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O País – A verdade como notícia

Mais uma aparição em eventos internacionais de automobilismo, mais um resultado que dignifica o país.

Depois de ter terminado em segundo lugar na segunda prova da BMW M2 CUP, em Zolder, Bélgica, Rodrigo Almeida voltou a evidenciar-se sábado em Nürburgring ao ocupar a quinta posição de um total de 15 pilotos.

Vencedor da “poule position” em Zolder, Almeida fez, nesta última prova, o tempo de 32:36:614, marcando posição desde logo e deixando para trás o piloto Salman Owega que cruzou a linha de chegada.

Rodrigo Almeida provou, mais uma vez, o seu talento e lutou pela sua passagem dos onze da grelha para o top 5. Com a sua ultrapassagem na última volta, o jovem de 17 anos foi um dos destaques da corrida de sábado, não dando hipóteses ao estreante Tom Nittel que ficou no sexto lugar.

O jovem piloto moçambicano volta a entrar em cena no próximo dia 3 de Setembro, em Spielberg, Alemanha. A penúltima prova terá lugar entre os dias 17 e 19 de Setembro, em Assen, na Holanda. Almeida fecha a sua participação na BMW M2 CUP entre os dias 1 e 3 de Outubro, em Hockeinheim, na Alemanha.

Entretanto, o líder do campeonato, Louis Henkefend, esteve em destaque em Nürburgring. Com uma vantagem de 5,966 segundos, o jovem piloto de 21 anos conquistou a sua segunda vitória da temporada na BMW M2 Cup e, assim, ampliou a sua liderança para seis pontos. Atrás dele, Fabian Kreim e Nick Hancke travaram um duelo quente pelo segundo lugar no percurso de “sprint”, do qual Hancke finalmente saiu como o vencedor.

Nesta prova, Kreim e Hancke prenderam a atenção dos espectadores ao longo do percurso com um duelo emocionante. A pressão constante que Hancke exerceu sobre Kreim na BMW M2 CS Racing foi de grande emoção: com três voltas para o final, o piloto número 99 passou para o segundo lugar, com uma notável manobra de ultrapassagem.

“O jovem provou, mais uma vez, o seu talento e lutou pela sua passagem dos onze da grelha para o top 5. Com a sua ultrapassagem na última volta, o jovem de 16 anos foi um dos destaques da corrida de sábado e rebaixou o estreante Tom Nittel para o sexto lugar”.

Esta corrida foi decepcionante para Vincent França, que garantiu a sua primeira “pole position” na BMW M2 Cup no dia anterior. O jovem de 17 anos perdeu várias posições na largada e só se viu em quinto lugar no final da primeira volta. No percurso seguinte, França fez tudo o que estava ao seu alcance para recuperar as posições perdidas, mas um contacto, no fim, não permitiu que o piloto recuperasse o atraso.

A divulgação, há dias, de 16 dos 18 árbitros que irão apitar o Campeonato Africano de Basquetebol sénior feminino, competição a realizar-se de 16 a 27 de Setembro, em Yaoundé, Camarões, não deixa margem para dúvidas: Moçambique está na periferia da modalidade neste capítulo.

É que, mais uma vez, a FIBA-África excluiu os internacionais árbitros moçambicanos das provas sob a sua égide, uma situação que já se prolonga há dois anos.

Com o refrescamento realizado em Março, os árbitros internacionais Edmilson Lopes (Beira), Maria Liliana (Chimoio), António Englesse e Nilton Macamo viram as suas carteiras renovadas até 31 de Agosto de 2023. Carlota Churame obteve, pela primeira vez, a carteira de árbitro internacional de basquetebol.

Já os comissários Guidion Matsinhe e Carla Massunda elevaram os seus conhecimentos ao renovar as respectivas carteiras, mas deparam-se com o mesmo problema: falta de nomeação para competições da FIBA-África.

Os árbitros internacionais não têm tido espaço até mesmo para competições dos escalões de formação, neste caso “Afrobasket” sub-16 e 18.

