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O País – A verdade como notícia

O Ferroviário da Beira defronta, esta quinta-feira, às 13h30, o Ulinzi Warriors da Quénia em desafio da 2ª jornada do Grupo H2 da Divisão Este de Apuramento a Basketball Africa League (BAL), prova que decorre em Joanesburgo, África do Sul.

Ultrapassado, com sucesso e tons de passeio na quadra do Wembley Stadium, em Joanesburgo, África do Sul, o primeiro obstáculo que dava pelo nome de Cobra Sport (adversário que venceu por 76-36), o Ferroviário da Beira tem esta quinta-feira mais missão na qual pode dar o salto para se colocar numa das três primeiras posições da Divisão Este que dão acesso à Elite 12 da Basketball Africa League.

O adversário é o Ulinzi Warriors, conjunto adstrito as Forças de Defesa do Quénia e que conquistou duas edições da “KBF Premier League”, principal prova de basquetebol daquele país.

No seu palmarés, o Ulinzi Warriors conta com dois títulos conquistados em 2015 e 2019, sendo que há dois anos deixou para trás a concorrência do KPA (açambarcou o título em 2014, 2016, 2017 e 2018), Nairobi City Thunder, Equity Bank, Emyba, Strathmore, Eldonets, Lakerside, KCA U, Umoja, USIU Tigers e World Hope.

Em 2014, em pleno Nyayo National Stadium Gymnasium, o Unlizi Warriors perdeu na final da liga de basquetebol do Quénia diante do KPA por 3-1, num “play-off” a melhor de cinco jogos.

Os vencedores da KBF Premier League, que fizeram a sua estreia no torneio, perderam com o New Star, campeão do Burundi, por 80-74, na segunda jornada do Grupo D nas eliminatórias da Divisão Leste, realizadas em Outubro, em Dar Es Salam, Tanzânia.

Landry Ndikumana, duas vezes jogador mais valioso da Zona 5, esteve muito perto de um duplo-duplo nesta partida ao contabilizar 21 pontos e nove ressaltos em 27:24 minutos na quadra. Os 19 pontos e quatro ressaltos de Victor Maisiba Bosire, em 38:10 minutos na quadra, não foram suficientes para evitar a derrota dos quenianos.

Diante do Cobra Sport, outro adversário do Ferroviário da Beira no Grupo H2 da Divisão Este, o Ulinzi Warriors já conseguiu uma vitória por seis pontos (53-47), resultado que permitiu a qualificação para a elite 16, na África do Sul.

Na liga local, nas vésperas da derradeira fase de qualificação, os “soldados”’- como também são designados- perderam com o Nairobi City Thunder (56-51) e, depois, derrotaram a Autoridade Portuária do Quénia (KPA) por 65-55.

“Intensificamos o treinamento e optamos por treinos bidiários na última fase da nossa preparação para a prova. Fizemos alguns jogos no campeonato e vamos usá-los como parte dos nossos preparativos para o BAL”, disse William Balozi, “coach” do Ulinzi Warriors.

Seja como for, Luiz Hernandes tem a sua armada montada para cumprir o objectivo central: marcar presença na 2ª edição da Basketball Africa League (BAL) e, efeito-causa, encaixar alguns milhões.

O terceiro classificado da última edição da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal tem, aliás, a receita para voltar a vencer: agressividade defensiva, clarividência ofensiva, elevado nível de concentração e maior aproveitamento quer nos lançamentos de campo quer na linha dos lances livres e 6, 75 metros.

A margem folgada (30 pontos) com a qual “destruiu” o Cobra Sport do Sudão, na estreia, deu para girar a equipa (Alberto António Senda foi o único jogador a não contabilizar minutos na quadra),  descansar os jogadores com mais minutos na quadra e ensaiar outras situações de jogo. Enfim, um ritmo de treino para quem partiu para estas eliminatórias, uma vez mais, sem ritmo competitivo desejável.

 

OS NÚMEROS DA ESTREIA

Augusto leitor, sem dúvidas, o 1º e 2º quartos do jogo com o Cobra Sport do Sudão denunciavam ou mesmo prenunciavam um grau elevado de dificuldades para o Ferroviário da Beira. Pois é: foram equilibrados, com o Ferroviário da Beira a controlar o primeiro com parcial de 20-14, e os sudaneses o segundo com cinco pontos de vantagem: 20-15. No terceiro e quarto quartos, a equipa moçambicana agigantou-se e deixou patente as diferenças de qualidade de plantéis.

Os “targets”, esses, indicavam 30 em 64 nos lançamentos de campo (46.88%), 9 em 14 na linha de lances livres e 7 em 21 nos tiros exteriores (33.33%).

O Ferroviário da Beira teve ainda um registo de 40 ressaltos (31 defensivos e nove ofensivos), 10 “turnovers” e 26 assistências. Com mais minutos na quadra (35:52), Jermel Michele Kennedy contabilizou sete pontos e nove ressaltos. O melhor cestinha foi Helton Ubisse com 17 pontos aos quais acrescentou cinco ressaltos (três defensivos e dois ofensivos) em 30:56 minutos na quadra.

Ubisse foi secundado pelo base norte-americano William Kiah Perry que, em 28:49 minutos na quadra, contabilizou 16 pontos.

O conjunto verde-e-branco contabilizou 12 pontos em situações de perdas de bola contra nove dos sudaneses. Em situações de segundas bolas, esteve ligeiramente melhor o Cobra Sport do Sudão com 13 pontos contra seis do Ferroviário da Beira.

