O País – A verdade como notícia

O Ministério da Juventude e Desporto vai realizar a Gala Nacional do Desporto 2025, no próximo dia 3 de Outubro de 2025, sexta-feira, pelas 16h00, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo.

Este ano, a gala assume um carácter especial, no âmbito das celebrações dos 50 anos da Independência Nacional, e na ocasião serão homenageadas figuras que marcaram a história do desporto moçambicano ao longo do tempo.

O evento será dirigido pelo Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmando o compromisso do Governo na valorização do desporto como factor de desenvolvimento, unidade e orgulho nacional.

A gala proporcionará momentos inesquecíveis com as maiores lendas do desporto e muito mais, numa noite que ficará marcada na história do país.

A Black Bulls e o Ferroviário de Maputo têm a oportunidade de se redimirem dos empates alcançados na primeira mão dos respectivos jogos referentes à primeira eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões e da Taça CAF, respectivamente. Os dois representantes moçambicanos jogam hoje e amanhã na Matola, para a segunda mão.

Dois jogos, sendo um hoje (sexta-feira) e outro amanhã (sábado), marcam o futuro das equipas moçambicanas nas competições africanas de clubes, no que diz respeito aos objectivos de marcarem presença na fase de grupos da Liga dos Campeões e Taça CAF.

A Black Bulls, que joga no sábado diante do AC Leopards da República Democrática do Congo, tem no seu público o cavalo de batalha para derrotar um adversário que se mostrou acessível no jogo da primeira mão, em Brazzaville, onde empatou sem abertura de contagem.

Nesse desafio, os “touros” jogaram com menos uma unidade após expulsão de Nené, no início da segunda parte, após travar o último homem da equipa adversária que seguia isolado para a baliza de Ernan.

Será, do resto, uma grande baixa para a campeã moçambicana, que quer aproveitar o factor casa para se redimir e procurar chegar na segunda eliminatória da prova.

A Black Bulls tem estado a oscilar nos seus resultados em provas internas, nomeadamente no Moçambola, onde em 13 jogos venceu sete, empatou três e perdeu outros três jogos, não vencendo os seus últimos dois jogos, com empates sem abertura de contagem.

Por seu turno, o Ferroviário de Maputo não foi além de um empate a uma bola na recepção ao AS Fanamalanga do Madagascar, na primeira mão da Taça Nélson Mandela, realizado no sábado no Estádio Nacional do Zimpeto.

Foi um jogo em que os “locomotivas” tiveram de correr atrás do prejuízo, uma vez que a equipa visitante foi a primeira a inaugurar o activo à passagem do minuto 65, com o empate a chegar aos 82 minutos por intermédio de Telinho.

Na segunda mão, marcada para esta sexta-feira, 26 de Setembro, o vencedor da Taça de Moçambique vai continuar a jogar “em casa”, uma vez que o jogo terá lugar na Arena Lalgy, em Tchumene, em virtude dos malgaxes não terem estádio aprovado pela CAF para acolher jogos internacionais. 

É, pois, uma oportunidade para o Ferroviário de Maputo limpar a má imagem deixada na primeira mão e procurar sair com a vitória que garanta a passagem à segunda eliminatória da competição.

Custódio Gune antevê muitas dificuldades no jogo diante do AC Léopards, amanhã, pontuável para a segunda mão da pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos. Ainda assim, o treinador-adjunto da Black Bulls garante que a equipa fará de tudo para passar a eliminatória.

É o jogo que vai definir a equipa que passa para a segunda fase da Liga dos Campeões Africanos. A Black Bulls está ciente disso, por isso só pensa apenas em um resultado. 

Para tal, o representante moçambicano já tem a estratégia definida para ultrapassar a turma congolesa. 

O jogo entre as duas formações será disputado, este sábado, no Complexo Desportivo de Tchumene.

Dembelé é o vencedor, pela primeira vez, da Bola de Ouro. O jogador francês superou a concorrência de Lamine Yamal e o seu companheiro de equipa, Vitinha.

Paris recebeu uma vez mais a noite mais “glamorosa” do futebol internacional. Não faltaram prémios para dar. Até porque, pela primeira vez, houve as mesmas premiações tanto para o masculino como para o feminino.  

Ousmane Dembélé, de 28 anos de idade, viveu uma noite de glória na 69.ª edição da gala da Bola de Ouro.  O avançado conquistou pela primeira vez uma das mais altas distinções do futebol mundial. Ficou à frente de Lamine Yamal e do companheiro de equipa Vitinha, do PSG.  

