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O País – A verdade como notícia

Mexer ignora a convocatória dos Mambas e diz ser o momento de se acabar com os joguinhos. Kamo-Kamo, por sua vez, vai falhar, também, os jogos com os Camarões, por ter perdido passaporte quando embarcava para Douala.

Tudo indicava que o defesa do Bordéus se juntaria à selecção, em Douala, para o duplo confronto, com os Camarões rumo ao Mundial de Qatar 2022. As passagens aéreas até foram pagas para Mexer embarcar para os Camarões, no entanto o jogador, que fora excluído da convocatória para os primeiros dois jogos da campanha, não respondeu à convocatória de Horácio Gonçalves. Aliás, o atleta simplesmente ignorou os Mambas, uma vez que nem chamadas telefónicas atende. Assim, Mexer abriu espaço para mais um improviso no eixo da defesa. Malembane poderá estrear-se, fazendo dupla com Betão, Martinho ou Bonera.

Na manhã de hoje, o jogador publicou, na sua página do Facebook, uma mensagem subjectiva que transmite algum desagrado e justifica a sua ausência: “Amo o meu país e a nossa selecção. O povo moçambicano não merece esse tipo de joguinhos. Boa sorte aos meus colegas. Respeitem a história. Paz!”, escreveu.

Quem também deixou vulneráveis os Mambas é o extremo, Kamo-Kamo, que curiosamente foi excluído das duas primeiras jornadas. Também com passagens aéreas já pagas, o jogador do Vitória de Setúbal perdeu o passaporte exactamente na hora que já estava para pegar voo no aeroporto.

Na sua página do Facebook, o jogador justificou: “É sempre uma honra ser um dos convocados. Fico feliz e maravilhado. Infelizmente, há coisas que acontecem na vida que a gente não espera e não consegue controlar. Desejo muita força e boa sorte aos meus irmãos.”

Os Mambas jogam esta sexta-feira, às 18 horas de Maputo, em Douala, para depois jogarem na segunda-feira, em Tânger, Marrocos.

O piloto moçambicano, Rodrigo Almeida, participa, entre sexta-feira e domingo, em Noirisring, na cidade de Nuremberg, na Alemanha, na sexta e última prova da prestigiante BMW M2 Cup.

Com uma margem de progressão muito grande, Almeida parte para a derradeira prova da BMW M2 CUP na quarta posição de um total de 23 participantes de quase todo o mundo.

O  promissor piloto, de 17 anos, brilhou em Agosto na segunda prova da BMW M2 CUP, ocupando a segunda posição no circuito de Zolder, na Alemanha.

Num terreno difícil, sobretudo, depois da chuva que caiu, Rodrigo Almeida, o mais jovem piloto a assinar com a BMW, trocou para as “slicks” e fez uma ponta final de prova emocionante ao lado de concorrentes experientes.

Almeida exibiu, no pódio, a bandeira multicolor de Moçambique prestigiando a nação ao nível internacional.
O primeiro contacto de Rodrigo Almeida com a BMW M2 CUP foi precisamente em Maio deste ano, quando ele e outros pilotos seleccionados para participar na prova ambientaram-se com os novos desafios e equipamentos super-modernos no circuito de Laustring.

Esta é apenas uma das grandes provas internacionais que Rodrigo Almeida que já brilhou nas 24 horas do Dubai em 2021 ao comando de um BMW M4 GT4.
Em 2020, Almeida terminou na segunda posição na prova de Touring Car Racing Series, TCR Ibérico, no circuito espanhol Jerez de La Frontera, situado na província de Cádiza.
Mesmo depois de ter estado em desvantagem após furar o pneu da sua viatura na véspera, Almeida deu muita réplica ao piloto italiano Nicola Baldan, vencedor da classe DSG.
Talento a ter conta, Almeida dignificou Moçambique na prova de abertura do TCR DSG Europe Endurance, em Misano, na Itália, fazendo dupla com o italiano Gabriele Volpato, ao comando de um VW Golf GTI da equipa Elite Motorsport.

Estreante nesta pista da Andaluzia, terminou a jornada como vice-campeão da classe DSG do TCR Ibérico.
De resto, o piloto moçambicano foi fundamental para o sucesso, uma vez que assumiu o comando a poucos metros do final da prova.