 

ALVARO MASA DESTRÓI CAPE TOWN

Bem conhecido no basquetebol moçambicano, não fosse ele MVP (jogador mais valioso) da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal em 2018 (prova disputada entre Maputo e Beira) e 2019 (realizada nos pavilhões do Maxaquene e Eduardo Mondlane), Alvaro Masa reforçou o New Star do Burundi, conjunto integrado no Grupo H1, Divisão Leste.

Masa contribuiu com 25 pontos e seis ressaltos (cinco defensivos e um ofensivo) e três assistências na vitória do New Star do Burundi diante do Cape Town Tigers da África do Sul, por 83-71.

Em 38:10 minutos na quadra, Alvaro Masa concretizou 10 em 23 lançamentos de campo (43.5%) e 5 em 11 tiros exteriores (45.5%).

O extremo espanhol Masa e o armador Guibert Jimbelê, este último que contabilizou 14 pontos, lideram os burundienses a um parcial de 6-0 logo no primeiro quarto com dois tiros exteriores certeiros.

A experiência de Masa e Gasana, que disputaram a primeira edição da Basketball Africa League (BAL), em Kigali, Ruanda, foi determinante para a vitória do New Star.

“Eu não conhecia muito bem a equipa quando me juntei aos meus colegas, mas devo dizer que eles amam o basquetebol no Burundi. Foi um grande esforço. Demos um grande passo em direcção à qualificação para o BAL”, disse Masa.

A estreia do Ferroviário da Beira na última fase de acesso à Liga Africana de Basquetebol não podia ter começado de forma diferente. Aliás, depois de ter terminado em segundo na fase anterior, os “locomotivas” da Beira entraram para esta derradeira fase como favoritos e não deixaram os seus créditos em mãos alheias.

Diante do Cobra Sport do Sudão do Sul, o Ferroviário da Beira não mediu esforços e venceu por 76-46.

Entrou bem no jogo e no primeiro período já vencia por 20-14, mas o excesso de confiança teria prejudicado a equipa moçambicana que, no segundo período, marcou cinco pontos a menos em relação ao Cobra, 15-20, indo ao descanso com o resultado de 35-34 a favor da turma da Beira.

O técnico espanhol do Ferroviário da Beira terá puxado as orelhas dos seus jogadores que voltaram transfigurados. 20-6 e 21-6 nos períodos finais, mostraram a vontade da turma moçambicana em sair vencedor e o resultado final de 76-46 é disso prova.

William Pery, com 12 assistências e 12 ressaltos, e Helton Ubisse, com 17 pontos, foram os melhores do lado moçambicano.

Em termos estatísticos, o Ferroviário da Beira teve um aproveitamento de 53.49% nos lançamentos de dois pontos, ou seja, 23 em 43 tentativas, contra 31.03% dos sudaneses, que acertaram nove em 29 tentativas. Nos lançamentos triplos, os “locomotivas” da Beira tentaram 21 vezes e acertaram sete, ou seja, 33.33%, enquanto o Cobra Spirt tentou 29 vezes e acertou oito, uma média de 27.59%.

Nos lançamentos livres, nos 6.25 metros, a turma de Moçambique teve 14 oportunidades e acertou nove, média de 64.29%, contra 57.14% do seu adversário, a razão de quatro acertos em sete tentativas.

Com este resultado, o Ferroviário da Beira está a uma vitória, num jogo a realizar-se próxima quinta-feira, quando forem 15:30h, diante do Ulinzi Warriors do Quénia, para garantir acesso directo à BAL.

Esta quarta-feira, as equipas do Quénia e do Sudão do Sul jogam entre si.

O New Star do Burundi, que devia fazer parte do grupo do Ferroviário da Beira, desistiu de disputar esta fase.

Há somente quatro vagas por disputar para se chegar aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões Europeus e Lille LOSC da França, onde actua o moçambicano Reinildo Mandava, luta por uma dessas vagas. O Benfica de Portugal também está nesta luta por um lugar na fase a eliminar da liga milionária.

Duas vagas no grupo G, mais uma no grupo E, e outra no grupo F estão em disputa esta quarta-feira, quando se disputar a última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões Europeus.

Mais preocupante é o grupo G, no qual está o Lille, de Reinildo Mandava, que, mesmo estando a liderar, ainda não tem a passagem assegurada para os oitavos-de-final. É que todas as equipas têm possibilidades de passar à fase seguinte.

O Lille desloca-se à Alemanha para defrontar o Wolfsburgo e precisa de empatar ou vencer para estar presente na próxima fase da prova. Ou seja, LOSC Lille apura-se se evitar a derrota. Termina em primeiro se vencer ou se empatar e o Salzburgo não vencer.

O Salzburgo, porém, segue em frente se evitar a derrota. Termina em primeiro se vencer e o Lille não vencer na Alemanha.

Para o Sevilha, apenas a vitória interessa diante do Salzburgo. Termina em primeiro se vencer e o Lille perder na Alemanha.

Finalmente, o Wolfsburgo qualifica-se se vencer o Lille. Termina em primeiro se ganhar e o outro jogo ficar empatado.

Porém, são contas que só ficarão esclarecidas após o término dos dois jogos, na Alemanha e na Áustria.

 

PRECISA-SE DE UM BENFICA NO SEU MELHOR E… COM SORTE

No Grupo E, o Benfica está sempre obrigado a bater o Dínamo Kiev, o campeão ucraniano, que faz a sua despedida esta época das provas europeias, e tem que esperar que o FC Barcelona não vença em Munique o Bayern, também já apurado no primeiro posto.