Os números não mentem. Dembélé venvceu a liga francesa, Taça de França e Supertaça. E para fechar uma época de sonhos, o avançado francês conquistou a Liga dos Campeões Europeus. Individualmente, em 60 jogos, Dembélé marcou 37 golos, 14 assistências e tantas outras estatísticas que o colocaram no pódio. 

Mas a noite não era só do Dembélé. Lamine Yamal falhou a Bola de Ouro, mas venceu o prémio de Melhor Jovem, pela segunda vez consecutiva. 

O ex-avançado do Sporting, Victor Gyökeres foi distinguido como melhor marcador. Assinou um época inimaginável e conduziu o PSG à conquista de três títulos. Luis Enrique foi distinguido como melhor treinador. 

A gala galardouou também atletas em feminino nas diversas categorias. 

 

O Sporting Clube de Portugal entrou a vencer na UEFA Champions League por quatro bolas a uma aos caiaques do Kairat. A partida decorreu no Estádio José Alvalade, em Lisboa.

Um começo positivo para a equipa de Geny Catamo na Liga dos Campeões, com uma vitória de 4 – 1, frente ao Kairat Almaty. 

Um bis de Francisco Trincão e os tentos de Alisson Santos e Geovany Quenda ditaram a entrada da melhor forma dos leões na competição.

O marcador foi inaugurado por Francisco Trincão, que, no minuto 44, atirou a bola para o fundo das redes, encerrando a primeira parte com um placar de 1-0. 

A segunda parte continuou difícil para o FC Kairat, com Trincão a marcar o segundo. Alisson Santos marcou o terceiro golo, o primeiro como jogador do Sporting, dificultando ainda mais para o Kairat. 

Geovany Quenda juntou-se ao festival de golos ao marcou o quarto dos leões, no minuto 68. 

Finalmente, aos 85 minutos de jogo, a formação do Cazaquistão conseguiu chegar ao golo de honra num forte remate de Edmilson, fechando as contas em 4-1.

 

A Universidade Púnguè vai, nos próximos dias, outorgar o título de Doutor Honoris Causa ao seleccionador nacional, Chiquinho Conde, pelo seu contributo para o desenvolvimento do desporto nacional enquanto jogador e treinador de futebol.

A informação foi partilhada nesta terça-feira, pela reitora daquela universidade pública nacional sediada em Chimoio, Emília Nhalevilo, durante a sua participação no programa matinal “Café da Manhã” da Rádio Moçambique.

Este é um título acedémico honorífico que é atribuído a personalidades que se notabilizam em vários domínios, como cultura, artes, humanidades e ciência.

Com uma trajectória invejável no desporto moçambicano, particularmente futebol, Chiquinho Conde faz parte de uma geração de jogadores que qualificaram Moçambique para a sua primeira participação no Campeonato Africano de Futebol (CAN), em 1986.

No seu percurso, assinala-se também o facto de ter sido o primeiro a disputar três fases finais do CAN, feito que viria, mais uma vez, a ser alcançado pelo lendário capitão dos Mambas, Tico-Tico, e que, igualmente, ainda poderá ser alcançado pelos também capitães da selecção nacional, Dominguez e Mexer, que neste momento participaram em duas edições.

Chiquinho Conde conserva também o feito de ser o moçambicano com o maior número de jogos na Liga Portuguesa, onde disputou 310 partidas, mais 48 que Zainadine Jr., que soma 262. A este facto, junta-se também a façanha de ser o melhor marcador moçambicano na competição, com 87 golos.

Em Portugal, Chiquinho Conde atingiu os píncaros da sua carreira vestindo as cores do Sporting, clube onde actualmente milita o internacional moçambicano Geny Catamo e onde também jogou o ex-internacional Paíto.

RECORDES DE CONDE NA SELECÇÃO

No comando técnico da selecção nacional desde 2021, Chiquinho Conde destaca-se como um treinador de recordes. O antigo capitão dos Mambas cometeu a proeza de qualificar o combinado nacional para três competições consecutivas da Confederação Africana de Futebol (CAF), dois CAN e um CHAN, prova reservada para os jogadores que actuam nas provas domésticas.

Sob comando de Chiquinho Conde, Moçambique qualificou-se pela primeira vez para os quartos-de-final do CHAN, tendo na última edição do CAN conseguido dois empates diante dos colossos do futebol africano, no caso Gana e Egipto, ambos a duas bolas. 