Os motores voltam a “roncar”, sábado, no Autódromo Internacional de Maputo no ATCM com a realização do 5º GP Picanto Cup e Modificados. As atenções dos pilotos inscritos nas duas competições estão viradas para os três lugares do pódio e, acima de tudo, para a conquista de pontos para o campeonato.

Para o efeito, os pilotos inscritos nas duas competições de velocidade aceleraram a preparação com vista a apresentar-se na sua máxima força e estão muito confiantes numa boa prestação ao longo da disputa das mangas.

Para a corrida do 5 ͦ GP Picanto Cup estão inscritos 30 pilotos divididos em 15 equipas, e em função dos resultados conquistados na última corrida, os pilotos mesmos estão com a moral em alta para continuarem a lutar pelos seus objectivos no certame.

À entrada da prova, a equipa da Trentyre Rasteirinho dos experientes pilotos das provas de velocidade André Bettencourt e Cristian Bouché lidera a competição com 325 pontos e parte como candidata à conquista de um dos lugares do pódio.

Por seu turno, a equipa da Transcrane VA Racing Team dos pilotos Bernardo Aparício e  Rodrigo Almeida, vencedora da última corrida, ocupa a 2 ͣ  posição com 274 pontos, e em cada corrida tem estado em evidência e a conquistar pontos para o campeonato.

Ainda em relação a luta pela conquista do pódio no campeonato em referência, espera-se uma batalha renhida entre os pilotos das equipas da Moztek Racing (Mauro Almeida e Manuel Barbosa) e Trentyre Racing (Luís Rocha, Zanil Satar e Nico Banze).

As duas equipas ocupam o 3.º e 4.º lugar com 259 e 258 pontos, respectivamente, e têm tudo para escreverem a sua história com letras douradas no 5.º GP Picanto Cup.

Nos modificados, reina muita expectativa sendo que a corrida do grupo M vai contar com a participação de 16 pilotos divididos em 5 classes, e cada piloto vai procurar pontuar para continuar a alimentar a esperança de conquistar um dos lugares do pódio.

Entretanto, o Gabinete Médico do ATCM e a Comissão de monitoria de controlo da COVID-19 da Secretaria de Estado do Desporto (SED), asseguram estarem reunidas todas as condições sanitárias para a realização do 5 ͦ  GP Picanto Cup e Modificados no ATCM.

Em cumprimento do protocolo sanitário para a Covid-19, as competições do 5 ͦ GP Picanto Cup e Modificados vão decorrer sobre fortes medidas de prevenção contra a pandemia. O Gabinete Médico do ATCM e a Comissão de Monitoria e Controlo da COVID-19 da Secretaria de Estado de Desporto realizaram, mais vez com sucesso, na quinta-feira, o teste da COVID-19, sendo que todos os pilotos e comissários de pistas e individualidades que farão parte das duas competições acusam negativo. Em relação a prova regional a realizar-se na vizinha África do Sul, no próximo dia 23 de Outubro, o ATCM e a KIA asseguram estarem reunidas todas as condições logísticas para a deslocação de todos os pilotos e das equipas do Picanto Cup. Para a corrida do Picanto Cup, a decorrer de forma separada na pista de Zwartkops, na terra do rand, designada “ Road to South Africa”, 34 pilotos divididos em 17 equipas já confirmaram a sua participação e todos vão correr em nome de Moçambique.

Camarões e Moçambique defrontam-se esta sexta-feira, em Douala, para a terceira jornada da fase de grupos de qualificação para o Campeonato do Mundo do Qatar, em 2022. Este é o sétimo embate entre estas duas selecções que ainda não tiveram nenhum empate, apenas cinco vitórias para os “leões indomáveis” e uma para os Mambas.

Quando forem 18H00 de Maputo, desta sexta-feira, Camarões e Moçambique vão se defrontar pela sétima vez na história dos dois países, em jogos de qualificação para uma fase final de torneios das selecções seniores. No caso concreto será para o Mundial do Qatar, que terá lugar no próximo ano.

Ainda assim, será o terceiro jogo em menos de um ano entre as duas selecções, depois de dois embates seguidos em Novembro do ano passado, para a fase de qualificação ao Campeonato Africanos das Nações, que os Camarões vão acolher em Janeiro próximo.

