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O País – A verdade como notícia

As selecções dos PALOP, nomeadamente Moçambique e Angola, já não têm possibilidades de se qualificar à fase seguinte de apuramento ao Mundial do Qatar, que terá lugar em Novembro e Dezembro de 2022. As duas selecções ocupam os últimos lugares dos respectivos grupos.

A Data-FIFA de Outubro, de jogos de qualificação ao Mundial do Qatar, fica marcada pelo adeus à possibilidade de apuramento para Moçambique e Angola.

Os Mambas vergaram duas vezes diante dos Camarões, depois da derrota frente ao Malawi, na segunda jornada, o que coloca o combinado nacional sem nenhuma vitória até ao momento. Ou seja, ao cabo de quatro jornadas do grupo D, os Mambas têm apenas um ponto, fruto do empate caseiro, na jornada inaugural, diante da Costa do Marfim, seu próximo adversário.

Com apenas um ponto somado, os Mambas, que são lanternas vermelhas do grupo, já não têm possibilidade de chegar ao primeiro lugar que apura para o play-off, uma vez que, faltando por disputar seis pontos, das duas últimas jornadas, o máximo que podem fazer são sete pontos, quando o actual líder, Costa do Marfim, soma já 10 pontos.

Ou seja, nem para chegar ao segundo lugar, de consolação, os Mambas são capazes de chegar a esta fase de apuramento, até porque os Camarões, que estão na segunda posição, contam com nove pontos.

Mas, ainda pode evitar a cauda da tabela classificativa e perder muitos pontos no ranking da FIFA, bastando, para tal, vencer os próximos dois jogos, diante da Costa do Marfim e Malawi, em Novembro, para assim passar a somar sete pontos, relegando o Malawi para o último lugar, já que terminaria com os actuais três pontos.

 

PALANCAS PERDEM DIANTE DOS PANTERAS E TAMBÉM FALHAM PLAY-OFF

O capitão dos Panteras, nome de guerra do Gabão, Aubameyang, marcou um golo e fez a assistência para o segundo, que garantiu o triunfo e a recuperação do terceiro lugar da série, relegando os angolanos para a cauda da tabela.

Os Palancas Negras entraram para a partida desta segunda-feira, diante do Gabão, a pressionar a saída do meio campo gabonês, táctica que surtiu efeito até ao meio da primeira parte, período em que os anfitriões elegeram jogar duro, com faltas merecedoras de medidas disciplinares a passarem em branco.

A vitória dos Panteras começou a desenhar-se aos 74 minutos, com Aubameyang a concluir magistral assistência de Madinda. Minutos antes, a estrela gabonesa já tinha ameaçado, mas Hugo evitou o pior. Aos 84 minutos, Moussunda fechou o caixão, depois de um excelente trabalho do seu capitão.

Os minutos finais da partida foram de autêntico sofrimento, com os anfitriões à procura do terceiro e os angolanos a desejarem que o árbitro terminasse o jogo.

Com a derrota, Angola regressou ao último lugar do grupo, e o Gabão ao terceiro posto.

É que os Palancas somam apenas três pontos, a sete do líder, Egipto, quando ainda há apenas seis pontos por disputar. Ainda que Angola vença os dois jogos e os faraós percam, não pode ser alcançado pelos irmãos do pacífico.

Líbia, com seis pontos, e Gabão, com quatro, ainda podem alcançar o Egipto, bastando, para tal, que vençam os seus dois jogos finais.

Dos PALOP, Cabo Verde e Guiné-Bissau, segundos nos seus grupos, ainda têm todas as possibilidades de se qualificar à fase seguinte. Os Tubarões Azuis, no grupo C, somam sete pontos, a dois do líder, Nigéria. O embate entre ambos, na próxima Data-FIFA, será determinante para a qualificação de uma delas.

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) diz que irá apurar junto aos clubes de Mexer e Kamo-Kamo os motivos da ausência destes jogadores na concentração dos Mambas para os jogos com Camarões, mesmo depois de terem enviado passagens para os internacionais. A FMF reconhece que os resultados alcançados pelos Mambas não são os desejados, daí que irá avaliar com a equipa os motivos dos desaires.

Causaram estranheza e indignação, semana passada, as ausências de Mexer, jogador do Bordéus da França, e Kamo-Kamo, do Vitória de Setúbal de Portugal, no espaço da selecção nacional, mesmo depois de terem sido convocados e recebidas as respectivas passagens aéreas para se deslocarem a Douala, Camarões, onde os Mambas perderam na passada sexta-feira diante dos “Leões Indomáveis” por 3-1.

Instalou-se, aliás, um ambiente de cortar à faca e várias interpretações no panorama do futebol indígena.

De resto, segundo a Federação Moçambicana de Futebol, o jogador formado no centenário Grupo Desportivo Maputo (Edson Sitoe) não se dignou sequer a atender as chamadas de alguns dirigentes desta agremiação.