O Benfica, “magoado” pelo desaire caseiro com o eterno rival Sporting para o campeonato, tem um registo perfeito nos jogos em Lisboa com o Dinamo Kiev (1-0 em 2016 para a “Champions” e 5-0 em 1992 para a Taça dos Campeões Europeus) e precisa de manter a tradição para continuar em frente na prova, sempre com a “ajuda” do Bayern Munique, que recebe o FC Barcelona num dos jogos da ronda à porta fechada, devido à pandemia da COVID-19.

É preciso voltar a 2000/01 para ir ao encontro da última vez em que o Barcelona não conseguiu ultrapassar uma fase de grupos, mas o perigo de isso voltar a acontecer nunca foi tão grande como agora. O novo treinador Xavi Hernández – então com 20 anos – fazia parte dessa equipa Blaugrana e sabe que precisa de uma vitória no campo do Bayern para continuar em prova sem precisar de saber o resultado do Benfica contra o Dínamo Kiev.

 

ÁRBITRO ALEMÃO APITA RECEPÇÃO DO BENFICA AO DÍNAMO KIEV

Deniz Aytekin foi o árbitro escolhido pela UEFA para apitar o Benfica-Dínamo Kiev, encontro da sexta e última jornada do Grupo E da Liga dos Campeões que está agendado para às 22 horas desta quarta-feira, no Estádio da Luz.

O alemão, de 43 anos de idade, terá os compatriotas Christian Dietz e Markus Sinn como auxiliares, contando com o apoio de Bastian Dankert no vídeo-árbitro e Marco Fritz como assistente de vídeo-árbitro.

Internacional desde 2011, Aytekin já se cruzou com o Benfica em duas ocasiões: apitou a vitória (3-0) sobre o Dínamo Zagreb da segunda mão dos oitavos-de-final da Liga Europa, em 2018/2019; e esteve na derrota (0-2) com o CSKA Moscovo da fase de grupos da Liga dos Campeões, em 2017/2018.

 

VILLARREAL OU ATALANTA PARA ACOMPANHAR MANCHESTER UNITED

Além desse grupo com equipa portuguesa, as decisões vão também passar pelo Grupo F, com Villarreal e Atalanta a lutarem pelo segundo lugar e por quem acompanha o Manchester United, de Diogo Dalot, Bruno Fernandes e Cristiano Ronaldo, para a próxima fase.

Numa “final”, a Atalanta recebe o Villarreal, vencedor da Liga Europa na última temporada. O Villarreal segue em frente se evitar a derrota e, caso perca, termina em terceiro. Já o Atalanta passa se vencer e só termina em terceiro se empatar.

Mas, há ainda uma luta pela Liga Europa, na qual o Young Boys, apesar de não terminar entre os dois primeiros, poderá terminar em terceiro se vencer o Manchester United e a Atalanta perder.

Finalmente, no grupo H, tudo está decidido. Pelo menos no que diz respeito aos que passam aos oitavos-de-final da Liga Europa, quem passa à Liga Europa e quem diz adeus às competições europeias.

Chelsea e Juventus lutam apenas pelo primeiro lugar, já que ambas têm 12 pontos somados. O Chelsea só termina em primeiro se vencer ou empatar e a Juventus não vencer na recepção ao Malmo. O mesmo acontecendo com a Juventus para terminar em primeiro lugar, onde precisa apenas de somar pontos em casa e esperar que o Chelsea perca todos os pontos na Rússia.

O Zenit vai sempre terminar em terceiro e seguir para o “play-off” da eliminatória da Liga Europa, enquanto o Malmö termina em quarto.

 

BAYERN VS BARCELONA À PORTA FECHADA

É oficial. O Bayern vs Barcelona, encontro da derradeira jornada do Grupo E da Liga dos Campeões, marcado para esta quarta-feira, em Munique, vai realizar-se à porta fechada. A informação já tinha sido avançada por alguma Imprensa internacional e foi confirmada pelos dois clubes.

A decisão de fechar a Allianz Arena ao público é uma das muitas medidas decretadas pelo Governo federal da Baviera no sentido de controlar a pandemia, numa altura em que se regista um crescimento de casos da COVID-19 na Alemanha. As bancadas do estádio do Bayern vão continuar fechadas ao público, pelo menos, até ao final do ano, pelo que, além do Barcelona, os bávaros jogarão também com o Wolfsburgo, a 17 de Dezembro, sem o apoio dos adeptos.

O jogo entre Bayern e Barcelona, recorde-se, tem particular interesse para o Benfica, cuja vitória, na Luz, sobre o Dínamo Kiev, poderá não ser suficiente para carimbar o passaporte para os oitavos-de-final da “Champions”. Os encarnados precisam igualmente de que o Barça não saia vitorioso do duelo com o Bayern, em Munique.

 

Quarta-feira, 8 de Dezembro

Grupo E:

Benfica (Portugal)    vs       Dínamo Kiev (Ucrânia)

Bayern (Alemanha)  vs       Barcelona (Espanha)


Grupo F
:

Man. United (Inglaterra)    vs       Young Boys (Suíça)

Atalanta (Itália)       vs       Villarreal (Espanha)

Grupo G:

Salzburgo (Áustria)  vs       Sevilha (Espanha)

Wolfsburgo (Alemanha)     vs LOSC Lille (França)


Grupo H
:

Juventus (Itália)       vs       Malmö (Suécia)

Zenit (Rússia) vs       Chelsea (Inglaterra)

O torneio regional de vólei de sala terá lugar de 6 a 15 de Janeiro do próximo ano, em dois pavilhões, e vai contar com cerca de 25 equipas de ambos os sexos. Moçambique será representado por três clubes em masculinos e dois em femininos, que se inscreveram junto à organização através da Federação Moçambicana de Voleibol.