Nesses dois últimos embates, sob comando de Luís Gonçalves, os Mambas sucumbiram em dose dupla, tendo perdido em Douala, por 4-1, e em Maputo, por 0-2, com Vicent Aboubakar a ser o grande carrasco, ao marcar três dos seis golos que o combinado nacional sofreu nos dois jogos. Zango Anguissa, outro dos jogadores que marcou em Douala, estará em grande nestes dois jogos.

Para estes dois jogos, os camaroneses estão em melhores condições de vencer, tanto o jogo desta sexta-feira, assim como o da segunda-feira, olhando para a estrutura organizativa, mas também para o leque de jogadores chamados para integrarem a sua selecção. Aliás, os “leões indomáveis” têm estado a formar um novo conjunto nas mãos de António da Conceição Oliveira, com vista a terem uma boa prestação na fase final do CAN que será disputada no seu país.

 

AUSÊNCIAS NOS DOIS LADOS

Esta partida, que para os Mambas tem a particularidade de ter um novo comandante no banco de suplentes, Horácio Gonçalves, que substitui outro Gonçalves, o Luís, terá muitas ausências e novidades, comparativamente aos dois últimos embates.

Do lado dos “Leões Indomáveis”, o guarda-redes Andre Onana, ausente devido a lesão, para além dos jogadores Ambroise Onyongo, Clinton N’Jie, Serge Tabekou, estes dois autores de outros dois golos sofridos pelos Mambas, em Douala e Maputo, Fabrice Ngah e Karl Ekambi, todos esses que jogaram contra os Mambas, também são cartas fora do baralho de António da Conceição.

Mas em termos de entradas, os maiores destaques são as chamadas de três dos quatro guarda-redes, para além de Simon Omossoula, que foi não utilizado nos dois jogos de Novembro, de cinco defesas, quase toda ela nova relação a convocatória passada, dois médios que actuam na França e Chipre, e cinco novos avançados, dos quais o que actua no Bayern de Munique, Eric Chopo-Mouting.

Do lado dos Mambas, desde a priori as ausências de Frank, guarda-redes do Ferroviário de Maputo, titular nos dois jogos, o capitão Domingues, o autor do golo em Douala, Kamo Kamo Cumbane, para além de outros tantos, casos dos defesas Zainadine, Chico, Sidique, Witi, Jeitoso, os médios Kito, Telinho, Salomão e Clésio e os avançados Ratifo, Isac e outros.

Em sentido contrário são muitas as chamadas, com destaque para Ivan e Kimiss Zavala, dois guarda-redes da Black Bulls, os defesas Cigano, Betão, David Malembane e Danilo, os médios Shaquile e Nilton, e todos avançados chamados, nomeadamente Melque, Dayo, Lau King, Estevão e Victor.

 

PROVÁVEL “ONZE” DOS MAMBAS

Perante as adversidades que Horácio Gonçalves tem pela frente, com ausências de grande parte dos convocados devido a lesões e questões de documentação, a selecção moçambicana poderá ter um “onze” ‘arranjado’, tal como aconteceu nos dois jogos passados, também de qualificação ao Mundial de 2022.

Assim, Ernan será a aposta para a baliza, sendo que Cigano poderá ocupar o lado direito da defesa, Mexer e David Malembane (este que poderá fazer a sua estreia com a camisola dos Mambas) no centro da defesa, e Reinildo à esquerda. Entretanto, Betão e Bonera ainda podem entrar para o lugar de David Malembane, caso o treinador assim o entenda.

No sector intermediário as escolhas poderão recair sobre Kambala, Shaquile, Nilton e Geny Catamo, podendo ainda optar por Nené, para o lugar de Shaquile.

Na frente do ataque Luís Miquissone e Melque podem ser as apostas, podendo ainda trocar as posições de Miquissone e Geny Catamo, ou ainda optar por Estêvão no lugar de Melque.

O piloto moçambicano, Paulo Oliveira, participa, de 7 a 13 de Outubro corrente, no rally de Marrocos, competição que conta com a participação de pilotos de todo o mundo.

Depois da sua participação no campeonato mundial de todo-o-terreno em motorizada, Qatar International Baja, evento realizado entre os dias 30 de Setembro e 2 de Outubro, Paulo Oliveira vai disputar uma competição de grande dimensão que servirá de ensaio (treino) para o  prestigiante Rally Dakar, na Arábia Saudita, em 2022.

No Qatar, Paulo Oliveira, piloto que já se exibiu em provas de grande dimensão em Marrocos, Jordânia, Portugal, Espanha, cumpriu com um dos objectivos que passavam por amealhar pontuação para o campeonato do mundo de bajas.