Mais do que não se ter juntado aos colegas para a dupla jornada do grupo D da zona africana de qualificação ao Mundial Qatar, Mexer escreveu no Facebook que era tempo de “acabar com os joguinhos” nos Mambas, dando a entender um suposto descontentamento com algo que não quis aprofundar.

“Amo o meu país e a nossa selecção. O povo moçambicano não merece esse tipo de joguinhos. Boa sorte aos meus colegas. Respeitem a história. Paz!”, escreveu o valoroso jogador com passagens pelo Nacional da Madeira (Portugal) e Rennes (França).

Mexer, pedra angular na defensiva dos Mambas, curiosamente, foi descartado pelo contestado Horácio Gonçalves nos embates diante da Costa do Marfim, no qual os Mambas empataram com os “Elefantes” a zero no maltratado relvado do Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ), e Malawi, em desafio da segunda jornada do grupo “D”, que terminou com a vitória do Malawi por um a zero.

Kamo-Kamo, num caso que alimentou também várias interpretações, justificou a sua ausência com a perda de passaporte, nas vésperas da sua partida para a Douala.

Estas ausências não caíram muito bem no organismo que gere o futebol moçambicano, beliscado por alegada desorganização e interferência de algumas figuras ligadas ao futebol com interesses outros. E é precisamente para esclarecer o que, realmente, esteve por detrás da ausência dos internacionais moçambicanos nos jogos com os “Leões Indomáveis” que a Federação Moçambicana de Futebol já accionou os clubes de Mexer e Kamo-Kamo para apurar responsabilidades.

O presidente da Federação Moçambicana de Futebol disse, aliás, que o melhor espaço para os atletas se pronunciarem era mesmo em sede própria e não nas redes sociais. Deu exemplo de Zainadine Júnior, capitão dos Mambas, que, mesmo tendo contraído uma lesão, se deslocou ao país para ser avaliado pela equipa médica.

“Nós não trabalhamos com redes sociais. Oficialmente, não temos nenhum resultado. Nós envidamos esforços para que os jogadores justifiquem a sua ausência. Envidamos esforços juntos dos seus clubes”, começou por explicar Sidat.

Admite o dirigente que “provavelmente possam ter justificação”.  Seja como for, e para não colocar mais achas na fogueira alimentar polémica, “aguardamos, serenamente, pela justificação”.

Faltaram ao jogo com os Camarões. Certo. Mas, têm valor inquestionável. Pelo que as portas da selecção nacional continuam abertas.

“Contamos com estes jogadores. São jogadores que constituem uma mais-valia para a selecção nacional”, explicou o homem forte da FMF.

No campo desportivo, os Mambas teimam em vencer. Três derrotas e um empate colocam a selecção nacional fora da corrida ao Mundial Qatar 2022. Os resultados tardam em aparecer, os Mambas há muito deixaram de constituir orgulho para os amantes da bola. No ranking da FIFA, Moçambique cai a cada actualização.

Mas, afinal, o que estará por trás dos maus resultados e qual é a responsabilidade de quem dirige o futebol.

“O que nós queremos é que haja críticas construtivas. Se houver algum problema, o que é natural, as pessoas devem aproximar-se para falar abertamente”, observou Feizal Sidat.

A selecção nacional de futebol de praia participou, recentemente, no Mundial de futebol de praia, na Rússia. Ano passado, a selecção nacional de futebol sub-20 conquistou, em Port Elizabeth, na África do Sul, o torneio regional da COSAFA, ao derrotar a Namíbia na final, por 1-0, em partida realizada no Nelson Mandela Bay Stadium.

Estes e outros resultados não deixam, para Feizal Sidat, margem para dúvidas sobre o trabalho que a FMF está a desenvolver para devolver a mística e glória às equipas nacionais. Diz Sidat que não só são encorajadores como também um indicativo do comprometimento do seu elenco em trazer resultados favoráveis.

“Nós temos resultados com as outras selecções. Estamos a falar da selecção sub-20, de futebol de praia e futsal”, exemplificou. E disparou: “É uma preocupação comum. Mesmo esta direcção está preocupada com o facto da selecção nacional, Mambas, não ter resultados positivos”.

Ainda assim, não deixou de assegurar que a FMF “criou todas as condições logísticas e administrativas para a selecção e equipa técnica”. É neste sentido que “cabe agora a eles – jogadores – fazerem o esforço necessário. E vimos que, na segunda-feira, os jogadores fizeram um grande jogo contra o colosso Camarões. O fosso começa a reduzir. Vamos, por isso, continuar a trabalhar para que possamos ter resultados positivos. Vamos trabalhar para ter mais juventude. Estamos conscientes de que não estamos no bom caminho”.

