Irá também permitir que uma parte do valor seja canalizado aos clubes. Sabemos que os direitos de transmissão são dos clubes, mas temos um acordo com eles de que uma parte (40%) desse valor disponibilizado pela Zap é gerido pela Liga Moçambicana de Futebol e os restantes 60% são canalizamos aos os clubes para que sejam geridos ao nível dos clubes”.

HAVERÁ JOGOS AO MEIO DE SEMANA E TAMBÉM AOS FINAIS-DE-SEMANA

Questionado sobre como será feita a gestão das transmissões neste contexto de pandemia, o presidente da LMF respondeu nos seguintes termos. “Quando aos jogos, a Zap tem direito de preferência dos jogo e os restantes jogos podem ser transmitidos por outras televisões. Depois do sorteio, as equipas técnicas tanto da LMF, da Zap, assim como do Grupo Soico vão sentar e verão como esses jogos serão transmitidos e quais merecerão transmissão. Estamos a trabalhar para que não tenhamos jogos apenas aos finais de semana, mas também teremos alguns jogos aos finais de semana. Vínhamos realizando mais jogos aos finais de semana por causa do público. Neste contexto que não temos autorização para ter público, vamos privilegiar jogos ao meio de semana”.

Neste momento, segundo garantiu Ananias Coana, é vontade sua que a prova inicie o mais breve possível. “Estamos a trabalhar para que, nos próximos dias, realizarmos a nossa Assembleia-geral que vai culminar com o sorteio. Neste momento, estamos a trabalhar com o comunicado da Federação Moçambicana de Futebol que abre espaço para entrada dos três clubes que não estão licenciados. Nós estamos a incentivar que esse processo seja rápido para que façam parte do sorteio. Sendo por isso, que estamos a correr para que o Moçambola possa arrancar o mais breve possível”, garantiu o dirigente.

GRUPO SOICO PREPARADO PARA AS TRANSMISSÕES

Falando em representação do Grupo Soico, Boaventura Mucipo, deu garantias de que a máquina está afinada para o arranque das transmissões. “Para nós é um privilégio continuar a transmitir a maior prova futebolística do país, e a partir daí, poder levar alegria ao povo moçambicano. A Stv tem uma vasta experiência de transmissão de vários campeonatos, como o de basquetebol, de hóquei e de ligas estrangeiras. A Stv Notícias vem transmitido esta prova há 5 anos, o que nos dá garantias de que temos uma experiência consolidada que fomos acumulando nesses anos”, introduziu Mucipo para depois acrescentar que “há uma equipa jornalística criada para fazer frente às exigências que essa prova demanda. Criamos todas as condições técnicas para assegurar uma transmissão de qualidade aos nossos telespectadores. Logo que o sinal for dado, estaremos aptos para levar as emoções dessa prova aos moçambicanos, sem nos esquecermos, dos programas que vão privilegiar a discussão da prova”, concluiu.

Lembre-se que o arranque do Moçambola está condicionado ao encontro que Secretaria de Estado de Desporto terá com a Federação Moçambicana de Futebol, logo que o presidente do organismo regressar do estrangeiro.

O futebol está de luto. O ex-jogador argentino, Diego Armando Maradona, morreu aos 60 anos de idade, vítima de parada cardiorrespiratória, esta quarta-feira.

O astro da selecção argentina passou mal de saúde, de repente, no fim da manhã de hoje. Ambulâncias foram chamadas para a sua casa, onde se recuperava de uma cirurgia no cérebro. O ex-jogador não resistiu e a sua morte foi confirmada pela imprensa argentina e pela televisão pública do país no começo da tarde, escreve a imprensa internacional.

Os jornais argentinos Clarín e Diário Olé, por exemplo, avançam que os fãs já estavam preocupados com a saúde de Diego Maradona, quando no começo do mês foi internado às pressas, com sintomas de anemia.