Aliás, esta nova geração de árbitros tarda em aparecer em eventos que se lhes permitam ganhar tarimba internacional e poderem crescer.

Edmilson Lopes, da Beira, foi chamado a intervir pela última vez numa competição internacional em Dezembro de 2019 como árbitro-acompanhante do Ferroviário de Maputo na fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos, prova havida no Cairo, Egipto.

Mais do mesmo com o compatriota António Engless. A sua última aparição em eventos internacionais foi há dois anos na primeira janela da zona VI de apuramento ao Mundial, junto ao compatriota Nilton Macamo.

O último árbitro internacional moçambicano com nomeações para competições da FIBA-África foi Artur César de Castro Bandeira, ele que deixou de dirigir ao nível internacional devido à idade: 50 anos.

Bandeira foi dos juízes acompanhantes designados pela FIBA-África para apitar o Campeonato de Africano de Basquetebol Feminino (Afrobasket-2017), prova realizada em Bamako, no Mali.
Bandeira esteve presente, em 2015, no “Afrobasket” de Yaoundé, nos Camarões, prova na qual a selecção nacional de basquetebol sénior feminino ocupou a sexta posição.
O árbitro internacional apitou ainda jogos do “Afrobasket” de Antananarivo, no Madagáscar, em 2009; Mali, em 2011; e Maputo, em 2013.

Experimentado, Bandeira foi indigitado também para apitar jogos do grupo “D” da Afro Liga de Basquetebol, no Madagáscar.

Mas, há mais provas: por indicação da FIBA-MUNDO, apitou partidas do grupo “F” da quarta janela de qualificação da zona africana para o Campeonato do Mundo da China-2019, em Lagos, Nigéria, assim jogos do grupo “C” da terceira janela das eliminatórias para o Mundial, no Cairo, Egipto.

Com uma folha de serviço formidável, o retirado Abreu Muhimua é o expoente da arbitragem no basquetebol. É verdade: já dirigiu duas edições dos Jogos Olímpicos (Atenas, 2024, e Beijing, em 2008), assim como o Mundial do Japão, em 2006.

Muhimua apitou várias finais dos “Afrobaskets” masculino e feminino, Taça dos Clubes Campeões Africanos e esteve, igualmente, presente na Taça Diamante.

Realiza-se esta quinta-feira, às 16h30, na sede da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB), o sorteio do Torneio de Apuramento às eliminatórias da Basketball Africa League (BAL), prova a decorrer de 4 a 12 de Setembro, em Maputo.

É já nesta quinta-feira em que será definido o emparelhamento dos duelos da fase de apuramento às eliminatórias da Liga Africana de Basquetebol, prova que contará com a participação de quatro equipas, nomeadamente, Ferroviário de Maputo, campeão nacional; Costa do Sol, vice-campeão nacional; Ferroviário da Beira, terceiro classificado; e Desportivo Maputo.

O vencedor deste Torneio de Apuramento irá representar o país nas eliminatórias a realizarem-se em Outubro próximo, na África do Sul.

Inicialmente, esta competição estava aberta a mais conjuntos, mas, devido aos custos de participação, ficou reduzido de resto. É que, para participar no certame, as equipas devem custear as despesas de alojamento, transporte e alimentação.

Com efeito, a Liga Moçambicana de Basquetebol, organizadora da prova, definiu que, na primeira fase, as quatro equipas irão bater-se num sistema de todos contra todos numa única volta. Já na segunda fase, o primeiro classificado defronta o quarto enquanto o segundo mede forças com o terceiro para se encontrarem os finalistas.

A final, será disputada num “play-off” a melhor de três jogos. Espera-se que o Torneio de Apuramento às eliminatórias da BAL seja competitivo e atractivo, até porque as equipas participantes se esmeram para conquistar o certame.

Há ambição de representar o país nesta prestigiada prova organizada pela FIBA e NBA, cujos investimentos agregam grande valor à mesma.

É neste sentido que Costa do Sol foi ao mercado buscar algumas referências da modalidade da bola ao cesto no país. Tais são os casos de David “Mano” Canivete, Luís “Lulu” de Barros, Ivan Machava, Octávio “Maguila” Magoliço, Ivan Machava e Klaus Bunguele.