A Selecção sub-20 de futebol (Mambinhas) empatou, hoje, com Marrocos a duas bolas, em segundo jogo amigável. Moçambique até saiu ao intervalo a vencer por 2-0, mas, na segunda parte, os marroquinos conseguiram chegar à igualdade.

Em busca de uma equipa para o Torneio Cosafa, Dário Monteiro está. Mas, há que, primeiro, buscar resultados e um conjunto coeso. Por aí, houve o mote da exibição de ontem.

E mais: Novembro está próximo e a peleja pela presença na restrita lista dos que vão lutar para estar no Torneio Cosafa, em Dezembro na África do sul, está uma loucura.

Com uma equipa transformada em vinho depois da água do sábado, Dário e seus pupilos fizeram os marroquinos bailarem.

Como resultado, Moçambique adiantou-se logo cedo através da cobrança do castigo máximo. Momed Júnior foi nos 11 metros superior, a iniciar uma boa primeira parte e fez 1-0. Mas havia mais. Xaimin Mailosse aparece na boca da baliza de Ablelah Bentoyg, depois de um centro pela direita, para 2-0. Com este resultado, recolheu-se ao descanso que, para Marrocos, foi para recarregar.

Mohamed Radid, 10 nas costas, acusou a camisola e muito mais. Entrou em cena, todo mansinho assumiu tudo e tudo mesmo: braçadeira, o jogo, até o resultado. Os dois golos viriam a sair dos seus pés.

Tudo começa numa perda de bola no meio campo. Yassifi Khalifa calcula o “timing” da entrada do capitão, que parte de traz para frente, pela direita, para fazer o resto na cara de Fazistêncio. Passavam 69 minutos.

Para não variar, aliás a variação só houve mesmo no tempo. Aos 80 minutos, Radid colocou o jogo igualado ao castigar a mão de Ezequiel Machava, na pequena área, após um cruzamento pela direita. Colocação soberba para o ângulo inferior direito do guarda-redes moçambicano, a bola foi morrer no fundo das malhas.

 

HOJE FIZEMOS DIFERENTE

O seleccionador nacional dos Mambinhas, Dário Monteiro, era, depois do jogo, um homem de argumentos positivos.

“No primeiro jogo, os rapazes não conheciam este adversário, por isso não estivemos bem. Hoje, tivemos uma exibição diferente ao fechar as linhas do Marrocos. E mais: são rapazes que estão pela primeira vez na selecção. Se tiverem reparado, apenas José Zavala foi vencedor do COSAFA, ano passado. Ainda assim, jogamos bem perante uma equipa que trabalha há 10 anos. Estes jogos permitiram-nos avaliar com quem podemos contar para o futuro, nos 22 jogadores que temos, para defender a Taça na Cosafa. Não queremos contar com jogadores que não são talentosos. A selecção de Moçambique tem de ter jogadores com talento. O talento é muito importante para se adquirir qualidade, porque com base nele trabalhamos para se ter qualidade”.

 

FOI UM JOGO BEM DISPUTADO

A equipa técnica do Marrocos rendeu-se à viragem dos rapazes de Dário Monteiro, em função do resultado do último sábado. Nabil Baha projecta um Moçambique com qualidade nos próximos tempos.

“Foi um jogo muito disputado. Estivemos perante uma boa equipa. Sempre vale a pena jogar fora de modo a que os jogadores se adequem a outras realidades. Acho que foi um bom aprendizado”.

 

MAIS JOGOS DE CONTROLO À VISTA

O presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, projecta mais jogos de controlo para a selecção sub-20 já pensado no Torneio Cosafa.

“Estivemos bem perante uma selecção muito forte. Estamos a falar de um conjunto com jogadores que actuam na Espanha, França e Holanda. Demonstramos que temos qualidade e com trabalho podemos fazer uma grande selecção. A perspectiva da Federação Moçambicana de Futebol é trazer selecções de outro nível. Estamos em contacto com Turquia, outras selecções da Europa e não só, para bebermos um pouco de outro tipo de futebol. Queremos mostrar que temos qualidade e jogadores talentosos que podem jogar em grandes clubes”.

A Federação Moçambicana de Futebol confirmou que vai participar as ausências de Mexer Sitoe e de Witiness Quembo, junto à Federacão Internaciona de Futebol, FIFA, por não terem se apresentado aos trabalhos dos Mambas, depois de terem sido convocados por Horácio Gonçalves.

Esta participação deve-se, acima de tudo, ao facto dos dois jogadores, ajuntando-se ao médio do Vitória de Setúbal, Kamo Kamo, que também não veio.

Pelos regulamentos, os jogadores que não se apresentam aos trabalhos da selecção, sem nenhuma justificativa plausível, são suspensos das suas actividades por um período até noventa dias, ou seja, três meses.