Na altura descobriu-se uma pequena hemorragia no cérebro, e o ex-jogador precisou passar por uma cirurgia para drená-la. Após mais de uma semana de internamento, Maradona recebeu alta médica no dia 12 de Novembro.

O antigo jogador do Nápoles, Barcelona, Sevilha e Boca Juniors, entre outros clubes, deixou o mundo do futebol em choque.

O Jornal de Notícias em Portugal descreve a morte do argentino como “perda de um autêntico fora de série, um rebelde dentro e fora de campo, que assinou algumas das páginas mais memoráveis do desporto-rei”.

“Considerado um dos melhores futebolistas de todos os tempos”, a vida de Maradona foi marcada por muitos problemas de saúde decorrentes da sua vida de excessos.

“Em 2000 teve um ataque cardíaco, após uma overdose de drogas, durante umas férias em Punta del Este, no Paraguai, a que se seguiu um longo processo de cura em Cuba. Em 2004, numa altura em que pesava mais de 100 quilos, sofreu outro enfarte em Buenos Aires, e chegou a ser submetido a uma cirurgia de estômago para perder peso”, diz a tvi24.

Pasmo, incrédulo e desgostoso foi como o Secretaria do Estado do Desporto (SED) recebeu a informação, através da imprensa, do adiamento do Moçambola de 5 de Dezembro para 9 de Janeiro de 2021, depois da permissão para a o início da prova pelo Presidente da República.

Carlos Gilberto Mendes, Secretário de Estado do Desporto, não teve meias palavas e resumiu como “sabotagem” o que os gestores do futebol estão a fazer com o Moçambola “uma marca que se pretende forte e um orgulho para os moçambicanos”.

O dirigente avançou que a decisão foi inconsequente, na medida em que não tomou em conta factores como os prejuízos que os clubes estão a acumular e os efeitos nefastos na retracção do empresariado (patrocinadores da prova e dos clubes) “sem contar os impactos que esta situação está a causar à selecção nacional”.

Como medida urgente, Mendes disse que será feita uma reunião “logo que o presidente da FMF, Feizal Sidat regressar do estrangeiro, mas fica claro que tudo será feito para que o Moçambola comece o mais rápido possível”.

O Secretário de Estado falava hoje após um encontro com representantes dos clubes que também se mostraram agastados com a desorganização na gestão da prova.

Foi com enorme satisfação que a direcção do primeiro campeão nacional recebeu a informação do adiamento do Moçambola e consequente abertura de mais uma janela de licenciamento para que possa participar do Moçambola 2021.

É que se o Moçambola começasse a 5 de Desembro, Manica ficaria fora dos radares da maior prova do nosso calendário futebolístico, facto que já deixava frustrada a massa adepta dos “fabris do planalto”. “Recebemos a informação com enorme alegria, visto que teremos uma nova oportunidade de remeter o nosso dossier para que possamos estar licenciados para participar no Moçambola. Na verdade, já tínhamos todos os documentos solicitados, o que nos prejudicou foi a questão do tempo e a qualquer momento iremos submeter o nosso processo”, garantiu José Sangurane, vice-presidente do clube.

POSSIBILIDADE DE NÃO PARTICIPAR NO MOÇAMBOLA JÁ AFUGENTAVA EMPRESARIADO

Segundo fez saber Sangurane, a falta de competições tem estado a impactar negativamente na gestão financeira do clube. Outrossim, o facto de ter havido incertezas sobre a participação da equipa na maior prova do país retraiu patrocinadores.

“Temos garantias de pessoas e empresas que querem nos ajudar, apenas condicionavam esse apoio com a nossa presença no Moçambola. Agora estamos felizes porque estamos em altura de cumprir todas as exigências para que possamos participar na prova”, alegrou.

Neste momento o Textáfrica está a trabalhar para definir o seu plantel, daí que o jogo amigável com o Ferroviário da Beira, agendado para este sábado, será decisivo para o treinador Amid Tarmamade saber com quem vai contar para Moçambola 2021, caso o processo de licenciamento fique fechado.