Com estas contratações, os “canarinhos” ganharam algum equilíbrio e apresentam mais opções, porquanto o seu plantel é ainda composto por jogadores que, em 2019, ajudaram o clube a conquistar o vice-campeonato nacional: Nilton Seifane, Egídio Zandamela, Daniel Maveure, Francisco Braga e Danilo Langa.

Por sua vez, o Ferroviário da Beira, conjunto que, há dois anos, ficou em terceiro na Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, contratou o técnico espanhol Luiz Lopes.

Lopes conhece, e como, os cantos da casa, até porque conduziu os “locomotivas” a dois títulos nacionais em 2012 e 2014.

O Ferroviário da Beira assegurou, ainda, a contratação dos internacionais moçambicanos Orlando “Nando” Novela e Ermelindo Novela. Na sua estrutura, conta ainda com Elton Ubisse, Elves “Stam” Honwana, Ismael “Timo” Nurmamad, Ayad Munguambe, Edilson Tivane, Lote Tonela, entre outros.

É o objectivo do Ferroviário da Beira conquistar este Torneio de Apuramento às eliminatórias de acesso à Liga Africana de Basquetebol.

Já Ferroviário de Maputo aponta para a segunda presença na Liga Africana de Basquetebol, depois de, em Maio último, ter ocupado a quinta posição na edição de estreia ocorrida em Kigali, no Ruanda. Os “locomotivas” ficaram nos quartos-de-final da prova, tendo arrancado duas vitórias e igual número de derrotas.

Os campeões nacionais partiram para esta competição desfalcados de algumas das suas unidades que ajudaram a qualificar-se para a fase final, mas, mesmo assim, dignificaram o país e podiam até ter seguido para às meias-finais, não fosse a arbitragem tendenciosa e alguns erros cometidos nos momentos decisivos.

 

FMB SOLICITA ADIAMENTO DA FINAL DO “NUTRIÇÃO”

A Federação Moçambicana de Basquetebol solicitou, há dias, o adiamento da final do Torneio Nutrição da modalidade em seniores femininos, agendado para o próximo sábado, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane.

Em comunicado enviado à Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM), a FMB justifica que tal se deve à necessidade de se priorizarem, nesta altura, os trabalhos da selecção nacional de basquetebol sénior feminino, tendo em vista a participação no “ Afrobasket” 2021, em Setembro, nos Camarões.

Esta posição do órgão-reitor do basquetebol moçambicano encontrou a ABCM em contrapé, uma vez que esta agremiação, em coordenação com o Instituto Nacional de Saúde, havia projectado para esta quinta-feira a realização de testes às equipas finalistas (Ferroviário de Maputo e Costa do Sol), assim como as envolvidas no jogo de atribuição do terceiro lugar (Maxaquene e A Politécnica) e árbitros e pessoal da mesa.

Inicialmente agendada para Julho, a final do Torneio Nutrição de basquetebol em seniores femininos foi adiada, a pedido do Ferroviário de Maputo que detectou alguns casos positivos da COVID-19 em alguns elementos ligados à equipa sénior feminina. Neste sentido, a direcção do Ferroviário de Maputo comunicou a ABCM que tratou de adiar o jogo decisivo para salvaguardar a saúde de todos os envolvidos na final, assim como cumprir o protocolo sanitário definido pelas autoridades.

Caso seja adiada a final do Torneio Nutrição, no pior dos cenários, somente será disputada depois do Campeonato Africano de Basquetebol, prova a decorrer de 17 a 26 de Setembro, em Yaoundé, Camarões.

A Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo deverá dar o seu parecer nas próximas horas, tendo, naturalmente, em conta os compromissos já assumidos.

Lembre-se que a final do Torneio Nutrição de Basquetebol em masculinos teve como vencedor o Costa do Sol, conjunto que derrotou, na final, o Ferroviário de Maputo por 82-67.