Para o caso de Mexer, o jogador do do Bordéus da França não se fez aos Mambas e nas redes sociais falou de “joguinhos” que são feitos pelo organismo que gere o futebol moçambicano, por isso apelando ao respeito aos jogadores que muito deram ao conjunto nacional ao longo do tempo.

O jogador do Bordéus, que pela sua equipa, na França, fez na totalidade os últimos cinco jogos, tendo marcado um golo, assumiu que não representa a selecção como forma de reivindicar a convocatória de Horácio Gonçalves, que nos dois primeiros jogos da fase de qualificação, em Setembro passado, diante da Costa do Marfim e Malawi, foi preterido. Ainda assim, e graças a pressão exercida pelos adeptos moçambicanos, o seleccionador nacional chamou o jogador, tendo deixado de fora outros tantos.

Já no caso de Witi, o mesmo alegou estar lesionado, depois de no final de semana antepassado ter sido substituído no Nacional, depois dos 70 minutos. O internacional moçambicano abdicou da convocatória por lesão, mas este domingo esteve na equipa principal do Nacional da Madeira, diante do Sporting Covilhã. Nas redes sociais, Wito escreveu que “nunca abdicaria a selecção, porque sempre foi a minha paixão desde miúdo”, tendo acrescentado que “dirigentes da FMF sabem que passei a semana toda em Lisboa em tratamento e na clínica privada, como qualquer jogador moçambicano, sempre foi com muito orgulho e enorme sentido de responsabilidade que vesti ao longo de todos estes anos a camisola da nossa selecção”.

O jogador lamentou esta situação, mas disse que por diversas vezes jogou condicionado pelos Mambas e que, desta vez, “porque a equipa tem muitos jogadores de fora, aceitei ir a jogo, mesmo sabendo que não estava a 100% e correndo o risco de agravar a lesão. Mas a equipa precisava de mim e que quis ajudar, como tantas vezes ajudei a nossa selecção”.

Witi terminou escrevendo que “estou, como sempre estive e sempre estarei, disponível para jogar por Moçambique de cada vez que me chamarem, porque não há orgulho maior para mim do que vestir essa camisola”.

Ainda assim, a Federação Moçambicana de Futebol não se convenceu e irá participar estas ausências junto da FIFA, para que os mesmos sejam sancionados.

Relativamente a Kamo Kamo, o jogador do Vitória de Setúbal terá sido roubado a carteira com visto de residência em Portugal e, por via disso, não podia deixar aquele país europeu, sob pena de não ter como regressar.

Kamo Kamo também jogou no final de semana, abdicando de representar a selecção nacional pelo motive apresentado. Já Zainadine Jr., recorde-se, apresentou-se aos trabalhos da selecção, mesmo lesionado, e acabou por ser dispensado.

Os Mambas voltaram a perder, diante dos Camarões, desta feita por uma bola sem resposta, em partida da quarta jornada de qualificação ao Mundial do Qatar, em 2022. A selecção nacional hipoteca, assim, a possibilidade de lutar por um lugar na fase do play-off de acesso à fase final da maior prova mundial de selecções.

Foi mais uma derrota, mais uma vez às custas dos erros defensivos, desta vez atribuídos aos guarda-redes Ernan, que se fez mal a um pontapé de canto, que podia ter controlado, mas falhou e deixou que Ngadjiu cabeceasse para o único golo da partida, aos 68 minutos. Um resultado penalizador para aquilo que os Mambas fizeram, pelo menos neste jogo, em que o empate, no mínimo, podia ter assentado bem no final dos 90 minutos.

Mas, há que realçar o facto de Horácio Gonçalves ter feito algumas alterações na equipa inicial que jogou na passada sexta-feira, tendo deixado de fora os defesas Betão e Cigano, bem como o médio Nené, e para os seus lugares terem entrado David Malembane, que fez a sua estreia absoluta com a camisola dos Mambas, Fidel e Bonera, perfazendo um sistema táctico de 3-5-2, onde Malembane, Bonera e Martinho defendiam o sector mais recuado.

Fidel, Kambala, Shaquile, Geny Catamo e Reinildo Mandava controlavam o sector intermediário e estavam para alimentar Luís Miquissone e Dayo, os dois homens da frente.

Parecia que a ideia era surpreender o adversário, aproveitando o facto de não ter treinado nas vésperas do jogo, em virtude de ter chegado só na madrugada a Tanger, para o jogo desta segunda-feira.

 

AGUENTAR ATÉ ONDE PUDER

Era facto que, apesar de não ter treinado, Camarões é sempre Camarões e não haveria facilidades para os Mambas. Talvez por isso mesmo a palavra de ordem fosse “aguentar até onde puder”. E foi isso que os Mambas procuraram fazer nos instantes iniciais, com Fidel, pelo corredor direito, a ser uma unidade de grande valor, chegando a dispor de uma oportunidade de marcar, quando consegue roubar a bola de um adversário, na zona do meio e, em velocidade, chega à grande área, mas ter-se-á assustado com a facilidade, que, em vez de rematar para a baliza, preferiu um passe, para onde não estava nenhum jogador moçambicano.