Lembre-se que todas equipas que, militam na primeira divisão, e que não estão licenciadas têm até o dia 11 de Dezembro para regularizar a sua situação.

Alegadamente porque os clubes associados reclamaram que “estamos em época chuvosa e tal pode prejudicar o andamento da prova”. A Federação Moçambicana de Futebol e a Liga Moçambicana de Futebol anunciaram hoje, que não haverá Moçambola em 2020, deitando a baixo todas as aspirações dos moçambicanos de ver a bola a rolar no dia 5 de Dezembro.

Sendo assim, Moçambola é algo para esquecer, pelo menos este ano, facto que poderá prejudicar as aspirações do Costa do Sol e  União Desportiva de Songo, nossos representantes nas Afrotaças, que irão aos jogos como que às cegas. Aliás, os “canarinhos” já vieram a público dizer que a falta de jogos poderá condicionar a sua participação na Liga dos Campeões. Prenúncio de desaire no sábado frente ao Platinum? (In)certezas à parte, o que é certo é que falou-se também da falta de rodagem dos jogadores moçambicanos na dupla jornada desastrosa que os “Mambas” realizaram frente aos “Camarões”.

Neste mar de incertezas, outra certeza, já em Março, a selecção volta a entrar em cena na corrida rumo ao CAN 2021 com jogos diante do Ruanda e Cabo Verde. Será que os moçambicanos e as equipas técnicas voltarão a alegar falta de rodagem?

Futurologias de lado, segundo anunciado na conferência conjunta, a época 2021 irá iniciar de 2 de Janeiro a 30 de Novembro, sendo que se espera que a prova inicie a 9 de Janeiro.

O presidente da CAF e vice-presidente da FIFA, Ahmad Ahmad, foi hoje banido pela FIFA, por cinco anos, devido à corrupção. Assim, o malgaxe perde a oportunidade de se candidatar à sua reeleição ao órgão reitor do futebol africano.

A acção do Comité de Ética da Federação Internacional de Futebol acontece numa altura em que Ahmad Ahmad estava em campanha para a sua reeleição por mais quatro anos na liderança do órgão.

No seu comunicado, a FIFA diz que Ahmad “violou seu dever de lealdade, ofereceu presentes e outros benefícios, administrou mal os fundos e abusou de sua posição como presidente da CAF”.

Ahmad foi também multado em 220.000 dólares pela FIFA pelos delitos relacionados à “organização e financiamento de uma peregrinação de Umrah a Meca” e pelo seu envolvimento em negociatas entre CAF e uma empresa de equipamentos desportivos.

Ahmad assumiu a presidência da Confederação Africana de Futebol em Março de 2017, e acaba banido de todas as actividades relacionadas ao futebol por cinco anos.

A selecção nacional de basquetebol do nosso país já se encontra em Kigali, capital do Ruanda, onde participa, de 25 a 27 deste mês de Novembro, ou seja, entre quarta e sexta-feira, na janela de apuramento ao Afrobasket-2021.

Chegados na sexta-feira, o conjunto nacional foi submetido a testes da COVID-19, tendo sidos colocados em isolamento até ao anúncio dos resultados dos testes. Este domingo os testes foram anunciados e com eles a confirmação de que todos elementos estão negativos e prontos para iniciar a saga de apuramento ao Afrobasket-2021.

Os testes realizados na sexta-feira após a chegada da delegação foi o primeiro realizado em solo ruandês, sendo que voltará a realizar mais um amanhã, terça-feira, antes da realização das provas.

Assim, com os resultados do teste do novo coronavírus conhecidos, o combinado nacional está autorizada a realizar treinos em preparação aos jogos que tem pela frente.

Neste domingo os pupilos de Milagre Macome realizaram o seu primeiro treino na Arena Kigali, o pavilhão que vai acolher os jogos deste evento qualificativo para o Campeonato Africano, que também tem lugar no Ruanda.