A selecção nacional de futebol de praia marcou 15 golos no Mundial da Rússia, em três jogos, o que dá uma média de cinco golos por jogo, tendo sofrido 18, com média de seis golos por jogo. Dos 15 golos da selecção nacional na Rússia, quase metade foi apontada pelo mesmo jogador, António José Pedro Namape, conhecido nos areais da praia como Figo.

Figo marcou quatro golos na vitória de Moçambique diante dos Emirados Árabes Unidos, por 4-2, e outros três na derrota diante da Espanha, por 4-8.

Na derradeira partida, não marcou nenhum golo, mas ficou com a marca de melhor marcador do combinado nacional, seguido por Nelson, que apontou cinco golos, sendo dois diante da Espanha e outros três frente a Taiti.

À FIFA.com, Figo concedeu uma entrevista, tendo falado da estreia de Moçambique num campeonato do mundo e para os planos para o futuro.

“Estou muito feliz, mas devo dizer que isso é melhor do que qualquer coisa que eu poderia ter imaginado”, disse Figo ao FIFA.com, após a brilhante prestação.

O jogador moçambicano disse estar feliz por ter apontado tantos golos que ajudaram a selecção a ter uma participação digna e com esperanças numa qualificação aos quartos-de-final. “Eu esperava marcar alguns golos, mas tive sorte”, disse Figo, que conquistou sua primeira internacionalização na preparação de Moçambique para o torneio. “Você treina para coisas assim. É meu trabalho, mas marcar sete golos em dois jogos é algo que nunca sonhei em fazer”, disse, visivelmente emocionado.

Pelos golos marcados, Figo foi coroado com duas bolas de fósforo. E já tem destino para elas: “os dois vão para o meu quarto. Sou o primeiro jogador de Moçambique a marcar sete golos em um Campeonato do Mundo! Acho que vou acabar dormindo com eles”, disse aos risos ao FIFA.com.

 

DA RUA PARA A AREIA

A carreira de Figo no futebol de areia começou quando tinha 20 anos e vivia em Maputo, a capital do país. E foi com amigos que tudo começou, tal como ele mesmo conta. “Sempre joguei futebol de rua, mas alguns amigos me perguntaram se eu queria jogar futebol de areia e foi aí que tudo começou. Eu gostei, fui localizado e continuei com isso”, revelou, orgulhoso, contando ainda a história do seu apelido, Figo: “quando joguei no meu bairro, tinha uma camisola de Portugal com o nome do Figo. Eu costumava fazer muitos golpes e truques com a bola, então eles começaram a chamar-me assim. E pegou”.

Aliás, não é por acaso que adoptou o apelido de Figo, estrela do futebol português, até porque, através das redes sociais, acabou por fazer uma auto-comparação e descobriu semelhanças. “Eu assisti a muitos de seus vídeos e, realmente, identifico-me com a maneira como ele joga. É por isso que estou feliz que o nome pegou”, disse.

A finalizar a entrevista, o camisola 9 da selecção de moçambique revelou aquilo que eram os objectivos traçados no início, nomeadamente “ultrapassar a fase de grupos. Estávamos focados nisso e gostaria de acreditar que tivesse acontecido”, disse.

Entretanto, o sonho acabou por cair aos pés de Taiti, ficando a lição e a experiência de muito e melhor fazer nas próximas competições.

Seleccionador nacional de futebol de praia faz um balanço positivo da participação de Moçambique no seu primeiro Campeonato Mundial, destacando a boa resposta dada em todos os jogos, nos quais marcou 15 golos e sofreu 18, terminando na terceira posição do grupo B.

Tudo começa com a eliminatória única diante das Comores, em Abril passado, de qualificação ao CAN da modalidade, em que Moçambique venceu com agregado de 17-8, no conjunto das duas mãos (3-7 em Moroni e 10-3 em Maputo). Uma vitória que garantiu a qualificação ao Campeonato Africano das Nações, em Dakar, Senegal, onde o combinado nacional venceu todos os jogos até à final, jogo no qual perdeu diante dos anfitriões.