Mas, aos 21 minutos, os Leões Indomáveis quase marcavam quando Aboubakar “trocou” de Malembane, na pequena área, ficou em boa posição e rematou forte, a valer a atenção de Ernan, que defendeu para canto.

Ainda assim, os Mambas aguentaram-se até ao intervalo, chegando a estremecer a selecção adversária, que pouco fez para merecer um resultado diferente do nulo ao cabo dos primeiros 45 minutos. Até porque Aboubakar não parecia estar interessado em marcar, já que teve nos pés a oportunidade de abrir o marcador, mas preferiu um remate acrobático e a bola passou por cima da baliza de Ernan, quando este já estava batido.

 

SEGUNDA PARTE COMEÇOU COM MESMA DETERMINAÇÃO

O início da segunda parte até foi bastante promissor. Os Mambas tinham domínio da bola, sabiam trocar a bola de pé para pé, criaram algumas tremedeiras na defensiva camaronesa e até chegaram a domar o Leão adormecido.

Dayo e Fidel eram os homens que mais oportunidades desperdiçaram. Aliás, num contra ataque rápido, Dayo e Geny Catamo estiveram juntos na frente e podiam ter aberto o marcador, mas o jogador dos “locomotivas” da Beira fez um passe atrasado para o avançado do Sporting, que já acossado, rematou contra o corpo de um adversário.

Na defesa, o trio de centrais aguentava-se a contente, com Malembane e Bonera a justificar terem feito parte da equipa inicial no jogo de sexta-feira, afinal, nem Aboubakar, nem Ekambi e muito menos Chopo-Mouting conseguiam furar.

 

RESISTÊNCIA ACABOU COM AS MESMAS FALHAS DE SEMPRE

Estava nas expectativas que o nulo se mantivesse até ao final do encontro, mesmo porque parecia que tudo estava a ser bem encaminhado para tal. As transições eram perfeitas, desde a defesa, o meio-campo e o ataque, pecando apenas na hora de finalizar.

Mas, pouco a pouco, a resistência começava a perder fulgor. Tal como o velho ditado “quem não marca arrisca-se a sofrer”, os Mambas arriscaram-se e acabaram por sofrer.

Aos 69 minutos, na cobrança de um canto, Ernan tem uma saída em falso, não chegando a tocar na bola, que passou pela cabeça de um camaronês até chegar à cabeça do outro, Ngadeu Ngadjiu, que colocou a bola no segundo poste. Grandes culpas para o guarda-redes moçambicano, que abordou mal o lance e permitiu o cabeceamento de Ngadjiu.

Ficava mais difícil recuperar-se de uma desvantagem perante os Leões Indomáveis, cada vez mais indomáveis pelos míseros Mambas que nem veneno têm mais.

Nem mesmo as duas cavalgadas e tentativas de remates de Geny Catamo e Estevão, já nos últimos 10 minutos, conseguiram apagar a pálida e sofrida exibição da selecção nacional, que, desta vez, até tentou, mas perdeu como sempre o faz.

Esta foi a terceira derrota dos Mambas nos quatro jogos de qualificação ao Mundial de 2022, que mantém a selecção na cauda, com apenas um ponto, e já com a qualificação hipotecada, faltando jogar pela honra, diante da Costa do Marfim e Malawi, em Novembro próximo, nas duas últimas jornadas da fase de grupos e, quiçá, tentar não terminar como lanterna vermelha.

A disputa da qualificação fica, assim, reduzida a apenas duas selecções, nomeadamente Camarões e Costa do Marfim.

O Desportivo Maputo, Textáfrica de Chimoio e Matchedje de Mocuba são as prováveis formações que poderão disputar a Liguilha, em que só a equipa vencedora irá manter-se no Moçambola. É que, faltando quatro jornadas para o término da prova, o trio tem poucas chances de garantir a manutenção.

O caminho da Liguilha é quase que inevitável para as três equipas. Só um milagre e crença no politeísmo poderá evitar que o trio Desportivo Maputo, Textáfrica de Chimoio e o primo divisionário Matchedje de Mocuba não desçam de divisão. Faltando quatro jornadas para o término do Moçambola, restam apenas 12 pontos por disputar.

O Desportivo Maputo soma, neste momento, 15 pontos na tabela classificativa. Por mais que vençam os últimos quatros jogos, o mínimo que os “alvi-negros” podem conseguir são 27 pontos, bastante insuficientes para garantirem a manutenção. Para tal, o Desportivo teria de esperar que o Ferroviário de Nampula, com 25 pontos, e Incomáti, com 23, na 10ª e 11ª posição, respectivamente, percam os últimos jogos.