Actualmente, Moçambique luta para garantir a primeira presença no Campeonato do Mundo, ocupando a terceira posição do Grupo G, com 15 pontos, menos quatro que a líder Argélia, que soma 19. Para já, esta é a melhor classificação dos Mambas no histórico de apuramento para esta prova planetária. 

Chiquinho Conde está directamente ligado a cinco CAN nos Mambas, dos três como jogador em 1986, 1996 e 1998, e como treinador em 2023 e 2025. Ou seja, Conde só não esteve associado ao CAN 2010, em Angola.

Os Mambas iniciam a corrida do Campeonato Africano de Futebol (CAN 2025) diante da Costa do Marfim, partida agendada para o dia 24 de Dezembro deste ano, no Estádio do Marrakesh.

Quatro dias depois, no mesmo estádio, a selecção nacional volta a entrar em cena, defrontando a sua congénere dos Camarões, em jogo da segunda jornada do Grupo F da maior e principal prova futebolística do continente africano.

Já no dia 1 de Janeiro de 2026, o combinado nacional terá pela frente a selecção do Gabão, em partida inserida na terceira jornada, encerrando a fase de grupos da prova.

Tido como grupo da morte, o combinado nacional tem a espinhosa missão de, pela primeira vez, garantir a qualificação para a outra fase da competição, feito que Moçambique persegue desde 1986, ano em que se estreiou no Campeonato Africano de Futebol.

Na sua sexta participação na prova, os Mambas têm ainda a missão de garantir a primeira vitória na competição. Na edição passada do CAN, o conjunto moçambicano cometeu a proeza de arrancar dois empates diante de gigantes do futebol africano, no caso Gana e Egipto, ambos a duas bolas.

Apesar desse feito, o combinado nacional terminou a sua participação na fase de grupos, numa prova que acabou por ser conquistada pela anfitriã Costa do Marfim.

Afrotaças: Black Bulls e Fer. Maputo jogam no domingo

A Associação Black Bulls, campeã em título, vai estreiar-se no domingo na presente edição da Liga dos Campeões Africanos, defrontanto a formação do AC Léopards de Dolisié do Congo Brazzaville, em jogo da primeira “mão” da segunda pré-eliminatória. O representante moçambicano vai deixar o país esta quinta-feira rumo ao Congo. Os “Touros” arrancaram com os trabalhos de preparação tendo em vista esta partida no sábado passado, no Complexo Desportivo do Tchumene, em que Hélder Duarte contou com a presença de todos os jogadores. A equipa técnica agendou quatro unidades de treinos antes da partida para Congo Brazzaville, devendo efectuar mais duas em solo congolês. 

O jogo entre as duas equipas está marcado para domingo às 15.30 horas locais, no Estádio Alphonse Massamba-Débat, recinto onde curiosamente a Black Bulls garantiu, na edição passada, o apuramento pela primeira vez, para a fase de grupos das competições africanas após eliminar a turma congolesa do AS Otohô. 

O jogo da segunda “mão” está agendado para dia 26 deste mês, no Lalgy Arenba, em Tchumene. Caso transite para a outra fase, o representante moçambicano irá defrontar o vencedor da eliminatória entre o Remo Stars, da Nigéria, ou Union Sportive das Comores. 

O outro representante moçambicano nas Afrotaças, no caso o Ferroviário de Maputo, tambél joga no domingo, na Taça CAF, defrontando o AS Fanalamanga, do Madagáscar, em jogo da primeira “mão” da competição de acesso à fase de grupos.  

O jogo entre as duas equipas será no Estádio Nacional do Zimpeto, recentemente aprovado pela Confederação Africana de Futebol para as competições oficiais sob sua égide. 

O jogo da segunda “mão” também está agendado para o mesmo recinto em face do representante malgaxe não ter um estádio em condições para acolher partidas organizadas pela CAF. 

A Federação Moçambicana de Voleibol (FMV) ainda não tem fundos necessários para a participação das duplas nacionais no Campeonato do Mundo de Voleibol de Praia de Sub-21, no México, e sénior, na Austrália. Texto: Redacção

Foto: O País

Há um mês do Mundial Sub-21 e a dois do de seniores, a FMV continua sem uma luz verde para viabilizar a deslocação dos representantes moçambicanos nas duas provas. 