É uma das premissas do novo elenco da Federação Moçambicana de Voleibol, de colocar o país na rota dos circuitos de Voleibol regional, africano e mundial. E para começar, a Taça dos Clubes Campeões, em ambos os sexos, ao nível da região, prova que terá em Janeiro, em Maputo.

Mahomed Valá, presidente da Federação Moçambicana de Voleibol, foi quem deu a conhecer esta competição, que devia ter decorrido em Dezembro do ano passado, mas, devido à pandemia da COVID-19, foi adiada para este ano. Sucede, porém, que, mesmo para este ano, houve algumas reticências que fizeram com que a prova voltasse a ser adiada, de Dezembro para Janeiro de 2022.

Ainda assim, a direcção regional de Voleibol, liderado por Khalid Cassamo, ex-presidente da Federação Moçambicana da modalidade, assegura que seja o país a acolher a prova, havendo esperança de que “desta vez seja de vez”, depois de tantos adiamentos, mesmo tendo em conta o facto de estar em iminência, no país, a quarta vaga da COVID-19, que já afecta países como África do Sul e Botswana.

“Estamos na expectativa de podermos acolher esta prova em Janeiro e posso garantir que estamos preparados para acolher esta competição regional”, disse Mahomed Valá, tendo acrescentado que o trabalho em acção neste momento é de procura de parceiros que possam aliar-se ao projecto e, “através das suas marcas, projectar-se o nosso país para futuras recepções de competições ao nível africano”.

Valá disse estar à espera de, pelo menos, 25 equipas: “Podemos ser cerca de 15 em masculinos e 10 em femininos, mesmo por causa do aumento de casos da pandemia da COVID-19 em alguns países, bem como das restrições que possam ser provocadas por esta doença. “Na África do Sul, por exemplo, não sabemos se virão todas as equipas que estavam inscritas, nem de outros países, por causa da pandemia, mas esperamos cerca de 25 equipas de ambos os sexos”, deu a conhecer Mahomed Valá.

Para esta competição regional, Moçambique será representado por cinco equipas, sendo três em masculinos, nomeadamente AT de Nampula, Unizambeze da Beira e UP de Maputo, enquanto em femininos estarão as equipas da UP e Académica, ambas de Maputo.

 

CAMPEONATOS NACIONAIS CANCELADOS SINE DIE

Entretanto, os representantes moçambicanos na Taça dos Campeões da região deviam ser apurados nos campeonatos nacionais que deviam ter tido lugar em Maputo, de 19 a 27 de Novembro passado, mas tal acabou por não acontecer devido a problemas de comunicação.

É que uma semana antes da realização das provas nacionais de voleibol de sala, muitos clubes comunicaram à Federação Moçambicana da modalidade que não estavam preparados para participar, pois tiveram informação tarde. “Quando se aproximavam os dias dos nacionais, alguns clubes nos informaram que não tiveram a informação a tempo e, por isso, não estavam preparados. Ou seja, as Associações Provinciais não informaram a tempo aos clubes, seus filiados, e tivemos que cancelar a prova”, esclareceu Mahomed Valá.

Este cancelamento fez com que se encontrasse outra forma de ter representantes nacionais na Taça dos Campeões da região, e a Federação Moçambicana de Voleibol lançou o espaço aberto para quem quisesse participar. “Não quisemos deixar que fossem apenas os clubes de Maputo a participar, tendo em conta que temos mais clubes noutras províncias. Então, abrimos espaço para os clubes que quisessem inscrever-se”, deu a conhecer Valá, acrescentando que “foi assim que tivemos a disponibilidade de uma equipa de Nampula, uma da Beira e três de Maputo e isso nos satisfaz”.

O principal objectivo da participação moçambicana nesta competição regional, segundo Mahomed Valá, é recuperar a hegemonia que o país já teve na região. “Se estamos recordados, a AT de Nampula sempre conquistou a Taça dos Campeões ao nível da região e, através desta competição, que será no nosso país, podemos recuperar. A UP Maputo, em femininos, por exemplo, foi campeã regional em 2019 e queremos continuar a ter essa hegemonia”, disse o presidente da Federação Moçambicana de Voleibol.

As provas desta competição regional terão lugar no pavilhão do Desportivo Maputo, já assegurado junto da direcção da colectividade, esperando-se ainda pela disponibilização do pavilhão da UEM, que, neste momento, recebe obras de remodelação para acolher o torneio Cosafa em Futsal.

 

MOÇAMBIQUE FALHA MUNDIAIS DEVIDO À COVID-19

Clubes à parte, as selecções nacionais de vólei de praia também se viram impedidos de disputar provas internacionais devido à pandemia da COVID-19. Duas duplas de masculinos e femininos em sub-19 e sub-21 deviam representar o país nos mundiais da Tailândia, mas a última hora não levantaram voo devido às restrições que o país e a região austral de África têm estado a ser obrigados a cumprir, em relação a alguns países da Europa, da Ásia e da América, por conta do surgimento da variante Ómicron, da COVID-19.

Mahomed Valá disse que foi uma informação que caiu como gelada no seio da sua direcção e atletas, até porque “já tínhamos feito todo processo logístico para a participação das nossas duplas, e, na semana passada, recebemos a informação de que Moçambique está na lista negra da Tailândia e não podemos entrar naquele país”.