Nas próximas quatro jornadas, o Desportivo Maputo vai defrontar as formações de Ferroviário da Beira, actual segundo classificado, Incomáti de Xinavane, Ferroviário de Nampula e Associação Desportiva de Vilankulo.

O Desportivo Maputo tem experimentado muitos solavancos, com destaque para a crise financeira que abala o clube. Aliás, esse facto aliado à pressão da massa associativa terá contribuído para que, em Setembro do ano passado, Inácio Bernardo colocasse o seu lugar à disposição. Desgovernados e sem dinheiro, os “alvi-negros” andaram às avessas. Em meio a tamanhas incertezas, coube a Danilo Liasse assumir a Comissão de Gestão do emblema preto e branco.

Mas, como um mal nunca vem só, o Desportivo viria a sofrer um revés, com o desaparecimento físico, em Abril passado, do seu treinador Rogério Marianni, vítima de doença. Apresentado em Dezembro do ano passado como treinador do emblema “alvi-negro”, Marianni tinha como cavalo de batalha devolver a mística ao clube. Sonho interrompido.

Já sob gestão do Paulo Ratilal, o Desportivo Maputo foi ao mercado buscar o jovem treinador Satar Salvado. A missão era clara, garantir que as “águias” não descessem de divisão. O enlace até foi um mar de rosas no início, mas gradualmente as fragilidades vieram à tona.

Satar Salvado soltou o verbo àqueles que interferiam no seu trabalho. Já sem fôlego para aguentar a pressão das “forças externas”, Salvado bateu com a porta. A verdade é que ainda há uma linha ténue que separa os “alvi-negros” da manutenção.

 

SITUAÇÃO COMPLICADA PARA OS “FABRIS”

À semelhança do Desportivo, o Textáfrica de Chimoio também está na iminência de descer de divisão. Com 12 pontos na última posição, o mínimo que os “fabris” do Planalto, caso vençam os últimos quatro jogos, podem conseguir é terminar a prova com 24 pontos, o que matematicamente não é suficiente para evitarem a despromoção. Envolto a uma crise financeira e directiva, o Textáfrica também sofreu vários abanões.

Quinito Júnior até tentou reverter o cenário, mas a sua astúcia foi sol de pouca dura, pois os adeptos destaparam o véu, acusando­-o, dentre várias coisas, do uso indevido do nome do clube para fins pessoais. Depois foi o que se viu. Acácio Gonçalves assumiu o leme, tendo como missão mudar o quadro negro que o clube atravessava.

Ainda assim, o cenário não mudou. Os “fabris” do Planalto têm pela frente quatro finais, diante da Liga Desportiva de Maputo, Costa do Sol, Ferroviário de Lichinga e Ferroviário da Beira. De treinador a treinador, os “fabris” do Planalto foram-se afundando no Moçambola. Sem crise financeira nem directiva, o Matchedje de Mocuba atirou-se às feras, com intenção de fazer boa figura, mas a realidade foi diferente.

Somando 16 pontos na tabela classificativa, ainda que vençam os últimos quatro jogos, no mínimo os “militares” podem terminar a prova com 28 pontos, mas não suficientes para evitarem a despromoção.

Para conseguir a manutenção, os “militares” só podem rezar para que o trio Liga Desportiva de Maputo, com 27 pontos, Ferroviário de Nampula, 25 pontos, e Incomáti, com 23 pontos, perca os últimos quatro jogos, o que é improvável. Mas, antes, os “militares” ainda têm quatro batalhas frente à Associação Desportiva de Vilankulo, Liga Desportiva de Maputo, Ferroviário de Maputo e União Desportiva de Songo. A aventura do Matchedje de Mocuba poderá terminar de forma inglória. Serão os “militares” os pintos que morreram dentro dos ovos?

A Selecção Nacional de Futebol, Sub-20, perdeu na tarde de sábado, diante da congénere do Marrocos por (0-3), em jogo amigável. A partida tem em vista a preparação do Torneio Cosafa que inicia a 09 de Dezembro, na África do Sul.

Dois, apenas dois meses, nos separam da realização do Torneio Cosafa, na categoria sub-20. É uma corrida contra o tempo, afinal Moçambique tem muito a defender o título conquistado em Dezembro de 2020, ao vencer Namíbia na final por 1-0.

Para o efeito, há que testar a força dos rapazes. No contexto, os Mambinhas defrontaram, no sábado, o Marrocos, no campo da Black Bulls.

Com uma equipa completamente transfigurada da que esteve na África do Sul em 2020, (apenas José Zavala e Ayton Zerefos presentes), Dário Monteiro foi a um teste de fogo contra Marrocos.

Muito cedo, Marrocos demonstrou maturidade e, aos 3 minutos, fez 1-0. Depois, foi só circulação de bola e gestão, mas, por duas vezes, os marroquinos teriam dilatado o marcador, perante uma defesa liderada por Zerefos, totalmente permissiva.