“Foi uma corrida que começou bem, a ganhar o prólogo. Infelizmente, com a perda de um instrumento de navegação e uma pequena queda, não conseguimos manter a liderança. Andámos sempre na frente da corrida e, apesar destes percalços, acabámos no 4º lugar. Foram pontos preciosos para o campeonato do mundo de bajas que estamos a disputar e a liderar”, disse Paulo Oliveira, em comunicado de imprensa enviado ao “O País”.

Em 2020, Paulo Oliveira elevou bem alto a bandeira de Moçambique ao se tornar no primeiro piloto do país a se qualificar para 43.ª edição Rali Dakar, prova rainha de todo-o-terreno.  Oliveira esteve em bom plano no Campeonato de Andaluzia, na Espanha, onde ocupou a 23.ª posição na geral e segundo lugar na classe das motas (KTM 500 CC) na maratona decorrida em Andaluzia.

O piloto não só conseguiu se evidenciar diante de adversários de grande nível e com muita qualidade como também ganhou experiência ao longo das provas de dimensão mundial nas quais tomou parte. Esta troca de experiências permite a Paulo Oliveira sonhar cada vez mais em bons resultados e continuar a dignificar Moçambique.

 “Todas as corridas são desafiantes, mas sempre buscamos o nosso melhor, para ganharmos a melhor pontuação e estarmos bem posicionados rumo ao Dakar”, disse Paulo Oliveira.

O piloto apela ainda a todos moçambicanos a continuarem a apoiar o desporto motorizado que, diga-se, tem representado e muito bem o país além-fronteiras.

Num cenário de crise e com os apoios a escassearem, o piloto moçambicano não deixa de agradecer a todos aqueles que têm tornado possível a sua participação em provas internacionais. Tais são os casos da Emose, Access Bank, Cine Group, Agência de Viagens Cotur, Grupo Salvador Caetano, Intelec Holdings, Trassus, Secretaria de Estado do Desporto, Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo (FMAM) e Automóvel & Touring Clube de Moçambique (ATCM).

Num duelo em que Tamara Seda entrou para o cinco inicial, tendo contabilizado seis pontos e oito ressaltos  dos quais dois ofensivos e seis defensivos em 28:13 minutos na quadra, o Kutxabanki Araski venceu, no passado dia 3 de Outubro, o Campus Promete, por 53-47, em jogo da terceira jornada da Liga Endesa (Liga Feminina de Basquetebol da Espanha).

Seda foi a terceira jogadora mais utilizada da equipa, tendo  registado 3 em 4 nos tiros de campo e uma assistência.

Já a compatriota Leia “Tanucha” Dongue contabilizou cinco pontos e quatro ressaltos em 16:35 minutos na quadra. Dongue teve um registo de 1 em 2 nos lançamentos de campo e 2 em 2 na linha de lances livres.

O bom início da equipa das moçambicanas  presagiava que o jogo ia ser confortável para o Kutxabanki Araski, mas no final teve que se aplicar para alcançar mais uma vitória. No final do primeiro quarto, o conjunto de Tamara Seda e Leia Dongue liderava com um parcial de 15-7.

O segundo quarto foi marcado pela lesão de Bojana Kovacevic, montenegrina que ficou por longo período deitada na quadra após um choque fortuito que a impediu de continuar em jogo. Apesar do susto, a extremo  conseguiu terminar a partida no banco com seus companheiros. O Campus Promete não se abalou. Pelo contrário, procurou ir buscar o resultado vencendo por um parcial de 17-9.

A norte-americana Tanaya Atkinson, em última análise a melhor da equipa do Kutxabanki Araski, esteve em destaque nesta etapa na qual contabilizava um duplo-duplo: 10 pontos e igual número de ressaltos.

O terceiro quarto começou mal tanto para o Kutxabank Araski  quanto para o Campus Promete, sendo a fraca pontuação registada nesta fase  (parcial de 11-6 a favor do Kutabanki Araski) um dos indicativos.

Os últimos dez minutos de jogo foram muito equilibrados com os dois conjuntos a revelarem-se agressivos a defender e esclarecidos ofensivamente. Tamara Seda, com quatro pontos, esteve também em bom plano.

Numa ponta final bastante equilibrada, o Kutxabanki Araski venceu por um parcial de 18-17, ganhando a partida por seis pontos: 53-47.