Mas, as medidas foram tomadas em relação a esta situação: “escrevemos uma carta para a Confederação Africana de Voleibol e mostrámos o nosso desagrado com esta situação e eles já nos informaram que, na próxima competição mundial, estaremos presentes, seguramente. Estamos satisfeitos, porque a Confederação Africana acatou a nossa reclamação, que é também dos países da região e de alguns de África, que também foram impedidos devido a estas restrições”, disse Mahomed Valá.

Para já, em termos de projecções, Valá diz que o objectivo da sua direcção é qualificar, pelo menos, uma dupla aos próximos Jogos Olímpicos, em Paris, em 2024, para além de trazer ao país, mais concretamente a Vilankulo, vários circuitos de voleibol, nomeadamente o Campeonato Africano e um circuito mundial.

A formação de treinadores e de árbitros, bem como a massificação da modalidade nas escolas, são outros dos objectivos desta direcção que vai liderar o voleibol moçambicano no quadriénio 2021-2024.

Após conquistar o torneio regional COSAFA, o seleccionador nacional de futebol de praia, Abineiro Ussaca, diz estar a viver um momento especial e único em sua vida. Dito de outra maneira, sente-se, até aqui, um homem realizado.

Um ano de sonho para Abineiro Ussaca. É, por isso, um homem feliz. Não é para menos. Num ano desportivamente atípico, ele conseguiu fazer ecoar o hino nacional no concerto das nações e colocar ainda a bandeira nacional a reluzir no meio de tantas outras. Poderá, por essas alturas, Abineiro Ussaca estar a dormir o sono dos justos. E, para tal, nem precisa de duas rodelas de pepino nos olhos.

A conquista da COSAFA viria a ser a cereja no topo do bolo. O foco, consubstanciado com o trabalho árduo, foi elemento-chave para o sucesso. Mas, há mais, Ussaca selou também a presença inédita no Campeonato Africano de Futebol de Praia e no Mundial, por sinal, as duas maiores montras da modalidade. Por lá, espalhou a fragrância do talento moçambicano e também deixou uma mensagem ao mundo: vale a pena sonhar.

“É o primeiro título que eu conquisto além-fronteiras. Significa muita coisa em minha vida e, por isso mesmo, algo muito especial para mim”, diz Abineiro Ussaca. Na hora de colher os louros, o jovem treinador, que por uma tonelada de motivos é o abono de família do futebol de praia moçambicano, explica que a conquista só foi possível mercê ao envolvimento de todos, como é o caso dos jogadores, equipa técnica e a direcção da Federação Moçambicana de Futebol.

“É importante que cada qual faça a sua parte. E, quando é assim, o nosso trabalho fica facilitado”, explica. Abineiro Ussaca até poderia tocar o céu, até porque motivos tem de sobra. Mas, na hora de falar, a humildade rompe-lhe as cordas vocais.

“Não é um ganho só para mim, mas também para o para o país, pois as pessoas já têm uma nova imagem de Moçambique”, observa, ajuntando que, de uma maneira geral, os feitos do combinado nacional contribuem para o desenvolvimento do desporto no país.

 

DESFILAR ENTRE OS GRANDES

Em Maio passado, o país exultou com a qualificação inédita da selecção nacional de futebol de praia para o CAN, cuja fase final teve lugar em Senegal. Era, de facto, um momento de viragem da modalidade. Em Senegal, o combinado nacional terminou a prova na segunda posição, selando, desse modo, a presença no Mundial pela primeira vez. A bandeira do país saía do anonimato no contexto do futebol de praia em África.

“Foi um momento extraordinário para nós. Foi uma honra também estarmos entre as melhores selecções de África, como é o caso do Senegal, que é a melhor selecção de África na actualidade. Só quem lá esteve pode sentir o que nós sentimos”, diz Ussaca.

Mais do que embandeirar em arco, Abineiro Ussaca deixa um recado: “temos de aproveitar o momento de resultados positivos para que possam servir de incentivo e motivação para a divulgação da modalidade no país”. O repto não pára por aí. Para Ussaca, é necessário que o futebol de praia seja praticado em todo o território nacional, visto que, actualmente, apenas a cidade de Maputo movimenta a modalidade.

“Como desportista e como seleccionador nacional, tenho estado a interagir com algumas associações provinciais, com o departamento técnico da Federação Moçambicana de Futebol, bem como com várias pessoas ligadas ao desporto nacional”, sublinha Ussaca. Para Ussaca, é preciso que se faça um investimento sério no futebol de praia, de modo a permitir que a modalidade dê passos significativos. Justifica que Moçambique tem uma costa grande, daí que há condições para a prática da modalidade.

Moçambique irá acolher, no próximo ano, o CAN de futebol de praia. A Cidade de Vilankulo já começa a estar engalanada para acolher a prova e as delegações que se farão presentes. Sobre esta competição, Abineiro Ussaca garante que o combinado nacional estará na sua máxima força. Questionámo-lo sobre os objectivos. E a resposta não foi aquele cliché: “chegar a final e quiçá vencer a prova. Queremos, mais uma vez, ir ao mundial”, garante Ussaca.

Abineiro Ussaca começou a sua carreira no Vulcano FC como treinador de futebol 11, tendo entrado no futebol de praia em 2005. É seleccionador nacional de futebol de praia desde o ano passado. Como seleccionador, orientou também a selecção sénior feminina de futebol feminino.