Com 1-0, as duas equipas rumaram ao intervalo.

No regresso, os dois bancos técnicos fizeram alterações, afinal havia muito a avaliar, tratando-se de um jogo particular, pensando em competições a doer.

Ainda assim, os marroquinos continuaram mais adultos em campo, a optarem sempre em saídas com bola de pé para pé. Foi jogando assim que, aos 58 minutos, Moçambique quase tirava proveito num deslize do adversário.

Há uma perda de bola, a saída do meio campo dos marroquinos, que permite um cruzamento pela direita. Já em desequilíbrio, José kalifa toca no esférico de forma subtil e com selo do golo, mas Mago negou o empate em dois tempos.

A investida dos pupilos de Dário Monteiro espevitou os marroquinos, que, dois minutos depois, fizeram o que Moçambique não conseguiu.

A jogada começa no miolo do terreno, depois de uma recuperação de bola. Há um enfiamento nas costas dos defesas; Aiman Maurer apareceu simplesmente para, com o pé direito, colocar a bola no fundo das malhas, longe do alcance de Ananias Tamele.

Nem com isso, os marroquinos desarmaram. Continuaram senhores do jogo e, como corolário, chegaram à “chacina”.

Ayton Zerefos começa o desenho do golo, ao travar em falta o seu adversário junto à linha lateral esquerda, pouco depois do meio campo.

Distraída toda a defesa, Marrocos fez uma cobrança rápida e, uma vez mais, a papel químico, passe rasgado entre os centrais que vai parar nos pés de Mohamed Akaraz que, sem dó, facturou na cara do “Keeper” moçambicano. Passavam 72 minutos.

Estava clara a superioridade dos “rapazes” marroquinos. O registo estava lá sem agrado nenhum para os moçambicanos. Aliás, Fernando Nacorro quis agradar. Aos 97 minutos, último minuto de compensação, atira um forte remate à entrada da grande para uma defesa de gala de Mago, para o pontapé de canto. O resultado estava feito, nem com a cobrança do canto nada mudou.

As duas equipas voltam a jogar hoje, às 11 horas, no mesmo recinto.

“ESTAMOS NO BOM CAMINHO”

Não obstante a derrota, Dário Monteiro era um homem feliz depois do jogo. Monteiro diz ter jogadores que lhe dão garantias de lutar de igual para igual com os adversários na Taça Cosafa.

“Para quem fez oito a 10 treinos, pelo esforço despendido e pela entrega, diria que estamos num bom caminho. Não diria que estou satisfeito, porque ninguém fica satisfeito com a derrota. Iniciamos a preparação com adversário de outro gabarito, o que, às vezes, é bom para aferir em que nível estamos. A partir do jogo a ser feito amanhã, vamos começar a ver com quem contamos. Viram que temos aqui alguns rapazes talentosos, vamos continuar a desenvolver o nosso trabalho em função dos dois jogos. Estamos, agora, a preparar duas equipas, mas, a partir de Novembro, aí sim, vamos preparar uma equipa que vai defender o título do Torneio Cosafa”.

A selecção nacional de natação disputa, a partir desta segunda-feira, até ao próximo dia 17 deste mês de Outubro, nos Campeonatos Africanos de Águas Abertas em seniores e juniores, em ambos os sexos, em Acra, Gana.

A delegação moçambicana, composta por sete nadadoras e igual número de nadadores, deixou a capital do país na passada sexta-feira com destino a Acra, no Gana, onde vai participar da 14ª edição da competição.

Trata-se de uma delegação de atletas que competem em Moçambique, Portugal e Itália, que vão representar o país depois de quase dois anos sem competições devido à pandemia da COVID-19. Dos 15 nadadores, 13 são residentes no país e outros dois no estrangeiro.

Os nadadores dizem que esta competição vai servir para ganhar experiência e melhorar as suas marcas, para suplantar a falta de competições que tiveram.

Sophie Fernandes e Alícia Mateus assumem que não será fácil, até porque “vamos pela primeira vez depois de muito sem competir” e por isso mesmo “vamos ver se conseguimos recuperar o espírito competitivo e ganhar mais experiências”.

Já Justino Pale assume que melhorar a marca é o grande objectivo. “A minha expectativa é de melhorar o meu tempo nos 100 metros livres e fazer melhor nesta competição”, assume Pale.

Em femininos o país será representado nesta competição pelas nadadoras Alícia Edna Mateus, Yusra da Silva Ribeiro, Filipe Xavier, Sophie Fernandes, Maira Correia, Larissa Gil e Kyara Langa. Ana Filipa Lobo é a treinadora desta selecção.

Já em masculinos, onde o treinador é José Pene, a delegação moçambicana será composta por Matthew Laurence, Justino Pale, Kaio Faftine, Caio Lobo, Valentim da Costa, Mário Cossa, Danilo Marcelino e António Branco.