O Kutxabanki Araski teve um registo de 22 em 63 nos lançamentos de campo, 7 em 13 na linha de lances livres, 52 ressaltos dos quais 42 defensivos e 10 ofensivos, sete assistências e 16 perdas de bola.

A 29 de Setembro, já com a integração de Tamara Seda que disputara o “Afrobasket” onde foi considerada melhor ressaltadora, o Kutxabanki Araski venceu o Embutidos Pajariel PDM, por 50-43.

Tamara Seda contribuiu, nesta partida, com 14 pontos e cinco ressaltos em 23:42 minutos na quadra, enquanto a compatriota Leia Dongue esteve perto de arrancar um duplo-duplo com oito pontos e 12 ressaltos (dez ofensivos e dois defensivos) em 22:26 minutos na quadra. Seda foi, de resto, considerada a jogadora mais valiosa (MVP).

Na estreia, a 25 de Setembro, diante da sua antiga equipa, Leia Dongue contribuiu com 12 pontos e oito ressaltos (seis defensivos e dois ofensivos)  em 21:01 minutos na quadra, mas não evitou a derrota  do Kutxabaki Araski diante do Spar Girona, por

67-63.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, partiu nesta quarta-feira, para Douala, onde vai defrontar os Camarões, em partida da terceira jornada da fase de grupos de qualificação ao Mundial de futebol, do Qatar, em 2022. Ainda que desfalcados por algumas pedras basilares, casos de Zainadine Jr., Witi, Kamo-Kamo e o guarda-redes César Machava, a motivação está em alta no conjunto moçambicano.

Foi por volta das 14h00 em que os 19 jogadores, que actuam no campeonato nacional, bem como alguns que jogam fora de portas, deixaram a capital do país, com destino a Douala, nos Camarões, onde sexta-feira defronta a selecção local em mais uma jornada de apuramento ao Mundial do Qatar.

O seleccionador nacional sabe que não contará com todos os jogadores que desejava ter neste duplo confronto com os “Leões Indomáveis”, mas conta com uma motivação extra, o facto de poderem desfilar a sua classe em terrenos que são estratégicos para alavancar as suas carreiras, principalmente para os que jogam intramuros.

Na partida para Douala, Horácio Gonçalves reconheceu que teria pouco espaço para treinos, “devido a questões logísticas”, como ele mesmo repetiu várias vezes na única sessão em solo pátrio, até porque “seriam muitas horas de voos para alguns, que teriam que sair da Europa para Maputo, e de Maputo para Douala e isso poderia desgastar os próprios jogadores”, segundo o técnico.

Por isso mesmo, apenas aqueles que tinham disponibilidade para chegar à capital do país é que vieram juntar-se aos que jogam internamente, casos de Kambala, do Baroka da África do Sul, Luís Miquissone, do Al Ahly do Egipto, Geny Catamo, do Sporting de Portugal, David Malembane, do Lokomotiv Plovdiv da Bulgária, para além de Zainadine Jr., que esteve em Maputo para se apresentar e aferir o grau da sua lesão.

Estes e mais os que jogam no Moçambola vão juntar-se aos que actuam na Europa, nomeadamente Reinildo Mandava, do Lille da França, Mexer, do Bordéus da França, que será o capitão da equipa, e Francisco Bonera, do Marítimo de Portugal.

Gonçalves referiu que a substituição dos três jogadores foi feita dentro do grupo inicialmente convocado de 26 atletas, tendo ficado com 23.

A única chamada à última hora foi do jovem guarda-redes dos sub-20, Kimiss Zavala para ocupar o lugar de César Machava que, por sua vez, tinha sido chamado para o lugar de Victor Guambe, todos os casos por causa de lesões.

O vice-presidente para as selecções nacionais, Martinho Mucuana, é o chefe da delegação da qual constam os oficiais Jorge Bambo, vice-presidente para as Finanças da FMF, Júlio Mendes, secretário permanente da Secretaria de Estado do Desporto (SED), Horácio Gonçalves, seleccionador nacional, Victor Matine, seleccionador-adjunto, Hélder Cossa, treinador de guarda-redes, Francisco Matsinhe, preparador físico, Énio Saize, coordenador, Adil Dassate, Délson Soares, Monteiro Fumo, Florêncio Mahumane, técnico de equipamentos, Mussa Calú, médico e Alberto Solomone, massagista, e Arlindo Manjate, jornalista da Rádio Moçambique.