 

A África do Sul será novamente um ponto de encontro para as equipas que esperam conseguir o seu ingresso para a Basketball Africa League (BAL). Após o sucesso de Joanesburgo como anfitrião das eliminatórias do Grupo F, Divisão Leste, em Outubro, a cidade de ouro sediará uma etapa da Elite 16, que acontecerá no Pavilhão de Wembley, a partir desta terça-feira, 7, até o dia 11 de Dezembro.

Os finalistas do torneio de Joanesburgo e a equipa que vence o jogo do terceiro lugar avançam para a segunda edição do BAL, enquanto outras três equipas se classificam para a divisão Este, Elite 16, agendada para Yaounde, Camarões (11-16 de Dezembro).

Os campeões de Angola, Egipto, Nigéria, Ruanda, Senegal e Tunísia classificaram-se automaticamente para a fase Final da BAL.

O Ferroviário da Beira vai liderar o Grupo H2. O Ferroviário da Beira, que se classificou com um recorde de 2-1 no Grupo F, Divisão Leste, é o favorito para sair do seu grupo na primeira fase e se qualificar. Os moçambicanos vão contar com o reforço do armador americano William Perry. O atacante canadense Jermel Kennedy trará, também, seu impressionante trabalho para a equipa.

Os Ulinzi Warriors, que se classificaram em segundo lugar na Divisão Leste do Grupo D, vão depender dos jogadores do Kenya Morans, como Situma Khaemba, Victor Bosire, Erick Mutoro e Valentine Nyakinda, para ajudar a mudar o grupo.

O Cobra Sports, que ganhou a entrada por meio de repescagem e será um outside do torneio. Dieudonne Ndizeye e Tom Wamukota, do Patriots Basketball Club, trarão experiência para suas fileiras.

Assim, os “locomotivas” do Chiveve vão lutar por uma das três vagas do Grupo H2, da Divisão Leste e iniciam a saga esta terça-feira diante do Cobra Sport do Sudão do Sul, quando forem 15h30, mesma hora de quinta-feira, dia que termina a primeira fase diante do Unlize Warriors do Quénia.

Luiz Hernandez, técnico do Ferroviário da Beira, diz que a sua equipa está pronta para esta etapa de apuramento, mesma opinião defendida pelo capitão da equipa, Armando Baptista, e o extremo Ayad Munguambe, que dizem que a equipa está apta para enfrentar os jogos que terão pela frente, sendo que o objectivo é a qualificação a elite dos 16 que tomarão parte na liga profissional Liga Africana de Basquetebol.

Estalou o verniz na Beira com a não renovação do contrato com Akil Marcelino, treinador que levou o clube ao segundo lugar no campeonato nacional. Nos bastidores, questionou-se, em tom de espanto e indignação, a decisão da Direcção do Ferroviário da Beira.

Certo, e mesmo sem aprofundar, é que o elenco de Valdemar Oliveira justificou que há objectivos desportivos que não foram cumpridos. E, na manhã do quinto dia do frenético mês de Dezembro, veio o anúncio de quem será doravante o maquinista.

É nada mais nada menos que Wedson Nyirenda, treinador zambiano que assinou contrato com os “locomotivas” do Chiveve por uma temporada. É o regresso a uma casa que bem conhece, até porque já orientou o Ferroviário da Beira na temporada 2015-2016, na altura dirigido por Boaventura Mahave.

Aliás, a sua saída foi precisamente para poder assumir o comando técnico da Zâmbia. Na altura, Wedson Nyirenda deixou o Ferroviário da Beira na segunda posição do Moçambola com 43 pontos a seis do líder União Desportiva do Songo, quando faltavam seis jornadas para o fim da prova.

Com a sua saída, Aleixo Fumo (ndr: hoje um dos dirigentes do clube) assumiu as rédeas e sagrou-se campeão nacional de futebol pela primeira vez na sua história, após vencer a União Desportiva do Songo por um a zero, com um golo de ouro de Moniz aos 29 minutos.

O treinador zambiano chegou ao futebol moçambicano em 2013 pela porta da União Desportiva do Songo, tendo permanecido no clube apenas uma temporada.

QUEM É NYIRENDA?

Wedson Nyirenda foi seleccionador nacional de futebol da Zâmbia entre Janeiro de 2017 e Maio de 2018.

Nyirenda dirigiu a Zâmbia na etapa final da campanha de qualificação para Copa do Mundo de 2018, onde terminou em segundo lugar no grupo do qual faziam parte pesos pesados ​​como a Nigéria, Argélia e Camarões.

Outrossim, foi um dos gestores da equipa sub-20 da Zâmbia que conquistou o Torneio COSADCA da categoria, na África do Sul.

Esteve também no comando da Zâmbia no Campeonato das Nações Africanas (CHAN). Sob sua gestão, a equipa venceu a Costa do Marfim terminando na 1ª posição no grupo à frente da Costa do Marfim. Nos quartos-de-final, os zambianos perderam diante do Sudão, mas foram elogiados por terem apresentado “um estilo de futebol atraente”.

Em Abril de 2018, Wedson Nyirenda foi um dos 77 candidatos a assumir o cargo vago de seleccionador nacional dos Camarões.

Em Maio de 2018, o técnico assumiu o Baroka F.C da África do Sul. Mais tarde, precisamente em Julho de 2020, foi indicado como treinador do Dínamos de Lusaka. Conta ainda com uma passagem pelo Zanaco. Nascido a 23 Novembro de 1966, Nyirenda jogou como avançado no Nchanga Rangers e Power Dynamos na Super Divisão MTN. Em 1993, representou o gigante e histórico Kaizer Chiefs da África do Sul.