O presidente da FMV, Mahomed Valá, refere que a instituição que dirige ainda não recebu nenhuma garantia de suporte financeiro para cobrir as despesas da participação dos atletas moçambicanos nos dois eventos internacionais.

“Para levarmos os nossos atletas à maior prova de vólei de praia, até agora não recebemos qualquer apoio, numa altura em que a competição está praticamente à porta, com o Campeonato do Mundo Sub-21 agendado para os dias 14 a 20 de Outubro, no México, e o “Mundial” de seniores marcado para decorrer entre os dias 14 e 24 de Novembro, na Austrália, com a chegada prevista para o dia 5 desse mês”, explicou Mahomed Valá.

Valá assegura que, apesar desses constrangimemntos, os atletas continuam focados no trabalho, mantendo o foco nos treinos, sob a orientação técnica de Osvaldo Machava.

“Continuamos a treinar e a preparar as nossas duplas nacionais: Verónica/Nádia e Ednilson/Helton (Sub-21), bem como Zelito/Touch e Vanessa/Mércia (seniores), na arena da Costa do Sol, às terças e quintas-feiras. O nosso objectivo é manter o ritmo competitivo dos atletas”, garantiu.

A FMV precisa de pouco mais de nove milhões de meticais para garantir a participação nas duas competições, dos quais 3 558 098,97 meticais se destinam ao Mundial Sub-21, e 6 360 885,54 meticais ao de seniores.

Os tunisinos garantiram o apuramento para o próximo Campeonato do Mundo com um golo aos 90+4′, enquanto os moçambicanos derrotaram o Botswana.

A Tunísia está na fase final de um Campeonato do Mundo pela terceira vez consecutiva! Os tunisinos precisavam de uma vitória na Guiné Equatorial para garantirem já o apuramento para o Mundial 2026 e não terem de esperar pelo estágio de Outubro, e foi isso que aconteceu… de forma dramática.

O único golo do encontro surgiu apenas já no tempo de compensação, aos 90+4 minutos, graças a Mohamed Ben Romdhane, avançado do Al Ahly que tinha entrado há 20 minutos, e que no Mundial de Clubes até marcou ao FC Porto

Antes, os Marrocos tinha-se tornado na primeira selecção africana a garantir presença no Mundial 2026, após dominar o Grupo E das eliminatórias com 21 pontos, em sete jogos. A selecção marroquina destacou-se pela superioridade sobre os adversários, com o segundo colocado, Tanzânia, somando apenas 10 pontos.

Com esta classificação, Marrocos alcança a sua sétima participação na fase final do torneio, consolidando-se como a segunda equipa africana com mais presenças em Mundiais, apenas atrás dos Camarões.

Além disso, será a primeira vez que a selecção marroquina participa em três Mundiais consecutivos, reforçando a consistência e qualidade do futebol no país.

Outro feito histórico é que Marrocos terminou a fase de qualificação como a única equipa africana 100% vitoriosa, mostrando um desempenho dominante e regular ao longo de todas as partidas.

Esta vaga no Mundial 2026 reforça o crescimento do futebol africano no cenário global e coloca Marrocos como uma referência de consistência e competitividade entre as selecções do continente.

MOÇAMBIQUE CONTINUA NA LUTA

Os Mambas reacenderam, na segunda-feira, a esperança de uma possível qualificação para o Mundial, após vencerem o Botswana por duas bolas sem resposta, num jogo que marcou o regresso da selecção nacional ao Estádio Nacional do Zimpeto cinco meses depois da sua interdição pela Confederação Africana de Futebol (CAF).

Os dois golos que deram vitória ao combinado nacional foram apontados po Witi e Faisal Bangal, este último que voltou a vestir as cores nacionais depois de um longo período de ausência devido a lesões. Com este resultado, Moçambique ocupa a segunda posição do Grupo G, com 15 pontos, os mesmos que o Uganda e menos três que a Argélia.

A selecção nacional volta a jogar no dia 6 do próximo mês, em princípio no Estádio Nacional do Zimpeto, diante da Guiné-Conacri, em jogo da nona jornada da fase de qualificação para o maior evento planetário de futebol.

Três dias depois, ou seja, no dia 23, os Mambas encerram a sua participação na fase qualificativa, defrontando a Somália fora. O combinado nacional regista, neste momento, a sua melhor prestação de sempre em fases de qualificação para o Mundial com 15 pontos, podendo ainda somar mais nos dois jogos que restam.

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