Nessa competição africana, Moçambique venceu Egipto (7-5), Seychelles (7-3) e Marrocos (2-1), na fase de grupos, voltando a vencer o jogo das meias-finais, diante da Uganda (6-3), no jogo que garantiu a qualificação ao mundial de futebol de praia.

No jogo da final do CAN, diante da poderosa Senegal, os treinados de Abineiro Ussaca sucumbiram por 1-4, mas estavam em festa pela qualificação ao Campeonato do Mundo da Rússia.

Tal como aconteceu aquando da preparação ao CAN, a Federação Moçambicana de Futebol garantiu um estágio em Nazaré, Portugal, onde, durante 20 dias, teve seis jogos de preparação. Nesses jogos, perdeu diante de Portugal, que também preparava a sua participação no Mundial, empatou dois, diante dos nazarenos, e venceu outros três, um deles frente ao Sporting Clube de Portugal.

Ainda no estágio, a selecção nacional derrotou Uruguai, já em solo russo, por duas bolas sem resposta, entrando para a competição mais fortificada.

No Mundial da Rússia, a selecção de Moçambique entrou a perder, diante da Espanha, por 4-8, num jogo em que deixou boas indicações, tendo sido fatal a vitória dos espanhóis, o mau início, ou seja, o primeiro período no qual sofreu quatro golos.

Seguiu-se a vitória moralizadora diante dos Emirados Árabes Unidos, por 4-2, que colocava o combinado nacional com meio pé nos quartos-de-final, precisando apenas de um empate diante do Taiti na terceira jornada.

Mau grado que não tenha acontecido como o conjunto desejava, numa partida bastante equilibrada em que o resultado só foi encontrado no apito final, quando estava em 8-7 a favor do Taiti.

Caiu por terra um sonho que foi tão bonito e bem vivido pelos jogadores, equipa técnica, direcção da FMF e todos os moçambicanos que também sonharam com este mundial.

 

“LUTAMOS, FIZEMOS O NOSSO PAPEL E DIGNIFICAMOS O PAÍS”

Na hora de fazer o balanço sobre a participação de Moçambique no Campeonato Mundial, Abineiro Ussaca diz que é positivo e que só pecou por não ter sido coroado pela qualificação aos quartos-de-final. Ainda assim, de acordo com Ussaca “é preciso felicitar os rapazes pelo empenho que tiveram desde o primeiro jogo até este, em que perdemos diante de Taiti, mas de cabeça erguida”.

Uma derrota que não foi fácil de digerir, pela forma como os jogadores se bateram por um resultado melhor. Por isso, considera Abineiro Ussaca que “não há derrota que entristeça os nossos corações, pois nos sentimos orgulhosos de termos feito o nosso melhor”, disse, acrescentando que “lutamos do primeiro ao último minuto e não conseguimos. Fizemos de tudo para levar a nossa bandeira até onde podíamos, mas caímos em terra”.

Aliás, Ussaca diz que, apesar da tristeza que sente, “temos em mente que lutamos, fizemos o nosso papel e dignificamos o país da melhor forma possível”. E prova disso são os resultados alcançados e isso “é fruto de trabalho que os miúdos fizeram arduamente”.

O seleccionador nacional fala de falta de experiência por parte dos jogadores, o que terá tido alguma repercussão na prestação. “Sem experiência, sem campeonatos locais, sem jogadores profissionais que jogam fora do país e estando num campeonato não muito competitivo, pelo menos demostramos a capacidade e vontade de querer fazer as coisas acontecerem”, disse Abineiro Ussaca, para quem “fica um bom TPC de fazer melhor”.

De acordo com o seleccionador nacional de futebol de praia, Moçambique ganhou experiência para os próximos compromissos nesta modalidade. “Aprendemos bastante e estamos orgulhosos dessa experiência e com orgulho de termos perdido com os melhores do mundo e ter deixado uma boa marca e uma imagem daquilo que é Moçambique”, disse Ussaca, que agradeceu o apoio que recebeu dos moçambicanos que transmitiram energias e confiança.