 

AKIL: A QUEDA DE UM VICE-CAMPEÃO

Está confirmado. Akil Marcelino já não é treinador do Ferroviário da Beira. Mesmo depois de ter levado o clube ao segundo lugar no Moçambola-2021 com 53 pontos, menos cinco que a Associação Black Bulls (inédito campeão nacional), Marcelino não vai continuar no Chiveve por não ter cumprido, alegadamente, os objectivos traçados pela Direcção do Ferroviário da Beira.

Em 26 jornadas, o Ferroviário da Beira contabilizou 16 vitórias, cinco empates e igual número de derrotas, tendo ainda um registo de 37 golos marcados e 19 sofridos.

Com o segundo lugar alcançado, Akil Marcelino assegurou a qualificação dos “locomotivas” do Chiveve para a próxima edição das “Afrotaças”

Curiosamente, dos 14 clubes que disputaram o campeonato nacional de futebol apenas três não despediram os respectivos treinadores, nomeadamente Ferroviário da Beira (Akil Marcelino), Black Bulls (Hélder Duarte) e Ferroviário de Lichinga (Antoninho Muchanga).

Para além de Akil Marcelino, Rockssana Guente (treinador de guarda-redes) e Amisse Barros, figuras que faziam parte da equipa técnica e com contrato válido por uma temporada, não renovaram os respectivos contratos.

Akil Marcelino chegou ao comando do Ferroviário da Beira em Janeiro de 2020, numa contratação anunciada com pompa e circunstância pela direcção liderada por Valdemar Oliveira.

O técnico fora contratado depois de ter trabalhado no Ferroviário de Nampula, onde teve uma época atabalhoada, alcançando a manutenção apenas na última ronda do Moçambola.

“Para ser timoneiro do Ferroviário da Beira, é preciso ter objectivos que são resultados desportivos. Nós desenhamos um portfólio em função daquilo que queremos na próxima época.”

Lembre-se que, nos bastidores, falava-se da contratação de Horácio Gonçalves, treinador que teve uma passagem inglória pelos Mambas, mas tal foi descartado pela direcção do clube.

O Ferroviário da Beira, sabe-se, não irá contar com os préstimos de Dayo, uma das referências nos “locomotivas” nos últimos anos.

O projecto futuro passa por renovar a equipa, injectando sangue novo e apostar na juventude para atacar títulos.

Ferroviário da Beira defronta, esta segunda-feira, às 19h00, o Cobra Sport do Sudão em jogo da 1ª jornada da Divisão Leste da Elite 16 – última fase de apuramento- à Basketball Africa League (BAL), prova a realizar-se de 6 a 11 de Dezembro, em Joanesburgo, África do Sul.

É a etapa decisiva de acesso a mais destacada e apetecível prova de clubes de basquetebol do continente: BAL. Referência, em tão curto espaço de existência e já no mapa internacional, a prova organizada conjuntamente pela FIBA e NBA e com investimentos gigantescos, tem como objectivo dinamizar a modalidade da bola ao cesto em África.

E, nesta caminhada rumo à edição 2022 da Basketball Africa League, o Ferroviário da Beira terá a hercúlea quanto desafiante tarefa de superar o Cobra Sport (Sudão), City Oilers (Uganda) e Ulinzi Warriors (Quénia) para se tornar na segunda equipa moçambicana a marcar presença na prestigiada prova.

Esta segunda-feira, às 13h00, no City Arena Wembley Stadium, em Joanesburgo, o conjunto orientado pelo espanhol Luiz Hernandes trava argumentos com o Cobra Sport do Sudão do Sul. É, de resto, uma formação que perdeu as duas partidas nas eliminatórias do Grupo D realizadas em Outubro, em Dar Es Salaam, na Tanzânia, qualificando-se para Elite 16 como convidada (“wild card”).

Rezam as crónicas que os sudaneses caíram aos pés do New Star do Burundi (67-42), que viria a vencer o grupo B, e o Ulinzi Warriors do Quénia (53-47).

Baseado em Juba, o Cobra Sport tem a particularidade de ter disputado, em 2020, os seus primeiros jogos continentais, ao participar das eliminatórias para a temporada 2020 do BAL.

Para esta empreitada, no geral, e duelo com os sudaneses, em particular, o Ferroviário da Beira potenciou a sua equipa com três jogadores estrangeiros, nomeadamente Jermel Michele Kennedy (canadense), William Perry (base americano) e Austin Mofunanya (extremo-poste americano naturalizado nigeriano).

Austin Mofunanya teve passagens pela NSA (EUA), Espanha, Iraque e França, esperando-se, naturalmente, que venha a emprestar qualidade na luta das tabelas.

William Perry, esse, já está compenetrado com o grupo porquanto foi uma das pedras de toque no Torneio de Apuramento realizado em Maputo, competição na qual o Ferroviário da Beira fez o pleno com seis vitórias em igual número de jogos. Perry esteve, igualmente, em destaque na fase de qualificação que se realizou em Outubro, em Joanesburgo, África do Sul. E não foi diferente com Jermel Michele Kennedy

Intramuros, Luiz Herandes socorreu-se do “power forward” do Costa do Sol, Egídio Zandamela, atleta que se espera que venha dar peso e altura nas tabelas.

Aliás, na fase de qualificação havida no Soweto, Luiz Hernandes percebeu que havia necessidade de preencher as lacunas existentes nas posições 4-5 na sua formação.