A selecção nacional de Futebol de sub-20, os Mambinhas, defronta a sua congénere de Marrocos, da mesma categoria, sábado e segunda-feira, no campo da Black Bulls, no âmbito da preparação para o torneio regional da Cosafa.

A preparação para a defesa do título do torneio regional de sub-20 iniciou mais cedo, com dois treinos semanais, com jogadores que actuam em clubes da província e cidade de Maputo.

À reclamação do seleccionador nacional, Dário Monteiro, sobre os jogos de controlo e estágios, a Federação Moçambicana de Futebol respondeu positivamente.

É assim que, no âmbito das relações com a Federação Marroquina de Futebol, os Mambinhas vão defrontar os sub-20 daquele país do norte de África, em dose dupla.

Sábado e segunda-feira são os dias marcados para os jogos de controlo dos Mambinhas sub-20, ambos no campo da Associação Black Bulls, em Tchumene.

A notícia deixou satisfeita a equipa técnica e os jogadores que consideram Marrocos um adversário de alto nível, o que vai facilitar o ensaio dos sistemas que serão utilizados pela equipa moçambicana na prova regional.

“É uma mais-valia poder jogar com Marrocos. Queremos cada vez mais jogos com selecções de outros países ou com as nossas equipas”, disse Dário Monteiro, seleccionador nacional dos sub-20, que, ainda assim, espera por mais jogos de controlo.

As relações entre Moçambique e Marrocos também permitem que os Mambas usem um estádio marroquino como a sua casa para defrontar os Camarões, na segunda-feira, para a quarta jornada da fase de grupos de apuramento ao Mundial 2022.

Depois da derrota na primeira mão, em Maputo, por 0-1, diante da África do Sul, as meninas de sub-20 de futebol feminino querem “dar o troco”, vendendo no terreno da adversária e garantir a passagem à etapa seguinte da fase de qualificação ao Campeonato do Mundo da categoria, que terá lugar na Costa Rica, em 2022.

Foi com essa pretensão que deixou a capital do país, esta quarta-feira, com destino a Joanesburgo, para o jogo da segunda mão, que terá lugar no sábado, nas terras do rand. Apesar da desvantagem consentida em casa, a seleccionadora nacional, Júlia Fumo, mostra-se confiante e explica que, com muita determinação, é possível dar a volta à eliminatória.

“Embora tenhamos perdido na primeira mão, o grupo está motivado. Estivemos a trabalhar nestas duas semanas. Estamos a fazer de tudo para contrariar o resultado em casa”, disse Júlia Fumo à FMF.

Para esta empreitada fora de portas, a equipa moçambicana parte desfalcada de uma das suas maiores jogadoras, nomeadamente Amália, que se recupera de uma lesão, entretanto Júlia Fumo afirma estar tudo controlado e que, apesar de ser um adversário difícil, espera que a equipa dê o seu melhor. Até porque conta com o apoio do povo moçambicano que reside naquele país do sul do continente.

A vitória das sul-africanas, na primeira mão, não sofreu qualquer contestação, em razão da sua superioridade, com algum “perfume” à mistura. Tem jogadoras com grande apuro técnico, casos da capitã Lonathemba, uma verdadeira líder do sector defensivo, a Thembelilhe, “dor de cabeça” no ataque, e outras que, a médio e longo prazos, podem ser grandes referências no futebol feminino do seu país.

Apesar da grandeza sul-africana, a selecção nacional também deixou algumas notas indeléveis. A capitã Joana Brenhuze “Joaninha”, de Sofala, que, por várias vezes levantou a minúscula plateia com os seus cortes e alívios em momentos cruciais, para além da Rosalina Mondlane, no ataque, que foi uma das mais inconformadas, a par da Paula Malate que esteve perto de marcar.

Mais notável ainda foi a prestação da guarda-redes moçambicana, Neima Nhamirre, que certamente justificou a sua escolha para defender a baliza das sub-20.

A selecção sub-20 feminina do nosso país fez o seu último treino em solo pátrio na manhã desta terça-feira, no campo da FMF, na Machava, e já em solo sul-africano vai realizar duas sessões, sendo a primeira esta quinta-feira e na sexta-feira, à hora do jogo, o treino de adaptação ao relvado.

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