Por ora, de acordo com Abineiro Ussaca, “temos que levantar a cabeça e planificar melhor o nosso futuro. Prepararmo-nos melhor para o CAN e para as próximas competições”.

Os Jogos Paralímpicos Tóquio 2020 arrancam hoje, com a participação de 4.400 atletas, entre os quais dois moçambicanos, sendo que a cerimónia de abertura vai decorrer no Estádio Nacional da capital japonesa.

Numa cerimónia sem público, devido à pandemia da COVID-19, Tóquio vai marcar o início da 16.ª edição do evento, que “coroará” 539 campeões paralímpicos em 22 modalidades, entre as quais o badminton e o taekwondo, que se estreiam no programa.

Hélio Chavela e Edmilsa Governo, atletas moçambicanos de atletismo, na especialidade de 400 e de 100 metros, da classe T-12 e de especialidade de 400 metros e a de salto em comprimento T-13, respectivamente, serão os porta-estandartes de Moçambique na cerimónia agendada para às 20h00 (13h00 em Maputo), tendo como tema central a frase: “Seguindo em frente, temos asas”.

Moçambique far-se-á ao estádio num desfile que será aberto pela equipa de atletas refugiados e fechará com as representações da França, que acolherá os próximos Jogos, e do anfitrião Japão.

Devido às restrições impostas pela pandemia, que obrigou o adiamento da competição por um ano, o número de elementos das 163 comitivas presentes no estádio será reduzido. Moçambique conta com apenas oito integrantes, a saber: dois atletas, Edmilsa Governo e Hilário Chavela; dois treinadores,  Francisco Faquir e Hilário Xavier; uma assistente para questões sanitárias, Akina Yamada; o chefe da missão, Luís Rodrigues; o presidente do Comité Paralímpico de Moçambique, Zeca Chaúque; e representante do Governo, Fernando Dias.

Tóquio torna-se a primeira cidade a acolher a competição paralímpica pela segunda vez, depois de ter organizado o evento em 1964, no mesmo ano em que recebeu os Jogos Olímpicos, tendo então recebido 390 atletas, de 22 países.

Luís Miquissone não confirma a sua transferência para o Al Ahly do Egipto, no entanto admite desejo de trabalhar com Pitso Mosimane no gigante egípcio. O jogador diz estar em negociação com vários clubes, inclusive europeus, e os próximos dias serão determinantes para o seu futuro.

Disse adeus ao Simba sem indicar o seu destino. Há dias, Luís Miquissone anunciou a sua saída, depois de quase duas épocas de grandes exibições, mas o futuro ficou no segredo dos “deuses”. O anúncio foi feito depois de o gigante tanzaniano ter comunicado a sua venda, sem, no entanto, avançar o próximo clube do craque moçambicano.

Depois de tornada pública a saída, “Conde Boy” foi dado como certo no campeão africano de clubes, Al Ahly que, segundo informações, teria pago perto de um milhão de euros ao Simba, para garantir o passe do atleta.

Entretanto, esta segunda-feira, o prodígio de Angónia veio ao público baralhar o que parecia ser um processo com desfecho.

“O meu destino ainda está por cima da mesa. Dentro de dias, viajarei com o meu empresário para analisarmos as várias propostas que recebi. Tenho contactos de clubes africanos, mas também de alguns clubes europeus”, fechou-se em sete chaves o jogador de Angónia, sem alongar a conversa.

“Nos próximos dias, saberão do meu próximo passo, agora estou focado em ter desfecho deste processo todo.”

 

“GOSTO DE TRABALHAR COM OS MELHORES”

Na sua primeira aventura no futebol internacional, “Conde Boy” foi ao Mamelodi Sundows da África do Sul, orientado na altura por Pitso Mosimane, actual técnico do Al Ahly. A sua experiência não foi das melhores, porque, tempo depois, foi preterido (emprestado ao Royal Eagles e Chipa United) da segunda divisão. Em 2019, regressou à União Desportiva de Songo e, em 2020, ganha voo para o gigante tanzaniano Simba.