Os últimos três dias foram de intensas unidades de treino no pavilhão do Maxaquene, com o espanhol Luiz Hernandes a procurar maior coesão no grupo de trabalho, que se mostra motivado para esta competição.

Depois de enfrentar o Cobra Sport do Sudão, o Ferroviário da Beira irá bater-se sucessivamente com o City Oilers (vencedor da National Basketball League do Uganda em 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019) e Ulinzi Warriors (bicampeã do Quénia).

O regulamento prevê que as duas formações, que terminarem nas duas primeiras posições de cada grupo, se qualifiquem à ronda seguinte, na qual se vão bater nas meias-finais, final e duelo de atribuição do terceiro lugar de cada divisão.

 

TOM WAMUKOTA: A GRANDE REFERÊNCIA

Tom Wamukota é, seguramente, uma das jóias da coroa do Cobra Sport do Sudão para atacar a presença na BALL 2022. O extremo evoluiu na primeira edição da Basketball Africa League (BAL) e quer voltar a brilhar na Arena de Kigali. O valoroso jogador juntou-se ao Cobra Sport no passado dia 26 de Novembro e aponta para uma das vagas de acesso à Elite 12 (fase final a realizar-se próximo ano). Com tanta experiência adquirida jogando basquetebol universitário no Estado de Wichita, nos EUA, entre 2014-2016, Wamukota espera ser uma grande valia.

“Estou com o grupo há uma semana. Entramos, há dias, na fase decisiva da nossa preparação e vamos disputar a prova na África do Sul, com o objectivo de nos qualificarmos. Estamos preparados e motivados. Temos alguns jovens jogadores talentosos que são atléticos”, disse Wamukota em entrevista ao sítio da FIBA. E acrescentou que somente com trabalho árduo é que podem seguir em frente na prova: “Esperamos classificar-nos, com certeza. Esperamos ser uma das três equipas a qualificar-se entre os dois grupos. E acredito que teríamos uma exibição muito boa nesta fase.”

Wamukota, que arrancou excelentes exibições na edição de estreia da BAL, levando o Patriots BC para a 4ª posição após uma derrota por 97-68 para a potência angolana Petro Atlético de Luanda, não deixa de manifestar o seu optimismo.

Estão qualificados para esta competição as formações do Petro de Luanda (campeão angolano na temporada 2020-2021), US Monastir da Tunísia (vencedor do campeonato tunisiano, designado Championnat National A, época 2020-2021), Zamalek do Egipto (campeão na Egyptian Basketball Super League), DUK do Senegal (vencedor da Nationale 1, campeonato senegalês de basquetebol), REG do Ruanda (campeão ruandês de basquetebol) e Hope Rivers (campeão da Nigéria).

 

IVISÃO OESTE 

Grupo G1:

FAP (Camarões)
AS Police (Mali)

SOA (Costa do Marfim)

ASPAC (Benin)

 

Grupo G2:

AS Salé (Marrocos)

SLAC (Guiné)

AS Nigelec (Nigéria)

BC Espoir Fukash (RD Congo)

 

DIVISÃO LESTE

Grupo H1:

Cape Town Tigers (África do Sul)

New Stars (Burundi)

Kurasini Heat (Tanzânia)

Matero Magic (Zâmbia)

 

Grupo H2:

Ferroviário da Beira (Moçambique)

Ulinzi Warriors (Quénia)

City Oilers (Uganda)

Cobra Sport (Sudão do Sul)

O seleccionador nacional de futebol sub-20, Dário Monteiro, disse estar desapontado com o adiamento desta prova regional da qual Moçambique é o actual detentor do troféu. “Estamos desapontados, até por aquilo que os atletas trabalharam em Novembro, realizando cerca de 22 treinos para depois estes não terem a sua repercussão”, lamentou.

Monteiro disse ainda que este adiamento terá um impacto muito grande, tendo, naturalmente, em conta o facto da falta de provas internas face à pandemia da COVID-19. “É muito complicado o desenvolvimento, porque, por exemplo, há jogadores que deixaram de competir aos 15 e, este ano, irão completar 17 anos. Acho que já devíamos começar a treinar e aproveitar este relaxar das medidas”.

Serve de referência recordar que, em Dezembro do ano passado, a selecção nacional de futebol sub-20 conquistou o torneio Cosafa, ao vencer a Namíbia (1-0) em jogo da final realizado no Nelson Mandela Bay Stadium, em Port Elizabeth, na África do Sul.

De resto, esta foi a primeira vez de Moçambique na prova (sub-20) depois de ter perdido na final com a África do Sul, em 2008.

Inserido no grupo A, o combinado nacional fez uma excelente campanha na prova regional, tendo vencido o Lesotho (1-0) na ronda inaugural.

Na segunda jornada, e na senda da vitória inaugural, os Mambinhas arrecadaram mais três pontos ao derrotar o Zimbabwe por 2-0.

Veio a terceira jornada, veio um empate sem abertura de contagem com a similar da África do Sul. Com este resultado, o conjunto, orientado por Dário Monteiro, fechou a fase de grupos em primeiro lugar com total de 7 pontos, seguido da África do Sul (5) e Zimbabwe (4).

O Lesotho, esse, não conseguiu pontuar, terminando a prova na cauda. Nas meias-finais, os Mambinhas mediram forças com a Zâmbia. O jogo terminou com um empate sem golos que foi até à marcação das grandes penalidades, onde os atletas moçambicanos triunfaram por 5-4.

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