Entretanto, o seleccionador nacional de basquetebol masculino, Milagre Macome, fez um balanço positivo do período de preparação que teve lugar em Maputo, antes da deslocação ao Ruanda, mesmo tendo sido impedido de levar alguns jogadores preponderantes devido a pandemia da COVID-19.

Aliás, Macome lamentou o facto de não se ter cumprido os 100% dos treiunos que tinham sido agendados, mas diz que “tivemos uma participação nos treinos de 95 por cento com a excepção de um ou outro caso, como o caso conhecido de Pio Matos Jr que apresentou-se tardiamente selecção, apresentou a sua justificação e desculpa à federação, a equipa técnica e ao grupo de trabalho e integramo-lo na selecçāo, tivemos uma participação boa dos atletas, tínhamos perspectivado 30 unidades de treino infelizmente não conseguimos cumprir com todas, fizemos 27 sessões de treino, por isso o balanço que fizemos é bom e acreditamos que podemos dignificar o país no contexto em que nos encontramos actualmente”, disse Milagre Macome, citado pelo jornal electrónico Lance.

Em solo ruandês, o combinado moçambicano vai medir forcas com Senegal, Angola e Quénia e lutar por ocupar uma das três vagas que darão acesso à participação no Afrobasket -2021, mas nada que deixe Milagre Macome com os nervos à flor da pele, já que está confiante num bom desempenho dos seus pupilos.

Citado pelo Lance, Macome disse que “estamos confiantes, senão não estaríamos aqui, é preciso haver confiança, compromisso, haver crença e acreditar que é possível nas condições em que nos encontramos, sem competição interna, sem trabalho de grande nível interno, acreditamos que os outros também estão assim, estamos a partir todos em pé de igualdade, é possível disputar a competição, com os pés bem assentes na terra, reconhecendo o potencial e o valor dos adversários que vamos encontrar na competição e acreditamos com rigor, compromisso, com trabalho é possível fazer um bom trabalho”, mostrou-se confiante o seleccionador nacional.

Na lista de convocados para a janela de Ruanda estão os bases Pio Matos e Orlando Novela, ambos do clube Ferroviário de Maputo. Em realção aos extremos, fazem parte dos convocados Milton Caifaz, Hugo Martins e David Canivete, do Ferroviário de Maputo e Ismael Nurmamade do Ferroviário da Beira. Quanto aos postes, são parte do conjunto nacional Custódio Muchate e Inélcio Chire, do Ferroviário de Maputo, Octávio Magoliço do Costa do Sol, Jeremias Manjate do Sporting de Portugal e Helton Ubisse do Ferroviário da Beira.

Esta reunião magna da Federação Moçambicana de Futebol teve uma boa nova de Feizal Sidat, que anunciou que vai se candidatar a um cargo na direcção no Comité Executivo da Confederação Africana de Futebol, em eleições que terão lugar em Março de 2021. “Submeti a minha candidatura e foi aprovada pela CAF”, anunciou Sidat orgulhoso, que espera vencer a concorrência de outros quatro candidatos, da região da COSAFA, para duas vagas.

Esta candidatura, segundo Sidat, “não é de Feizal Sidat, é uma candidatura do futebol moçambicano e do país inteiro”, até porque “já é altura de um país lusófono, também, tomar parte nas decisões do futebol africano”.

“Eu sou um dos candidatos e vamos trabalhar e vamos pedir apoios a todos intervenientes de outros países para que apoiem esta candidatura”, apelou o candidato moçambicano a uma das cadeiras do Comité Executivo da CAF.

E não faltam exemplos inspiradores para o presidente da Federação Moçambicana de Futebol: “já temos o presidente da FIBA-Africa, que é um moçambicano, no voleibol também temos o Khalid Cassamo a liderar a região, e agora vamos no futebol. Isso só honra o país”.

Feizal Sidat espera vencer para dar oportunidade ao país de ter espaço no conselho de tomada de decisões do futebol africano.

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