Engana-se quem pensa que, com o sucedido, Miquissone terá ficado mal na fotografia. O jogador tem vontade de escrever mais linhas na sua história com Mosimane.

“Se o desfecho for esse de ir ao Al Ahly, irei abertamente”. O passado fica no museu, mas será determinante e lá, no fundo, deixa escapar o jogador que o gigante egípcio pode ser a sua próxima paragem.

“Provarei ao técnico que, quando estive no Sundows, era outro jogador e se tivesse tido mais tempo, podia ter mostrado a minha qualidade”, diz o jogador ao afirmar que estar com os melhores tem um toque especial.

“Se for para estar no Al Ahly, com Pitso, lá estarei abertamente. Ele é um dos cotados treinadores do continente, por isso é sempre bom estar com os melhores”, vincou.

 

“OS CLUBES DEVEM APOSTAR NAS PROVAS CONTINENTAIS”

A porta para Luís Miquissone se mostrar à África de futebol foi a Liga dos Campeões. O “rapaz” de 26 anos foi preponderante na boa campanha do Simba. Fez três golos nas vitórias diante do Al Alhy por 1-0, frente ao Al Merrikh por 3-0 e contra o AS Vita Club por 4-1, na fase de grupos.

Com estes números, ajudou a sua equipa a seguir aos oitavos-de-final, tendo caído aos pés de Orlando Pirates da África do Sul, ao perder no agregado das duas mãos, por 4-3. Deixou para trás o Simba, mas os dados de Miquissone e a cobiça de vários clubes ficaram registados.

“Se há tanto interesse na minha contratação é porque estive em exposição. Os clubes tanzanianos optam muito por colocar as suas equipas nas competições africanas, o que não acontece em Moçambique”, começava assim o jogador a condenar a postura dos clubes moçambicanos que simplesmente não dão a mínima à montra do futebol continental. Aliás, no país, Costa do Sol até se deu ao luxo de abdicar da sua participação na “Champions” na qualidade de campeão em título, deixando só o Songo ser o único representante de Moçambique.

O Ferroviário de Maputo foi convidado, mas declinou-se a participar. Isto e mais alguma coisa entristecem o “Conde Boy” que manifestou desejo de ver tudo mudado.

“Queria apelar aos clubes moçambicanos para levarem em consideração as provas internacionais, pois é a partir destas que os jogadores ganham visibilidade, tornando-se, assim, simples para os clubes venderem os seus activos”, rematou.

Chegou ao fim a participação de Moçambique no Campeonato do Mundo de futebol de praia, esta segunda-feira, após derrota sofrida diante do Taiti, por 8-7, em partida da terceira jornada do grupo B da prova que decorre na Rússia.

Numa partida bastante repartida e equilibrada, na qual o resultado ficou incerto desde o início, foi a selecção do Taiti a primeira a marcar, aos três minutos, por Tehau, tendo o mesmo jogador restabelecido o empate para Moçambique, num auto-golo, um minuto depois.

No mesmo minuto, quatro, Tetauira voltou a dar vantagem a Taiti e, na retoma, Nelson voltou a restabelecer o empate.

Ao minuto 10, Salem desfez o empate para os taitianos, resultado com que se foi ao primeiro descanso.

No segundo período, os moçambicanos empataram por Mussa, aos 15 minutos e dois minutos, depois nova vantagem para Taiti, por Salem, antes do novo empate, novamente por Nelson, no mesmo minuto.

O segundo período só terminou quando Taiti se colocou à frente do marcador com mais dois golos apontados, ambos por Salem, aos 19 e 24 minutos.

No terceiro período, com o resultado de 6-4 a favor do Taiti, impunha-se outra postura para o combinado nacional, que precisava de apenas um empate para se qualificar aos quartos-de-final, e, por isso, entrou com tudo, com Nelson a fazer o hat-trick, aos 30 minutos, reduzindo a desvantagem para um golo, que voltou a ser de dois golos quando Paama marcou, um minutos depois.

Pouco tempo depois, Nelson foi expulso do jogo, após o árbitro; Ingilab Mammadov ter considerado entrada dura sobre um adversário.