Assim, a delegação moçambicana inicia as provas mesmo na segunda-feira.

Depois da derrota na passada sexta-feira, em Douala, por 3-1, para a terceira jornada, os Mambas voltam a cruzar caminhos dos leões, que na verdade são indomáveis, na esperança de que, desta vez, seja de vez. Até porque jogamos em “casa”, ainda que emprestada, e sem apoio de nenhum público. Os maus resultados dos Mambas nesta fase de qualificação ao Campeonato do Mundo do Qatar, em 2022, colocam a selecção nacional na cauda do grupo D, com apenas um ponto, em três jogos disputados

Naquele que foi o terceiro jogo em menos de um ano entre as duas selecções, depois de duas derrotas dos Mambas, em Novembro do ano passado, para a qualificação ao CAN-2021, impunha-se outra atitude nos moçambicanos, pese embora os acontecimentos antecedentes ao jogo.

É que foram muitos jogadores que nas vésperas do jogo desfalcaram o combinado nacional, principalmente dos mais sonantes e que mereciam a titularidade, casos de Zainadine, Mexer, Kamo Kamo e outros, que não mais se juntaram aos Mambas.

Depois do 4-1 na partida de Douala, em Novembro do ano passado e, tal como se disse, os antecedentes, era espectável uma derrota, restando saber os números dessa derrota. Uma vitória dos Mambas era uma miragem, mas nada impossível.

Horácio Gonçalves não caiu nas expectativas dos moçambicanos e, tal como fizeram os seus antecedentes, deixou David Malembane no banco de suplentes, quando esperava-se que fosse esta a oportunidade de estreia do jogador. Bonera também foi para o banco onde perfilavam ainda jogadores do Moçambola.

O seleccionador optou por uma dupla de centrais de Betão e Martinho, com Cigano e Reinildo, estes que foi o capitão dos Mambas pela primeira vez, a comporem uma defensiva à frente de Ernan. Kambala e Geny Catamo mereceram a confiança, a acompanhar Shaquile e Nené na zona intermediária, atrás da dupla do ataque, Luís Miquissone e Dayo.

Uma linha que em nenhum momento deu tranquilidade e nem garantias de vencer, perante os “latagões” camaroneses. Basta referenciar que os golos todos, sofridos, de bola parada e em jogo aéreo, encontraram a defensiva moçambicana apática e a deixarem os adversários, nomeadamente Eric Chopo-Mouting e Ekambi soltos de marcação em zonas perigosas, para cabecearem vitoriosamente.

Martinho, Betão e Cigano foram enganados várias vezes, Nené quase andou à deriva e Luís Miquissone, usado em posições erradas, esteve apagado na partida. Ernan também facilitou e acabou por oferecer o segundo golo. Estas foram as unidades que não estavam a acompanhar o remar de alguns jogadores, casos de Kambala, Reinildo, Shaquile, Dayo e Geny Catamo, de longe a melhor unidade dos Mambas.

 

GOLOS MAIS CONSENTIDOS DO QUE CONSEGUIDOS

Se já era espectável que seria difícil parar o ataque camaronês, também estava nas previsões que o seleccionador usaria o forte porte físico e altura do David Malembane para fazer dupla com Betão, tendo em conta as ausências de Mexer e Zainadine, mas Horácio Gonçalves assim não entendeu e os resultados foram os vistos: Chopo-Mouting, por duas vezes, e Ekambi, nem precisaram saltar tanto, para marcar. Os defesas estavam mesmo apáticos.

Dayo teve duas oportunidades de marcar. No primeiro, de fora da área, ainda entendeu-se que teve medo de flectir para dentro da área e rematou para fora, depois de passe de Geny Catamo, mas no segundo lance, já na segunda parte, não conseguiu tirar as medidas certas para dar um chapéu ao guarda-redes contrário e entregou deliberadamente a bola.

Foi a joia moçambicana do Sporting de Portugal, que nos dois jogos anteriores até esteve no banco, que criou as melhores oportunidades e, numa delas, foi bafejado pela sorte, com o tiro a ir ao travessão, ao relvado e às malhas. Uma obra-prima que merecia outro valor. Foi o segundo golo de Geny Catamo pelos Mambas.

A derrota dos Mambas em Douala não surpreendeu, tendo sido apenas por menos golos que a anterior derrota, que foi de 4-1. A combinação desse resultado, com o resultado da vitória da Costa do Marfim, em Soweto, África do Sul, casa emprestada do Malawi, por 3-0, coloca os costa-marfinenses a liderarem com sete pontos, mas um que os Leões Indomáveis, que seguem na segunda posição. Malawi é terceiro com três pontos, enquanto os Mambas são lanternas vermelhas com apenas um ponto.

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