Uma situação bem aproveitada pelo Taiti que marcou o oitavo por Li, aos 33 minutos. Quando se pensava que fosse a machadada final, a rapaziada de Abineiro Ussaca vestiu o fato-macaco e reduziu por Dez e Malate, aos 35 e 36 minutos, faltando apenas o golo mágico que não chegou a aparecer e que ditaria a passagem à fase seguinte.

Termina o sonho de Moçambique de continuar a fazer história no futebol de praia, terminando com três pontos, frutos da vitória diante dos Emirados Árabes Unidos, na segunda jornada, por 4-2, depois da derrota na estreia, frente à Espanha, por 4-8.

Para história, fica o registo de 15 golos apontados na sua primeira aparição no Campeonato do Mundo, sete dos quais apontados por Figo, cinco de Nelson e os restantes três apontados por Mussa, Dez e Malate.

Por ora, o tempo é de olhar para a próxima edição do Campeonato Africano das Nações que o país vai acolher, em 2022, nas praias de Vilankulo

Horácio Gonçalves chamou 23 jogadores para os compromissos da selecção nacional de futebol, os Mambas, no próximo mês de Setembro, diante da Costa do Marfim e Malawi, a contar para a qualificação ao mundial do Qatar-2022. O destaque vai para ausência dos jogadores que actuam na África do Sul, Alemanha e Ásia.

A Associação Black Bulls volta a dominar a convocatória de Horácio Gonçalves para os compromissos dos Mambas, que em Setembro próximo têm encontros marcados com a Costa do Marfim, no dia 2, no Estádio Nacional do Zimpeto, e Malawi, no dia 7. Fidel, Martinho, Melque e Victor são os touros chamados para esta empreitada, numa convocatória anunciada esta segunda-feira em Xai-Xai.

Para além da Black Bulls, Costa do Sol e Marítimo contribuem com três jogadores cada, enquanto o Ferroviário de Maputo, a Liga Desportiva de Maputo e a União Desportiva de Songo mandam dois jogadores aos Mambas. A maior surpresa é a chamada de Betão ao combinado nacional para o duplo embate referente ao grupo D de qualificação ao mundial do Qatar, em 2022.

 

EIS A LISTA DOS CHAMADOS POR HORÁCIO GONÇALVES:

Guarda-redes: Ernan (Fer. Maputo, Victor (Costa do Sol) e César Machava (Fer. Beira);

Defesas: Cigano (LD Maputo), Fidel (Black Bulls), Bruno Langa (Desportivo de Chaves, Portugal), Reinildo (Lille, França), Betão (AD Vilankulos), Bonera e Zainadine Jr (Marítimo, Portugal), Martinho (Black Bulls), Nené (Costa do Sol), Agenor (UD Songo);

Médios: Shaquile (Fer. Maputo), Candinho (UD Songo), Maestro (V. Guimarães, Portugal), Geny Catamo (Sporting, Portugal), Nilton (Costa do Sol);

Avançados: Amâncio “Neymar” (Marítimo, Portugal), Witi (Nacional, Portugal), Melque (Black Bulls), Salas (Fer. Nampula), Victor (Black Bulls), Estêvão (LD Maputo) e Luís Miquissone, que ainda não tem clube, depois de ter deixado o Simba da Tanzânia.

Das ausências destaque vai para o capitão Dominguez, para além de Chico, Edmilson e Kambala, todos a actuarem na vizinha África do Sul. Mexer, Reginaldo Faite, Clésio Baúque, Ratifo, que jogam na Europa e Ásia, Jeitoso, Sidique e Kito, que representam clubes do Moçambola, são outros ausentes da convocatória anunciada esta segunda-feira e que têm sido clientes assíduos do combinado nacional.

Os jogadores concentram-se no dia 30 de Agosto corrente para o arranque dos trabalhos de preparação, logo a seguir a disputa da 18ª jornada do Moçambola e das provas dos respectivos países de onde vêm os “estrangeiros”, no final de semana.

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